Notícias da Arquidiocese

Foi em 1981 que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o mês de agosto como sendo o mês das vocações.

Foi em 1981 que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o mês de agosto como sendo o mês das vocações. Esse período de quatro semanas é um tempo de reflexão, de comemoração e é celebrado de maneira particular em cada diocese. 

Em 2020 o tema é “Amados e Chamados por Deus” e o lema “És precioso aos meus olhos. Eu te amo” (Is 43,1-5). Ele é inspirado na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit, do Papa Francisco, que é resultado do Sínodo dos Jovens. O assunto desse ano é uma das três verdades ditas pelo Santo Padre na Exortação. Em 2021 será “A verdade nos salva” e em 2022 “Ele vive”.

Padre Márcio Ferreira, coordenador do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Vitória destaca a importância do tema, “Amados e Chamados por Deus” e o lema “És precioso aos meus olhos. Eu te amo” (Is 43,1-5) escolhido pela CNBB. “Nós iremos trilhar junto com a dinâmica da CNBB o que ela nos propõe, este caminho afim de suscitar essa cultura vocacional e comunicar com jovem a partir destas verdades que o Papa nos propõe na Christus Vivit. Um caminho pedagógico está sendo desenvolvido pela Igreja de Vitória neste tempo de pandemia de modo envolver nas redes sociais a discussão a oração e o caminho de interação com a juventude. ”, concluiu.

A palavra vocação é originária do latim vocare (chamar), ou seja, significa atender ao chamado de Deus e se colocar à disposição do Seu projeto. Assumir a vocação é estar a serviço, porém, ao contrário do que muitos pensam, não é só a vida sacerdotal e as religiosas e religiosos que são vocacionados, existem muitas outras, o que faz com que em diversas áreas leigos possam expressar os seus talentos e agir na vida da Igreja, pois cada um tem um chamado particular para colaborar na construção do Reino de Deus.

Para animar o Mês Vocacional, a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Pastoral Vocacional propõem subsídio com roteiros catequéticos. Há três propostas de Terço Vocacional, que poderão ser recitados em família ou grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um Encontro Vocacional para despertar vocações; uma Vigília Vocacional; uma Leitura Orante Vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens, pela própria natureza da idade: é durante a juventude que a dimensão vocacional desperta com maior vigor.

O objetivo é fazer o mês vocacional ser bem celebrado em todas as comunidades eclesiais e em todos os possíveis ambientes.

Cada semana do mês de agosto é dedicada à uma determinada vocação.

1ª Semana: Vocação para o ministério ordenado.

O sacramento da ordem tem três graus: diaconato, presbiterado e episcopado. A ordenação não é apenas uma cerimônia, mas é Dom do Espírito Santo. Por meio da imposição das mãos, Cristo, o Sumo Sacerdote, consagra aquele que foi chamado.

A vocação depende fundamentalmente da graça de Deus, mas também do testemunho particular e comunitário do eleito: “ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar” (Carta de Proclamação do Ano Sacerdotal de 2009).

2° Semana: Vocação para a vida em família.

No segundo domingo de agosto é comemorado o dia dos pais e também o dia da vocação matrimonial. Esse chamado de Deus é um convite e um Dom dado por Ele para que a pessoa seja testemunha do amor e colaboradora da obra da Criação no seio da família. Pai e mãe são educadores para a vida e formadores de novas vocações para a sociedade. O pai e a mãe têm a missão de serem representantes do amor divino de Deus junto aos filhos e de conduzi-los nos caminhos da verdade, da justiça e da paz.

Para Santo Tomás de Aquino, depois do amor que nos une a Cristo o amor do casal é a “amizade maior”. Na família nascem as vocações para a vida e para a Igreja.

3° semana: Vocação para a vida consagrada.

Deus chamou e chama tantos homens e mulheres a ingressarem em Ordens Religiosas, Congregações e em grupos de vida consagrada, são pessoas que vivendo em comunidades se colocam à disposição de Deus o do Seu povo. Freiras, freis, irmãos e padres com carismas semelhantes se unem na missão e no serviço à caridade.

4ª semana: Vocação dos leigos.

Todos nós somos vocacionados, pois a vocação nasce no batismo e é o primeiro chamado para servir a Deus, por isso o leigo também é protagonista na evangelização e na vida da Igreja. Ele é colaborador do Reino de Deus atuando em vários ministérios, sejam eles instituídos, como é o caso do Ministro Extraordinário da Distribuição da Sagrada Eucaristia ou Ministro Extraordinário da Palavra, bem como na sua atuação em outros serviços.

O Mês Vocacional, termina no último domingo de agosto, quando é celebrado o dia do catequista.

Programação na Arquidiocese de Vitória

Nesse ano, por causa da pandemia do COVID-19, o Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Vitória desenvolveu uma programação diferente para o mês vocacional, toda feita nas redes sociais da Arquidiocese. Confira abaixo:

1- Todas das segundas-feiras do mês, sempre às 18h, será rezado o terço Vocacional.

2- Dia 05/08/2020 às 20h haverá Live com a Irmã Clotilde sobre a Christus Vivit.

3- Semanalmente haverá um vídeo sobre as diversas vocações.

4- Dia 15/08/2020 às 20h tem testemunho vocacional com o casal Ana Clara e Tiago, do Grupo Ir ao Povo.

5- Em 30/08/2020 é a vez da jornada vocacional, começando às 08h com missa na Catedral presidida por Dom Dario Campos.

Toda a programação pode ser acompanhada nas redes sociais da Arquidiocese de Vitória e no canal do YouTube: @ArquiVitoria

Falecimento de frei Moisés Beserra de Lima

Certamente muitos de nós, da Arquidiocese de Vitória, lembramo-nos da alegria e animação de frei Moisés Beserra de Lima, que foi guardião do Convento da Penha de 1995 a 1997. Ele, com seu carisma franciscano, fazia o Campinho do Convento vibrar com cantos e oração.

Frei Moisés faleceu na manhã de hoje, 28 de julho de 2020. Foi encontrado morto em seu quarto na casa paroquial em São José em Beira Rio, cidade de Oliveira dos Beijinhos – BA, onde atuava desde 2000.

Frei Moisés era Cearense, nascido em Hidrolândia e tinha 68 anos de vida e 38 de sacerdócio.

A Arquidiocese de Vitória une-se em oração a seus familiares, amigos e à Congregação Franciscana. Deus receba em seu Reino ao frei Moisés!

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”. (Jo 11,25)

O Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espírito Santo tem sido procurado cada vez mais por pessoas que buscam a nulidade do matrimônio.

O Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espírito Santo tem sido procurado cada vez mais por pessoas que buscam a nulidade do matrimônio. Só neste período de pandemia do novo coronavírus, mais de 100 pedidos foram recebidos e aguardam na fila de espera para abertura do processo. Em 2019 foram protocoladas no Tribunal Eclesiástico 229 pedidos de nulidade do sacramento do matrimônio.

De acordo com à Notária do Tribunal Eclesiástico, Maria Cristina Barboza Leal, muitos procuram o processo de nulidade para voltar a receber os sacramentos da Igreja Católica, principalmente o sacramento da comunhão e do matrimônio. “Muitos deles desejam receber a comunhão. Eles procuram estar mais próximos dos ensinamentos da Igreja, participar da vida eclesial de forma mais ativa. Os olhos brilham quando eles recebem a certidão de nulidade e podem voltar a comungar”, destaca. 

Ela explica que o processo de nulidade começa com o libelo, “petição”, como é chamado no Tribunal Eclesiástico. Através da qual o interessado se dirige por escrito ao Tribunal e expõe todos os detalhes do seu pedido de declaração de nulidade. É importante que neste primeiro contato, a parte demandante exponha todas as informações necessárias objetivamente. O libelo escrito pelo demandante deve detalhar toda a história do namoro, noivado, constância do casamento e a separação. 

“Em qualquer período do matrimônio, as pessoas podem entrar com o processo de nulidade. Não existe um período de vigência para solicitar o pedido no tribunal, mesmo que já se tenha filhos ou a duração do casamento seja de muitos ou poucos anos. A pessoa pode dar entrada no Tribunal onde atualmente ela reside. ”, afirma Maria Cristina Barboza, notária do Tribunal Eclesiástico do Espírito Santo. 

Após o interessado escrever o libelo e o mesmo ser aceito pelo Vigário Judicial, as próximas etapas são: o Vigário Judicial constitui o Colégio Judicante, mais o notário e o defensor do vínculo; contestação ou não da parte demandada; Decreto de formulação da dúvida; Decreto da fase instrutória (depoimentos das partes e suas testemunhas); Decreto publicação dos autos; Decreto conclusão da causa; Parecer do defensor do vínculo; Julgamento; Sentença final; Publicação da sentença às partes. Se o Tribunal de Primeira Instância declarar nulo o matrimônio e uma das partes não concordar, poderá recorrer ao Tribunal de Segunda Instância. O Tribunal de Segunda Instância da Província Eclesiástica do Espirito Santo é o Tribunal da Arquidiocese de Aparecida/SP. Se nenhuma das partes recorrer dar-se-á a certidão de homologação e anotação nos livros competentes de casamento e batizado das partes, concluindo assim todo o processo de nulidade matrimonial. 

Devido ao período da pandemia da Covid-19, o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espirito Santo restringiu o acesso do público e as audiências foram suspensas por tempo indeterminado de acordo com as orientações pastorais do Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos. Com isso, o atendimento passou a ser de 9h às 15h pelo telefone (27) 3025-6280. As pessoas podem deixar o contato para a lista de espera que está sendo organizada assim que o atendimento voltar a sua normalidade para dar entrada no processo, e através do telefone podem receber orientações de como proceder na abertura do processo de nulidade. 

Nulo ou anulado?

“Nulidade significa declarar nulo, declarar que o ato está nulo em sua raiz. Diferente de anulação, que é tornar nulo ou inválido um ato válido. O matrimonio por exemplo não se torna nulo, ele nasce nulo no ato de sua celebração. ”, explica padre Hiller Stefanon.

De acordo com padre Hiller Stefanon, o Tribunal Eclesiástico não cancela o matrimônio, mas a partir do Código do Direito Canônico identifica e dá a sentença se o sacramento foi válido ou nulo. Ele aponta as principais causas de nulidade de acordo com o Código do Direito Canônico.

“Existem muitas causas de nulidade matrimonial por exemplo apresentadas no Tribunal Interdiocesano. Como: Incapacidade por natureza psíquica ou por imaturidade está no Canon 1095; Exclusão da prole no Canon 1096; Erro da pessoa ou de qualidade visada de pessoa no Canon 1097; Dolo no Canon 1098; Condição de futuro no Canon 1102, entre outras causas”, destaca padre Hiller Stefanon.

Estrutura do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espirito Santo 

O presidente do Tribunal Eclesiástico, padre Hiller Stefanon explica que o tribunal quando pertence a uma diocese ou arquidiocese está subordinado ao bispo (arcebispo). Ainda destaca que o Arcebispo de Vitória, Dom Frei Dario Campos é o Moderador do Tribunal Interdiocesano e de Apelação. “No Caso do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, ele não pertence somente ao arcebispo. Ele é interdiocesano pois está estruturado com outras dioceses, no caso, a Diocese de Colatina e a Diocese de São Mateus com seus bispos. Já alguns anos a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim vem estruturando o seu próprio Tribunal. Contudo, somos o Tribunal de Segunda Instância da Diocese de Cachoeiro e considerado de Apelação. ”, explica padre Hiller Stefanon.

Padre Hiller ainda destaca que o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano segue o que determina o Código do Direito Canônico, funcionando em todos os aspectos como tribunal para as causas jurídicas canônicas. E, não somente para causas de nulidade matrimonial.

Mais informações: 

Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Vitória

Telefone: (27) 3025-6280 

E-mail: [email protected]

Presbíteros da Área Pastoral Cariacica/Viana, ponderaram e decidiram, que as Paróquias desta Área Pastoral Cariacica/Viana (orientadas por seus respectivos Párocos/Administradores Paroquiais) retomarão gradualmente a

Presbíteros da Área Pastoral Cariacica/Viana, em reunião realizada na manhã do dia 28 de julho de 2020, com a participação dos Párocos, dos Administradores Paroquiais e dos Vigários Paroquiais, considerando a carta do Arcebispo de Vitória, do 29/06/2020, na qual o Sr. Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Frei Dario Campos, ofm, recomenda a reabertura gradual dos Templos de forma cuidadosa e prudente; O Decreto do Governo do Estado do Espírito Santo que insere a Igreja na Categoria de atividade essencial; e A Lei Municipal nº 6.073, de 07/07/2020 que dispõe sobre a permissão de reabertura e sobre as regras de funcionamento de templos e demais atividades religiosas em tempos de pandemia no Município de Cariacica-ES, ponderaram e decidiram, que as Paróquias desta Área Pastoral Cariacica/Viana (orientadas por seus respectivos Párocos/Administradores Paroquiais) retomarão gradualmente a Celebração da Santa Missa e a Celebração da Palavra de Deus com a presença de fiéis, à partir de agosto/2020. Para tanto, deverão considerar as normas propostas nos Decretos, Leis e Orientações acima citadas, bem como a realidade própria de cada região paroquial.

Leia a carta na íntegra.

Anexos

O mês de julho também é marcado pela celebração dos 50 anos de realização do 1º Encontro de Casais com Cristo

O Encontro de Casais com Cristo (ECC) comemora os seus 50 anos de atuação no Brasil em 2020. No último domingo foi celebrada uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, marcando o jubileu de ouro do serviço escola criado pelo padre Alfonso Pastore, em abril de 1970.  Este mês é ainda mais especial pois também se comemora a data do primeiro ECC realizado nos dias 10, 11 e 12 de julho de 1970 na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Pompeia, São Paulo.

O ECC é um projeto da CNBB e suas ações são regidas por um documento nacional e por manuais de instrução e subsídios. Dessa forma existe uma única forma do Encontro de Casais com Cristo ser realizado em todo país. Os encontros são desenvolvidos em três etapas distintas, indispensáveis e interrelacionadas entre si: a primeira etapa é para despertar o casal para o trabalho em comunidade; a segunda etapa estuda os documentos da Igreja e a terceira etapa é para os casais que já estão engajados em suas paróquias, e reflete mais o lado da ação social.

Aqui no Espírito Santo, foi no mês de abril de 1982 que o próprio padre Alfonso Pastore implantou o Encontro de Casais com Cristo e realizou o primeiro ECC na paróquia São Pedro, na Praia do Suá. O serviço já está em todas as áreas da Arquidiocese e sua divisão acontece a nível setorial já que o número de paróquias é muito grande. A divisão é a seguinte: setor Vila Velha I II e III; Cariacica I, II, III; Serra I, II e III; Vitória I e II; Benevente I e II e Serrana I e II.   

Luciene Rocon Cypriano, (conhecida como Preta) e Valber Luís Cypriano, o Valbinho, são casados há 30 anos e coordenam o ECC na Arquidiocese de Vitória. Segundo ela, o ECC não é um movimento e não é uma pastoral. Ele faz parte da Pastoral Familiar e seu objetivo é evangelizar a família e despertar os casais para serviço nas paróquias. Para ela, hoje existem muitos motivos para se comemorar:

“São muitas famílias evangelizadas! Muitas paróquias hoje sobrevivem por causa do ECC. A gente percebe que, por exemplo, as paróquias mais fortes de trabalho humano são as que tem o ECC mais forte. Pela nossa experiência de Arquidiocese – porque a gente anda toda a Arquidiocese, quando a paróquia não tem um ECC muito forte, quando o padre não apoia muito, ela tem dificuldade de ter mão de obra para os trabalhos pastorais”.  

No setor Vitória-Ilha, Rubens César Baptista de Almeida e Ana Margareth Gonçalves de Almeida, casados há 27 anos, são o casal de ligação setorial. Ele destaca o objetivo do ECC de defender a vida da família e do matrimônio: “O diferencial do ECC é que ele defende a indissolubilidade do matrimônio. Nós temos o sacramento do matrimonio como o nosso maior referencial. A Igreja reconhece um casal em nova união e o ECC preserva a manutenção do casamento. Nós temos o princípio de que o matrimonio é algo divino e é possível continuar casado”, conclui.

Das 90 paróquias da Arquidiocese de Vitória, 75 tem o ECC implantado atualmente. E desde a sua implantação até o final do ano de 2019, 35.468 casais já haviam feito a primeira etapa, 7.531 a segunda etapa e 1.920 a terceira. 

Missas dos neo-sacerdotes concedem indulgência aos fiéos

A possibilidade de receber a indulgência plenária ao participar das primeiras missas dos neo-sacerdotes está acontecendo neste tempo em nossa Arquidiocese desde sábado, 25 de julho, quando foram ordenados seis novos padres. As primeiras missas são um dos momentos de graça de Deus nos quais a indulgência é concedida.

O perdão dos pecados

A Igreja Católica procura em sua missão cumprir o mandato de Jesus: anunciar o Evangelho a todos. Antes de subir para o céu, Jesus apareceu aos discípulos, e disse-lhes: “Recebam o Espírito santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados” (Jo 20,22-23).

O perdão dos pecados concretiza-se no Sacramento da Reconciliação, um dos sete sacramentos da doutrina católica, sempre que o fiel procure um sacerdote para confessar-se. Mas o perdão dos pecados também é oferecido em momentos especiais sob a forma de indulgência.

O que é indulgência?

Padre Hadeleon de Oliveira Santana, pároco em Itacibá, paróquia Virgem Maria e mestrando em Direito Canônico, define e explica o que é indulgência:

“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja que, enquanto dispensadora da Redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos (cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 1471).

Qual é a diferença entre indulgência parcial ou plenária?

A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente a pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos”.

Explicação:

“quando preciso explicar sobre indulgências eu costumo dizer: quando cometemos um pecado, este causa em nós uma ferida espiritual, e como com toda ferida, precisamos de remédio para curá-la. Assim, recorremos ao Sacramento da Penitencia. Contudo, algumas feridas, mesmo após serem curadas, deixam suas marcas, cicatrizes… Aqui entram as Indulgências, elas diluem essas cicatrizes, ocorre como que, uma “plástica espiritual”, que seria removida de nós apenas no purgatório. Recebendo as Indulgências, já ficamos livres desta cicatriz, assim, quando chegar nossa morte, podemos aplacar nosso tempo de purgatório e mais rápido poderemos estar face a face com Deus. Por isso, se há oportunidades de lucrar as indulgências, não adiemos, pois são remédios para nossa comunhão com Deus”.

Certamente ainda está presente em nossa lembrança que de 2015 a 2016 o Papa Francisco declarou um ano especial de graças e deu-lhe o nome de Ano da Misericórdia. Durante esse ano em todas as dioceses do mundo foi possível estabelecer os templos nos quais os fiéis poderiam receber o perdão dos seus pecados sob a forma de indulgência desde que: estivessem arrependidos de seus pecados – participassem da missa e recebessem a Eucaristia e rezassem nas intenções do Papa.

Em setembro de 2018 também a Igreja Local de Vitória, por ocasião de 60 anos de elevação a Arquidiocese, teve a graça de receber do Papa a autorização para conceder aos fiéis a indulgência que também havia sido concedida durante o encerramento do I Sínodo Arquidiocesano.

Esses momentos podem acontecer tanto na Igreja no Mundo como nas Igrejas Particulares, sempre em ocasiões especiais.

Estamos vivendo novamente essa possibilidade e, talvez muitos fiéis não saibam, mas todos que participam das primeiras missas dos neo-sacerdotes podem receber essa graça desde que cumpram as exigências exigidas.

Quem explica é padre Hadeleon:

“Dentre as ocasiões que temos para lucrar as Indulgências está o momento da Primeira Missa do neo-sacerdote.

Sim, o Manual de Indulgência, é bem claro quando diz: concede-se indulgência plenária ao sacerdote que, em dia marcado, celebra sua primeira missa, diante do povo, e aos fiéis que devotamente a ela assistem. Mas a primeira missa depende da intenção do neo-sacerdote ao celebrá-la. Isto é, nas missas que o neo-sacerdote celebrar considerando-a, por razões pastorais, a primeira para aquele grupo específico, as indulgências podem ser concedidas.  Para isso é preciso a Confissão, Eucaristia e rezar pelo Papa um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, o que chamamos de estar em estado de graça”.

Conforme as orientações do Papa Francisco para os tempos de pandemia, os fiéis podem obter a indulgência participando das missas transmitidas pelas redes sociais ou outros meios eletrônicos.

Missas presididas pelos neo-sacerdotes nos próximos dias:

Padre Ricardo Passamani:

Itaquari , segunda, 27 de julho às19h30

Novo México terça, 28 de julho às 19h30

Barcelona sexta, 31 de julho às 19h30

Carmelo em Cariacica, sábado, 1 de agosto às 7h Sábado e Convento da Penha às15h

Itacibá, domingo, 2 de agosto às 9h30

Propedêutico, 3 de agosto às 18h30

Bom Jesus, 4 de agosto às19h30

Santo Antônio, 7 de agosto às19h30

Padre Rodrigo Chagas

Padre Zaelton Nascimento

São Pedro, Comunidade Rainha do Mundo, quarta, 29 de julho às19h30

Carmelo de Nazaré, sexta, 31 de julho às 07h

Capela do Carmo, sábado, 1 de agosto às 17h

Santuário Bom Pastor, domingo, 2 de agosto às 9h

São Pedro, Praia do Suá, domingo, 2 de agosto às 19h30

Basílica Santo Antônio, quarta, 12 de agosto às 19h.

A Pastoral da Comunicação é uma pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das relações humanas, da organização solidária

O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil nos apresenta que a “Pascom estrutura-se a partir dos documentos da Igreja, dos estudos e pesquisas na área da comunicação e das práticas comunicativas vividas e experienciadas pelas comunidades e grupos, convertendo-se em um eixo transversal de todas as pastorais da Igreja. Para que a comunicação encontre espaços para anunciar a todos a Boa Nova de Jesus Cristo, é necessário que a Pascom ocupe um lugar específico de atuação na vida eclesial, que lhe permita irradiar as ações próprias do campo da comunicação com sentido pastoral. A expressão “Pastoral da Comunicação” nasce da junção de duas realidades que interagem reciprocamente: comunicação e pastoral. O universo da comunicação abrange as distintas dimensões da realidade humana, enquanto o universo da pastoral envolve a dimensão sócio eclesial, relacionada aos diferentes ambientes da Igreja em sua missão de evangelizar.” (Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, n. 244)

As ações comunicativas da Pascom ganham sentido na medida em que colaboram com a ação evangelizadora da Igreja, pois “a evangelização, anúncio do Reino, é comunicação”. Contudo, não se pode reduzir essa pastoral aos meios de comunicação, pois ela é um elemento articulador da vida e das relações comunitárias. Ela favorece o cultivo do ser humano enquanto pessoa que comunica valores, vivenciados a partir da Palavra de Deus e da Eucaristia, pois o anúncio sempre deve ser acompanhado pelo testemunho: “O que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida (…) vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco”. (Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, n. 247)

Compreendendo a Pascom em sua abrangência, o Diretório (n. 248) traz algumas características se destacam: 1) colocar-se a serviço de todas as pastorais para dinamizar suas ações comunicativas; 2) promover o diálogo e a comunhão das diversas pastorais; 3) capacitar os agentes de todas as pastorais na área da comunicação, especialmente a catequese e a liturgia; 4) favorecer o diálogo entre a Igreja e os meios de comunicação; 5) envolver os profissionais e pesquisadores da comunicação nas reflexões da Igreja e 6) desenvolver as áreas da comunicação, como a imprensa, a publicidade e as relações públicas.

Fonte: https://pascombrasil.org.br/pascom/

Os Diáconos foram apresentados, acolhidos, ungidos e abençoados pelo Arcebispo e padres presentes à ordenação.

Teve conselho, teve descontração, teve carinho, teve emoção e choro, teve cotovelada no lugar do abraço, e teve, principalmente alegria, oração e fé na ordenação presbiteral dos neo-sacerdotes Alexandre Ferreira de Souza, Rafael Martins do Nascimento, Ricardo Petroni Smiderle Passamani, Rodrigo Chagas, Tárcio Rosa Siqueira e Zaelton da Costa Nascimento. A ordenação aconteceu na manhã de hoje, 25 de julho de 22 na Catedral de Vitória.

Os Diáconos foram apresentados, acolhidos, ungidos e abençoados pelo Arcebispo e padres presentes à ordenação.

A participação dos fiéis, devido à pandemia do coronavírus, foi acompanhando pelas redes sociais, Rádio América e TVE. Na Catedral a presença dos padres, diáconos, seminaristas e alguns familiares dos novos padres, obedecendo às normas sanitárias de saúde.

O rito de ordenação (conforme descrito abaixo) prevê que o bispo interrogue a quem apresenta os diáconos, sobre a dignidade dos mesmos. Assim fez dom Dario Campos, arcebispo de Vitória quando padre Jorge Campos, reitor do Seminário pediu a ordenação. Mas dom Dario perguntou também aos presentes se desejavam a ordenação. A Catedral encheu-se de aplausos confirmando que a assembleia os achava dignos do ministério. Dom Dario deu então sequência à missa e rito de ordenação. 

Alguns momentos foram bastante emocionantes, entre eles o abraço à família e o momento em que mães desataram a toalha cingida pelo Arcebispo após a unção das mãos. 

Na homilia dom Dario fez algumas recomendações e pediu que sejam verdadeiros seguidores de Jesus, colaboradores do bispo, sintonizados com o Papa e amigos dos padres.  Leia a homilia na íntegra no anexo.

O rito de ordenação é composto de 5 partes:

1. Apresentação dos diáconos e pedido de ordenação. Momento em que o bispo ordenante interroga quem apresenta o candidato sobre a dignidade do mesmo.

2. O diácono é interrogado pelo bispo sobre suas disposições para a missão, sendo a última pergunta sobre a promessa de obediência ao bispo.

3. Prostrado por terra o diácono escuta da assembleia a ladainha a todos os santos. Pedido para que Deus derrame sua graça sobre o ordenando.

4. Imposição das mãos do bispo e dos presbíteros e depois a oração consecratória ou de ordenação: 

Assisti-nos, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, autor da dignidade humana e distribuidor de todas as graças, que dais crescimento e vigor a todas as coisas, e, para formar um povo sacerdotal, estabeleceis, em diversas ordens, os ministros de Jesus Cristo, vosso Filho, pela força do Espírito Santo.

Já no Antigo Testamento, em sinais prefigurativos surgiram vários ofícios por vós instituídos, de modo que, tendo à frente Moisés e Aarão, para guiar e santificar o vosso povo, lhes destes colaboradores de menor ordem e dignidade.

Assim, no deserto, comunicastes a setenta homens prudentes o espírito dado a Moisés que, com o auxílio deles, pode mais facilmente governar o vosso povo.

Do mesmo modo, derramaste copiosamente sobres os filhos de Aarão da plenitude concedida a seu pai, para que o serviço dos sacerdotes segundo a Lei fosse suficiente para os sacrifícios do tabernáculo, que eram sobra dos bons futuros.

Na plenitude dos tempos, Pai santo, enviaste ao mundo o vosso Filho, Jesus, Apóstolo e Pontifíce da nossa fé. Ele, pelo Espírito Santo a vós se oferecei na cruz, como hóstia pura, e fez os seus Apóstolos, santificados na verdade, participantes de sua missão, e lhes destes colaboradores para anunciar e consumar em todo o mundo a obra da salvação.

Concedei também, agora, à nossa fraqueza, este colaborador, de que tanto necessitamos no exercício do sacerdócio apostólico.

Nós vos pedimos, Pai todo-poderoso, constituí este vosso Espírito de santidade, obtenha ele, ó Deus, o segundo grau da Ordem sacerdotal, que de vós procede, e sua vida seja exemplo para todos.

Seja ele cooperador zeloso de nossa Ordem episcopal para que as palavras do Evangelho, caindo nos corações humanos através de sua pregação, possam dar muitos frutos e chegar até os confins da terra, com a graça do Espírito Santo.

Seja ele juntamente conosco fiel dispensador dos vossos mistérios, de modo que o vosso povo renasça pela água da regeneração, ganhe novas forças do vosso altar, os pecadores sejam reconciliados, e os enfermos se reanimem.

Esteja ele sempre unido a nós, Senhor, para implorar a vossa misericórdia em favor do povo a ele confiado e em favor de todo o mundo.

Assim todas as nações, reunidas em Cristo Jesus, se convertam em um só povo, para a consumação do vosso Reino.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

5. O neo-sacerdote é revestido com a estola e a casula

6. O bispo unge as mãos do neo-sacerdote com o óleo da crisma e cinge-as com uma toalha. A toalha é desatada pela mãe ou a pessoa a quem o neo-sacerdote quer dar a primeira bênção e esta a guardará até à sua morte, quando a toalha deverá ser colocada no caixão.

Anexos