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“Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas’”. As duas primeiras semanas do Advento possuem

Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas’”.

As duas primeiras semanas do Advento possuem um caráter Escatologico¹ marcado pela espera da segunda vinda de Jesus, momento propício para uma reflexão maior por meio da liturgia e mística cristã próprias do tempo.

Este segundo domingo possui um apelo a conversão, e por conseguinte um caráter penitencial. O evangelho nos apresenta a figura de João Batista e sua missão de anunciar Jesus Cristo, Joãoresponsável por pregar um batismo de conversão para remissão dos pecados como está escrito nas palavras do profeta Isaias: Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas.(cf. Lucas 3,3-5)

Fica evidenciado que João Batista ao pregar a conversão, prega aquele que batizara não somente com água, mas com Espirito de Verdade e Vida. No entanto, pede aos homens que eliminem de suas vidas os prazeres mundanos que atrapalham sua caminhada de fé, e se lancem nas mãos de Deus, ouvindo a voz daquele que clama no Deserto.

Ouvir a voz que clama no deserto é primordial e necessário, mas somos responsáveis por nosso próprio caminho de salvação. A história de salvação se realiza dentro de cada um de nós pois somos protagonistas do nosso caminho mostrando-nos que as forças externas a nós os “reinos” desse mundo passarão e que nada substitui o Reino de Deus que é para todos.

Participar desse reino de esperança não é viver um Advento e principalmente um Natal de puro sentimentalismo como aquele que chora por coisas vãs que acontecem na vida, mas com a alegria daqueles que se encontraram com o Filho de Deus e sabem que Ele veio e sempre vira até cada um de nós e a todos.

Tanto evangelho quanto a segunda leitura chamam a atenção para o fato de que “todos” pode ser traduzido com a comunidade que deve se preocupar com o anúncio profético e se solidarizar com aqueles que fazem a opção pelo Evangelho, e que a própria comunidade deve dar testemunho de caridade, pois é retirando todas as divisões que conseguiremos dar testemunho de Jesus Cristo que vem.

Sendo assim a conversão é um passo pessoal em que eu me deixo envolver pela graça de Deus, queendireita meu coração preenche todo o meu vazio existencial, rebaixa todo o meu egoísmo que me impede de olhar o meu irmão,sabendo que todo isso é dom de Deus iniciada pela Salvação nos oferecida por Jesus Cristo.

Portanto a melhor maneira ontem e hoje de viver esse período de Advento é a preparação sincera de nosso coração para que nos apresentemos diante de Cristo puros e irrepreensíveis, e que seu amor cresça cada vez mais em nós.

Marwin Amaral Martins
Seminarista do 2° ano de Teologia

Paróquia de origem: São João Batista – Sede – Cariacica.
Paróquia de estágio pastoral: Bom Pastor – Praia da Costa – Vila Velha.

Referências:

 

Primeiros encontros do Papa na viagem à Grécia. Veja a matéria publicada no site Vatican News. Reunido na catedral maronita de Nossa Senhora das

Primeiros encontros do Papa na viagem à Grécia. Veja a matéria publicada no site Vatican News.

Reunido na catedral maronita de Nossa Senhora das Graças de Nicósia com bispos, sacerdotes, religiosos e catequistas, o Pontífice arriscou algumas palavras em grego para manifestar sua alegria e gratidão ao visitar a ilha do apóstolo Barnabé, filho daquela terra.

De modo especial, saudou as comunidades maronita e latina e, ao fazê-lo, manifestou novamente seu carinho e preocupação pelo Líbano:

“Quando penso no Líbano, sinto tanta preocupação com a crise em que o país se encontra e dou-me conta da grande tribulação dum povo cansado e provado pela violência e o sofrimento.”

Não há muros na Igreja

Já ao falar da rica composição da população local, o Papa mencionou o papel de Chipre no continente europeu: “Uma terra com os campos dourados, uma ilha acariciada pelas ondas do mar, mas sobretudo uma história que é entrelaçamento de povos e mosaico de encontros”.

Assim é também entre os católicos: “Não há – e oxalá nunca existam – muros na Igreja Católica: é uma casa comum, é o lugar das relações, é a convivência das diversidades”.

“E não esqueçam disto! Nenhum de nós foi chamado aqui para proselitismo de pregador, jamais. O proselitismo é estéril. Não dá vida. Todos nós fomos chamados pela misericórdia de Deus, que não se cansa de chamar, não se cansa de estar próximo, não se cansa de perdoar.”

Igreja de braços abertos

Mas foi inspirado em São Barnabé que Francisco dedicou grande parte do seu discurso, realçando dois aspectos de sua vida e missão.

O primeiro é paciência. Barnabé foi escolhido pela Igreja de Jerusalém como a pessoa mais idônea para visitar uma nova comunidade, a de Antioquia, formada por recém-convertidos do paganismo. Foi enviado quase como um “explorador”, encontrando pessoas de várias origens.

Em toda esta situação, o comportamento de Barnabé foi de grande paciência: “Queridos irmãos e irmãs, precisamos duma Igreja paciente: uma Igreja que não se deixa abalar e perturbar pelas mudanças, mas serenamente acolhe a novidade e discerne as situações à luz do Evangelho”.

“A Igreja não quer uniformizar, mas integrar todas as culturas, todas as psicologias das pessoas com paciência maternal, porque a Igreja é mãe.”

O Pontífice agradeceu a paciência dos membros da Igreja no acolhimento dos migrantes: “A Igreja em Chipre vive de braços abertos: acolhe, integra, acompanha. É uma mensagem importante também para a Igreja em toda a Europa, marcada pela crise da fé”.

Igreja, instrumento de fraternidade

O segundo aspecto é marcado pela amizade fraterna, como foi entre Barnabé e Paulo de Tarso. Depois da conversão de Paulo, ‘Barnabé tomou-o consigo’. “Isto chama-se fraternidade”, ressaltou Francisco.

Como irmãos, Barnabé e Paulo viajam juntos para anunciar o Evangelho, mesmo no meio das perseguições. Entre os dois houve discussões não por motivos pessoais, mas por uma divergência sobre como realizar a missão.

“Isto é a fraternidade na Igreja”, explicou o Papa. Pode-se discutir sobre as perspetivas, sensibilidades e ideias diferentes. Mas se discute não para se fazer guerra nem para se impor, mas para expressar e viver a vitalidade do Espírito.

“Queridos irmãos e irmãs, temos necessidade duma Igreja fraterna, que seja instrumento de fraternidade para o mundo.”

Que a fraternidade vivida em Chipre – este foi o augúrio do Santo Padre – possa recordar a todos, à Europa inteira que, para construir um futuro digno da humanidade, é preciso trabalhar juntos, superar as divisões, derrubar os muros e cultivar o sonho da unidade.

“Temos necessidade de nos acolhermos e integrarmos, de caminharmos juntos, de sermos todos irmãs e irmãos!”, conclui Francisco agradecendo em grego: Efcharistó [obrigado]!

“Ser catequista significa que a pessoa “é catequista”, não que “trabalha como catequista”. É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas,
“Ser catequista significa que a pessoa “é catequista”, não que “trabalha como catequista”. É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas, que sejam ao mesmo tempo companheiros e pedagogos”, diz Francisco.

No último vídeo 2021 com a intenção de oração para o mês de dezembro, o Papa Francisco dedica sua mensagem “aos catequistas e às catequistas”, agradecendo-lhes “pelo entusiasmo interior com que vivem esta missão a serviço da Igreja”.

Os catequistas têm uma missão insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé. O ministério laical do catequista é uma vocação, é uma missão. Ser catequista significa que a pessoa “é catequista”, não que “trabalha como catequista”. É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas, que sejam ao mesmo tempo companheiros e pedagogos.

Nestes tempos em que o mundo passa por tantas mudanças, Francisco agradece pelo entusiasmo dos batizados que, com esforço e alegria constantes, transmitem a fé, encorajando-os a continuar anunciando o Evangelho “com sua vida, com mansidão, com uma linguagem nova e abrindo novos caminhos”. “Em tantas dioceses, em tantos continentes, a evangelização está fundamentalmente nas mãos de um catequista”, diz ainda o Papa no vídeo.

“Rezemos juntos pelos catequistas, chamados a anunciar a Palavra de Deus, para que a testemunhem com coragem, com criatividade, com a força do Espírito Santo, com alegria e com muita paz”.

Em maio deste ano, Francisco deu grande importância aos catequistas, ao instituir seu ministério laical por meio do Motu Proprio Antiquum ministerium. Agora, no final de 2021, o Santo Padre ratifica esta forma de serviço que se manteve ao longo da história da Igreja.

O Papa Francisco ao final da audiência de hoje, 1 de dezembro de 2021, lembrou que se celebra o Dia Mundial contra a Aids
O Papa Francisco ao final da audiência de hoje, 1 de dezembro de 2021, lembrou que se celebra o Dia Mundial contra a Aids e sua próxima viagem. Para os aidéticos pediu tratamento para todos. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
“Faço votos por um renovado empenho solidário para garantir tratamentos de saúde équos e eficazes”, disse o Papa ao final da Audiência Geral. O Pontífice também pediu a oração dos fiéis por sua 35a Viagem Apostólica internacional, que o levará a Chipre e Grécia.

Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco citou a celebração neste dia 1° de dezembro do Dia Mundial de combate à Aids.

“É uma importante ocasião para recordar as muitas pessoas acometidas por este vírus, para muitas das quais, em algumas regiões do mundo, não está disponível o acesso aos tratamentos essenciais. Faço votos por um renovado empenho solidário para garantir tratamentos de saúde équos e eficazes.”

Viagem Apostólica

O Pontífice mencionou ainda a sua iminente viagem apostólica a Chipre e Grécia, que tem início esta quinta-feira. Dois países, disse o Papa, ricos de história e de espiritualidade:

“Será uma viagem às fontes da fé apostólica e da fraternidade entre os cristãos de várias confissões. Terei também a oportunidade de visitar uma humanidade ferida na carne de tantos migrantes em busca de esperança. Irei a Lesbos. Eu lhes peço, por favor, que me acompanhem com a oração.”

Acontece hoje (29), na Catedral de Vitória a tradicional Celebração Penitencial do Clero, presidida por Dom Dario Campos, a partir das 19h30. Segundo padre

Acontece hoje (29), na Catedral de Vitória a tradicional Celebração Penitencial do Clero, presidida por Dom Dario Campos, a partir das 19h30. Segundo padre Diego Carvalho que é o Representante dos Presbíteros da Arquidiocese de Vitória será realizado um momento penitencial e de reflexão, mas sobretudo um momento de busca de Deus para religiosos, sacerdotes, seminaristas, freiras e diáconos. E todos estão convidados para esta oportunidade de reflexão do servir de cada um e ao mesmo tempo de reconhecimento da humanidade buscando pontuar onde precisamos melhorar.

“Então a noite penitencial tem esse caráter que é levar os religiosos à reflexão. Quem somos e o que podemos ser? Uma vez que somos instrumentos nas mãos de Deus para ajudar as outras pessoas a também se aproximarem de Deus. Essa celebração penitencial vai nos preparar para iniciar esse tempo tão bonito da nossa Fé Católica que é o Advento, em preparação para o Natal de Jesus Cristo. E Natal é tempo de renovo, tempo de esperança, tempo de realizações”.

Para padre Diego Carvalho essa noite penitencial é uma resposta também para o questionamento que os religiosos dentro de si sobre o individualismo. “Nós não podemos de forma alguma nos afastarmos do outro. Somos chamados a viver esse momento de penitência, mas também de encontro com Deus, com o irmão e conosco. E tudo isso em uma noite celebrativa, uma noite de busca de Deus, do encontro com Deus para levarmos Deus também às pessoas”.

Ele também conta que uma curiosidade que existe entre os fiéis e que uma vez ele foi perguntado é se padre também se confessa e freira se confessa. “E a resposta é sim. Todos nós nos confessamos, porque nós precisamos da Graça de Deus, porque pecamos, somos todos humanos. Essa noite penitencial vem como uma pausa, para revigorarmos nossas forças para servirmos melhor nossas comunidades nesse novo ano litúrgico que se inicia,” encerra o representante dos presbíteros.

 

Frei Paulo Roberto Pereira, guardião do Convento da Penha, foi eleito para o serviço de Ministro Provincial da Província Imaculada Conceição, para o sexênio

Frei Paulo Roberto Pereira, guardião do Convento da Penha, foi eleito para o serviço de Ministro Provincial da Província Imaculada Conceição, para o sexênio 2022-2027 em segundo escrutínio, quando obteve a maioria absoluta (mais do que a metade dos votos, num total de 56).

O Ministro Provincial é o responsável por servir os irmãos da Província, como disse  o Visitador, Frei César Külkamp, que presidiu a celebração de tomada de posse de frei Paulo: “Que essa Palavra continue inspirando a cada um de nós, membros da Província, da Ordem dos Frades Menores, em especial você, Frei Paulo, que recebeu hoje esse encargo, esta tarefa de servir aos seus irmãos”. Na mesma cerimônia de posse, frei Paulo fez sua profissão de fé: “Eu, Frei Paulo Roberto Pereira creio e professo todos e cada um dos artigos contidos no símbolo da fé, a saber: Creio em um só Deus, Todo-Poderoso (…) Também, firmemente aceito e guardo todas e cada uma das coisas referentes à doutrina da fé e costumes, quer sejam pela Igreja definidas por um solene pronunciamento, quer sejam sustentadas e declaradas pelo magistério ordinário – da maneira que pela mesma Igreja são propostas, principalmente aquilo que se refere ao ministério da Santa Igreja de Cristo, aos Sacramentos da mesma, ao Sacrifício da Missa, e ao Primado do Romano Pontífice”.

A Arquidiocese de Vitória agradece ao frei Paulo pelo trabalho evangelizador que realizou na área pastoral Vila Velha e nos últimos anos como guardião no Convento da Penha e deseja que sua nova missão seja realizada na alegria deixando-se guiar pelo Espírito Santo de Deus.

 

O Papa Francisco no Angelus do 1° Domingo do Advento disse aos fiéis: “Erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em
O Papa Francisco no Angelus do 1° Domingo do Advento disse aos fiéis: “Erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em que tudo parece estar acabado que o Senhor vem para nos salvar; esperá-lo com alegria mesmo em meio às tribulações, nas crises da vida e nos dramas da história”. Leia a matéria publicada no site Vartican News.
O Papa Francisco conduziu a oração do Angelus ao meio-dia deste domingo – o I Domingo do Advento – com os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro. Na alocução que precedeu a oração mariana, comentando o Evangelho da liturgia do dia ressaltou-nos que o mesmo nos fala da vinda do Senhor no final dos tempos.

“Jesus anuncia eventos desoladores e tribulações, mas justamente neste ponto nos convida a não ter medo. Por quê? Porque tudo vai correr bem? Não, mas porque Ele virá, disse Francisco destacando uma passagem do Evangelho:

Ele diz: “Erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação” (Lc 21,28). É bom ouvir esta palavra de encorajamento: erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em que tudo parece estar acabado que o Senhor vem para nos salvar; esperá-lo com alegria mesmo em meio às tribulações, nas crises da vida e nos dramas da história.

Jesus nos mostra o caminho

Mas como levantar a cabeça, como não nos deixarmos absorver por dificuldades, pelos sofrimentos, pelas derrotas? – perguntou o Santo Padre.

Jesus nos mostra o caminho com um forte apelo: “Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados. Ficai acordados, portanto, orando em todo momento”. “Ficai acordados”: a vigilância. Detenhamo-nos sobre este importante aspecto da vida cristã, convidou o Pontífice.

Estar vigilantes

Pelas palavras de Cristo, vemos que a vigilância está ligada à atenção: cuidado, não se distraiam, ou seja, fiquem acordados! Vigilar significa isto: não permitir que o coração se torne preguiçoso e que a vida espiritual se enfraqueça na mediocridade. Ter cuidado porque se pode ser “cristãos adormecidos”, sem impulso espiritual, sem ardor na oração, sem entusiasmo pela missão, sem paixão pelo Evangelho. E isto leva a “adormecer”: a continuar com as coisas por inércia, a cair na apatia, indiferentes a tudo, exceto ao que nos convém.

Precisamos estar vigilantes para não arrastar nossos dias para o hábito, para não nos fazer ficar pesados – diz Jesus – pelas preocupações da vida. Hoje, então – prosseguiu -, é uma boa oportunidade para nos perguntarmos: o que pesa no meu espírito? O que me faz acomodar na poltrona da preguiça? Quais são as mediocridades que me paralisam, os vícios que me esmagam até o chão e me impedem de levantar a cabeça? E com relação aos fardos que pesam sobre os ombros dos irmãos, estou atento ou indiferente?

Estas perguntas nos fazem bem, porque ajudam a proteger o coração da preguiça, que é um grande inimigo da vida espiritual. Ela é aquela preguiça que nos mergulha na tristeza, que nos tira o gosto de viver e o desejo de fazer. É um espírito negativo, maligno que aprisiona a alma no torpor, roubando-lhe a alegria. O Livro dos Provérbios diz: “Guarda teu coração, porque dele brota a vida” (Pr 4,23). Custodiar o coração: isso significa vigilar!

O segredo para estar vigilante é a oração

A oração do coração pode nos ajudar, repetindo frequentemente pequenas invocações. No Advento, acostumemo-nos a dizer, por exemplo: “Vem, Senhor Jesus”. Repitamos esta oração ao longo do dia: a alma permanecerá vigilante!

Marcílio Netto I “[…] levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lc 21,28).  Com a celebração deste I Domingo do

Marcílio Netto I “[…] levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lc 21,28). 

Com a celebração deste I Domingo do Advento, dá-se início a um novo ano litúrgico na vida da Igreja. O tempo do Advento no início desse novo ciclo tem por objetivo preparar todos os fiéis para celebrar com dignidade a grande solenidade que se aproxima, a saber: o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O termo “Advento” deriva do latim adventus que significa precisamente “vinda/chegada”; e, por isso, a sagrada Liturgia deste primeiro Domingo convida a todos a permanecer vigilantes e preparados para a vinda do Salvador. A Igreja, como fiel esposa de Cristo, anuncia a sua vinda, quer recordando o seu nascimento ou apontando para o futuro: “então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória.” (Lc 21,27).

As leituras bíblicas que compõem a Liturgia da Palavra evidenciam a vinda do Messias como cumpridor das promessas de Deus para com o povo de Israel (cf. Jr 33,14); exortam os fiéis a tomarem consciência da santidade de vida que devem possuir (cf. 1Ts 3,13); e, sobretudo, apontam para o dia do juízo final, quando todos deverão ficar de pé diante de Deus (cf. Lc 21,36).  

O profeta Jeremias (1ª Leitura) vê a vinda do Messias como um cumprimento das promessas de Deus para com o povo de Israel: “eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei cumprir a promessa de bens futuros para a casa de Israel e para a casa de Judá” Jr 33,14. Apesar das iniquidades, da idolatria, dos pecados e da infidelidade para com Deus, Ele permanece fiel à sua aliança, de tal forma que “quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher […]” (Gl 4,4).

É da casa de Davi que nascerá o Salvador “[…] farei brotar de Davi a semente da justiça […]” Jr 33,15, a justiça que o profeta está se referindo é a atividade salvífica, Jesus é o Salvador de toda humanidade e levará a cabo o cumprimento de todas as promessas.  

O Papa Bento XVI, celebrando as I Vésperas do I Domingo do Advento, ensina que “Deus não se fechou no seu Céu, mas inclinou-se sobre as vicissitudes do homem: um Mistério grande que chega a superar qualquer expectativa possível. Deus entra no tempo do homem do modo mais impensado: fazendo-se menino e percorrendo as etapas da vida humana, para que toda a nossa existência, espírito, alma e corpo possa conservar-se irrepreensível e ser elevada às alturas de Deus”.

A primeira vinda do Senhor foi de forma simples e humilde, numa família de Nazaré, feito homem gerado no seio da Virgem Maria, e que anunciou o Reino de Deus, convidando todos a uma sincera conversão. Em se tratando da segunda vinda de Cristo, nos narram os textos bíblicos que virá de forma gloriosa, como juiz todo poderoso, e que se manifestará sua justiça, julgando os povos com equidade (cf. Sl 9,8).

É pensando nessa vinda gloriosa que o Apóstolo Paulo invoca o auxílio de Deus sobre a comunidade de Tessalônica (2ª Leitura), para que nesta, crescendo e transbordando o amor nos corações, possa haver uma vida de santidade, “que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1Ts 3,13).

Não cabe ao homem querer determinar o momento em que se dará a segunda vinda de Jesus, nos Atos dos Apóstolos encontramos: “Não vos compete saber os tempos ou momentos que o Pai reservou em sua autoridade […]” (At 1,7). E nesse sentido, sem revelar o dia de sua volta, Jesus conta para os seus discípulos uma série de sinais que ocorreram quando sua chegada estiver próxima (cf. Lc 21,25-28).

Em meio a tantos acontecimentos desastrosos, que servirão de sinais – nações angustiadas, com pavor, homens vão desmaiar de medo (cf. Lc 21,25-28) – eis que a libertação acontecerá porque o Senhor virá, “Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória.” (Lc 21,27).

Na segunda parte do Evangelho de hoje, além de descrever a maneira que procederá esse dia do juízo final: “pois cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes da terra.” (Lc 21,35); Jesus apresenta ainda orientações de como se preparar para esse grande dia: com jejuns e orações. Ele não fala diretamente do jejum, mas manda tomar cuidado para que os corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez (cf. Lc 21,34), ou seja, pode-se entender que o jejum ajuda o homem a se preparar para a vinda do Senhor.

Existe uma razão, do porquê o homem precisa estar preparado e vigilante a todo momento: “Portanto, ficais atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força par escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho de Homem.” (Lc 21,36). Orar a todo momento: essa foi a recomendação feita por Jesus, assim, é por meio da oração que o homem se relaciona com Deus, ou seja, é pela união com Deus que se tem força para suportar e ficar de pé na presença do Juiz.

Portanto, o Advento é um tempo de espera, não qualquer espera, mas a da vinda de Jesus Cristo para nos libertar. Por isso, nesse itinerário procuremos viver em constante oração, recorrendo sempre à Virgem Maria, por meio do qual nos foi oferecido o Menino Jesus. Ela, discípula fiel do seu Filho, nos conceda a graça de viver esse tempo litúrgico no seio da Igreja, com grande vigilância e diligência, na esperança, no amor e na caridade, para que quando chegar o momento certo, sejamos capazes de permanecer de pé diante do Filho do Homem. 

Marcílio de Araújo Netto

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São Sebastião – Afonso Cláudio.

Paróquia de estágio pastoral: Virgem Maria – Itacibá – Cariacica.

BENTO XVI. Um caminho de fé antigo e sempre novo: Pregações para o Ano Litúrgico – Ano C. I vésperas do I Domingo do Advento: Encontro com os universitários dos Ateneus Romanos e das Universidades Pontifícias. Tomo III. 1ª ed. São Paulo: Molokai, 2017.  

 

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Bíblia Sagrada: tradução oficial da CNBB. 2. ed. Brasília, Edições CNBB, 2019.