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A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz à alguns homens, para entregarem inteiramente a sua vida as coisas de Deus, através do

A juventude é uma fase de muitos questionamentos e incertezas. O jovem se vê diante de uma multiplicidade de profissões, áreas de estudo, cursos, e quando é incomodado com uma voz interior que o chama para uma vocação específica, o que fazer? E quando esse chamado é para ser padre? A vida sacerdotal não é uma simples escolha aleatória, mas sim uma vocação. Vocação significa chamado, todos os fiéis são chamados, são vocacionados, mas tem aqueles que possuem um chamado especial.

 

A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz à alguns homens, para entregarem inteiramente a sua vida as coisas de Deus, através do serviço ao seu povo. E como saber se tenho uma vocação ao sacerdócio? Padre Jorge Campos Ramos, Vigário Geral e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha em Vitória ajuda a responder essa pergunta.

 

“Para a pessoa discernir esse chamado, para saber se está sendo chamado, é necessário colocar-se em oração, em silêncio, escutar o Senhor, fazer um retiro espiritual, é necessário também ouvir a palavra de Deus, ou seja, meditar a palavra, esse contato com a palavra de Deus é que vai levando a pessoa a discernir o seu chamado é ou não autentico”.

 

Descobrir a vocação, se Deus está chamando ou não, não é uma tarefa tão simples, é preciso ter uma comunhão com Deus, uma intimidade com o Senhor. Marcilio de Araújo Neto, seminarista do seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha em Vitória, está no seu primeiro ano de Teologia e viu sua vocação despertar aos 17 anos quando cursava o ensino superior de Administração.

 “Aos 17 anos tive a oportunidade de conhecer o seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha. Ocasião que visitei e fui convidado a participar dos encontros, porém como havia ingressado recentemente na faculdade, decidi, terminar o curso superior. Terminado o curso, me veio a seguinte pergunta: e agora, o que vou fazer? Decidi então, retornar para a casa dos meus pais no interior, onde fiquei durante um ano, e nesse período me dediquei a aumentar minha vida de oração e me dispus a participar dos encontros vocacionais. Participava durante o dia do encontro, ao entardecer retornava para Afonso Cláudio, chegando em casa por volta das 21 horas. Assim foi durante um ano de encontro vocacional, ao final, pela Graça de Deus fui aprovado para ingressar no propedêutico no ano seguinte”, relata.   

 

A trajetória para chegar até ao altar, não é pequena. O discernimento vocacional é realizado durante todo itinerário de vida da pessoa, seja no relacionamento familiar, social ou comunitário.

 

“É necessário em primeiro lugar o chamado de Deus, sentir-se chamado e amado por Deus. A partir de então desse sentimento, o jovem se dispõe a segui-Lo, e busca o seminário para ajudá-lo a discernir melhor os seus sentimentos, se o que está pensando é realmente o chamado de Deus. É necessário um grande amor a Jesus, a Virgem Maria, a Igreja, um desejo profundo de se consagrar a Deus para servir a Igreja de Jesus Cristo. O jovem deve ser também desapegado as questões que possam lhe prender a este mundo. Deve se colocar totalmente disponível para o serviço a Igreja sem apegos, totalmente desapegado para servir”, complementa Pe Jorge.

 

O vocacionado ao Sacerdócio é uma pessoa apaixonada por Deus. É querer servir e obedecer a Deus a todo custo, é ser uma pessoa que ama profundamente a Santa Igreja. A família é a grande promotora das vocações em especial da vocação sacerdotal, assim aconteceu na vida de Marcílio.

 “Venho de uma família tradicional, todos muito católicos, meus pais foram meus primeiros catequistas, eles me ensinaram as primeiras orações. Foram eles que me falaram de Jesus pela primeira vez. Nesse contexto familiar, desenvolvi uma vida de oração. Descobri a liturgia das horas, e passei a rezá-las e meditá-las, pois ficava encantado com o formato daquela liturgia. Dentre outras orações, leitura da Sagrada Escritura, leitura da vida de santos, pude aumentar minha “intimidade” com Deus e assim perceber com maior claridade que todo aquele encanto pela Igreja, pela liturgia, pela vida dos santos, sobretudo pela Santa Missa se tratava de um sinal da vocação”.

 

Mas nem sempre a vida entregue a Deus é feita de facilidades, os desafios são grandes, é preciso perceber que quem chama é muito maior do que qualquer coisa.

 

“São muitos os desafios que encontramos durante o discernimento vocacional, no começo as renuncias que são necessárias, o distanciamento da família, coisas que cheguei a pensar que não iria dar conta, mas, ao dizer SIM, pude perceber que quem me chama é muito maior do que qualquer coisa que temos nesse mundo. Lembro-me aqui daquela parábola que talvez descreve um pouco essa decisão: “O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mt 13,44). Assim o fiz, a partir de um encontro com Deus, me dispus a largar tudo e segui-lo, desejando entregar-me cada dia mais ao Senhor, e aqui se encontra o motivo: é o Senhor quem me sustenta na caminhada vocacional, fazendo da minha entrega, a minha felicidade, e com toda certeza, eu sou muito feliz por hoje está no seminário e caminhando para me configurar a Cristo por meio do ministério ordenado”, lembra o seminarista Marcílio.

 

Santo Agostinho, escreve que o sacerdócio é um serviço de amor (amoris officium) porque é um serviço de pastor, é gastar a vida no zelo pelo rebanho que é o povo de Deus. No Documento 110 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Diretrizes para a Formação dos presbíteros na Igreja no Brasil, no número 42 nos diz sobre o chamado ao sacerdócio: “O presbítero é então chamado a formar-se para que o seu coração e a sua vida sejam confrontados ao Senhor Jesus, de modo a tornar-se um sinal do amor de Deus por todo ser humano. Unido intimamente a Cristo, ele anuncia o Evangelho e torna-se instrumento da misericórdia de Deus; guia e corrige, intercede e tem a seu cuidado a vida espiritual dos fiéis a ele confiados; escuta e acolhe, correspondendo também às exigências e às questões profundas do tempo atual”, documento citado por padre Jorge.

 

Segundo Marcílio “ser seminarista é estar em constante aprendizado, acima de tudo, é se colocar sempre na presença de Deus, deixando se guiar por Ele”; e é com essa certeza no coração, que o seminarista orienta aos jovens que estão em dúvidas quanto sua vocação: “Em primeiro lugar, procura-te ter uma vida assídua de oração, somente possuindo uma intimidade com Deus, conseguirá discernir bem sua vocação. Depois, não tenha medo, se decidir seguir a Jesus Cristo, você não está seguindo uma ideia, uma ideologia, você estará seguindo uma pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio ao mundo, doando a si próprio como sacrifício para a salvação das almas, e se Ele te chama a fazer o mesmo com sua vida, é exatamente na oferta da sua vida pela salvação das almas, que você encontrará sua felicidade, por isso, não tenha medo. O Espírito Santo te conduzirá a verdade, e o ensinará a fazer essa oferta de amor. Deus chama, mas é você que precisa deixar tudo e segui-lo, como fizeram os apóstolos e todos os ministros ordenados ao longo da história da Igreja”.

 

Mais informações sobre o seminário: 

 

Você pode entrar em contato com o próprio reitor do seminário pelo telefone: (27) 99943-0934 e falar com o Pe. Jorge Campos Ramos ou com um dos nossos Seminaristas.

Endereçado ao Revmo. Pe. Jorge Campos Ramos

Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha

Ladeira Atero Braído, 255

Praia do Suá – Vitória / ES

CEP: 29052-220

Fones:

(27) 3227-8601

(27) 99943-0934

Missa de encerramento do 1º semestre do Centro Interdiocesano de Estudos.

Apesar do ensino online desde abril deste ano no Centro Interdiocesano de Estudos, o Arcebispo dom Dario Campos celebrou a missa de encerramento do semestre, com transmissão pelas redes sociais. Claro que a participação dos seminaristas também foi de forma virtual, mas estiveram presentes e concelebraram os Reitores dos Seminários da Província do Espírito Santo e participaram alguns funcionários, respeitando distanciamento, número de pessoas e com todos os cuidados recomendados pela Secretaria de Saúde. Do Seminário Nossa Senhora da Penha, estiveram presentes o reitor e vice-reitor, padre Jorge Campos e pe. Arthur Juliatti.

Dom Dario falou sobre a importância do isolamento e da presença dos seminaristas em suas famílias neste momento e desejou que eles possam voltar para um segundo semestre presencial. Dependendo da avaliação do Painel da Covid no Estado e com e nas perspectivas apontadas hoje, talvez as aulas de teologia possam voltar em agosto. Até lá o pe. Jorge e o próprio dom Dario ficarão acompanhando a situação e mais próximo poderão tomar a atitude apropriada ao momento. 

Conheça mais um dos futuros padres da Arquidiocese de Vitória

A vida religiosa de Zaelton da Costa Nascimento, 32 anos, diácono transitório da Arquidiocese de Vitória, começou ainda na infância. Baiano, nascido em Itamaraju, foi vivendo a Igreja em família que despertou sua vocação. O diácono detalha que seu chamado foi desde criança. Quando tinha 7 anos de idade já brincava com os primos e primas de celebrar missa na roça.

Seus pais Zelino e Ivanete e os avós Paulo e Jovelina eram fundadores da comunidade em que cresceu. Irmão de Zaele e Jaqueline, desde cedo participava de equipes como liturgia, canto e catequese. Com cerca de 11 anos cantava salmos na Igreja e aos 14 anos já era ministro da palavra. Além disso, sua casa sempre tinha a visita de padres, bispos e seminaristas.

Aos 17 anos começou os encontros vocacionais com os Paulinos na Bahia e o processo acontecia por meio de cartas. Padre Kremerson Giestas, atualmente pároco da Paróquia Bom Pastor, em Campo Grande, era seu pároco na Bahia e foi um grande incentivador da sua vocação.

Zaelton detalha que foi encaminhado para o Seminário Bom Pastor, da Diocese de Teixeira de Freitas, onde fez o Propedêutico. Cursou Filosofia no Seminário Maria Mater Ecclesiae, que tinha representantes de 24 estados do Brasil e onde não se adaptou pela grande diferença de cultura.

Nesta época, após terminar a faculdade de filosofia veio para o Espírito Santo onde trabalhou cuidando de idosos junto com padre Ayrola. Também desenvolveu trabalhos pastorais em diversas paróquias: São Pedro, em São Pedro, na Catedral de Vitória, na São José (em Maruípe) e Mãe da Divina Misericórdia, em Marcilio de Noronha.

O diácono transitório explica como foi sua chegada ao estado capixaba: “De imediato fiquei na casa de parentes sendo acompanhado pelo padre Kremerson e padre Ayrola. Comecei a fazer teologia separado, sem compromisso, e com o tempo comecei a fazer os encontros com padre Jorge e Padre Arthur e a formação me chamou para ingressar no seminário de novo”.

Em 2018, Zaelton entrou para o Seminário Nossa Senhora da Penha, onde concluiu os estudos, foi ordenado diácono e no dia 25 de julho será ordenado padre, na Catedral Metropolitana de Vitória, ao lado dos outros cinco diáconos transitórios da Arquidiocese.

A vontade de ser um sacerdote surgiu para ele na relação com as pessoas e na preocupação com a vida do outro, em seu todo. “As pessoas chegam até nós tão machucadas com tantas coisas e a presença do padre ajuda muito no crescimento da vida psicológica e espiritual de cada um. Durante esse período escutei cada história e ajudei tantas pessoas que vejo que tenho mais e mais vontade de me doar cada vez mais por essas pessoas”.   

A ordenação presbiteral vai acontecer neste período de pandemia causado pelo novo coronavírus. Para Zaelton este é um sinal de que Igreja não está escondida e ela leva a alegria ao seu povo. Mas diante da impossibilidade da presença dos fiéis no dia 25 de julho, os diáconos já estão pensando no futuro e planejam que no mesmo dia do próximo ano seja celebrada uma missa com os seis novamente, com a participação de toda a Arquidiocese, para comemorar o primeiro ano do sacerdócio.   

A vontade de cuidar espiritualmente dos pacientes que atendia no posto de saúde e hospital acendeu o chamado de Ricardo Passamani, 33 anos, para

A vontade de cuidar espiritualmente dos pacientes que atendia no posto de saúde e hospital acendeu o chamado de Ricardo Passamani, 33 anos, para que buscasse o sacerdócio. Ricardo é um dos seis diáconos transitórios da Arquidiocese de Vitória que serão ordenados padres no próximo dia 25 de julho, na Catedral Metropolitana de Vitória. 

Nascido em Conceição da Barra, filho de Paulo e Cristiane e irmão de Roberta, o diácono conta que seu contato com a Igreja Católica começou na juventude. Na infância ele foi batizado, mas não teve o acompanhamento na comunidade. Ricardo também só foi crismado quando adulto e por ter uma parte da família que frequentava Igreja evangélicas, ele afirma que teve uma educação religiosa misturada. 

O primeiro passo de uma sequência de outros que o convenceram que a religião católica é a verdadeira religião foi com 22 anos, quando ele pretendia se casar com uma namorada que era evangélica. O diácono lembra que a esta altura sua mãe já era muito mais católica do que em sua infância e com isso estava acontecendo uma verdadeira “guerra” entre mãe e nora. Na hora de tomar uma decisão Cristiane o questionou se seria católico ou evangélico e o presenteou com o livro “Por que sou católico?”, do professor Felipe Aquino: 

“Uma vez tendo me apaixonado, não por Jesus Cristo de quem eu já era discípulo, mas me apaixonado pela Igreja por ele fundada, que era a parte que eu não conhecia, eu comecei a me dedicar demais ao estudo da doutrina da Igreja Católica. Eu gostava de ler muito o catecismo e os escritos do papa Bento XVI naquela época e durante a faculdade de medicina eu passava mais tempo lendo os escritos do Papa, do que os textos que os médicos pediam. A religião foi tomando um espaço muito grande na minha vida”, destaca.

Após terminar a faculdade Ricardo começou a trabalhar em um posto de saúde de Itaúnas e no contato com as pessoas percebia que todas ou a maioria delas para completar seu tratamento, necessitava de algo que só a religião católica podia dar a elas, como por exemplo – e principalmente – o sacramento da confissão. Com isso ele encaminhava os pacientes ao padre do município pedindo que ele atendesse o doente em confissão, e isso promovia de fato uma melhora espiritual e clínica da pessoa.  

Sempre associando a religião e sua prática como médico foi durante a residência em infectologia, em Vitória, frequentando o pronto socorro e vendo os doentes internados perdendo a vida e outros que já tinham sido tratados alguma vez e estavam novamente no hospital, que ele questionou a sua missão no mundo.

“É muito temporário o benefício que o médico produz na vida de uma pessoa e se eu fosse padre eu poderia chegar para essa pessoa e dizer: fulano de tal eu te absolvo de seus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, Amém. E aí podia dispensar todo mundo, cardiologista, infectologista. Não tem comparação. Foi isso que eu senti e me moveu a procurar o sacerdócio”. 

Em 2011, ele começou o acompanhamento com o padre Márcio Ferreira, Vice-reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha na época. Após entrevistas e encontros vocacionais, foi aprovado ao final do ano. Em 2012, começou o Propedêutico e seguiu na preparação até os dias atuais. 

Para Ricardo o desejo é que esta ordenação leve ânimo aos desconsolados e seja um sinal de vitalidade da própria Igreja que continua a formar os sacerdotes e se fortalecer para o futuro. Por outro lado, este também é um momento de profunda revisão de vida para todos. Um momento de se aproximar mais do Senhor, pois em períodos de sofrimento pode-se perceber melhor a presença de Deus.

A tecnologia e a internet estão sendo utilizadas para que as atividades do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia e da Universidade Católica.

A tecnologia e a internet estão sendo utilizadas para que as atividades do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia e da Universidade Católica, sejam mantidas neste período da pandemia causada pelo novo coronavírus. Por meio de aulas online, os seminaristas da Província Eclesiástica de Vitória continuam seus estudos e com isso não foram prejudicados. Instituições educacionais de todo o mundo precisaram fechar as portas para evitar o contágio pela doença. 

As férias no Centro Católico de Estudos foram antecipadas para o período de 27 de março a 27 de abril e desde então, os cerca de 45 seminaristas que cursam Teologia e os 80 de Filosofia estão estudando virtualmente por meio da plataforma Zoom ou do Skype. As aulas são ministradas pelos mesmos professores e acontecem nos dias e horários que eram realizadas anteriormente de forma presencial. 

Padre Arthur Francisco Juliatti dos Santos, Vice Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, reforça que as decisões foram tomadas em conjunto pela Universidade e Instituto, com anuência dos Bispos e Reitores dos Seminários. E dessa forma em que é possível continuar com as aulas, o Ano Letivo 2020/1 não será afetado.

“Tais procedimentos são essenciais para que os Seminaristas, das quatro Igrejas Locais: Arquidiocese de Vitória e as Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus e Colatina não fiquem prejudicados do ponto de vista sanitário, bem como do ponto de vista intelectual”, enfatiza. 

A nova modalidade de estudos à distância tem agradado os seminaristas. Para Ruan Coutinho da Cruz, que cursa o 4º ano de teologia, o andamento do conteúdo está muito proveitoso: “O professor leciona normalmente e pelas plataformas ele consegue compartilhar slides e textos, na própria tela do computador. A aula tem rendido até um pouco mais, pois o tempo de deslocamento e de intervalo não estão acontecendo e estamos desenvolvendo melhor o conteúdo”. 

Segundo padre Arthur, o semestre vai terminar no mês de julho e até lá os professores continuam cumprindo virtualmente seus programas e carga horária: “E isto nos dá uma certa tranquilidade, na esperança de retornarmos à normalidade presencial, a partir de agosto, se Deus quiser”.

Nas redes sociais do seminário, foi postado uma série em vídeos sobre a vida dos seminaristas em Quarentena. Você pode acompanhar essas histórias e testemunhos pelo Instagram. Acesse: @seminarioaves.

Daqui a exatamente um mês vai acontecer na Catedral Metropolitana de Vitória, às 9 horas, o rito de Ordenação Presbiteral dos seis diáconos transitórios

Daqui a exatamente um mês vai acontecer na Catedral Metropolitana de Vitória, às 9 horas, o rito de Ordenação Presbiteral dos seis diáconos transitórios da Arquidiocese de Vitória. O clima é de expectativa para a Igreja e para os vocacionados que após anos de preparação espiritual, pastoral, missionária, humana, intelectual e comunitária, se tornarão sacerdotes. Um dos futuros padres é Tárcio Rosa Siqueira, de 31 anos, filho de Ana Penha e Amarildo e irmão mais velho de Tarcísio, uma família muito católica. Seu nascimento foi no interior da cidade de Alfredo Chaves, região Sul do Espírito Santo.

Sua caminhada religiosa começou desde a infância na roça. Participava do círculo bíblicos e novenas nas casas dos vizinhos. Ao se mudarem para cidade, ele continuou participando ativamente da Catequese, Pastoral Vocacional e Encontro de Jovens com Cristo na Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Ainda na adolescência, Tárcio conta que começou a frutificar o desejo do sacerdócio.

“Por volta dos meus 12 e 13 anos eu já participava da pastoral vocacional e então veio essa vontade, um pensamento inicial: por que não ser padre? Eu via os padres da minha paróquia e tinha aquilo como exemplo”, explica. 

O querer ficou adormecido e surgiu novamente durante juventude quando cursava o 3º ano da faculdade de administração, em 2011. Tárcio relata que se questionou sobre o que queria da vida e procurou o padre Aderbal, de Alfredo Chaves. O religioso ligou para o Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha para encaminhá-lo aos encontros vocacionais.

Apesar desse primeiro contato, foi somente em 2012, em seu último ano da faculdade, que Tárcio sentiu o chamado e participou de toda a preparação vocacional. No final deste ano, ele foi acolhido para o Seminário e no início de 2013 colou grau como administrador e entrou para o Propedêutico, onde começou os estudos para ser padre.

Foram 8 anos se preparando e faltam poucos dias para a ordenação! De acordo com Tárcio, o primeiro sentimento é de muita alegria por esta nova etapa que se inicia. Também existe o sentimento de dever cumprido até momento e a responsabilidade em poder levar ao povo o que ele necessita, seguindo o chamado de Deus e a orientação do Arcebispo:

“Os medos fazem parte, a gente sente medo e já vê que há algo muito maior que nós. Mas por outro lado a gente sabe que aquele que nos chamou é fiel e está caminhando conosco. Ele nos deixou seu Santo Espírito para que nos conduzisse e Ele nos deixou sua mãe Maria Santíssima que está sempre em nosso auxílio, nos tomando pela mão como uma mãe e fazendo-nos caminhar nos passos de Jesus.”

Neste momento em que o mundo vive uma pandemia, a ordenação presbiteral será restrita aos futuros neossacerdotes e alguns familiares. O diácono transitório acredita que o rito acontecer neste período tem um sentido especial: “a ordenação, a celebração de um sacramento é um sinal de esperança para as pessoas diante de tudo que estamos vivendo. A decisão do Arcebispo de ordenar este momento junto conosco é também para mostrar ao povo que em meio a pandemia há sempre uma notícia boa, um sinal de esperança, uma luz que vem para nos iluminar. Acho que a ordenação não é só minha. Claro que o sacramento da ordem é dispensado sobre nós, mas é um bem para toda Igreja e as pessoas vão poder nos acompanhar de várias formas, mas sobretudo na oração e depois na nossa vida de Igreja”, conclui.  

O Seminário Nossa Senhora da Penha tem realizado os seus encontros vocacionais por videoconferência.

Neste tempo de pandemia da Covid-19, em que se recomenda um maior distanciamento social possível, o Seminário Nossa Senhora da Penha tem realizado os seus encontros vocacionais por videoconferência. No próximo domingo, 21 de junho, acontece mais um momento de formação para os jovens vocacionados. O objetivo é promover a reflexão sobre o discernimento ao ministério sacerdotal na Igreja. 

A equipe formativa do seminário vem trabalhando mensalmente em encontros onlines e promovendo acompanhamentos individuais dos vocacionados. Padre Jorge Campos, reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha afirma que mesmo diante da pandemia a vocação não pode ficar guardada e este formato virtual proporciona momentos de animação, partilha, reflexão, interação e um acompanhamento aos jovens. “Esse trabalho vocacional não pode parar, mesmo em tempo de pandemia nós fazemos contatos com os nossos vocacionados e fazemos encontros com eles. É uma forma de manter contato com o jovem, para eles receberem as orientações, para que eles possam refletir e rezar ao discernir a sua vocação. Está sendo muito bom estes encontros, esse contato com cada um deles. ”, ressaltou.

“É muito importante para o jovem que aspira o sacerdócio, que ele procure o seu pároco na sua paróquia. Apresente esse desejo de discernimento vocacional, peça ajuda ao seu padre para que reze pela sua vocação.”

Ao longo do ano, diversos encontros são realizados no seminário abordando vários temas para ajudar os jovens a discernirem o seu processo vocacional. O seminarista, Marcílio Netto faz parte da equipe formativa dos seminaristas que acompanham os jovens durante a sua caminhada vocacional, ele relata que mesmo neste período de distanciamento social os jovens continuam sendo acompanhados. “Além da videoconferência, a equipe formativa mantém um contato com os jovens para que aja um relacionamento do seminário com a vocação desses meninos. ”, afirmou. 

Pós Pandemia

Após a pandemia, a equipe de formação acredita que os encontros presenciais possam retornar e dar continuidade ao processo vocacional para o ingresso dos candidatos. “Todos os nossos encontros estavam planejados para ser no seminário. Mas, devido a pandemia precisamos converter em videoconferência. Esperamos que a pandemia termine o mais breve possível e assim possamos dar continuidade ao processo. ”, ressaltou Marcílio. 

Após a etapa de um ano dos encontros, os jovens candidatos participam de um retiro de três dias e assim aqueles que se tornam aprovados pela equipe formadora são convidados a participar de um estágio vocacional na casa do propedêutico. 

A respeito da vocação sacerdotal, Marcílio relata que após o retiro vocacional os jovens escolhidos passam por um processo de estágio vocacional durante um período de uma semana na Casa do Propedêutico. Eles são avaliados a partir de cinco dimensões: Intelectual; Pastoral; Comunitária; Humano afetiva; Espiritual. 

Como participar?

O jovem que deseja participar do Encontro Vocacional Online promovido pelo Seminário Nossa Senhora da Penha deverá entrar em contato com o seminarista Marcílio Netto através do telefone (27) 99878-2376. Mais informações do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha através do site https://www.semaves.com.br/