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O Papa Francisco afirmou em discurso à ONU que “a fome é um escândalo e um crime contra os direitos humanos”. A mensagem foi

O Papa Francisco afirmou em discurso à ONU que “a fome é um escândalo e um crime contra os direitos humanos”. A mensagem foi dirigida ao secretário geral da ONU, António Guterres. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.

Papa: a fome no mundo é um escândalo e um crime contra os direitos humanos

“Produzimos comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos”, denuncia o Papa Francisco junto à Pré-Cúpula sobre os sistemas alimentares da ONU na tarde desta segunda-feira (26). O Pontífice recorda que é “dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas”.

O Papa Francisco, através de uma mensagem, também participa da Pré-Cúpula sobre sistemas alimentares da ONU que começou nesta segunda-feira (26), em Roma, junto com representantes de mais de 110 governos do mundo, entre eles, o Brasil. Até quarta-feira (28), as sessões – em formato híbrido, presencial e virtual – preparam o maior evento global sobre o tema agendado para setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

O texto em espanhol do Pontífice foi lido pelo secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, dom Paul Richard Gallagher, e dirigido ao secretário geral das Nações Unidas, António Guterres. Na mensagem, Francisco começa destacando “como um dos nossos maiores desafios hoje é vencer a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição na era da Covid-19”, uma pandemia que projetou ainda mais as injustiças, “minando a nossa unidade como família humana”, sobretudo os pobres e a casa comum.

O escândalo das vítimas da fome

É necessária “uma mudança radical”, alerta o Pontífice, diante da exploração da natureza com o uso irresponsável e o abuso dos bens:

“Produzimos comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos. Portanto, é um dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas.”

Nessa perspectiva, continua o Papa na mensagem, a “correta transformação dos sistemas alimentares desempenha um papel importante” para fortalecer economias locais e reduzir o desperdício alimentar, por exemplo. Para garantir “o direito fundamental a um padrão de vida adequado” para alcançar a Fome Zero até 2030, “não basta produzir alimentos”, comenta Francisco, mas é preciso “uma nova mentalidade e uma nova abordagem integral e projetar sistemas alimentares que protejam a Terra e mantenham a dignidade da pessoa humana no centro; que garantam alimentos suficientes globalmente e promovam o trabalho digno em nível local; e que alimentem o mundo de hoje, sem comprometer o futuro”.

O setor rural deve ser valorizado

O Papa, então, orienta para a recuperação do setor rural como ação fundamental na pós-pandemia e para corrigir “as raízes do nosso sistema alimentar injusto”. O Pontífice comenta sobre a importância dos “conhecimentos tradicionais” dos agricultores que não devem ser negligenciados ou ignorados. Um reconhecimento que “deve ser acompanhado de políticas e iniciativas que atendam plenamente às necessidades das mulheres rurais, promovam o emprego de jovens e melhorem o trabalho dos agricultores nas áreas mais pobres e mais remotas”. E o Papa finaliza a mensagem:

“Ao longo deste encontro, temos a responsabilidade de realizar o sonho de um mundo onde o pão, a água, os remédios e o trabalho fluam em abundância e cheguem primeiro aos mais necessitados. A Santa Sé e a Igreja Católica estarão a serviço desse nobre objetivo, oferecendo a sua contribuição, unindo forças e vontades, ações e sábias decisões.”

 

Os diáconos transitórios e futuros neo-sacerdotes da Arquidiocese de Vitória vão participar de entrevistas na Rádio América para conversar com os ouvintes sobre suas

Os diáconos transitórios e futuros neo-sacerdotes da Arquidiocese de Vitória vão participar de entrevistas na Rádio América para conversar com os ouvintes sobre suas histórias de vida e expectativas para o futuro. As conversas acontecerão ao vivo no estúdio da 91,1 FM, localizado no Centro de Vitória, conduzidas pela jornalista Juliana Freitas e pelo locutor Rodrigo Moutinho.

Nesta terça-feira (27) os primeiros entrevistados serão os diáconos Vitor Noronha e João Tozzi que serão ordenados sacerdotes no próximo sábado, dia 31 de julho de 2021, às 9h, no Santuário de Vila Velha. Já na próxima terça-feira (03) os convidados são o diácono Alessandro Rebonato, que será ordenado dia 07 de agosto, às 9h, na Catedral Metropolitana de Vitória; diácono Daniel Calil Mascalubo que será ordenado em 21 de agosto, às 18h, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe e diácono Ruan Coutinho que será ordenado em 28 de agosto, às 17h, no Santuário Bom Pastor.

Alessandro Gomes, diretor da Rádio América, comenta sobre o encontro: “este bate papo dos futuros padres na Rádio América será mais uma oportunidade de interação com os fiéis da Arquidiocese de Vitória e também de outros lugares do Brasil e um momento para que eles possam conhecer melhor quem serão os novos presbíteros que estarão nas paróquias e comunidades da Igreja Particular de Vitória. No ano passado a entrevista com os cinco diáconos que também foram ordenados foi muito descontraída e alcançou muita gente”.

O diácono transitório Vitor Noronha conta que o momento é de muita expectativa e esta será mais uma chance de convidar a todas as pessoas para participarem da Ordenação efetivamente, no limite de vagas presencialmente ou, se não for possível, pelas redes sociais ou pela próprio Rádio América que fará as transmissões.

“Aproxima-se o momento mais importante da minha vida, dificilmente seria diferente. O sono começa a ficar mais difícil, até a comida começa a diminuir, e olha que não sou disso (risos). Ao mesmo tempo, tenho tirado mais momentos da minha vida para estar junto ao Senhor em oração. Ele que me chamou e Ele que me capacitará para o ministério. Sem Ele nada vale a pena. Com Ele tudo é possível – tanto que esse humilde servo, para sua infinita misericórdia, será ordenado Presbitério para a glória de Deus no cuidado pastoral do seu Povo Santo. Além da oração, é um momento também de fazer convites. Então, é um prazer poder dialogar com os radiouvintes da Rádio América, nossa Rádio Arquidiocesana”.

As entrevistas serão realizadas a partir das 16h20, ao vivo, e poderão ser acompanhas pelos ouvintes por meio do rádio na frequência 91,1 FM, no site escuteamerica.com.br e também pelo celular no aplicativo da América. Basta baixar o app no seu dispositivo móvel, procurando por “escuteamerica” nas lojas dos celulares. Está disponível na versão Android e IOS.

A Pré-Cúpula da ONU, Organização das Nações Unidas estará reunida de hoje, 26 de julho até quarta, 28 de julho de 2021, em Roma

A Pré-Cúpula da ONU, Organização das Nações Unidas estará reunida de hoje, 26 de julho até quarta, 28 de julho de 2021, em Roma para debater a transformação dos sistemas alimentares no continente americano. O Vaticano vai sediar uma das sessões, conforme divulgou o site Vatican News. A sessão acontece amanhã às 19h30 (horário de Roma) em formato digital. A Pré-Cúpula é uma prévia para a Assembleia Geral da ONU em setembro.

Esta é a segunda participação do Vaticano na reflexão sobre o tema. A primeira aconteceu em maio, conforme informações do Vaticano: “Já em maio deste ano, a Secretaria de Estado da Santa Sé, a Missão Permanente da Santa Sé junto à FAO, IFAD & WFP, o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral e a Comissão Covid do Vaticano, organizaram uma série de webinários registrados como “diálogos independentes” para contribuir com a Cúpula das Nações Unidas de setembro. Além disso, um vídeo produzido pelo Dicastério e pela Comissão, intitulado “Comida para todos: um apelo moral”, será apresentado durante a sessão desta terça-feira (27) e exibido com legendas em inglêsespanhol e italiano.

Gabriel Viçose I “Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam” (Jo 6, 11). O Evangelho deste

Gabriel Viçose I “Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam” (Jo 6, 11).

O Evangelho deste 17º Domingo do Tempo Comum nos apresenta um grande sinal realizado por Jesus (Jo 6,1-15). Narrada pelos quatro evangelistas, a multiplicação dos pães demonstra a preocupação de Deus em saciar a fome de seus filhos.

Através do popular canto “Oração pela família” (Pe. Zezinho, scj), muitos de nós já rezamos ao Senhor pedindo a graça de que nossas crianças aprendam no colo o sentido da vida e de que a família celebre a partilha do abraço e do pão.

Ocorre que, conforme os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (05/04/2021), da Rede PENSSAN, cerca de 19 milhões de pessoas passaram fome nos últimos três meses de 2020. Ademais, no mesmo período, aproximadamente 117 milhões de brasileiros sofreram com a insegurança alimentar. Por consequência disso, o país voltou ao Mapa da Fome e, atualmente, o cenário piora com os sucessivos cortes no auxílio emergencial.

O Papa Francisco nos exorta que a fome não é só uma tragédia, mas também uma vergonha. Em grande medida, é provocada por uma distribuição desigual dos frutos da terra, à qual se acrescentam a falta de investimentos no setor agrícola, as consequências das mudanças climáticas e o aumento dos conflitos em várias regiões do planeta. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Diante dessa realidade, não podemos permanecer insensíveis ou paralisados; somos todos responsáveis [1]. Logo, não é a escassez de alimentos a causadora da criminosa fome no mundo, mas a má distribuição.

Nesse sentido, mais uma vez a Palavra de Deus nos incomoda ao questionar a nossa abertura ao Reino inaugurado por Jesus de Nazaré. Essa Liturgia, inclusive, ilumina a supramencionada realidade da fome a qual continua roubando a dignidade dos filhos e filhas de Deus.

O ambiente da passagem evangélica se dá nos montes presentes na outra margem do lago de Tiberíades. A travessia para a outra margem e a época em que o evangelista situa o episódio –próximo à páscoa judaica – confirma a ação libertadora de Jesus que, tal como outrora fizera Moisés, guiará o seu povo.

A multidão tem fome e não possui o que comer. Para solucionar a questão, Jesus envolve os discípulos, indagando onde comprariam o pão necessário para alimentar a todos. Assim sendo, a comunidade formada por Cristo deve se sentir responsável na realização da missão por ele iniciada. Do mesmo modo como Cristo se revela alimento que mata a fome de vida da humanidade, igualmente sua Igreja o deve ser.

Em busca da solução para saciar a fome do povo, em resposta à pergunta do Mestre, Filipe afirma não ser possível encontrá-la dentro do sistema econômico vigente: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um” (Jo, 6,7). De fato, as respostas para as reais necessidades do ser humano não podem ser dadas pela funesta lógica mundana, a qual sacrifica vidas em favor do lucro.

É por intermédio da solidariedade de um menino, figura de uma criança a qual representa a esperança do novo, que Nosso Senhor realiza o milagre na vida da multidão faminta. Eram apenas cinco pães e dois peixes que, após a ação de graças (eucharistia), foram capazes de sustentar mais de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. O pouco quando oferecido e partilhado se torna muito, a ponto de serem necessários doze cestos – número que simboliza as tribos do antigo Israel, bem como os apóstolos e o novo povo de Deus – para o armazenamento das sobras.

Convém elencar que a ação de graças é atitude que implica o reconhecimento de que os dons são dados por Deus. Não pertencem ao homem, devendo este ser zeloso administrador, mas a Deus o qual é Pai de todos. E se nós nos referimos a Ele como o Pai Nosso, devemos nos convencer de que também o pão deve ser nosso. Nesse sentido, assevera o Santo Padre: “Se esta afirmação – como seres humanos, somos irmãos e irmãs – não ficar pela abstração mas se tornar verdade encarnada e concreta, coloca-nos uma série de desafios que nos fazem mover, obrigam a assumir novas perspectivas e produzir novas reações”[2].

Por conseguinte, a Boa-Nova de Cristo nos convida à partilha. É servindo-se dos homens e das mulheres que Deus atua na história e, dessa maneira, acontece o milagre a partir da generosidade e da solidariedade humana. O Senhor sacia seus filhos (Cf. Sl 144) por intermédio daqueles que, saindo de seu egoísmo, abrem-se à dinâmica do Reino de Deus. A lógica da partilha, corporificada no serviço simples e humilde, fornece-nos o caminho para a superação das escravidões e das opressões trazidas pelo pecado. Nela reside a liberdade e a esperança de um mundo novo.

À vista disso, o discípulo-missionário possui por vocação levar todos os seres humanos a se sentarem para a refeição, como retrata a passagem (Jo 6,20). Fascinantemente, esse gesto de Jesus acarretava o reconhecimento da dignidade daquele pobre povo, dado que só se sentavam os considerados bons e justos.

Não podemos nos olvidar que a prática da humildade, da mansidão, da paciência e do amor consiste em exigência para uma vida verdadeiramente pautada nos valores de Cristo e de seu Evangelho (Cf. Ef 4,1-6). Os valores do Reino são diametralmente opostos aos do mundo. Os esquemas de morte e de cobiça, os quais fundamentam as relações no atual sistema, impedem que a vida dos descartados prevaleça sobre a idolatria do mercado.

A Igreja é vocacionada a ser o ponto de união entre todos os homens e mulheres. Deve ser o lugar da unidade na caridade do pão partilhado, isto é, o corpo místico de Cristo que reúne a humanidade redimida pelo amor-doação do próprio Deus. Isto posto, podemos também observar, no episódio da multiplicação dos pães, o grande mistério do Senhor que se faz pão, doa-se pela reconciliação da humanidade com Deus e cumpre sua promessa de permanecer conosco todos os dias até o fim dos tempos mediante o sublime sacramento. As sobras guardadas indicam a importância de se zelar por aquilo que testemunha o milagre pelo Senhor realizado, além de apontar para a necessidade de sempre se gerar mais abundância. Portanto, também nós cristãos devemos doar a nossa vida em favor do Deus que sofre junto aos últimos e aos crucificados de ontem e de hoje.

Semelhantemente a Eliseu que não reteve os dons recebidos para si e, sucedendo ao generoso gesto do homem o qual a ele ofertou os vinte pães de cevada e trigo novo, ordenou reparti-los com as pessoas as quais o circundava (Cf. 2 Rs 4,42-44), nós devemos, em atitude profética, oferecer aquilo que temos e somos em favor dos necessitados.

Nossa Igreja particular de Vitória, por intermédio do Vicariato da Ação Social, Política e Ecumênica, organizou a Campanha Permanente contra a Fome e pela Inclusão Social (Campanha Paz e Pão) a fim de dar uma resposta solidária a essa situação. Sejamos animadores e participantes das ações de enfrentamento à fome, fiéis discípulos-missionários do Mestre o qual veio trazer vida plena para todos.

Sabemos que não é apenas de alimento que os homens estão famintos. A humanidade possui fome de vida abundante e verdadeira. Neste dia em que Cristo se revela a nós como o Pão da Vida, torna-se triste percebermos quão atrasados nos encontramos na adesão ao projeto de Jesus. Mesmo com todo o progresso tecnológico e científico, a humanidade ainda não solucionou um problema tão básico como o direito de todos terem algo para comer. Destarte, os discípulos de Jesus são chamados à promoção da vida, devendo assim como o Mestre, preocuparem-se e agirem em favor dos condenados da Terra.

Dado que Cristo veio oferecer vida em abundância, somos convidados a levar o pão do trabalho, da moradia, da saúde, da educação, da segurança, do sentido à existência, do amor, da ternura, da liberdade, da justiça, da paz e da esperança a todos os homens e mulheres. Nossa preocupação deve ser como a de Deus. Ele quis resgatar o homem todo. É a integralidade do ser humano que o Senhor vem libertar e salvar.

O Papa Bento XVI, em Angelus proferido no dia 29 de julho de 2012, em Castel Gandolfo, mencionando a Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, afirmou que não é o Alimento Eucarístico que se transforma em nós, mas nós que acabamos misteriosamente mudados por ele: “Cristo alimenta-nos, unindo-nos a Si”[3]. E concluiu rogando que jamais falte a ninguém o pão necessário para uma vida digna, e sejam abatidas as desigualdades não com as armas da violência, mas com a partilha e o amor.

Em derradeiro, diante dos ensinamentos dessa sagrada liturgia, dirijamo-nos, cheios de fé e de confiança, à Mãe de Deus e nossa, pedindo que a patrona dos povos sofridos da América Latina ensine a quem tem tudo a partilhar, aos que tem pouco a não cansar e, por sua poderosa intercessão, faça o nosso povo caminhar em paz.

Gabriel Viçose

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: Ressurreição – Goiabeiras – Vitória.

Paróquia de Estágio Pastoral: Santíssima Trindade – Aribiri – Vila Velha.

[1] FRACCALVIERI, Bianca. Francisco: a fome não é só uma tragédia, mas uma vergonha para a humanidade. Vatican News, 2020. Disponível em: <https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-10/papa-francisco-fao-fome-vergonha-para-humanidade.html>. Acesso em 19 jul. 2021.

[2] FRANCISCO, Papa. Fratelli Tutti: Carta Encíclica sobre a fraternidade e a amizade social. Brasília: CNBB, 2020, §128.

[3] BENTO XVI. Homiliário: Um caminho de fé antigo e sempre novo. São Paulo: Molokai, 1ª ed., 2017, p. 680.

A Área Pastoral de Vitória tem um novo coordenador: padre Osmar de Oliveira Braido, que é Vigário da Paróquia São Francisco de Assis, em

A Área Pastoral de Vitória tem um novo coordenador: padre Osmar de Oliveira Braido, que é Vigário da Paróquia São Francisco de Assis, em Jardim da Penha e estava como coordenador interino da área desde o dia 16 de junho. Na tarde de hoje os padres presentes na reunião da Área de Vitória fizeram uma votação e ele foi eleito. Padre Osmar assume após o falecimento de padre Fernando Souza que até então coordenava a área.

Segundo padre Renato Criste, que é o Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, as funções que o presbítero vai exercer a partir de agora estão descritas no direito particular da Arquidiocese e entre elas estão: colaborar com o bispo, com o coordenador de pastoral e demais coordenadores de área na condução Pastoral Arquidiocesana; coordenar as reuniões de área e ser instrumento eficaz de comunhão entre os presbíteros, conselheiros, paróquias e CEB´s.

Seja bem-vindo em sua nova missão padre Osmar! Que Deus o conduza! 

“Rezar é um recurso preciosíssimo”. “A oração é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo. Sobretudo neste tempo

“Rezar é um recurso preciosíssimo”. “A oração é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo. Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro”, disse o Papa Francisco ao instituir o Dia Mundial doa Avós e dos Idosos que será celebrado sempre no quarto domingo de julho, este ano no próximo domingo, 25 de julho.

Reze junto com o Papa a oração composta para esta ocasião.

ORAÇÃO PELO PRIMEIRO DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS
Dou-Vos graças, Senhor,
pelo conforto da Vossa presença:
mesmo na solidão
sois a minha esperança e a minha confiança;
desde a minha juventude, sois a minha rocha e fortaleza!
Agradeço porque me destes uma família
e me abençoastes com uma longa vida.
Agradeço pelos momentos de alegria e de dificuldade,
pelos sonhos realizados e pelos que estão por vir.
Agradeço por este momento de fecundidade renovada à qual me chamais.
Aumentai, ó Senhor, a minha fé,
fazei-me um instrumento da Vossa paz;
ensinai-me a acolher os que sofrem mais que eu,
a nunca deixar de sonhar
e a contar as Vossas maravilhas às novas gerações.
Protegei e guiai o Papa Francisco e a Igreja,
para que a luz do Evangelho chegue até aos confins da terra.
Enviai o Vosso Espírito, ó Senhor, para renovar o mundo,
para que se acalme a tempestade da pandemia,
para que os pobres sejam consolados e que todas as guerras acabem.
Sustentai-me na fraqueza,
e concedei-me viver plenamente
cada instante que me dais,
na certeza de que estais comigo todos os dias
até ao fim do mundo.
Amém.

 

O Papa Francisco instituiu no próximo domingo (25) a celebração do “1º Dia mundial dos Avós e dos Idosos” em toda Igreja. Isto acontece,

O Papa Francisco instituiu no próximo domingo (25) a celebração do “1º Dia mundial dos Avós e dos Idosos” em toda Igreja. Isto acontece, pois tradicionalmente no dia 26 de julho é comemorado o Dia dos Avós, em relação a solenidade de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus. A partir disso o pontífice determinou que esta data seja celebrada anualmente no quarto domingo do mês de julho.

Na mensagem divulgada pelo Papa pela ocasião ele destaca a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu: “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28, 20) reforçando que toda a Igreja está solidária com os idosos, principalmente neste tempo difícil da pandemia que conforme ele destaca “foi uma tempestade inesperada e furiosa para os mais velhos, pois muitos adoeceram, partiram e viram pessoas próximas partirem”.

Oficialmente, segundo as Nações Unidas, uma pessoa é classificada como idosa a partir de 65 anos. No Brasil um projeto de lei alterou no ano passado a idade de 60 para 65 anos para que uma pessoa seja considerada idosa. E em relação ao clero da Arquidiocese de Vitória, quantos padres estão idosos? Atualmente a Arquidiocese possui 161 sacerdotes sendo 98 deles diocesanos (ou seculares) e 63 religiosos, ou seja, aqueles que fazem parte de alguma congregação religiosa. Deste total 31 são idosos e possuem mais de 65 anos e o número representa 19,3% do quantitativo de padres.

Entre os padres idosos, 12 são diocesanos (12,2%) e 19 (30,2%) são religiosos. O mais idoso que está atualmente no território arquidiocesano é padre Waldyr Ferreira de Almeida, nascido 18 de setembro de 1929 e atualmente com 91 anos de idade. Ordenado em 30 de novembro de 1953, somente de ordenação padre Waldyr tem 67 anos, ou seja, já dedicou mais da metade de sua vida ao evangelho de Jesus Cristo e a Igreja particular de Vitória. Em seguida está padre Braz Carnielli, que é da Congregação Salesiana e tem 90 anos de idade, sendo quase 60 deles como sacerdote. Em dezembro deste ano ele completará seu jubileu de diamante.

“Hoje eu faço todos os serviços que eu posso fazer. Porque com 90 anos já viu né?! Ainda mais com uma doença que eu tenho que é danada e se chama diabetes eu tenho que ficar muito atento. Por isso desde março do ano passado que não saio de casa. Então eu celebro na capela da residência ou na capela do Salesiano. Eu já fui vacinado contra a Covid-19, tudo bem, mas se eu não me cuidar ninguém cuida de mim. Eu tenho na faculdade Salesiana uma salinha que vou lá e fico lá e os alunos, funcionários, professores que querem bater papo, conversar, brincar e se confessar eu atendo lá. Fora disso aos domingos eu celebro na capela Dom Bosco”, conta padre Braz.

O sacerdote é natural de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo e já atuou em Niterói, no Rio de Janeiro; Silvânia, em Goiás; Araxá, em Minas Gerais; Barbacena, também em Minas Gerais; Vargem Alta (Jaciguá); em Vitória na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara; Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde foi pároco por 16 anos na Comunidade de Rocha Miranda: “é um trabalho que olha! Como pároco eu nunca fechei a porta do meu escritório eu estando lá. Se a porta estava aberta eu estava lá dentro. De 8h da manhã até 21h30 todo dia, por mais de 32 anos foi assim”.

Padre Braz também teve grande atuação no Movimento Familiar Cristão no Espírito Santo, sendo o primeiro diretor Espiritual. Ele detalha que O MFC começou em Cachoeiro de Itapemirim em 1976 e ele foi chamado para ser Diretor Espiritual ficando até o ano de 1983. Neste 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o presbítero deixa uma mensagem aos padres mais jovens que estão começando sua caminhada nas paróquias, movimentos e pastorais da Arquidiocese de Vitória:

“Deixo a experiência que eu tive: nunca disse não a qualquer coisa de trabalho de Igreja. Ou seja, precisou eu vou e não tiro o corpo fora. Digo aos nossos jovens, porque as vezes falam ‘hoje não vou, hoje não rezo’. Acho que que é aquilo que Cristo disse no evangelho devemos ser pastores e o pastor não abandona o seu rebanho, pelo contrário está sempre junto para proteger, defender, guiar, ajudar, aconselhar, carregar no ombro se for preciso. Os padres hoje têm que ser realmente pastores no verdadeiro sentido da palavra, pois o povo precisa de pastores. Essa mensagem eu dou aos meus queridos irmãos sacerdotes seja de onde forem, religiosos ou diocesanos: sejam pastores de verdade, não larguem seu rebanho por nada”, conclui.

Ainda na mensagem do Papa Francisco para o próximo domingo ele destaca o versículo do evangelho de Mateus, em que Jesus diz aos Apóstolos: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (28, 19-20). O santo padre afirma que estas palavras são dirigidas também a todos os idosos, hoje, e pede que não esqueçam que “a sua vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos”.

A Campanha Paz e Pão, com três meses e meio de atividade intensa, vem sensibilizando, motivando e envolvendo pessoas para que façam doações individuais

A Campanha Paz e Pão, com três meses e meio de atividade intensa, vem sensibilizando, motivando e envolvendo pessoas para que façam doações individuais e instituições para que ampliem fortemente o trabalho da equipe que se dedica a este projeto com muita dedicação.

Lançada durante o Oitavário da Festa da Penha 2021 no dia 8 de abril, foi chancelada pelo arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, na abertura da Campanha da Fraternidade. No dia 11 do mesmo mês ganhou um impulso com a arrecadação feita durante a live “Entre Muros”, uma iniciativa de pe. Anderson Gomes.

De lá para cá o crescimento é enorme e o envolvimento tanto da Igreja Católica quanto da sociedade se expande continuamente.

Pastorais, Movimentos católicos e equipes de serviço ‘arregaçaram as mangas’ e trabalham convidando pessoas a aderirem à Campanha comprometendo-se com uma doação mensal de R$ 100,00. Alguns grupos como o Focolare de Vitória e as Mães que Oram pelos Filhos assumiram doações mensais em grupo ou em comunidade.

A Campanha se mantém viva por conta da perseverança dos doadores. Hoje são cerca de 400 pessoas cadastradas que contribuem assiduamente. Mas, alguns eventos promovem aquele impulso que permite o atendimento às populações mais necessitadas, arrecadando quantidades maiores em tempos mais curtos, como o caso da campanha de arrecadação durante as Celebrações de Corpus Christi e as parcerias com artistas, sindicatos, associações, empresas, escolas e órgãos públicos.

As ceramistas do grupo “Cerâmica pela Vida”, que realizam leilões virtuais com peças de artistas de todo o Brasil, já contribuíram com mais de R$ 100 mil. A Cesan, Companhia Espirito Santense de Saneamento contribui com R$ 80 mil.

Outras ações solidárias destinaram parte de suas arrecadações à Campanha Paz e Pão, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia – ES (SBC solidária), a Sociedade Capixaba de Oftalmologia (De Olho na Fome), a ADUFES e a CUT-ES, com a participação de diversos sindicatos de trabalhadores. Recentemente também o Poder Judiciário, OAB, Ordem dos Advogados do Brasil; Amages, Associação dos Magistrados do Espírito Santo e o Sindijudiciário, entrou na Campanha, motivando e arrecadando alimentos em postos de atendimento (fóruns) e colocando um drive thru em frente ao Fórum na Cidade Alta em Vitória.

Arrecadação e distribuição

Até junho a Campanha arrecadou mais de R$ 600 mil em espécie, depositados na conta da Campanha, e mais de 4.000 cestas básicas.

Os números podem parecer enormes, porém a Campanha tem 9.314 famílias cadastradas que necessitam de ajuda. Para atender essa quantidade de famílias com apenas uma cesta mensal seriam necessários cerca de R$ 650 mil também mensais. Isto significa que apenas 30% das famílias cadastradas estão sendo atendidas, ou seja, 2.700 famílias.

Para conseguir atender a essas famílias, as paróquias promovem outras iniciativas e mobilizam as equipes que atuam em seus territórios, principalmente os Vicentinos, para que mais famílias possam receber alimentos, minimizando o sofrimento de quem não tem o que comer.

Somando tudo que é possível contabilizar até este momento foram distribuídas mais de 100 toneladas de alimentos, o que equivale a 8.000 cestas básicas, e com os recursos existentes serão adquiridas mais 2.000 cestas ainda no mês de julho.

Como funciona a arrecadação e distribuição

O dinheiro arrecadado seja das pessoas cadastradas que colaboram mensalmente, seja de outras doações é depositado na conta da Campanha Paz e Pão. Esse dinheiro é distribuído pelas Áreas Pastorais que se encarregam de comprar as cestas básicas e distribuir às famílias cadastradas. Assim a administração e distribuição fica por conta da Área Pastoral.

Apelo

Há necessidade de cadastrar mais doadores mensais para que a assistência a essas famílias não seja interrompida e aquelas que não estão recebendo possam receber.

Para se cadastrar acesse: http://pazepao.com.br/

Sabemos também que, dependendo do tamanho da família, uma cesta básica não basta para alimentação durante um mês.  E sabemos ainda que ‘quem tem fome, tem pressa’.