Notícias da Arquidiocese

Acontece hoje (29), na Catedral de Vitória a tradicional Celebração Penitencial do Clero, presidida por Dom Dario Campos, a partir das 19h30. Segundo padre

Acontece hoje (29), na Catedral de Vitória a tradicional Celebração Penitencial do Clero, presidida por Dom Dario Campos, a partir das 19h30. Segundo padre Diego Carvalho que é o Representante dos Presbíteros da Arquidiocese de Vitória será realizado um momento penitencial e de reflexão, mas sobretudo um momento de busca de Deus para religiosos, sacerdotes, seminaristas, freiras e diáconos. E todos estão convidados para esta oportunidade de reflexão do servir de cada um e ao mesmo tempo de reconhecimento da humanidade buscando pontuar onde precisamos melhorar.

“Então a noite penitencial tem esse caráter que é levar os religiosos à reflexão. Quem somos e o que podemos ser? Uma vez que somos instrumentos nas mãos de Deus para ajudar as outras pessoas a também se aproximarem de Deus. Essa celebração penitencial vai nos preparar para iniciar esse tempo tão bonito da nossa Fé Católica que é o Advento, em preparação para o Natal de Jesus Cristo. E Natal é tempo de renovo, tempo de esperança, tempo de realizações”.

Para padre Diego Carvalho essa noite penitencial é uma resposta também para o questionamento que os religiosos dentro de si sobre o individualismo. “Nós não podemos de forma alguma nos afastarmos do outro. Somos chamados a viver esse momento de penitência, mas também de encontro com Deus, com o irmão e conosco. E tudo isso em uma noite celebrativa, uma noite de busca de Deus, do encontro com Deus para levarmos Deus também às pessoas”.

Ele também conta que uma curiosidade que existe entre os fiéis e que uma vez ele foi perguntado é se padre também se confessa e freira se confessa. “E a resposta é sim. Todos nós nos confessamos, porque nós precisamos da Graça de Deus, porque pecamos, somos todos humanos. Essa noite penitencial vem como uma pausa, para revigorarmos nossas forças para servirmos melhor nossas comunidades nesse novo ano litúrgico que se inicia,” encerra o representante dos presbíteros.

 

Frei Paulo Roberto Pereira, guardião do Convento da Penha, foi eleito para o serviço de Ministro Provincial da Província Imaculada Conceição, para o sexênio

Frei Paulo Roberto Pereira, guardião do Convento da Penha, foi eleito para o serviço de Ministro Provincial da Província Imaculada Conceição, para o sexênio 2022-2027 em segundo escrutínio, quando obteve a maioria absoluta (mais do que a metade dos votos, num total de 56).

O Ministro Provincial é o responsável por servir os irmãos da Província, como disse  o Visitador, Frei César Külkamp, que presidiu a celebração de tomada de posse de frei Paulo: “Que essa Palavra continue inspirando a cada um de nós, membros da Província, da Ordem dos Frades Menores, em especial você, Frei Paulo, que recebeu hoje esse encargo, esta tarefa de servir aos seus irmãos”. Na mesma cerimônia de posse, frei Paulo fez sua profissão de fé: “Eu, Frei Paulo Roberto Pereira creio e professo todos e cada um dos artigos contidos no símbolo da fé, a saber: Creio em um só Deus, Todo-Poderoso (…) Também, firmemente aceito e guardo todas e cada uma das coisas referentes à doutrina da fé e costumes, quer sejam pela Igreja definidas por um solene pronunciamento, quer sejam sustentadas e declaradas pelo magistério ordinário – da maneira que pela mesma Igreja são propostas, principalmente aquilo que se refere ao ministério da Santa Igreja de Cristo, aos Sacramentos da mesma, ao Sacrifício da Missa, e ao Primado do Romano Pontífice”.

A Arquidiocese de Vitória agradece ao frei Paulo pelo trabalho evangelizador que realizou na área pastoral Vila Velha e nos últimos anos como guardião no Convento da Penha e deseja que sua nova missão seja realizada na alegria deixando-se guiar pelo Espírito Santo de Deus.

 

A Novena de Natal tem como objetivo intensificar a oração dos fiéis nos 9 dias que antecedem a Festa de Nascimento de Jesus. Por

A Novena de Natal tem como objetivo intensificar a oração dos fiéis nos 9 dias que antecedem a Festa de Nascimento de Jesus. Por isso, a tradição diz que deve ser iniciada no dia 16 de dezembro e terminar no dia 24.

Como diz, também, a tradição a novena surgiu durante o tempo que os discípulos e Nossa Senhora esperaram, em oração, entre a Ascensão de Jesus e a vinda do Espírito Santo. A partir desta experiência os cristãos estabeleceram o prazo de 9 dias para intensificar as orações de pedidos, ação de graças e louvor a Deus.

A Arquidiocese de Vitória prepara todos os anos um livreto com a Novena de Natal que fica à disposição de grupos de Círculos Bíblicos e outros. O objetivo é ajudar os fiéis a se prepararem para o Natal.

Hoje, 25 de novembro de 2021 às 19h30, Pe. Claudio Alves Moreira, coordenador do Círculo Bíblico, apresentou ao final da missa, na paróquia Santíssima Trindade, a Novena de Natal para este ano.

Ainda vivendo um tempo de insegurança devido ao coronavírus, a missa foi transmitida pelo canal da Arquidiocese de Vitória no youtube e assim pode ser acompanhada por mais fiéis. Um grupo de paroquianos acompanhou de maneira presencial.

Um breve diálogo entre o padre Claudio, Maria da Luz Fernandes, membro da equipe que prepara o Círculo Bíblico e Elizabeth Erlacher Ramos, liderança paroquial, marcou o evento com expressões pela alegria de produzir este material, preocupações para conseguir propor roteiros que toquem a vida das pessoas e as ajudem a rezar, explicação sobre objetivos da novena, como os textos foram escolhidos e produzidos e como deve ser feita a novena.

Pe. Claudio incentivou os fiéis a realizarem a novena, rezando em família, grupo ou comunidade e anunciou que os livros da novena já estão nas paróquias e comunidades e também disponíveis no site da Arquidiocese.

Estamos perto e ao mesmo tempo ainda distante do dia 16 de dezembro, porque, então apresentar a Novena hoje se ela começa no dia 16?

A Novena de Natal é realizada nos Círculos Bíblicos que se reúnem uma vez por semana ao longo do ano. Este costume introduziu a mesma  dinâmica para a Novena e, por isso, muitos grupos fazem a novena uma vez por semana, começando, portanto, antes de dia 16. A recomendação contudo, é de que não se faça a Novena antes do início do Tempo do Advento.

Para aqueles que irão fazer um encontro por semana e para aqueles que farão diariamente a partir de dia 16 , o material já está disponível nas paróquias que adquiriram e no site da Arquidiocese. Só entrar no site aves.org.br clicar em publicações, Círculo Bíblico e depois novena de Natal.

Que este seja um momento importante na caminhada de fé pessoal e comunitária de todos nós. Preparemos a visita do Senhor.

Arquivo completo da Novena:

Novena_Nata2021 completa

No próximo dia 11 de dezembro acontecerá a Missa de instalação do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no

No próximo dia 11 de dezembro acontecerá a Missa de instalação do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Santuário Divino Espírito Santo, em Vila Velha, às 10h. O momento marcará as atividades que foram realizadas ao longo deste ano e será uma Ação de Graças marcando este novo momento para a Igreja no Espírito Santo.

Em uma carta enviada aos bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, leigos e leigas e todo o povo de Deus, Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória e Presidente do Regional Leste 3 afirmou que a instalação deste regional “é uma realidade que foi desejada ao longo de todos esses anos de evangelização no solo espírito-santense. Deus nos agraciou com este Regional em tempos tão desafiantes, a exemplo da pandemia que estamos enfrentando”.

Antes da criação deste novo regional, o Leste 3, que é composto pela Arquidiocese de Vitória e as Dioceses de Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus, a CNBB possuía 18 regionais onde se reproduz a estrutura de organização da sede da Conferência, contando com presidência e bispos referenciais das diversas áreas da ação evangelizadora da Igreja. Além disso, cada uma das unidades conta com sede e colaboradores para agilizar a organização da administração e da contabilidade, contando ainda com um secretário-executivo.

O Estatuto da CNBB, no que se trata dos CONSELHOS EPISCOPAIS REGIONAIS, diz que “a CNBB funciona nas regiões delimitadas pela Assembleia Geral, por meio dos Conselhos Episcopais Regionais, formados de todos os membros da CNBB domiciliados na região e estes Conselhos Episcopais Regionais atuam também por meio de órgãos e entidades por eles instituídos”.

Sobre a competência de cada Regional está: fomentar o afeto  colegial,  o  relacionamento,  a  ajuda  recíproca  e  solidária  e  a  ação  comum entre os Bispos da região; promover a aplicação das diretrizes emanadas da Santa Sé e da CNBB; planejar e promover a Pastoral Orgânica regional, em sintonia com a nacional; coordenar  as  atividades  regionais  com  as  nacionais  da  CNBB,  mantendo  com  esta  a  comunhão eclesial e a co-responsabilidade pastoral; estudar assuntos de interesse  eclesial  e  social  da  região,  posicionar-se  e  atuar  junto  ao  poder  público,  a  serviço  do  bem  comum,  e  dar  conhecimento  disso  à  Presidência  da  CNBB;

Sobre o Regional Leste 3

Antes de ser criado um novo regional da CNBB, a Província Eclesiástica do Espírito Santo pertencia ao Regional Leste 2 onde está toda a Igreja do estado de Minas Gerais. A aprovação do Leste 3 aconteceu em uma reunião virtual dos bispos do Brasil para a 58ª Assembleia Geral da CNBB, no dia 14 de abril de 2021. A votação contou com 252 votos de aprovação, 6 não e 12 abstenções. O resultado foi comemorado por todo episcopado mineiro e capixaba.

O desejo da criação de um novo regional nasceu a partir da reflexão dos bispos e das forças da Igreja do Espírito Santo que sentiram a necessidade de tratar questões regionais que impactam diretamente a ação evangelizadora neste território. Entre as justificativas foi apresentado que “a província de Vitória está geograficamente distante da Sede do Regional Leste 2 (Belo Horizonte) e que das 32 Arqui(Dioceses) do Regional Leste 2, 28 são de Minas que na maioria das vezes tratam de questões e preocupações próprias, nem sempre condizentes com as demandas e necessidades particulares da Igreja do Espírito Santo”.

Também foi colocado que “conscientes de que o Regional Leste 3 será o menor regional da CNBB, existe a certeza de que há um modo de ser Igreja peculiar no Estado do Espírito Santo e criando este novo regional esta alcançaria mais visibilidade e sua ação poderia contribuir muito e ajudar a inspirar a ação evangelizadora de toda Igreja no Brasil”. Entre as oportunidades apresentadas na análise SWOT está que a criação do Regional Leste 3 favorecerá a criação de novas Dioceses; as formações atingirão um maior número de agentes de evangelização, uma vez que as distancias serão encurtadas e será favorecida a organização de todas as coordenações de organismos, equipes de serviço e movimentos do Regional L3.

Sobre a missa

Devido a pandemia o espaço só poderá comportar 800 pessoas sentadas com distanciamento necessário e para isso foram disponibilizadas somente 150 vagas para cada Arqui/Diocese do Estado. Está sendo pedido os Srs. Bispos e Coordenadores de Pastoral que motivem caravanas. A quantidade de participantes deverá ser informada até o dia 3 de dezembro ao Secretariado das próprias Arqui/Dioceses. Para os Srs. Bispos, haverá paramentos litúrgicos e a informação aos Padres e Diáconos é que os paramentos serão na cor branca.

    O Santuário Nacional São José de Anchieta foi inaugurado e aberto ao público hoje, 18 de novembro de 2021. A cerimônia de

   

O Santuário Nacional São José de Anchieta foi inaugurado e aberto ao público hoje, 18 de novembro de 2021.

A cerimônia de abertura acolheu no pátio do santuário, convidados, patrocinadores, atrações culturais e autoridades. Representante do BNDS e da Vale, patrocinadores do projeto, manifestaram alegria por terem participado  e realçaram a importância de enriquecer o Estado do Espírito Santo com restauros históricos. Luiz Eduardo Osório do Instituto Cultural Vale, patrocinador do projeto disse: “o percurso dos jesuítas lembra-nos a história da catequese e para continuar esse resgate a Vale vai apoiar o restauro de Nossa Senhora da Ajuda em Araçatiba e Reis Magos em Nova Almeida. Luciane Gorgulho representante do BNDS afirmou, além da alegria de participar do projeto, que “esta é uma forma de fazer o Espírito Santo se tornar conhecido pela sua participação histórica”.

Érika Kunkel, presidente do Instituto responsável pelo restauro e Elisa Taveira, representante do IPHAN, agradeceram as parcerias, o trabalho de todos os envolvidos, falaram sobre os espaços que podem ser visitados e Elisa concluiu que “o santuário é um presente para o Estado, os turistas e os fiéis”.

O prefeito da cidade elogiou o trabalho, agradeceu pela geração de empregos que a obra criou e o turismo que certamente aumentará na cidade e citou São José de Anchieta como “aquele que viveu a entrega e o amor ao próximo”.

O governador Renato Casagrande, o último a falar e percebendo a hora adiantada, citou brevemente a importância de São José de Anchieta não só para o Espírito Santo, mas para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia e terminou dizendo: “as palavras convencem, mas as obras arrastam, então vamos visitar o santuário restaurado”.

  

Da parte da Igreja falaram pe. Nilson, reitor do Santuário; pe. Contiere, responsável pelo patrimônio jesuíta; pe. Smida, provincial dos jesuítas e pe. Paulo Régis, vigário episcopal para assuntos econômicos e responsável pelo patrimonial da Arquidiocese de Vitória, no evento representando o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos. Pe. Nilson agradeceu a todos e disse: “os jesuítas primeiro apostaram na beleza do ser humano e depois na beleza das artes nas suas mais variadas expressões”. Pe. Contiere testemunhou que no primeiro contato com o restauro “a visita foi uma oração natural”. Pe. Smida lembrou que São José de Anchieta soube conciliar o velho e o novo mundo e viveu o lema dos jesuítas “em tudo amar e servir. Ele morreu aqui e as paredes de seu quarto carregam o seu legado”.

Seguiu-se a visita com todos os presentes: santuário, capela do santíssimo, sacristia, quarto de São José de Anchieta, museu, café e loja de artigos religiosos.

A partir de hoje o Santuário está aberto à visitação e a visita vale a pena.

 

Aconteceu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa no Santuário Nacional São José de Anchieta, no Sul do Estado, para apresentação do projeto

Aconteceu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa no Santuário Nacional São José de Anchieta, no Sul do Estado, para apresentação do projeto de restauro e readequação do monumento religioso que será inaugurado oficialmente amanhã (18) após três anos de trabalho. Participaram deste momento o coordenador do Cuidado do Patrimônio Histórico e Cultural da Companhia de Jesus no Brasil, Pe. Carlos Alberto Contieri; o reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, Padre Nilson Maróstica; o Prefeito de Anchieta, Fabrício Petri; a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-ES), Elisa Machado Taveira; A presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel e representantes da Vale e do BNDES.

Após um projeto que envolveu serviços de conservação e restauração, o Santuário passa a contar, entre outros diferenciais, com um novo conceito de museu. Um centro interpretativo, com dinâmica de comunicação maior e mais interativa, que permite novos conhecimentos e diálogos com a história do local. O Santuário Nacional de São José de Anchieta é um dos mais importantes símbolos da presença dos jesuítas no Brasil e o monumento formado pela Igreja Nossa Senhora da Assunção e pela antiga residência jesuíta, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1943.

Entre as obras de modernização estão climatização, sonorização, restauro do patrimônio arquitetônico, iluminação monumental, sistema de proteção de descarga atmosférica (SPDA), segurança e projeto de combate a incêndio. Também foram realizados levantamentos históricos, pesquisa arqueológica, restauro da imaginária e dos objetos litúrgicos, digitalização do acervo e projeto de readequação litúrgica. Tudo para compor os antigos e os novos espaços de uso do Santuário que agora compreendem a Igreja, o Centro de Interpretação, o Centro de Documentação, o Café, a Loja e o Paisagismo Cultural.

Destaque especial para a acessibilidade com banheiros adaptados conforme normas técnicas, sinalização em braile, intérprete em libras nos vídeos, passarelas acessíveis no paisagismo e plataformas elevatórias para que todos os visitantes tenham acesso à Cela de São José de Anchieta e ao Centro de Documentação. E, importante, todo o roteiro textual do Centro de Interpretação terá traduções para o inglês e o espanhol.

Após o restauro, o Instituto Modus Vivendi, por meio da administração do Santuário, promoverá ações educativas financiadas pelo projeto em Anchieta, no período de um ano. O restauro do Santuário de São José de Anchieta foi integralmente aprovado pelo Iphan e efetivado pela Lei de Incentivo à Cultura Federal, com patrocínios do Instituto Cultural Vale e do BNDES. O valor total do projeto foi de R$ 10,5 milhões.

As obras foram realizadas por profissionais especializados, com muito estudo, respeito às normas, responsabilidade e cuidado. Preservar as características originais do monumento, segundo os padrões rígidos internacionais do restauro, foi prioridade do Instituto Modus Vivendi, organização responsável pelo restauro.

“A riqueza arquitetônica, o conteúdo histórico e a rica história do Santo irão encantar e surpreender os visitantes. Temos certeza de que todo esse investimento promoverá um resultado muito positivo para Anchieta e para o Espírito Santo, atraindo um número ainda mais expressivo de fiéis e turistas ao local. Este projeto mudará a história da região, pois vai gerar efeito multiplicador no turismo e no desenvolvimento local a partir do uso da sua identidade cultural, da fé e da história de São José de Anchieta”, afirmou a responsável pelo trabalho de restauro, a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel.

Embora suspenso na pandemia, a expectativa é de que o turismo religioso no Santuário seja retomado nos próximos meses, com a abertura para visitação a partir do avanço da vacinação. Tudo está pronto para receber os milhares de fiéis e peregrinos que visitam atrações voltadas para a fé e, cada vez mais, optam por monumentos que ofereçam um acolhimento seguro e confortável, e que incluam hospedagem e meios de transporte. Esse segmento, inclusive, já desponta como uma força importante para o desenvolvimento econômico, promovendo contribuições relevantes para as regiões onde se concentram, sobretudo em tempos de crise, como empregos e renda.

Segundo o reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, Padre Nilson Maróstica, antes da restauração, o Santuário estava abandonado, em duplo sentido. “Estava esquecido, o povo não sabia da existência do prédio nem da sua importância. Não conhecia a riqueza histórica do monumento nem seu valor. Num segundo sentido, Anchieta não era conhecido. Com a canonização, ele foi restaurado. Com isso, temos visto que cresceu e multiplicou o número de pessoas interessadas em São José de Anchieta, levando em conta toda a sua devoção e interesse pelos aspectos artístico e cultural do monumento. O Santuário, então revitalizado, revigora a fé do povo no santo, aumenta a devoção. Também desperta o interesse turístico, artístico, cultural. Revitalizar o Santuário é restaurar para preservar e divulgar”, afirmou.

Para a superintendente do Iphan-ES, Elisa Machado Taveira, as obras de restauração e readequação do Santuário proporcionaram plena proteção e promoção a esse importante patrimônio jesuíta. “As intervenções permitirão democratizar o acesso às salas, promovendo a acessibilidade no local, e fomentarão o conhecimento do legado jesuíta na formação do nosso país com a criação dos Centros de Interpretação e de Documentação. Também possibilitarão restaurar e aflorar as belezas do conjunto arquitetônico que abriga a Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a antiga residência dos jesuítas, tombado pelo Iphan desde 1943”, afirmou. Segundo ela, a conclusão desse projeto, realizado por uma equipe multidisciplinar, é uma ação exemplar para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

O diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, destacou que “o complexo arquitetônico do Santuário de Anchieta é um dos mais antigos e importantes do País. Os investimentos realizados pelo BNDES e outros parceiros contribuirão para a qualificação do turismo no Espírito Santo, ampliando também o conhecimento sobre o relevante papel do Padre Anchieta na história do Brasil colônia”.

 

O Santuário Nacional de São José de Anchieta será reaberto ao público amanhã, após passar por grandiosa obra de restauro e readequação nos últimos

O Santuário Nacional de São José de Anchieta será reaberto ao público amanhã, após passar por grandiosa obra de restauro e readequação nos últimos 3 anos. Confira o que muda! 

A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

A restauração da Igreja de Nossa Senhora da Assunção recebeu um novo roteiro litúrgico elaborado pela especialista em arquitetura sacra, Raquel Schneider. O layout das peças que compõem a iconografia cristã foi produzido em mármore chocorosa (mistura de chocolate com rosa), do Sul do Estado do Espírito Santo, e são de autoria de Dom Ruberval Monteiro, artista sacro brasileiro, monge beneditino, especialista em arte sacra e professor da universidade de San Telmo, em Roma. A iconografia formada por elementos artísticos, compostos por um grandioso cenário de artes sacras, reúne o ambão, a mesa da palavra, as cruzes de dedicação e a cadeira do sacerdote. 

O altar, centro simbólico do espaço celebrativo, é de pedra natural do Espírito Santo, “pois essa rocha era Cristo” (1Cor 4,10). Traz a inscrição de uma cruz na sua face frontal, cuja arte recorda os grafismos da pintura mural presente na parede de fundo da capela-mor.

2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

O ambão é o lugar do anúncio da Boa Nova, localizado na nave da igreja, símbolo da terra. A iconografia do ambão tem Cristo, Palavra de Deus, Verbo Encarnado, no centro da peça, ladeado pelos quatro seres viventes e sob a presença do Espírito Santo. Um convite à escuta.

Ainda na Igreja, foi realizado um novo projeto para o piso do presbitério, destacando o altar e deixando à mostra o trabalho de arqueologia do local. Além disso, foram restauradas as pinturas do altar-mor e do Arco Cruzeiro. Neste último elemento, o trabalho minucioso revelou e recuperou detalhes originais que estavam abaixo de camadas de tintas há mais de 450 anos, como uma pintura em relevo do século XVI encontrada na cor negra, feita com carvão, rara numa Igreja, provavelmente criada pelos indígenas. 

Os dois altares laterais foram restaurados recebendo douramentos em folhas de ouro. Neste trabalho de pintura foi identificada a cor mais antiga existente nesses altares, o azul do oceano atlântico. A descoberta liga a cor usada à época ao atual pantone atlântico azul da cartela de cores de 2021 – 2021. Essa mesma cor foi usada no brasão do Santuário representando as águas.

O restauro de toda a imaginária do Santuário de Anchieta registrou descobertas relevantes no que se refere à importância e ao valor das peças trabalhadas. Entre elas estão imagens que vão do século XVII ao século XIX. Algumas delas com douramento e, por isso, também foram restaurados com folhas de ouro. Seguindo o rito litúrgico romano, o ambão foi colocado no meio da nave, simbolizando a palavra que é viva e que está no meio do povo.

No restauro da Igreja foram feitos, ainda, os projetos de sonorização, de segurança e climatização. O projeto de climatização é inovador e imperceptível ao campo visual. Não agride a estética da nave. Para fazer a obra foram retirados 40 centímetros de terra da Igreja. O trabalho resultou numa descoberta arqueológica importante: cerca de 80 ossadas humanas que estavam, há mais de 100 anos, enterradas embaixo do piso do templo religioso. Os arqueólogos acreditam que essas pessoas tenham sido vítimas da gripe espanhola, uma pandemia do século XX. Ficaram, também, à mostra em alguns pilares, pedras do século XVI.

2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

Com a escavação também foi alinhado todo o nível da Igreja que, antes, tinha um degrau que causava tropeções e quedas. Hoje, a Igreja é toda acessível. A iluminação, tanto interna como externa, é monumental, favorecendo a leitura e valorizando a estética da Igreja.

Na sacristia, ainda na Igreja, o Santíssimo voltou para o altar lateral, numa sala onde os fiéis poderão fazer suas orações em silêncio, rezarem as orações de Anchieta aplicadas nas paredes de pedra do espaço e contemplarem a bela paisagem externa pela janela do local.

Na área devocional, instalada na sala antes ocupada pela cozinha da residência jesuítica, sua rica arqueologia agora está à mostra. Além disso, o teto do espaço recebeu de volta obras de arte, sendo uma delas do século XVI, com a imagem de Anchieta, além de castiçais do acervo museográfico da Igreja.

A sacristia, mesmo resguardada, mantém uma área expositiva aberta à visitação com objetos litúrgicos que vão do século XVII ao século XX. Alguns dos objetos expostos serão usados pelos padres nas celebrações. Um dos armários, de forma especial e exclusiva, foi construído no espaço para abrigar algumas das peças mais sagradas do monumento. Nele estarão raro e precioso conteúdo religioso e histórico catalogado no processo de restauro do Santuário Nacional de São José de Anchieta, como relicários de Anchieta e de outros santos como o Papa Pio X, São Tomás de Aquino, São Francisco Xavier e Santo Inácio de Loyola. O precioso acervo tem ainda, em especial, uma relíquia com fragmentos da Cruz de Cristo. Este também será um local de devoção.

2021 – 10 – 11 – ES – Anchieta – Santuario e Museu de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

A CELA

A Cela será o local para celebração do mistério, da fé e dos milagres. Logo na entrada, ela traz duas telas touch para orações. Suas paredes em pedra ficarão à mostra, bem como o teto em duas cores de madeira. Dentro haverá apenas quatro elementos: um quadro com a imagem de São José de Anchieta, do século XVII, que veio de Roma no início do século passado; uma relíquia da tíbia de São José de Anchieta; um crucificado em terracota do século XVI, encontrado no santuário durante um trabalho de arqueologia e, por ser contemporâneo à época que Anchieta viveu, ficará exposto; e a bula de canonização, o livro que é o decreto que determina que Padre José de Anchieta é Santo, escrito à mão em latim e assinado pelo Papa Francisco. 

 

 

 

O CENTRO DE INTERPRETAÇÃO

2021 – 10 – 11 – ES – Anchieta – Santuario e Museu de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

O Santuário Nacional de São José de Anchieta passa a contar com um novo conceito de museu. Um centro interpretativo, com dinâmica de comunicação maior e mais interativa, que permite um conhecimento e diálogo maiores com a história. Todo o seu roteiro museográfico, desde a recepção, está ligado à história da vida e obra de São José de Anchieta, dos jesuítas do Estado do Espírito Santo e dos jesuítas do Brasil.

A primeira sala apresenta um receptivo à comunidade e foi ambientada com fotos de pescadores da região. A segunda resgata a história do patrimônio histórico em suas diversas etapas vividas. Destaque especial para a linha do tempo construída sobre o monumento e para a exposição de alguns objetos como o tronco de uma coluna de madeira que pertenceu à Igreja, uma marreta que provavelmente foi usada em obras passadas do Santuário e uma imagem de São José de Anchieta.

Deixando a sala que resgata a história do patrimônio histórico, no corredor, o visitante se depara com uma linha do tempo da vida e obra de São José de Anchieta. O espaço seguinte apresenta a vida de São José de Anchieta. Ela mostra objetos arqueológicos indígenas e uma peroleira (vaso de cerâmica que jesuítas usavam nas navegações para transportar alimentos), entre outros objetos encontrados no Santuário. Também exibe um quadro do artista capixaba Feijão, com um desenho em que fez a releitura de uma iconografia de São José de Anchieta.

Na quarta sala foi feita uma homenagem à beleza natural do Brasil colônia, que tanto encantou Anchieta, em especial a Mata Atlântica. Nela se destaca a Carta de São Vicente, escrita pelo Padre Anchieta em 1560 e que oferece um dos mais completos e belos documentos sobre a Mata Atlântica da época. Este é o primeiro documento sobre a botânica nacional. Em seguida, está o ápice do Centro de Interpretação, que é o próprio Anchieta num holomask, recitando um trecho da carta que ele escreveu, retratando a beleza natural do Brasil, e a saudação na língua tupi. 

O circuito segue por um corredor com os sinos e duas telas touch com recortes de poemas de São José de Anchieta, além de objetos do Santuário. A próxima sala homenageia os Jesuítas no Espírito Santo. Em suas paredes estão estampados o mapa da trajetória Jesuítica em terras capixabas e a bandeira do Estado capixaba em grandes dimensões, criada em 1908 pelo então presidente Jerônimo Monteiro, em homenagem aos jesuítas, “Trabalha Como Se Tudo Dependesse de Ti e Confia Como Se Tudo Dependesse de Deus”. A inscrição, inspirada na doutrina do Jesuíta Santo Inácio de Loyola, foi pintada a mão pela artista plástica capixaba Bianca Romano. 

Encerrando o percurso está a sala que representa os jesuítas no mundo. Lá estão: Santo Inácio de Loyola e o Papa Francisco, entre outros, além de objetos raros como os três livros – o Ratio Studiorum, a Constituição Jesuíta e os Exercícios Espirituais – escritos por Santo Inácio de Loyola, no século XVI. Essas publicações são atuais até hoje, o que evidencia a sabedoria da ordem. 

A arte milenar do mosaico estará presente no Santuário Nacional de São José de Anchieta. Realizada com a técnica de mosaico semirregular com cerâmicas, pela mosaicista paranaense Inês Grisotto, dentro das normas de fabricação, a arte está estampada no piso do paisagismo, na saída do Santuário.

Há, ainda, o Centro de Documentação Jesuítica, espaço onde os visitantes poderão pesquisar centenas de importantes documentos catalogados e digitalizados. A Sala, dedicada a estudos e reflexões sobre a vida de São José de Anchieta, dos Jesuítas e dos “Ameríndios”, apresenta material único sobre todo o processo de canonização e tem acesso liberado após passar pela bilheteria do museu. A interatividade está garantida com computadores e novas mídias.

Todos os espaços contarão com QR Codes que disponibilizarão informações sobre a história que apresentam. Do pátio segue-se para o Café, para a lojinha e para os banheiros com acessibilidade. 

O CAFÉ E A LOJA

2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

O café do Santuário foi denominado Café Rerigtyba, primeiro nome da cidade de Anchieta, escolhido por voto popular, que em Tupy significa “lugar de muitas ostras”. O espaço, além de receber melhor os visitantes, vai colaborar com a sustentabilidade financeira do monumento. 

Ele foi instalado numa área lateral, na qual os visitantes não tinham acesso, com estrutura suspensa para respeitar a arqueologia local. Seu projeto passou por estudos que asseguraram a preservação de toda a fachada do Santuário. Além disso, oferece ampla contemplação de toda a cidade, com vistas especiais do rio Benevente e do mar, agregando valor ao turismo e ao seu entorno.

2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

Localizada junto ao café, a loja apresenta uma linha com produtos exclusivos e inspirados em peças e obras do acervo relacionados à história do Santuário São José de Anchieta e do município. São produtos como terços, imagens do santo, canecas, camisetas, blocos de anotações, marcadores de livro, entre outros. Nela, os visitantes podem adquirir os produtos após a visita e, assim, levar um pouco da história deste lugar tão especial.

As novas construções respeitam todas as normas de restauro e se harmonizam com o Santuário, com suas paredes brancas, e com o Arco, lembrando a arquitetura da Igreja e da torre de sineira. As telhas serão as mesmas do Santuário, em formato diferente dos dias de hoje. Elas foram fabricadas especialmente para a obra, a partir de um tamanho padrão atual.

Segundo a responsável pelo trabalho de restauro, a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel, é muito importante que o Santuário tenha fontes de receita que permitam sua autossuficiência. “São muitos os custos dos monumentos religiosos, por isso, devemos ir além da sempre bem-vinda e importante contribuição das empresas públicas e da filantropia privada. Este apoio é muito relevante, mas nem sempre está disponível. Além disso, com o crescimento do turismo religioso no país, é necessário que estes espaços se preparem para receber adequadamente seus visitantes”, explica.

O PAISAGISMO

2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

O paisagismo cultural do Santuário Nacional de São José de Anchieta terá um conceito histórico. Além da preservação da rica vegetação local, foram plantadas espécies associadas aos jesuítas, como uma sapucaia, árvore citada na Carta de São Vicente, escrita por Padre José de Anchieta, em 1560, um dos mais completos documentos sobre a Mata Atlântica da época, descrevendo a diversidade e o exotismo da fauna e flora da Capitania de São Vicente. Destaque, também, para um canteiro de rosas vermelhas simbolizando a devoção Mariana de São José de Anchieta.

Horários de funcionamento

Igreja Nossa Senhora da Assunção, museu e lojinha: de 09 horas às 17 horas

O horário de funcionamento do Café está em definição.

 

 

Ficha Técnica

Coordenação Geral

Erika P. Kunkel Varejão

Expografia 

Ronaldo Barbosa

Curadoria

Ronaldo Barbosa

Pe. Nilson Maróstica

Erika P. Kunkel Varejão

Roteiro Textual

Prof. Dr. Antônio José Martinuzzo

Coordenação de Conteúdo

Pe. Nilson Maróstica

Museologia 

Me. Jessica Dalcomo

Levantamentos históricos

Dra. Maria José Cunha

Consultoria Arte Sacra

João Paulo Rossi

Design Arte Sacra

  1. Ruberval Monteiro

Fotografia

Gabriel Lordello – Mosaico Imagem

Voz (tela das orações)

Pe. Bruno Fraguelli

Traduções

Toronto Centro de Línguas

Consultoria Técnica

Prof. Dr. Nelson Porto

Arqueologia

Dra. Christiane Machado

Me. Ricardo Augusto S. Nogueira

Projeto de Readequação Litúrgica

Raquel Schneider

Design Arte Sacra

  1. Ruberval Monteiro

Projeto Café / Loja / Ex voto

Luisah Dantas

Light Design 

Prof. Dr. Luís Fernando Rispoli

Projeto Paisagismo

Monika Serrão – Oficina Bothânica 

Virgínia Albuquerque – Oficina Bothânica

Responsável Técnica 

Me. Tatiane Z. Alvarenga

O badalar dos sinos na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Guarapari foi parar no MP, Ministério Público. Um morador do

O badalar dos sinos na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Guarapari foi parar no MP, Ministério Público. Um morador do centro fez denúncia junto à entidade sobre o badalar às 6h da manhã. O procedimento está em tramitação até que o MP obtenha as informações necessárias para responder ao noticiante. A Arquidiocese de Vitória aguarda a tramitação para posicionamento oficial, se necessário. O pároco, pe. Diego Carvalho disse que “o volume do som e tempo de duração obedecem às leis do município” e manifestou desconforto em relação à denúncia junto ao MP.

Padre Diego nas missas de domingo, dia 14 de novembro, explicou aos fiéis que a denúncia havia sido feita e estes manifestaram descontentamento por se tratar de um costume antigo que também representa a presença da Igreja Católica na cidade.

Os sinos carregam muitas simbologias que ao longo do tempo foram se modificando. Indicavam as horas, anunciavam eventos diversos com toques diversos ou a morte de um fiel e, principalmente, o badalar dos sinos têm o poder de elevar nosso pensamento a Deus ou anunciar o começo de uma missa. Enfim, ouvir o badalo de um sino é lembrar de fazer uma pausa e conversar com Deus.

Na igreja matriz da paróquia em Guarapari os sinos tocam  às 6h, 9h, 12h, 15h e 18h, e, ainda segundo o pároco a duração é de 1 minuto.

O professor Edebrande Cavalieri escreveu em forma de poema sobre o tema:

NÃO CALEM OS SINOS!

Um processo contra um padre,

Uma guerra de narrativas,

Parece um verdadeiro Fla-Flu

Com gol anulado injustamente.

E eis que o padre ameaça

Deixar a cidade.

Dois exércitos se formam.

Seriam novas cruzadas?

Mas que culpa têm os sinos?

Ali foram postos para chamar o povo.

Vivemos um mundo de surdos

Que nem os sinos mais podem mostrar sua arte sônica.

Há muito tempo que eles foram calados

E juntos deles também as pessoas foram silenciadas.

Vive-se numa barulheira,

Silenciosa.

Que paradoxo!

O pipocar de fuzis e metralhadoras

Garantem o som das madrugadas

E também dos dias claros.

Quanta diferença do som sinal.

Mas os sinos não podem soar.

O ronco das motos

Com cano de descarga aberto

Em alta velocidade

Estremecem a cidade.

Os fogos afugentam os pets

Que se escondem debaixo das mesas das casas.

E os sinos emudeceram para sempre.

Como era lindo ouvir os três sinos daquela capelinha do interior

Tocados em forma de arte harmônica,

Com cada toque de acordo com o acontecimento.

Os três sinos, em movimento acorde,

Celebravam os chamados para a oração e a festa.

Mas um toque apenas,

Geralmente do mais grave

Era sinal que alguma pessoa

Caiu em silêncio profundo

E seria enterrada no dia seguinte.

Os sinos chamavam para a festa

E para a morte.

Mas agora foram silenciados.

Acho que nosso mundo perdeu o rumo do encanto

Só lamento e tristeza.

Não dá para calar a alegria,

Não dá para silenciar a convocação para a paz.

A guerra na cidade instituída

É que precisa ser silenciada,

Para ouvirmos apenas o som da paz.