NOTÍCIAS PARÓQUIAS / ÁREAS

A história do balneário, desde o seu princípio, se entrelaça com a devoção a São Pedro. Inicialmente Jacaraípe se desenvolveu no entorno do rio,

A história do balneário, desde o seu princípio, se entrelaça com a devoção a São Pedro. Inicialmente Jacaraípe se desenvolveu no entorno do rio, onde hoje conhecemos como Vila dos Pescadores. Os habitantes da região, em sua maioria pescadores e suas famílias, adotaram São Pedro, o Santo “pescador de homens” como santo de devoção. No decorrer dos anos, Jacaraípe se desenvolveu para além das margens do rio, mas a devoção à São Pedro continuou enraizada em seus habitantes.

Em todo o Brasil, desde o período colonial, os Santos comemorados no mês de junho, incluindo São Pedro, são comemorados com as tradicionais Festas Juninas e suas fogueiras, bandeirinhas coloridas, barracas de comidas típicas e, também com as danças de quadrilha.

As Festas Juninas são parte da tradição folclórica do Brasil, e com o tempo foram ganhando características específicas da região em que são realizadas. Em Jacaraípe, não é diferente, a Festa Junina em comemoração à São Pedro se funde a outra tradição: a subida do Navio.

A figura do Navio remete à um navio negreiro que naufragou no litoral capixaba em meados do século 17, quando os escravos sobreviventes conseguiram se salvar agarrados ao mastro que carregava a imagem de São Benedito e que havia se desprendido do navio. Esses escravos se dispersaram por diversas fazendas capixabas, espalhando a tradição e adaptando-a para outros santos de devoção como São Pedro e Nossa Senhora da Penha.

A Subida do Navio é um misto de fé, devoção e alegria reunindo a população de Jacaraípe e diversas bandas de congo da região para a levar o Navio com o mastro até a Matriz São Pedro onde, após a benção, ocorre a fincada do mastro. Durante o trajeto são entoadas canções gravadas na memória popular que em sua maioria remetem à São Pedro, ao amor e ao mar.

Essa tradição foi interrompida por alguns anos em virtudes de problemas ocorridos, mas com muito empenho e com a organização de diversas famílias de nossa paróquia, a tradição foi retomada para a alegria de toda a população de Jacaraípe.

Infelizmente, em virtude da pandemia, foi necessário interromper novamente essa tradição, desde 2020 os festejos de São Pedro acontecem de forma semipresencial, mas não menos cheia da devoção à São Pedro, inclusive, esta devoção se espalha pelas ruas de nosso balneário através da carreata de São Pedro que percorre Jacaraípe no último dia dos festejos.

No dia 14 de julho é celebrado o dia de São Camilo de Lellis, padroeiro dos enfermos, dos hospitais e profissionais de saúde. Na

No dia 14 de julho é celebrado o dia de São Camilo de Lellis, padroeiro dos enfermos, dos hospitais e profissionais de saúde. Na Paróquia São Camilo de Lellis, na Mata da Praia, em Vitória/ES, as comemorações já começaram desde o dia 29 de junho, com o início da novena e encerram no dia do padroeiro.

Os fiéis podem participar presencialmente da novena e da missa solene no dia 14 de julho, na Matriz, com número reduzido de participantes em função da pandemia, ou também pelas redes sociais da Paróquia, com transmissão pelo Facebook, Instagram e YouTube.

Programação

02, 06, 07, 08, 09 e 13/07, às 19h30 | Novena na Santa Missa

14/07, às 19h30 |Santa Missa Solene

São Camilo de Lellis

São Camilo de Lellis nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes.

Porém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido ao seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus.

Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri.

Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado. São Camilo partiu para o céu em 1614.

(Com informações da cancaonova.com.br)

Diante de seu exemplo de fé, testemunho e missão, São Pedro e São Paulo foram os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva. Natural de

Diante de seu exemplo de fé, testemunho e missão, São Pedro e São Paulo foram os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva. Natural de Betsaida e chamado por Jesus, Pedro, que era conhecido como Simão, deixou tudo para seguir o Mestre. Ele esteve presente em diversos momentos importantes da vida do Senhor.

Como é sabido, Pedro foi fraco na fé e até chegou a negar Jesus durante o processo que resultaria na Sua morte pela crucifixão. Após a ressurreição, o Senhor o confirmou na fé e o tornou propagador do Evangelho, por meio da descida do Espírito Santo de Deus, em Pentecostes, transformando-o em líder da primeira Comunidade.

Pedro pregou no Dia de Pentecostes e confirmou seu apostolado com o próprio sangue, uma vez que ele foi martirizado durante uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo, o que era seu próprio pedido, uma vez que não se julgava digno de morrer como Jesus Cristo, seu Senhor. 

Saul/Saulo, como Paulo era conhecido antes da conversão, foi natural de Tarso. Ele era um fariseu e chegou a perseguir e aprisionar alguns cristãos. Ele foi responsável pela morte de muitos desses cristãos. A conversão de Paulo à fé Cristã, deu-se no caminho de Damasco, quando o Senhor Ressuscitado apareceu para ele, e o chamou para o apostolado.

Paulo recebeu o batismo do Espírito Santo e tornou-se um grande missionário responsável pela fundação de muitas Comunidades. Vale ressaltar ainda que Paulo, antes um perseguidor, passou a ser perseguido e sofreu pela fé, além de ter sido coroado com o martírio, sofrendo uma morte por decapitação. 

Para celebrar a Solenidade de São Paulo e São Paulo, algumas comunidades da área de Vila Velha se preparam por meio de Tríduo ou até mesmo por missas e celebração da palavra. Confira algumas programações abaixo.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

No próximo dia 6 de julho será celebrada a Festa de Santa Maria Goretti que foi uma virgem, mártir e alcançou muitos milagres após

No próximo dia 6 de julho será celebrada a Festa de Santa Maria Goretti que foi uma virgem, mártir e alcançou muitos milagres após a sua morte. Santa Maria Goretti nasceu na cidade de Corinaldo, Itália, no ano de 1890. Era filha de Luigi Goretti e de Assunta Carlini e morreu ainda menina ao resistir as tentativas de sedução de Alexandre, filho de um fazendeiro, que a golpeou com 14 facadas.

Mesmo em suas últimas horas de vida ela perdoou o seu assassino e confidenciou a sua mãe: “Sim, o perdoo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”. Alexandre foi sentenciado a prisão, onde se converteu após ter uma visão de Maria Goretti apanhando flores e oferecendo-as a ele.

Em 1947, Santa Maria Goretti foi beatificada pelo Papa Pio XII, que apareceu no “Balcão de São Pedro” com a mãe de Maria, três das suas irmãs e irmãos. Em 1950 ela foi canonizada pela sua pureza e uma grande multidão compareceu a cerimonia. Alexandre estava ainda vivo e também participou. Na época de sua canonização já haviam sido verificados e certificados cerca de 40 milagres resultados de sua intercessão. Santa Maria Goretti é considerada padroeira das adolescentes e da castidade.

Na Arquidiocese de Vitória, no bairro Jardim América, em Cariacica, existe uma paróquia dedicada a Santa Maria Goretti há 68 anos. Com 13 comunidades, a paróquia tem como pároco padre Roberto Moreira assumiu no último dia 17 de junho de 2021. A festa está acontecendo de 27 de junho e vai até 6 de julho, dia da solenidade da padroeira. Os festejos estão sendo planejados com muito empenho e alegria.

“Todos os anos celebramos com alegria esta Solenidade. Infelizmente, devido à pandemia do Covid-19, tivemos que nos readequar e nos reorganizar para que a festa acontecesse sem aglomerações.  Entretanto, ela acontecerá de forma semipresencial: com participação de fiéis dentro dos limites estabelecidos pela Secretaria Estadual de Saúde e com transmissão ao vivo pelas redes sociais de nossa Paróquia”, explicou Elaine Cristina Sian, Coordenadora Paroquial Pascom.

Jorge Mendonça é coordenador da Comunidade Matriz e destaca: “estamos nos adaptando ao novo normal. Temos uma comunidade paroquial extremamente participativa e que está sempre disposta a nos ajudar. Focamos em todos os detalhes, além da aquisição de novos equipamentos audiovisuais, computadores, microfones, provedor para transmissão das Missas e eventos paroquiais, buscando fazer sempre o melhor também para aqueles que irão participar, de casa, através das redes sociais”.

Todos os dias um celebrante diferente participa da festa da padroeira Santa Maria Goretti. Diariamente estão tendo quitutes preparados por pessoas devidamente equipadas e sem nenhuma aglomeração; estão disponibilizando o Drive Thru e entrega Delivery, com as vendas pelo WhatsApp; Além de lives durante as comemorações com personalidades diferentes todos os dias. Toda a arrecadação será destinada para a reconstrução da Igreja Matriz que passa por reforma.

FESTA DE SANTA MARIA GORETTI 2021
27 de junho a 6 de julho
Domingo      27/06 7h Missa de abertura Pe. Roberto Moreira, CP
9h Missa Pe. Roberto Luiz, CP (Pe. Beto)
15h30 Live – Abertura oficial da festa Pe. Roberto Moreira, CP
16h Live conversa Pe. Elson, CP (Itália)
19h Missa Pe. Ribamar Divino, CP
Segunda- feira 28/06 19h30 Missa Pe. Diego Carvalho               Paróquia Sagrada Família, Guarapari (ES)
20h30 Live Conversa Pe. Genilson Dalapícola (Pe. Nith)                               Paróquia Sagrada Família, Guarapari (ES)
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Terça-feira   29/06 19h30 Missa Pe. Rodrigo Costa, CSsR   Paróquia Sagrada Família Cariacica (ES)
20h30 Live Conversa Pe. Jackson Maioli, CP
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Quarta-feira 30/06 19h30 Missa Pe. Kremerson Giestas           Santuário Bom Pastor,        Cariacica (ES)
20h30 Live Conversa Pe. Vanderlan, CP
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Quinta-feira 01/07 19h30 Missa Pe. Renato Criste                   Catedral – Vitória (ES)
20h30 Live Conversa Victor Franco, CP
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Sexta-feira    02/07 19h30 Missa Dom Luiz Fernando Lisboa, CP Arcebispo Cachoero de Itapemirim
20h30 Live Conversa Silvana Chagas
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Sábado          03/07 19h Missa Pe. Arthur Juliatti                       Vice-reitor Seminário Arquidiocesano Vitória (ES)
21h Live Musical Simplesmente Paixão –                  com Ana Paula Franchini         direção musical de                    Marco Souza
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Domingo      04/07 7h Missa Pe. Luiz Carlos Meneghetti, CP
9h Missa Pe. Luiz Claudio Alves Diniz, CP
10h Carreata
16h Live conversa Pe. Viola, CP (Itália)
19h Missa Pe. Genilson Dalapícola (Pe. Nith)                               Paróquia Sagrada Família, Guarapari (ES)
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Segunda-feira 05/07 19h30 Missa Pe. Daniel Barros, CP
20h30 Live Conversa Marcus Tullius,                     Coordenador Geral da         PASCOM Brasil
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Dia de Santa Maria Goretti
Terça-feira                                                                06/07 16h Missa Pe. Roberto Moreira, CP
19h30 Missa de encerramento Dom Frei Dario Campos, OFM
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O Estado do Espírito Santo tem um novo circuito turístico na região das montanhas capixabas. Lançado oficialmente no dia 23 de Junho, em cerimônia

O Estado do Espírito Santo tem um novo circuito turístico na região das montanhas capixabas. Lançado oficialmente no dia 23 de Junho, em cerimônia realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. O evento teve a participação do governador do Estado, Renato Casagrande, da vice-governadora Jacquelinne Morais e da Secretária Estadual de Turismo, Lenise Loureiro, além de empresários, deputados, secretários e prefeitos dos municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa.

Em Santa Leopoldina, a cidade que é considerada mãe das Três Santas e denominada pelo escritor “Graça Aranha”, do romance de Canaã (1902), como a “Filha do Sol e das Águas”, devido suas inúmeras quedas d’águas em seu território, o visitante pode desfrutar desde as belezas naturais até os traços arquitetônicos do Sítio Histórico na região do Centro.

Nas margens turísticas do sítio histórico encontra-se no alto da cidade, a bela e exuberante Igreja Matriz Sagrada Família, construída em 1911, tendo seu interior todo pintado à mão. A Igreja fica em uma das montanhas que circunda a cidade de Santa Leopoldina, numa elevação aproximadamente de 100 metros, da qual se pode descortinar todo traçado do Sítio Histórico da Sede e grande parte do percurso do Rio Santa Maria da Vitória, que corta ao meio a cidade.

“As igrejas são de muita importância para a população Leopoldinense, não apenas por suas belezas, mas também, por ser além de um monumento, é um local de muita fé e espiritualidade, onde buscamos forças para passar por momentos difíceis como este de pandemia.” Destacou, Roseni Nunes, moradora de Santa Leopoldina

Roseni destacou ainda, a beleza e animações das festas realizadas pela comunidade Católica, em especial os festejos de São Sebastião, realizados anualmente em janeiro e os festejos de São João, Pedro e Paulo na tradicional festa junina. “As festas que ocorriam pela comunidade, ajudavam muito para manter o trabalho da igreja e a conservação de seus bens, mas diante a pandemia, essa arrecadação diminuiu. Mas, sou grata a Deus e muito devota à Nossa Senhora, por fazer parte da congregação católica. Sou muito feliz aqui!”, disse.

Sobre a Construção da Matriz

A planta da Igreja foi aprovada pelo Administrador da Diocese, na época, Monsenhor Casela. No dia 24 de setembro de 1901, foi lançada a primeira pedra para a construção da Igreja a qual, nessa grande solenidade, já foi dedicada a Sagrada Família. Em julho de 1902, ficaram prontos as paredes e o telhado, e no dia 8 de setembro foi colocada a torre da cruz.

No dia 25 de dezembro de 1903, o vigário, Pe. Paulo Gruber, que ainda residia em Tirol, celebrou a primeira Santa Missa. No dia 25 de março de 1904, os carpinteiros da cidade, gratuitamente, iniciaram o trabalho de assoalhar o piso da Igreja com madeira doada por João Vervloet. Na mesma época o Sr. Franz Rúdio fez a doação dos dois sinos.

Em 1911, a Irmandade Nossa Senhora Auxiliadora realizou muitas quermesses durante o ano para a construção do forro, cuja madeira era pinho da Escandinávia ou Rússia e foi comprada no Rio de Janeiro. Em 1923 a família de José Reisen doou o altar de mármore para a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Em abril de 1923, dois irmãos da Congregação Verbita concluíram a pintura interna e o povo exclamava: ‘ Não há no Estado uma igreja tão bonita como a nossa Igreja Matriz’.

Em 1943, a igreja recebeu a imagem de São Sebastião. Em 1947, a Paróquia realizou a Campanha dos Ladrilhos, em que cada pessoa que quisesse participar doaria 1 metro quadrado de ladrilho que se encontra até os dias atuais. A obra da Igreja foi inaugurada em 23 de maio de 1947.

A partir daí, alguns governos municipais realizaram algumas pequenas obras de reforma e a própria paróquia, com recursos do fundo paroquial e com as festas que a Igreja faz, uma grande festa, com comidas típicas, quadrilha e muito forró.”

Igreja do Tirol

Marco da colonização, é datada de 1895 e foi construída em estilo neogótico pelos primeiros imigrantes austríacos que se instalaram na Comunidade do Tirol. Eles eram artesãos, o que pode ser observado nos detalhes da Igreja. A torre na parte dos fundos também é outra característica cultural desses imigrantes.

A instalação do Tirol é elucidada por Karl Ilg, no seu fundamental livro sobre os colonos de língua alemã na América do Sul, obra dedicada à memória da Arquiduquesa Leopoldina da Áustria (1797-1826) com referência à situação de penúria após as guerras napoleônicas no Tirol, e que levara a que tiroleses aceitassem o convite de D. Leopoldina para participarem de uma milícia de estrangeiros no Brasil. Tendo sido posteriormente instalados na região, a eles se seguiram, em 1857, emigrantes provenientes do Stubaital e de Mieming-Obsteig em Oberinntal.

Nas terras montanhosas dessa região do Espírito Santo (“terra fria”), os tiroleses encontraram condições topográficas que lembravam a terra de origem e Tirol tornou-se povoado principal da região. Se o nome de “Santa Leopoldina” parece remeter à veneração de Maria Leopoldine da Áustria na cripta dos Capuchinhos em Viena, também o santo à qual foi dedicada a primeira igreja da localidade, S. Fidelis (1578-1622), indica a ação missionária dos Capuchinhos no Espírito Santo. Essa igreja, construída em 1863, foi obra do Pe. Hadrian Lantschner (+1868), proveniente de Innsbrück.

O culto do primeiro dos mártires da Ordem dos Capuchinhos, cujas relíquias são conservadas no convento Capuchinho de Feldkirch, amplamente difundido na época no sul da Alemanha, Áustria e Suíça, vincula-se à uma época da história religiosa marcada pelo movimento de restauração católica no espírito do Concílio de Triento e à missão católica contra-reformatória na Europa Central.

O seu culto entre os católicos do Tirol no Espírito Santo estabeleceu uma ponte entre a história religiosa e eclesiástica conflitante dessa região européia e um território colonial também marcado pelas tensões com os colonos alemães protestantes que ali se estabeleceram.

O papel central desempenhado pelo povoado Tirol na história cultural da região relacionou-se assim estreitamente com as atividades missionárias, primeiramente dos Capuchinhos austríacos a serviço da Propaganda Fide de Roma. Mais tarde, correspondendo também às transformações causadas pela vinda de levas de imigrantes de outros contextos de origem, a liderança religiosa passaria a outra sociedade missionária.

Casa Paroquial 

Além das igrejas, os visitantes podem ainda contemplar da arquitetura da Antiga Casa Paroquial na Vila do Tirol e da atual Casa paroquial na região da Sede de Santa Leopoldina.

Grutas de Nossa Senhora de Lurdes

A religiosidade dos primeiros povos de Santa Leopoldina é marcada em alguns pontos do município, seja pelos diversos templos católicos e/ou luteranos espalhados por quase todas as comunidades rurais do município, ou por grutas construídas em alguns locais. Ainda na Vila Tirol, encontra-se a grande Gruta à Nossa Senhora de Lurdes, localizada há poucos metros da Antiga Colônia, a gruta marca a forte presença da fé católica dos imigrantes alémães e tiroleses.

Já na Sede de Santa Leopoldina, há uma outra gruta construída em um local bastante visitado pelos tropeiros na época. A sua construção foi uma homenagem dos amigos e companheiros políticos do prefeito Djalma Coutinho, assassinado a tiros na noite de 15 de junho de 1938, no interior de uma farmácia. A gruta que também tem a imagem de Nossa Senhora de Lurdes, foi financiada por Luiz Holzmeister.

Celebrações:

Igreja Divino Espírito Santo – TIROL

As missas na comunidade do Tirol são celebradas sempre no Segundo Domingo do mês, às 16h. (OBS: A Paróquia comunica que, a partir do mês de Julho, às missas serão realizadas às 15h)

Igreja Matriz Sagrada Família – SEDE

As missas na Matriz são realizadas todos os Sábados, às 19h.

Igreja Divino Espírito Santo – SEDE (Centro Pastoral Paroquial)

Missas:

Segunda, Quarta e Sexta-feira (19h)

Domingo (08h e 19h)

Adoração ao Santíssimo:

Quinta-feira (19h)

Confira abaixo o e-book do roteiro Três Santas

https://setur.es.gov.br/Media/setur/Importacao/ebook_2020_3_santas_SETUR_FINAL.pdf

Em dezembro de 2019 chegou ao Brasil Covid-19, vírus  extremamente forte, rápido e letal. Em março de 2020 esse mesmo vírus chegou a Alfredo

Em dezembro de 2019 chegou ao Brasil Covid-19, vírus  extremamente forte, rápido e letal. Em março de 2020 esse mesmo vírus chegou a Alfredo Chaves, cidade do interior do Espírito Santo, muito conhecida como “cidade mais católica do Espírito Santo”. Com pouco mais de 14.000 habitantes, essa cidade interiorana sofreu um impacto gigantesco com as novas medidas de segurança para evitar o alastramento dessa doença agressiva. Após decretado o fechamento de escolas, supermercados, academias e lojas, chegou a vez das igrejas.

Para muitos fieis, a igreja é um refúgio, um templo onde todos os seus males são sanados, seus problemas encerrados, e onde o sentimento de gratidão fala mais alto. É o seu momento com Deus. E o que fazer quando esse momento, esse encontro é interrompido e proibido? Eis que dia 17 de março é decretado o primeiro lockdown na cidade. Até o dia 20 do mês, todos os comércios, academias, escolas e igrejas deveriam ser fechados. E agora? Como fazer? Qual próximo passo? Como levar a palavra aos fiéis?

Em uma reunião com o pároco da época, Pe. José Morais, a PASCOM (Pastoral da Comunicação) da Matriz, sugeriu que fossem feitas lives diárias das missas. Com uma equipe só, ou seja, sempre os mesmos integrantes, para menor risco. E assim o fez, durante semanas. Houveram várias adaptações nas redes sociais, os pedidos e intenções das missas eram feitos através de mensagens e ligações. E quanto mais missas online, maior era a sede de Deus do povo alfredense. Foram feitos luais, adorações ao Santíssimo, os padres se adaptaram a falar com o povo via redes sociais e rádio, conquistando assim um público grande como alguns fiéis de outros países como Portugal, Itália e Argentina.

Irmãos e irmãs rezando e cuidando uns dos outros, fisicamente e espiritualmente. Mas, ainda faltava algo. A sede do corpo de Cristo era cada vez maior. Então, em uma parceria firmada com a Secretaria de Saúde, foi decidido que aos domingos haveria distribuição da Sagrada Eucaristia através de um método bem diferente do que éramos acostumados, drive thru, em que as pessoas passavam de carro, os agentes da saúde higienizavam suas mãos e os padres e ministros iam até eles levando a comunhão. As pessoas saíam dos carros, outros iam a pé, mas com sua fé inabalável, se ajoelhavam na rua, na calçada em frente à Matriz.

Muitos choravam, rezavam com olhos bem apertados e naquele momento, rezavam pelo mundo, pelo fim dessa doença, para que tudo acabasse para que irmãos e amigos se abraçassem e pudessem se encontrar no melhor lugar do mundo: a Igreja, nosso templo, nossa casa. Assim, aos poucos fomos abrindo as portas da matriz, do Santíssimo, e acolhendo e consolando cada vez mais os fiéis.

Mesmo com todos os cuidados, proteção e oração, muitos amigos, pais, filhos se foram. Outros tantos, curados e orgulhosos por vencerem. Muitos que serviam à Igreja como todo amor e dedicação, nos deixaram. O cansaço, a tristeza foram vilões nesses tempos obscuros, em variados momentos, muitos pensaram em desistir. Lembram da equipe montada que foi citada no começo do texto?

Pois bem, eles também perderam uma peça chave. Seu maior elo, sua maior força, sua melhor amiga, a que mais nos ajudava e mais incentivava a equipe. A querida, Marcela. Nesse momento, a tristeza, o cansaço e a vontade de desistir tomou conta de todos. Mas, em honra e em homenagem a essa grande guerreira, por sua imensa dedicação e amor por essa Paróquia, decidiram continuar firmes. Hoje seguem na atuação por amor à matriz, por amor à Marcela e por sua fé inabalável que conquistou e cativou a todos.

A COVID-19, segue em nosso meio, porém com a chegada da vacina, essas energias foram renovadas, a Fé do povo alfredense se multiplicou. Pelos amigos, perdidos, pelos entes queridos que não tiveram e não terão essa oportunidade, vacinar é o melhor caminho. Se cuidar ainda é fundamental. Mas, rezar, interceder pelo próximo é o maior ato de fé e amor que podemos oferecer. Alfredo Chaves, sendo a cidade mais católica do estado não deixa a desejar. Unida e determinada, enfrentará todo e qualquer obstáculo que possa surgir. Com garra, confiança e sede de Deus, tudo pode ser mudado. Grandes coisas estão por vir. Gigantescas conquistas vão acontecer nesse lugar: Alfredo Chaves.

Nessa semana, no dia 21 de junho, a Arquidiocese de Vitória sofreu a perda precoce de um de seus sacerdotes – Padre Fernando Antônio

Nessa semana, no dia 21 de junho, a Arquidiocese de Vitória sofreu a perda precoce de um de seus sacerdotes – Padre Fernando Antônio Silva de Souza, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara. Internado desde o dia 03 de junho, padre Fernando completou 37 anos no último dia 12, mas não resistiu às complicações decorrentes da COVID 19.

Atualmente, estava como Coordenador da Comissão Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Vitória e como Coordenador da área Pastoral de Vitória, atividades que desempenhava com particular entusiasmo, alegria e muita competência. Ordenado padre em 04 de fevereiro de 2017, atuou como vigário e administrador paroquial no município da Serra até assumir, em outubro de  2018, a atual paróquia, em Jucutuquara, Vitória.

A Paróquia Nossa Senhora das Graças, em questão, vinha de um histórico de 40 anos sob a administração da Congregação Salesiana e, a partir daquele momento, voltava a ser uma Paróquia Arquidiocesana. Com sua juventude e vitalidade, Padre Fernando teve o papel  fundamental de alinhar esse novo momento junto aos paroquianos e pastorais, conforme destaca Paulo Roberto Jussim Junior, coordenador dos ministros da palavra: “Padre Fernando, foi um sopro de esperança em nossa Paróquia, para que resgatássemos o fervor nas atividades pastorais, espiritualidade e união entre nossas comunidades. Assim como Moisés, ele iniciou esse projeto e como fez bem a todos nós! Agora vamos continuar como povo de Deus, porém, mais unidos e orantes, pois esse também foi um legado que nos deixou”.

Essa opinião também é compartilhada por Thereza Souza, que destaca o acolhimento sentido por ela desde o primeiro momento de sua chegada. “Padre Fernando foi um pastor de descobertas, de mudanças, de ouvidos atentos e de orientações. Padre acolhedor, que chegou de mansinho e conquistou a todos com sua simplicidade,  seu coração enorme, reconhecimento pelas pessoas e consideração. Sei que hoje a dor é muito grande por sua perda inesperada, mas a única certeza que nos consola é que teremos mais um intercessor ao lado do Pai. Aqui ficam as saudades, lembranças e agradecimento pelo padre e pessoa que ele foi em nosso meio e para nós”, destacou Thereza.

Com muito carisma, temperança e simplicidade, Padre Fernando deixou amigos por onde passou. “Padre Fernando foi um anjo em nossa paróquia! Desde que chegou, com seu jeito calmo, sereno e sorriso largo, contagiou a todos! Teve grande importância no meu desenvolvimento como pessoa e no meu servir na Igreja! Estará eternamente marcado em nossas vidas”, testemunha Luis Felipe Veneroni, coordenador paroquial do movimento Encontro de Casais com Cristo.

Para Julimar França, coordenadora paroquial da pastoral da AIDS, a chegada dele representou uma nova caminhada na sua vida espiritual. “Foi em 2019 que por necessidade buscava um padre para ser o meu orientador espiritual, busquei-o e como sempre com seu belo sorriso disse que eu fora a primeira pessoa a procurá-lo com essa demanda e que tentaria está à altura das minhas expectativas. Desde então de dois em dois meses sentava com ele para conversar sobre meus sentimentos, dúvidas e as demandas para meu fortalecimento espiritual, explicou Julimar.

Sempre inquieto e ávido por uma Igreja em movimento, ao chegar em Jucutuquara, padre Fernando iniciou a Pastoral da Comunicação (PASCOM), integrando cada vez mais o diálogo e a versatilidade. Em 2020, no início da pandemia, não poupou esforços para investir em aparatos tecnológicos de modo que e a Paróquia pudesse romper as barreiras físicas e alcançasse virtualmente cada vez mais fiéis. “Um padre que sabia dialogar com todas as esferas da comunidade. Com o dom da musicalidade, alcançava nossos corações por meio de canções e orações. Ultrapassou a timidez de frente às câmeras para emplacar diversos projetos de lives culturais e catequéticas, trazendo todos para perto num momento em que o isolamento social nos tentava a esfriar os corações. Ele entusiasmava a todos nós!”, exalta Paola Bernardi, coordenadora da PASCOM.

Sem dúvidas, todos os paroquianos gostariam de ter extraído ao máximo o seu tempo de serviço e pastoreio, como destaca George Gonçalves, coordenador paroquial dos músicos. “Padre Fernando foi alguém muito especial para nós! Tinha uma alma leve, sempre brincalhão e com um sorriso muito envolvente. Com sua voz mansa e educada, envolveu toda nossa família na missão paroquial. Era um padre acessível, que gostava de se fazer presente nas nossas vidas e permitia que fizéssemos parte da dele. Um  diretor espiritual, que sabia ser pai e também filho. Seus ensinamentos estarão sempre vivos em nossos corações. Sentiremos muita saudades!”, enfatizou George.

Sua passagem neste mundo foi mais rápida do que se podia prever, mas de uma profundidade inigualável. Por onde passou, marcou vidas e fez história. Seu legado será lembrado por tantos que tiveram a alegria de tê-lo por perto. Descanse em paz, Padre Fernando.

 

Hoje, dia 24/06, a Igreja celebra a festa da Natividade de João Batista. Quando celebramos um santo, normalmente celebramos no dia de sua morte.

Hoje, dia 24/06, a Igreja celebra a festa da Natividade de João Batista. Quando celebramos um santo, normalmente celebramos no dia de sua morte. Dentre eles, João é o único, o qual celebramos o nascimento. A tradição nos recorda que para anunciar o nascimento de João, sua mãe acendeu uma grande fogueira. Dessa forma, ao visualizar o sinal de fumaça no céu, Maria, sua prima, ficaria sabendo sobre o acontecido mesmo estando longe. 

Como é sabido, quem deu a luz a João foi a prima de Maria, Isabel, e de acordo com o que nos narram os evangelhos, ele foi o precursor do ministério de Jesus. Quando ainda estava no ventre de sua mãe, João se alegrou com a chegada de Maria. João foi quem batizou Jesus nas águas do rio Jordão e anunciou para seus discípulos o Cordeiro de Deus.

Para celebrar essa festa, confira abaixo a programação de algumas comunidades da Área Pastoral Vila Velha.