A Comunidade Nossa Senhora da Penha, de Vila Pontões, pertence a Paróquia de São Sebastião do Alto Guandu, em Afonso Cláudio, e entre os dias 11 e 18 de abril promoveu momentos de Fé e devoção à sua Padroeira, que também é a padroeira do Estado do Espírito Santo.
Durante os oito dias de programação foram celebradas missas presididas por padres convidados onde contemplaram as Sete Alegrias De Nossa Senhora. Mesmo com a presença de público reduzida devido ao contexto da pandemia, os fiéis puderam se unir em oração e acompanhar de suas casas toda a festividade que foi transmitida pelos canais de comunicação da paróquia.
A missa de encerramento aconteceu neste domingo (18), às 15h, e foi presidida pelo Administrador Paroquial, Pe. Rodrigo Chagas. Logo após o encerramento foi realizado o translado da imagem de Nossa Senhora da Penha pelas ruas da comunidade.
Neste momento os fiéis tiveram a oportunidade de realizar um gesto concreto de solidariedade, doando alimentos não perecíveis. No total foram arrecadados mais de 600 kg de alimentos, entre arroz, feijão, macarrão, fubá, farinha e leite, além de itens de higiene.
Serão feitas mais de 30 cestas básicas destinadas a famílias carentes e também receberão parte das doações o Projeto Resgate e Vida, de Afonso Cláudio – que atende em regime integral dependentes químicos – e o Seminário Nossa Senhora da Penha. Durante o traslado da imagem, as famílias prepararam as portas de suas casas belíssimos ambientes acolhedores demonstrando toda a sua gratidão e devoção à Mãe de Deus.


A missão ANA nasceu no ano de 2016, a partir de uma experiência pessoal de oração da Frantieska Rangel, que já atendia muitas mulheres, devido ao seu envolvimento, pastoral e serviço à Igreja. Após uma viagem missionária para pregar em um encontro de mulheres em Belo Horizonte onde foi acompanhada de um ônibus de mulheres, deu-se início aos trabalhos da Missão ANA, sob a benção e o pastoreio do Padre Alexandro Firmino Barbosa (naquele momento Pároco da Paróquia São José em Guarapari), que foi um grande incentivador do trabalho.
Hoje a Missão ANA é composta por sessenta e três mulheres de Guarapari, Anchieta e São Mateus e conta com a direção espiritual e assíduo acompanhamento do Padre Diego Azevedo. O trabalho consiste em assistir a mulher, nas suas mais diversas necessidades. Para a Missão ANA (amadas na alma) são muitas mulheres em profundo sofrimento, na alma, no corpo, na vida…
No contexto normal, os trabalhos de evangelização acontecem com encontros anuais de espiritualidade, encontros mensais itinerantes, nas comunidades de Guarapari e região, visita às casas das mulheres que necessitam, atendimento de oração, entre outros.
As ações solidárias nascem no coração daqueles que colocam sua fé em Cristo a serviço dos irmãos. Em Efésios 2, 10, o apóstolo Paulo nos lembra que: “somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” Por isso, os cristãos, mesmos que não se sintam preparados, são impulsionados pelo Espírito Santo a praticarem as obras de caridade.
A Pastoral do Povo de Rua surgiu na paróquia em 2016. Começou distribuindo sanduíches como forma de se aproximar dos que moram nas ruas. Hoje, já se conhece um pouco mais a realidade e as necessidades dessa população e a pastoral tem buscado, na medida do possível, minimizar o sofrimento daqueles que se encontram nessa vulnerabilidade, oferecendo alimentos, suporte psicológico e espiritual e ajuda para saírem dessa situação, sobretudo, para aqueles que estão envolvidos com o vício das drogas.
Mesmo diante de todos esses desafios, alguns jovens permanecem assíduos e engajados na sua caminhada. Beatriz Gomes afirma que os encontros online têm sido proveitosos, mas não como eram nas reuniões presenciais. Ela destacou que um ponto positivo foi a não interrupção dos encontros e, quando questionada se gosta desse formato, ela afirmou: “Sinceramente não, prefiro mil vezes quando era presencial sem essa pandemia toda. Porém, infelizmente é o momento que estamos passando e se Deus quiser tudo vai passar o mais rápido possível”.
Vinícius Bueno afirmou que todos nós estamos passando por momentos difíceis e, por esse motivo, não podemos deixar nossa fé “esfriar”. Ele afirmou que no início da pandemia se afastou um pouco do grupo, mas acabou retornando após momentos de oração pessoal. Para manter a constância de sua fé, Vinícius relatou que foi necessário dobrar os joelhos e rezar, além de aumentar a frequência de participação das missas online e nos encontros do grupo vocacional.
De abril a dezembro de 2020, 896 famílias foram assistidas através de doações de cestas básicas além de doações de fraldas descartáveis, auxílio na compra de medicamentos e empréstimos de equipamentos hospitalares para uso em domicílio (cama hospitalar, cadeiras de roda e de banho, entre outros).
A Comunidade São Francisco de Assis, fundada em 07 de maio de 1989, pertence à Paróquia Santíssima Trindade – Aribiri/Vila Velha, e foi erguida com a ajuda dos fiéis. Com um povo participativo e de muita fé, eles celebram a conclusão da reforma de algumas estruturas físicas na Comunidade.
Após as fortes chuvas que atingiram a Grande Vitória no ano de 2019, o muro que se localiza nos fundos da igreja teve sua estrutura física abalada. Diante disso, a Comunidade percebeu a necessidade de uma reforma. Para isto, os fiéis se mobilizaram e fizeram ações solidárias, cantinas, entre outros. Essas atividades ficaram comprometidas com a Pandemia e a obra ficou parada por um ano. Porém, a caridade dos irmãos e irmãs fizeram a diferença nesses tempos adversos que enfrentamos por conta da Pandemia.
Há vários exemplos de fé e compromisso solidário que fazem parte da história da Comunidade São Francisco de Assis. Aqui, destacamos dois que contribuíram significativamente para a reforma na comunidade.
Criada em 1899, a paróquia São Sebastião do Alto Guandu é a maior paróquia da Arquidiocese de Vitória, composta por 52 comunidade localizadas em todo território do município de Afonso Cláudio, área serrana do estado. Inaugurada em 07 de Setembro de 1949 a igreja Matriz que hoje temos teve sua construção através de recursos doados pelo povo: os bancos, os sinos, o relógio, os vitrais, todo o material assim também como a construção em si.
Diante de toda devoção de fé e perseverança, o povo da paróquia de São Sebastião retribui as graças alcançadas com sua colaboração em diversas pastorais e movimentos, ajudando assim crianças, adolescentes, jovens, famílias e idosos em suas necessidades básicas e também apoio espiritual.
Na região que faz parte da área Pastoral Benevente existe o Centro Social Santa Mônica, localizado no bairro Bela Vista em Guarapari –Es. Administrado pelas Irmãs da Consolação o projeto atende crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.
No período que as crianças estão no centro social, ficam em constante aprendizagem, com oficinas e projetos que todo ano são elaborados e desenvolvido pelas três equipes de gestão e educadoras dos três centros sociais que a Congregação das Irmãs administram. Na entrada às 13h30mim, tem o “Boa tarde Família”, onde é feito a acolhida e depois cada turma vai com suas educadoras para as salas.
Neste ano acontece a continuidade do projeto do ano passado que é: “Semente de hoje, fruto do amanhã”, que tem como lema “Aqui a gente colhe”. Um trabalho voltado para o cuidado da casa comum, levando a refletir sobre o crescimento de cada um como cidadão e profissional no futuro.
As atividades no Centro Social se encerram as 17h, porém o trabalho não termina, a Assistente Social do projeto, busca junto às famílias das crianças atendidas, levar um pouco mais de dignidade e respeito para aquelas que precisam de consolo. Sendo assim o trabalho é constante e diário.
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