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A América Latina e o Caribe já estão em ritmo de Assembleia que vai acontecer de 21 a 28 de novembro de 2021 na

A América Latina e o Caribe já estão em ritmo de Assembleia que vai acontecer de 21 a 28 de novembro de 2021 na cidade do México.

Apesar de ser considerada a 1ª Assembleia ela pretende dar continuidade à V Conferência que aconteceu em Aparecida em 2007. Para a Igreja as Conferências, Sínodos e Assembleias têm uma importância muito grande porque são momentos de avaliar o caminho, olhar a realidade e pensar o futuro como discípulos missionários no seguimento de Jesus.

Desde abril a Igreja nos países que compõem esta região (América Latina e Caribe) está fazendo a escuta do povo. O chamado tempo de escuta ou apenas Escuta. A organização pretende ouvir a todos que se dispuserem a participar, por isso, todos estão convidados. O Papa Francisco em sua saudação inicial à Primeira Assembleia Eclesial lembrou que “a Igreja se dá ao partir o pão, a Igreja se dá com todos sem exclusão, e uma assembleia eclesial é um sinal disso: de uma Igreja sem exclusão”.  É nesta perspectiva que a Comissão Organizadora abre a possibilidade da escuta.

O coordenador do Comitê de Escuta, Mauricio López, reafirma o desejo de atender ao pedido do Papa e disse “este evento quer ser uma genuína expressão de uma presença que acolhe as esperanças e os desejos de todas as pessoas que compõem a Igreja, Povo de Deus, especialmente neste tempo de profunda crise”.

Já estão disponíveis dois subsídios para ajudar os participantes: Documento para o Caminho e Guia Metodológico que podem orientar sobre os temas e o método para ouvir pessoas e grupos, que podem ser baixados em: https://assembleiaeclesial.com.br/.

O Documento para o Caminho segue o método Ver, Julgar e Agir e traz:

Ver

Ver social: Pandemia e mudança de época – Modelo econômico – Exclusão e descarte – Casa comum – Violência – Lacunas na educação – Migrantes -Indígenas – Comunicação e Informação.

Ver eclesial: Secularização – Protestantização  e Pentecostalização – Mundo urbano – Jovens – Mulheres – Abuso sexual – Clericalismo – Novos caminhos.

Julgar

Seguimento de Jesus – Missão, Igreja em saída – Evangelização – Promoção humana e libertação autêntica.

Agir

Ecologia integral – Economia Solidária e sustentável – Cultura da paz – Novas tecnologias: valores e riscos – Interculturalidade – Democracia – Renovação eclesial.

Como participar?

Se você tem algo a dizer sobre qualquer destes assuntos e, como Igreja, está buscando caminhos de evangelização para este momento histórico, você está convidado a participar da Escuta. Para quem coordena grupo ou é liderança pastoral, pode baixar no site da Assembleia o Guia Metodológico que traz orientações sobre o como participar. Mas você também pode participar individualmente. Nos dois casos é necessário fazer um cadastro na plataforma da Assembleia.

Clique no link e faça seu cadastro. https://conocimientocompartido.org/

As ceramistas pela vida encerraram o quarto leilão com uma arrecadação de R$ 7.260,00, revertidos para a campanha Paz e Pão e está servindo

As ceramistas pela vida encerraram o quarto leilão com uma arrecadação de R$ 7.260,00, revertidos para a campanha Paz e Pão e está servindo de inspiração para outros artistas tomarem iniciativas solidárias como o caso de arte. alimento.

São as várias e muitas iniciativas que tornarão a vida de quem vive com dificuldades menos difícil e alimentará não só a fome, mas a esperança de um mundo mais justo e fraterno.

Até agora nos quatro leilões realizados, o Cerâmica pela Vida já arrecadou 39 mil reais aproximadamente.

Quem precisa agradece, quem organiza se enche de reconhecimento pelo bem realizado.

 

Mais uma iniciativa do bem se juntou a tantas outras que vêm auxiliando pessoas que necessitam e cujas necessidades se agravaram nestes tempos de

Mais uma iniciativa do bem se juntou a tantas outras que vêm auxiliando pessoas que necessitam e cujas necessidades se agravaram nestes tempos de pandemia.

Uma exposição virtual foi lançada pelo arte.alimento. Os artistas doam suas obras que ficam expostas virtualmente. Após um período de exposição as obras serão vendidas pelo Instagram. Parte do valor arrecadado será doado à campanha Paz e Pão e outra para o Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade que atende famílias carentes no Bairro Bonfim em Vitória.

Para saber mais acesse no instagram : arte.alimento e aumente a corrente do bem e da solidariedade

O enviado especial do presidente dos Estados Unidos à Europa para encontrar os líderes europeus sobre o clima, John Forbes Kerry, também foi recebido

O enviado especial do presidente dos Estados Unidos à Europa para encontrar os líderes europeus sobre o clima, John Forbes Kerry, também foi recebido pelo Papa Francisco em audiência no sábado, 15 de maio 2021. Após a audiência Kerry  afirmou que “o Papa é uma das grandes vozes da razão e uma autoridade moral convincente na questão da crise climática”.

O site do Vaticano (Vatican News) entrevistou Kerry sobre a importância de encontrar com o Papa para falar sobre crise climática. Leia a entrevista abaixo ou acesse https://r.spclists.va/r.html?uid=D.P2.DOl.QIS.yqy.A.xof5BgtsH3OHblYoYQK76iui37GQNR0bTQSj2fBNBxONKKDBGdih3vvm37GC5VtA2zAmheHjUuNQ4ImumKUgPg

O senhor está aqui para falar com os líderes europeus sobre a crise climática. Por que foi importante incluir uma visita ao Papa nesta viagem à Europa?

O Papa é uma das grandes vozes da razão e uma convincente autoridade moral no tema da crise climática. Ele foi um precursor, antecipando os tempos. A sua Encíclica Laudato si ‘é, de fato, um documento muito, muito poderoso, eloquente e muito persuasivo do ponto de vista moral. E penso que a sua será uma voz muito importante que nos acompanhará até a Conferência de Glasgow, da qual creio que ele pretenda participar. Precisamos de todos nesta batalha. Todos os líderes do mundo devem se unir e cada país deve fazer sua parte. E acho que o Santo Padre fala com uma autoridade moral que é única.

 

O Papa Francisco falou da importância de levar todos à mesa do diálogo, para chegar a um consenso sobre ações concretas. Há interesses muito diferentes em jogo: há países economicamente muito poderosos – como os Estados Unidos – mas também países em desenvolvimento que de uma forma ou outra têm interesse no assunto. Em termos práticos, como se faz para levar em frente o diálogo? E o que os Estados Unidos estão dispostos a fazer em termos de oferta, mas também de pedidos aos outros países.

Você tem razão. Existem diferenças entre os países, entre o que eles podem fazer e o que estão fazendo hoje. E essas diferenças foram acolhidas no Acordo de Paris no conceito de ‘responsabilidade comum, mas diferenciada’. Todos temos uma responsabilidade comum, esta é a chave. Nenhum país está isento da necessidade de tomar medidas para enfrentar a crise. Por outro lado, não esperamos que uma economia muito pequena, um país muito pequeno que emite pequenas quantidades de gases de efeito estufa, faça o mesmo que nós. Nós sabemos, somos o segundo país em emissões de gases de efeito estufa no mundo. A China é o primeiro; depois dos Estados Unidos, há a Índia e, em seguida, a Rússia e outros países. Mas a linha a seguir é esta: nenhum país pode resolver esse problema sozinho. Todos devemos dar passos em frente. Portanto, os EUA precisam aplicar sua quota justa de financiamento e fazer o possível para contribuir para a redução das emissões, e estamos fazendo isso! O presidente Biden fixou uma meta de reduzir nossas emissões na próxima década em 50-52%. Mas temos necessidade que outros grandes países emissores façam sua parte, realizando reduções. Não se pode continuar a usar uma central de carvão e realmente fazer parte da solução de que precisamos. Partilhamos todos o mesmo dever. Nenhum país pode levar a cabo este trabalho sozinho. Se amanhã os Estados Unidos tivessem emissões zero, ainda estaríamos em crise. Representamos apenas 11% de todas as emissões do mundo. Portanto, 89% referem-se a outros países. 20 países são responsáveis ​​por cerca de 73-75% das emissões. Portanto, esses 20 países, que são os mais desenvolvidos do mundo, têm uma responsabilidade particular. Mas todos têm a responsabilidade de ser parte da solução. E eu acho que Sua Santidade, o Papa Francisco, fala com uma autoridade única, uma autoridade moral irresistível. Esperamos que isso ajude as pessoas a chegar ao objetivo.

 

É uma meta realmente alcançável?

Podemos alcançá-la. Essa é a coisa importante. As pessoas devem saber que isso é viável. E, ao fazer isso, podemos criar milhões de empregos. Podemos ter um ar mais limpo. Podemos ter uma saúde melhor. Podemos ter menos casos de câncer. Podemos ter menos problemas relacionados ao ar poluído, em que as pessoas se sentem sufocadas e as crianças vão para o hospital no verão devido à asma provocada pelo ambiente. E podemos estar mais seguros porque podemos depender de energia renovável, energia alternativa, energia sustentável. E na criação dessas energias alternativas, há uma enorme riqueza a ser criada. Devemos fazer isso todos juntos.

 

De que forma os Estados Unidos – uma superpotência econômica e política – e a Santa Sé – um Estado muito pequeno, mas com autoridade moral e espiritual – podem colaborar na luta por uma economia global positiva e na luta contra as mudanças climáticas?

O Santo Padre é uma das vozes mais poderosas do planeta, senão a mais poderosa. O seu apelo às pessoas para darem um passo à frente, a serem razoáveis ​​e a viverem nossa responsabilidade como seres humanos no cuidado da criação de Deus, foi extraordinariamente eloquente. E todos nós devemos ser responsáveis ​​pelo cuidado da criação: esta é a sua mensagem. Mas porque ele está acima da política e fora dos conflitos nacionais, acho que ele pode sacudir um pouco as pessoas e levá-las para a mesa de diálogo com um melhor senso de nosso dever comum. Sim, o Vaticano é uma pequena entidade, mas o “rebanho” é enorme em uma base global e Sua Santidade o Papa Francisco tem a capacidade de galvanizar a ação dos países. Tem a capacidade de motivar os cidadãos de muitos países a pedirem a seus governos que prestem contas e façam o que for necessário para preservar o planeta. Penso que o mundo tem um respeito especial pelo Papa Francisco e não há dúvida de que ele é um líder significativo. Esperamos que continue a nos guiar ainda mais em direção ao alcance da meta. Hoje chegamos ao dia do acerto de contas em relação àquelas que são as consequências de nossa maneira de crescer. E creio que o Santo Padre fala com particular autoridade ao nosso senso de dever e à necessidade de dar um passo em frente todos juntos, não obstante as divisões do mundo. Sua voz é mais importante do que nunca.

Foto: ANSA Brasil, publicada em https://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/vaticano/noticias/2021/05/15/papa-e-kerry-debatem-crise-climatica-e-sustentabilidade_01db4217-2302-4871-9927-c5b3cf6e9c60.html

Neste domingo (16), dia da Ascensão do Senhor, a Igreja celebra o 55º dia das Comunicações Sociais. Para marcar a data uma missa foi

Neste domingo (16), dia da Ascensão do Senhor, a Igreja celebra o 55º dia das Comunicações Sociais. Para marcar a data uma missa foi realizada na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Praia da Costa, em que o pároco é padre Anderson Gomes – que também é o Vigário Episcopal para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória. Participaram de forma presencial da celebração Eucarística parte dos integrantes do Vicariato para a Comunicação, agentes da PASCOM e dois representantes da PASCOM nas áreas pastorais: Anna Carolina Perim, de Vitória e Renann Siqueira, de Vila Velha.

Em sua homilia, padre Anderson destacou que este domingo é muito sublime, pois é celebrada uma certa despedida de Jesus Cristo. “Ele vai aos céus, ele sobe e vai à casa do Pai. Pode parecer a princípio um distanciamento divino, mas nós hoje sabemos que não. O fato dele ter ido fez com que ele permanecesse mais presente do que que se estivéssemos o vendo ou ouvindo. Porque quando ele foi elevado, ele deixa presente uma forma espiritual, que é mais profunda do que a presença, porque não estou ouvindo ou vendo, mas eu o trago dentro de mim”.

Fazendo uma ligação entre as duas datas celebradas hoje, o vigário reforçou que por causa da Ascensão do Senhor a porta do céu se abre e com Deus presente dentro de cada cristão, este é o momento que começa a missão de comunicar: “Ide por todo o mundo anunciar o evangelho a toda criatura”. Com isso cada um tem o papel de anunciar por acreditar, vivenciar e experimentar. A partir disso é que nasce a vontade de comunicar e existem quatro sinais, que foram colocados no evangelho de hoje, que devem guiar aos que crerem.

  • “Expulsarão demônios”: o comunicador que anuncia a palavra de Deus tem a função de expulsar todo tipo de demônio. O comunicador evangélico tem que ter o cuidado com o que está comunicando para que não sejam sinais de divisão na comunidade. Ter cuidado com as Fake News e usar as redes sociais para falar aquilo que Cristo fez e faz na sua vida.
  • “Falarão novas línguas”: não é ser poliglota, mas aquele que comunica a palavra de Deus tem uma língua diferente da que a humanidade tem. O comunicador tem que comunicar o amor. Entre as reflexões que devem ser feitas estão: Qual é a minha língua? O que sai da minha boca? O que os meus dedos digitam? O cristão tem que por excelência comunicar algo novo.
  • “Se pegarem em serpentes ou beberem veneno não lhes fará mal algum”: o sentido é que o veneno do mundo, as raivas do mundo, as calúnias do mundo não vão afetar o comunicador evangélico. Tem muita gente que ao ler determinadas coisas são envenenadas. Perdem a vida, a paz, perde a alegria e uma coisa é se indignar, outra porém é deixar que essas questões entrem em suas vidas, envenenando-as.
  • “Quando impuserem as mãos sobre os doentes eles ficarão curados”: E quais são as doenças deste mundo hoje? Como um gesto, um toque pode aproximar. Uma conversa, um abraço, um toque. Isso cura muita gente, pois ao serem tocadas as pessoas se sentem amadas. Que saibamos com todo respeito e cuidado tocar nas pessoas e curar.

 

Ainda em sua reflexão o sacerdote enfatizou o poder da internet na comunicação dos dias de hoje, pois ela potencializa todos os assuntos e tem um alcance extraordinário: “O que eu faço com esse poder que eu tenho? O que eu tenho comunicado? O que você tem comunicado? Como o evangelho tem chegado nas pessoas através de você? A nossa missão de Igreja é comunicar. E hoje de modo especial, não é à toa que a Igreja Católica colocou como Dia Mundial das Comunicações. Neste tempo de pandemia, de modo especial, se teve uma pastoral que mais se destacou é justamente a Pastoral da Comunicação. Nessa pandemia eles trabalharam e trabalham muito mais para poder levar um pouco de alívio aqueles que estão do outro lado”.

Um momento muito emocionante aconteceu logo após as preces. Ao som do refrão da música “Nossa Missão”, de Adriana Arydes, que diz “aonde mandar eu irei, teu amor eu não posso ocultar. Quero anunciar para o mundo ouvir que Jesus é nosso Salvador”, Padre Anderson chamou todos os comunicadores presentes à frente do altar. No local ele deu uma benção e rezou como Vigário Episcopal para a Comunicação por todos que se doam pela PASCOM nas paróquias da Arquidiocese de Vitória e por todos que trabalham na comunicação e no anúncio do evangelho. Toda assembleia também impôs as sobre estas pessoas representando as pessoas que realizam esta importante missão.

Reveja a missa clicando aqui.

 

 

Marcílio Netto I “O Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus”( Mc 16,19). Neste Sétimo Domingo da Páscoa, celebra-se

Marcílio Netto I “O Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus”( Mc 16,19).

Neste Sétimo Domingo da Páscoa, celebra-se a Solenidade da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, que após ressuscitar dos mortos, apareceu aos discípulos falando-lhes do Reino de Deus e instruindo-os pelo Espírito Santo (cf. At 1,2-3), mostrando-se ser aquele mesmo que fora crucificado. Transcorridos os quarentas dias em que Cristo nossa Páscoa foi imolado, tendo falado com os apóstolos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus (cf. Mc 16,19).

Deus Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, das coisas visíveis e invisíveis (cf. Cl 1,16), existindo desde toda eternidade, poderia usar de qualquer outro meio para salvar a humanidade, porém, de forma extraordinária, por sua infinita bondade e misericórdia, enviou o seu único Filho, para todo aquele que nele crê, não morra, mas tenha vida eterna (cf. Jo 3,16). Assim sendo, Deus não só liberta o homem do pecado, reconciliando-o consigo mesmo, mas permite que a humanidade seja inserida na dimensão divina, participando da relação de amor da Trindade, quando Jesus assenta ao lado direito de Deus.

São Leão Magno diz que ao celebrar a Ascensão “recordamos e celebramos aquele dia em que a humildade da nossa natureza foi exaltada, em Cristo, acima de toda a milícia celeste, sobre todas as hierarquias dos anjos, para além da sublimidade de todas as potestades e associada ao trono de Deus Pai”[1]. “A ascensão do Cristo, portanto, é a nossa exaltação e para lá onde precedeu a glória da Cabeça, é atraída também a esperança do Corpo. (…) Hoje não só fomos firmados como possuidores do paraíso, mas até penetramos com Cristo no mais alto dos céus”[2].  

Em Jesus, que desde toda eternidade era Verbo, se encarnando assume a natureza humana, que na Ascensão é elevada no mais alto dos céus, participando da Trindade, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. “Cristo sobe ao Céu com a humanidade que assumiu e que ressuscitou dos mortos: aquela humanidade é a nossa, transfigurada, divinizada, que se tornou eterna. Portanto, a Ascensão revela a altíssima vocação de cada pessoa humana: ela está chamada à vida eterna no Reino de Deus, Reino de amor, de luz e de paz”[3].

Antes, porém, de subir aos céus, Jesus dá uma ordem aos seus Apóstolos, para que não se afastem de Jerusalém, local onde se realizará a promessa e, sem ainda compreenderem, os discípulos perguntam a Jesus se é já o momento da restauração do Reino em Israel. Com essa pergunta, verifica-se a falta de entendimento dos acontecimentos, e se nota a necessidade do Espírito Santo na vida dos apóstolos, pois, quando Ele vier, o Espírito da Verdade, será Ele a guiará a toda a verdade (cf. Jo 16,12-13).

A promessa do Espírito Santo à comunidade apostólica não é somente para levá-la ao pleno conhecimento de toda verdade, é antes de tudo, para que sejam testemunhas em Jerusalém, até os confins da Terra (cf. At 1,8). Essa é a missão da Igreja, por meio dos Apóstolos, sob a orientação do Espírito Santo conduzir todos, que através do Batismo se tornam membros da Igreja, Corpo de Cristo, ao Reino dos Céus.

Como testemunhas de Cristo, os apóstolos devem anunciar e exortar, para que se convertam, sejam batizados e assim, desde já, participem da divindade por meio de Cristo, todo aquele que recebe o mandato apostólico tem esse compromisso: a salvação das almas, conduzir todo rebanho de Cristo para o reino dos céus, pois, fazendo as vezes de Cristo, realiza com amor a missão da Igreja.

Portanto, a pergunta dirigida aos apóstolos quando o Senhor subiu ao céu, ainda hoje, é dirigida a todas as pessoas: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? A resposta a essa pergunta é individual, somente aquele que se dispõe seguir os passos do Cristo é capaz de respondê-la. Segundo Bento XVI nessa pergunta existem duas atitudes relacionadas as suas realidades. Primeiro, a realidade terrena: Por que estais aqui? E em segundo, a realidade divina: Olhando para o céu?[4]

Assim, todos os homens devem questionar a si mesmo, refletindo diversas vezes essa pergunta: Por que estou aqui? No mundo, em meio a tantos sofrimentos, dificuldades, tribulações, porém, com a atitude dos discípulos, fixando o olhar para céu, orientando toda sua atenção ao mistério de Deus. Ao celebrarmos a Ascensão do Senhor, abramos o nosso coração à graça que nos é dada de viver nesse mundo, praticando o bem, mas com a esperança do céu, pois, é para lá que Cristo nos convida.   

Marcílio de Araújo Netto

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São Sebastião – Afonso Cláudio.

Paróquia de estágio pastoral: Virgem Maria – Itacibá – Cariacica.

[1] São Leão Magno, papa. 2º Sermão da Ascensão, 1-4: Pg. 54, 397-399. Séc. V

[2] São Leão Magno, papa. Sermão LXXIII: 1º Sermão sobre Ascensão, nº 4, pág. 109.

[3] Bento XVI, papa. Regina Caeli. Praça de São Pedro, 21 de maio de 2006.

[4] Bento XVI, papa. Viagem Apostólica à Polônia – Homilia. Parque de Blonia, Cracóvia. 28 de maio de 2006.

Composta por caridosos fiéis, a Associação “Amigos do Seminário”, há anos garante o sustento da Casa de Formação dos futuros padres da Arquidiocese de

Composta por caridosos fiéis, a Associação “Amigos do Seminário”, há anos garante o sustento da Casa de Formação dos futuros padres da Arquidiocese de Vitória. Homens e mulheres de boa vontade presentes nas comunidades de nossa Igreja particular, ajudam-nos financeiramente (e junto à parte do Dízimo que se destina ao Seminário), bancam a manutenção cotidiana da Casa, os colaboradores, a alimentação, os estudos e projetos de nossos seminaristas.

Dulce Cléria Vervolet Reis e Silvana Bresciane, paroquianas da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Praia da Costa, comentam a alegria de colaborarem com nossa Casa.

Silvana, que tem duas filhas, afetivamente se considera mãe de todos os seminaristas e, muito emocionada, não consegue mensurar em palavras a graça de acompanhar o contínuo desenrolar da vocação presbiteral.

Dulce comenta que: “Ser amiga e colaboradora do Seminário Nossa Senhora da Penha é partilhar e contribuir na formação de futuros Sacerdotes tão necessários para nossa Igreja. Que Deus os abençoe!

“Ajude quem te ajudará para sempre”

Sentimento similar ao de Nilceia Paresqui, da Comunidade Santa Inês em Vila Velha (Paróquia Santa Mãe de Deus, no IBES), que há mais de 20 anos faz parte de nossa associação e anima a coleta de contribuições.

Segundo ela: “Ser amiga do Seminário Arquidiocesano é muito bom, é muito prazeroso. Desde que entrei na Legião de Maria, há muitos anos atrás. Sou muito feliz em poder ajudar. Hoje na minha comunidade, recolho as doações (a quantia que cada uma pode dar) de um grupo de missionárias e as envio para o Seminário. Elas também se sentem muito felizes! Quem quer ter padres, não pode deixar de ajudar o Seminário Nossa Senhora da Penha!”.

Também no IBES, a paroquiana Sueli Bezerra, realiza um bonito trabalho de arrecadação. Ademais, sua presença é constante em todos os momentos do Seminário, principalmente durante o período anterior da pandemia, nas Santas Missas matinais de sábado, rezadas na intenção de os participantes da Associação.

Saiba mais por AQUI, como ajudar-nos e fazer parte deste lindo projeto de evangelização.

“Há mais felicidade em dar que em receber” (At 20, 35).

 

Chegamos a última etapa do processo formativo: a etapa da configuração. Nesta parte da formação inicial se intensificam as exigências sobre os seminaristas e

Chegamos a última etapa do processo formativo: a etapa da configuração. Nesta parte da formação inicial se intensificam as exigências sobre os seminaristas e fica mais explícito a necessidade de sua iniciativa. Após confrontar-se com a realidade à sua volta e consigo mesmo na etapa filosófica, espera-se o desejo e o compromisso de conformar-se com a imagem de Cristo. É chegado o tempo de demonstrar, por meio do testemunho de vida, a disposição de entregar a própria vida por amor a Cristo e pela santificação do próximo.

Diz um antigo adágio: “o sacerdote é um outro Cristo”. Nesse sentido, a etapa configurativa é, precisamente, o período de configuração a Cristo, Sacerdote e Bom Pastor. O seminarista deve aprofundar sua contemplação do mestre; ele deve “realizar o passo mais ousado” de não se contentar somente em fazer o bem moral e evitar o mal, porém de doar-se inteiramente a Cristo e fazer tudo aquilo que ele desejar. Desse modo, “se consolidará a fisionomia do Cristo Crucificado e ressuscitado”.

Os estudos teológicos conduzem o candidato a desenvolver uma visão mais arraigado das verdades reveladas e da experiência de fé da Igreja, integrando essas realidades à sua vida. Desenvolve-se um amplo estudo das Sagradas Escrituras no intuito de adquirir uma visão de aprofundada da Bíblia, bem como compreender os aspectos mais eminentes da história da salvação. Isso assegurará  fundamentos sólidos da vida espiritual e da pregação pastoral.

Além disso, deve-se ter a vista que o seminarista está inserido em uma Igreja particular, logo, são chamados a viver a espiritualidade do presbítero diocesano, caracterizado pela dedicação à diocese que habita e pelo efetivo pastoreio do povo de Deus dessa Igreja em particular.

Enfim, passando-se essa última fase, que dura quatro anos e, completando os oito anos de processo formativo (do propedêutico ao último ano de teologia), estaremos a alguns passos da Ordem. Estamos muito próximos do ponto culminante em que se forma um Padre.