Mensagem de padre Tárcio Rosa Siqueira para hoje, 29 de agosto de 2021, quando a Igreja celebra o Dia do Catequista. Pe. Tárcio é coordenador da comissão Bíblico-catequética da Arquidiocese de Vitória.
MENSAGEM PARA O DIA DO CATEQUISTA 2021

Mensagem de padre Tárcio Rosa Siqueira para hoje, 29 de agosto de 2021, quando a Igreja celebra o Dia do Catequista. Pe. Tárcio é coordenador da comissão Bíblico-catequética da Arquidiocese de Vitória.
MENSAGEM PARA O DIA DO CATEQUISTA 2021
César Delarmelina I “Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens” (Mc 7, 8).
A Liturgia da Palavra deste XXII Domingo do Tempo Comum nos leva a refletir acerca da harmonia que deve haver entre os atos externos e as disposições internas do nosso louvor e seguimento a Deus. Jesus, ao tratar da pureza, indica o real lugar de sua procedência, e o que é necessário para alcançá-la.
A começar pela Primeira Leitura (Dt 4, 1-2. 6-8), o Senhor Deus deixa claro ao povo da Antiga Aliança, pela palavra de Moisés, que o proceder da nação escolhida deve ser diverso dos outros povos, e que seu distintivo é a guarda sincera dos mandamentos. Guardar e praticar os mandamentos de forma regrada (sem nada acrescentar ou tirar) é sinal de inteligência, sabedoria e nobreza (Dt 4, 6); é consequência lógica de um bom-senso que, iluminado pela graça de Deus, pode conduzir o homem e a sociedade por caminhos seguros, e inspirar nos demais semelhantes sentimentos da mais elevada consideração.
Se a Primeira Leitura exorta à guarda perfeita dos preceitos divinos, o Salmo Responsorial (Sl 14), no mesmo seguimento, fornece alguns elementos da “receita” a ser seguida por aqueles que desejam este intento: só poderá adentrar a casa de Deus quem caminha sem pecado, pratica a justiça, que se conserva na verdade e honra o Senhor. O Apóstolo São Tiago, na Segunda Leitura (Tg 1, 17-18. 21b-22.27) endossa os ensinamentos precedentes, ao exortar a comunidade não à mera escuta, mas à prática entranhada da Palavra de Deus: uma prática que deve transcender e significar todas as demais práticas particulares.
De práticas, os fariseus do tempo de Jesus entendiam muito bem. Eram eles os grandes intérpretes da Lei, muito rigorosos em sua observância, pois que acrescentavam a ela tradições particulares, ora deixando-a mais severa, ora mais suave, segundo seus interesses. É a eles que Jesus, no Evangelho (Mc 7, 1-8.14-15.21-23), deseja dar uma lição.
Como se sabe (e a experiência dos últimos tempos tem mostrado), a higiene dos utensílios e do corpo tem grande importância para a manutenção da saúde e da aparência. No entanto, a repreensão dos fariseus aos discípulos de Jesus, logo no início do Evangelho, pouco tem a ver com etiqueta e saúde: o motivo real da censura é o não seguimento de tradições e costumes que, em seu significado ritual, desde há muito mostravam-se vazios por funcionarem como reflexo de uma pureza meramente exterior (legal), representativa e degenerada. Jesus não condena o hábito de purificar-se, mas sim à impureza encrostada no coração dos hipócritas, que é muito mais difícil de limpar (Mc 7, 6). Em verdade, o culto, as doutrinas e mandamentos deveriam ter sua motivação em Deus, para, a partir d’Ele, transformar os corações e enfim transbordar nas manifestações rituais que tanto impressionam e deleitam os sentidos.
“Escutai todos e compreendei…” (Mc 7, 14b): Jesus, chamando a atenção dos ouvintes, prepara-se para dar seu veredicto a respeito do que pode ser considerado puro ou não; e afinal declara serem a malícia e as paixões desordenadas emanadas do coração humano a verdadeira fonte de toda a maldade e impureza. Com este ensinamento, o Mestre convida a repensar a utilidade das práticas, se consideradas como sinal e consequência de elementos mais sublimes: de inteligência e de sabedoria verdadeiras (Primeira Leitura); e de escuta e prática da Palavra de Deus (Segunda Leitura),
Com a Liturgia de hoje, somos provocados por Jesus acerca da fecundidade de nossos costumes de fé e devoção, e de nossa vivência comunitária, espiritual e litúrgica. Queira Deus não seja o nosso caso o mesmo daqueles fariseus: inclinados ao impiedoso automatismo, fruto de hipocrisia e dureza de coração!
Peçamos ao Coração de Jesus, por intercessão de Nossa Senhora, que nos ajude na árdua tarefa de coadunar pureza interior e exterior; de modo a que possamos, de forma sempre renovada e consciente, alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que recebemos (Missal Romano – Oração do dia). Que assim seja!
César Augusto Flegler Delarmelina
Seminarista do 2º ano de Teologia.
Paróquia de Origem: São Sebastião – Afonso Cláudio.
Paróquia de Estágio Pastoral: Cristo Rei – Campo Verde – Cariacica.
BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução oficial da CNBB. 2. Ed. Brasília, Edições CNBB, 2019.
TUYA, Manuel de. Biblia Comentada, Texto de la Nácar-Colunga II: Evangelios. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1964.
Ele cresceu na Igreja participando ativamente da comunidade. Após receber o sacramento da Crisma decidiu reorganizar o grupo de jovens e assim foi se destacando.
Alheio às previsões da comunidade de que ele seria padre, fez vestibular e ingressou no curso de Ciências Econômicas na UFES, Universidade Federal do Espírito Santo, concluindo a faculdade em 2012.
Formado em Ciências Econômicas, fez todos os cálculos, analisou os cenários, deixou que o chamado de Deus fosse maior e concluiu que o melhor investimento para sua vida era se preparar para viver a vocação ao sacerdócio, que crescia dentro dele, desde o segundo semestre da faculdade.
Entrou para o Seminário em 2013 e cumpriu todas as etapas e metas: propedêutico, filosofia, teologia, estágios pastorais.
Passaram-se 8 anos e 8 meses, e, o já ordenado diácono, sente a alegria de ver que hoje, 28 de agosto de 2021, se torna padre da Igreja.
“Meu sentimento é de gratidão, felicidade e profunda entrega nas mãos de Deus. Cada dia e cada experiência me fazem perceber que a ordenação presbiteral não é algo individual, mas eclesial”, disse o diácono, Ruan Coutinho da Cruz, momentos antes de ser ordenado.
Seu próximo investimento é retornar ao Pará, lugar onde fez seu estágio diaconal e, até ao final do ano, servir a Igreja na diocese Santíssima Conceição do Araguaia.
A cerimônia de ordenação seguiu o rito proposto pela Igreja: Diálogo entre o arcebispo e o padre formador-Interrogatório do arcebispo sobre os propósitos, intenções e promessas do candidato – Canto da ladainha enquanto o candidato permanecia prostrado no chão – Imposição das mãos do arcebispo e padres – Paramentação com a estola e a casula – Unção das mãos com óleo da crisma e Entrega do cálice e a patena com o pão e o vinho.
A celebração foi marcada pela alegria, expressa principalmente no canto, e, momentos de profundo silêncio, como no início a pedido do arcebispo, dom Dario Campos, e no momento da imposição das mãos.
Além do rito de ordenação outros dois momentos merecem destaque: 1. dois jovens da paróquia relataram, em forma de jogral, passagens da vida de pe. Ruan, destacando a risada inconfundível que ecoava pelos corredores, o forró nas festas da comunidade, a sensibilidade e responsabilidade com a Igreja e terminando com uma música composta para este momento. 2. A comunidade confiou a pe. Ruan, o cálice e patena de prata da primeira missa de Monsenhor Rômulo Balestrero, padre que organizou a pastoral e a paróquia Bom Pastor em Campo Grande e deixou as sementes onde padre Ruan cresceu e foi formado. O cálice e a patena estavam desde a morte de Monsenhor Rômulo sob a custódia de pe. Kelder Brandão, hoje pároco em Itararé na paróquia Sta. Teresa de Calcutá.
O arcebispo, dom Dario Campos fez algumas recomendações durante a homilia alertando o novo padre sobre os desafios da missão presbiteral e fez um pedido: “que diante dos desafios cotidianos de teu ministério presbiteral, repitas e rezes com confiança: a quem irei Senhor: Só tu tens Palavras de vida eterna”! Esta é a frase do Evangelho escolhida pelo pe. Ruan como lema de sua missão.
Leia a homilia completa clicando aqui.Homilia da Ordenação presbiteral Ruan Coutinho
Neste final de semana a oferta das missas e celebrações da palavra na Arquidiocese de Vitória serão destinadas ao projeto Igreja Irmã de Lábrea, como acontece todos os anos no último final de semana do mês de agosto. Padre Roberto Natal é Coordenador para Comissão da Ação Missionária da Arquidiocese de Vitória e ele explica que tanto no sábado (28), quanto no domingo (29) essa coleta será específica.
“Tudo será destinado para nossa Igreja de Lábrea, que assumimos como Igreja irmã, então temos esse compromisso moral, pastoral e econômico de contribuir motivando a nossa Igreja particular de Vitória a ter um aspecto mais solidário e compromisso também de ajudar a Igreja que é pobre. Lábrea sendo conhecida como prelazia é uma Igreja pobre e precisa desse apoio e nós assumimos ela e isso que estamos motivando nessa campanha”, detalha o sacerdote.
Segundo informações contidas no livro do tombo das Irmãs Agostinianas o projeto Igreja Irmã começou em 1973 – ou seja – há 48 anos, após uma reunião episcopal entre Dom Florentino Zabalza, então Bispo de Lábrea e Dom João Batista da Motta de Albuquerque que era Arcebispo de Vitória na época. “Essa parceria se prolonga a vários anos, mostrando um rosto missionário da nossa Igreja comprometida, solidária e que olha para os pobres. Aquilo que a Igreja vive a partir do evangelho e da prática da justiça. Olhando para uma igreja pobre, sendo despojada, principalmente neste momento de pandemia que estamos vivendo”, afirma padre Roberto.
O coordenador para Comissão da Ação Missionária conta que enviou a todas as paróquias uma carta convocando que todas as 90 paróquias e comunidades da Arquidiocese se engajem nesse espírito missionário de solidariedade, sendo a “Igreja em Saída”, que o Papa Francisco tanto pede aos fiéis. Além disso, ele pediu que a Amelinha, membro da Comunidade Epifania e que faz essa ponte entre a Arquidiocese e Lábrea, produzisse um vídeo como um incentivo para ser publicado nas redes sociais e no WhatsApp reafirmando o compromisso de todos – como Igreja de Vitória – para com os indígenas, ribeirinhos e todo povo da Amazônia.
Destino da coleta
A coleta solidária é a principal fonte de recursos que mantém trabalhos pastorais e sociais do Projeto Igreja Irmã, em Lábrea, como formação bíblica e pastoral; envio de seminaristas e padres para experiências missionárias e auxilia no projeto Barco Hospital Laguna Negra – uma parceria entre a Arquidiocese, a Prelazia e a Comunidade Epifania – que já realizou mais de 25 mil atendimentos médicos nas comunidades ribeirinhas desde 2013, onde se torna a única oportunidade de acesso a tratamentos básicos de saúde.
Duas lideranças indígenas do Pará estavam na delegação do Movimento Laudato Si, recebida ontem, 26 de agosto de 2021, pelo Papa Francisco. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.
Na manhã desta quinta-feira, 26, o Papa Francisco recebeu na antessala da Sala Paulo VI uma delegação do Movimento Laudato Si (até 29 de julho chamado Movimento Católico Global pelo Clima), que tem o foco de suas atividades na ecologia integral, mas também o compromisso internacional e constante inspiração de ação na Encíclica do Papa o sobre o cuidado com a Casa Comum.
Duas lideranças indígenas do Pará presentes no encontro – Cacique Dadá Borari e Poraborari, da terra indígena Maró, município de Santarém, oeste do Pará – contaram que o Papa Francisco dançou o Surara – somos guerreiros, eu sou guerreiro – e na conversa deu a eles “uma esperança muito boa”. As lideranças acompanham a movimentação em torno da votação do marco temporal pelo STF nesta quinta-feira, mas também falaram sobre os inúmeros testes realizados antes de chegar na Itália – incluindo a quarentena de 10 dias – e ao final exortaram todos a usar máscara, álcoo gel, e ter cuidado consigo mesmo e com os outros.
Como foi o encontro com o Papa Francisco na manhã de hoje?
O encontro foi um encontro muito bom, por conta que o Papa nos recebeu com todo carinho, com toda essa pessoa que ele é, foi sensível, sensibilizou a luta indígena nossa no Brasil, principalmente lá do Baixo Tapajós, e ele nos garantiu que é possível a gente construir uma agenda, aonde a gente possa discutir exatamente esse grande problema que hoje ocorre no Brasil, que é possível a gente fazer aliança, que essa aliança seja feita entre nós do Brasil, a população indígena, e a liderança que ele é hoje aqui no Vaticano. Então ele deu uma esperança muito boa para gente, que a gente vai construir uma torre de liderança, que essa torre de liderança possa discutir exatamente esses grandes empreendimentos que ocorrem no Brasil.
Teve uma dança e um grito especial durante o encontro, é isso?
Foi muito legal, por conta que nós dançamos o Surara e o Papa Francisco entrou na roda com a gente, segurou na minha mão, e a gente conseguiu dançar o Surara, que nada mais é do que esse tom aqui…[canto indígena]. O Surara significa ‘somos guerreiros, eu sou guerreiro’ (…) significa que o Papa Francisco é um guerreiro forte aqui no Vaticano. Esse é o significado. E tem o grito ‘Surara!’, somos fortes.
Hoje vai ser votado no STF o marco temporal. Como vocês estão acompanhando a mobilização em torno da votação, que teve inclusive o apoio nesses dias da CNBB, da REPAM, da CRB….
Estamos acompanhando, estamos bastante preocupados, porque está sendo discutido o futuro dos territórios indígenas, o futuro dos povos indígenas, porque se o STF referenda o marco temporal, significa dizer na prática de que todos os territórios indígenas, eles acabam sendo atribuído, criada regra geral para ter direito à demarcação de terra, os povos que estavam sob posse em 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição, o Brasil é signatário. E com isso é muito prejudicial por conta que a nossa história não começa em 88, nós estamos ocupando o Estado brasileiro muito antes da constituição do Estado brasileiro, nós já estávamos ali ocupando aqueles territórios. Então o STF precisa reconhecer a presença indígena no Brasil, precisa reconhecer os povos indígenas como pertencentes daquele território, o direito dos povos indígenas é um direito signatário, originário, e que o STF precisa referendar. E mais, a própria tese do marco temporal ela é inconstitucional. Vários juristas do Brasil já fizeram seus artigos de apoio, apontando a inconstitucionalidade da tese do marco temporal, há dois dias atrás, a ONU lançou um relatório também afirmando ndo e ponderando que o STF precisa julgar pela inconstitucionalidade da tese do marco temporal, porque a ONU também entende de que o marco temporal é uma tese inconstitucional para os povos indígenas no Brasil.
Como vocês veem o apoio da Igreja Católica à causa indígena?
A Igreja Católica tem sua importância no mundo, tem suas influências no mundo, e no momento em que o cacique recebe um convite para se encontrar com Papa Francisco, onde o Papa Francisco assume o compromisso em criar uma aliança pela defesa e a manutenção dos direitos originários dos povos indígenas, dos povos tradicionais, isso é muito importante porque a Igreja nada mais, nada menos, do que está reconhecendo o seu papel social, não só o papel religioso mas seu papel social para com os povos, que há muito tempo foram dizimados e invisibilizados.
Nós estamos vivendo este período de pandemia. Como foi para chegar à Itália para este encontro no Vaticano e como está a situação da Covid em sua aldeia…
Desde que a gente saiu da aldeia, aí chegamos na Cidade de Santarém, a gente teve que fazer exame de Covid, fizemos exames em São Paulo, aí depois fizemos quando chegou aqui na Itália, e todos os exames foram negativos, e quando eu cheguei aqui na Itália a gente teve que ir para a quarentena de 10 dias. Após a quarentena a gente voltou a fazer exame de novo, testou negativo e para entrar aqui no Vaticano também tivemos que fazer o exame, graças a Deus deu tudo certo, deu tudo negativo.
Nesse momento de pandemia na aldeia, a gente está seguindo as nossas próprias regras culturais, e a gente teve um grande problema que por conta… no início nós tivemos 40 pessoas na aldeia que foram vítimas da Covid, mas daí temos uma grande que é que a minha mãe, Edite Alves de Souza o nome dela, e ela com outro pajé, andaram fazendo os remédios caseiro e graças a Deus nenhum indígena precisou ir para o hospital de Santarém, para que recebesse intubação, graças a Deus ninguém veio [foi ]e a gente só tratou, a mamãe, só tratou lá com os remédios caseiros que tem no próprio território. Então a sabedoria ancestral, voltada à medicina tradicional, ela foi positiva e graças a Deus todo mundo ficou bom, não deixou sequelas em ninguém e hoje a gente tá feliz, porque temos nossos saberes culturais que não deixa de somar com os saberes científicos. Mas a gente como a gente exige respeito da sociedade, nós também respeitamos a sociedade. Aí é por isso que eu concordei em fazer essa quarentena de 10 dias e a gente cumpriu a quarentena tudo na paz, tudo deu certo, espero sucesso a todo mundo, mesmo lá do meu país e aqui do país Vaticano e peço a todos, por favor: “Você que tá ouvindo neste momento, use máscara, use álcool gel e tenha cuidado que o que está em jogo não é a vida dos outros, mas é a nossa própria vida, a minha, a sua, a de todo mundo, vamos se cuidar.”
Na preparação para a Campanha da Fraternidade (CF) 2022, a Edições CNBB oferece no próximo sábado, 28 de agosto, às 9h, uma formação sobre o texto base conduzida pelo secretário executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Patriky Samuel Batista. O evento será transmitido ao vivo, pelas redes sociais da editora e da CNBB.
O momento formativo será ocasião para conhecer melhor as reflexões propostas pelo tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31, 26).
Padre Patriky explica que a CF 2022 se propõe a pensar a educação integral no horizonte do Pacto Educativo Global do Papa Francisco e que seu grande enfoque “é nos ajudar a pensar qual a contribuição da experiência da fé cristã na educação integral”.
O secretário executivo de Campanhas da CNBB também destaca que o olhar da Igreja para a educação hoje não pode se esquecer do cenário pandêmico que estamos vivendo: “O que a pandemia revelou da nossa cultura no que diz respeito à educação, tanto a evasão escolar, o desafio dos professores, o ensino remoto? Quais os impactos na nossa educação? Tudo isso vamos refletir e apresentar como o texto-base aborda todos esses elementos, lembrando que o texto base é essa primeira inspiração para motivar o debate, para iniciar uma boa conversa”.
Durante o encontro de formação, padre Patriky também vai falar sobre a dinâmica da Campanha da Fraternidade como um dos modos de viver a espiritualidade quaresmal. A informação e convite estão publicados no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Tendo retornado de Roma após um ano de estudos, Pe. Geraldo Lyrio Rocha foi novamente nomeado Reitor do Seminário (1978). Inicialmente, propôs aos seminaristas que elaborassem um projeto de vida, o qual, após a avaliação da comissão de formação, foi submetido à aprovação do Arcebispo, Dom João Batista da M. e Albuquerque.
Em maio do mesmo ano, o Pe. Reitor apresentou à Comissão do Seminário o Currículo Pleno do Curso de Filosofia, que foi unanimemente aprovado. Na mesma ocasião, foi aprovada a decisão de abrir a possibilidade de participação de leigos no curso, desde que comprometidos com as exigências e particularidades do programa de estudos.
No dia 1º de outubro (01/10/1978) foi ordenado Presbítero aquele que em meio à escassez de vocações garantiu a continuidade do Seminário: o Diácono Jair Côco. A cerimônia de Ordenação aconteceu no Ginásio de Esportes de Linhares, e foi presidida pelo Bispo Auxiliar, Dom Luis Gonzaga Fernandes (O Arcebispo, na ocasião, estava impossibilitado por motivos de saúde).
Chegando ao ano de 1980, o Seminário deu mais um passo: foi aprovada pela Comissão e pelo Conselho Presbiteral a abertura do curso de Teologia. Com o notório crescimento da Pastoral Vocacional e de centros vocacionais existentes em algumas paróquias, o número de candidatos ao Seminário voltou a crescer: para o ano de 1981 estavam previstos cerca de 31.
Com o aumento do número de seminaristas, foi necessário pensar em uma estrutura adequada para receber a todos. Inicialmente, cogitou-se construir uma outra casa no bairro Santo Antônio, mas, abandonando-se posteriormente o projeto, a solução encontrada foi a de trazer a comunidade de volta para a colina Santa Helena, deixando-se a casa que já havia em Santo Antônio para os alunos do 2º grau.
Após os reparos necessários, em 26/02/1981 o Seminário retornou para a colina Santa Helena, de onde havia saído há 16 anos.
CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.
Após a catequese da Audiência Geral, o Papa Francisco recordou as Paraolimpíadas, em Tóquio, no Japão que iniciaram ontem, 23 de agosto de 2021, e disse: “Envio a minha saudação aos atletas e agradeço-lhes, porque oferecem a todos um testemunho de esperança e coragem. Na verdade, mostram como o compromisso esportivo ajuda a vencer as dificuldades aparentemente intransponíveis”. As informações do site Vatican News.