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Arthur Cristo I “Olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá!’, que quer dizer: ‘Abre-te!’” (Mc 7, 34). As leituras bíblicas que compõem a

Arthur Cristo IOlhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá!’, que quer dizer: ‘Abre-te!’” (Mc 7, 34).

As leituras bíblicas que compõem a Liturgia deste Domingo nos apontam a universalidade a vocação cristã, o cumprimento das profecias messiânicas em Jesus redentor e a cura que Jesus realiza nas almas que abraçam a fé no Filho de Deus.

No Santo Evangelho (Mc 7,31-37), o Salvador está descendo da região de Tiro em direção à Galileia, passando por Sidônia e atravessando a região da Decápole. Neste interim, trouxeram-lhe um surdo-mudo para que fosse curado por seu toque. Jesus o retira à parte, toca-lhe os ouvidos com os dedos e com saliva sua língua, e ao dizer “efatá” (abre-te), o surdo-mudo fica curado. O povo impressionado aclama a Jesus como aquele que cumpre bem todas as coisas, cura os surdos e os mudos. De fato, na primeira leitura, retirada do livro de Isaias (Is 35, 4-7a), descrevem-se os prodígios que Deus realizará àqueles que serão resgatados e levados à Sião: se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos, etc. Temos neste Evangelho o cumprimento do que se leu em Isaías: Jesus realiza a cura do surdo e manifesta seu poder messiânico.   

Esta região por onde Jesus estava a passar e a realizar milagres era território pagão. Mesmo sendo judeu, foi ao encontro daqueles que eram considerados impuros perante a lei. Ainda assim, reuniu ali multidões para ouvi-lo, curou a filha possessa de uma mulher sírio-fenícia (Mc 7, 24-30) e, agora, um surdo-mudo. Nisso se percebe o que está indicado na segunda leitura onde se afirma que a fé no Salvador não admite acepção de pessoas. No diálogo com a mulher sírio-fenícia Jesus afirma: deixa que primeiro se saciem os filhos […] (Mc 7,27); indicando que veio primeiro para os seus, contudo, diante da demonstração de fé da mulher pagã, o divino Redentor concede aquilo que lhe é solicitado, o mesmo ocorre ao lhe trazerem o surdo para curasse. Na segunda leitura São Tiago reprova qualquer espécie de distinção no tratamento, o cristão se torna “juiz com critérios injustos” se praticar a diferença de tratamento entre as pessoas. Temos de Jesus o melhor dos exemplos, pois ele realiza a salvação para todos.

Se submetermos todas essas indicações da liturgia da Palavra, o que o amoroso Deus terá a nos dizer por meio de sua Igreja?

O fato de Jesus estar em região pagã, e nela operar milagres e curas, significa que sua mensagem é universal, é para todos indistintamente; é tanto para os judeus quanto para os gentios. Talvez signifique mais do que isso: significa que Ele vai ao encontro dos que estão na escuridão da incredulidade, dos vícios, da ignorância, para traz-lhes a luz salvadora da fé. E a todos que receberem essa fé e acreditarem em sua palavra, o Senhor lhes dará “o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,12). Tiro, Sidônia, simbolizam todos os que ainda não acreditam em Jesus e o surdo-mudo aqueles estão de ouvidos tampados à Palavra do Redentor e de lábios fechados para professarem a fé.

De fato, “a fé vem pelo ouvir; e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rm 10, 17). Ora, o surdo do Evangelho estava impedido de ouvir as palavras de Jesus porque seus ouvidos estavam corrompidos, poderíamos dizer “bloqueados” para escutar seus ensinamentos. Como poderia ele receber a fé senão por meio de uma operação milagrosa? Agora, vejam a delicadeza de Deus: Jesus o retira do meio da multidão, como se quisesse afastá-lo do “barulho”, para que o primeiro som escutado fosse exclusivamente sua doce palavra salvadora; toca-lhe primeiro os ouvidos e depois a língua com a saliva, para que, mesmo impedido de ouvir, não ficasse privado da Palavra de Jesus, fruto da boca do Senhor, representado pela saliva; ao ordenar que se abrissem, os ouvidos começaram a escutar e a língua se soltou para falar. O processo da fé não é diferente da cura deste Domingo: primeiro é necessário a cura, ou seja, que a escuridão de nossa alma seja eliminada; depois recebemos a fé por meio da escuta da Boa Nova; por fim, professamos com a boca aquilo que nossos ouvidos escutaram e o nosso coração assentiu.

Uma vez curado, os ouvidos estão abertos para ouvir a Palavra do Senhor e obedecer a seus mandamentos, e a língua livre para professar a fé. Nada impede, entretanto, que os ouvidos tornem a fechar novamente. Na Escritura, por exemplo, o povo se torna surdo ao desobedecer aos mandamentos divinos. Por esta razão, o divino Salvador quer sempre nos tocar e curar de toda a surdez à sua voz e nos dar um coração convertido, tocar-nos com sua mão milagrosa e nos dar a fé. E quer que a fé chegue a todos, sem distinção de pessoas, porque veia para todos indistintamente. 

Arthur Cristo da Silva

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São João Paulo II – Vila Velha.

Paróquia de estágio Pastoral: São José – Guarapari.

Grito dos Excluídos 7 de setembro As ruas de Vitória serão tomadas pela  tradicional manifestação do Grito das Excluídas e dos Excluídos no dia

Grito dos Excluídos 7 de setembro

As ruas de Vitória serão tomadas pela  tradicional manifestação do Grito das Excluídas e dos Excluídos no dia 7 de setembro. A concentração é às 8h30 na Praça Getúlio Vargas no Centro de Vitória, e irá em caminhada com cantos e reflexões até a sede da poder executivo e legislativo municipal onde fará um desagravo ao grande articulador dos gritos passados, Lula Rocha, com um ato religioso final e dispersão dos participantes.

Lembramos que os/as participantes, na medida das suas possibilidades, levem alimentos não perecíveis, que serão revertidos à Campanha Paz e Pão. Como gesto profético de que nosso povo grita por alimentação, não por armas, ao final do Grito serão distribuídos 500 Kg de feijão para a população carente.

O Grito dos/as Excluídos/as é nacionalmente coordenado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desde 1995, e em nossa Arquidiocese, consta do Plano de Pastoral Arquidiocesano 2020-2023. Todos os segmentos arquidiocesanos, pastorais, movimentos, equipes de serviço estão convidados a serem voz dos desassistidos e em solidariedade participar da manifestação. A organização está por conta do Vicariato  para a Ação Social, mas a convocação é do Fórum Igrejas e Sociedade, composto por diversas denominações religiosas, dezenas de movimentos populares, sociais e sindicais.  O mote da mobilização deste ano é: “Vida em primeiro lugar — na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

O 27º Grito é um processo de construção coletiva, uma manifestação popular carregada de simbologia, que se entende como espaço de animação e profecia, aberto e plural. É uma articulação que parte de baixo, das bases. É um grito que parte dos excluídos que se articulam para que sua voz seja ouvida.

O Grito conclama a todos/as a defenderem os territórios e o direto à Terra, ao Trabalho e à Moradia, na cidade e no campo, os rios e as florestas, por dignidade e acesso aos diretos básicos de segurança alimentar, soberania popular, protagonismo das juventudes e das mulheres, denunciando as estruturas que geram desigualdade e exclusão, especialmente na pandemia do COVID-19.

Para o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Valdeci Santos Mendes, isso ocorre, de fato, por tudo que é negado no Brasil, se trata de defender “o direito à vida”, enquanto vemos perplexos “essa derrubada dos direitos conquistados”. Ele continua:

“Neste momento difícil que o Brasil atravessa a população é convidada a sair da arquibancada e, com todos os cuidados de segurança indicados pela OMS, irem para as ruas em sintonia com as vozes indígenas, das periferias, da população em situação de rua, que já são mais de 200 mil em todo o país. É também o grito das mulheres, das pessoas transexuais e travestis, dos trabalhadores (…) que estão cada dia mais perdendo seus empregos, contra a carestia e a fome”.

 

O Papa Francisco recebeu na manhã de sábado, 4 de setembro de 2021, membros  da “Fondation Leaders pour la Paix”, e afirmou que o
O Papa Francisco recebeu na manhã de sábado, 4 de setembro de 2021, membros  da “Fondation Leaders pour la Paix”, e afirmou que o compromisso pela paz nunca foi tão urgente. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Aos membros da “Fondation Leaders pour la Paix”, recebidos em audiência, Francisco destaca a importância, num momento histórico crítico, de uma colaboração multilateral e de uma cultura de rostos e de encontro. “Infelizmente – observa ele – a pandemia ainda não foi superada e suas consequências econômicas e sociais, especialmente para a vida dos mais pobres, são pesadas”.
Ajudar governantes e cidadãos a enfrentar como “oportunidade” a situação crítica quer social como ambiental agravada pela pandemia. É preciso, portanto, uma ação que atue em duas vertentes: uma a nível cultural e a outra institucional. Esta é a exortação que subjaz a todo o discurso do Papa aos membros da “Fondation Leaders pour la Paix”, recebidos no final da manhã deste sábado em audiência no Vaticano. A organização, lançada pelo francês Jean-Pierre Raffarin, pretende oferecer uma sabedoria política ao serviço da paz e do interesse geral, para reduzir os conflitos.

“O vosso compromisso pela paz – observa o Papa – nunca foi tão necessário e urgente”, em um momento histórico “particularmente crítico”, marcado pela pandemia e por “múltiplas crises convergentes” também do ponto de vista ambiental, como a fome, armas nucleares, clima:

A pandemia, com suas longas consequências de isolamento e “hiper-tensão” social, inevitavelmente colocou em crise também o agir político em si mesmo, a política como tal. Mas também este fato pode se tornar uma oportunidade para promover uma “melhor política”, sem a qual não é possível “o desenvolvimento de uma comunidade mundial, capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivem a amizade social”.

Arquitetura e trabalho artesanal pela paz

Citando a Fratelli tutti, Francisco recorda, de fato, que para construir a paz são necessárias tanto uma “arquitetura” da paz, onde agem as instituições, como um “trabalho artesanal” da paz, que envolve todos. Uma ação, portanto, em dois níveis. No plano cultural, trata-se de promover “uma cultura dos rostos, que coloque em primeiro lugar a dignidade da pessoa”, sobretudo se marginalizada, e “uma cultura do encontro”, na qual escutamos e acolhemos os nossos irmãos:

No segundo nível – o das instituições – é urgente favorecer o diálogo e a colaboração multilateral, porque os acordos multilaterais garantem melhor do que os bilaterais “a cultura de um bem comum verdadeiramente universal e a proteção dos Estados mais fracos”. Em todo o caso, “não paremos nas discussões teóricas, tenhamos contato com as feridas, toquemos a carne de quem sofre os danos”.

Perigo de ideologização

O discurso de Francisco também aborda a crise ambiental que, agravada pela pandemia, deveria provocar “uma tomada de responsabilidade mais decisiva” nos níveis mais altos até envolver todos os cidadãos:

Na realidade, vemos que não raramente “de baixo” chegam as solicitações e propostas. Isso é muito bom, embora às vezes tais iniciativas sejam instrumentalizadas por outros interesses por grupos ideologizados. Sempre existe o perigo de “ideologização”. Também nesta dinâmica sociopolítica pode-se desempenhar um papel construtivo, principalmente favorecendo um bom conhecimento dos problemas e das suas causas profundas. Isso faz parte daquela educação para a paz que, com razão, está no coração de vocês.

O encorajamento é, portanto, prosseguir no trabalho por uma sociedade mais fraterna, experimentando aquela alegria que Deus prometeu aos “construtores da paz”.

Os Homens do Terço da Arquidiocese de Vitória reuniram-se hoje na Catedral de Vitória para o 3ºEncontro Arquidiocesano, no contexto dos festejos da padroeira,

Os Homens do Terço da Arquidiocese de Vitória reuniram-se hoje na Catedral de Vitória para o 3ºEncontro Arquidiocesano, no contexto dos festejos da padroeira, Nossa Senhora da Vitória. Uma junção de iniciativas que abrilhantaram este 4º dia do oitavário: o 3ºEncontro, a devoção do 1° sábado do mês e o 4° dia do oitavário.

No início pe. Renato Criste fez a acolhida aos Homens do Terço, aqueles que se encontravam presentes e aqueles que acompanharam pela internet, pois pelo segundo ano o encontro aconteceu de forma híbrida, isto é, presencial e pela internet. Na sequência o coordenador estadual e também coordenador arquidiocesano do Terço dos Homens, Jamilson Guerini agradeceu as participações, pediu atenção aos necessitados que podem estar entre os grupos do Terço e apresentou dados atualizados dizendo que temos entre 227 a 250 grupos do Terço e a participação de 4.622 a 5.000 homens que rezam semanalmente o terço.

Jamilson apresentou o novo coordenador estadual, Glayson Lozer, eleito para assumir a coordenação a partir de novembro e na sequência, pe. Adenilson Schmidt, diretor espiritual arquidiocesano, fez uma palestra sobre a Carta do Papa Francisco sobre São José.

Para Jamilson o”3º°ncontro é uma bênção e também ‘uma sacudida’ nos homens que, por conta da pandemia, deixaram de participar presencialmente do terço semanal. Os homens estão voltando e este encontro vai nos ajudar a retomar”, disse.

Para Glayson o desafio para o próximo biénio é dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito, coordenar a agenda e o calendário em todos o estado como vem sendo feito. O desafio é trazer os homens que se afastaram do movimento nestes tempos de pandemia e chegar a todas as 3.541 comunidades católicas no Estado propondo o Movimento onde ainda não existe. “oO homem que caminha junto com Nossa Senhora, é menos uma família destruída, menos uma mulher violentada, mais filhos inspirados nos pais, uma família mais honesta e uma sociedade mais justa”, disse Glayson.

“a jovenzinha com os olhos iluminados pelo Espírito Santo, que contemplava a vida com fé e guardava tudo no seu coração (Cf. Lc 2,
“a jovenzinha com os olhos iluminados pelo Espírito Santo, que contemplava a vida com fé e guardava tudo no seu coração (Cf. Lc 2, 19 – 51)” (CV 46)

O terceiro e último dia do seminário, foi conduzido pelo Pe. Gudialace Silva de Oliveira. A assessora foi a prof. Lúcia Pedrosa Paiva, Doutora em Teologia sistemática pela PUC-Rio, que fez toda a explanação do tema: “Maria e a espiritualidade cristã”.

A professora Lúcia propôs uma reflexão sobre a espiritualidade que faz com que cresçamos e sejamos pessoas diferentes. “Maria era uma menina jovem e ao mesmo tempo forte na força do seu Sim, que se deixou oxigenar pelo espirito. A abertura ao espirito jovializa. O sim dela foi livre e não só de aceitação passiva. Ela não foi obrigada. O sim de Maria não foi um sim de quem queria “pagar para ver”, como diz o ditado popular. A espiritualidade fez dela uma pessoa determinada”, afirmou Lúcia.

“O sim de Maria, foi um sim de serviço, muito mais forte do que qualquer outro tipo de sim”. 

Podemos dizer que clareza foi a predominância de toda a reflexão. E ficou, para quem participou, a certeza de que Maria é modelo de espiritualidade cristã. Não deixe conferir.

Que Maria seja sempre esse exemplo de doação e serviço para cada um de nós.

O segundo dia do seminário, foi conduzido pelo Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, Pe. Renato Criste e a palestra foi apresentada pelo

O segundo dia do seminário, foi conduzido pelo Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, Pe. Renato Criste e a palestra foi apresentada pelo P. Valdivino Ferreira Guimarães, missionário redentorista. O tema da noite foi: “A Virgem Maria na liturgia: dos primeiros séculos ao Vaticano II”.

O Padre Valdivino ressaltou que a acentuação da piedade mariana ocorreu no período medieval. O período medieval começa no final do século IV e no início do século V, quando acontece a queda do império no ocidente. É desse período medieval que herdamos belíssimas festas marianas, belíssimos costumes de veneração e devoção à Virgem Maria. Nesse período o culto e a piedade mariana já haviam se espalhados entre bispos, padres, fiéis, religiosos, monges, pobres e ricos. “A devoção à Virgem Maria já estava espalhada. A piedade sobre a mãe de Deus, na época medieval, era difundida de uma forma muito genérica. Não só nos momentos particulares de oração, mas em momentos comunitários”.

Os esclarecimentos e a riqueza da palestra sobre a Virgem Maria na liturgia ficaram registrados. Confira, aqui !

“O chamado divino interpela e envolve o ser humano ‘concreto’”[1]; de modo mais prático, os seres humanos são homens, não anjos. Logo, essa dimensão
Pe. Daniel Calil em sua Ordenação Diaconal em 12/12/2020.

“O chamado divino interpela e envolve o ser humano ‘concreto’”[1]; de modo mais prático, os seres humanos são homens, não anjos. Logo, essa dimensão trata do homem precisamente como ser humano – de carne e osso. Nesse sentido, diz respeito, sobretudo, aos aspectos físicos tais como saúde, alimentação, atividade motora e descanso, mas também aos aspectos psicológicos, tais como personalidade estável, equilíbrio afetivo, domínio de si e sexualidade bem integrada. No âmbito moral, diz respeito à formação de uma boa consciência, que se torne responsável, capaz de tomar decisões justas, dotado de reto juízo e de uma percepção objetiva das pessoas e dos acontecimentos.

A formação Humana é o “fundamento  de toda a formação presbiteral”[2], pois somente a partir dela é possível desenvolver as demais dimensões. Santo Tomás de Aquino nos ensina que “a graça supõe a natureza”, isto é, deve-se primeiro ser Pessoa (natureza humana) para ser transformado pela ação divina (Graça). Em linhas mais gerais, podemos pensar que a formação humano-afetiva auxiliará o formando em sua relação consigo mesmo. Quando reconheço quem sou, posso abrir-me à transformação, portanto, à formação.

Essa formação possui dois pontos principais, o conhecimento da própria história de vida, aliado à educação afetivo-sexual. Em primeira análise, o seminarista deve aprofundar o conhecimento do modo como viveu a infância e a adolescência, as influências familiares, as figuras parentais e o contexto sociocultural. Assim, é possível reconhecer-se a si mesmo na própria história e na própria condição, tornando-se melhor disposto às relações interpessoais e mais capaz de usar a solidão de modo positivo – fator fundamental no caminho vocacional.

Em segunda análise, mostra-se a necessidade da educação afetivo-sexual, na qual o indivíduo assume sua opção pelo celibato, a qual deve ser assumida livremente desde o início do processo. Tal decisão jamais pode ser movida por uma “repressão” ou “anulação” da própria sexualidade, isso seria mentir a si mesmo e dilacerar-se internamente. No entanto, o celibato deve ser a disposição da total doação de si por amor do Reino de Deus.

A equipe formativa do Seminário acompanha diligentemente os seminaristas a fim de averiguar e contribuir na progressiva maturação dos indivíduos. Além disso, podem valer-se da colaboração de pedagogos, psicólogos e outros especialistas de comprovada idoneidade, competência e orientação cristã.

Enfim, convém ressaltar “a maturação do presbítero é exigência de seu próprio ministério e decorrência da Caridade Pastoral”[3]. Todo esse esforço ocorre em vistas a formação de um santo e íntegro padre, capaz de guiar o povo de Deus ao céu.

[1] RFIS, n.89

[2] Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja do Brasil – Documentos da CNBB 110 n.185.

[3] Ibid. n.187

2 de setembro 2021 A cirurgia de dom Luiz terminou e tudo correu bem. Ficarás as próximas horas em observação. Agradeçamos a Deus e

2 de setembro 2021

A cirurgia de dom Luiz terminou e tudo correu bem. Ficarás as próximas horas em observação. Agradeçamos a Deus e continuemos rezando por sua recuperação.

2 de setembro 2021

Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, está internado para retirada da vesícula. A intervenção vai acontecer hoje, 2 de setembro de 2021, no final da tarde. Rezemos por dom Luiz e por sua recuperação.