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O Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentam os trabalhos das Comissões que tratam sobre Novo Missal, Pessoas Homoafetivas e
O Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentam os trabalhos das Comissões que tratam sobre Novo Missal, Pessoas Homoafetivas e o novo Estatuto do Repam, Rede Eclesial Pan-Amazônica. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

O bispo de Joinville (SC), presidente do regional Sul 4 da CNBB e da Comissão Especial para a Proteção da Criança e do Adolescente, dom Francisco Carlos Bach, apresentou na tarde da quarta-feira, 22 de junho,  durante a reunião do Conselho Permanente, questões relativas ao  trabalho da Comissão Especial para a Proteção da Criança e do Adolescente da CNBB.

Dom Francisco informou que há ainda cerca de 100 dioceses brasileiras que não enviaram à Santa Sé as suas diretrizes para o enfrentamento a casos de violência em seu território. O bispo informou que o Núcleo Lux Mundi continua a serviço para assessorar as dioceses neste processo. O presidente da Comissão informou também que foi sancionada dia 24 de maio e publicada no Diário Oficial da União, a Lei nº 14344. Em um dos artigos, a lei criminaliza quem souber de alguma violência e não a levar ao conhecimento imediato dos órgãos responsáveis. O escritório de advocacia da CNBB está elaborando uma nota para orientar os bispos sobre a questão.

A Comissão solicitou à presidência a aprovação pelo Conselho Permanente do nome do padre Michelino Roberto, do clero da arquidiocese de São Paulo, especialista em gestão de crise e comunicação para integrar a comissão. O nome foi referendado pelo Conselho Permanente. Outro ponto apresentado pelo presidente da Comissão foi de levar dois pontos para as reflexões privativas dos bispos na etapa presencial da 59ª AG CNBB – a) levantamento em cada Igreja particular dos casos de violência envolvendo o clero; b) Conveniência ou não de a CNBB fazer uma investigação independente dos casos na Igreja no Brasil. Ele lembrou que o Papa tambémtem  insistido muito nisto, tendo pedido uma auditoria anual para avaliar que iniciativas estão sendo organizadas sobre o sistemas de proteção às crianças e adolescentes. As propostas foram aprovadas pelo Conselho Permanente.

Novo Missal

O bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, dom Edmar Peron, falou aos membros do Conselho Permanente sobre o trabalho da Comissão para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) para oferecer à Igreja no Brasil a versão em Português da última edição do Missal e outros assuntos relacionados à liturgia. A primeira questão apresentada foi do reconhecimento do vinho para a missa. Ele informou que houve a elaboração de um selo e critérios pela própria CNBB a serem observados na avaliação dos vinhos a ser concedido pelas Igrejas Particulares aos produtores.

A Comissão informou que recebeu pedido para serem reimpressos o Lecionário e a Coletânea de Missas Marianas. O presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB lembrou que não tem como imprimir o texto sem antes passar por uma revisão minuciosa, passo que só poderá ser dado após a aprovação do Missal na próxima etapa presencial da 59ª AGCNBB. Dom Edmar solicitou também orientações mais claras para preparar a liturgia da assembleia geral da  CNBB com as mudanças sofridas nos dias e no formato do evento.

Sobre a consulta do Novo Missal, dom Edmar informou que 177 bispos responderam e que 98% dos que responderam deram o seu sim em aprovação à tradução. A Cetel está analisando as propostas que os bispos fizeram (revisão, sugestão e proposta) e responderá a cada um personalizadamente, o que facilitará o processo de aprovação do Missal durante a 59ª AGCNBB.

Dom Edmar lembrou que ainda é preciso enviar o texto de instituição do ministério dos catequistas. O texto já foi traduzido e adaptado para tornar mais explícito de que a referência é ao ministério do catequista. A proposta é fazer antes da assembleia uma consulta aos bispos sobre o texto sobre a instituição do ministério dos catequistas. O Conselho Permanente encaminhou a realização de dar um novo impulso à consulta aos bispos sobre o missal via presidência dos regionais. O missal está pronto nas Edições CNBB só aguardando a aprovação da 59ªAG CNBB.

O presidente da Comissão de Liturgia comentou ainda que está em discussão com a Edições CNBB  sobre a possibilidade de publicação de um Lecionário dos Sacramentos e de alguns rituais sacramentais, incluindo a questão das Exéquias. As Edições CNBB acolheu a proposta e já está encaminhando. Houve uma última revisão do Hinário do Ciclo do Natal. A Comissão de Liturgia informou que  também está fazendo a revisão tendo em vista a publicação do ritual de Exéquias. O presidente da Comissão também expressou gratidão ao padre Marcelino Sivinski que faleceu na segunda-feira, 20 de junho. O padre, ele reforçou, deu grande contribuição à da liturgia na Igreja no Brasil.

Pastoral com pessoas homoafetivas

O arcebispo de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa, conduziu a apresentação do resultado do Grupo de Trabalho que refletiu sobre os cuidados pastorais com relação à pessoas homoafetivas. Ele informou que o GT trabalhou durante um ano para apresentar uma primeira versão de um texto de estudo sobre o tema. O texto tem quatro capítulos que tratam da pessoa, cultura e sexualidade humana, dos fundamentos bíblicos e antropológicos sobre a sexualidade humana e de considerações pastorais para trabalho com as pessoas homoafetivas. A ideia, proposta pelo GT, é publicar o texto como documento de estudos da CNBB. Foi encaminhado de enviar o texto aos bispos para conhecimento e que, na 59ª AG CNBB, seja dado um indicativo sobre como o texto será encaminhado em termos de publicação.

Homologação de Estatutos e nova diretoria da Repam

O segundo vice-presidente da CNBB e arcebispo de Cuiabá (MT), dom Mário Antonio da Silva, apresentou as propostas de atualização do novo Estatuto da Repam-Brasil com as alterações e também os nomes escolhidos para a nova presidência da Repam-Brasil na última assembleia realizada dia 9 para serem referendados pelos membros do Conselho Permanente. Segundo Leon de Souza, assessor da Repam-Brasil, o artigo 6º foi um dos que sofreu mais alterações com a sugestão de inclusão de novos membros para que a diretoria refletisse mais a Repam-Brasi como rede e com o rosto das organizações que atuam no bioma. De acordo com do Mário, o novo estatuto vai possibilitar mais clareza quanto ao papel da Repam-Brasil na relação com a Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB. Também foram apresentados para homologação os nomes eleitos para presidência da Repam-Brasil e para o seu conselho fiscal.

A partir da Assembleia Eletiva da Repam-Brasil, realizada no último dia 9 de agosto, foi eleito como presidente o bispo prelado da Prelazia de Marajó no Pará,  dom Frei Evaristo Pascoal Spengler, como vice-presidente o arcebispo de Palmas (TO),  dom Pedro Brito Guimarães e como secretario, o bispo da prelazia de Itacoatiara (AM), dom José Ionilton Lisboa de Oliveira. Para o Conselho Fiscal foram eleitos: dom Bernardo Johannes Bahlmann, dom Edson Tasquetto Damian, dom Leonardo Ulrich Steiner e suplentes: dom Roque Paloschi edom Canísio Klaus. Os nomes foram aprovados por unanimidade pelo Conselho Permanente.

70 anos da CNBB e 15 anos de Aparecida

O  subsecretário adjunto geral da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, fez um informe sobre a celebração dos 70 anos durante a etapa presencial da 59ª AG CNBB em Aparecida(SP). Será um momento cultural, dia 2 de setembro, às 20h, com apoio da TV Aparecida, seguido de um coquetel. A TV Aparecida vai gravar, editar e ficará como um registro histórico dos 70 anos.  O secretário executivo do INAPAZ, padre Danilo Pinto dos Santos, deu o informe sobre o Seminário 70 anos da CNBB de 26 a 28 de julho on-line, com certificação pela PUC Rio cujo objetivo é contribuir sobre a reflexão da CNBB à ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Não será feita abordagem histórica, mas temática. Foi dado também o informe sobre o Seminário 15 anos da Conferência de Aparecida

Daniel Demuner| ´´De fato, a mão do Senhor estava com ele.“ (Lc 1, 66) Seis meses antes da solenidade do natal do Senhor, celebra-se
Daniel Demuner| ´´De fato, a mão do Senhor estava com ele.“ (Lc 1, 66)

Seis meses antes da solenidade do natal do Senhor, celebra-se em toda a Igreja o Precursor, aquele que anuncia a vinda do salvador, que batiza o criador do batismo: São João Batista. O único santo, com exceção da Virgem Maria e de Nosso Senhor Jesus Cristo, que são celebrados tanto o nascimento como a morte. Com efeito, João foi um homem agraciado por Deus desde o seu ventre: ao receber Isabel a saudação de Maria, João Batista pula de alegria no seu ventre. O menino nasce com os olhos voltados a Cristo, assim como nos diz a primeira leitura de hoje: “o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome”. Também o salmista canta algo semelhante: “eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes”.

Podemos nos perguntar frente a tão abundante graça: por quais razões Cristo desejaria santificar tão cedo um homem? Precisaria o próprio salvador da humanidade de alguém para ajudá-lo? É evidente que Deus não depende de ninguém para realizar sua obra. Não obstante, ele deseja servir-se dos homens para trazer a salvação. Ora, após ver Isabel, que era tida como estéril, conceber um filho na velhice, não seria mais simples crer na concepção virginal de Maria? Analogamente, após ver o batismo de conversão pregado por João, não seria mais fácil crer no reino dos céus que Jesus anunciou? Em palavras mais claras, Deus prepara os seus filhos para receber a Verdade; ele usa de meios humanos para exprimir as verdades divinas. Assim também foi com João Batista.

Eis, portanto, a missão do Batista: anunciar o salvador. João é “voz que clama no deserto”, mas esta voz só anuncia uma única palavra: o Cristo, Verbo Eterno de Deus que se encarnou no seio da Virgem Maria. Aqui manifesta-se outra riqueza da vida do precursor: mesmo sendo homem agraciado desde o ventre materno e confiado a uma importante missão, João soube desaparecer na hora devida. Ora, a missão do arauto é apontar o que é anunciado e, em seguida, desaparecer a fim de que transpareça a mensagem anunciada. Quanto mais João é agraciado, mais ele se faz humilde diante do Salvador. Esta é a verdadeira força que é anunciada no Evangelho de hoje: “o menino crescia e se fortalecia em espírito”, ou seja, cada vez se tornava mais humilde para agradar mais ainda o Senhor.

Nós também temos a missão de testemunhar a Cristo onde quer que estejamos, e para isso, são necessárias duas coisas: a graça, que nos cumula dos bens eternos; aliada à humildade, que nos permite transparecer a Verdade em nossas vidas. Sejamos nós também humildes como o Batista. Cumpramos com amor e diligência os trabalhos que nos são propostos; sirvamos com generosidade e saibamos desaparecer quando Cristo tomar a frente. Assim, seremos também razão de alegria e de esperança aos que caminham conosco.

Viva João Batista!

 

Daniel Tonini Demuner                                                                                                                                                Seminarista do 2º ano de filosofia

Paróquia de origem: Nossa Senhora de Guadalupe, Praia de Itaparica, Vila Velha – ES;

Paróquia de pastoral: Santuário Bom Pastor, Campo Grande, Cariacica – ES.

Leia abaixo as orientações do Vaticano para acompanhar o X Encontro Mundial das Famílias que começa hoje, 22 de junho de 2022. Nesta quarta-feira
Leia abaixo as orientações do Vaticano para acompanhar o X Encontro Mundial das Famílias que começa hoje, 22 de junho de 2022.
Nesta quarta-feira tem início o X Encontro Mundial das Famílias: Que as famílias brasileiras possam se reunir durante esta semana para ouvir o que o Papa Francisco irá dizer. Que os agentes de pastoral familiar proporcionem momentos de partilhas entre os casais dos discurso do Santo Padre pois, enfatiza o cardeal Farrell, “na vida conjugal também há santos”.

O Encontro Mundial das Famílias, tem início nesta quarta-feira em Roma. Famílias de todos os lugares irão participar. O cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, concedeu uma entrevista ao Vatican News antes do Encontro Mundial, com as perspectivas para aqueles que participarão presencialmente e também para aqueles que forem acompanhar de forma virtual. A Exortação Apóstólica pós-sinodal Amoris Laetitia será a base deste encontro.

O cardeal Farrell deseja que este encontro seja uma injeção de vitamina nas famílias católicas: “Acredito que a pandemia certamente causou uma grande ruptura na vida pastoral da Igreja em todos os níveis. E foi impossível por dois anos reunir grupos de pessoas. Era impossível organizar em nossas igrejas encontros de oração, conferências… Por isso, espero que o Encontro Mundial das Famílias que se realizará em Roma seja uma injeção de vitaminas na Igreja.” 

A expectativa deste encontro é que se “retome a questão da vida familiar, como sempre diz o Papa Francisco. Este é o tema central da Igreja neste momento: matrimônio e vida familiar. É aqui que devemos focar nossa atenção. Fazemos exatamente como o Papa nos pediu, para incutir uma nova vida nele”,  sinaliza o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O purpurado recordou ainda das famílias ucranianas “Por exemplo, sabemos que quando o Papa saudar os presentes no Festival das Famílias, também estarão presentes casais da Ucrânia. [Haverá] casais de muitas outras partes do mundo onde há diversas formas de perseguição religiosa e onde há violência, e eles vivem em estado de guerra”:

“Quem pode fechar os olhos vendo o sofrimento de famílias, mães com seus filhos, enquanto os pais são deixados na Ucrânia para lutar, viajando para estranhos países estrangeiros onde nunca estiveram antes. Eles não têm familiares. Eles estão totalmente por conta própria. As pessoas não percebem que não é como se eles tivessem mudado toda a sua casa, como se eles tivessem uma dessas empresas de mudanças e mudassem tudo. Eles vão com uma pequena bolsa e não têm nada. A Igreja não podia ignorar essa realidade no mundo.”

Para finalizar, o cardeal Farrell pediu que as famílias ouçam o que o Papa tem dito “O Papa Francisco é amado. Eu acho que quando ele fala para as famílias e diretamente para os casais, eles escutam. Minha maior expectativa é que isso seja transmitido para todo o mundo.”

Que as famílias brasileiras possam se reunir durante esta semana para ouvir o que o Papa Francisco irá dizer. Que os agentes de pastorais familiares proporcionem momentos de partilhas entre os casais, dos discurso do Santo Padre pois, enfatiza o cardeal Farrell, “a vida conjugal também tem santos”.

Nossos canais realizarão as transmissões do X Encontro Mundial das Famílias.

A Comissão de Ação Missionária ganhou um novo coordenador: padre Abel Andrade. Pe. Abel é pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em

A Comissão de Ação Missionária ganhou um novo coordenador: padre Abel Andrade. Pe. Abel é pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Cobilândia, Vila Velha e assume os trabalhos da Comissão sucedendo o pe. Roberto Natal. A Arquidiocese de Vitória agradece ao padre Roberto Natal pela dedicação e empenho no tempo que coordenou os trabalhos da Comissão. Que Deus retribua todo o seu carinho e cuidado. Ao Pe. Abel desejamos que Deus conceda sabedoria para guiar o novo rebanho e conduzir a Comissão para que continue sendo “Igreja em saída”, como nos pede o Papa Francisco.

Solenidades de São João Batista e Sagrado Coração de Jesus Duas coincidências entre datas litúrgicas acontecem esta semana e alteram o calendário da Igreja

Solenidades de São João Batista e Sagrado Coração de Jesus

Duas coincidências entre datas litúrgicas acontecem esta semana e alteram o calendário da Igreja Católica: A Solenidade de São João Batista e do Sagrado Coração de Jesus, as duas com grandes devoções e tradição seriam, obedecendo ao calendário, no dia 24 de junho, mas por conta da coincidência as comemorações serão invertidas.

Antecipadamente, logo no início do Ano Litúrgico que começou em 28 de novembro de 2021 com o Primeiro Domingo do Advento, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou algumas orientações para essas coincidências.

No caso destas duas Festas, a orientação é de antecipar a solenidade da Natividade de São João Batista para dia 23 e manter a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus no dia 24.

Conversamos com pe. Rodrigo Chagas, coordenador da Comissão Litúrgica sobre isso e ele disse que as orientações da CNBB foram enviadas aos padres, assim que publicadas, para que pudessem organizar as festividades e celebrações, confirmando que a Arquidiocese seguirá as Orientações da CNBB.

Acessando o documento surge a dúvida para as paróquias e comunidades que têm São João Batista como padroeiro. Nestes casos as Orientações encaminham para o Diretório Litúrgico que propõe a inversão, isto é, as paróquias e comunidades que têm São João Batista como padroeiro podem Celebrar o Sagrado Coração de Jesus no dia 23 e manter a data de 24 para a Solenidade de São João Batista. Assim diz o Diretório: “Contudo, nas dioceses, cidades e comunidades religiosas onde São João Batista for o padroeiro, celebra-se sua solenidade no dia 24 de junho, sexta-feira e a solenidade do Sagrado Coração de Jesus é antecipada para o dia 23, quinta-feira até a Hora Nona, inclusive”.

Para entender as coincidências:

Algumas datas de festividades religiosas são determinadas pelo dia em que o fato aconteceu, como é o caso do nascimento de São João Batista que é  24 de junho. Outras datas são definidas  a partir do Domingo de Páscoa, como é o caso da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. As coincidências podem acontecer por conta destas duas formas de definir as solenidades. Cabe, às Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia a definição da ordem e/ou mudanças necessárias que são conhecidas como “Tabela dos Dias Litúrgicos por ordem de Precedência”.

 

O Papa Francisco ao prefaciar um livro sobre mídias sociais faz um alerta os cuidados para estar neste ambiente e a importância da presença.
O Papa Francisco ao prefaciar um livro sobre mídias sociais faz um alerta os cuidados para estar neste ambiente e a importância da presença. Veja a matéria publicada no site do Vaticano:
Francisco escreve prefácio do livro “A Igreja no mundo digital”, de Fabio Bolzetta, presidente da Associação Italiana de Webmasters Católicos (WeCa), e fala sobre a importância de uma formação adequada para se trabalhar com mídias digitais dentro da Igreja, também devido “os riscos envolvidos no uso dessas ferramentas. Há muito a ser feito para aprender a ouvir; e para envolver e formar os jovens, nativos digitais, que sejam capazes de revitalizar os sites das paróquias”.

Como viver “A Igreja no mundo digital” (tradução livre de “La Chiesa nel digitale”)? Quem apresenta ferramentas e propostas para desmistificar esse caminho é Fabio Bolzetta, editor e presidente da Associação Italiana de Webmasters Católicos (WeCa), em um livro produzido pela Editora Tau e com o encorajamento do Papa Francisco que escreveu o prefácio da obra – o primeiro guia prático para os católicos dentro da web.

A obra em italiano, destinada a párocos, sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos que trabalham no setor da comunicação, direciona o leitor novamente ao período crucial da pandemia de Covid-19, como bem lembra o Pontífice no início do prefácio, um período que “nos fez perceber quão úteis podem ser as ferramentas tecnológicas e as redes sociais. Vimos isso durante os períodos de lockdown, quando já não era mais possível se encontrar, celebrar juntos a Eucaristia, estar perto dos nossos entes queridos doentes, se unir em oração ao lado de um parente ou amigo que nos deixou”.

O Papa, então, faz menção no prefácio aos sacerdotes que, “com criatividade”, “fizeram bom uso das tecnologias e das redes sociais” para manter o contato dos fiéis com a Palavra de Deus ao oferecer a possibilidade de assistir à missa ou mesmo envolvê-los em ações de caridade. Também existiram “erros e excessos”, comenta Francisco, “mas quando essas tentativas se concentraram na mensagem a ser comunicada, e não no protagonismo do comunicador, devemos reconhecer que foram úteis”.

Uma “fase certamente excepcional” essa de dois anos, afirma o Pontífice no texto, “especialmente com relação à experiência da transmissão on-line das celebrações”:

“O encontro virtual não substitui e jamais poderá substituir aquele em presença. Estarmos fisicamente presentes ao partir o pão eucarístico e o pão da caridade, o olhar nos olhos um do outro, o abraçar-se, o estar um ao lado do outro ao servir Jesus nos pobres, apertando a mão dos doentes, são experiências que pertencem à nossa experiência diária e nenhuma tecnologia ou rede social jamais poderá substituí-las.”

Mídias digitais: a importância da formação

Uma experiência, então, de constante crescimento que agora precisa ser “acompanhada por uma nova consciência”, alerta o Papa. Através da seleção de vídeos da Associação Weca dedicados aos sacerdotes e produzidos nos últimos dois anos de emergência sanitária, recorda o Pontífice, o livro procura oferecer um acompanhamento adequado de formação:

“Há realmente muito para se fazer, para crescer juntos na consciência da importância, mas também dos riscos envolvidos no uso dessas ferramentas. Há muito a ser feito para aprender a ouvir; e para envolver e formar os jovens, nativos digitais, que sejam capazes de revitalizar os sites das paróquias. A web e as redes sociais podem ser habitadas por quem testemunha a beleza da fé cristã, por quem propõe histórias de fé e vivida pela caridade, por quem comunica com a linguagem de hoje a extraordinária novidade do Evangelho, e por quem escuta como os apóstolos e os discípulos aprenderam a fazer com Jesus.”

A contribuição deste livro, assim termina o prefácio do Papa, é valiosa para fazer crescer a consciência sobretudo dos mais jovens sobre o melhor uso do espaço virtual que não deve substituir, mas ajudar “as nossas relações sociais em carne e osso”:

“Sabemos, porque experimentamos isso, que somente um encontro pessoal, não anônimo, com Jesus, muda a vida. Nós sabemos, porque essa é nossa experiência cotidiana, que o amor deve ser cultivado com encontros, com uma escuta e com uma convivência diária. Sabemos que o virtual nunca poderá substituir a beleza dos encontros feitos pessoalmente. Mas o mundo digital é habitado e deve ser habitado por cristãos.”

“Porque até a web, um território onde às vezes a voz que fala mais alto e a poluição das fake news parecem prevalecer, pode se tornar um espaço de encontro e escuta.”

Apresentação do livro

O livro “A Igreja no mundo digital: ferramentas e propostas” foi apresentado na manhã desta segunda-feira (20) na Sala Marconi do Palazzo Pio, sede das redações da Rádio Vaticano/Vatican News, em Roma, com transmissão ao vivo via streaming. O encontro contou com a participação do próprio autor, Fabio Bolzetta; Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para a Comunicação; Irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral; Padre Paolo Padrini, pároco da diocese de Tortona (Al) e autor do aplicativo “iBreviary”; além de Vincenzo Corrado, diretor do Departamento Nacional de Comunicação Social da Conferência Episcopal Italiana, a CEI.

A obra nasceu da experiência de 150 vídeos tutoriais da Associação Italiana de Webmasters Católicos e oferece um caminho em quatro etapas para refletir, descobrir, compartilhar em redes sociais e publicar na web a experiência de uma Igreja que também está presente no mundo digital. O livro apresenta respostas práticas de como criar um site para a paróquia e de como utilizar as mídias sociais para o trabalho pastoral. A própria capa do livro é “interativa” por apresentar um QR Code que acompanha e enriquece a leitura com contribuições multimídia constantemente atualizadas.

Gabriel Viçose| A minh ‘alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus! (Sl 62) Amados irmãos e irmãs em Cristo
Gabriel Viçose| A minh ‘alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus! (Sl 62)

Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, que o Amor de Deus que nos purifica e dá vida esteja sempre presente em nossos corações! A liturgia deste 12º domingo do Tempo Comum nos convida a ver na vida de Jesus a promessa de salvação de Deus para cada um de nós. Na aparente contradição de sua paixão está a fonte que sacia nossa sede de Deus, expressa no Salmo 62.

Por obediência a Deus e por amor absoluto aos seres humanos, Cristo cumpre sua missão de reconduzir a criação ao projeto do Pai. Disposto a morrer, Jesus promoveu a reconciliação da humanidade com Deus durante toda a sua vida.

Na primeira leitura, retirada da Profecia de Zacarias, Deus promete a regeneração espiritual e escatológica da nação. Interessante perceber que o povo somente perceberá o enviado do Pai diante do sofrimento e da morte, e então o chorarão como se chora pela perda de um primogênito.

Possui grande riqueza a afirmação paulina (segunda leitura) acerca da filiação divina como corolário do batismo. Aqueles que abraçam a cruz do Senhor e renunciam a si mesmos não devem mais julgar, tampouco classificar, as pessoas segundo categorias (judeu ou grego, escravo ou livre). Em Cristo, somos todos abençoados e elevados a uma dignidade superior, destinados a uma vida plena.

O Evangelho narra a percepção das pessoas sobre Jesus e sua missão. Quando interroga a seus discípulos, obtém respostas as quais apontam para a tradição profética. Entretanto, Jesus não parece ficar satisfeito com a resposta incerta do povo e direciona sua pergunta aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 20). Assumindo a liderança da comunidade dos discípulos, Pedro responde com convicção: “Tu és o Messias de Deus”.

A proibição severa de Jesus quanto a divulgação dessa informação se dá pela predição da paixão. Significa dizer que o messianismo de Jesus percorre a via da rejeição por parte do poder político e religioso. Sendo assim, o Ungido de Deus deve antes passar pelo sofrimento e pela morte. Convém ressaltar que o texto de Lucas é perspicaz: diz que Jesus deve “ser morto” (v. 22), não que “deve morrer”, indicando, assim, que a morte de Jesus não é natural nem desejada por Deus simplesmente, mas tem responsáveis por ela.

Em relação à adesão a Jesus Cristo, as condições necessárias para sermos seus discípulos são formuladas a partir de dada condição (“se”), o que revela a liberdade de decisão para o seguimento. Quem quer que decida pelo projeto de Jesus terá de “renunciar a si mesmo e tomar a cruz” (v. 23), significando a profunda doação da vida
de Cristo e dos que a ele desejam se configurar.

Em derradeiro, devemos refletir, à luz dessa palavra, a séria negação de tantos direitos no momento em vivemos. Como cristãos batizados, imersos no mistério da paixão de Cristo, não devemos compactuar com injustiças institucionalizadas as quais O crucificam novamente.

Que Maria, Mãe das Dores, interceda por nós e pelos condenados da Terra.

 

Gabriel Viçose                                                                                                                                                              Seminarista do 2º ano de filosofia

Paróquia de origem: Ressurreição, Goiabeiras, Vitória – ES

Paróquia de pastoral: Santíssima Trindade, Aribiri, Vila Velha – ES

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), vinculada à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para divulgou na

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), vinculada à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para divulgou na tarde da quarta-feira, 15, a nota “NÃO às mortes e à degradação na Amazônia” na qual exige providências urgentes dos poderes públicos frente às mortes e à degradação do território amazônico. “É indispensável o desenvolvimento de ações rápidas do Estado brasileiro, por meio do Governo Federal, Congresso Nacional e Ministério Público, para conter o avanço destruidor sobre a Amazônia”,  diz o documento.

A nota, assinada pelo três bispos da região Norte recém eleitos para presidência da REPAM-Brasil, afirma ser necessário não só prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento de Bruno e Dominic, mas buscar agilidade nas apurações e punição dos responsáveis pelas mortes e pela dor que pesam sobre a Amazônia, seus povos e seus defensores.

A Rede manifesta solidariedade às famílias das vítimas e agradece aos povos indígenas do Vale do Javari “pela solidariedade, sensibilidade humana e reconhecimento por aqueles que apoiam as suas lutas”. Menciona e agradece o comprometimento do jornalismo “com os Direitos Humanos e as causas da Amazônia”.

Expressa, também, indignação com as mortes constantes de lideranças indígenas, ribeirinhas e quilombolas e com a violação dos Direitos Humanos no bioma. “A REPAM-Brasil, comprometida com a defesa da vida humana e da Natureza, solicita com veemência a atuação enérgica das autoridades para estancar a ilegalidade e a exploração da Natureza na Amazônia, o que tem provocado mortes constantes. Reivindicamos que todos os que ocupam cargos de responsabilidade e poder de intervenção, seja em âmbito político, social e econômico, local, nacional e internacional, se tornem guardiões da Criação, do desígnio de Deus inscrito na Natureza, guardiões do outro e do Meio Ambiente”.

Leia a íntegra nota: Nota-da-Presidencia – “NÃO às mortes e à degradação na Amazônia”

Fonte: CNBB