Notícias

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil convida todos para um dia de oração pelas vítimas de covid. A iniciativa surgiu na perspectiva de

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil convida todos para um dia de oração pelas vítimas de covid. A iniciativa surgiu na perspectiva de atingirmos o número triste de 500 mortes.  A proposta é de prestar solidariedade e, principalmente sensibilizar as pessoas para intensificarem as orações.

O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos acolheu a solicitação da CNBB e “recomenda que nesse fim de semana se inclua nas prece dos fiéis uma intenção particular em sufrágio das vítimas e pelas famílias enlutadas. Onde houver soar os sinos das nossas igrejas que se faça um instante de silêncio no momento dessa prece. Esta será a nossa forma de manifestar nossa solidariedade às famílias enlutadas.

Leia a notícia publicada no site da CNBB.

Com o mote de que “Toda vida importa“, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza no próximo sábado, 19 de junho, um dia de sensibilização e orações em memória dos mortos pelo novo coronavírus. Com a previsão de o país atingir 500 mil mortes no próximo sábado, a Conferência escolheu a data para manifestar solidariedade, esperança e consolo.

Redes sociais

Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada nesta quarta e quinta-feira, 16 e 17 de junho, a iniciativa foi apresentada aos bispos. A proposta é que os prelados utilizem a identidade visual da ação como foto de perfil nas redes sociais, bem como a hastag #todavidaimporta nas publicações. Outra sugestão é que os sinos das Igrejas toquem às 15h de sábado.

 

Estão disponíveis a logo da campanha, o vídeo com a oração e cards para as redes sociais.
Para baixar, acesse aqui.

Missa

No mesmo horário, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, preside a Santa Missa na intenção das 500 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. A celebração será no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), com transmissão pelas redes sociais da CNBB e por emissoras de TV de inspiração católica, como TV Horizonte, TV Pai Eterno, Rádio e Rede Imaculada e TV Nazaré.

Oração

A CNBB também vai oferecer um vídeo de oração pelos 500 mil mortos na pandemia. Composta pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a oração será narrada pelo jornalista Silvonei José, que atua em Vatican News. A sugestão é que as emissoras de TV utilizem o material ao final dos telejornais, como uma homenagem aos que se foram ou em outros programas. O vídeo também será distribuído nas redes sociais da CNBB e rádios católicas.

A oração lembra dos irmãos e irmãs que morreram em decorrência da pandemia do novo coronavírus, “muitas sem o mínimo necessário para o tratamento digno como ser humano”. O pedido é que Deus Pai acolha esses filhos e filhas e conceda-lhes a paz eterna. A prece também é que o povo brasileiro possa trabalhar por solidariedade, acolhimento, partilha, compreensão e resiliência. “Que a saudade seja estímulo à fraternidade!
E que a fé seja o sustento de nossa esperança!”.

Um mutirão de audiências sobre pedidos de nulidade de matrimônio está programado para o próximo mês de julho na arquidiocese de Vitória. O acúmulo

Um mutirão de audiências sobre pedidos de nulidade de matrimônio está programado para o próximo mês de julho na arquidiocese de Vitória.

O acúmulo de processos sem julgamento deveu-se à pandemia que impõe restrições no número de atendimentos, seja quantidade de pessoas como pelo tempo necessário para higienizar os locais de audiências e julgamentos.

Neste primeiro semestre 108 processos foram julgados com o esforço dos três Juízes que compõem o Tribunal Eclesiástico: pe. Hiller Stafanon Sezini, pe. Emilio González Escalada e pe. Ilauzir Vieira da Rocha.

Apesar do esforço cerca de outros 200 processos aguardam as audiências que, no processo de pedido de nulidade são a 4ªetapa. É para essa etapa que está sendo o organizado o mutirão que vai funcionar da seguinte forma: obedecendo a todos os critérios para que a saúde seja preservada, o Tribunal fará audiências de segunda a sexta-feira, uma pela manhã e outra pela tarde. Para isso, três notários e um juiz entram em ação: pe. Anderson Teixeira, pe. Teodósio Cesar de Aquino, pe. Hadeleon de Oliveira Santana, pe. Adriano Francisco Souza e pe. Hiller Stefanon, respectivamente.

Passos do processo de pedido de nulidade:

  1. A pessoa que deseja entrar com o pedido de nulidade comparece ao Tribunal ou faz contato pelo telefone e recebe as orientações sobre os documentos necessários.
  2. O Tribunal comunica ao defensor e à parte demandada que o processo iniciou.
  3. O defensor elabora as perguntas que serão realizadas na audiência.
  4. Realização da audiência.
  5. O resultado volta para o defensor que emitirá parecer que será encaminhado ao juiz.
  6. Julgamento.

Se após todo o processo o juiz julgar procedente o pedido, o casamento é considerado nulo e as duas partes podem reconstruir suas vidas e voltar a participar dos sacramentos da Igreja.

A ideia de fazer o mutirão surgiu pelo aumento de pessoas procurando o Tribunal em busca da confirmação de nulidade de matrimônio e conta com a ajuda dos advogados do Tribunal. O pedido foi acolhido pelo presidente do Tribunal, pe. Hiller Stefanon Sezini.

Durante três sábados – entre o final do mês de junho e início do mês de julho – serão realizados encontros de formação com

Durante três sábados – entre o final do mês de junho e início do mês de julho – serão realizados encontros de formação com os agentes da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Vitória. A demanda surgiu a partir da necessidade do alinhamento pastoral das funções da PASCOM nas paróquias. A reunião será online e aberta aos que quiserem participar, mas é preciso fazer uma inscrição prévia. Os links por área estão disponíveis ao fim desta matéria.

Quem vai conduzir cada encontro é a equipe do Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese, tendo como Vigário padre Anderson Gomes. Cada pessoa ficará responsável por uma área e entre os assuntos que serão abordados estão: a missão da PASCOM nas paróquias; produção de texto para o site da Arquidiocese de Vitória; como devem ser realizadas as transmissões ao vivo de missas e eventos em geral e orientações para posts nas redes sociais.

No ato da inscrição também será possível que os pasconeiros façam uma pergunta ou deixem uma sugestão de assunto que poderá ser abordado neste ou nos próximos encontros. O objetivo de separar a formação por área pastoral é contemplar a necessidade de cada região da Igreja particular de Vitória, tendo em vista que as realidades são bem diferentes.

Atualmente a Pastoral da Comunicação está presente em 16 paróquias da área Benevente; 16 paróquias da área Cariacica-Viana; 9 paróquias da área Serrana; 14 paróquias da área Vitória e nas 20 paróquias da área Vila Velha.

Programação por Área Pastoral   

26 de junho – Sábado

9h30 –  Vitória

11h –  Serrana

10 de julho – Sábado

9h30 –  Cariacica/Viana

11h – Vila Velha

17 de julho – Sábado

9h30 –  Benevente

11h – Serra/Fundão

 

Faça a sua inscrição abaixo clicando no nome da sua Área Pastoral!

Vitória 

Serrana

Cariacica/Viana 

Vila Velha

Benevente 

Serra/Fundão

Em mensagem por vídeo, o Papa Francisco fala sobre condições de trabalho, desemprego e direitos entre outros. A mensagem foi enviada à 109ª Conferência

Em mensagem por vídeo, o Papa Francisco fala sobre condições de trabalho, desemprego e direitos entre outros. A mensagem foi enviada à 109ª Conferência Internacional do Trabalho que acontece hoje em Genebra. Leia a matéria publicada no site Vatican News:

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo, em espanhol, aos participantes da 109ª Conferência Internacional do Trabalho que se realiza, em Genebra, nesta quinta-feira.

Promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o evento reúne representantes de Governos, e organizações de empregadores e trabalhadores. “Esta Conferência foi convocada num momento crucial da história social e econômica, que apresenta desafios sérios e abrangentes para o mundo inteiro. Nos últimos meses, a Organização Internacional do Trabalho, através de seus relatórios regulares realizou um trabalho louvável ao dedicar atenção especial a nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis”, disse o Papa na videomensagem.

Segundo Francisco, “aderir a um sindicato é um direito”. A seguir, invoca “uma profunda reforma da economia” e um trabalho “realmente e essencialmente humano”, porque o atual para muitos trabalhadores diaristas, migrantes e trabalhadores precários e sobretudo para muitas mulheres, começando pelas empregadas domésticas, cuidadoras e vendedoras ambulantes, é “perigoso, sujo e degradante”.

Ajudar quem está à margem do trabalho

No vídeo, Francisco convida a Igreja e os governantes a darem uma resposta incisiva àqueles que se encontram “à margem do mundo do trabalho”, esmagados pelas consequências dramáticas da Covid.

Muitos migrantes e trabalhadores vulneráveis e suas famílias são geralmente excluídos do acesso a programas nacionais de promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e assistência, bem como dos planos de proteção financeira e serviços psicossociais.

Segundo o Bispo de Roma, este é “um dos muitos casos da filosofia do descarte que nos acostumamos a impor em nossas sociedades”. Uma exclusão que “complica a detecção precoce, a execução de testes, diagnósticos, rastreamento de contatos e busca de assistência médica para a Covid-19” para refugiados e migrantes, e assim “aumenta o risco de surtos nessas populações”.

Desemprego, jovens fora do mercado, tráfico humano

Francisco entra nos gânglios da emergência trabalhista, pré-existente, mas agravada pela pandemia. Ele enumera os danos causados pela “falta de medidas de proteção social diante do impacto da Covid-19”: aumento da pobreza, desemprego, subemprego, atraso na inserção dos jovens no mercado de trabalho, exploração infantil, tráfico de pessoas, insegurança alimentar, maior exposição a infecções para os doentes e idosos.

“A diminuição do horário de trabalho nos últimos anos resultou tanto na perda de empregos quanto na redução da jornada de trabalho para aqueles que o mantiveram. Muitos serviços públicos, assim como muitas empresas, enfrentaram enormes dificuldades, algumas correndo o risco de falência total ou parcial. Em todo o mundo, vimos perdas de empregos sem precedentes em 2020”.

Condições de trabalho decentes e dignas

“Com a pressa de voltar a uma maior atividade econômica no final da ameaça da Covid-19, evitamos as pesadas fixações no lucro, o isolamento e o nacionalismo, o consumismo cego e a negação das evidências claras que denotam a discriminação dos nossos irmãos e irmãs ‘elimináveis’ em nossa sociedade”, ressalta o Pontífice.

Buscamos soluções que nos ajudem a construir um novo futuro de trabalho baseado em condições de trabalho decentes e dignas que venham da negociação coletiva e promovam o bem comum.

Um diálogo entre governos, empresários e trabalhadores

O Papa volta o seu olhar para as categorias sociais mais vulneráveis: jovens, migrantes, indígenas e pobres que “não podem ser deixados de lado num diálogo que também deveria reunir governos, empresários e trabalhadores”. As confissões religiosas e as comunidades também devem se comprometer juntas, pois só através do diálogo amplo é que pode ser alcançado “um futuro solidário e sustentável para nossa casa comum”. Um verdadeiro diálogo se instaura quando “todos aqueles que dialogam estão no mesmo nível de direitos e deveres”.

Prestar atenção às necessidades particulares das mulheres

Quando se trata de igualdade de direitos, os nossos pensamentos se voltam especialmente para as mulheres, começando pelas vendedoras ambulantes e trabalhadoras domésticas, que sofrem o impacto do coronavírus em termos de “isolamento” ou “exposição extrema a riscos à saúde”.

Sem creches acessíveis, os filhos dessas trabalhadoras estão expostos a um risco maior à saúde porque as mães devem levá-los para o local de trabalho ou deixá-los em casa sem sozinhos.

“É necessário assegurar que a assistência social chegue à economia informal e preste especial atenção às necessidades particulares das mulheres e meninas”, insiste Francisco.

A violência contra a mulher é vergonhosa

E ainda sobre as mulheres, ele denuncia as situações extremas que surgiram em vários países durante a pandemia. São muitas, demasiadas, mulheres que “continuam clamando por liberdade, justiça e igualdade entre todas as pessoas humanas”, afirma o Papa. É verdade que houve “melhorias notáveis ​​no reconhecimento dos direitos das mulheres e na sua participação no espaço público”, mas ainda há muito a ser feito, pois “costumes inaceitáveis ​​ainda não foram completamente erradicados”. Em primeiro lugar, a “violência vergonhosa” que resulta em maus-tratos familiares, escravidão ou na “desigualdade de acesso a empregos dignos e aos locais onde se tomam decisões”.

Apoiar sistemas de proteção social

Com vigor, o Papa Francisco pede o apoio e a ampliação dos sistemas de proteção social, “que por sua vez enfrentam riscos importantes”, para que possam garantir o acesso aos serviços de saúde, alimentação e necessidades humanas básicas.

O direito de sindicalização

O Papa também pede para que seja garantido o respeito dos direitos fundamentais dos trabalhadores, incluindo o da sindicalização: “A adesão a um sindicato é um direito. A crise da Covid-19 já afetou os mais vulneráveis e eles não devem ser afetados negativamente por medidas para acelerar uma retomada que se concentre unicamente nos indicadores econômicos”.

O vírus da indiferença egoísta

Para o Papa, “uma profunda reforma da economia” é urgente e necessária, porque “uma sociedade não pode progredir descartando”. O risco é de fato “ser atacado por um vírus ainda pior que a Covid-19: o da indiferença egoísta”.

Este vírus se propaga ao pensar que a vida é melhor se for melhor para mim, e que tudo está bem se estiver bem para mim, e assim começamos e terminamos selecionando uma pessoa ao invés de outra, descartando os pobres, sacrificando aqueles que ficaram para trás no chamado “altar do progresso”. É uma verdadeira dinâmica elitista, de constituição de novas elites ao preço do descarte de muitas pessoas e povos.

Em vez disso, a pandemia mostrou que “não há diferenças ou confins entre os que sofrem. Somos todos frágeis e, ao mesmo tempo, todos de grande valor…”.

Pio XI e a Grande Depressão

Lembrando, em 1931, a crise de Wall Street e a Grande Depressão, quando Pio XI falou contra a assimetria entre trabalhadores e empresários, Francisco também pede proteção para os trabalhadores “do jogo da desregulamentação”. Ele espera que as normas jurídicas sejam orientadas “para o crescimento do emprego, do trabalho digno e dos direitos e deveres da pessoa humana”.

Um trabalho que cuida

O Pontífice não esquece os trabalhadores dos chamados empregos “não standard”, sem proteção social e particularmente vulneráveis. Para eles, como para todos, uma única e simples ação é necessária: “cuidado”.

“O trabalho que não cuida, que destrói a Criação, que põe em perigo a sobrevivência das gerações futuras, não respeita a dignidade dos trabalhadores e não pode ser considerado digno. Pelo contrário, o trabalho que se preocupa, contribui para a restauração da plena dignidade humana, ajudará a garantir um futuro sustentável para as gerações futuras”.

Libertar-se da herança do Iluminismo

Toda empresa deve se perguntar cotidianamente “se ela cuida de seus trabalhadores”, diz Francisco. E junto com o cuidado, ele fala da cultura, ou melhor, das muitas culturas do mundo, começando pelas indígenas ou populares, muitas vezes marginalizadas, que se, em vez disso, se entrelaçassem, levariam ao enriquecimento.

Acredito que é hora de finalmente nos livrarmos da herança do Iluminismo, que associou a palavra cultura a um certo tipo de formação intelectual e pertença social. Cada povo tem sua própria cultura e nós devemos aceitá-la como ela é.

Daí, novamente, um convite para “enfrentar os efeitos destruidores do império do dinheiro”.

Apelo aos políticos, sindicalistas e empresários

No final da mensagem de vídeo, o Papa Francisco se dirige a cada um dos “atores institucionalizados do mundo do trabalho” que poderiam favorecer as mudanças já em curso: “A sua responsabilidade é grande, mas o bem que você pode alcançar é ainda maior”. Em seguida, ele fala aos políticos e governantes, pedindo-lhes que se inspirem “naquela forma de amor que é a caridade política”; fala aos sindicalistas e líderes de associações de trabalhadores, advertindo-os contra a corrupção e exortando-os “a não se deixarem fechar numa camisa de força”, mas “a se concentrarem nas situações concretas dos bairros e comunidades em que trabalham”. Ele fala, por fim, aos empresários que têm a vocação de “produzir riqueza a serviço de todos” através da criação de oportunidades de trabalho diversificadas.

Propriedade privada, um direito secundário

Para eles, o Pontífice lembra, como já mencionado na encíclica Fratelli Tutti, que “junto com o direito de propriedade privada, existe o direito prioritário e precedente da subordinação de toda propriedade privada ao destino universal dos bens da terra e, portanto, o direito de todos ao seu uso”. A propriedade privada, reitera o Papa, “é um direito secundário”, dependente do “direito primário, que é o destino universal dos bens”.

Pe. Franz-Victor Rudio, primeiro Reitor do Seminário, entre 1951 e 1952 (à esquerda); e Cônego Acácio Valentim de Morais, 2º Reitor, de 1952 a
Pe. Franz-Victor Rudio, primeiro Reitor do Seminário, entre 1951 e 1952 (à esquerda); e Cônego Acácio Valentim de Morais, 2º Reitor, de 1952 a 1963 (à direita).

Em 06 de agosto de 1952, o 5º Bispo do Espírito Santo, Dom José Joaquim Gonçalves, nomeou como 2º Reitor do Seminário Menor Nossa Senhora da Penha o Cônego Acácio Valentim de Morais, que permaneceu na função por 11 anos consecutivos, até o final de 1963. Anterior ao Cônego Acácio, havia assumido a reitoria por pouco mais de um ano o Pe. Franz-Victor Rudio (1951-1952).

O Cônego Acácio, exercendo a função de Reitor, também lecionava Português, Latim, Grego e Desenho. Foi ele, praticamente, quem carregou a existência do Seminário durante longos anos de dificuldades financeiras, quando, em meio a muita abnegação e renúncia, os seminaristas persistiam, sustentados unicamente pelo ideal de chegar um dia ao sacerdócio. Naquele tempo, em meio à crise, até as dedicadas funcionárias da cozinha e da lavanderia contribuíram, colocando seus salários à disposição do Padre Reitor.

No corpo docente, junto ao Cônego Acácio, estava o Pe. Antônio Volkers, que, além de ecônomo, assumiu as aulas de Matemática, e depois, a função de disciplinário. Acrescente-se também a ajuda do Cônego Aristide Taciano, que lecionou Português e Latim; e do padre belga José d’Hooghe, que colaborou por um ano nas disciplinas de Música, Latim e Francês.

Após a saída do Cônego Aristide e do Pe. d’Hooghe, o Seminário contava com um quadro deficitário de professores. Apesar da contribuição valiosa de docentes leigos, a situação persistia, e a tentativa de enviar os alunos para outros Seminários, nesse momento, não deu certo.

A solução chegou no início do ano de 1958, sendo Dom João Batista da Motta e Albuquerque o 1º Arcebispo de Vitória: os alunos do curso ginasial[1] passariam a estudar no Colégio Salesiano Nossa Senhora da Vitória, no Forte de S. João. O intuito da transferência era proporcionar aos seminaristas uma experiência de abertura para a vivência evangélica no meio leigo – inovação avançada para a época -, que inicialmente não foi vista com bons olhos pelo clero.

Nove anos depois de inaugurado, o Seminário apresentou a primeira turma concludente do curso de Humanidades, que devia prosseguir com os estudos superiores de Filosofia e Teologia. A Arquidiocese de Vitória, que com muita dificuldade mantinha o Seminário Menor, naquele momento não podia assumir a responsabilidade de um Seminário Maior; o que levou o Arcebispo Dom João Batista a pedir ajuda à Arquidiocese de Belo Horizonte. A parceria foi firmada, e em fevereiro de 1959, partia para Minas Gerais a primeira turma de alunos do curso de Filosofia.

[1] correspondente aos anos finais do Ensino Fundamental (Ensino Fundamental II).

CARNIELLI, Adwalter Antônio. História da Igreja Católica no Estado do Espírito Santo, 1535-2000. Vila Velha, Comunicação Impressa, 2006.

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.

Acordo entre Iphan, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, assinam no dia de hoje,

Acordo entre Iphan, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, assinam no dia de hoje, 16 de maio de 2021 às 14h30, Acordo de Cooperação Técnica. Leia a matéria produzida e divulgada pela CNBB.

Hoje Igrejas, conventos, residências e acervos de arte sacra estão entre os bens culturais incluídos em acordo de cooperação técnica a ser firmado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na tarde desta quarta-feira, 16, às 14h30.

As duas instituições estabelecem uma parceria para realizar ações conjuntas de preservação e valorização do Patrimônio Cultural sob gestão da Igreja Católica no Brasil. Cerca de um terço do total dos bens tombados pelo Iphan serão abrangidos pelo novo acordo.

Patrimônio Cultural da Igreja no Brasil

Com vigência de três anos, o acordo prevê um conjunto de ações, que vão desde o diagnóstico dos bens tombados a ações educativas, passando ainda pela identificação desse Patrimônio Cultural, estabelecimento de diretrizes para intervenções, fomento à conservação e capacitação de quadros da CNBB e seus colaboradores para a gestão de imóveis e acervos. O acordo não abarca repasse de recursos financeiros entre as duas instituições; o custeio das ações deverá ser feito por meio do orçamento de cada uma delas.

Durante o evento de lançamento, que ocorre no auditório da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), haverá ainda o lançamento do selo criado especialmente para celebrar a parceria. Na sequência, o acordo de cooperação técnica será assinado. O evento conta com a presença do bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, e da presidente do Iphan, Larissa Peixoto. A cerimônia terá transmissão online.

“O acordo consolida um longo diálogo entre a Igreja Católica e o Iphan, ampliando as possibilidades de preservação e promoção do Patrimônio Cultural eclesiástico”, avalia a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Os bens continuam sob propriedade da Igreja, mas abrimos novos caminhos para melhorar a gestão desses bens, para os fiéis, o turismo religioso e a sociedade de maneira mais ampla.”

Patrimônio católico

O acordo de cooperação busca conferir à Igreja e a seus colaboradores os instrumentos necessários para preservação do acervo sob sua responsabilidade. Por meio de ações preventivas, com a integração e alinhamento das informações entre as instituições, está prevista, dentre outras atividades, a elaboração de materiais de orientação e capacitação, desenvolvimento de planos de conservação e articulação com os cursos já existentes nas Pontifícias Universidades Católicas e fomento à criação de outros.

Para a efetivação das atividades, serão considerados os estudos e ações já realizados por ambas as instituições, avaliando-os e avançando em estratégias comuns. Após a assinatura do acordo, serão definidos projetos-piloto para cada etapa prevista.

“O acordo expressa o reconhecimento do quanto nossos antepassados fizeram, a corresponsabilidade entre Igreja e Estado na preservação dos bens culturais materiais e o respeito pela destinação religiosa, como primeira finalidade de todo esse acervo”, avalia dom Joel Portella Amado. “Cuidar, portanto, desse acervo é cuidar também da memória e dos valores mais profundos de um povo, respeitando sua história, preservando seu passado para consolidar valores importantes no presente e, com certeza, colaborar na construção do futuro.”

Os bens que podem ser beneficiados pelo acordo estão distribuídos por todo o Brasil. Há igrejas, complexos e outras edificações, além de bens móveis, como imagens de santos católicos e outros objetos de arte sacra. A Igreja da Sé, de onde parte o Círio de Nazaré, em Belém (PA), é um exemplo, ao lado de outros templos religiosos tombados individualmente, como a Catedral Metropolitana de Brasília (DF), a Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Rio de Janeiro (RJ), e do Senhor do Bonfim, em Salvador (BA). Ainda podem ser beneficiados os bens inseridos em cidades com conjuntos urbanos tombados, a exemplo de Ouro Preto (MG), Alcântara (MA) e Paraty (RJ).

As edificações de propriedade da Igreja Católica foram erigidas desde o período colonial, demarcando diferentes períodos da história do Brasil. Desde a criação do Iphan, em 1937, previu-se a necessidade de cooperação com autoridades eclesiásticas, dada a representatividade desses bens para o Patrimônio Cultural.

Na década de 1970, a CNBB publicou o Documento Base sobre a Arte Sacra que orientou os responsáveis pelos acervos culturais nas ações da gestão e promoção dos seus bens culturais eclesiásticos. E, em 2008, acordo internacional entre o Brasil e a Santa Sé previu a cooperação para salvaguardar, conservar, valorizar a preservar os bens culturais eclesiásticos.

Desde o ano passado, com a elaboração do I Plano de Gestão de Bens Culturais Materiais, se iniciou o diálogo para uma parceria entre Iphan e CNBB, considerando o elevado número de bens culturais católicos acautelados. Ainda em 2020, foram formalizadas as tratativas para a construção de um documento que contivesse os termos do acordo. O acordo de cooperação assinado será publicado na edição da próxima segunda-feira, 21, do Diário Oficial da União (DOU).

Os quatro diáconos transitórios capixabas que estão a quase cinco meses em missão no estado do Pará voltarão para Vitória no dia 29 de

Os quatro diáconos transitórios capixabas que estão a quase cinco meses em missão no estado do Pará voltarão para Vitória no dia 29 de junho. Alessandro Rebonato, Daniel Calil, Ruan Coutinho e Vitor Noronha estavam ajudando o clero da Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia, local que necessita da contribuição de missionários para servir o povo de Deus.

Segundo o Pe. Jorge, Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, “a experiência dos diáconos na diocese de Conceição do Araguaia serviu também como estágio pastoral, uma vez que os futuros presbíteros puderam conhecer uma realidade diferente da arquidiocese de Vitória, assim podendo ter uma visão mais ampla da realidade da Igreja”.

Ao chegarem do Pará os diáconos terão alguns dias de folga para visitar as famílias deles, depois voltarão para o seminário a fim de se prepararem para o Exame de Jurisdição – uma espécie de prova que é aplicada pelo Arcebispo antes da Ordenação – e depois sairão em retiro espiritual, que será pregado por Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo emérito de Vitória.

A ordenação presbiteral dos quatro diáconos transitórios já está marcada, confira abaixo:

31/07 – Diácono Vitor César Zille Noronha
Local : Santuário de Vila Velha
Horário: 9h

07/08 – Diácono Alessandro Rebonato
Local: Catedral de Vitória
Horário: 9h

21/08 – Diácono Daniel Calil Mascalubo
Local: Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Praia de Itaparica)
Horário: 18h

28/08 – Diácono Ruan Coutinho da Cruz
Local: Santuário Bom Pastor (Campo Grande)
Horário: 17h

Acontece de hoje até dia 17 a 16ª edição do Fórum Globsec Bratislava, na Eslováquia. Esta edição que se realiza em modelo híbrido: presencial

Acontece de hoje até dia 17 a 16ª edição do Fórum Globsec Bratislava, na Eslováquia. Esta edição que se realiza em modelo híbrido: presencial e online tem como tema ‘Re construamos melhor o mundo’.

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo para este encontro e aponta caminhos: Corrigir o que não funcionava antes da pandemia – Reconhecer a igualdade de cada ser humano – Ter uma visão abrangente e de esperança. Leia a matéria produzida e publicada pelo Vatican News.

Francisco: converter a morte em vida, as armas em alimento

Na videomensagem enviada hoje para a abertura do Fórum Globosec Bratislava, na Eslováquia, o Papa olha para o mundo a ser construído depois da pandemia e “desenvolver uma ideia de retomada” que reconstrói, corrige “o que não funcionava antes da chegada do coronavírus e que contribuiu para piorar a crise”.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo, nesta terça-feira (15/06), aos participantes da 16ª edição do Fórum Globsec Bratislava, na Eslováquia, que se realiza em presença e também on-line, sobre o tema “Reconstruamos melhor o mundo”.

Ouça e compartilhe

O evento conta com a participação de políticos como o presidente francês, Emmanuel Macron, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, líderes de opinião, empresários e organizações internacionais de hoje a 17 de junho.

Ver, julgar e agir. Estes três verbos citados pelo Papa Francisco na videomensagem, indicam o caminho para que o mundo saia melhor da crise causada pela pandemia de coronavírus.

Corrigir o que não funcionava antes da pandemia

Segundo o Papa, o primeiro passo a ser dado é ver o mundo que entrou em crise, analisar o seu passado, reconhecer “as carências sistêmicas”, os “erros cometidos” também em relação à Criação. A partir disso, “desenvolver uma ideia de retomada” que reconstrói, corrige “o que não funcionava antes da chegada do coronavírus e que contribuiu para piorar a crise”.

“Vejo um mundo que foi enganado por uma sensação ilusória de segurança baseada na fome de lucro. Vejo um modelo de vida econômica e social caracterizado por tanta desigualdade e egoísmo, em que uma pequena minoria da população mundial possui a maioria dos bens, muitas vezes não hesitando em explorar pessoas e recursos.”

“Vejo um estilo de vida que não cuida o suficiente do ambiente”, ressalta Francisco, enfatizando o hábito “de consumir e destruir sem restrições aquilo que pertence a todos e que deve ser protegido com respeito, criando uma “dívida ecológica” suportada sobretudo pelos pobres e pelas gerações futuras”.

Reconhecer a igualdade de cada ser humano

“O segundo passo é avaliar o que vimos”, ressalta o Papa. “A crise abre novas possibilidades: de fato, é um desafio aberto para enfrentar a situação atual, para transformar o tempo de provação num tempo de escolha. Uma crise obriga a escolher, para o bem ou para o mal. De uma crise, como eu já disse, não se      sai igual: ou se sai melhor ou pior. Mas nunca o mesmo”, afirma Francisco. “Julgar o que vimos e vivemos nos impele a melhorar”, a “dar passos adiante”.

“A crise que afetou a todos nos lembra que ninguém se salva sozinho. A crise nos abre o caminho para um futuro que reconhece a verdadeira igualdade de cada ser humano: não uma igualdade abstrata, mas concreta, que oferece às pessoas e aos povos oportunidades justas e reais de desenvolvimento.”

Uma visão abrangente e de esperança

Neste caminho, o último passo é agir para não desperdiçar a oportunidade da crise, “diante das injustiças sociais e da marginalização”, com um modelo que coloca no centro o respeito por todas as pessoas.

Toda ação precisa de uma visão, uma visão abrangente e de esperança: uma visão como a do profeta bíblico Isaías, que viu espadas transformarem-se em arados, as lanças em foices. Agir para o desenvolvimento de todos é realizar um trabalho de conversão. E antes de tudo decisões que convertem a morte em vida, as armas em alimento. Todos nós precisamos empreender também uma conversão ecológica. A visão de conjunto inclui a perspectiva da criação entendida como uma “casa comum” e exige uma ação urgente para protegê-la.”

O Papa espera que os debates destes dias ajudem a criar “um modelo de retomada capaz de gerar soluções mais inclusivas e sustentáveis; um modelo de desenvolvimento baseado na convivência pacífica entre os povos e na harmonia com a criação”.