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Pe. Tárcio Rosa Siqueira foi nomeado para coordenar a Comissão Bíblico-Catequética na Arquidiocese de Vitória. O cargo era ocupado por pe. Fernando Antônio Silva

Pe. Tárcio Rosa Siqueira foi nomeado para coordenar a Comissão Bíblico-Catequética na Arquidiocese de Vitória. O cargo era ocupado por pe. Fernando Antônio Silva de Souza, falecido em 21 de junho deste ano 2021. Pe. Tárcio já participava da Comissão sendo assessor para o Batismo e com a morte de pe. Fernando foi convidado pelo coordenador de pastoral para assumir a comissão. Após uma reunião com o Dept. Pastoral, aceitou o convite.

Além de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pela comissão e pe. Fernando, pe. Tárcio aponta dois desafios nos quais pretende se empenhar: 1. Definir a estrutura e os critérios para implementar o ministério do catequista. 2. Construir um itinerário para que a Catequese de inspiração catecumenal possa crescer na arquidiocese.

Quanto ao ministério do catequista, uma determinação do Papa Francisco para que seja instituído, “ainda é necessário pensar a estrutura, os critérios, pois o catequista participa do múnus de ensinar do bispo que é por ele delegado. Mas o desafio é maior que estruturar, é necessário tirar a ideia de catequese-escola e pensar a catequese como experiência de fé. O catequista é aquele que aprende e ensina, por isso, ele é ouvinte e transmissor”, disse pe. Tárcio.

Para proporcionar e motivar a experiência de fé, também é necessário um itinerário comum na arquidiocese. E aqui a catequese com inspiração catecumenal é o segundo desafio, porque este modelo é que vai unir a arquidiocese em um projeto comum. Isso não significa não ficar atento às características locais, mas é importante que exista um itinerário comum porque as pessoas hoje migram facilmente de uma paróquia para outra e torna-se importante que, ao mudar, elas percebam a continuidade e possa vivenciar sua caminhada de fé independente do local que frequentam”, afirmou pe. Tárcio.

Atualmente, pe. Tárcio é administrador paroquial na paróquia Bom Pastor, Área Pastoral Serra/Fundão.

Ao pe. Tárcio a arquidiocese agradece o seu sim e reza por sua nova missão.

Para comemorar os 30 anos de Fundação da CRB – ES, Conferência dos Religiosos do Brasil, Regional Espírito Santo, a entidade convida para a

Para comemorar os 30 anos de Fundação da CRB – ES, Conferência dos Religiosos do Brasil, Regional Espírito Santo, a entidade convida para a missa a ser realizada no dia 24 de julho às 18h na Catedral de Vitória. A Arquidiocese de Vitória  conta com a presença de várias congregações religiosas  femininas e masculinas que atuam em diferentes paróquias, atividades pastorais e de evangelização. A todas as congregações e a cada religioso e religiosa a arquidiocese agradece a presença e parabeniza pela data.

 

O Papa Francisco tem viagem apostólica à Hungria e Eslováquia nos dia 12 a 15 de setembro. O Vaticano divulgou hoje a programação. Acompanhemos
O Papa Francisco tem viagem apostólica à Hungria e Eslováquia nos dia 12 a 15 de setembro. O Vaticano divulgou hoje a programação. Acompanhemos e rezemos pelo Papa e suas intenções.
O Santo Padre partirá no domingo, 12 de setembro, do Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino para Budapeste, às 6h da manhã. A chegada ao Aeroporto Internacional de Budapeste está prevista para às 7h45, onde haverá a cerimônia oficial de boas-vindas.
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Depois, às 8h45, o Papa se encontrará com o presidente húngaro e com o primeiro-ministro no Museu de Belas Artes de Budapeste. A seguir, no mesmo local, haverá o encontro com os bispos às 9h15 e Francisco fará um discurso.

Às 10h, haverá o encontro com os representantes do Conselho Ecumênico das Igrejas e algumas Comunidades Judaicas da Hungria, no Museu de Belas Artes de Budapeste. Ali, Francisco fará o seu segundo discurso.

Às 11h30, o Papa celebrará a Santa Missa de encerramento do 52º Congresso Eucarístico Internacional, na Praça dos Heróis, em Budapeste, onde fará a homilia e o Angelus.

Às 14h30, haverá a Cerimônia de Despedida no Aeroporto Internacional de Budapeste e às 14h40 parte para Bratislava, na Eslováquia, onde chegará por volta das 15h30 ao aeroporto internacional da capital eslovaca. No Aeroporto Internacional de Bratislava, haverá a cerimônia de boas-vindas.

Às 16h30, o encontro ecumênico na Nunciatura Apostólica de Bratislava onde o Papa fará um discurso. Às 17h30, haverá o encontro privado com os membros da Companhia de Jesus na Nunciatura Apostólica de Bratislava.

Na segunda-feira, 13 de setembro, às 9h15, haverá a cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial em Bratislava, e às 9h30, a visita de cortesia ao presidente da Eslováquia na Sala de Ouro do Palácio Presidencial de Bratislava.

Às 10h, o Papa se encontrará com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático no jardim do Palácio Presidencial de Bratislava, onde fará seu segundo discurso no país.

Às 10h45, o Santo Padre se encontrará com os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e catequistas na Catedral de São Martinho, em Bratislava, onde fará um discurso.

Às 16h, o Papa fará uma visita privada ao “Centro Belém” em Bratislava. A seguir, às 16h45, se encontrará com a Comunidade Judaica na Praça Rybné námestie, em Bratislava. Ali haverá mais um discurso do Pontífice.

Às 18h, a visita do presidente do Parlamento na Nunciatura Apostólica de Bratislava. Às 18h15, a visita do primeiro-ministro na Nunciatura Apostólica de Bratislava.

Na terça-feira 14 de setembro, o Santo Padre partirá de Bratislava de avião às 08h10 da manhã para Košice onde chegará por volta das 9h.

Às 10h30, haverá a Divina Liturgia Bizantina de São João Crisóstomo presidida pelo Santo Padre na Praça do Mestská športová hala, em Prešov. Ali, Francisco fará a homilia.

Às 16h, o Santo Padre se encontrará com a Comunidade Cigana no bairro Luník IX, em Košice, onde fará uma saudação.

Às 17h, haverá o encontro com os jovens no Estádio Lokomotiva em Košice, onde o Papa fará um discurso. Às 18h30, o Papa parte de avião para Bratislava onde chegará por volta das 19h30 ao Aeroporto Internacional de Bratislava.

Na quarta-feira, 15 de setembro, último dia da viagem apostólica, às 09h10 da manhã, haverá o momento de oração com os bispos no Santuário Nacional de Šaštin. A seguir, às 10h, o Santo Padre celebrará a missa neste mesmo santuário onde fará sua homilia.

Às 13h30, haverá a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Bratislava. Às 13h45, o Papa parte para Roma onde chegará por volta das 15h30 ao Aeroporto Internacional de Roma/Ciampino.

Acontece no próximo final de semana o 12º Mutirão de Comunicação, o 1º a ser realizada em formato totalmente online. O modelo não afastou

Acontece no próximo final de semana o 12º Mutirão de Comunicação, o 1º a ser realizada em formato totalmente online. O modelo não afastou os participantes, pois estão inscritos 5.625 comunicadores de todo o Brasil.

A sala virtual será aberta às 17h do dia 23 e o encerramento no dia 24 às 18h com Celebração Eucarística que também será transmitida pelas TVs Católicas. O tema propõe que a comunicação caminhe em sintonia com o desejo e esforço de unidade da Igreja Católica, organizadora do evento, e responde a uma necessidade atual numa sociedade fragmentada: “Por uma comunicação integral”.

A sede da organização ficará na Puc em Belo Horizonte, embora as cerca de 60 pessoas envolvidas em trabalhos organizativos estejam espalhadas pelo Brasil.

Os inscritos receberão o link para participação pelo email cadastrado na inscrição.

Veja como estão as inscrições por Regional da CNBB e por Estado. Leste 2: 911 Espírito Santo: 73

Os Mutirões de Comunicação acontecem desde 1998 e, coincidentemente, o 1º mutirão foi realizado em Belo Horizonte, cidade onde estava previsto acontecer este 12º não fosse a restrição a aglomerações em vista da pandemia da Covid-19.

A Arquidiocese de Vitória acolheu o mutirão por duas vezes: o 4º em 2005 na cidade de Guarapari e o 9º em 2015 na cidade de Vitória.

Relembre os mutirões realizados no texto de Ir. Helena Corazza, fsp, jornalista e doutora em Ciências da Comunicação, publicado no site da CNBB:

O primeiro Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) foi realizado em 1998, em Belo Horizonte (MG), na Universidade Católica com o tema “Solidariedade – Ética – Cidadania”. Neste primeiro, houve também encontro dos professores de comunicação nos Seminários e Faculdades de Teologia, uma vez que o Setor de Comunicação reunia este segmento.

O Segundo Muticom foi realizado na cidade de São Paulo, no ano 2000, sediado pelo Colégio Santa Terezinha, Salesianos, e organizado com a UCBC, com o tema: “Relações Solidárias na Aldeia e no Global”. No decorrer do tempo, Dioceses e Regionais da CNBB passaram a realizar os Mutirões locais e Regionais para a animação local, preparando o Nacional.

O terceiro, em 2003, na cidade de Salvador (BA), assumido e organizado pela Arquidiocese, sob a coordenação do Pe. Manoel Filho, então coordenador da Pastoral da Comunicação (PASCOM), com a temática “Comunicação para outra ordem social”.

O quarto, em 2005, assumido pela Arquidiocese de Vitória (ES) e realizado na cidade de Guarapari (ES), com o tema “Comunicação e responsabilidade social”. Neste Mutirão, Ricardo Yañez, representante da Signis marcou presença e reuniu lideranças, sob a presidência de Dom Orani João Tempesta, tendo em vista a criação da Signis no Brasil.

O 5º. Mutirão Brasileiro de comunicação foi realizado em Belém (PA), em 2007, assumido pela Arquidiocese de Belém, tendo como Arcebispo Dom Orani João Tempesta, também presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, com o tema “Comunicação e Amazônia: Fé e Cultura de Paz”. Durante este Mutirão foi articulada a criação da Rede de Notícias da Amazônia (RNA).

De 12 a 17 de julho de 2009, em Porto Alegre (RS), o 6º. Muticom assumiu dimensão Lationo-americana e caribenha, reunindo representantes da comunicação dos diversos países. A Arquidiocese de Porto Alegre e comunicadores coordenaram o evento, realizado na PUCRS, abordando o tema “Processos de Comunicação e Cultura Solidária”.

O 7º. Mutirão Brasileiro de Comunicação aconteceu no Rio de Janeiro, em 2011, assumido pela Arquidiocese e PUCRIO, sob a presidência do Arcebispo Dom Orani João Tempesta, trabalhou o tema “Comunicação e Vida. Diversidade e Mobilidades”. Marcou presença Dom Cláudio Maria Celli, então presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, do Vaticano.  Nesta ocasião Dom Orani possibilitou a apresentação da Signis Brasil, criada em 2010, com a participação dos setores: impressos, rádio, televisões católicas; um stand também favoreceu a visibilidade.

O 8º. Muticom, em 2013, aconteceu no Nordeste, em Natal, assumido pela Arquidiocese em parceria com a Universidade Federal (UFRN), com  tema “Comunicação e participação cidadã: meios e processos” também com presença significativa da Signis Brasil e do secretário da Signis mundial, Ricardo Yañez.  O

9º. Muticom, em 2015, voltou para o Espírito Santo, em Vitória, assumido pela Arquidiocese com o tema “Ética nas comunicações”, também com a presença de Signis Brasil e o lançamento da Rede Católica de Rádio do Espírito Santo (RCRES).

O 10º. Muticom foi realizado em 2017, em Joinville (SC), assumido pela Diocese com o tema “Educar para a comunicação” e contou com a presença do presidente da Signis ALC (América Latina e Caribe), Carlos Ferraro.

O 11º. Muticom, em 2019, em Goiânia (GO), assumido pela Arquidiocese e realizado no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), com o tema “Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social”.

O 11º. Mutirão Brasileiro de Comunicação acontece em Belo Horizonte (MG), na PUCMinas, nos dia 23 e 24 de Julho de 2021, 100% online, devido a pandemia, com o tema “Por uma comunicação integral. O humano nos novos ecossistemas”. Este Mutirão volta a reunir todas as lideranças eclesiais de comunicação, na cooperação, nos mesmos objetivos, somando esforços por uma comunicação integral onde o humano seja considerado acima do mercado e do lucro.

O Papa Francisco, na oração do Angelus de ontem, fez um apelo e deu recomendações aos cristãos: “o perigo de deixar-se cair no frenesi

O Papa Francisco, na oração do Angelus de ontem, fez um apelo e deu recomendações aos cristãos: “o perigo de deixar-se cair no frenesi do fazer, cair na armadilha do ativismo, onde o mais importante são os resultados que obtemos e o sentir-se protagonistas absolutos”. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

Em sua alocução neste domingo, antes de rezar o Angelus, o Papa Francisco falou sobre a importância do verdadeiro repouso: “parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar das coisas do trabalho para as férias”, pois somente “o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover (…), de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação”
“Temos necessidade de uma “ecologia do coração” que inclui descanso, contemplação e compaixão. Aproveitemos o tempo de verão para isso!”

Descanso e compaixão, dois aspectos importantes da vida que guiaram a reflexão do Papa Francisco no Angelus deste XVI Domingo do Tempo Comum, que voltou a ser rezado da janela do apartamento pontifício, visto que o anterior foi do Hospital Agostino Gemelli, onde o Pontífice se recuperava de uma cirurgia.

O perigo do ativismo

O Papa inspirou-se no Evangelho de Marcos proposto pela liturgia do dia para chamar a atenção que Jesus se preocupa com o cansaço físico e interior dos seus discípulos. Prova disso, é que ao ouvir seus relatos jubilosos pelos “prodígios da pregação” durante a missão, Jesus lhes faz um convite: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”, convida ao repouso.

Ele quer alertá-los de um perigo, que sempre está à espreita também para nós: o perigo de deixar-se cair no frenesi do fazer, cair na armadilha do ativismo, onde o mais importante são os resultados que obtemos e o sentir-se protagonistas absolutos.

Aprender a parar

E isso, observou Francisco, acontece também na Igreja, “estamos atarefados, corremos, pensamos que tudo depende de nós e, no final, corremos o risco de negligenciar Jesus e estarmos sempre nós no centro. Por isso, convida os seus para repousar um pouco à parte, com Ele”:

Não é apenas repouso físico, é também descanso do coração. Porque não basta “desligar”, é preciso repousar de verdade. E como se faz isso? Para fazer isso é preciso voltar ao cerne das coisas: parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar da correria do trabalho para a correria das férias.

Mas o fato de Jesus se retirar a cada dia na “oração, no silêncio, na intimidade com o Pai”, não impede que Ele esteja atento às necessidades da multidão, e o convite dirigido aos seus discípulos, deveria acompanhar também a nós, que deveríamos parar “a correria frenética que dita as nossas agendas”:

“Aprendamos a parar, a desligar o celular, a contemplar a natureza, a regenerar-nos no diálogo com Deus.”

A compaixão nasce da contemplação

Mas o Papa recorda ainda, que “o Evangelho narra que Jesus e os discípulos não podem descansar como gostariam”, pois as pessoas provenientes dos lugares mais diversos os reconhecem. Neste ponto, move-se a compaixão”:

Aqui está o segundo aspecto: a compaixão que é o estilo de Deus, o estilo de Deus é: proximidade, compaixão e ternura. Quantas vezes no Evangelho, na Bíblia, encontramos esta frase: “teve compaixão dele”. Comovido, Jesus se dedica ao povo e retoma o ensino. Parece uma contradição, mas na realidade não o é. De fato, só o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover, isto é, de não se deixar levar por si mesmo e pelas coisas a fazer e de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação.

Ecologia do coração

Assim – observou Francisco – caso aprendamos a descansar verdadeiramente, nos tornaremos capazes da verdadeira compaixão:

Se cultivarmos o olhar contemplativo, levaremos em frente as nossas atividades sem a atitude voraz de quem quer possuir e consumir tudo; se permanecermos em contato com o Senhor e não anestesiarmos a parte mais profunda de nós, as coisas a fazer não terão o poder de nos tirar o fôlego e nos devorar. Temos necessidade – ouçam isso – temos necessidade de uma “ecologia do coração” que inclui descanso, contemplação e compaixão. Aproveitemos o tempo de verão para isso. Nos ajuda bastante!

Ao concluir, o Santo Padre convidou os fiéis a dirigirem-se a Nossa Senhora, “que cultivou o silêncio, a oração e a contemplação, e sempre se move em terna compaixão por nós, seus filhos.”

Davi Gabriel Lutzke I “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34). No último Domingo

Davi Gabriel Lutzke I “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34).

No último Domingo (15º Domingo do Tempo Comum), o Evangelista Marcos narrava o envio missionário dos doze apóstolos. Jesus enviou-os dois a dois para que pregassem o seu Evangelho, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes ainda que servissem com humildade e que confiassem na providência divina. Assim partiram, pregaram a conversão, expulsaram demônios e curaram numerosos doentes ungindo-os com óleo.

Neste Domingo (16º Domingo do Tempo Comum), o Evangelista narra o retorno dos doze Apóstolos (Mc 6,30-34). De imediato desejavam contar ao Senhor tudo o que haviam feito em seu nome. Os discípulos de Jesus estavam cansados e Ele os convidou a descansar consigo, em um lugar deserto, para que pudessem descansar e partilhar suas experiências missionárias. No entanto, não conseguiam, porque a multidão sedenta os seguia em busca de ajuda. A seguir, percebemos como a força e o poder de Deus se manifestam na vida daqueles que lhe são consagrados e nos clamam por sua ajuda. 

Apesar de todo o cansaço dos seus Apóstolos e da hora avançada, o Senhor teve compaixão daquele povo, pois “eram como ovelhas sem pastor e começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6, 34). Jesus, de forma alguma, ignorou a necessidade do descanso daqueles que enviou em missão, mas em contrapartida, também não ignora a necessidade de um povo que buscava cura, libertação e paz. Com toda sabedoria, usa dessa oportunidade para atender o clamor de um povo que sofre por falta de pastoreio e mostrar aos seus Apóstolos que onde quer que estejam, estão com a missão de evangelizar, pastorear e curar.

Hoje, também, a multidão precisa de ajuda e, mesmo sem saber, ela busca alguma coisa que preencha o vazio dos seus corações. E nem sempre esta busca em preencher tal vazio acontece da melhor forma. Como discípulos do Senhor, temos que aprimorar em nós a capacidade de enxergar essa necessidade, esse vazio no coração de quem quer esteja à nossa volta e ajuda-los, direcioná-los da melhor forma possível a partir da nossa experiência de fé. Para que isso aconteça, Jesus também nos forma e nos orienta. Nos convida para descansar nos desertos do silêncio interior, da meditação, da contemplação e da oração, a fim de nos prepararmos para que sejamos, de fato, seus discípulos missionários. Que sejamos capazes de ouvir o grito de um povo desanimado e sem esperança que se encontra à nossa volta, mas que não é visto, tampouco ouvido pela sociedade, de forma geral.

Não nos restam dúvidas de que desta forma seremos autênticos missionários do Senhor dentro das nossas atividades diárias, e poderemos fazer acontecer em nosso meio aquilo que São Paulo diz à comunidade de Éfeso na Segunda Leitura (Ef 2,13-18): viver a unidade e a paz estabelecida por Jesus através do seu sangue.

Davi Gabriel Lutzke

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Sant’Ana – Marechal Floriano.

Paróquia de estágio Pastoral: Bom Pastor – Campo Grande – Cariacica.

O Papa Francisco divulgou hoje, 16 de julho de 2021 o motu proprio ‘Traditionis custodes’ que orienta sobre o uso do Missal Romano de

O Papa Francisco divulgou hoje, 16 de julho de 2021 o motu proprio ‘Traditionis custodes’ que orienta sobre o uso do Missal Romano de 1962. Entre as motivações para este documento o Papa referiu-se ao entendimento e desejo do Papa Bento XVI e disse que a pesquisa feita entre os bispos revela que esse desejo não foi atingido e que o efeito foi contrário à unidade: “[…] Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”. O motu propria e a carta que o Papa enviou aos bispos já estão disponíveis em Italiano, Inglês e Espanhol no site http://www.vatican.va/content/francesco/pt/motu_proprio.html

Leia a matéria publicada no site Vatican News:

O Papa publica um motu proprio para redefinir as modalidades de uso do missal pré-conciliar: as decisões voltam à disponibilidade dos pastores das dioceses. Os grupos ligados à antiga liturgia não devem excluir a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Pontífices
O Papa Francisco, após consultar os bispos do mundo, decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962, que foi liberalizado como “Rito Romano Extraordinário” há catorze anos por seu predecessor Bento XVI. O Pontífice publicou esta sexta-feira (16/07) o motu proprio “Traditionis custodes”, sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970, acompanhando-o com uma carta na qual explica as razões de sua decisão. Eis as principais novidades.

A responsabilidade de regulamentar a celebração segundo o rito pré-conciliar volta para o bispo, moderador da vida litúrgica diocesana: “é de sua exclusiva competência autorizar o uso do Missale Romanum de 1962 na diocese, seguindo as orientações da Sé Apostólica”. O bispo deve certificar-se de que os grupos que já celebram com o antigo missal “não excluam a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Sumo Pontífices”.

As missas com o rito antigo não serão mais realizadas nas igrejas paroquiais; o bispo determinará a igreja e os dias de celebração. As leituras devem ser “na língua vernácula”, utilizando traduções aprovadas pelas Conferências episcopais. O celebrante deve ser um sacerdote delegado pelo bispo. O bispo também é responsável por verificar se é ou não oportuno manter as celebrações de acordo com o antigo missal, verificando sua “utilidade efetiva para o crescimento espiritual”. De fato, é necessário que o sacerdote responsável tenha no coração não apenas a digna celebração da liturgia, mas também o cuidado pastoral e espiritual dos fiéis. O bispo “terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

Os sacerdotes ordenados após a publicação hodierna do Motu próprio, que pretendem utilizar o missal pré-conciliar “devem enviar um pedido formal ao Bispo diocesano que consultará a Sé Apostólica antes de conceder a autorização”. Enquanto aqueles que já o fazem devem pedir a autorização ao bispo diocesano para continuar usando-o. Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “na época erigidos pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei”, estarão sob a competência da Congregação para os Religiosos. Os Dicastérios para Culto, e para os Religiosos supervisionarão a observância destas novas disposições.

Na carta que acompanha o documento, o Papa Francisco explica que as concessões estabelecidas por seus predecessores para o uso do antigo missal foram motivadas sobretudo “pelo desejo de favorecer a recomposição do cisma com o movimento liderado pelo bispo Lefebvre”. O pedido, dirigido aos bispos, de acolher generosamente as “justas aspirações” dos fiéis que solicitavam o uso daquele missal, “tinha, portanto, uma razão eclesial de recomposição da unidade da Igreja”. Essa faculdade, observa Francisco, “é interpretada por muitos dentro da Igreja como a possibilidade de usar livremente o Missal Romano promulgado por São Pio V, determinando um uso paralelo ao Missal Romano promulgado por São Paulo VI”.

O Papa lembra que a decisão de Bento XVI com o motu proprio “Summorum Pontificum” (2007) foi apoiada pela “convicção de que tal medida não colocaria em dúvida uma das decisões essenciais do Concílio Vaticano II, atingindo de tal modo sua autoridade”. Há 14 anos o Papa Ratzinger declarou infundado o temor de divisões nas comunidades paroquiais, porque, escreveu, “as duas formas de uso do Rito Romano poderiam enriquecer-se mutuamente”. Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam, escreve Francisco, “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”.

O Papa diz ficar triste com os abusos nas celebrações litúrgicas “de um lado e do outro”, mas também diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja'”. Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.

Por fim, Francisco acrescenta uma razão final para sua decisão de mudar as concessões do passado: “é cada vez mais evidente nas palavras e atitudes de muitos que existe uma relação estreita entre a escolha das celebrações de acordo com os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição à Igreja e suas instituições em nome do que eles julgam ser a ‘verdadeira Igreja’. Este é um comportamento que contradiz a comunhão, alimentando aquele impulso à divisão… contra o qual o Apóstolo Paulo reagiu com firmeza. É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”.

Uma iniciativa da Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória entregou R$ 24.000,00 em medicamentos à Prelazia de Lábrea nesta semana, por meio do projeto

Uma iniciativa da Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória entregou R$ 24.000,00 em medicamentos à Prelazia de Lábrea nesta semana, por meio do projeto Igreja Irmã. Além disso, estão sendo arrecadados outros medicamentos físicos que serão encaminhados para lá em uma segunda oportunidade. De acordo com Maria Amélia Carrera – Consagrada da Comunidade Epifania – conhecida como Amelinha, como desde o início da pandemia de Covid-19 não está sendo realizada a viagem médica do barco Laguna Negra, essa está sendo uma forma de ajudar os irmãos que necessitam.

“Entramos em contato com Dom Santiago, que é o bispo de Lábrea, e ele perguntou se tínhamos a possibilidade de mandarmos os medicamentos, mesmo a gente não indo fisicamente, pois todo ano a missão leva em torno de uma tonelada e meia de remédios para aquela região e fazemos os atendimentos. Então a gente fez uma campanha em parceria da Arquidiocese de Vitória com a Comunidade Epifania e nós conseguimos a doação desse valor dos medicamentos que entregamos lá. Agradecemos as paróquias que participaram, as todas as pessoas. Muitos dos voluntários que normalmente iam fazer os atendimentos como dentistas e médicos, também ajudaram e foi um trabalho de Igreja irmã para Igreja Irmã”, detalha.

Estes medicamentos que foram entregues são básicos como: antibióticos, anti-inflamatórios, remédios de verme e pomadas e segundo Amelinha os remédios são básicos mesmo porque o atendimento básico de saúde desta região normalmente quem dá é o barco Laguna Negra. Uma parte dos remédios foram encaminhadas para Antônia Lopez Gonzalez (conhecida como Dra Toni) que lidera o projeto Escola de Saúde e Vida e o restante foi entregue para o secretário de saúde do município de Lábrea.

“Quando a gente já estava finalizando a campanha aqui soubemos que a Dra. Toni, que faz um trabalho com os hansenianos, pois aquela região tem muita hanseníase, precisaria também de um pouco de medicamentos e então já levamos uma parte destes medicamentos para atender a população ribeirinha que tem hanseníase. Mas a campanha ainda não acabou, pois ainda estamos arrecadando. O valor arrecadado em dinheiro nós compramos os medicamentos em Manaus e mandamos entregar lá e as doações de medicamentos que ainda estamos recebendo, iremos mandar depois”.

Em um áudio encaminhado pelo WhatsApp, Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo da prelazia de Lábrea agradece pela doação dos remédios que já chegaram e explica como foi feita a distribuição: “meu agradecimento por toda a campanha, por toda essa doação e por todo esse serviço e fraternidade da Igreja Irmã. Todo meu agradecimento e gratidão à nossa Igreja irmã”. Dra Toni recolheu uma parte das doações e já encaminhou para o projeto e a prefeitura do município que recebeu outra parte das doações vai fazer o atendimento de algumas demandas.

Barco Laguna Negra 

A missão do Laguna Negra começou em setembro de 2007 na Prelazia de Lábrea. O objetivo geral é evangelizar a Boa Nova de Jesus Cristo, na promoção da “vida em abundância Jo. 10,10”, às populações tradicionais (indígenas, ribeirinhos e mestiços), através de atendimento médico e odontológico na melhoria da qualidade de vida. O Barco Hospital possui dois consultórios médicos e um odontológico para o atendimento da população ribeirinha das 240 comunidades das quatro paróquias da Prelazia de Lábrea (Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá) além de outras menores localizadas em lagos e igarapés, cujo acesso se dá apenas por canoas. Isso significa uma média de 6.000 atendimentos.