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Com o mapa de risco moderado em Vila Velha, o Convento da Penha retoma as missas presenciais no Campinho. Frei Paulo Roberto, guardião do

Com o mapa de risco moderado em Vila Velha, o Convento da Penha retoma as missas presenciais no Campinho. Frei Paulo Roberto, guardião do Convento afirmou que “o Convento sem o povo e sem reza produz um vazio desconcertante. Por isso, a retomada com os cuidados devidos renova o vigor da missão do Convento”.  O Guardião acrescentou: “Ainda vivemos limitações da pandemia, ainda é tempo de cuidado. Por isso, é indispensável o uso de máscara sobre o nariz e a boca, além da frequente higienização das mãos”.

Se você for participar da missa no Convento não esqueça de seguir as recomendações de frei Paulo. Cada um é responsável por cuidar de si mesmo e do irmão.

As missas irão acontecer de segunda a sábado sempre às 7 e 15h.

O Convento da Penha é um lugar procurado diariamente pelos fiéis que buscam espaço de oração, querem agradecer e pedir a proteção de Nossa Senhora para as lutas do dia a dia. Por isso o Convento manteve aberto o acesso dos fiéis e devotos, sem missas presenciais, conforme disse frei Paulo: “Sabemos da importância do cultivo da espiritualidade nesses tempos de desalento e insegurança, por isso o Convento nunca fechou totalmente. A Penha é lugar de encontro com Deus que cuida de nós e nos pede que sejamos cuidadosos uns com os outros”.

 

 

O Papa Francisco divulgou mensagem para o Dia Mundial dos Pobres 2021. O tema é uma frase do Evangelho de São Marcos (14,7): “Sempre

O Papa Francisco divulgou mensagem para o Dia Mundial dos Pobres 2021. O tema é uma frase do Evangelho de São Marcos (14,7): “Sempre tereis pobres entre vós”. A data foi instituída pelo próprio Papa Francisco em 20 de novembro de 2016, quando estabeleceu o 33° Domingo do Tempo Comum como marco para o evento. Este ano será no dia 14 de novembro. O Papa explica a escolha do tema: «Sempre tereis pobres entre vós» (Mc 14, 7): é um convite a não perder jamais de vista a oportunidade que se nos oferece para fazer o bem.

Leia a mensagem na íntegra:

Mensagem do Papa Francisco para o V Dia Mundial dos Pobres

Para o V Dia Mundial dos Pobres que será celebrada no próximo dia 14 de novembro o Papa Francisco apresentou a sua mensagem que inicia com as palavras: “Sempre tereis pobres entre vós” do Evangelho de São Marcos

«Sempre tereis pobres entre vós» (Mc 14, 7)

1. «Sempre tereis pobres entre vós» (Mc 14, 7): estas palavras foram pronunciadas por Jesus, alguns dias antes da Páscoa, por ocasião duma refeição em Betânia na casa de Simão chamado «o leproso». Como narra o evangelista, entrou lá uma mulher com um vaso de alabastro cheio de perfume muito precioso e derramou-o sobre a cabeça de Jesus. Este gesto suscitou grande estupefação e deu origem a duas interpretações diversas.

A primeira delas é a indignação de alguns dos presentes, incluindo os discípulos, que, ao considerar o valor do perfume (cerca de 300 denários, equivalente ao salário anual dum trabalhador), pensam que teria sido melhor vendê-lo e dar o produto aos pobres. Segundo o Evangelho de João, é Judas que se faz intérprete desta posição: «Porque é que não se vendeu este perfume por trezentos denários, para os dar aos pobres?». E o evangelista observa: «Ele, porém, disse isto, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão e, como tinha a bolsa do dinheiro, tirava o que nela se deitava» (Jo 12, 5-6). Não é por acaso que esta crítica dura sai da boca do traidor: é a prova de que, quantos não reconhecem os pobres, atraiçoam o ensinamento de Jesus e não podem ser seus discípulos. Recordemos, a este propósito, as palavras fortes de Orígenes: «Judas, aparentemente, estava preocupado com os pobres. (…) Se, agora, ainda houver alguém que tem a bolsa da Igreja e fala a favor dos pobres como Judas, mas depois tira o que metem lá dentro, então tenha parte juntamente com Judas» (Comentário ao Evangelho de Mateus 11, 9).

A segunda interpretação é dada pelo próprio Jesus e permite individuar o sentido profundo do gesto realizado pela mulher. Diz Ele: «Deixai-a. Porque estais a atormentá-la? Praticou em Mim uma boa ação» (Mc 14, 6). Jesus sabe que está próxima a sua morte e vê, naquele gesto, a antecipação da unção do seu corpo sem vida antes de ser colocado no sepulcro. Esta visão ultrapassa todas as expetativas dos convivas. Jesus recorda-lhes que Ele é o primeiro pobre, o mais pobre entre os pobres, porque os representa a todos. E é também em nome dos pobres, das pessoas abandonadas, marginalizadas e discriminadas que o Filho de Deus aceita o gesto daquela mulher. Esta, com a sua sensibilidade feminina, demonstra ser a única que compreendeu o estado de espírito do Senhor. Esta mulher anónima – talvez por isso destinada a representar todo o universo feminino que, no decurso dos séculos, não terá voz e sofrerá violências –, inaugura a significativa presença de mulheres que participam no momento culminante da vida de Cristo: a sua crucifixão, morte e sepultura e a sua aparição como Ressuscitado. As mulheres, tantas vezes discriminadas e mantidas ao largo dos postos de responsabilidade, nas páginas do Evangelho são, pelo contrário, protagonistas na história da revelação. E é eloquente a frase conclusiva de Jesus, que associa esta mulher à grande missão evangelizadora: «Em verdade vos digo: em qualquer parte do mundo onde for proclamado o Evangelho, há de contar-se também, em sua memória, o que ela fez» (Mc 14, 9).

2. Esta forte «empatia» entre Jesus e a mulher e o modo como Ele interpreta a sua unção, em contraste com a visão escandalizada de Judas e doutros, inauguram um fecundo caminho de reflexão sobre o laço indivisível que existe entre Jesus, os pobres e o anúncio do Evangelho.

Com efeito, o rosto de Deus que Ele revela é o de um Pai para os pobres e próximo dos pobres. Toda a obra de Jesus afirma que a pobreza não é fruto duma fatalidade, mas sinal concreto da sua presença no nosso meio. Não O encontramos quando e onde queremos, mas reconhecemo-Lo na vida dos pobres, na sua tribulação e indigência, nas condições por vezes desumanas em que são obrigados a viver. Não me canso de repetir que os pobres são verdadeiros evangelizadores, porque foram os primeiros a ser evangelizados e chamados a partilhar a bem-aventurança do Senhor e o seu Reino (cf. Mt 5, 3).

Os pobres de qualquer condição e latitude evangelizam-nos, porque permitem descobrir de modo sempre novo os traços mais genuínos do rosto do Pai. Eles «têm muito para nos ensinar. Além de participar do sensus fidei, nas suas próprias dores conhecem Cristo sofredor. É necessário que todos nos deixemos evangelizar por eles. A nova evangelização é um convite a reconhecer a força salvífica das suas vidas, e a colocá-los no centro do caminho da Igreja. Somos chamados a descobrir Cristo neles: não só a emprestar-lhes a nossa voz nas suas causas, mas também a ser seus amigos, a escutá-los, a compreendê-los e a acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar através deles. O nosso compromisso não consiste exclusivamente em ações ou em programas de promoção e assistência; aquilo que o Espírito põe em movimento não é um excesso de ativismo, mas primariamente uma atenção prestada ao outro, considerando-o como um só consigo mesmo. Esta atenção amiga é o início duma verdadeira preocupação pela sua pessoa e, a partir dela, desejo de procurar efetivamente o seu bem» (Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 198-199).

3. Jesus não só está do lado dos pobres, mas também partilha com eles a mesma sorte. Isto constitui também um forte ensinamento para os seus discípulos de todos os tempos. As suas palavras – «sempre tereis pobres entre vós» – pretendem indicar também isto: a sua presença no meio de nós é constante, mas não deve induzir àquela habituação que se torna indiferença, mas empenhar numa partilha de vida que não prevê delegações. Os pobres não são pessoas «externas» à comunidade, mas irmãos e irmãs cujo sofrimento se partilha, para abrandar o seu mal e a marginalização, a fim de lhes ser devolvida a dignidade perdida e garantida a necessária inclusão social. Aliás sabe-se que um gesto de beneficência pressupõe um benfeitor e um beneficiado, enquanto a partilha gera fraternidade. A esmola é ocasional, ao passo que a partilha é duradoura. A primeira corre o risco de gratificar quem a dá e humilhar quem a recebe, enquanto a segunda reforça a solidariedade e cria as premissas necessárias para se alcançar a justiça. Enfim os crentes, quando querem ver Jesus em pessoa e tocá-Lo com a mão, sabem aonde dirigir-se: os pobres são sacramento de Cristo, representam a sua pessoa e apontam para Ele.

Temos muitos exemplos de Santos e Santas que fizeram da partilha com os pobres o seu projeto de vida. Penso, entre outros, no Padre Damião de Veuster, Santo apóstolo dos leprosos. Com grande generosidade, respondeu à vocação de ir para a ilha de Molokai – tinha-se tornado um gueto acessível apenas aos leprosos –, a fim de viver e morrer com eles. Lançando-se ao trabalho, tudo fez para tornar digna de ser vivida a existência daqueles pobres doentes e marginalizados, reduzidos à degradação extrema. Fez-se médico e enfermeiro, sem se preocupar com os riscos que corria, levando a luz do amor àquela «colónia de morte», como era designada a ilha. A lepra atingiu-o também a ele, sinal duma partilha total com os irmãos e irmãs pelos quais dera a vida. O seu testemunho é muito atual nestes nossos dias, marcados pela pandemia de coronavírus: com certeza a graça de Deus está em ação no coração de muitas pessoas que, sem dar nas vistas, se gastam concretamente partilhando a sorte dos mais pobres.

4. Por isso precisamos de aderir com plena convicção ao convite do Senhor: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1, 15). Esta conversão consiste, primeiro, em abrir o nosso coração para reconhecer as múltiplas expressões de pobreza e, depois, em manifestar o Reino de Deus através dum estilo de vida coerente com a fé que professamos. Com frequência, os pobres são considerados como pessoas aparte, como uma categoria que requer um serviço caritativo especial. Seguir Jesus comporta uma mudança de mentalidade a esse propósito, ou seja, acolher o desafio da partilha e da comparticipação. Tornar-se seu discípulo implica a opção de não acumular tesouros na terra, que dão a ilusão duma segurança em realidade frágil e efémera; ao contrário, requer disponibilidade para se libertar de todos os vínculos que impedem de alcançar a verdadeira felicidade e bem-aventurança, para reconhecer aquilo que é duradouro e que nada e ninguém pode destruir (cf. Mt 6, 19-20).

Mas o ensinamento de Jesus aparece em contracorrente também neste caso, porque promete aquilo que só os olhos da fé podem ver e experimentar com certeza absoluta: «Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19, 29). Se não se optar por tornar-se pobre de riquezas efémeras, poder mundano e vanglória, nunca se sará capaz de dar a vida por amor; viver-se-á uma existência fragmentária, cheia de bons propósitos mas ineficaz para transformar o mundo. Trata-se, portanto, de abrir-se decididamente à graça de Cristo, que pode tornar-nos testemunhas da sua caridade sem limites e restituir credibilidade à nossa presença no mundo.

5. O Evangelho de Cristo impele a ter uma atenção muito particular para com os pobres e requer que se reconheça as múltiplas, demasiadas, formas de desordem moral e social que sempre geram novas formas de pobreza. Parece ganhar terreno a conceção segundo a qual os pobres não só são responsáveis pela sua condição, mas constituem também um peso intolerável para um sistema económico que coloca no centro o interesse dalgumas categorias privilegiadas. Um mercado que ignora ou discrimina os princípios éticos cria condições desumanas que se abatem sobre pessoas que já vivem em condições precárias. Deste modo assiste-se à criação incessante de armadilhas novas da miséria e da exclusão, produzidas por agentes económicos e financeiros sem escrúpulos, desprovidos de sentido humanitário e responsabilidade social.

Além disso, no ano passado, veio juntar-se outra praga que multiplicou ainda mais o número dos pobres: a pandemia. Esta continua a bater à porta de milhões de pessoas e, mesmo quando não traz consigo o sofrimento e a morte, todavia é portadora de pobreza. Os pobres têm aumentado desmesuradamente e o mesmo, infelizmente, continuará a verificar-se ainda nos próximos meses. Alguns países estão a sofrer gravíssimas consequências devido à pandemia, a ponto de as pessoas mais vulneráveis se encontrarem privadas de bens de primeira necessidade. As longas filas diante das cantinas para os pobres são o sinal palpável deste agravamento. Um olhar atento requer que se encontrem as soluções mais idóneas para combater o vírus a nível mundial, sem olhar a interesses de parte. De modo particular, é urgente dar respostas concretas a quantos padecem o desemprego, que atinge de maneira dramática tantos pais de família, mulheres e jovens. A solidariedade social e a generosidade de que muitos, graças a Deus, são capazes, juntamente com projetos clarividentes de promoção humana, estão a dar e darão um contributo muito importante nesta conjuntura.

6. Entretanto permanece de pé uma questão, nada óbvia: Como se pode dar uma resposta palpável aos milhões de pobres que tantas vezes, como resposta, só encontram a indiferença, quando não a aversão? Qual caminho de justiça é necessário percorrer para que as desigualdades sociais possam ser superadas e seja restituída a dignidade humana tão frequentemente espezinhada? Um estilo de vida individualista é cúmplice na geração da pobreza e, muitas vezes, descarrega sobre os pobres toda a responsabilidade da sua condição. Mas a pobreza não é fruto do destino; é consequência do egoísmo. Portanto é decisivo dar vida a processos de desenvolvimento onde se valorizem as capacidades de todos, para que a complementaridade das competências e a diversidade das funções conduzam a um recurso comum de participação. Há muitas pobrezas dos «ricos» que poderiam ser curadas pela riqueza dos «pobres», bastando para isso encontrarem-se e conhecerem-se. Ninguém é tão pobre que não possa dar algo de si na reciprocidade. Os pobres não podem ser aqueles que apenas recebem; devem ser colocados em condição de poder dar, porque sabem bem como corresponder. Quantos exemplos de partilha diante dos nossos olhos! Os pobres ensinam-nos frequentemente a solidariedade e a partilha. É verdade que são pessoas a quem falta algo e por vezes até muito, se não mesmo o necessário; mas não falta tudo, porque conservam a dignidade de filhos de Deus que nada e ninguém lhes pode tirar.

7. Impõe-se, pois, uma abordagem diferente da pobreza. É um desafio que os governos e as instituições mundiais precisam de perfilhar, com um modelo social clarividente, capaz de enfrentar as novas formas de pobreza que invadem o mundo e marcarão de maneira decisiva as próximas décadas. Se os pobres são colocados à margem, como se fossem os culpados da sua condição, então o próprio conceito de democracia é posto em crise e fracassa toda e qualquer política social. Com grande humildade, temos de confessar que muitas vezes não passamos de incompetentes a respeito dos pobres: fala-se deles em abstrato, fica-se pelas estatísticas e pensa-se sensibilizar com qualquer documentário. Ao contrário, a pobreza deveria incitar a uma projetação criativa, que permita fazer aumentar a liberdade efetiva de conseguir realizar a existência com as capacidades próprias de cada pessoa. Pensar que a posse de dinheiro consinta e aumente a liberdade é uma ilusão de que devemos afastar-nos. Servir eficazmente os pobres incita à ação e permite encontrar as formas mais adequadas para levantar e promover esta parte da humanidade, demasiadas vezes anónima e sem voz, mas que em si mesma traz impresso o rosto do Salvador que pede ajuda.

8. «Sempre tereis pobres entre vós» (Mc 14, 7): é um convite a não perder jamais de vista a oportunidade que se nos oferece para fazer o bem. Como pano de fundo, pode-se vislumbrar o antigo mandamento bíblico: «Se houver junto de ti um indigente entre os teus irmãos (…), não endurecerás o teu coração e não fecharás a tua mão ao irmão necessitado. Abre-lhe a tua mão, empresta-lhe sob penhor, de acordo com a sua necessidade, aquilo que lhe faltar. (…) Deves dar-lhe, sem que o teu coração fique pesaroso; porque, em recompensa disso, o Senhor, teu Deus, te abençoará em todas as empresas das tuas mãos. Sem dúvida, nunca faltarão pobres na terra» (Dt 15, 7-8.10-11). E no mesmo cumprimento de onda se coloca o apóstolo Paulo, quando exorta os cristãos das suas comunidades a socorrer os pobres da primeira comunidade de Jerusalém e a fazê-lo «sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). Não se trata de serenar a nossa consciência dando qualquer esmola, mas antes contrastar a cultura da indiferença e da injustiça com que se olha os pobres.

Neste ponto, faz-nos bem recordar as palavras de São João Crisóstomo: «Quem é generoso não deve pedir contas do comportamento, mas somente melhorar a condição de pobreza e satisfazer a necessidade. O pobre só tem uma defesa: a sua pobreza e a condição de necessidade em que se encontra. Não lhe peças mais nada; mesmo que fosse o homem mais malvado do mundo, se lhe vier a faltar o alimento necessário, libertemo-lo da fome. (…) O homem misericordioso é um porto para quem está em necessidade: o porto acolhe e liberta do perigo todos os náufragos, sejam eles malfeitores, bons ou como forem. Aos que se encontram em perigo, o porto acolhe-os, coloca-os em segurança dentro da sua enseada. Também tu, portanto, quando vês por terra um homem que sofreu o naufrágio da pobreza, não o julgues, nem lhe peças conta do seu comportamento, mas liberta-o da desventura» (Discursos sobre o pobre Lázaro, II, 5).

9. É decisivo aumentar a sensibilidade para se compreender as exigências dos pobres, sempre em mutação por força das condições de vida. Com efeito, nas áreas economicamente mais desenvolvidas do mundo, está-se menos predisposto hoje que no passado a confrontar-se com a pobreza. O estado de relativo bem-estar ao qual se habituaram torna mais difícil aceitar sacrifícios e privações. Está-se pronto a tudo só para não ficar privado daquilo que foi fruto de fácil conquista. Deste modo, cai-se em formas de rancor, nervosismo espasmódico, reivindicações que levam ao medo, à angústia e, nalguns casos, à violência. Este não é o critério sobre o qual construir o futuro; também estas são formas de pobreza, para as quais não se pode deixar de olhar. Devemos estar abertos a ler os sinais dos tempos que exprimem novas modalidades de ser evangelizadores no mundo contemporâneo. A assistência imediata para acorrer às necessidades dos pobres não deve impedir de ser clarividente para atuar novos sinais do amor e da caridade cristã como resposta às novas pobrezas que experimenta a humanidade de hoje.

Faço votos de que o Dia Mundial dos Pobres, chegado já à sua quinta celebração, possa radicar-se cada vez mais nas nossas Igrejas locais e abrir-se a um movimento de evangelização que, em primeira instância, encontre os pobres lá onde estão. Não podemos ficar à espera que batam à nossa porta; é urgente ir ter com eles às suas casas, aos hospitais e casas de assistência, à estrada e aos cantos escuros onde, por vezes, se escondem, aos centros de refúgio e de acolhimento… É importante compreender como se sentem, o que estão a passar e quais os desejos que têm no coração. Façamos nossas as palavras inflamadas do Padre Primo Mazzolari: «Gostaria de pedir-vos para não me perguntardes se existem pobresquem são e quantos são, porque tenho receio que tais perguntas representem uma distração ou o pretexto para escapar duma específica indicação da consciência e do coração. (…) Os pobres, eu nunca os contei, porque não se podem contar: os pobres abraçam-se, não se contam» (Revista «Adesso», n.º 7, 15 de abril de 1949). Os pobres estão no meio de nós. Como seria evangélico, se pudéssemos dizer com toda a verdade: também nós somos pobres, porque só assim conseguiríamos realmente reconhecê-los e fazê-los tornar-se parte da nossa vida e instrumento de salvação.

Roma, São João de Latrão, na Memória de Santo António, 13 de junho de 2021.

[Francisco]

A vontade de servir a Deus e aos irmãos mais necessitados e a experiência de missão nos projetos sociais da Igreja e Pastorais Sociais

A vontade de servir a Deus e aos irmãos mais necessitados e a experiência de missão nos projetos sociais da Igreja e Pastorais Sociais fizeram o diácono transitório Vitor Noronha despertar a sua vocação sacerdotal. No dia 31 de julho, após anos de estudo e preparação, ele será ordenado padre da Arquidiocese de Vitória, no Santuário Divino Espírito Santo, em Vila Velha, às 9h.

Nascido em 05 de fevereiro de 1988, Vitor conta que sua trajetória sempre foi ligada com a Igreja. Filho de Vitor Cesar e Rita de Cassia e irmão de Gustavo, o diácono transitório afirma que foi criado em uma família bastante católica, desde criança participou da vida da comunidade, se tornou catequista muito cedo e mesmo sem ter terminado a Crisma ele já ajudava na catequese.

Vitor afirma que o descobrimento realmente da vocação sacerdotal foi um pouco mais tardia, pois apesar de ser uma pessoa bastante engajada na Igreja ser padre nunca tinha passado em sua cabeça. O discernimento desse chamado foi um pouco mais velho, com 22 anos. A partir daí ele conta que começou de fato existir uma inquietação e uma vontade de servir a Deus e aos irmãos por meio do ministério ordenado e com 24 anos ele entrou no seminário e começou sua caminhada sacerdotal.

“Mas posso dizer com tranquilidade que o meu lugar fundamental de descobrimento da vocação são as pastorais sociais, que é a dimensão profética da Igreja, enquanto me envolvia nessa dimensão de ir ao encontro do outro, especialmente dos últimos. Acho que ali que a gente experimenta o Cristo crucificado que sempre nos interpela para que sejamos sinais de ressurreição e eu atribuo minha vocação especialmente as pastorais sociais da Igreja e aos movimentos sociais, eu acho que ali que Cristo me chamou”.

O futuro padre nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, e participava da paróquia Nossa Senhora do Líbano, no bairro Grajaú, local que ele considera importante para sua primeira formação de Fé, pois morou lá até os seus 12 anos e a vida naquela região era bastante devocional. Depois morou um curto período de tempo em Brasília e logo após veio para Vila Velha, onde começou a participar da CEB Santo Antônio, que fica no Parque das Castanheiras e na época fazia parte da paróquia Nossa Senhora do Rosário, da Prainha e hoje pertence a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O diácono transitório conta que estudou no colégio Marista, em Vila Velha, e para ele foi um lugar muito importante, pois o colégio o proporcionou viver uma espécie de Igreja em Saída, mesmo que o Papa Francisco ainda não tivesse criado esse termo. Ele atuou nos projetos sociais, na casa de acolhida que assistia crianças com vulnerabilidade, trabalhou no Marista de Terra Vermelha com alfabetização e questão ambiental;

Com 18 anos Vitor entrou na UFES e fez o curso de economia, se engajou fortemente com pesquisa da universidade, com o movimento estudantil, em diversas frentes de movimentos sociais e também na Pastoral Universitária da Igreja que se organizava na Ufes. Logo em seguida, por convite do padre Kelder e de Dom Luiz Mancilha Vilela, ele assumiu a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese e ressalta que através desta função ele teve a oportunidade de se aproximar mais das iniciativas da Igreja da Igreja a nível arquidiocesano, dos processos formativos, pela comissão teve sua primeira experiência de presídio, que para ele foi algo muito importante.

“Depois na vida do seminário eu trabalhei muitos anos com a Pastoral Carcerária e eu destaco esse trabalho pelo mandamento evangélico ‘estive preso e viestes me visitar’, nas palavras do próprio Jesus. Mas pelo ponto de vista da sociedade estas são pessoas esquecidas, subestimadas. Alguns desejam vê-los mortos. Existe aquela frase lastimável anticristã e antievangélica de que ‘bandido bom é bandido morto’ e eu tive essa presença junto a eles sendo o rosto misericordioso de Jesus, no sentido da defesa dos direitos humanos daquelas pessoas, da necessidade que eles fossem cuidados”.

Segundo o diácono transitório uma pessoa que teve grande importância em todo o seu processo vocacional é o padre Kelder Brandão, seu diretor espiritual que desde a primeira dúvida e o primeiro questionamento o apoiou: “eu não sabia exatamente o que realmente eu gostaria, onde eu gostaria de estar. Eu sentia um impulso, uma moção interna que eu sabia que vinha de Deus e que significava um compromisso concreto com os irmãos e de modo especial com os últimos, mas eu não sabia exatamente o que era esse chamado. Com esse processo de discernimento e de contribuição eu consegui fazer esse descobrimento e ele me ajudou muito”.

Em sua caminhada no Seminário Nossa Senhora da Penha, diácono Vitor destaca as paróquias por onde passou enquanto era Seminarista: Paróquia Bom Jesus, em Novo Horizonte, Cariacica (3 anos); Paróquia Bem-Aventurado Pe. Eustáquio, em Concha D’Ostra, Guarapari (2 anos) e Paróquia Bom Pastor, em Campo Grande, Cariacica. Atualmente, junto dos outros 3 diáconos transitórios que serão ordenados no mês de agosto, Vitor Noronha está em Missão na Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia, no Estado do Pará. A data de retorno é dia 29 de junho.

Sobre o dia da ordenação presbiteral ele enfatiza que terá um caráter misto e próximo da data será disponibilizado um link para agendamento de pessoas no número de vagas possíveis dentro da Igreja e aqueles que não conseguirem agendar vai ficar o convite para que acompanhem online, pois a pandemia não está controlada e por isso não poderá ser algo público.

“Infelizmente por culpa dos nossos governantes a gente não teve uma vacinação da população numa quantidade razoável para que se pudesse fazer algo participativo, uma festa. O meu sonho seria de lotar aquela Igreja, fazer uma festa no final com comes e bebes para todo mundo, colocar uma banda boa para tocar e seria o ideal, mas tendo em vista que isso não é possível a gente vai colocar um número de pessoas presentes dentro das orientações sanitárias com distanciamento, álcool, màscara e vai ter concomitantemente a isso a transmissão online da celebração”, conclui.

Santo António nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1195, século XII. Aos 15 anos, entrou para a confraria dos frades agostinianos.

Santo António nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1195, século XII. Aos 15 anos, entrou para a confraria dos frades agostinianos. Tornou-se franciscanos quando viu três missionários indo para o Marrocos com o desejo ardente de serem mártires. Tempos depois esses frades faleceram. Quando os restos mortais deles voltaram para Portugal, despertou o desejo em Antônio para entrar na ordem dos frades menores. Passou a chamar-se Frei Antônio no século XIII. Em 1220, ingressou na ordem franciscana.Em 13 de junho de 1231, após uma crise de saúde, morreu a caminho de Pádua.  

A sua veneração foi trazida de Portugal para o Brasil, onde se enraizou rapidamente e também conquistou o coração do povo.

A história de Santo Antônio com a cidade de Vitória começou em 13 de junho de 1535, após explorar os arredores da ilha, os colonizadores descobriram uma grande ilha (atual ilha de Vitória), dando-lhe o nome de Ilha de Santo Antônio, em comemoração ao dia do santo católico.

Padre Roberto Camillato reitor do Santuário – Basílica de Santo Antônio, conta que Dom José Joaquim Gonçalves o quinto bispo da diocese do Espírito Santo, pediu ao papa Pio XII no ano de 1956 para declarar Nossa Senhora da Vitória e Santo Antônio como padroeiros simultâneos da cidade de Vitória. Assim ele o fez. Na década de 50 o papa Pio XII, declarou que Vitória teria dois padroeiros. Com isso Dom Joaquim incumbiu os religiosos Pavonianos de construir o Santuário. Em 1956, começou a construção do Santuário que só terminou 20 anos depois.

Santo Casamenteiro

Santo Antônio ganhou a fama de santo casamenteiro devido a diversas lendas populares. Uma delas foi que uma mulher, também devota do santo, não aguentava mais estar solteira por tanto tempo. Em um momento de raiva, ela pegou o santo e o arremessou da janela. A imagem acabou acertando um homem na rua. A moça foi socorrê-lo, pediu desculpas e logo eles iniciaram uma conversa que, posteriormente, se transformou em amor e eles se casaram. 

Responsório de Santo Antônio

Se milagres desejais,

Recorrei a Santo Antônio;

Vereis fugir o demônio

E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,

Rompe-se a dura prisão

E no auge do furacão

Cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão

Foge a peste, o erro, a morte,

O fraco torna-se forte

E torna-se o enfermo são.

Repete-se: Recupera-se o perdido…

Todos os males humanos

Se moderam, se retiram,

Digam-no os que o viram,

E digam-no os paduanos.

Repete-se: Recupera-se o perdido…

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo…

Repete-se: Recupera-se o perdido…

V: Rogai por nós, bem-aventurado Santo Antônio.

R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS: Deus eterno e omnipotente: Vós quisestes que o vosso povo encontrasse em Santo Antônio de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um poderoso intercessor. Concedei-nos a graça de pôr em prática os seus ensinamentos, para que mereçamos tê-lo como guia e protetor em toda a nossa vida. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Santuário – Basílica de Santo Antônio em Vitória – ES

Endereço: Rua Lodovico Pavoni, S/N – Bairro Santo Antônio – Vitória/ES – CEP: 29.026-290

Secretaria: Segunda-feira a Sexta-feira – 09h às 12h e das 14h às 18h

Telefone: (27) 3322-0703   •   (27) 99939-5104

 

Vinicius Leite I “O Reino de Deus é como um grão de mostarda…” (Mc 4, 31). Neste 11º Domingo do Tempo Comum, Nosso Senhor

Vinicius Leite I “O Reino de Deus é como um grão de mostarda…” (Mc 4, 31).

Neste 11º Domingo do Tempo Comum, Nosso Senhor nos convida a meditar sobre a importância de entregar-se a seus projetos e de se deixar conduzir por sua dinâmica. Para compreender a parábola da semente que cresce de forma oculta devemos entender o agir da graça de Deus em nossa vida: através da virtude da paciência, o homem se constrói e cresce, gerando frutos segundo a vontade divina.

No livro de Ezequiel (Ez 17, 22), temos a mensagem do Deus que conduz a humanidade segundo seu bem entender, estabelecendo seu projeto salvífico. O homem como criação de Deus é comparado a um broto que se desenvolve e dá fruto segundo a intervenção divina. O mistério da graça habita em cada ser, por isso o entregar-se a providência e o doar-se ao propósito divino dá sentido à nossa existência. 

Como projeção de seu Reino, Nosso Senhor busca sempre nos levar em seu caminho de santificação. Deste modo, o homem não se encontra abandonado ao acaso, mas sim nos propósitos teleológicos de Deus. Já nos diz o salmista: “O justo crescerá como a palmeira e florirá igual ao cedro que há no Líbano” (Sl 91,13), isto é, o justo que se modela no Senhor dará seus frutos, segundo a providência e graça de Deus, pois ele se deixou crescer e se afirmar através do amor de Cristo. 

Diz São Paulo em sua carta aos Coríntios (2Cor 5,8): “[…] é com essa confiança preferíamos exilar-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor”, ou seja, a finalidade do homem se encontra somente em Deus pois ele é o único capaz de apaziguar a fluidez humana com sua eterna bondade e amor. Para Paulo, a perspectiva dessa outra vida, plena e eterna, compete aos fiéis, pois enquanto habitantes do mundo, devem buscar viver de acordo com as exigências de Deus, caminhando à luz da fé, assumindo as responsabilidades enquanto discípulos comprometidos com Cristo e com o seu Reino.

Jesus em sua parábola (Mc 4,26-34) apresenta a percepção paciente do agricultor. Ao definir o agir de Deus na edificação de Seu Reino, vemos que o Reino de Deus não é determinado pela ação humana, mas pela ação divina, “[…] Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece”. Vemos que entre o projeto de plantio e colheita, a semente germina e amadurece sem a intervenção do homem, de forma que ele não modifica seu desenvolvimento. Sendo assim, o destaque nesta passagem é o dinamismo vital da semente, que promove o desenvolvimento natural.  Deste modo Deus em seu projeto salvífico se assemelha a este dinamismo, agindo em nossa história, modificando vidas, formando santos e conduzindo-os segundo a economia da salvação. Antes de mais, o Evangelho deste Domingo garante-nos que Deus tem um projeto destinado a oferecer aos homens: a vida eterna e a salvação. 

Por mais que os pensamentos do mundo nos levem a compreender um acaso, nós cristãos devemos compreender e vivenciar a intervenção da dinâmica divina, dando os passos que nos levam ao encontro da verdade eterna e imutável (Cristo). Por isso, cabe a nós cultivar a virtude da paciência, que segundo Santo Antônio de Pádua, é o “[…] baluarte da alma, que fortifica e defende de toda perturbação”[1]. A paciência compreende o nosso dinamismo espiritual, pela qual alcançamos, ao tempo de Deus, a nossa edificação verdadeira e a habitação eterna.

Vinícius Leite de Oliveira

Seminarista do 2º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: São Sebastião – Afonso Cláudio.

Paróquia de estágio pastoral: N. Sra. da Glória – Vila Velha.

[1] GAMBOSO. Vergílio. Vida de Santo Antônio. Aparecida: Editora Santuário, 2009.

O Seminário Arquidiocesano conta para sua manutenção com o auxílio de homens e mulheres de boa vontade, bem como de movimentos e grupos pastorais

O Seminário Arquidiocesano conta para sua manutenção com o auxílio de homens e mulheres de boa vontade, bem como de movimentos e grupos pastorais de nossa Igreja particular.

O Movimento Terço dos Homens, nascido aqui no Brasil e presente em diversos países do mundo, mobilizará em nossas comunidades uma rede de apoio financeiro às reformas estruturais que necessitam ser feitas com urgência em nossa Casa. Um exemplo claro da urgente necessidade de reparos em nossas instalações se deu no início deste ano, quando a estrutura metálica que compõe a cobertura de nossa quadra de esportes cedeu após uma forte chuva.

Os defeitos ocasionados neste infeliz episódio, provocam intercorrências que afetam o espaço em que residem os seminaristas da etapa da Filosofia, como inundações nos corredores e na própria quadra, além de infiltrações nos quartos. Ademais, é imprescindível realizar a impermeabilização externa desta mesma área e readequar toda instalação hidráulica do Seminário que se encontra em péssimas condições.

Os serviços (mão de obra, material e etc.) concernentes a estes reparos estão orçados na faixa de 100 mil reais. O Seminário é sustentado pelo Dízimo devolvido nas comunidades de toda a Arquidiocese e também pela Associação Amigos do Seminário. Entretanto, estas duas fontes de renda não são suficientes para arcar com os gastos da obra e a manutenção ordinária de nossa Casa de Formação.

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Louvamos a Deus pela generosidade e compromisso fiel destes nossos irmãos, além do carinho demonstrado com os futuros padres da Arquidiocese de Vitória.

O Papa Francisco dedicou a oração deste mês de junho à “beleza do matrimônio”. No mês em que hoje, dia 12, é celebrado o

O Papa Francisco dedicou a oração deste mês de junho à “beleza do matrimônio”. No mês em que hoje, dia 12, é celebrado o dia dos namorados no Brasil, o pontífice falou sobre o amor, a importância da família e do apoio incondicional de Jesus a todos aqueles que se comprometem em assumir o Sacramento do Matrimônio. Estes temas são importantes para reflexão dos casais que iniciam um relacionamento.

No vídeo divulgado pelo Vaticano o Papa afirma que “casar e partilhar a vida é algo maravilhoso” e mesmo diante das dificuldades causadas pela pandemia – em que muitas famílias tiveram complicações – é preciso animar-se: “E nesta viagem de toda a vida, a esposa e o esposo não estão sozinhos; Jesus acompanha-os. O casamento não é apenas um ato “social”; é uma vocação que nasce do coração, é uma decisão consciente para toda a vida, que exige uma preparação específica”.

Além disso, Francisco ainda ressalta que “Deus tem um sonho para nós, o amor, e pede-nos que o tornemos nosso. Façamos nosso o amor que é o sonho de Deus” e convida a rezar “pelos jovens que se preparam para o matrimônio com o apoio de uma comunidade cristã, para que cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência”. “Porque para amar é preciso muita paciência. Mas vale a pena, não é mesmo?”, conclui Francisco.

Todo relacionamento começa pelo namoro e o casal deve ter o objetivo de alcançar o casamento e se tornar uma família, encontrando a sua missão no mundo. E este é caso do publicitário, Giovani Conti e da Engenheira Ambiental, Karen Martins. Eles se conheceram em 2010, participando do mesmo grupo de jovens (Junac), na paróquia Sagrada Família, em Jardim Camburi. No início da história deles não eram muito próximos um do outro, mas em 2016 se conheceram melhor e começaram a se relacionar.

Giovani destaca que se tem alguém que se fez presente desde o início do relacionamento deles, sem dúvida alguma foi Deus: “Nos conhecemos através d´Ele, continuamos o relacionamento na presença d´Ele, atuamos juntos em atividades do nosso grupo, da paróquia e por aí vai. Os melhores amigos meus e da Karen, que nos acompanharam por todo esse tempo, nós conhecemos através do serviço a Deus e vivendo juntos a nossa fé. Não é exagero dizer que sem Deus talvez não estivéssemos aqui hoje, falando da nossa vida e de toda essa história”.

O namoro durou dois anos, mas desde o início o propósito foi o matrimônio, mesmo sem terem tanta consciência disso por um tempo. “O sentimento estava ali, então por várias vezes surgiram conversas sobre casamento e criação de uma família. Primeiro organizarmos a parte financeira e conseguimos, com a graça de Deus, dar entrada no nosso apartamento. Menos de um mês depois Giovanni me pediu em casamento num jantar com alguns de nossos amigos mais próximos e, por incrível que pareça, todos eles nos acompanhavam na caminhada com Deus, participando conosco do grupo de jovens”, conta Karen.

E após um ano e 2 meses noivos, Giovani e Karen se casaram no dia 15 de novembro de 2019, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Bairro de Fátima, Vitória. Hoje eles destacam que “o matrimônio é a materialização de todos os planos de Deus para nossa vida como casal e como família, principalmente. É também uma responsabilidade que Ele colocou nas nossas mãos, para cuidarmos da melhor forma possível. Começou no dia em que dissemos o “sim” um para o outro, e continua existindo em todos os outros dias, sendo tarefa nossa manter esse amor sempre vivo e dando frutos”.

Ano da família

Vale lembrar que Igreja está vivendo o Ano Especial dedicado à família, convocado pelo Papa Francisco na festa da Sagrada Família de 2020 e que começou em 19 de março de 2021 com o lema: “Amor em família: vocação e caminho de santidade”.  Essa convocatória coincide com o quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e com o terceiro aniversário da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate, dando destaque à vocação ao amor que cada pessoa tem dentro de sua casa. Além disso, acompanha outro acontecimento importante: o Ano de São José, que se estenderá até 8 de dezembro de 2021.

Com informações do Vatican News.

109 Associações internacionais de fiéis, assim como outras entidades sujeitas à supervisão do Dicastério para os Leigos, da Família e da Vida: o Caminho

109 Associações internacionais de fiéis, assim como outras entidades sujeitas à supervisão do Dicastério para os Leigos, da Família e da Vida: o Caminho Neocatecumenal, a Organização Internacional de Serviço do Sistema das Células Paroquiais de Evangelização, a Organização Mundial dos Cursilhos de Cristandade e o Serviço Internacional de Renovação Carismática Católica (CHARIS), têm novo regulamento para os mandatos de governo. A divulgação é do site Vatican News:

Decreto regulamenta os mandatos de governo nas associações internacionais de fiéis

Promulgada pelo Dicastério dos Leigos, da Família e da Vida e aprovada pelo Papa, a medida pretende promover uma saudável rotatividade nos cargos de governo para que a autoridade possa ser um autêntico serviço à comunhão contra o risco de personalismos e abusos. Possíveis dispensas para os fundadores.

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida emitiu um Decreto geral que regulamenta a duração e o número de mandatos de governo nas associações internacionais de fiéis e a necessária representação dos membros no processo de eleição do órgão de governo internacional. A medida, aprovada de forma específica pelo Papa Francisco e promulgada hoje, entrará em vigor dentro de três meses. Será vinculativa para todas as associações de fiéis e para outras entidades reconhecidas ou erigidas pelo Dicastério.

O objetivo do Decreto é promover “uma rotação saudável” nos cargos de governo, para que a autoridade seja exercida como um autêntico serviço que se articula em comunhão eclesial.

Uma Nota explicativa publicada pelo Dicastério junto com o Decreto, observa que o Papa Francisco, “em linha com seus antecessores, sugere de compreender as exigências exigidas pelo caminho de maturidade eclesial das agregações de fiéis na ótica da conversão missionária”, indicando como prioridades “o respeito à liberdade pessoal, a superação da auto-referencialidade, dos unilateralismos e dos absolutismos, a promoção de uma sinodalidade mais ampla, assim como o bem precioso da comunhão”.

A Nota evidencia que “não é raro que a falta de limites aos mandatos de governo fomente, naqueles chamados a governar, formas de apropriação do carisma, personalismos, centralização de funções assim como expressões de auto-referêncialidade, que facilmente causam graves violações da dignidade e da liberdade pessoais e, até mesmo, verdadeiros e próprios abusos. Um mau exercício de governo” – observa-se – “inevitavelmente cria conflitos e tensões que ferem a comunhão, enfraquecendo o impulso missionário”.

Por outro lado, a experiência mostrou que “a mudança geracional dos órgãos de governo através da rotação das responsabilidades diretivas, traz grandes benefícios à vitalidade da associação: é uma oportunidade de crescimento criativo e um estímulo ao investimento formativo; revigora a fidelidade ao carisma; dá fôlego e eficácia à interpretação dos sinais dos tempos; encoraja novas e atuais formas de ação missionária”.

Ao mesmo tempo, o Dicastério, “ciente do papel fundamental desempenhado pelos fundadores”, reserva-se o direito de dispensá-los dos limites estabelecidos para os mandatos (Art. 5 do Decreto), “se considerar oportuno para o desenvolvimento e estabilidade da associação ou da entidade, e se tal dispensa correspondesse à clara vontade do órgão central de governo”.

Em artigo para L’Osservatore Romano, o padre jesuíta Ulrich Rhode, decano da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Gregoriana e consultor do Dicastério, assinala que, além das 109 entidades reconhecidas ou erigidas pelo Dicastério, o Decreto (com exceção do Art. 3) aplica-se também a outras entidades sujeitas à supervisão do Dicastério, incluindo o Caminho Neocatecumenal, a Organização Internacional de Serviço do Sistema das Células Paroquiais de Evangelização, a Organização Mundial dos Cursilhos de Cristandade e o Serviço Internacional de Renovação Carismática Católica (CHARIS). Padre Rhode, portanto, afirma: “É de se esperar que muitas associações deverão convocar uma assembléia geral para decidir sobre as mudanças a serem feitas nos estatutos a serem submetidos ao Dicastério para a aprovação necessária. Existe uma urgência particular para aquelas associações nas quais os limites previstos pelo Decreto já foram ou serão superados durante o período do mandato em andamento”.