Seminário

Finalmente, após caminharmos através de todas as etapas da formação inicial, chegamos a tão esperada Ordenação. Antes de adentrarmos no rito em si, cabe
Ultima turma de padres ordenada em 2020.

Finalmente, após caminharmos através de todas as etapas da formação inicial, chegamos a tão esperada Ordenação.

Antes de adentrarmos no rito em si, cabe tratar de algumas características peculiares ao sacramento da ordem[1]. A Ordem é dividida em três graus distintos: Diaconato (Diáconos), Presbiterato (Presbíteros/padres) e o Episcopado (Bispos), sendo este último grau a plenitude do sacramento.

Nessa perspectiva, “os diáconos são ministros ordenados para as tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação confere-lhes funções importantes no ministério da Palavra, culto divino, governo pastoral e serviço da caridade”[2]. Além disso, todos aqueles que querem chegar ao presbiterato devem servir a Igreja como diáconos por, pelo menos, seis meses. Tais diáconos são chamados transitórios, haja vista têm às vistas o ministério presbiteral. Como estamos tratando da formação para o sacerdócio, não iremos aprofundar, hoje, o 1ºGrau da ordem.

Enfim, iniciemos a nossa ordenação presbiteral. Pode-se dizer que este é um ponto clímax da vida do vocacionado, quando não é , de fato, o mais importante dia. Basta que o rito seja executado de forma válida para que o, até então diácono, receba a mesma unção de Cristo Sacerdote e participe do seu sagrado mistério. A partir desse momento, as palavras de um homem adquirem a eficácia e o poder de uma ordem do próprio Cristo: quando se diz “isto é o meu corpo” é o próprio Cristo que o diz, e o milagre eucarístico acontece.

Sendo um momento tão sublime para o vocacionado e para a Igreja em toda a sua extensão, preparamos uma meditação sobre cada parte do rito de ordenação a fim de melhor viver este momento.

Os participantes do rito

Antes de iniciar o rito, propriamente, a rubrica[3] indica um fator importante: “faça-se com a máxima participação dos fiéis”. Ora, o povo de Deus é aquele que usufrui diretamente dos dons concedidos ao ordenando, haja vista um pastor vive em benefício do seu povo. Logo, fica claro a importância dos fiéis nesse momento.

Ademais, é fundamental a presença dos presbíteros de toda a Arquidiocese, que irão acolher os novos sacerdotes na família presbiteral, que gira em torno do Bispo.

Apresentação dos ordenandos

Após a Liturgia da Palavra, o Bispo assenta-se, e o diácono chama, pelo nome, os que serão ordenados.

Cada ordinando responde: “Presente”. Tal resposta é sinal da prontidão enérgica e amorosa de um servo de Deus, que se dispõe a realizar a vontade do Pai a toda hora. Um padre está sempre atento ao chamado de Deus, que o leva a cuidar das necessidades do rebanho. A partir dessa resposta o presbítero designado realiza o pedido do sacramento da Ordem ao Bispo.

O Bispo questiona, então: “Podes dizer-me se eles são dignos desse ministério?”. De fato, o presbítero deve ser um homem íntegro e capacitado por Deus a tão sagrado ofício. “É justo que muito custe aquilo que muito vale” exorta Santa Teresa D’ávila. Por essa razão, o testemunho da vivência Cristã deve ser atestado contundentemente pelos formadores e pelo povo de Deus.

Nesse sentido, o presbítero confirma a dignidade: “Tendo interrogado o povo de Deus, e ouvido os responsáveis, dou testemunho de que foram considerados dignos”.

Propósitos do Eleito

O Bispo dirige-se a todo o povo de Deus sobre a missão dos presbíteros. Recorda-se que o próprio Deus escolheu, dentre os discípulos, homens para fazerem as vezes de Cristo na Terra, realizando o papel de cabeça da Igreja. Além disso, enviou os Apóstolos a fim de continuar a exercer sua função de mestre, sacerdote e Pastor por meio deles e seus sucessores (os bispos). Desse modo, os Presbíteros são cooperadores dos Bispos, unidos a eles no ministério sacerdotal.

Diante disso, o Bispo interroga os ordenandos acerca de seus propósitos de servir à Igreja e cumprir os deveres do ministério presbiteral; os candidatos respondem: “quero”. Tal afirmação revela a liberdade da decisão tomada: nenhum padre é ordenado por coerção, contudo, a decisão parte de sua livre consciência e vontade. Somente o Amor pode mover um tal alargamento do coração. Ao responder “quero”, manifesta-se a profunda ação da Graça Divina no coração dos homens, que os move em direção ao Amor e a doação de si mesmo.

A seguir, os eleitos realizam a promessa de obediência aos Bispos e seus sucessores. O Bispo, por sua vez, roga a Deus para que conduza tais homens a perfeição. Para isso, recorre-se à intercessão de todos os santos, cantando sua ladainha. De fato, são os Santos de Deus que ensinam e testemunham a perfeição do Amor. aos fiéis de hoje.

Imposição das mãos

Terminada a ladainha, chegamos ao momento mais marcante da ordenação: a imposição das mãos. Tal gesto é profundamente significativo: já os apóstolos, desde o início da Igreja, impunham as mãos sobre os eleitos. Nesse contexto, o Bispo, em silêncio, impõe as mãos sobre os ordenandos, seguido de todos os presbíteros presentes. Ao final desse momento, o Bispo diz a oração consecratória.

Unção das Mãos e a entrega do Pão e do Vinho

Terminada a prece, alguns presbíteros escolhidos pelos ordenados revestem o, já ordenado, presbítero com a estola sacerdotal e a casula: vestes próprias do sacerdote. Posteriormente, o Bispo unge as palmas das mãos dos presbíteros, sinal da graça que reveste tais mãos de poder de santificação do povo de Deus e de oferecer o Santo sacrifício da Missa. As mãos ungidas e amarradas, como sinal do presente de Deus que é acolhido, será solta, segundo costume, pela pessoa que receberá a primeira benção do presbítero.

Por fim, o Bispo entrega aos neo-sacerdotes a patena e o cálice, contendo o pão e o vinho, respectivamente, confirmando o mistério que será celebrado por tais ministros.

Conclusão

Em suma, assim pode-se descrever os principais aspectos de uma ordenação. No entanto, devemos ressaltar que o mistério presente nessa instituição de ministros é um mistério inexpressável por meio de simples palavras. São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, nos ensina: “se entendêssemos na terra o que é um padre, morreríamos não de susto, mas de amor”. Portanto, a melhor forma de entender uma ordenação é fazendo a experiência de estar presente em uma, de modo que o próprio Deus possa mostrar o mistério escondido.

A vista disso, convidamos todos os fiéis da Arquidiocese a participarem virtualmente da próxima ordenação presbiteral. Nela serão ordenados os quatro diáconos transitórios de nossa Arquidiocese: Diácono Daniel Mascalubo, Diácono Ruan Coutinho, Diácono Alessandro Rebonato e Diácono Vitor Cézar Zille Noronha. Sua presença é essencial, portanto, fique atento às nossas redes sociais para receber mais informações.

[1] Para mais informações, verificar Catecismo da Igreja católica, pontos 1536-1600

[2] Catecismo Igreja Católico, 1596

[3] Notas e prescrições sobre os procedimentos do rito

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que a fé é a resposta adequada ao convite que Deus nos faz para que sejamos seus

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que a fé é a resposta adequada ao convite que Deus nos faz para que sejamos seus amigos, recebendo-nos na comunhão consigo. Trata-se, portanto, de um chamamento feito por amor e que não cabe em si mesmo, mas é chamado a comunicar-se.

Comunhão é experimentar das mesmas ações, possuir os mesmos sentimentos e pensamentos, é identificar-se com outro. A comunhão desejada por Deus não é diferente: “Tende em vós, os mesmos sentimentos da Cristo” (Fl 2, 5). Assim, somos atraídos à mais íntima relação com o Senhor a fim de encontrar a verdade e a felicidade, desejo de todo coração. É o Coração que fala ao coração.

Aqueles que sentiram-se de tal modo atraídos por Deus e desejam consagrar sua vida ao serviço do Evangelho, na vida sacerdotal ou religiosa, devem, portanto, serem conscientes da responsabilidade e da necessidade de que este amor seja comunicado à toda criatura (cf. Mt 16, 15). O “Ide” recebido pelos discípulos para a missão de pregar o Evangelho e batizar em todo o mundo é parte desse plano amoroso que quer que todos sejam inseridos na família de Deus, comungando dos mais altos dons celestes e experimentando, já aqui, uma pequena centelha do Reino preparado para nós desde toda eternidade.

O amor experimentado e vivido por um vocacionado tem o dever de comunicar-se, ir em direção, transbordar, jamais combinará com a ociosidade, com o egoísmo e com a acomodação. Quem ama verdadeiramente quer levar a todos aquele que ama, para que possuam os mesmos sentimentos de estima e alegria.

Celebramos no último domingo mais um Dia Mundial das Comunicações Sociais e neste tempo em que tantos se tornaram “comunicadores”, faz-se necessário falar a respeito de qual notícia a humanidade anseia mais profundamente. A notícia que todos desejam no profundo do seu coração é o chamado de Deus para compartilhar sua casa, seu banquete, seu amor.

Somos todos vocacionados a anunciar esse amor convidativo, para que tantos quantos nos seja possível alcançar, percebam naquele que nos amou, o sentido e a esperança de suas vidas. Devemos anunciar a todos a beleza de servir, amar, viver na presença de Deus e assim, nosso testemunho fale da fé que professamos e do Deus que adoramos no íntimo do coração.

Marcílio Netto I “O Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus”( Mc 16,19). Neste Sétimo Domingo da Páscoa, celebra-se

Marcílio Netto I “O Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus”( Mc 16,19).

Neste Sétimo Domingo da Páscoa, celebra-se a Solenidade da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, que após ressuscitar dos mortos, apareceu aos discípulos falando-lhes do Reino de Deus e instruindo-os pelo Espírito Santo (cf. At 1,2-3), mostrando-se ser aquele mesmo que fora crucificado. Transcorridos os quarentas dias em que Cristo nossa Páscoa foi imolado, tendo falado com os apóstolos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus (cf. Mc 16,19).

Deus Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, das coisas visíveis e invisíveis (cf. Cl 1,16), existindo desde toda eternidade, poderia usar de qualquer outro meio para salvar a humanidade, porém, de forma extraordinária, por sua infinita bondade e misericórdia, enviou o seu único Filho, para todo aquele que nele crê, não morra, mas tenha vida eterna (cf. Jo 3,16). Assim sendo, Deus não só liberta o homem do pecado, reconciliando-o consigo mesmo, mas permite que a humanidade seja inserida na dimensão divina, participando da relação de amor da Trindade, quando Jesus assenta ao lado direito de Deus.

São Leão Magno diz que ao celebrar a Ascensão “recordamos e celebramos aquele dia em que a humildade da nossa natureza foi exaltada, em Cristo, acima de toda a milícia celeste, sobre todas as hierarquias dos anjos, para além da sublimidade de todas as potestades e associada ao trono de Deus Pai”[1]. “A ascensão do Cristo, portanto, é a nossa exaltação e para lá onde precedeu a glória da Cabeça, é atraída também a esperança do Corpo. (…) Hoje não só fomos firmados como possuidores do paraíso, mas até penetramos com Cristo no mais alto dos céus”[2].  

Em Jesus, que desde toda eternidade era Verbo, se encarnando assume a natureza humana, que na Ascensão é elevada no mais alto dos céus, participando da Trindade, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. “Cristo sobe ao Céu com a humanidade que assumiu e que ressuscitou dos mortos: aquela humanidade é a nossa, transfigurada, divinizada, que se tornou eterna. Portanto, a Ascensão revela a altíssima vocação de cada pessoa humana: ela está chamada à vida eterna no Reino de Deus, Reino de amor, de luz e de paz”[3].

Antes, porém, de subir aos céus, Jesus dá uma ordem aos seus Apóstolos, para que não se afastem de Jerusalém, local onde se realizará a promessa e, sem ainda compreenderem, os discípulos perguntam a Jesus se é já o momento da restauração do Reino em Israel. Com essa pergunta, verifica-se a falta de entendimento dos acontecimentos, e se nota a necessidade do Espírito Santo na vida dos apóstolos, pois, quando Ele vier, o Espírito da Verdade, será Ele a guiará a toda a verdade (cf. Jo 16,12-13).

A promessa do Espírito Santo à comunidade apostólica não é somente para levá-la ao pleno conhecimento de toda verdade, é antes de tudo, para que sejam testemunhas em Jerusalém, até os confins da Terra (cf. At 1,8). Essa é a missão da Igreja, por meio dos Apóstolos, sob a orientação do Espírito Santo conduzir todos, que através do Batismo se tornam membros da Igreja, Corpo de Cristo, ao Reino dos Céus.

Como testemunhas de Cristo, os apóstolos devem anunciar e exortar, para que se convertam, sejam batizados e assim, desde já, participem da divindade por meio de Cristo, todo aquele que recebe o mandato apostólico tem esse compromisso: a salvação das almas, conduzir todo rebanho de Cristo para o reino dos céus, pois, fazendo as vezes de Cristo, realiza com amor a missão da Igreja.

Portanto, a pergunta dirigida aos apóstolos quando o Senhor subiu ao céu, ainda hoje, é dirigida a todas as pessoas: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? A resposta a essa pergunta é individual, somente aquele que se dispõe seguir os passos do Cristo é capaz de respondê-la. Segundo Bento XVI nessa pergunta existem duas atitudes relacionadas as suas realidades. Primeiro, a realidade terrena: Por que estais aqui? E em segundo, a realidade divina: Olhando para o céu?[4]

Assim, todos os homens devem questionar a si mesmo, refletindo diversas vezes essa pergunta: Por que estou aqui? No mundo, em meio a tantos sofrimentos, dificuldades, tribulações, porém, com a atitude dos discípulos, fixando o olhar para céu, orientando toda sua atenção ao mistério de Deus. Ao celebrarmos a Ascensão do Senhor, abramos o nosso coração à graça que nos é dada de viver nesse mundo, praticando o bem, mas com a esperança do céu, pois, é para lá que Cristo nos convida.   

Marcílio de Araújo Netto

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São Sebastião – Afonso Cláudio.

Paróquia de estágio pastoral: Virgem Maria – Itacibá – Cariacica.

[1] São Leão Magno, papa. 2º Sermão da Ascensão, 1-4: Pg. 54, 397-399. Séc. V

[2] São Leão Magno, papa. Sermão LXXIII: 1º Sermão sobre Ascensão, nº 4, pág. 109.

[3] Bento XVI, papa. Regina Caeli. Praça de São Pedro, 21 de maio de 2006.

[4] Bento XVI, papa. Viagem Apostólica à Polônia – Homilia. Parque de Blonia, Cracóvia. 28 de maio de 2006.

Composta por caridosos fiéis, a Associação “Amigos do Seminário”, há anos garante o sustento da Casa de Formação dos futuros padres da Arquidiocese de

Composta por caridosos fiéis, a Associação “Amigos do Seminário”, há anos garante o sustento da Casa de Formação dos futuros padres da Arquidiocese de Vitória. Homens e mulheres de boa vontade presentes nas comunidades de nossa Igreja particular, ajudam-nos financeiramente (e junto à parte do Dízimo que se destina ao Seminário), bancam a manutenção cotidiana da Casa, os colaboradores, a alimentação, os estudos e projetos de nossos seminaristas.

Dulce Cléria Vervolet Reis e Silvana Bresciane, paroquianas da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Praia da Costa, comentam a alegria de colaborarem com nossa Casa.

Silvana, que tem duas filhas, afetivamente se considera mãe de todos os seminaristas e, muito emocionada, não consegue mensurar em palavras a graça de acompanhar o contínuo desenrolar da vocação presbiteral.

Dulce comenta que: “Ser amiga e colaboradora do Seminário Nossa Senhora da Penha é partilhar e contribuir na formação de futuros Sacerdotes tão necessários para nossa Igreja. Que Deus os abençoe!

“Ajude quem te ajudará para sempre”

Sentimento similar ao de Nilceia Paresqui, da Comunidade Santa Inês em Vila Velha (Paróquia Santa Mãe de Deus, no IBES), que há mais de 20 anos faz parte de nossa associação e anima a coleta de contribuições.

Segundo ela: “Ser amiga do Seminário Arquidiocesano é muito bom, é muito prazeroso. Desde que entrei na Legião de Maria, há muitos anos atrás. Sou muito feliz em poder ajudar. Hoje na minha comunidade, recolho as doações (a quantia que cada uma pode dar) de um grupo de missionárias e as envio para o Seminário. Elas também se sentem muito felizes! Quem quer ter padres, não pode deixar de ajudar o Seminário Nossa Senhora da Penha!”.

Também no IBES, a paroquiana Sueli Bezerra, realiza um bonito trabalho de arrecadação. Ademais, sua presença é constante em todos os momentos do Seminário, principalmente durante o período anterior da pandemia, nas Santas Missas matinais de sábado, rezadas na intenção de os participantes da Associação.

Saiba mais por AQUI, como ajudar-nos e fazer parte deste lindo projeto de evangelização.

“Há mais felicidade em dar que em receber” (At 20, 35).

 

Chegamos a última etapa do processo formativo: a etapa da configuração. Nesta parte da formação inicial se intensificam as exigências sobre os seminaristas e

Chegamos a última etapa do processo formativo: a etapa da configuração. Nesta parte da formação inicial se intensificam as exigências sobre os seminaristas e fica mais explícito a necessidade de sua iniciativa. Após confrontar-se com a realidade à sua volta e consigo mesmo na etapa filosófica, espera-se o desejo e o compromisso de conformar-se com a imagem de Cristo. É chegado o tempo de demonstrar, por meio do testemunho de vida, a disposição de entregar a própria vida por amor a Cristo e pela santificação do próximo.

Diz um antigo adágio: “o sacerdote é um outro Cristo”. Nesse sentido, a etapa configurativa é, precisamente, o período de configuração a Cristo, Sacerdote e Bom Pastor. O seminarista deve aprofundar sua contemplação do mestre; ele deve “realizar o passo mais ousado” de não se contentar somente em fazer o bem moral e evitar o mal, porém de doar-se inteiramente a Cristo e fazer tudo aquilo que ele desejar. Desse modo, “se consolidará a fisionomia do Cristo Crucificado e ressuscitado”.

Os estudos teológicos conduzem o candidato a desenvolver uma visão mais arraigado das verdades reveladas e da experiência de fé da Igreja, integrando essas realidades à sua vida. Desenvolve-se um amplo estudo das Sagradas Escrituras no intuito de adquirir uma visão de aprofundada da Bíblia, bem como compreender os aspectos mais eminentes da história da salvação. Isso assegurará  fundamentos sólidos da vida espiritual e da pregação pastoral.

Além disso, deve-se ter a vista que o seminarista está inserido em uma Igreja particular, logo, são chamados a viver a espiritualidade do presbítero diocesano, caracterizado pela dedicação à diocese que habita e pelo efetivo pastoreio do povo de Deus dessa Igreja em particular.

Enfim, passando-se essa última fase, que dura quatro anos e, completando os oito anos de processo formativo (do propedêutico ao último ano de teologia), estaremos a alguns passos da Ordem. Estamos muito próximos do ponto culminante em que se forma um Padre.

Aos jovens que desejam iniciar um processo de discernimento vocacional, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha tem um convite especial: participe dos Encontros

Aos jovens que desejam iniciar um processo de discernimento vocacional, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha tem um convite especial: participe dos Encontros Vocacionais!

Os Encontros Vocacionais são momentos de profunda oração, fé e reflexão nos quais se busca uma experiência de escuta da Palavra de Deus. Nem sempre essa é uma tarefa fácil, por isso mesmo o Seminário se coloca à disposição para caminhar juntos com os jovens nesse momento.

O próximo Encontro acontecerá no domingo, 16/05, às 9h da manhã por meio da plataforma de videoconferências Zoom. Aos que desejarem participar, basta entrar em contato através do WhatsApp (27) 98862-1701.

Participe!

A comunidade do Seminário junto ao seu reitor, Padre Jorge Campos, celebrou o segundo dia do tríduo em honra a Nossa Senhora de Fátima,

A comunidade do Seminário junto ao seu reitor, Padre Jorge Campos, celebrou o segundo dia do tríduo em honra a Nossa Senhora de Fátima, na Paróquia Santa Mãe de Deus, no bairro do IBES, em Vila Velha. Em uma emocionante cerimônia, que marcou também os 70 anos de nossa Casa de Formação, os seminaristas foram acolhidos pelo Padre Jairo Souza, pároco da referida paróquia.

Generosamente, os fiéis ali presentes em grande número (respeitando todos os protocolos e medidas sanitárias de proteção contra o Coronavírus) promoveram uma arrecadação de alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal. Tanto as doações materiais quanto a quantia em dinheiro, coletadas na oferta da Santa Missa, foram destinadas para o Seminário e sua manutenção.

Em sua homilia, Padre Jorge, ao refletir sobre a primeira leitura da Liturgia (At 16,22-34), relembrou-nos pela figura de Paulo e Silas, a importância da fraternidade e do perdão na comunidade cristã, pois o anúncio do Evangelho e a missão nos dada por Jesus superam quaisquer tipos de incompreensões, até mesmo as perseguições.

Ademais, nosso reitor agradeceu imensamente o carinho de toda a Paróquia com o Seminário, que se mostra também na acolhida para estágio pastoral de dois de nossos seminaristas (Pedro Gouveia, do 1º ano de Teologia; e Willian Miranda, do 2º ano de Filosofia).

 

Confira AQUI a retransmissão da cerimônia e abaixo alguns registros fotográficos da celebração:

 

 

 

Lucas Saraiva I “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos” (Jo 15, 13). Amor e também a obediência,

Lucas Saraiva I “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos” (Jo 15, 13).

Amor e também a obediência, são elementos apreciados no Evangelho deste sexto Domingo da Páscoa (Jo 15, 9-17). Há uma relação de amor de Deus para com Cristo, e tal relação também é extensiva aos demais, seus filhos. A obediência não se traduz nos receios de ira do Pai, mas sim no desejo de corresponder a um amor gratuito e intenso que não resulta em outra consequência que não essa: entregar-se por completo a esse sentimento.

Contudo, permanecer no amor de Deus não é fácil, e voltar-se a Ele de todo o coração é um caminho custoso, que demanda insistência daqueles que pretendem permanecer no caminho. Por isso é que Jesus ensina como devemos proceder para “guardar os mandamentos”.

Tal leitura é uma passagem na qual Jesus também eleva a relação de Mestre para com seus seguidores, de servo (cumpridor de ordens) a amigo; pois neste há vontade de querer fazer, e a amizade traz intimidade, conhecimento recíproco, do saber que faz bem. Deus nos escolheu para tal amizade, o que nos impele a uma vivência plena, e a pedir, na oração, não somente em benefício de atender nossas vontades, exigências e planos, mas numa comunhão que garante alcançar o que, nos limites de nossas necessidades, nos leva ao Céu.

O mandamento de amor não é reduzido a uma norma religiosa, forma de vida e identificação com um seguimento, mas sim a uma vivência plena de amor fraterno onde a humanidade é edificada. Em sua morte, Cristo crucificado mostra esse amor que é lido por nós no Evangelho: amor querido pelo Pai e oferecido a toda a humanidade e sem distinção a judeus, gregos e pagãos, que também haveriam de receber o Espirito Santo (At 10, 45). Um sacrifício como esse é resultado de um amor muito grande. Essa declaração dada na prática é recordada na Primeira Carta de João (1Jo, 9): Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Permanecer no seu amor é viver na alegria, produzindo frutos que permanecem.

Lucas Saraiva

Seminarista do 3º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: Paróquia da Ressurreição – Goiabeiras – Vitória.

Paróquia de Estágio Pastoral: Santo André Apóstolo – André Carloni – Serra.