Notícias

O Papa Francisco, que continuará internado por mais alguns dias, conforme divulgou o Vaticano, rezou o Angelus da janela do 10º andar rodeado por

O Papa Francisco, que continuará internado por mais alguns dias, conforme divulgou o Vaticano, rezou o Angelus da janela do 10º andar rodeado por crianças também internadas por razões de saúde. O Papa falou para o grupo que se reuniu na Praça em frente ao Hospital. Agradeceu aos que cuidam dos doentes, rezou pelos enfermos e pediu sistemas de saúde que atendam a todos gratuitamente e disse que “a escuta, a proximidade, o cuidado, a ternura de quem cuida da pessoa doente: é como uma carícia que faz sentir melhor, alivia a dor e soleva.” Leia abaixo a  matéria publicada no Vatican News:

Do Hospital Agostino Gemelli, onde se recupera de uma cirurgia, o Papa Francisco rezou de modo especial por todos os enfermos e fez um apelo por um sistema de saúde acessível a todos. Da janela do décimo andar, recebeu o carinho dos fiéis – uma imagem que não se via desde 2005, quando no dia 13 de março São João Paulo II pronunciou algumas palavras em público após uma traqueotomia.

“Estou feliz por poder manter o encontro dominical do Angelus, também aqui da Policlínica “Gemelli”. Agradeço a todos: senti muito a proximidade e o amparo de suas orações. Obrigado de coração!”

Um sentimento de gratidão marcou o Angelus deste domingo, realizado do Hospital Agostino Gemelli, onde o Papa Francisco está internado há uma semana, desde que se submeteu a uma cirurgia no intestino.

Da janela do seu apartamento no décimo andar da Policlínica, rodeado por crianças enfermas, o Papa acenou aos fiéis presentes na pequena praça que fica na entrada da estrutura e dali fez uma breve meditação sobre o Evangelho do dia, destacando de modo especial uma frase de Jesus aos discípulos: “curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo” (Mc 6,13).

“Este ‘óleo’ é certamente o sacramento da Unção dos enfermos, que dá conforto ao espírito e ao corpo. Mas este ‘óleo’ é também a escuta, a proximidade, o cuidado, a ternura de quem cuida da pessoa doente: é como uma carícia que faz sentir melhor, alivia a dor e soleva.”

Para Francisco,  mais cedo ou mais tarde, todos necessitamos desta “unção” e todos podemos oferecê-la a alguém, com uma visita, um telefonema, uma mão estendida a quem necessita de ajuda. “Recordemos que no protocolo do juízo final Mateus, 25, uma das coisas que nos perguntarão será a proximidade aos doentes.

Sistema de saúde acessível a todos

Todavia, esta dimensão pessoal do cuidado deve ser alargada para uma dimensão social, em que todos os cidadãos possam usufruir de um sistema de saúde.

“Nesses dias de internação no hospital, prosseguiu o Pontífice, experimentei quanto é importante um bom serviço de saúde gratuito, acessível a todos, como existe na Itália e em outros países. Um sistema de saúde gratuito, que garanta um bom serviço acessível a todos. Não se pode perder este bem precioso. É preciso mantê-lo! E para isso é necessário que todos se empenhem, porque serve a todos e pede a contribuição de todos.”

O Santo Padre lamentou que às vezes, na Igreja, quando alguma instituição de saúde passa por problemas financeiros, inclusive por má gestão, o primeiro pensamento é vender a estrutura: “Mas a sua vocação na Igreja não é ter dinheiro, mas prestar um serviço e um serviço é sempre gratuito, não se esqueçam, salvar as instituições gratuitas”.

Por fim, Francisco dirigiu uma palavra a quem trabalha em hospitais, pedindo orações pelos enfermos:

“Quero expressar o meu apreço e o meu encorajamento aos médicos e a todos os agentes de saúde e aos funcionários dos hospitais. E rezemos por todos os doentes, aqui estão alguns amigos crianças doentes. Por que as crianças sofrem? Por que sofrem as crianças é uma pergunta que toca o coração. Acompanhemo-las com a oração e rezemos por todos os doentes, especialmente por aqueles em condições mais difíceis: ninguém fique só, cada um possa receber a unção da escuta, da proximidade, da ternura e do cuidado. E é o que pedimos por intercessão de Maria, nossa Mãe, saúde dos enfermos.”

Daniel Tonini I “Jesus chamou os Doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” (Mc 6, 12). A

Daniel Tonini I “Jesus chamou os Doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” (Mc 6, 12).

A Liturgia da Igreja, neste XV Domingo do Tempo Comum, nos convida a meditar a missão dos discípulos do Senhor no anúncio do Reino de Deus. Diz o Evangelho (Mc 6, 7-13) que “Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois”. Tal envio ocorre em meio ao discipulado dos apóstolos, de modo a ensinar uma verdade muito cara aos cristãos: Deus deseja atuar no mundo por intermédio do Homem. Nesse sentido, o Homem toma parte na obra de Deus. Não obstante, deve-se recordar com clareza que a Obra do Reino de Deus não é obra humana, porém, Obra de Deus. À vista disso, é possível perguntar-se: “se é Deus quem faz a obra, o que pode o Homem querer aí fazer?”.

Ora, o Homem integra-se à obra de Deus enquanto adere à sua divina vontade e enquanto testemunha a Verdade. Isso fica mais claro quando analisamos a 1ª Leitura, retirada do livro do profeta Amós (Am 7, 12-15). Amós se confronta com o sacerdote Amasias, o qual fazia dos rituais religiosos um meio para alcançar os próprios interesses. Nessa perspectiva, Amós reafirma que ele profetiza aquilo que o Senhor deseja, demonstrando sua fidelidade a Verdade e a vontade do Senhor. Desse modo, nossa atitude deve ser análoga a de Amós: uma extensão da vontade de Deus na Terra e, por conseguinte, uma extensão do seu Amor.

Além disso, veja-se que “Jesus chamou os doze Apóstolos”, isto é, a missão acontece pela pura e amorosa iniciativa divina, que quer agregar a humanidade à sua obra. Assim, fica patente outra realidade acerca do anúncio do Reino de Deus: é Jesus quem chama e realiza o anúncio, de maneira que o Homem toma parte nisso na medida em que acolhe o chamado de Cristo. Essa realidade torna-se concreta frente às orientações de Jesus: “ ordenou-lhes que nada levassem para o caminho a não ser o bastão, nem pão, nem alforge, nem dinheiro, que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas”. Em linguagem mais simples, é necessário despojar-se de qualquer coisa para anunciar o Evangelho, exceto o próprio Cristo,  haja vista o sucesso da missão depende somente de Jesus. Esta é a Pobreza Evangélica: livre de qualquer apego, necessidade ou ambição é possível realizar a vontade divina de maneira pura e verdadeira.

Enfim, após entender quem nos envia e para que nos envia, ainda permanece uma questão fundamental: O QUE nós anunciamos ? Paulo responderá tal pergunta na 2ª Leitura, quando realiza uma síntese de todo o Mistério Cristão na carta aos Efésios (Ef 1, 3-14):

“Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo”. Eis o mistério da Fé, o Pai enviou seu filho ao mundo para nos redimir e nos cumular de todas as graças necessárias à nossa santificação; graça que nos é transmitida por meio da ação do Espírito Santo. Em síntese, quando “os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento”, eles nos mostraram a imensa misericórdia de Deus que a todos deseja salvar, abrindo, portanto, o caminho para uma vida nova, ou seja, uma vida que nos leve a “sermos santos e irrepreensíveis”.

Isto é aquilo que os Apóstolos anunciam: aquilo que experimentaram e receberam de Cristo. Logo, nós também devemos e queremos transmitir a profunda e sublime experiência de Jesus Cristo.

Daniel Tonini Demuner

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: N. Sra. de Guadalupe – Praia de Itaparica – Vila Velha.

Paróquia de estágio Pastoral: Bom Pastor – Campo Grande – Cariacica.

O Papa Francisco, que estabeleceu o 4º domingo de julho, (este ano de 2021 dia 25), para comemorar o dia dos avós e pessoas

O Papa Francisco, que estabeleceu o 4º domingo de julho, (este ano de 2021 dia 25), para comemorar o dia dos avós e pessoas idosas, gravou um vídeo com a oração pelos idosos. Para compor o vídeo o Dicastério para os leigos, a vida e a família solicitou às dioceses e arquidioces gravações com idosos rezando com o Papa. A Pastoral da Pessoa Idosa da Arquidiocese de Vitória foi demanda e enviou vídeos “gravados com os celulares dos voluntários da pastoral e despretensiosamente”, como disse Adriana de Oliveira, coordenadora arquidiocesana da pastoral. Na gravação aparece o casal, Eloy Salvador Correia e Maria Paula Benevides Correia da paróquia São José de Anchieta na Serra e  Ivanete Ferreira Silva da paróquia Nossa Senhora das Graças em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha.

 

Leia também a mensagem do Papa para esta data:

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

(4º domingo de julho – 25 de julho de 2021)

«Eu estou contigo todos os dias»

Queridos avôs, queridas avós!

«Eu estou contigo todos os dias» (cf. Mt 28, 20) é a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu; e hoje repete-a também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! «Eu estou contigo todos os dias» são também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso como tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, connosco –, preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado.

Bem sei que esta mensagem te chega num tempo difícil: a pandemia foi uma tempestade inesperada e furiosa, uma dura provação que se abateu sobre a vida de cada um, mas, a nós idosos, reservou-nos um tratamento especial, um tratamento mais duro. Muitíssimos de nós adoeceram – e muitos partiram –, viram apagar-se a vida do seu cônjuge ou dos próprios entes queridos, e tantos – demasiados – viram-se forçados à solidão por um tempo muito longo, isolados.

O Senhor conhece cada uma das nossas tribulações deste tempo. Ele está junto de quantos vivem a dolorosa experiência de ter sido afastado; a nossa solidão – agravada pela pandemia – não O deixa indiferente. Segundo uma tradição, também São Joaquim, o avô de Jesus, foi afastado da sua comunidade, porque não tinha filhos; a sua vida – como a de Ana, sua esposa – era considerada inútil. Mas o Senhor enviou-lhe um anjo para o consolar. Estava ele, triste, fora das portas da cidade, quando lhe apareceu um Enviado do Senhor e lhe disse: «Joaquim, Joaquim! O Senhor atendeu a tua oração insistente».[1] Giotto dá a impressão, num afresco famoso[2], de colocar a cena de noite, uma daquelas inúmeras noites de insónia a que muitos de nós se habituaram, povoadas por lembranças, inquietações e anseios.

Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: «Eu estou contigo todos os dias». Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!

Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil. Neste período, aprendemos a entender como são importantes, para cada um de nós, os abraços e as visitas, e muito me entristece o facto de as mesmas não serem ainda possíveis em alguns lugares.

Mas o Senhor envia-nos os seus mensageiros também através da Palavra divina, que Ele nunca deixa faltar na nossa vida. Cada dia, leiamos uma página do Evangelho, rezemos com os Salmos, leiamos os Profetas! Ficaremos comovidos com a fidelidade do Senhor. A Sagrada Escritura ajudar-nos-á também a entender aquilo que o Senhor nos pede hoje na vida. De facto, Ele manda os operários para a sua vinha a todas as horas do dia (cf. Mt 20, 1-16), em cada estação da vida. Eu mesmo posso dar testemunho de que recebi a chamada para me tornar Bispo de Roma quando tinha chegado, por assim dizer, à idade da aposentação e imaginava que já não podia fazer muito de novo. O Senhor está sempre junto de nós – sempre – com novos convites, com novas palavras, com a sua consolação, mas está sempre junto de nós. Como sabeis, o Senhor é eterno e nunca vai para a reforma. Nunca.

No Evangelho de Mateus, Jesus diz aos Apóstolos: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (28, 19-20). Estas palavras são dirigidas também a nós, hoje, e ajudam-nos a entender melhor que a nossa vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Atenção! Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto.

Não importa quantos anos tens, se ainda trabalhas ou não, se ficaste sozinho ou tens uma família, se te tornaste avó ou avô ainda relativamente jovem ou já avançado nos anos, se ainda és autónomo ou precisas de ser assistido, porque não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelhoda tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo.

Portanto existe uma renovada vocação, também para ti, num momento crucial da história. Perguntar-te-ás: Mas, como é possível? As minhas energias vão-se exaurindo e não creio que possa ainda fazer muito. Como posso começar a comportar-me de maneira diferente, quando o hábito se tornou a regra da minha existência? Como posso dedicar-me a quem é mais pobre, se já tenho tantas preocupações com a minha família? Como posso alongar o meu olhar, se não me é permitido sequer sair da residência onde vivo? Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? Quantos de vós se interrogam: Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? O próprio Jesus ouviu Nicodemos dirigir-Lhe uma pergunta deste tipo: «Como pode um homem nascer, sendo velho?» (Jo 3, 4). Isso é possível – responde o Senhor –, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-Se por toda a parte e faz aquilo que quer.

Como afirmei já mais de uma vez, da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores. E «oxalá não seja mais um grave episódio da história, cuja lição não fomos capazes de aprender [somos de cabeça dura!]. Oxalá não nos esqueçamos dos idosos que morreram por falta de respiradores (…). Oxalá não seja inútil tanto sofrimento, mas tenhamos dado um salto para uma nova forma de viver e descubramos, enfim, que precisamos e somos devedores uns dos outros, para que a humanidade renasça» (Papa Francisco, Enc. Fratelli tutti, 35). Ninguém se salva sozinho. Devedores uns dos outros. Todos irmãos.

Nesta perspetiva, quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade. Todos devemos ser «parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas» (Ibid., 77). Entre os vários pilares que deverão sustentar esta nova construção, há três que tu – melhor que outros – podes ajudar a colocar. Três pilares: os sonhos, a memória e a oração. A proximidade do Senhor dará – mesmo aos mais frágeis de nós – a força para empreender um novo caminho pelas estradas do sonho, da memória e da oração.

Uma vez o profeta Joel pronunciou esta promessa: «Os vossos anciãos terão sonhos e os jovens terão visões» (3, 1). O futuro do mundo está nesta aliança entre os jovens e os idosos. Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante? Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro. É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa. E tenho a certeza de que não será a única, pois, na tua vida, terás tido tantas e sempre conseguiste triunfar delas. E, dessa experiência que tens, aprende como sair da provação atual.

Nisto se vê como os sonhos estão entrelaçados com a memória. Penso como pode ser de grande valor a memória dolorosa da guerra, e quanto podem as novas gerações aprender dela a respeito do valor da paz. E, a transmitir isto, és tu que viveste a tribulação das guerras. Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros. Segundo Edith Bruck que sobreviveu à tragédia do Holocausto, «mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pena a fadiga de manter viva a recordação do que foi… e continua. Para mim, a memória é viver».[3] Penso também nos meus avós e naqueles de vós que tiveram de emigrar e sabem quanto custa deixar a própria casa, como fazem muitos ainda hoje à procura dum futuro. Talvez tenhamos algum deles ao nosso lado a cuidar de nós. Esta memória pode ajudar a construir um mundo mais humano, mais acolhedor. Mas, sem a memória, não se pode construir; sem alicerces, tu nunca construirás uma casa. Nunca. E os alicerces da vida estão na memória.

Por fim, a oração. Como disse o meu predecessor, Papa Bento (um idoso santo, que continua a rezar e trabalhar pela Igreja), «a oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o talvez de modo mais incisivo do que a fadiga de tantos».[4] Disse-o quase no fim do seu pontificado, em 2012. É belo! A tua oração é um recurso preciosíssimo: é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo (cf. Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 262). Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro.

Querida avó, querido avô! Ao concluir esta minha mensagem, gostaria de indicar, também a ti, o exemplo do Beato (e proximamente Santo) Carlos de Foucauld. Viveu como eremita na Argélia e lá, naquele contexto periférico, testemunhou «os seus desejos de sentir todo o ser humano como um irmão» (Enc. Fratelli tutti, 287). A sua história mostra como é possível, mesmo na solidão do próprio deserto, interceder pelos pobres do mundo inteiro e tornar-se verdadeiramente um irmão e uma irmã universal.

Peço ao Senhor que cada um de nós, graças também ao seu exemplo, alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos últimos e capaz de interceder por eles. Oxalá cada um de nós aprenda a repetir a todos, e em particular aos mais jovens, estas palavras de consolação que ouvimos hoje dirigidas a nós: «Eu estou contigo todos os dias». Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe.

Roma, São João de Latrão, na Festa da Visitação da Virgem Santa Maria, 31 de maio de 2021.

 

FRANCISCO

O Papa Francisco reza o Angelus no próximo domingo, 11 de julho, da Policlinica Gemelli, onde está internado após uma cirurgia. O Papa recupera-se
O Papa Francisco reza o Angelus no próximo domingo, 11 de julho, da Policlinica Gemelli, onde está internado após uma cirurgia.
O Papa recupera-se bem.
 Leia a notícia publicada no Vatican News.
O Papa Francisco “transcorreu um dia tranquilo, com uma normal convalescência clínica. Continua a alimentar-se regularmente e prossegue os tratamentos programados.” É o que refere o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

De acordo com o comunicado desta sexta-feira (09/07), o Papa “passeou pelo corredor e retomou o trabalho, alternando-o com momentos de leitura. À tarde, celebrou a Santa Missa na Capelinha do apartamento privado, da qual participou quem o assiste nesses dias de internação”.

“Depois de um leve episódio febril – informa Bruni -, o Santo Padre é apirético.” “Por ocasião do próximo domingo, acrescenta, está prevista a oração do Angelus do 10° andar da Policlínica Universitária “A. Gemelli”.

O Santo Padre, assim se conclui o comunicado, “agradece pelas numerosas mensagens de afeto e proximidade que recebe diariamente e pede que continuem a rezar por ele”.

A utilização de energia solar em igrejas e paróquias está se tornando cada vez mais comum. Principalmente após o Laudato Si, no qual o

A utilização de energia solar em igrejas e paróquias está se tornando cada vez mais comum. Principalmente após o Laudato Si, no qual o Papa Francisco chama atenção para as mudanças climáticas. “Até que seja feito um maior progresso no desenvolvimento de fontes de energia renováveis ​​amplamente acessíveis, é legítimo escolher a alternativa menos nociva ou encontrar soluções de curto prazo.” (Laudato Si, item 165). A responsabilidade ambiental é um tema recorrente do Papa Francisco, que sempre alerta para o risco de um colapso ecológico. O Brasil é um dos países que recebe uma incidência de raios solares superior a 3000 horas por ano, o que ajuda no uso de energia solar.

Na Arquidiocese de Vitória – ES, o Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian (Cecates ), será o primeiro local a receber esse tipo de energia. O Centro Católico de Estudos, foi uma obra visionária da Arquidiocese de Vitória. Ao longo dos 12 anos de construção, na gestão de Dom Luiz Mancilha Vilela, inaugurado 2017, foi projetado para receber o sistema fotovoltaico, tendo toda a infraestrutura instalada durante a construção.

 

Segundo Alessandra Matos, Administradora do Cecates, foi feito um estudo técnico de sombreamento que concluiu que em 50% da área disponível era viável a instalação.

“No inverno a captação de energia solar será de 85% dos raios solares / dia e no verão 95%. Na área disponível foram instaladas 171 placas, onde há a expectativa da redução de 80% do custo atual com energia elétrica”.

O investimento para a instalação dos módulos foi uma doação vinda da Igreja Católica da Alemanha que possibilitou a realização de um sonho. Não só o Cecates será beneficiado com a instalação dos painéis de energia.

“Após a conclusão da instalação da energia solar no Cecates, será dado o início aos estudos para a implantação no Seminário Nossa Senhora da Penha, uma vez que já foi verificado, que o aproveitamento do espação físico disponível é de 100% para a instalação”, comenta Alessandra.

A Igreja Católica da Alemanha não mede esforços para ajudar, quando o assunto é moradia e estudos dos candidatos ao presbitério. Por isso, tudo que se refere ao Cecates, seja a construção, a instalação de energia solar, modernização das instalações da biblioteca, mobiliários, equipamentos áudios visuais e a belíssima estrutura de auditório, é considerado o de melhor qualidade na grande Vitória tem apoio da instituição e aconteceu graças ao sonho e à persistência de Padre Hugo Scheer, SVD, Diretor Acadêmico do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia da Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo – IFTES.

 

Com o tema “A hermenêutica do Vaticano II ‘novo paradigma teológico’, a questão do método em teologia sacramentária e liturgia”, o Regional Leste 2

Com o tema “A hermenêutica do Vaticano II ‘novo paradigma teológico’, a questão do método em teologia sacramentária e liturgia”, o Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) promovem encontro virtual no dia 29 de julho de 2021 com o objetivo de criar um espaço de diálogo, estudo e reflexão com a participação dos professores que atuam na formação dos futuros ministros da liturgia. O assessor para este encontro é Pe. Washington Paranhos, SJ (Doutor em Teologia com especialização em Liturgia e Sacramentaria também pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma), professor da Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte, membro de nossa comissão de liturgia do regional.

O convite é dirigido aos Arcebispos, Bispos,

Coordenadores Diocesanos de Pastoral,

Reitores de Seminário, Coordenadores de Institutos de Teologia, Professores de Liturgia e Teologia Sacramental.

A duração será de três horas, entre 9h e 12h.

Para participar é necessário fazer inscrição até 23 de julho pelo site do Regional, através do link

https://bit.ly/2UyoYMI.

No próximo sábado, 10 de julho, o Vicariato para Comunicação da Arquidiocese de Vitória realiza os últimos encontros de um primeiro momento de formação

No próximo sábado, 10 de julho, o Vicariato para Comunicação da Arquidiocese de Vitória realiza os últimos encontros de um primeiro momento de formação com os agentes da Pascom. Houve uma mudança na programação inicial e neste dia serão contempladas as áreas pastorais Cariacica/Viana, Vila Velha, Benevente e Serra/Fundão que se reunião virtualmente, pela plataforma Zoom.

Os primeiros encontros aconteceram com as áreas pastorais Vitória e Serrana, no dia 26 de junho. Na ocasião mais de 40 pessoas participaram da formação e vale destacar que esta programação é aberta a todos os agentes da Pascom e todos aqueles que trabalham com comunicação nas paróquias e comunidades da Igreja particular de Vitória.

A representante da Área Pastoral Vitória, Anna Carolina Perim, destaca o que aconteceu na reunião realizada com sua área: “A formação foi muito produtiva, importante para o alinhamento de condutas das Paróquias em relação à mídia e também nas redes sociais. Quando a gente tem o conhecimento serve a Jesus de uma forma ainda mais completa”.

E para o encontro do próximo sábado ainda dá tempo de fazer sua inscrição. Confira a programação abaixo e os links para a participação.

Programação por Área Pastoral

10 de julho – Sábado

9h30 –  Cariacica/Viana e Vila Velha

11h – Benevente e Serra/Fundão

Faça a sua inscrição

Cariacica/Viana 

Vila Velha

Benevente 

Serra/Fundão

Os cinco diácono que se preparam para ordenação presbiteral no final de julho e agosto iniciam o retiro no próxima dia 19. Serão dias

Os cinco diácono que se preparam para ordenação presbiteral no final de julho e agosto iniciam o retiro no próxima dia 19. Serão dias de silêncio, oração e também de reflexão sobre o Sacramento da Ordem e a vida de um padre. Para ajudar o grupo nesse momento de oração e celebração, os diáconos contam com a participação de dom Luiz Mancilha Vilela, sscc, arcebispo emérito de nossa arquidiocese.

O diácono Vitor Noronha esteve com dom Luiz para combinar os detalhes do retiro. Rezemos pelos diáconos e pelo retiro que farão para que seja um momento de intimidade com Deus e alegria pelo chamado.