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Finalmente, após caminharmos através de todas as etapas da formação inicial, chegamos a tão esperada Ordenação. Antes de adentrarmos no rito em si, cabe
Ultima turma de padres ordenada em 2020.

Finalmente, após caminharmos através de todas as etapas da formação inicial, chegamos a tão esperada Ordenação.

Antes de adentrarmos no rito em si, cabe tratar de algumas características peculiares ao sacramento da ordem[1]. A Ordem é dividida em três graus distintos: Diaconato (Diáconos), Presbiterato (Presbíteros/padres) e o Episcopado (Bispos), sendo este último grau a plenitude do sacramento.

Nessa perspectiva, “os diáconos são ministros ordenados para as tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação confere-lhes funções importantes no ministério da Palavra, culto divino, governo pastoral e serviço da caridade”[2]. Além disso, todos aqueles que querem chegar ao presbiterato devem servir a Igreja como diáconos por, pelo menos, seis meses. Tais diáconos são chamados transitórios, haja vista têm às vistas o ministério presbiteral. Como estamos tratando da formação para o sacerdócio, não iremos aprofundar, hoje, o 1ºGrau da ordem.

Enfim, iniciemos a nossa ordenação presbiteral. Pode-se dizer que este é um ponto clímax da vida do vocacionado, quando não é , de fato, o mais importante dia. Basta que o rito seja executado de forma válida para que o, até então diácono, receba a mesma unção de Cristo Sacerdote e participe do seu sagrado mistério. A partir desse momento, as palavras de um homem adquirem a eficácia e o poder de uma ordem do próprio Cristo: quando se diz “isto é o meu corpo” é o próprio Cristo que o diz, e o milagre eucarístico acontece.

Sendo um momento tão sublime para o vocacionado e para a Igreja em toda a sua extensão, preparamos uma meditação sobre cada parte do rito de ordenação a fim de melhor viver este momento.

Os participantes do rito

Antes de iniciar o rito, propriamente, a rubrica[3] indica um fator importante: “faça-se com a máxima participação dos fiéis”. Ora, o povo de Deus é aquele que usufrui diretamente dos dons concedidos ao ordenando, haja vista um pastor vive em benefício do seu povo. Logo, fica claro a importância dos fiéis nesse momento.

Ademais, é fundamental a presença dos presbíteros de toda a Arquidiocese, que irão acolher os novos sacerdotes na família presbiteral, que gira em torno do Bispo.

Apresentação dos ordenandos

Após a Liturgia da Palavra, o Bispo assenta-se, e o diácono chama, pelo nome, os que serão ordenados.

Cada ordinando responde: “Presente”. Tal resposta é sinal da prontidão enérgica e amorosa de um servo de Deus, que se dispõe a realizar a vontade do Pai a toda hora. Um padre está sempre atento ao chamado de Deus, que o leva a cuidar das necessidades do rebanho. A partir dessa resposta o presbítero designado realiza o pedido do sacramento da Ordem ao Bispo.

O Bispo questiona, então: “Podes dizer-me se eles são dignos desse ministério?”. De fato, o presbítero deve ser um homem íntegro e capacitado por Deus a tão sagrado ofício. “É justo que muito custe aquilo que muito vale” exorta Santa Teresa D’ávila. Por essa razão, o testemunho da vivência Cristã deve ser atestado contundentemente pelos formadores e pelo povo de Deus.

Nesse sentido, o presbítero confirma a dignidade: “Tendo interrogado o povo de Deus, e ouvido os responsáveis, dou testemunho de que foram considerados dignos”.

Propósitos do Eleito

O Bispo dirige-se a todo o povo de Deus sobre a missão dos presbíteros. Recorda-se que o próprio Deus escolheu, dentre os discípulos, homens para fazerem as vezes de Cristo na Terra, realizando o papel de cabeça da Igreja. Além disso, enviou os Apóstolos a fim de continuar a exercer sua função de mestre, sacerdote e Pastor por meio deles e seus sucessores (os bispos). Desse modo, os Presbíteros são cooperadores dos Bispos, unidos a eles no ministério sacerdotal.

Diante disso, o Bispo interroga os ordenandos acerca de seus propósitos de servir à Igreja e cumprir os deveres do ministério presbiteral; os candidatos respondem: “quero”. Tal afirmação revela a liberdade da decisão tomada: nenhum padre é ordenado por coerção, contudo, a decisão parte de sua livre consciência e vontade. Somente o Amor pode mover um tal alargamento do coração. Ao responder “quero”, manifesta-se a profunda ação da Graça Divina no coração dos homens, que os move em direção ao Amor e a doação de si mesmo.

A seguir, os eleitos realizam a promessa de obediência aos Bispos e seus sucessores. O Bispo, por sua vez, roga a Deus para que conduza tais homens a perfeição. Para isso, recorre-se à intercessão de todos os santos, cantando sua ladainha. De fato, são os Santos de Deus que ensinam e testemunham a perfeição do Amor. aos fiéis de hoje.

Imposição das mãos

Terminada a ladainha, chegamos ao momento mais marcante da ordenação: a imposição das mãos. Tal gesto é profundamente significativo: já os apóstolos, desde o início da Igreja, impunham as mãos sobre os eleitos. Nesse contexto, o Bispo, em silêncio, impõe as mãos sobre os ordenandos, seguido de todos os presbíteros presentes. Ao final desse momento, o Bispo diz a oração consecratória.

Unção das Mãos e a entrega do Pão e do Vinho

Terminada a prece, alguns presbíteros escolhidos pelos ordenados revestem o, já ordenado, presbítero com a estola sacerdotal e a casula: vestes próprias do sacerdote. Posteriormente, o Bispo unge as palmas das mãos dos presbíteros, sinal da graça que reveste tais mãos de poder de santificação do povo de Deus e de oferecer o Santo sacrifício da Missa. As mãos ungidas e amarradas, como sinal do presente de Deus que é acolhido, será solta, segundo costume, pela pessoa que receberá a primeira benção do presbítero.

Por fim, o Bispo entrega aos neo-sacerdotes a patena e o cálice, contendo o pão e o vinho, respectivamente, confirmando o mistério que será celebrado por tais ministros.

Conclusão

Em suma, assim pode-se descrever os principais aspectos de uma ordenação. No entanto, devemos ressaltar que o mistério presente nessa instituição de ministros é um mistério inexpressável por meio de simples palavras. São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, nos ensina: “se entendêssemos na terra o que é um padre, morreríamos não de susto, mas de amor”. Portanto, a melhor forma de entender uma ordenação é fazendo a experiência de estar presente em uma, de modo que o próprio Deus possa mostrar o mistério escondido.

A vista disso, convidamos todos os fiéis da Arquidiocese a participarem virtualmente da próxima ordenação presbiteral. Nela serão ordenados os quatro diáconos transitórios de nossa Arquidiocese: Diácono Daniel Mascalubo, Diácono Ruan Coutinho, Diácono Alessandro Rebonato e Diácono Vitor Cézar Zille Noronha. Sua presença é essencial, portanto, fique atento às nossas redes sociais para receber mais informações.

[1] Para mais informações, verificar Catecismo da Igreja católica, pontos 1536-1600

[2] Catecismo Igreja Católico, 1596

[3] Notas e prescrições sobre os procedimentos do rito

O próximo Sínodo dos Bispos que será encerrado em 2023, terá um formato totalmente novo que favorece e facilita o desejo do Papa Francisco

O próximo Sínodo dos Bispos que será encerrado em 2023, terá um formato totalmente novo que favorece e facilita o desejo do Papa Francisco de descentralizar e exercer a sinodalidade. Assim foi anunciado pelo Vaticano o processo que será iniciado pelo Papa nos dias 9 e 10 de outubro em Roma. Serão três fases: diocesana, continental e universal. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va.

“Um à escuta dos outros; e todos à escuta do Espírito Santo.” Para tornar concreta e visível aquela sinodalidade desejada por Francisco desde o início de seu pontificado, o próximo Sínodo dos Bispos será celebrado não somente no Vaticano, mas em cada Igreja particular dos cinco continentes, seguindo um itinerário trienal articulado em três fases, feito de escuta, discernimento, consulta. Leigos, sacerdotes, missionários, consagrados, bispos, cardeais, mesmo antes de discutir, refletir e questionar-se sobre a sinodalidade na assembleia de outubro de 2023 no Vaticano, se encontrarão, portanto, vivendo-a em primeira pessoa. Cada um em sua diocese, cada um com seu papel, com as suas instâncias.

Um processo sinodal integral

O itinerário sinodal, que o Papa aprovou, é anunciado em um documento da Secretaria do Sínodo no qual são explicadas suas modalidades. “Um processo sinodal integral só será realizado de forma autêntica se as Igrejas particulares estiverem envolvidas nele”, diz o texto. Além disso, também será importante a participação dos “órgãos intermediários da sinodalidade, isto é, os Sínodos das Igrejas católicas orientais, os Conselhos e Assembleias das Igrejas sui iuris e as Conferências episcopais, com suas expressões nacionais, regionais e continentais”.

Pela primeira vez, um Sínodo descentralizado

Esta é a primeira vez, na história desta instituição querida por Paulo VI em resposta ao desejo dos padres conciliares de manter viva a experiência colegial do Concílio Vaticano II, que um Sínodo começa descentralizado. Em outubro de 2015, o Papa Francisco, comemorando o 50º aniversário desta instituição, expressou o desejo de um caminho comum de “leigos, pastores, Bispo de Roma” através do “fortalecimento” da assembleia dos bispos e “uma descentralização salutar”. O desejo agora se torna realidade.

Abertura solene no Vaticano com o Papa

Superando qualquer “tentação de uniformidade”, mas visando uma “unidade na pluralidade”, a abertura do Sínodo terá lugar tanto no Vaticano quanto em cada diocese. O caminho será inaugurado pelo Papa no Vaticano nos dias 9 e 10 de outubro. Seguir-se-ão três fases – diocesana, continental, universal – que visam tornar possível uma verdadeira escuta do povo de Deus e, ao mesmo tempo, envolver todos os bispos em diferentes níveis da vida eclesial.

Fase diocesana: consulta e participação do Povo de Deus

Seguindo o mesmo esquema, ou seja, com um momento de encontro/reflexão, oração e celebração eucarística, as Igrejas particulares começarão seu caminho no domingo 17 de outubro, sob a presidência do bispo diocesano. “O objetivo desta fase é a consulta do povo de Deus para que o processo sinodal se realize na escuta da totalidade dos batizados”, lê-se no documento. Para facilitar a participação de todos, a Secretaria do Sínodo enviará um texto preparatório acompanhado de um questionário e um vade-mécum com as propostas para a realização da consulta. O mesmo texto será enviado a Dicastérios da Cúria, Uniões dos Superiores e das Superioras Maiores, Uniões ou Federações de Vida Consagrada, Movimentos leigos internacionais, Universidades ou Faculdades de Teologia.

Um responsável diocesano

Cada bispo, antes de outubro de 2021, nomeará um responsável diocesano como ponto de referência e conexão com a Conferência episcopal, que acompanhará a consulta na Igreja particular a cada passo. Por sua vez, a Conferência episcopal nomeará um responsável ou uma equipe como ponto de referência junto aos responsáveis diocesanos e à Secretaria Geral do Sínodo. O discernimento diocesano culminará em uma “Reunião pré-sinodal” no final da consulta. As contribuições serão enviadas a sua própria Conferência episcopal, até uma data determinada por esta última.

O discernimento dos pastores

Caberá então aos bispos reunidos em assembleia abrir um período de discernimento para “escutar o que o Espírito suscitou nas Igrejas a eles confiadas” e fazer uma síntese das contribuições. A síntese será enviada para a Secretaria do Sínodo, assim como as contribuições de cada Igreja em particular. Tudo isso será feito antes de abril de 2022. Da mesma forma, também serão recebidas contribuições enviadas por Dicastérios, Universidades, União de Superiores Gerais, Federações de Vida Consagrada, Movimentos. Uma vez obtido o material, a Secretaria Geral do Sínodo elaborará o primeiro Instrumentum laboris, que servirá de esboço de trabalho para os participantes da assembleia no Vaticano e que será publicado em setembro de 2022 e enviado às Igrejas particulares.

Fase continental: diálogo e discernimento

Assim tem início a segunda fase do caminho sinodal, o caminho “continental”, programado para durar até março de 2023. O objetivo é dialogar a nível continental sobre o texto do Instrumentum laboris e realizar, em seguida, “um ato ulterior de discernimento à luz das particularidades culturais específicas de cada continente”. Cada reunião continental dos episcopados nomeará, por sua vez, antes de setembro de 2022, um responsável que atuará como referência junto aos próprios episcopados e à Secretaria do Sínodo. Nas Assembleias continentais será elaborado um documento final, a ser enviado em março de 2023 para a Secretaria do Sínodo. Ao mesmo tempo das reuniões continentais, também se deverão realizar assembleias internacionais de especialistas, que poderão enviar suas contribuições. Por fim, será elaborado um segundo Instrumentum laboris, cuja publicação está prevista para junho de 2023.

Fase universal: os bispos do mundo em Roma

Este longo percurso, que quer configurar “um exercício da colegialidade dentro do exercício da sinodalidade”, culminará em outubro de 2023 com a celebração do Sínodo em Roma, de acordo com os procedimentos estabelecidos na Constituição promulgada em 2018 pelo Papa Francisco Episcopalis Communio.

Na tarde desta quarta-feira (19/5), foi realizada uma reunião com representantes das quatro dioceses do Espírito Santo que atuam na comunicação. A pauta girou

Na tarde desta quarta-feira (19/5), foi realizada uma reunião com representantes das quatro dioceses do Espírito Santo que atuam na comunicação. A pauta girou em torno da organização do Regional Leste 3 justamente no que se refere à dimensão comunicacional. Identidade visual, site e divulgação nos mais diversos meios de comunicação foram algumas das sugestões dadas pelo grupo.

O Regional Leste 3 da CNBB foi aprovado na última Assembleia Nacional dos Bispos, em abril, e marca a saída das quatro dioceses capixabas do Regional Leste 2, que é composto também pelas dioceses mineiras. Assim, as quatro dioceses passam a compor o seu próprio regional, o Leste 3. O objetivo desse desmembramento é fortalecer as bases da Igreja no Espírito Santo.

As bases para a instauração do mais novo regional da CNBB ainda estão sendo firmadas. A expectativa é de que a estrutura esteja organizada até o final deste ano. O Regional Leste 3 é formado pelas Dioceses de Colatina, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e pela Arquidiocese de Vitória.

Em 2020, o Fundo Mundial de Solidariedade distribuiu mais de R$ 680 milhões nos cinco continentes. A contribuição do Brasil para este fundo foi

Em 2020, o Fundo Mundial de Solidariedade distribuiu mais de R$ 680 milhões nos cinco continentes. A contribuição do Brasil para este fundo foi de R$ 5.005.994,86. As POM são uma rede mundial de oração e solidariedade a serviço do Papa e colaboram com 1.050 dioceses pobres que dependem da Congregação para a Evangelização dos Povos. São Igrejas jovens nos “territórios de missão”.

O material faz o detalhamento dos valores destinados pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé, Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária e Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo. Através de gráficos, pode-se ter conhecimento das áreas que receberam recursos, colaborando com educação, obras sociais, proteção das crianças, catequese, entre outros.

No anexo encontram-se a distribuição dos recursos no mundo e a mensagem do Papa.

Acesse a Mensagem do Papa e a distribuição da coleta missionária no mundo

O Fundo Mundial de Solidariedade tem origem no fervor missionário expresso por Pauline Jaricot que, na França, em 1822, instituiu a Obra da Propagação da Fé. Ela descobriu uma forma concreta para envolver os fiéis na missão universal da Igreja, através da oração e da arrecadação de fundos. A iniciativa começou com um pequeno círculo de operárias que rezavam pela missão ad gentes e faziam uma pequena doação para sustentar os missionários franceses que estavam na China.

Hoje essa rede de oração e solidariedade se espalhou por todo o mundo, sendo fonte inspiradora para as obras pontifícias. As doações dos cristãos compõem o Fundo Mundial de Solidariedade, que existe para financiar diversos projetos ordinários e extraordinários aprovados durante a Assembleia Geral em Roma, formada por diretores das POM de diversos países.

Para saber sobre a Campanha 2021 acesse https://www.pom.org.br/campanha-missionaria-2021/

Foi recuperada hoje (19) a conta do Instagram do padre Anderson Gomes que havia sido hackeada desde a manhã do último sábado (15), dia

Foi recuperada hoje (19) a conta do Instagram do padre Anderson Gomes que havia sido hackeada desde a manhã do último sábado (15), dia que ele começou a sofrer chantagens do criminoso. O sacerdote da Arquidiocese de Vitória contava com quase 47 mil seguidores somente nesta rede e possui um grande alcance nesta e em todos as suas redes sociais, usando estes espaços para evangelizar e atender fiéis do Brasil e do mundo, extrapolando o território da Igreja particular de Vitória.

Com o hackeamento o padre deixou de transmitir pela sua conta a novena do Espírito Santo, que está acontecendo, e migrou para o perfil da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Praia da Costa, onde é pároco. Padre Anderson conta que com a pandemia usava o seu Instagram todos os dias para transmitir as missas e publicar outros conteúdos. Além, de interagir e responder os fiéis.

“Eu utilizo meu Instagram para levar a palavra de Deus e isso acontece por meio das transmissões, lives de bate-papo com outras pessoas me posicionando em nome da Igreja Católica, posts do meu programa Papo de Padre e também publicações dos meus trabalhos com a música. Na minha conta também estava sendo disponibilizada diariamente mensagens como ‘pílulas do evangelho” de 30 segundos e a interação no inbox sempre foi muito grande. As pessoas procuram um aconselhamento, uma palavra”, destaca o presbítero.

Hackeamento

Sobre como teve sua conta invadida, padre Anderson explica que pela manhã recebeu por inbox, no direct, uma mensagem em inglês e simplesmente aceitou sem clicar em nenhum link, sendo que essa é apenas uma das possibilidades da entrada de um hacker. Além disso, existe uma possibilidade de ser um vírus que facilitou essa situação, pois ele tem uma agência que o ajuda a administrar a conta.

Ao traduzir a mensagem, percebendo que poderia ser fake, ele logo mandou para a agência: “e em um espaço de tempo de 2 minutos quando volto para o meu Instagram ele já estava bloqueado e eu não conseguia entrar. Ao mesmo tempo no meu WhatsApp chegou uma mensagem de um número do exterior com a foto do meu Instagram aberto, dizendo que estava com minha conta e pedindo $750 dólares para eu tê-lo de volta”.

Com isso o sacerdote e sua equipe adotaram a estratégia de não responder ou interagir e começaram a conversar sobre a possibilidade de retomar a conta. Um dos problemas encontrados é que o perfil do Instagram não estava registrado com a autenticação em dois fatores e esta foi a brecha que o hacker encontrou para fazer a invasão: colocando o segundo fator na conta.

A partir da invasão o criminoso começou a ameaçar se em 24h não fosse pago o valor pedido, ele começaria a apagar todo o feed e sem ter nenhuma resposta foi o que começou a fazer. No domingo (16) o hackeador começou a apagar 10 anos de história. O hacker também estava respondendo as pessoas que interagiam nos stories, que já estavam no ar, dizendo que a conta havia sido roubada e que se o dono não pagasse o dinheiro pedido ela seria apagada ou vendida.

“E nós passamos o final de semana inteiro, com a equipe tentando averiguar e ver formas de cancelar a ação do hacker só que era final de semana e os hackers fazem isso justamente porque o suporte do Instagram diminui praticamente a zero no sábado e domingo, e eles ameaçam muito no final de semana para que a pessoa fique sensibilizada e pague o valor pedido. Ficamos resistentes porque não tinha segurança nenhuma que se eu pagasse eu teria de volta a minha conta”, revela o sacerdote.

Na segunda-feira padre Anderson conta que entraram em contato com o Instagram e fizeram um boletim de ocorrência, todos os procedimentos necessários para começar o processo de retomada: “o boletim de ocorrência é necessário para que haja um respaldo junto ao Instagram para dizer que a conta é minha, porque a polícia não vai entrar em busca nesse sentido. Mandamos toda a documentação e precisamos ver pessoas que pudessem acessar mais rapidamente. Não é fácil”.

Com o processo em andamento, hoje (19), como uma grata surpresa, cinco dias depois de a conta ser hackeada ela foi devolvida ao padre Anderson: “agora retomando a conta eu percebi que quase todos os meus posts foram arquivados, somente os últimos posts do final do ano passado até os dias atuais que ele apagou de vez. Mas graças a Deus está tudo tranquilo e fica o alerta para que além do WhatsApp, as pessoas também utilizem os 2 fatores do Instagram”.

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que a fé é a resposta adequada ao convite que Deus nos faz para que sejamos seus

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que a fé é a resposta adequada ao convite que Deus nos faz para que sejamos seus amigos, recebendo-nos na comunhão consigo. Trata-se, portanto, de um chamamento feito por amor e que não cabe em si mesmo, mas é chamado a comunicar-se.

Comunhão é experimentar das mesmas ações, possuir os mesmos sentimentos e pensamentos, é identificar-se com outro. A comunhão desejada por Deus não é diferente: “Tende em vós, os mesmos sentimentos da Cristo” (Fl 2, 5). Assim, somos atraídos à mais íntima relação com o Senhor a fim de encontrar a verdade e a felicidade, desejo de todo coração. É o Coração que fala ao coração.

Aqueles que sentiram-se de tal modo atraídos por Deus e desejam consagrar sua vida ao serviço do Evangelho, na vida sacerdotal ou religiosa, devem, portanto, serem conscientes da responsabilidade e da necessidade de que este amor seja comunicado à toda criatura (cf. Mt 16, 15). O “Ide” recebido pelos discípulos para a missão de pregar o Evangelho e batizar em todo o mundo é parte desse plano amoroso que quer que todos sejam inseridos na família de Deus, comungando dos mais altos dons celestes e experimentando, já aqui, uma pequena centelha do Reino preparado para nós desde toda eternidade.

O amor experimentado e vivido por um vocacionado tem o dever de comunicar-se, ir em direção, transbordar, jamais combinará com a ociosidade, com o egoísmo e com a acomodação. Quem ama verdadeiramente quer levar a todos aquele que ama, para que possuam os mesmos sentimentos de estima e alegria.

Celebramos no último domingo mais um Dia Mundial das Comunicações Sociais e neste tempo em que tantos se tornaram “comunicadores”, faz-se necessário falar a respeito de qual notícia a humanidade anseia mais profundamente. A notícia que todos desejam no profundo do seu coração é o chamado de Deus para compartilhar sua casa, seu banquete, seu amor.

Somos todos vocacionados a anunciar esse amor convidativo, para que tantos quantos nos seja possível alcançar, percebam naquele que nos amou, o sentido e a esperança de suas vidas. Devemos anunciar a todos a beleza de servir, amar, viver na presença de Deus e assim, nosso testemunho fale da fé que professamos e do Deus que adoramos no íntimo do coração.

Nas audiências da quarta- feira, agora com presença de fiéis, o Papa Francisco continua falando sobre a oração. Hoje uma frase está estampada no

Nas audiências da quarta- feira, agora com presença de fiéis, o Papa Francisco continua falando sobre a oração. Hoje uma frase está estampada no site do Vaticano: “o perigo é ter um coração cinzento, quando o estar pra baixo chega ao coração e o adoece. Existem pessoas que vivem com o coração cinzento. Isso é terrível”. Para evitar o ‘acinzentamento’ do coração, o Papa sugere a oração. Francisco abordou ainda a questão das distrações e dificuldade de se concentrar: “Você começa a rezar e a mente gira, gira o mundo inteiro. A oração convive frequentemente com a distração. De fato, a mente humana tem dificuldade de se concentrar por muito tempo num único pensamento. Todos nós experimentamos este turbilhão contínuo de imagens e ilusões em movimento perpétuo, que nos acompanha até durante o sono. E todos sabemos que não é bom dar seguimento a esta inclinação fragmentada. A luta para alcançar e manter a concentração não se limita à oração. Se não se atinge um grau de concentração suficiente, não se pode estudar com proveito, nem se pode trabalhar bem.

“As distrações não são culpáveis, mas devem ser combatidas. No patrimônio da nossa fé há uma virtude que é frequentemente esquecida, mas que está muito presente no Evangelho. Chama-se “vigilância”. Jesus chama frequentemente os discípulos ao dever de uma vida sóbria, guiada pelo pensamento de que mais cedo ou mais tarde ele voltará, como um noivo volta das bodas ou um senhor da viagem. A distração é a imaginação que gira, gira, gira. Santa Teresa chama essa imaginação que gira, gira na oração de “a louca da casa”. É como uma louca que te faz girar, girar. Temos que pará-la e engaiolá-la com atenção”. Assista o vídeo da audiência clicando aqui.

O edital para o Fundo Nacional da Solidariedade 2021 é lançado hoje pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os projetos e ações
O edital para o Fundo Nacional da Solidariedade 2021 é lançado hoje pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os projetos e ações que se inscreverem serão analisados e aprovados pelo Conselho Gestor, composto por três representantes da CNBB, três representantes do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) e sob a presidência do Secretário-Geral da CNBB.

As propostas podem ser enviadas de 19 de maio a 31 de outubro de 2021e é necessário fazer o cadastro no site do Fundo Nacional https://fns.cnbb.org.br/fundo/informativo/index. Para cadastrar é necessário enviar também o projeto detalhado e a documentação: CNPJ, conta corrente jurídica e carta de recomendação. Veja o edital na íntegra clicando aqui: (AQUI)

Para inscrever os projetos e ações precisam atender a alguns critérios. Veja quais os critérios no texto divulgado no site da CNBB:

Neste ano, considerando-se a pandemia causada pelo novo coronavírus e as sequelas econômicas, os três eixos determinantes para o atendimento dos projetos ligam-se diretamente a questões emergenciais ligadas à segurança alimentar, geração de renda e à prevenção da pandemia, não sendo, portanto, atendidos projetos que não se enquadrem em um dos três:

1º eixo: auxílio a situações de insegurança alimentar: oferta de alimentos in natura e prontos a consumir, equipar cozinhas comunitárias e similares, apoios a hortas comunitárias, apoio à agricultura familiar, produção de material orgânico e aproveitamento de alimentação;

2º eixo: insumos para cuidados sanitários ligados à pandemia: aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), equipamentos para usinas de produção de oxigênio, equipamentos para instituições de saúde e acolhimento a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, centros de escuta e grupos de apoio psicológico a vítimas da pandemia, bem como apoio a situações de calamidades provocadas por incidentes climáticos como enchentes e ciclones, entre outros;

3º eixo: captação para a geração de renda: projetos voltados à inclusão produtiva e educacional, cooperativas de reciclagem, associações comunitárias para produção de artesanato, aquisição de utensílios e ferramentas para qualificação profissional e inclusão digital.

Princípios orientadores

Conforme o edital de 2021, podem enviar projetos para o FNS somente entidades sem fins lucrativos, tais como dioceses, paróquias, comunidades e outras organizações sociais que tenham finalidade essencialmente humanitária e social, com atenção para a proteção da vida, em especial das pessoas mais vulnerabilizadas. As entidades deverão estar com situação fiscal regular e plenamente adequadas ao ordenamento legislativo brasileiro.

Ainda segundo o edital, os projetos deverão apresentar caráter inovador e potencial multiplicador. Executar as ações no ano de 2021 ou, ao menos, iniciá-las, necessariamente, terminando em 31 de julho de 2022. Para participar do certame, é necessário o projeto contar com uma recomendação do bispo diocesano, pastor sinodal, presbitério, paróquia, ou igreja local que seja vinculada com a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE 2021), entre outras recomendações.