Notícias da Arquidiocese

Na tarde de hoje, (28) Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória – ES, divulgou o nome do padre que será o novo Administrador Paroquial

Na tarde de hoje, (28) Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória – ES, divulgou o nome do padre que será o novo Administrador Paroquial da Paróquia Santa Luzia, no Barro Vermelho em Vitória.

Pe. Vandaike Costa Araújo, vigário da Paróquia da Ressurreição em Goiabeiras, será o novo Administrador Paroquial da Paróquia Santa Luzia. Em breve será divulgado a data de sua posse.

 

Na manhã de hoje (27), por volta das 11 horas, os diáconos transitórios Éder Hofmann, Paulo Mercedes de Amorim e o Pe. Ermindo Raposo,
Padre Ermindo Raposo, Diáconos transitórios Éder Hofmann, Paulo Mercedes de Amorim no Aeroporto rumo ao Pará

Na manhã de hoje (27), por volta das 11 horas, os diáconos transitórios Éder Hofmann, Paulo Mercedes de Amorim e o Pe. Ermindo Raposo, embarcaram para o período de Missões na diocese de Conceição do Araguaia, no Estado do Pará.  Serão seis meses, de serviço missionário.

“Estamos muito felizes e gratos a Deus pela oportunidade de servir em missão, esperamos que seja um tempo frutuoso de aprendizado e serviço”, destaca o diácono transitório Éder Hofmann

A Diocese de Conceição do Araguaia, está localizada no Sul do Estado do Pará e tem atualmente dez paróquias. No ano de 1911 – período da borracha, dos garimpos e das madeireiras no Brasil – foi criada como prelazia de Conceição, se tornando uma Diocese em 1979, pelo então Papa João Paulo II. Segundo dados do Censo de 2010 do IBGE a região é extensa territorialmente com cerca de 52.465 KM e 333.760 habitantes.

Dentro deste contexto de uma Igreja em saída e missionária,  Papa Francisco nos ensina que “a Igreja somos nós, assim, “somos chamados a esta nova saída missionária” (EG20). A missão é o máximo desafio da Igreja, é evangelizar a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnância, sem medo.”

 

   No próximo domingo (30), às 8h, a missa na Catedral de Vitória será uma celebração especial para marcar a reinício dos trabalhos das
Encontros da Pastoral da Pessoa Idosa deixaram de acontecer nos últimos dois anos por conta da pandemia

 

 No próximo domingo (30), às 8h, a missa na Catedral de Vitória será uma celebração especial para marcar a reinício dos trabalhos das pastorais sociais da Arquidiocese de Vitória.

O ano que começa traz pela frente grandes desafios para nossas pastorais, diante do quadro de crise de saúde, social e econômica que a pandemia tem provocado em nosso País. Algumas delas estiveram com atividades quase paralisadas, por conta do risco de contaminações, como foi o caso da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI).

A celebração de domingo será realizada pelo arcebispo Dom Dario Campos e terá como tema a lembrança do trabalho feito pelos profetas de ontem e de hoje. “Vamos relembrar pessoas, profetas de nosso tempo, que foram atuantes na luta pela criação destas pastorais em nosso País e no Estado. Ou que tiveram marcante atuação em prol dos direitos humanos e dos mais carentes”, explicou Adriana Nunes Oliveira, coordenadora da PPI.

Ela também destacou que enquanto alguns grupos de trabalho foram afetados pela pandemia, outros se tornaram ainda mais atuantes nesse tempo, como a Pastoral do Povo da Rua, desafiada a fazer muito mais no cuidado de quem está exposto a contaminações nas ruas e privado de proteção.

“Creio que será uma missa diferente de outros anos. Queremos que seja um ato de retomada, com empolgação e um novo ânimo para que todos se disponham para o trabalho”, incentiva Adriana.

 

Pe. Kelder Brandão / Crédito: João Paulo Rocetti

Para o Pe. Kelder Brandão, um dos coordenadores do Vicariato para Ação Social e Política Ecumênica, todas as pastorais estão focadas num esforço de realizar muito mais neste novo ano, já que algumas estiveram impossibilitadas de atuar. “Temos visto uma necessidade muito grande das pessoas por ajuda e a igreja está aqui para acolher os que precisam”.

Caros Párocos, Vigários, Administradores Paroquiais, Diáconos e Leigos e Leigas das Paróquias da Área Pastoral de Vitória ​ Conforme foi noticiado, a Prefeitura Municipal

Caros Párocos, Vigários, Administradores Paroquiais, Diáconos e Leigos e Leigas das Paróquias da Área Pastoral de Vitória

Conforme foi noticiado, a Prefeitura Municipal de Vitória alterou as datas dos desfiles de carnaval no município, atendendo às normas sanitárias e econômicas, devido a pandemia intensificada pela variante Ômicron do vírus. A mudança é indicada como uma medida importante para o controle pandêmico.

A Arquidiocese de Vitória soube da mudança e as datas propostas: 07,08 e 09 de Abril, que convergem com o nosso calendário, coincidindo com o final da Quaresma e o início da Semana Santa.

Contudo, isso não deve nos afetar ou confundir, enfraquecendo o nosso Espírito Quaresmal e, tão pouco, desviar o nosso caminhar para uma Semana Santa dentro do Espírito Evangélico. Muito pelo contrário, devemos celebrar com profunda piedade, reverencia e amor esse Tempo Sagrado, no qual vivenciamos e fazemos memória do coração de nossa experiência de Fé que é a Paixão Morte e Ressurreição do Senhor.

Certos que podemos contar sempre com o empenho e com o compromisso evangelizador de cada Presbítero, Diácono, Leigos e Leigas de nossa Área Pastoral de Vitória.

Nos despedimos, em Jesus Cristo Nosso Senhor

Pe. Renato Criste Crove

Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Diante do crescente número de visitantes e turistas que acorrem ao principal ponto turístico, religioso e histórico do Espírito Santo, a fraternidade franciscana do

Diante do crescente número de visitantes e turistas que acorrem ao principal ponto turístico, religioso e histórico do Espírito Santo, a fraternidade franciscana do Convento da Penha, vai ampliar o horário de funcionamento e realizar mais Missas no Campinho até o carnaval. A iniciativa tem o objetivo de acolher ainda mais os peregrinos e fiéis que muitas vezes viajam de outros estados e até de outros países e desejam conhecer um dos Santuários Marianos mais importantes do Brasil.

A medida passa a valer a partir do próximo sábado, dia 15 de janeiro, assim os turistas que estão de passagem pela Grande Vitória, podem aproveitar as praias capixabas ou os outros pontos turísticos e subirem ao Convento no mesmo dia, por exemplo, para a celebração da Santa Eucaristia.

De acordo com o Guardião do Convento, Frei Djalmo Fuck, a ideia é possibilitar aos fiéis mais horários de Missas e aumentar não só a quantidade de visitantes como distribuí-los em mais tempo de funcionamento. “Na prática, havia um espaçamento muito grande entre uma Missa e outra, agora nós vamos possibilitar mais horários, caso alguém perca uma Missa, pode subir até a Capela para rezar e quando estiver descendo, pode participar de uma Missa”, comentou Frei Djalmo.

Frei Djalmo reiterou que só foi possível planejar os novos horários de funcionamento do Convento porque as condições sanitárias permitiram, uma vez que a quantidade de pessoas vacinadas é satisfatória. “Graças a Deus muitas pessoas aderiram à vacinação contra a covid-19, e com isso a gente conseguiu pensar em uma programação de verão, ao menos até o carnaval, para acolher melhor as pessoas. A vacina é importante pois nos dá essa segurança em avançarmos, devagar, com cautela, com cuidado, em novas atividades em novos horários”, explica.

Os frades não descartam a possibilidade de estender os novos horários mesmo com o fim do verão. Há expectativa que até a Festa da Penha (neste ano realizada de 17 a 25 de abril) o Convento continue a oferecer mais celebrações eucarísticas e horários mais estendidos para visitação. “Temos uma reunião com a comissão organizadora da Festa da Penha no início de fevereiro, lá vamos analisar o cenário atual da pandemia no Espírito Santo e diante disso será possível planejar alguns passos importantes”, disse Frei Djalmo Fuck.

Uma outra novidade anunciada pelo novo Guardião e Reitor do Convento da Penha, é a realização de algumas Missas na Capela no alto do Convento. “Por enquanto nós ainda vamos fazer aqui no Campinho as Missas, mas nosso desejo é que aos poucos, na medida do possível, se a gente se cuidar, fazermos nossas celebrações lá dentro do Santuário, enquanto isso ainda não for possível, vamos fazer as nossas celebrações das Missas no Campinho”, finalizou Frei Dalmo.

Missas presenciais no Campinho

Segunda a sexta
7h, 9h, 10h30, 15h (também transmitida pelas redes sociais) e 17h

Sábados
7h, 9h, 10h30, 15h (também transmitida pelas redes sociais), 17h e 19h

Domingos
5h, 7h, 9h (também transmitida pelas redes sociais), 10h30, 15h e 17h

Confissões (sem necessidade de agendamento)

Diariamente
8h30 às 11h e 14h às 16h

Portão de acesso ao Campinho

Segunda a sexta
6h às 17h30

Sábado
6h às 19h30

Domingo
4h às 17h30

Visitas ao Santuário

Segunda a sábado
A Capela fica aberta ao público de 6h às 17h30, apenas para oração pessoal e visitação.

Domingos
A Capela fica aberta ao público de 4h às 17h30, apenas para oração pessoal e visitação.

Secretaria e Sala dos Milagres

Diariamente
8h às 16h

Lanchonete

Segunda a sábado
8h às 16h

Domingos
8h às 17h

Capela de São Francisco

Diariamente
7h às 17h

Vans de transporte

Segunda a sexta
6h às 18h30

Sábado
6h às 20h30

Domingo
4h30 às 18h30

Subida de automóveis

Acesso liberado aos primeiros quarenta (40) automóveis que chegarem para a Missa das 7h (de segunda a sábado) e Missa das 5h (aos domingos), após este horário ou atingindo o limite de vagas, a subida de automóveis ficará restrita àqueles que estiverem transportando bebês de colo, idosos com dificuldade de locomoção e portadores de necessidades especiais. As vans funcionam normalmente.

Durante as Missas não é permitida a subida de automóveis ainda que estejam nas condições permitidas acima.

É importante ressaltar o uso obrigatório de máscara, álcool (em gel ou 70%) e o distanciamento social.

Orientações gerais

– Insolação: O Campinho não conta com muitos espaços sombreados e, à medida que os relógios avançam, o sol se torna mais marcante. Diante disso, nas Missas realizadas no período em que há maior incidência de sol, para diminuir o efeito da insolação, sugerimos que os fiéis utilizem bonés, chapéus ou mesmo sombrinhas.

– Devotos e visitantes: Ao Convento se dirigem pessoas com diversas motivações. Merece destaque o sem número de pessoas que sobem a Montanha Sagrada para o encontro com o Senhor; ao mesmo tempo, nota-se crescente frequência dos que sobem com objetivos de recreação e turismo, especialmente a partir da metade da manhã. Aos que visitam o Convento para a prática de atividade física, ressaltamos: respeite sempre o fiel devoto e o espaço religioso.

– Visitas seguras: Mesmo se tratando de espaço aberto, há alerta ao povo quanto à obrigatoriedade do uso da máscara, além do distanciamento e uso de álcool em geral. Por isso, para tirar uma foto, por exemplo, os visitantes podem tirar a máscara, para a comunhão também. Já noutros momentos, o uso da máscara é indispensável.

– Clima de oração: Uma vez que a Capela está aberta apenas para visitação e oração pessoal, atenção ao clima de oração e recolhimento que o próprio local sugere. Ao visitar o interior da Capela de Nossa Senhora da Penha, mantenha o silêncio. Ah, e cuidado com os trajes! Não é permitido acessar o Santuário utilizando roupas de banho ou trajes inadequados para o ambiente.

 

Com informações do site do Convento da Penha

Após dois anos sem atendimento – devido a pandemia de Covid-19 – o barco hospital Laguna Negra vai voltar no mês de maio a

Após dois anos sem atendimento – devido a pandemia de Covid-19 – o barco hospital Laguna Negra vai voltar no mês de maio a assistir à população ribeirinha da Prelazia de Lábrea. O trabalho é realizado em uma parceria da Comunidade Epifania com a Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea e são arrecadados medicamentos e acolhidos os profissionais da saúde para o atendimento dos irmãos necessitados.

Segundo Maria Amélia Carrera, conhecida como Amelinha e coordenadora da Comunidade Epifania, o cenário da pandemia na região é de controle e assim como aqui no Estado, a vacinação já está bem avançada com um número baixo de casos graves. No momento as inscrições estão abertas para profissionais da saúde voluntários como médicos, dentistas, enfermeiros, entre outros: “todos os voluntários vão estar vacinados e vamos usar máscara e cumprir os protocolos de segurança”, destaca.

O atendimento deste ano vai acontecer em 04 etapas, pois a prelazia tem 04 municípios: Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá. “Atendemos as comunidades ribeirinhas durante 15 dias em cada município, não paramos na sede do município e a inscrição é para cada missão. O profissional escolhe a etapa que vai poder. Claro que temos vários profissionais que já foram nos anos anteriores e já estão se inscrevendo para esse ano”.

Em setembro de 2007 começou o trabalho do Laguna Negra na Prelazia de Lábrea, atendendo indígenas, ribeirinhos e mestiços com o objetivo de levar a Boa Nova de Jesus Cristo. O Barco Hospital possui dois consultórios médicos e um odontológico para o atendimento de toda população ribeirinha. Alguns locais são de difícil acesso e este acontece apenas por canoas.

“Na maioria das comunidades que vamos é o único contato que eles têm com médicos e dentistas. E também na questão de evangelização, normalmente eles têm uma missa por ano e quando passamos levamos também sacerdotes que celebram a missa. É sempre um dia de festa na comunidade, vira feriado”, enfatiza Amelinha.

Os profissionais que desejam se inscrever para a missão podem fazer no site na Comunidade Epifania onde está disponível o formulário para inscrição. Nesta quarta-feira (12) também será enviada uma carta para todas as paróquias da Arquidiocese de Vitória falando sobre este retorno e a importância dos voluntários.

Para entender a organização estrutural da Arquidiocese de Vitória, é necessário compreender antes o que é uma Arquidiocese. A Arquidiocese de Vitória é composta

Para entender a organização estrutural da Arquidiocese de Vitória, é necessário compreender antes o que é uma Arquidiocese.

A Arquidiocese de Vitória é composta por 15 municípios. Esse território começa em Anchieta, passa por Alfredo Chaves, Guarapari, Brejetuba, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Fundão, Serra, Vila Velha, Cariacica, Viana e Vitória.

Ela  detém o maior contingente populacional, contando com 53% da população do estado do Espírito Santo. Enquanto o restante da população está dividida nas outras três dioceses (Colatina, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim).

A Arquidiocese de Vitória está localizada na porção central do Estado. A Diocese de Cachoeiro está mais na porção o sul, São Mateus na porção norte e Colatina na porção noroeste.

Segundo Sérgio Murilo, administrador da Arquidiocese de Vitória, “Arqui” vem do grego que significa primeiro, “Arci” ou “Arqui”, foi a primeira que foi constituída. Quando essa primeira Diocese que foi constituída numa determinada região geográfica, é desmembrada e criam-se novas circunscrições,  as novas recebem o nome de Diocese, e aquela que que lhes deu origem recebe o nome de Arquidiocese. Por ser a primeira ela se torna uma espécie de referência, porque é a mãe, para as demais que foram criadas posteriormente”. 

Diocese ou Arquidiocese é um limite territorial, é uma circunscrição eclesial que é dada a um bispo para ele pastorear a porção do Povo de Deus que vive naquele território, naqueles limites geográficos.A Diocese ou Arquidiocese cria, então, uma estrutura onde acontece toda a ação evangelizadora, administrativa, pastoral e judicial canônica.

Cúria

A estrutura de governo, que vai gerir todas as ações que serão desenvolvidas nessas circuncisão.

“Uma Cúria é para a Igreja assim como a prefeitura é para a cidade, estrutura de governo. Como numa prefeitura existem diversas secretarias, que vão atuar em atividades específicas, próprias, afins daquela administração, assim também a estrutura de governo, da Diocese ou Arquidiocese, possui diversas áreas de ações” , relata Sérgio Murilo.

O Código de Direito Canônico – Cân. 469, trás a definição de Cúria: A cúria diocesana compõe-se das instituições e pessoas que prestam serviço ao Bispo diocesano no governo de toda a diocese, principalmente na direção da ação pastoral, na administração da diocese e no exercício do poder judicial.

“O bispo detém nele o poder executivo, o poder legislativo e o poder judiciário. Dizemos que o bispo é para a Igreja pastor, juiz e administrador. Ele exerce esses três múnus no governo de uma Diocese ou Arquidiocese”, comenta Sérgio.

Toda Cúria, seja ela metropolitana ou diocesana, vai estar sempre organizada nesses três setores: setor pastoral, setor jurídico e setor administrativo.

Como identificar essas três áreas dentro de uma Cúria?

 O Departamento Pastoral, representa esse segmento, essa direção da ação pastoral e representa o bispo pastor. O departamento pastoral, vai ter as comissões pastorais. O bispo nomeia um padre que vai com ele organizar, dinamizar, animar, toda essa ação pastoral. E esse padre por sua vez, através dessas comissões pastorais vai especificar as ações. A Arquidiocese de Vitória possui  9 comissões pastorais. Dentro de cada comissão, tem um padre, um diácono ou um leigo responsável. Que depois se concretizam nas áreas pastorais e nas paróquias. 

O Tribunal Eclesiástico, representa o bispo juiz. Tribunal eclesiástico, tem toda uma organização. O bispo constitui na sua Arquidiocese um Vigário judicial, e esse tribunal cuida das questões canônicas da Igreja. Não é um tribunal voltado para questões cíveis, trabalhistas, patrimoniais… O tribunal é composto por um vigário judicial, os juízes, os defensores do vínculo, os advogados, e os promotores.

A Mitra Arquidiocesana, é o setor administrativo, representa o bispo administrador. A mitra arquidiocesana, se desdobra em departamentos, que vão cuidar da administração da Igreja. É composto pelo departamento pessoal, financeiro, contábil, patrimonial, marketing e comunicação, o departamento jurídico (cível) e o centro de documentação e informação. Tudo isso voltado não para a própria Cúria, mas para as ações pastorais, jurídicas e administrativas que vão acontecer nas nossas comunidades e paróquias.

São três setores bem definidos e cada um com uma missão específica. 

“A Cúria não é simplesmente uma estrutura burocrática voltada para ela mesma, ela se insere na ação evangelizadora da diocese e da arquidiocese. Ela está a serviço. Todos que trabalham nesse local, trabalham em prol das paróquias, para as comunidades, para aquilo que acontece no dia a dia da vida da Igreja”, relata Sérgio Murilo. 

Assim, Arquidiocese é o conjunto, é tudo o que acontece nesse território delimitado pela Igreja e entregue à ação do bispo. A Cúria é a estrutura de governo, que, com seus setores organiza essa ação. As ações vão acontecer, nas comunidades, nas paróquias, mas a Cúria é quem organiza.

Em 2005 foi criado na Arquidiocese de Vitória o Centro de Documentação (CEDOC). Antes dele o que existia era um arquivo histórico onde eram

Em 2005 foi criado na Arquidiocese de Vitória o Centro de Documentação (CEDOC). Antes dele o que existia era um arquivo histórico onde eram guardados os livros mais antigos, porém a história da Igreja não é recente, pois ela está presente do estado desde 1535 e por esse motivo muitos documentos foram para Portugal, Bahia e Rio de Janeiro, consideradas dioceses mães da nossa Arquidiocese.

Com a criação do CEDOC essa documentação passou a ficar centralizada num único e adequado local para que haja preservação da história e da memória, além de facilitar a pesquisa. Segundo a Coordenadora do CEDOC, Giovanna Valfré é, o local foi criado para “preservação acima de qualquer coisa e para que não perdêssemos mais informações para que todos os livros e documentos que a Arquidiocese guarda fossem preservados e organizados no acervo”.

A coordenadora do Centro de Documentação compara o processo de reparo feito nos documentos a uma consulta médica “é como se uma pessoa chegasse num centro de saúde” diz Giovanna, “pois quando um documento novo chega ao local ele passa por um diagnóstico que demonstra o estado atual do documento, se ele tem ataque de broca, se ele tem ataque de cupim, se ele tem paginas rasgadas ou perdidas” além de outras informações.

A partir desse diagnóstico é que será decidido se esse documento entrará para o acervo, porém antes de ser catalogado o livro passa por um processo de desinfecção e entra em quarentena de 21 dias para desinfecção. O reparo que é feito tem o objetivo de alinhar o livro e matar os focos de traças. Toda a manutenção é feita numa sala chamada de processamento técnico.

No diagnóstico a equipe do CEDOC decide, de acordo com as condições do livro, se ele poderá ser manuseado por terceiros ou somente por profissionais do Centro. Caso ele não possa ser manejado por questões de desgaste, somente a pessoa que faz a manutenção de 6 em 6 meses é que poderá tocar nele.

Todos os livros são fotografados, página por página, em equipamento apropriado e só depois disso eles são disponibilizados para pesquisa em arquivo digital, pois o arquivo físico não pode ser disponibilizado a fim de evitar outros danos aos livros já que a maior parte dos documentos são muito antigos e já sofrem com o desgaste do tempo.

O que pouca gente sabe é que também existe um arquivo com 12 mil fotografias antigas catalogadas e indexadas. Elas também estão em arquivo digital e as pessoas que “geralmente procuram são para trabalhos acadêmicos, as vezes jornalistas que, por exemplo, falarão sobre a visita do papa no jornal de domingo e etc”.

Outros pesquisadores que costumam buscar por fotografias são aqueles que pesquisam sobre as comunidades de base na Arquidiocese, já que aqui foi referência nesse assunto.

Curiosidade

1- Por que alguns livros são chamados de Livros Cartoriais?

Isso se dá, pois até a proclamação da República não havia cartórios no Brasil e a Igreja registrava as pessoas através dos sacramentos. Certidões extraídas desses livros (antes de 1899) têm valor de cartório.

2- Giovanna conta que entre os livros disponíveis no Centro “estão os de batismo, casamento, crisma, óbitos, visitas pastorais, entre outros. De 1821 para cá.”