Todos os anos com a chegada dos últimos meses do ano civil a expectativa para o Natal é grande – principalmente após o último ano em que as restrições causadas pela pandemia de Covid-19, muitas famílias precisaram ficar reclusas em seus lares e não puderam se reunir para a celebrar o nascimento do Menino Jesus. Desde o início de novembro muitas ruas e casas já se encontram totalmente decoradas com o tema natalino, porém segundo a tradição Cristã existe uma data certa para que este movimento se inicie: o primeiro dia do Advento, que neste ano será em 28 de novembro.

A publicitária Carleandra Romano está grávida de 21 semanas da Maria Alice e vivendo esta espera em sua gestação já enfeitou a casa desde o início deste mês. Ela conta que faz isso todos os anos, mesmo sabendo que a Igreja recomenda que se monte a árvore no início do Advento. O principal motivo de se preparar antes do período correto é ter a casa bonita e decorada por mais tempo para aguardar a chegada de Jesus:
“Para mim enfeitar a casa para o Natal é um momento de muita alegria, muita expectativa. Aguardo o ano inteiro por essa época. Entendo que a Igreja Católica tem um período e há 3 anos eu sou casada e tenho a minha casa e no ano passado assistindo uma missa eu vi um padre falando a data correta e eu já tinha montado a minha há semanas. Então eu sempre peço perdão por estar montando na data errada, mas meu motivo de montar antes é para ter mais tempo a casa enfeitada para a chegada de Jesus. Imagino que ele fique alegre por enfeitarmos nosso lar para o recebermos em seu nascimento, no Natal”.
O coordenador da Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Vitória, Padre Rodrigo Chagas, já detalhou que não é preciso ter pressa para montar a árvore de Natal e enfeitar a casa, pois o diferencial dos cristãos católicos, é viver o Advento a cada dia se preparando verdadeiramente para a chegada do Salvador, na noite do dia 24 de dezembro. Inclusive a orientação é decorar aos poucos começando no primeiro dia do Advento e conforme vai se aproximando o dia do Natal, decorando cada vez mais a casa “até chegar a grande noite em que Cristo, o Senhor, nasce no meio de nós”.
Uma família que espera o início do Advento para a começar sua decoração é a da jornalista Renata Rocha. Ela conta que os filhos Guilherme de 10 anos e Henrique de 7 anos desde o início de novembro, quando o comércio começa a motivar as pessoas ao consumo, já ficam ansiosos e sonhando com o dia de começarem a se preparar o Natal, mas ela os incentiva a esperarem e explica os motivos disso.
“A partir do primeiro dia nós fazemos toda a preparação com luzes na janela, montamos a árvore, os meninos fazem recadinhos e colocam na árvore. De um tempo para cá começamos a fazer um calendário de preparação para o Advento também. A cada dia nos propomos a fazer alguma coisa como rezar juntos em um dia, separar roupas e brinquedos para doação em outro, irmos à missa juntos, coisas que preparamos e que é uma surpresa pois cada dia tem um envelope lacrado. E é um tempo muito gostoso por que de verdade vamos nos preparando para receber Jesus em nossa casa no dia do Natal. Da mesma forma acontece com o presépio, nós o montamos e não colocamos o menino Jesus na manjedoura, somente no Natal, vivendo essa espera”.
E fique atento, pois para desmontar a Árvore de Natal e guardar toda a preparação Natalina também tem uma data certa recomendada: dia 06 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor aos Reis Magos. Nesta data a Igreja comemora a manifestação de Deus no meio de nós, pela vinda do seu próprio filho Jesus Cristo que chega neste mundo mostrando um novo caminho, a verdade e a vida.





















Aconteceu no último sábado o Encontro de Formação para novos agentes da Pastoral Carcerária na Arquidiocese de Vitória. O momento marcou uma renovação nos trabalhos, que ficaram paralisados após o início da pandemia de Covid-19. Segundo padre Vitor Noronha, Diretor Espiritual da Pastoral Carcerária, mais de 70 pessoas participaram dessa formação.
A Irmã Bárbara que é religiosa e atuou muitos anos na Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória, mora atualmente em Goiás e esteve no encontro conversando com todos os presentes. Ela afirma se sentiu muita alegria e ânimo de ver este novo momento e entendeu que a formação foi um momento profundo sobre a espiritualidade e missão da Pastoral Carcerária.
Ainda para a religiosa a espiritualidade da Pastoral Carcerária e sua missão foi um outro destaque na formação. “A espiritualidade é centrada em Jesus Cristo libertador, visa a pessoa encarcerada, enxergando-a como uma pessoa humana, como cada um de nós. A Pastoral Carcerária vai em nome de Deus para evangelizar. Centrada em Jesus Cristo, na compaixão, na misericórdia, na solidariedade. Uma evangelização que anuncia o reino e denuncia as maldades e a violação dos Direitos Humanos. Evangelizar e promover a dignidade humana”, conclui.
Uma das participantes e nova agente é Kamila Vieira de Moura, que é Mestranda em Política Social, conta que o chamado à Pastoral Carcerária surgiu a partir da ordenação do Padre Vitor e da divulgação dele nas comunidades sobre a importância dessa pastoral e a necessidade que havia em fortalece-la.
“Era uma pastoral que, apesar de nunca ter participado, já conhecia e sabia da sua importância em dois sentidos: o de levar o evangelho ao irmão excluído no cárcere e também de contribuir nessa realidade com denúncias e outras intervenções que buscassem a defesa dos direitos humanos daquelas pessoas. O sim para a pastoral foi uma união da admiração por esse trabalho mais a necessidade anunciada de agentes que estejam à serviço”.
A Arquidiocese de Vitória já fez o encaminhamento prático para que comunidades, paróquias com suas pastorais, movimentos, equipes e associações sejam ouvidos em suas percepções sobre a Igreja perante os desafios de hoje e, principalmente, a Igreja perante a missão de anunciar Jesus Cristo e ser Igreja em Saída, conforme tem pedido e insistido o Papa Francisco. É a chamada etapa da Escuta. Para preparar e esclarecer coordenadores e párocos para esta etapa, o departamento de pastoral organizou uma manhã de reflexão sobre todo o processo sinodal, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Aproveitando a data em que o COPAV (Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória) já tinha reunião agendada, o departamento de pastoral, decidiu fazer o chamado COPAV Ampliado, denominação utilizada na Arquidiocese quando o Conselho Pastoral abre espaço para a participação de outras coordenações arquidiocesanas. A ampliação de hoje foi para padres e diáconos.
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