Seminário

Paulo H. Coutinho I “Tomai e comei…” (cf. Mc 14, 22-24). A Solenidade de Corpus Christi foi instituída, primeiramente, na Diocese de Liège (Bélgica),

Paulo H. Coutinho I “Tomai e comei…” (cf. Mc 14, 22-24).

A Solenidade de Corpus Christi foi instituída, primeiramente, na Diocese de Liège (Bélgica), em 1246. O Papa Urbano IV (1261 – 1264) estendeu-a à Igreja universal. É celebrada na quinta-feira após a Solenidade da Santíssima Trindade. Na celebração de Corpus Christi os fieis rendem graças a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor Jesus se dá a nós como alimento de Vida Eterna.

A Eucaristia é fonte e centro de toda vida cristã. Portanto, proclama-se, neste dia, a fé na presença real de Jesus Cristo nos Dons Eucarísticos: “O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até ele voltar, o Sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição” (Sacrosanctum Concilium, n. 47). Nessa Solenidade recordamos a primeira Eucaristia em que Jesus, na Quinta-feira Santa, instituiu a nova Aliança entre Deus e os homens.

A Primeira Leitura da Solenidade de Corpus Christi nos apresenta um trecho do livro do Êxodo (24.3 -8). Na verdade, Moisés, depois de ter ordenado que fossem oferecidos sacrifícios de comunhão e ter sacrificado touros, despeja a metade do sangue sobre o altar, símbolo de Deus, e com a outra metade asperge o povo dizendo: “Este é o sangue da Aliança que o Senhor fez convosco segundo todas estas palavras”’.

A Segunda Leitura nos lembra que Cristo é o mediador de uma nova Aliança porque “Ele entrou uma vez por todas no Santuário, não mediante o sangue de bodes e de bezerros, mas com o Seu próprio sangue, obtendo, assim, uma redenção eterna”. Por isso Ele é o mediador de uma nova Aliança. Pela sua morte, Ele reparou as transgressões cometidas no decorrer da primeira aliança. E assim, aqueles que são chamados recebem a promessa da herança eterna (cf. Hb 9,15).

No Evangelho de São Marcos (Mc 14, 12-16. 22-26), a nova Aliança é apresentada nas palavras de Jesus que, em seguida, serão sempre pronunciadas na oração Eucarística: “Isto é o meu Corpo […]. Isto é o meu Sangue, o Sangue da Nova Aliança, que é derramado em favor de muitos”. É necessário, portanto, ter em mente, antes de tudo, que a Aliança prometida e depois realizada por Jesus através da celebração da Eucaristia continua concreta e operante. Isto é, o acordo de amizade entre Deus e o ser humano, amizade almejada por um lado, e por outro, tão difícil de alcançar, sobretudo pelo próprio homem, se torna possível, visível e concreta em Cristo.

A vivência do sacramento e a escuta da Palavra tendem, justamente, à construção e à estabilidade deste elo com o Senhor, a fim de que a Nova Aliança realizada seja também a obra por excelência na vida dos cristãos e, através deles, na vida de todos os homens pelos quais o Senhor deu a Sua vida.

A participação do fiel na Eucaristia, torna-se também uma ocasião para a oração de intercessão por todo o mundo, como a Igreja faz, quando na sua liturgia reza, de modo especial, a oração universal. Ou seja, todos os sacramentos lembram o Memorial de Cristo morto e ressuscitado, através dos quais Ele é o Emanuel, isto é, Deus conosco até o fim dos tempos. É por isso que os sacramentos podem ser chamados também de mistérios.

Ao celebrarmos esta Solenidade, seria o caso de questionarmos, explícita e diretamente, se aquilo que se conhece da Nova Aliança é capaz de “dialogar” com a vida de cada um de nós e de todos, pois é preciso despertar a consciência de que, quem é cristão, não é apenas convidado a participar da celebração da Eucaristia na Santa Missa, mas também é convocado a viver de modo eucarístico, reconhecendo-a como o “cume e a fonte da vida cristã” (Sacrosanctum Concilium, nº 10).

Que neste dia possamos, diante do sacrário, adorar o Cristo presença-presente e Levá-lo para a nossa vida, santificando o mundo, fazendo de todos os batizados autênticos discípulos-missionários para que todos possam experimentar a vida plena que brota do amor de Deus que se dá a nós, sem mérito algum nosso, o Pão da Vida Eterna. Amém!

Paulo Henrique Lima Coutinho

Seminarista do 3º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: Nossa Senhora da Conceição – Centro – Viana.

Paróquia de Estágio Pastoral: Santa Rita de Cássia – Bairro Santa Rita – Vila Velha.

[1] BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução oficial da CNBB. 2. Ed.  Brasília, Edições CNBB, 2019.

[2] CONCÍLIO VATICANO II. Constituição sobre a Sagrada Liturgia / Sacrosantum Concilium (SC). in: Compêndio do Vaticano II. Petrópolis: Vozes, 1967.

[3] PAPA BENTO XVI. Homilia na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (11-06-2009). Disponível em: < https://www.presbiteros.org.br/homilia-do-papa-na-solenidade-do-santissimo-corpo-e-sangue-de-cristo/>. Acesso em 02 jun 2021.

Ontem, dia 31/05 (segunda-feira), o coro do Seminário completou 04 anos de fundação. Dentre os vários grupos de música litúrgica atuantes no Seminário, o
Membros atuais do coro (da esquerda para a direita): Sem. Matheus de Souza, Pedro Gouveia, Arthur Cristo e César Delarmelina.

Ontem, dia 31/05 (segunda-feira), o coro do Seminário completou 04 anos de fundação.

Dentre os vários grupos de música litúrgica atuantes no Seminário, o coro tem a função específica de executar e divulgar o canto litúrgico segundo a tradição do canto gregoriano, passando pela polifonia sacra, bem como as composições mais recentes.

O incentivo inicial para a formação do grupo partiu de Dom Luiz Mancilha Vilela (hoje Arcebispo Emérito de Vitória), que, em visitas ao Seminário, insistia na necessidade de educação musical para os Seminaristas.

Desde 2017, o coro já cantou em Missas Arquidiocesanas, Ordenações e festividades de diversas paróquias, buscando empregar a arte musical como instrumento de louvor, doação e evangelização.

Abaixo, duas gravações de peças musicais recitadas ao longo destes anos:

Acompanhe aqui a RETRANSMISSÃO da programação do 8º Encontro Estadual do Terço dos Homens do Espírito Santo, que ocorreu no último sábado (29), no
Acompanhe aqui a RETRANSMISSÃO da programação do 8º Encontro Estadual do Terço dos Homens do Espírito Santo, que ocorreu no último sábado (29), no Convento da Penha. Os presentes recitaram a oração do Santo Terço e participaram da Santa Missa presidida pelo Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos e o Bispo emérito de Colatina, Dom Décio Zandonade.
Alguns membros da comunidade de nosso Seminário estiveram presentes participando da animação litúrgica do evento, principalmente os seminaristas que realizam estágio pastoral nas paróquias da cidade de Vila Velha – ES.
O grupo do Terço dos Homens do Espírito Santo é um dos responsáveis pela articulação e patrocínio do projeto de revitalização e manutenção da infraestrutura de nossa Casa de Formação.
Louvemos a Deus pela vida e missão destes nossos irmãos!
Matheus de Souza I “Batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (cf. Mt 28, 19b). A Revelação de Deus

Matheus de Souza I “Batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (cf. Mt 28, 19b).

A Revelação de Deus como Uno e Trino está nos fundamentos da fé cristã. Ao longo de toda a História da Salvação as Sagradas Escrituras apontam veladamente para o mistério do Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Desde os primeiros séculos a Igreja buscou vigorosamente resguardar a verdade de fé sobre a Trindade, garantindo a todas as gerações futuras o conhecimento do Deus inefável, que se revela como uma mesma Natureza divina em três Pessoas. Compreender integralmente o Mistério da Santíssima Trindade, para nós, por natureza, é impossível; embora não signifique que d’Ela nada possamos saber pois, afinal, foi o próprio Deus que veio ao nosso encontro revelando-se e dando-se a conhecer pela humanidade.

Entretanto, é preciso recordar que quando falamos da nossa relação com Deus, não podemos resumi-la a um conhecimento teórico-formal. O conhecimento intelectual é importantíssimo, contudo, é no campo da fé que a verdade de Deus é propriamente acolhida, vivenciada e testemunhada. Isso significa dizer que conhecer verdadeiramente a Deus Uno e Trino é introduzir-se na dimensão do mistério, da experiência mística, da espiritualidade. É saber-se pequeno diante de um tão grande mistério de amor, afinal “Terá jamais algum Deus vindo escolher para si um povo entre as nações?” (cf. Dt 4,34); ou ainda: como entender a força da misericórdia do Deus que nos faz Seus filhos e herdeiros e em nosso espírito ensina-nos a clamar “Abba, ó Pai” (cf. Rm 8,15-16)?

Além disso, o testemunho deste mesmo amor testifica a verdade da vida de fé. Isto porque o amor de Deus, por essência, é um amor de comunicação: o Pai ama o Filho, que, por sua vez, o ama neste mesmo Amor que é o Espírito Santo. E ainda, não conhecendo reservas em seu amor, Deus nos criou para viver esta vida de comunhão e comunicação de amor, consigo e com nosso semelhante, e mesmo quando estávamos afastados pelo pecado, ele se encarnou para abrir-nos novamente as portas da comunhão Trinitária.

Sendo assim, não pode existir alguém que ame como fruto do amor divino e não saiba ou não queria repetir em sua vida as mesmas atitudes de Deus: amar aqueles que são esquecidos, ir ao encontro dos que sofrem, sanar as feridas dos que estão enfermos no corpo ou na alma, dar de comer e beber àqueles que têm fome e sede.

Em resumo, o amor de Deus não é permanência estática e repetição do mesmo. É sempre novidade, é sempre movimento que nos impulsiona a amar como Ele amou e que nos leva a fazê-lo conhecido entre todas as nações. Obedeçamos à voz do Senhor que ordena: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (cf. Mt 28,19), e que assim possamos cada dia mais testemunhar no mundo a vida de amor da Trindade pela qual esperamos na vida eterna, mas da qual já participamos no hoje de nossa vida pela graça divina que em nós fez morada.

Matheus de Souza

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São Pedro – Jacaraípe – Serra.

Paróquia de Estágio Pastoral: N. Sra. do Perpétuo Socorro – Praia da Costa – Vila Velha.

Pe. Alceri Francisco, pároco da Paróquia Nossa Senhora Conceição – Serra Sede, comemora no próximo dia 31 de Maio trinta anos de vida sacerdotal.

Pe. Alceri Francisco, pároco da Paróquia Nossa Senhora Conceição – Serra Sede, comemora no próximo dia 31 de Maio trinta anos de vida sacerdotal. Foi com a intenção de comemorar essa data tão memorável e importante para a vida do padre e da Igreja que a comunidade paroquial convidou o Seminário Nossa Senhora da Penha para fazer-se presente, com a participação do reitor e dos seminaristas na Liturgia.

Pe. Chico, como é carinhosamente chamado, faz parte da equipe de diretores espirituais do Seminário e é muito presente em nossa Casa de Formação, onde mantém uma profícua amizade com os seminaristas.

Desejamos que as bênçãos da Mãe da Penha recaiam sobre a vida do Pe. Chico, e que  seu ministério continue sendo um grande exemplo de fidelidade ao chamado divino!

Há um mês publicamos o depoimento de vários seminaristas que, devido ao novo fechamento imposto pela segunda onda do coronavírus, retornaram às casas de

Há um mês publicamos o depoimento de vários seminaristas que, devido ao novo fechamento imposto pela segunda onda do coronavírus, retornaram às casas de suas famílias. Com aulas remotas e sem a rotina do Seminário, adaptações foram necessárias para manter os estudos e a vida de oração.

A momentânea melhora da classificação do risco de contaminação no Estado, bem como o retorno parcial das atividades nas comunidades que compõem a Arquidiocese, permitiram que os seminaristas retornassem ao Seminário, retomando seus afazeres cotidianos, inclusive as aulas presenciais.

Os seminaristas que fazem o curso de Filosofia estudam no Centro Universitário Salesiano (UNISALES) que, para manter a segurança de alunos e professores, optou por um sistema misto de aulas, isto é, os alunos podem escolher participar presencial ou remotamente das atividades.

Por outro lado, os estudantes de Teologia estudam no Instituto Interdiocesano da Província Eclesiástica do Espírito Santo, que funciona no Centro de Estudos Católicos Dom Silvestre Luís Scandian, atendendo à formação das quatro dioceses de nossa província: Vitória, Colatina, Cachoeiro e São Mateus. Como o número de estudantes é consideravelmente menor, as aulas são inteiramente presenciais.

Aos poucos, os seminaristas retornam ao ritmo exigido pela formação presbiteral. Rotina de oração, trabalho e estudo, bem como o estágio pastoral, em conformidade com as orientações dadas pela Arquidiocese de Vitória.

Assim, num misto de certezas e incertezas, dada a instabilidade da presente situação, os estudantes dos dois cursos já estão próximos do fim do semestre letivo, com o aumento do número de atividades avaliativas e trabalhos acadêmicos.

Esperançosos de que esse longo período de pandemia chegue ao fim, os seminaristas e, certamente, todo o povo de Deus, desejam que tudo volte ao normal e todos possam se reunir sem restrições na faculdade, no Seminário e em nossas comunidades.

Marwin Amaral I “Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles” (At 2, 3). A Solenidade de

Marwin Amaral I “Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles” (At 2, 3).

A Solenidade de Pentecostes é celebrada cinquenta dias após a Páscoa. Essa festa tem origem na cultura judaica e é conhecida como Shavuot (ou Festa da Colheita): momento de agradecimento por todos os bens recebidos de Deus. Também rememora a subida de Moisés ao Sinai e a entrega das Tábuas da Lei.

Na tradição Católica, a celebração de Pentecostes acontece após o Domingo da Ascensão, e marca a descida do Espírito Santo sobre a comunidade nascente, de forma extraordinária sobre os fieis congregados:

“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).

Se em Babel ouve a confusão das línguas e a dispersão dos povos (cf. Gn 11,1-9), agora, em Pentecostes, a divisão dos homens foi superada, pois nasce a Igreja, que é conduzida pelo próprio Espirito Santo, em cumprimento à promessa feita por Jesus quando ascendeu ao céu: “Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo”. (At 1,8)

A ação e o auxílio dos dons do Espírito Santo propiciaram aos Apóstolos os dons necessários para exercer o trabalho missionário: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus. Assim se instaura a missão evangelizadora da igreja Romana. A solenidade de Pentecostes é então uma referência importante para a Igreja, pois marca o início da pregação Evangélica assim como sua graça transformadora, que, segundo o Papa Francisco é essencial para vida cristã “O Espírito Santo é a alma da Igreja. Ele dá a vida, suscita os diversos carismas que enriquecem o povo de Deus […]‘’[1].

Para que a ação do Espírito aconteça de forma eficaz e exerçamos com total empenho o chamado ao discipulado, é necessário cultivar a vida no Espírito para que recebamos os seus dons e os coloquemos a serviço do próximo: “[…] É assim que o Espírito Santo dota os cristãos, concedendo-lhes determinadas forças para além das suas aptidões naturais e dando-lhes a oportunidade de se tornarem instrumentos especiais de Deus neste mundo.”[2]. Constante oração, caridade aos irmãos, e pregação da Boa Nova do Evangelho são o ponto de partida para uma verdadeira intimidade com o Espírito Santo, que nos torna um com Ele: “[…] pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” e “O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.” (Rm 8,14;16).

E se somos filhos de Deus, logo o “Recebei o Espirito Santo” (Jo 20,22) mostra a face amorosa de Deus que envia seu Paráclito para que sejamos sustentados, e para que o “ajudador” esteja conosco durante o nosso percurso nesta terra, e assim, munidos de sua graça, nos transformemos em verdadeiras testemunhas da força santificante que vem do alto.

Inebriados pelo Espírito Santo, nossa atitude deve ser de comunhão e unidade, pois quando nos abrimos humildemente ao dom divino do Espírito, passamos a enxergar o outro como irmão, como nosso semelhante, buscando o caminho da concórdia, do amor e da paz: “Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só espírito”(Ef 4.3-4a). Congregados como irmãos pelo Espírito, nossa atitude deverá ser sempre de clamor e súplica, desejosos que este Espirito se faça presença constante em nossa vida. Para tal contamos também com auxilio e intercessão poderosa de Maria:

“Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos (primos) dele.” (At 1,13-14)

 Podemos sempre contar com seu materno patrocínio, segundo Frei Cantalamessa: “[…] Maria, que se apresenta aos pés da cruz como Mãe da Igreja, aqui, no Cenáculo, aparece para nós como madrinha. Uma madrinha forte e segura. A madrinha, para poder desempenhar este papel, deve ser alguém que já tenha recebido o batismo. Assim foi Maria: uma batizada no Espírito Santo que agora aguarda a Igreja ser batizada no mesmo Espírito”[3].

Que o Pentecostes possa ser perene em nossas vidas, e que reacendamos por meio do Espírito a esperança dos nossos irmãos e irmãs, tal e qual os apóstolos, que de homens limitados com seus medos e frustações se tornaram verdadeiras testemunhas do Cristo. Viver a solenidade de Pentecostes é viver iluminado pelo Espírito Santo.

Roguemos a Cristo para que, inundados pelo Espírito de Deus, possamos fazer a experiência diária do Pentecostes. Que Ele venha em nosso socorro sempre que clamado: “Vinde Espirito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito….’’.

Marwin Amaral Martins

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São João Batista – Sede – Cariacica.

Paróquia de estágio pastoral: Bom Pastor – Praia da Costa – Vila Velha.

[1] PAPA FRANCISCO. Homilia na Santa Missa na Catedral Católica do Espírito Santo – Istambul (29-11-2014). Disponível em: <http://www.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2014/documents/papa-francesco_20141129_omelia-turchia.html>. Acesso em 22 maio 2021.

[2] IGREJA CATÓLICA. Youcat: Catecismo Jovem da Igreja Católica. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2017. nº 310.

[3] CANTALAMESSA, Raniero. Com Maria no Cenáculo à espera do Espírito Santo: terceira pregação de Pentecostes. Disponível em:< https://pt.aleteia.org/2019/06/09/com-maria-no-cenaculo-a-espera-do-espirito-santo/>. Acesso em 22 maio 2021.

Pela Associação Amigos do Seminário, os fiéis podem auxiliar diretamente na formação dos futuros presbíteros da Igreja particular de Vitória. Semanalmente, trazemos em nossa

Pela Associação Amigos do Seminário, os fiéis podem auxiliar diretamente na formação dos futuros presbíteros da Igreja particular de Vitória. Semanalmente, trazemos em nossa página variados relatos de contribuintes que mantêm nossa Casa de Formação. 

Neste ano em que o Seminário completa 70 anos de sua fundação, recordar alguns nomes de doadores – dentre tantos ao longo de nossa história – é uma singela forma de homenageá-los e render graças a Deus, nosso Pai, que sempre nos provê seu auxílio.

Eu participo da formação dos padres
Maristela e seu esposo, da Paróquia do IBES.

Em Vila Velha, Maristela Brunorio, da Paróquia Santa Mãe de Deus – IBES nos diz que além de sua contribuição material, permanece em constantes orações pelas vocações: “É uma alegria poder partilhar e contribuir na formação de futuros sacerdotes  do Seminário Nossa Senhora da Penha. Como irmã de um franciscano Frei Roger Brunorio (OFM), vivencio desde então a formação de um servo do Senhor e da Igreja. Cuidar de um seminarista, de um futuro padre é como se eu pudesse retribuir um pouquinho do muito que fazem por meu irmão por onde passa”.

Elza Peppino, de Vila Velha.

Em Santos Dumont, na Comunidade Sagrado Coração de Jesus, Elza Regina dos Santos Pepino afirma que ajudar o Seminário trata-se de “servir indiretamente à evangelização: na amizade, na formação, no encontro Espiritual Litúrgica através de uma vida comunitária à Vocações Sacerdotais, incorporados no clero da Arquidiocese de Vitória na formação de Presbíteros“. Elza,

Maria Martins, da Paróquia Santo Antônio de Pádua – Soteco, demonstra facilmente a imensa alegria de ajudar nossa Casa de formação. Para ela, que participa ativamente da vida pastoral de sua comunidade, a figura do sacerdote além de animar, santifica os trabalhos desenvolvidos na evangelização.

Este ato fortalece a minha fé!

Wanda Rosa, da Paróquia Ressurreição – Goiabeiras, é natural de Minas Gerais e confessa que foi após mudar para terras capixabas, precisamente para Vitória, que se despertou para a importância de colaborar com a formação dos seminaristas, futuros presbíteros. “Engajei-me na igreja local e tive o privilégio de conhecer alguns seminaristas, visitei o Seminário e fui tocada pela responsabilidade de apoiar esta casa de formação. Se temos coragem de criticar alguma pregação de um presbítero, precisamos nos conscientizar que somos responsáveis, também, para que os seminaristas tenham acesso a uma formação completa. Confesso que a visita ao Seminário foi o gatilho para abrir os meus olhos para a importância do meu engajamento. O convívio com os seminaristas realizando seus trabalhos pastorais nas paróquia, também foi importante“. E conclui afirmando que: “Desde então procuro colaborar com o Seminário no que posso, seja participando das campanhas realizadas pelas paróquias seja me tornando um colaborador do Seminário. Ah, importante dizer que este ato/ação fortalece minha fé!!“.

Nádia Delarmelina, da Paróquia Virgem Maria (de Itacibá, Cariacica) conta-nos que sentiu em seu coração “um forte desejo de contribuir de alguma forma com a Associação ‘Amigos do Seminário’. Admiro muito o trabalho realizado pela Associação no sentido de garantir a formação dos futuros sacerdotes da Arquidiocese de Vitória, os quais farão parte da nossa vida através da Palavra e da Direção Espiritual. Deus abençoe a todos!“.

De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mt 10,8)

Saiba mais por AQUI como participar da Associação Amigos do Seminário.