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“indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel bem disposto obtém

O ano de 2021 foi dedicado a São José pelo Papa Francisco no dia 08 de dezembro de 2020. Nesse período os católicos terão a oportunidade de obter uma indulgência plenária especial de diversas formas.

 

O Catecismo da Igreja Católica n. 1471 afirma que  “indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel bem disposto obtém em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos”.

 

As indulgências estão estreitamente ligadas a doutrina e a prática dos sacramentos da penitência. Através dela, a Igreja incita a obras de piedade, de penitência e de caridade. Nesse ano de 2021 em especial, os católicos poderão obter a indulgência.

 

Por ocasião do Ano de São José, os fiéis têm a possibilidade de obter a indulgência plenária realizando ao menos uma das seguintes obras:

 

1) Participar de um retiro espiritual de pelo menos um dia que inclua uma meditação sobre São José.

 

2) Pedir em oração a intercessão de São José para que os desempregados possam encontrar um emprego digno.

 

3) Rezar as Ladainhas de São José a favor dos cristãos perseguidos. Os católicos bizantinos têm a opção de rezar um Akathistos para São José.

 

4) Confiar o trabalho e as atividades diárias à proteção de São José Operário.

 

5) Seguir o exemplo de São José e realizar uma obra de misericórdia corporal como alimentar os famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, hospedar o peregrino, visitar os presos e os enfermos e enterrar os mortos.

 

6) Realizar uma das obras espirituais de misericórdia, como confortar os tristes, dar bons conselhos a quem precisa, ensinar a quem não sabe, corrigir quem se engana, sofrer pacientemente os defeitos dos outros, perdoar quem nos ofende e rezar pelos vivos e pelos mortos.

 

7) Rezar o Terço com a sua família para que “todas as famílias cristãs se sintam encorajadas a recriar a mesma atmosfera de comunhão íntima, de amor e oração que se vivia na Sagrada Família”.

 

8) Os casais de namorados também podem receber uma indulgência rezando o Terço juntos.

 

9) Meditar por pelo menos 30 minutos a oração do Pai-Nosso, porque São José “nos convida a redescobrir nossa relação filial com o Pai, a renovar a fidelidade à oração, a ouvir e corresponder com profundo discernimento à vontade de Deus”.

 

10) Fazer uma oração aprovada a São José no Domingo de São José, que é o domingo depois do Natal na tradição católica bizantina.

 

11) Celebrar a festa de São José em 19 de março, realizando um ato de piedade em honra a São José.

 

12) Fazer uma oração aprovada a São José no dia 19 de qualquer mês.

 

13) Honrar São José realizando um ato de piedade ou fazendo uma oração aprovada em qualquer quarta-feira, dia tradicionalmente dedicado a São José.

 

14) Rezar a São José na festa da Sagrada Família celebrada em 27 de dezembro.

 

15) Celebrar a festa de São José Operário no dia 1º de maio, realizando um ato de piedade ou oferecendo sua oração.

 

Condições habituais obrigatórias

 

Além de realizar uma das obras enriquecidas de indulgência, o fiel deve, cumprir as condições habituais para se obter qualquer indulgência plenária:

 

  1. Confessar-se, porque, para receber a indulgência plenária, é necessário estar em graça e desapegado de todo pecado;
  2. Receber a Sagrada Comunhão;
  3. Rezar pelo Santo Padre e pelas suas intenções de oração.

 

Oração de São José

 

” São José, meu predileto,

Vinde a minha casa que eu Vos espero.

Vinde e vede, o que falta vós sabeis.

Vinde e vede, o que falta vós trazeis.

E se há algo de errado em minha casa, vinde e levai embora.”

 

“A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que os uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus conquistou com seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder”.

 

 

 

Comunicado sobre o estado de saúde do Padre Kleber Santos Júnior

Prezados Padres, Diáconos, Religiosos, Religiosas e fiéis leigos e leigas,

Saudação em Cristo Jesus! 

Paz e Bem.

Comunicamos a todos vocês que o Padre Kleber Santos Junior, Vigário da Paróquia São Francisco de Assis, Itapoã – Vila Velha continua internado no Hospital Meridional Praia da Costa em Vila Velha e que o seu estado de saúde se agravou tendo que ser entubado no último domingo (24), em decorrência da covid-19.

Pedimos-lhes que intensifiquem as orações na intenção desse nosso irmão no ministério e no batismo para que ele tenha o pleno restabelecimento da saúde, com a graça de Deus.

Deus abençoe a cada um de nós!

Dom Dario Campos, ofm

Arcebispo Metropolitano de Vitória

Na Solenidade da Conversão de São Paulo Apóstolo, a Igreja no mundo recorda o dia em que – o então chamado Saulo, seu nome

Na festa da sua conversão, nesta segunda-feira, 25 de janeiro, um projeto conjunto entre o Departamento de Arqueologia Sacra da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI) e uma artista espanhola revela a reconstrução do rosto de São Paulo. A aparência do Apóstolo “está em perfeita harmonia com a única descrição disponível”, encontrada nos Atos de Paulo e Tecla, e segundo o ícone mais antigo encontrado em junho de 2009 nas catacumbas de Santa Tecla, em Roma. “A pesquisa e os recursos da técnica podem ajudar a proporcionar uma imagem aproximada daquele homem de rosto muito marcante, olhar incisivo e presença envolvente”, comentou o cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

O 25 de janeiro é de aniversário da cidade de São Paulo e de também de festa para o Estado e arquidiocese que festejam o seu padroeiro. Na Solenidade da Conversão de São Paulo Apóstolo, a Igreja no mundo recorda o dia em que – o então chamado Saulo, seu nome original – alcançou a conversão, a caminho de Damasco: Jesus o transformou de perseguidor dos cristãos ao maior Apóstolo do seu Evangelho. Segundo o cardeal Odilo Pedro Scherer, “São Paulo é muito inspirador para a nossa Igreja, pelo seu imenso amor a Cristo e ao Evangelho, seu ardor missionário e sua capacidade de perseverar na missão, apesar de tantos contratempos e sofrimentos”.

O ícone mais antigo de São Paulo

Nascido na cidade de Tarso, na Cilícia, atual Turquia, Saulo aparentava ser um jovem baixo e magro, com feições morenas e de olhos escuros. Com a conversão, viajou o mundo, evangelizando e sendo perseguido, tanto que foi martirizado em Roma. As relíquias se encontram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Já o ícone mais antigo do apóstolo foi encontrado há pouco mais de 10 anos também na capital italiana, como explica o especialista em relíquias da Arquidiocese de São Paulo, Fábio Tucci Farah, que também é um dos fundadores do Departamento de Arqueologia Sacra da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI): 

“Em junho de 2009, o L’Osservatore Romano divulgou uma descoberta extraordinária nas catacumbas de Santa Tecla: o ícone mais antigo de São Paulo, datado entre o final do século quarto e início do quinto. Abaixo de uma espessa camada removida por laser, especialistas da Pontifícia Academia Romana de Arqueologia descobriram o afresco de um homem calvo de rosto magro e comprido, barba escura, nariz avantajado. Embora São Paulo possua uma vasta – e variada – iconografia, o ícone descoberto nas catacumbas de Santa Tecla está em perfeita harmonia com a única descrição disponível de sua aparência, encontrada nos Atos de Paulo e Tecla, um texto apócrifo que remonta, possivelmente, ao século segundo. Nele, São Paulo aparece como um homem de pequena estatura, com as sobrancelhas unidas, careca, de pernas arqueadas, olhos encovados e um grande nariz aquilino.”

E foi justamente com essas características e com o afresco encontrado nas catacumbas que Farah e a artista espanhola, Gyrleine Costa, recriaram o rosto de São Paulo. O projeto segue as linhas de trabalho já desenvolvidas para representar o retrato artístico de Santa Joana d’Arc e a reconstrução facial artística de São Tiago Zebedeu, um dos apóstolos mais próximos de Jesus e testemunha de Sua Transfiguração. O especialista brasileiro, então, dá detalhes da nova criação:

“Para esse trabalho, também levamos em consideração algumas características étnico-raciais, o modo de vida de São Paulo e, claro, a personalidade que salta de suas inúmeras epístolas. Não queríamos simplesmente apresentar o retrato de um fariseu de Tarso, que percorreu milhares de quilômetros como missionário, no século I. Nosso objetivo era apresentar um homem com semblante de anjo que falasse às pessoas do século XXI. Um missionário que, passados quase dois milênios, ainda encanta a plateia.”

Projeto em parceria com o Museu de Arte Sacra de SP

Segundo o arcebispo de São Paulo, “conhecer melhor a sua figura humana é um desejo natural, embora ele tenha vivido em tempos ainda desprovidos dos recursos fotográficos, hoje tão comuns e acessíveis a todos em nossos dias. No entanto, a pesquisa e os recursos da técnica podem ajudar a proporcionar uma imagem aproximada daquele homem de rosto muito marcante, olhar incisivo e presença envolvente”.

O especialista em relíquias revela, assim, em primeira mão, que a reconstrução facial de São Paulo faz parte de um projeto que está sendo desenvolvido em parceria com o Museu de Arte Sacra de São Paulo chamado “A Verdadeira Face dos Apóstolos de Cristo”. Oportunamente, o trabalho vai ganhar uma exposição para apresentar a reconstrução artística do rosto de todos os apóstolos. 

FONTE: Andressa Collet – Vatican News

Um momento de profunda oração, escuta profética, partilha dos projetos e serviços em andamento e, claro, formação geral e específica para todos os membros

Com o tema “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força e sereis minhas testemunhas” (At 1, 8), aconteceu o Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios (ENF) que é o maior evento de formação da Renovação Carismática Católica do Brasil. Um momento de profunda oração, escuta profética, partilha dos projetos e serviços em andamento e, claro, formação geral e específica para todos os membros do nosso Movimento.

O evento foi realizado de 21 a 24 de janeiro de forma online, por conta da Pandemia do novo Coronavírus.  Realizar um evento de grande porte pela primeira vez na forma remota foi para os organizadores um modo de encurtar as distâncias e uma providência para que todos os membros da RCC pudessem participar da formação e espiritualidade do encontro. O ENF nesse formato se tornou acessível para todos.

Iniciou com a missa na quinta- feira (21) presidida pelo Pe. Antônio José, da Arquidiocese do Rio de Janeiro e diretor Espiritual do Conselho Nacional da RCC Brasil. Em plena festividade do padroeiro da cidade o padre ressaltou na homilia, que “a vida dos justos está nas mãos de Deus, ainda que as suas mãos estejam amarradas e as mãos de Deus estão livres. Tudo o que vivemos faz parte do propósito do coração do Pai. Deus tem o controle de todas as coisas”.

Para Suely Batista da Silva, coordenadora da RCC de Vitória – ES, o encontro foi surpreendente, pois achou que não conseguiria participar nesse novo formato.

“Quando fiz minha inscrição, imaginei que talvez teria dificuldade principalmente de concentração, mas me surpreendi com essa nova forma de se fazer um retiro. Aprendi muito, consegui rezar e mergulhar em toda mística do encontro”, comentou Suely.

Encorajar as lideranças em seguir a missão em meio a pandemia, foi a principal abordagem. 21 workshops foram preparados para incentivar a perseverança em levar o amor de Cristo para as nações.

O Vaticano divulgou neste sábado, 23 de janeiro, véspera da memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, a mensagem do Papa Francisco

O Vaticano divulgou neste sábado, 23 de janeiro, véspera da memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, a mensagem do Papa Francisco para o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. No texto, o Santo Padre fala de temas da atualidade, como as vacinas contra a covid 19, convoca os comunicadores a irem e ver os fatos para contar a verdade da vida. No texto, o Pontífice também falou do risco das informações não verificadas e manipuladas que circulam facilmente nas redes sociais. Frente ao fenômeno, Francisco afirma ser importante “uma tal consciência crítica seja quando se difundem seja quando se recebem conteúdos”.

Um trecho da mensagem diz que a “a crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações”.

Em outro trecho, o Papa agradece os jornalistas e fala sobre a importância de seu trabalho: “Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmeras, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas. Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, escreveu.

O 55º Dia Mundial das Comunicações será celebrado em 16 de maio. Conheça a mensagem na íntegra:

“Vem e verás” (Jo 1, 46). Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são

Queridos irmãos e irmãs!

O convite a “ir e ver”, que acompanha os primeiros e comovedores encontros de Jesus com os discípulos, é também o método de toda a comunicação humana autêntica. Para poder contar a verdade da vida que se faz história (cf. Mensagem para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de janeiro de 2020), é necessário sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las, recolher as sugestões da realidade, que nunca deixará de nos surpreender em algum dos seus aspetos. “Abre, maravilhado, os olhos ao que vires e deixa as tuas mãos cumular-se do vigor da seiva, de tal modo que os outros possam, ao ler-te, tocar com as mãos o milagre palpitante da vida”: aconselhava o Beato Manuel Lozano Garrido[1] aos seus colegas jornalistas. Por isso, este ano, desejo dedicar a Mensagem à chamada a “ir e ver”, como sugestão para toda a expressão comunicativa que queira ser transparente e honesta: tanto na redação dum jornal como no mundo da web, tanto na pregação comum da Igreja como na comunicação política ou social. “Vem e verás” foi o modo como a fé cristã se comunicou a partir dos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia.

Gastar as solas dos sapatos

 

Pensemos no grande tema da informação. Há já algum tempo que vozes atentas se queixam do risco dum nivelamento em “jornais fotocópia” ou em noticiários de televisão, rádio e websites que são substancialmente iguais, onde os géneros da entrevista e da reportagem perdem espaço e qualidade em troca duma informação pré-fabricada, “de palácio”, autorreferencial, que cada vez menos consegue interceptar a verdade das coisas e a vida concreta das pessoas, e já não é capaz de individuar os fenômenos sociais mais graves nem as energias positivas que se libertam da base da sociedade.

A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem “gastar a sola dos sapatos”, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações. Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos. Todo o instrumento só é útil e válido, se nos impele a ir e ver coisas que de contrário não chegaríamos a saber, se coloca em rede conhecimentos que de contrário não circulariam, se consente encontro que de contrário não teriam lugar.

Aqueles detalhes de crônica no Evangelho

 

Aos primeiros discípulos que querem conhecer Jesus, depois do seu Batismo no rio Jordão, Ele responde: “Vinde e vereis” (Jo 1, 39), convidando-os a permanecer em relação com Ele. Passado mais de meio século, quando João, já muito idoso, escreve o seu Evangelho, recorda alguns detalhes “de crônica” que revelam a sua presença no local e o impacto que teve na sua vida aquela experiência: “era cerca da hora décima”, observa ele! Isto é, as quatro horas da tarde (cf. 1, 39). No dia seguinte (narra ainda João), Filipe informa Natanael do encontro com o Messias. O seu amigo, porém, mostra-se cético: “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” Filipe não procura convencê-lo com raciocínios, mas diz-lhe: “vem e verás” (cf. 1, 45-46).

Natanael vai e vê, e a partir daquele momento a sua vida muda. A fé cristã começa assim; e comunica-se assim: com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer. “Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos…”: dizem as pessoas à Samaritana, depois de Jesus Se ter demorado na sua aldeia (cf. Jo 4, 39-42). O método “vem e verás” é o mais simples para se conhecer uma realidade; é a verificação mais honesta de qualquer anúncio, porque, para conhecer, é preciso encontrar, permitir à pessoa que tenho à minha frente que me fale, deixar que o seu testemunho chegue até mim.

Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas

 

O próprio jornalismo, como exposição da realidade, requer a capacidade de ir aonde mais ninguém vai: mover-se com desejo de ver. Uma curiosidade, uma abertura, uma paixão. Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmeras, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas. Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade.

Numerosas realidades do planeta – e mais ainda neste tempo de pandemia – dirigem ao mundo da comunicação um convite a “ir e ver”. Há o risco de narrar a pandemia ou qualquer outra crise só com os olhos do mundo mais rico, de manter uma “dupla contabilidade”. Por exemplo, na questão das vacinas e dos cuidados médicos em geral, pensemos no risco de exclusão que correm as pessoas mais indigentes. Quem nos contará a expetativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África? Deste modo as diferenças sociais e econômicas a nível planetário correm o risco de marcar a ordem da distribuição das vacinas anti-Covid, com os pobres sempre em último lugar; e o direito à saúde para todos, afirmado em linha de princípio, acaba esvaziado da sua valência real. Mas, também no mundo dos mais afortunados, permanece oculto em grande parte o drama social das famílias decaídas rapidamente na pobreza: causam impressão, mas sem merecer grande espaço nas notícias, as pessoas que, vencendo a vergonha, fazem a fila à porta dos centros da Cáritas para receber uma ração de víveres.

Oportunidades e insídias na web

 

A rede, com as suas inumeráveis expressões nos social, pode multiplicar a capacidade de relato e partilha: muitos mais olhos abertos sobre o mundo, um fluxo contínuo de imagens e testemunhos. A tecnologia digital dá-nos a possibilidade duma informação em primeira mão e rápida, por vezes muito útil; pensemos nas emergências em que as primeiras notícias e mesmo as primeiras informações de serviço às populações viajam precisamente na web. É um instrumento formidável, que nos responsabiliza a todos como utentes e desfrutadores. Potencialmente, todos podemos tornar-nos testemunhas de acontecimentos que de contrário seriam negligenciados pelos meios de comunicação tradicionais, oferecer a nossa contribuição civil, fazer ressaltar mais histórias, mesmo positivas. Graças à rede, temos a possibilidade de contar o que vemos, o que acontece diante dos nossos olhos, de partilhar testemunhos.

Entretanto foram-se tornando evidentes, para todos, os riscos duma comunicação social não verificável. Há tempo que nos demos conta de como as notícias e até as imagens sejam facilmente manipuláveis, por infinitos motivos, às vezes por um banal narcisismo. Uma tal consciência crítica impele-nos, não a demonizar o instrumento, mas a uma maior capacidade de discernimento e a um sentido de responsabilidade mais maduro, seja quando se difundem seja quando se recebem conteúdos. Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos conjuntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.

Nada substitui o ver pessoalmente

 

Na comunicação, nada pode jamais substituir, de todo, o ver pessoalmente. Algumas coisas só se podem aprender, experimentando-as. Na verdade, não se comunica só com as palavras, mas também com os olhos, o tom da voz, os gestos. O intenso fascínio de Jesus sobre quem O encontrava dependia da verdade da sua pregação, mas a eficácia daquilo que dizia era inseparável do seu olhar, das suas atitudes e até dos seus silêncios. Os discípulos não só ouviam as suas palavras, mas viam-No falar. Com efeito, n’Ele – Logos encarnado – a Palavra ganhou rosto, o Deus invisível deixou-Se ver, ouvir e tocar, como escreve o próprio João (cf. 1 Jo 1, 1-3). A palavra só é eficaz, se se “vê”, se te envolve numa experiência, num diálogo. Por esta razão, o “vem e verás” era e continua a ser essencial.

Pensemos na quantidade de eloquência vazia que abunda no nosso tempo, em todas as esferas da vida pública, tanto no comércio como na política. “Fala muito, diz uma infinidade de nadas. As suas razões são dois grãos de trigo perdidos em dois feixes de palha. Têm-se de procurar o dia todo para os achar, e, quando se encontram, não valem a procura”.[2] Estas palavras ríspidas do dramaturgo inglês aplicam-se também a nós, comunicadores cristãos. A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo, graças a encontros pessoa a pessoa, coração a coração: homens e mulheres que aceitaram o mesmo convite – “vem e verás” –, conquistados por um “extra” de humanidade que transparecia brilhou no olhar, na palavra e nos gestos de pessoas que testemunhavam Jesus Cristo.

Todos os instrumentos são importantes, e aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, esperança e caridade que impressionaram os contemporâneos que o ouviram pregar e tiveram a sorte de passar algum tempo com ele, de o ver durante uma assembleia ou numa conversa pessoal. Ao vê-lo agir nos lugares onde se encontrava, verificavam como era verdadeiro e frutuoso para a vida aquele anúncio da salvação de que ele era portador por graça de Deus. E mesmo onde não se podia encontrar pessoalmente este colaborador de Deus, o seu modo de viver em Cristo era testemunhado pelos discípulos que enviava (cf. 1 Cor 4, 17).

“Nas nossas mãos, temos os livros; nos nossos olhos, os acontecimentos”: afirmava Santo Agostinho,[3] exortando-nos a verificar na realidade o cumprimento das profecias que se encontram na Sagrada Escritura. Assim, o Evangelho volta a acontecer hoje, sempre que recebemos o testemunho transparente de pessoas cuja vida foi mudada pelo encontro com Jesus. Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. Por isso, o desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.

Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos,

e partir à procura da verdade.

Ensinai-nos a ir e ver,

ensinai-nos a ouvir,

a não cultivar preconceitos,

a não tirar conclusões precipitadas.

Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém,

a reservar tempo para compreender,

a prestar atenção ao essencial,

a não nos distrairmos com o supérfluo,

a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade.

Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo

e a honestidade de contar o que vimos.

Roma, em São João de Latrão,
véspera da memória de São Francisco de Sales,
23 de janeiro de 2021.
FRANCISCUS

_______________________

[1] Jornalista espanhol, nascido em 1920, falecido em 1971 e beatificado em 2010.

[2] W. Shakespeare, O mercador de

Veneza, Ato I, Cena I.

[3] Sermão 360/B, 20.

 

Fonte: CNBB / Vaticano News
Padre Ricardo Passamani, é o novo assessor eclesiástico. Ele é médico, foi ordenado em julho do ano passado e atualmente está como Administrador Paroquial

A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Vitória tem um novo Assessor Eclesiástico: Padre Ricardo Passamani, que é médico, foi ordenado em julho do ano passado e atualmente está como Administrador Paroquial na paróquia Santo André, em André Carloni. Ele assume no lugar do padre Vandaike Costa Araújo que esteve na função de 2015 a 2020. 

Padre Kelder Brandão, Vigário para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese, explica que a Pastoral da Saúde é um braço dentro deste Vicariato. Além disso, ele destaca que o padre é um assessor e faz parte de uma coordenação colegiada. Sua missão dentro da estrutura é agir em questões específicas como visitar os enfermos e dar a unção, por exemplo.

“Segundo os regimentos da Pastoral da Saúde e de acordo com a prática da Arquidiocese de Vitória ela possui uma coordenação colegiada com membros de cada Área Pastoral e padre Ricardo estará junto com os membros nessa assessoria metodológica e espiritual”, detalha.

O novo assessor eclesiástico conta que já acreditava que um dia poderia ser convidado para esta missão justamente pelo fato de ser médico, mas ele não sabia quando aconteceria e se aconteceria de fato: “Quando Dom Dario me chamou e disse que queria que eu assumisse essa função eu fiquei muito feliz, entusiasmado e sou muito agradecido a Deus e ao nosso Arcebispo.

A presença de um sacerdote na vida de um doente e de sua família é fundamental para que se sintam consolados e confortados pela graça de Deus”, ressalta padre Ricardo.

Ao ser perguntado sobre como a sua experiência como médico pode fortalecer seu serviço, padre Ricardo acredita que pode ajudá-lo a ter uma relação mais próxima com os demais profissionais da saúde – mesmo aqueles que pertencem a outras religiões – para que o trabalho da Pastoral da Saúde seja facilitada nos hospitais: “quero aumentar a amizade com os profissionais que estão à frente dos hospitais e claro, junto dos nossos agentes de pastoral, melhorar as medidas de higiene, prevenção de doenças e de educação em saúde que também faz parte dessa missão”.  

Até o fim de 2019 – antes da pandemia de Covid-19 – a Arquidiocese de Vitória tinha a Pastoral da Saúde implantada em 27 paróquias, contando com cerca de 420 agentes nas três dimensões: solidária, comunitária educativa e político-institucional. Um dos projetos de padre Ricardo é fortalecer ainda mais este trabalho:    

“Espero com a graça de Deus que este ano de 2021 seja de muito progresso e esse progresso consista principalmente na entrada de novos membros para a Pastoral da Saúde. Precisamos de mais agentes de pastoral e que mais paróquias tenham este serviço. Espero também ter a oportunidade de conversar com meus irmãos do clero para organizarmos de uma forma melhor a assistência sacramental aos doentes que estão internados, para que todos os fiéis tenham os sacramentos garantidos neste momento tão difícil da vida.”  

Com a chegada da vacina contra o novo coronavírus neste primeiro semestre a expectativa é de muita esperança para que a vida volte aos poucos ao normal e o sacerdote enfatiza o desafio de reanimar os agentes da Pastoral da Saúde para retomar as visitas aos doentes nos lares e nos hospitais. De acordo com a CNBB, a Pastoral da Saúde é toda a ação do povo de Deus comprometido em acolher, promover, cuidar, educar, defender e celebrar a vida humana. E ela acontece em domicílios, hospitais, asilos, creches, escolas, associações de bairro, sindicatos, conselhos de saúde, ou seja, em todo lugar que se importa com a saúde.

Qualquer pessoa que se sentir chamada a levar esperança e conforto aos que sofrem com enfermidades pode participar da Pastoral da Saúde e a orientação é para que se desejar contribuir com esta atividade missionária, procure a secretaria paroquial mais próxima de sua casa ou até mesmo um agente da pastoral para buscar maiores informações. 

Seminário Nossa Senhora da Penha completa 70 anos em 2021

Fundado em 04 de abril de 1951, o Seminário Nossa Senhora da Penha, localizado na Arquidiocese de Vitória – ES, está completando neste ano (2021), 70 anos de fundação. Para comemorar a data, diversos eventos estão sendo preparados em toda a Igreja Particular de Vitória.

Dentre as iniciativas,  nesse mês de janeiro, às paróquias de origem de cada seminarista foram convidadas a organizarem junto aos mesmos uma Missa ou celebração da Palavra em intenção à data festiva e pelas vocações sacerdotais.

“É uma iniciativa para que possamos mostrar um pouco da história do seminário . Cada seminarista tem uma paróquia de origem, na qual foi despertada sua vocação. Celebrar essas missas é uma forma de apresentar ao povo de Deus um fruto vocacional da paróquia e ao mesmo tempo tornar o seminário conhecido”, comenta o seminarista Wellington do setor de comunicação do Seminário.

Algumas celebrações já aconteceram no início do mês mas existem algumas ainda para serem realizadas em diversas paróquias. Confira as datas das próximas missas e participe ou acompanhe pelas redes sociais. 

 Área Pastoral Vitória

Dia 24 de janeiro, às 8h.

Paróquia São José, Maruípe 

Presença do Sem. Lucas Muniz

Canal da Paróquia no YouTube

Dia 24 de janeiro, às 8h.

Paróquia São José, Maruípe

Presença do Sem. Lucas Muniz

Transmissão pelo canal da Paróquia no YouTube

Dia 24 de janeiro, às 19h.

Paróquia da Ressurreição, Goiabeiras 

Presença do Sem. Lucas Saraiva e Sem. Gabriel Viçose

Página da Paróquia no Facebook

Dia 31 de janeiro, às 18h.

Paróquia Nossa Senhora da Vitória, Catedral

Presença do Sem. Rhandeo Chagas

Transmissão pelo YouTube

Área Pastoral Vila Velha

Dia 21 de janeiro, às 19h30.

Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Praia de Itaparica

Presença dos Sem. Daniel Tonini e Sem. Vitcor Hugo Nogueira

Dia 24 de janeiro, às 19h30.

Paróquia São João Paulo II, Itaparica 

Presença do Sem. Arthur Cristo

Área Pastoral Cariacica/Viana

Dia 24 de janeiro, às 19h30.

Paróquia São João Batista, Cariacica Sede

Presença do Sem. Jonatan Rocha e Sem. Marwin Martins

Transmissão pelo Facebook

Dia 24 de janeiro, às 19h30 (Comunidade São Sebastião, São Geraldo I).

Paróquia Maria Mãe da Igreja, São Geraldo 

Presença do Sem. José Flávio Zanotti

Dia 31 de janeiro, às 9h30.

Paróquia Mãe da Divina Misericórdia, Marcílio de Noronha Presença do Sem. Vitor Valentim

Transmissão pelo Facebook

Área Pastoral Serrana

Dia 24 de janeiro, às 19h

Paróquia Sant’Ana, Marechal Floriano

Presença dos Sem. Davi Lutzke, Sem. Ewerton Mariani, Sem. Jeferson Klippel e Sem. João Luís Caçandré

Dia 31 de janeiro, às 8h.

Paróquia São Miguel Arcanjo 

Presença do Sem. Wellinton Cordeiro

Visando orientar sobre o serviço do Vicariato de Comunicação na Arquidiocese de Vitória e sua importância para a evangelização, está sendo organizado um encontro

Visando orientar sobre o serviço do Vicariato de Comunicação na Arquidiocese de Vitória e sua importância para a evangelização, está sendo organizado um encontro para todos os Agentes de Comunicação no próximo dia seis (6) de fevereiro no Auditório do Cecates – Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian. Além dos Agentes da Pascom também são convidados a participar pessoas que atuam em outras pastorais, movimentos e comunidades.

Na motivação para este encontro, Padre Anderson Gomes, Vigário para Comunicação, destaca “Nosso objetivo é que a nossa comunicação se torne cada vez mais forte, que possamos falar para dentro da Igreja e falar para fora. Nós temos uma malha diária a chegar a tantas pessoas, só que às vezes é um pouco complicado pois cada um está no seu canto. E para comunicar precisamos realmente de uma unidade cada vez maior”.

A pedido do arcebispo, Dom Dario Campos foi elaborado um projeto para a criação do Vicariato Episcopal para a Comunicação na Arquidiocese. A proposta do Vicariato para Comunicação visa ser um “órgão” necessário para unificar e direcionar todas as atividades de comunicação na Igreja. “É um momento de socializar as nossas atividades pastorais e paroquiais de comunicação e também integrar ainda mais os nossos agentes na comunicação da Arquidiocese”, afirma padre Anderson Gomes.

O encontro abordará a ação do Vicariato na comunicação interna da Arquidiocese, a criação de Home Page por paróquia dentro do site institucional. Também está sendo pensando a composição de uma equipe de coordenadores da Pascom a nível de Área Pastoral para ajudar no dialogo da comunicação interna entre Vicariato e Paróquias. Haverá um momento de partilha onde coordenadores paroquiais da Pascom poderão apresentar ações de comunicação durante a pandemia e como estão estruturados em suas realidades.

Ainda, devido à pandemia do Covid-19, o encontro terá seu formato hibrido. Os interessados poderão optar em fazer o encontro de forma presencial ou pelas redes sociais da Arquidiocese. Ao fazer sua inscrição ele deverá informar qual das opções. Obs: Os inscritos que fizerem a opção de participar de forma online receberão o link poucos minutos antes do encontro.

Faça sua inscrição (AQUI)

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Serviço

Encontro Arquidiocesano dos Agentes de Comunicação

Local: CECATES – Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian

Av. João Batista Parra nº 525, Praia do Suá – Vitória

Data: 06 de fevereiro de 2021

Horário: 14 horas

Inscrições: No site aves.org.br até o dia 03 de fevereiro (VAGAS LIMITADAS)

Informações: (27) 3025-6292 / (27) 99659-2520 / [email protected]