Seminário

  “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 11) Em comunhão com toda a Igreja, que celebrou o Dia de Oração pelas Vocações, um

 

“Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 11)

Em comunhão com toda a Igreja, que celebrou o Dia de Oração pelas Vocações, um grupo de Seminaristas acompanhou nosso Reitor, Pe. Jorge, nas festividades do Bom Pastor, padroeiro de uma das paróquias da Praia da Costa (Vila Velha).

Na celebração, os Seminaristas que estão passando a quarentena no Seminário puderam unir-se em intenção àqueles outros que se encontram em suas casas, bem como a todos os amigos e promotores das vocações, numa só voz, em favor das diversas vocações, que são Dons para a Igreja.

Que o Senhor da messe e Pastor do rebanho continue a guiar-nos e animar-nos a todos pelos caminhos da Vocação, rumo às pastagens eternas do Céu!

Reveja a transmissão da cerimônia por AQUI. 

  Leonardo Oss | “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 14) Dando continuidade ao tempo litúrgico da Páscoa do Senhor, a caminho da

 

Leonardo Oss | “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 14)

Dando continuidade ao tempo litúrgico da Páscoa do Senhor, a caminho da Solenidade de Pentecostes, a Liturgia deste dia chama-nos a atenção para o pastoreio de Jesus. Neste domingo, intitulado pelo Papa São Paulo VI em 1964 como “Domingo do Bom Pastor”, a Igreja reza pelas vocações pedindo ao “Senhor da messe que envie operários” (Mt 9, 38).

A Primeira Leitura é retirada do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por São Lucas. Para entendermos a narrativa desta mensagem, é necessário voltarmos ao capítulo 3, versículos 1 a 10, que descreve a subida de Pedro e João ao Templo para rezar “a oração da hora nona” (At 3, 1), e o encontro destes com um homem coxo que costumava ficar às portas do Templo pedindo esmolas (cf. At 3, 2). Ora, quando o homem viu Pedro e João entrarem no Templo, lhes pediu esmola (cf. At 3, 3). Pedro, olhando para o homem, disse: “não tenho ouro e nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (At 3, 7). No mesmo instante, o homem ficou curado e entrou no Templo junto com os dois, louvando a Deus (Cf. At 3, 8).

Como era de se esperar, algumas autoridades do Templo, como os sacerdotes, ficaram irritados e prenderam Pedro e João (cf. At 4, 3). Na manhã seguinte, os dois foram levados à presença dos chefes, anciãos e escribas, para passar por um interrogatório: “com que poder ou em qual nome vós fizestes isso?” (Cf. At 4, 7). Após a interrogação, Pedro – cheio do Espírito Santo-, responde que “é pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré, aquele que vós crucificastes e que Deus Ressuscitou dos mortos, que este homem está curado, diante de vós” (At 8, 10). Pedro, cita em sua resposta o final do Salmo 117, acrescentando uma nova interpretação, à luz do Mistério de Cristo: “Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular” (At 4, 11). Portanto, a narrativa da Primeira Leitura apresenta-nos o exemplo de coragem de Pedro e João, pois que não temeram oposição em anunciar a Boa-Nova da salvação.

Dando sequência, a Segunda Leitura é da primeira Carta de São João. Nela, João salienta como mensagem principal, dois fatores: o presente de amor que Deus nos concedeu “de sermos chamados de seus filhos” (Cf. 1 Jo 3, 1); e a manifestação da glória de Jesus a nós, que fará de nós, que somos filhos de Deus, “semelhante a ele, porque o veremos tal como ele é” (Cf. 1 Jo 3, 2). À vista disso, a mensagem bíblica desta passagem para nós é a da busca constante por configurar-se a Cristo no nosso dia a dia, para que possamos proclamar as maravilhas de Deus, tal como fizeram os Apóstolos.

O Evangelho de São João narra a mensagem central desta liturgia. Cristo apresenta-se como o Bom Pastor que “dá a vida por suas ovelhas” (Cf. Jo 10, 11). Para bem apreciarmos o Evangelho, podem destacar-se três importantes características do Bom Pastor.

A primeira: o Bom Pastor “dá a vida por suas ovelhas” (Cf. Jo 10, 11). Ora, Cristo sendo o Bom Pastor por excelência, deu a sua vida para salvar a humanidade do pecado, e por isso, todo aquele que deseja ser bom pastor, seguindo os passos de Cristo, deve também dar a sua vida pelas ovelhas do redil.

A segunda característica é que o Bom Pastor conhece suas ovelhas, assim como Jesus disse: “Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem” (Cf. Jo 10, 14). É importante essa relação entre ovelha e pastor, pois normalmente a ovelha carrega o cheiro de seu pastor e, portanto, o conhece bem. Tal relação é de um amor fraterno, já que o pastor, também as conhecendo, dá a sua vida por elas, como Ele mesmo disse: “eu dou minha vida pelas ovelhas” (Cf. Jo 10, 15)

A terceira e última característica é o cuidado do Bom Pastor para com suas ovelhas. Tal cuidado não é só com as suas ovelhas, mas também com as ovelhas que estão dispersas. Este cuidado fará com que tais ovelhas perdidas escutem a sua voz e o sigam, até que haja “um só rebanho e um só pastor” (Cf. Jo 10, 16). Tudo isso é consequência do amor de Deus por nós em seu Filho, Jesus Cristo.

No dia de hoje também fazemos memória de nossos pastores: o Santo Padre, o Papa Francisco; nosso Arcebispo Metropolitano Dom Dario Campos; e nossos padres que conduzem com zelo as paróquias e as lideranças das Comunidades Eclesiais de Base. Elevemos a Deus nossas preces por nossos pastores, para que Ele na sua infinita bondade possa assisti-los em suas necessidades. Que cada vez mais, possam configurar-se a Cristo, o Bom Pastor.

Leonardo Oss

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: Nossa Senhora da Conceição – Alfredo Chaves.

Paroquia de Pastoral: São Pedro Apóstolo – Nova Palestina – Vitória.

  Neste IV Domingo da Páscoa, 25 de abril, data em que a Igreja recorda “Jesus, o Bom Pastor”, celebramos o 58º Dia Mundial

 

Neste IV Domingo da Páscoa, 25 de abril, data em que a Igreja recorda “Jesus, o Bom Pastor”, celebramos o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A tradicional mensagem do Santo Padre para esta ocasião recorda a figura de São José, como “o sonho da vocação”, do chamado pessoal que o Senhor faz a cada um de nós.

No ano especial dedicado ao pai adotivo de Jesus, o Papa Francisco nos diz que em São José podemos reconhecer uma experiência muito próxima à nossa: o amor do coração paterno, capaz de renunciar aos planos pessoais, para doar e dar a sua vida. Este é o sentido primeiro de todas as vocações e missões chamadas por Deus.

Segundo o Papa, três são as características que a vida de São José inspira-nos: sua capacidade de sonhar, servir e ser fiel. José fora um homem sensível às ações do Senhor, pois seu coração estava totalmente orientado para ele: “só abandonando-se confiadamente à graça, deixando de lado os próprios programas e comodidades, é que se diz verdadeiramente ‘sim’ a Deus”. 

Fora capaz de servir sem medo aos desígnios divinos, podendo ser considerado o “guardião das vocações”, uma vez que o chamado do Senhor impele-nos a não seguir “obstinadamente as nossas ambições nem nos deixamos paralisar pelas nossas nostalgias”, mas cuidar do que Deus confia por meio de Sua Igreja. A permanência na fidelidade de cada vocacionado, traduz nosso amadurecimento em responder cotidianamente às maravilhas que o Senhor realiza em nossas vidas, assim como em José. “Deus derrama o seu Espírito, a sua criatividade sobre nós”.

 

Confira a mensagem completa do Papa Francisco, no 58º Dia Mundial das Vocações.

 

Rezemos por todas as vocações, principalmente pelos seminaristas, missionários, religiosos e religiosas que atuam em nossa Arquidiocese. Medite conosco a oração pelas vocações, composta por nosso arcebispo emérito, Dom Luiz Mancilha Vilela:

Senhor, Vós que dissestes: “A messe é grande, mas os operários são poucos”, renovai a vossa Igreja pelo Espírito de Amor fazendo surgir entre nós, fiéis cristãos, santos discípulos e discípulas capazes de fermentar o mundo com o anúncio e testemunho da vossa Palavra.

Renovai a vossa Igreja fazendo surgir crianças, adolescentes e jovens dispostos a viver a santidade como consagrados e consagradas diante de Deus, no mundo e para o mundo.

Santificai os Diáconos, Presbíteros e Bispos da vossa Igreja! Concedei-nos a graça de uma renovação profunda de nosso clero, convocando discípulos missionários para o ministério sagrado.

Animai os nossos seminaristas e daí perseverança na missão e na oração a todos os Ministros que servem a vossa Igreja. Formai-os segundo o vosso Coração, na Escola de Maria nossa Mãe, cujas palavras ressoam em nosso coração: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Amém!

Luiz Mancilha Vilela, sscc.

 

Na semana passada (16/04/2021), iniciamos uma discussão em torno desta pergunta. Afinal, como se forma um Padre ? Onde começa o caminho sacerdotal ?
Comunidade formativa do Propedêutico 2021.

Na semana passada (16/04/2021), iniciamos uma discussão em torno desta pergunta. Afinal, como se forma um Padre ? Onde começa o caminho sacerdotal ? Se sinto esse chamado, como posso corresponder a voz de Deus ? Já explicitamos anteriormente os primeiros passos dessa caminhada: os encontros vocacionais. Desse modo, dedicamos este texto a expor uma nova etapa do processo formativo: o propedêutico.

No Propedêutico o candidato ingressa, de fato, no processo formativo. Após serem avaliados pelos formadores durante os encontros vocacionais, os aprovados iniciam o processo de preparação para o Seminário Maior. Este período não é o Seminário propriamente dito, porém, uma preparação para ingressar nele (daí o nome “propedêutico”). Tal preparação possui uma programação específica, residência distinta e dura por volta de um ano.

“O propedêutico caracteriza-se como etapa da complementação e aprofundamento do processo de iniciação à vida Cristã e preparação de caráter introdutório com vistas à sucessiva formação presbiteral ou à decisão de trilhar outro caminho de vida”. Em suma, essa etapa formativa tem o objetivo de aprofundar as raízes vocacionais do candidato e solidificar sua vida cristã. Assim, ele é capaz de ingressar no seminário consciente de suas decisões e com a Fé necessária para corresponder ao chamado de Deus.

Isso exige uma particular atenção, uma vez que “não é raro que candidatos apresentem certas deficiências: visão fragmentada da própria experiência de vida, dificuldades afetivo-sexuais, problemas decorrentes da desintegração familiar, falta de cultura humanística e científica, lacunas no ensino médio e fundamental, fragilidade das convicções básicas humanas de fé”. Apesar desses e outros empecilhos, o candidato não deve desanimar; o processo formativo tem o intuito de auxiliá-lo no próprio amadurecimento tanto vocacional quanto humano e espiritual.

Nesse contexto, pode-se distinguir quatro dimensões essenciais da formação, a saber: Dimensão espiritual, dimensão humano-afetiva, dimensão intelectual, dimensão comunitária e dimensão pastoral[1]. Além disso, os estudos orientam-se às disciplinas introdutórias a fim de cultivar um conhecimento suficiente da doutrina cristã, como também solidificar as noções essenciais da cultura humana e da língua portuguesa. Em síntese, essas são as principais perspectivas dessa etapa do processo formativo.

Na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, o propedêutico ocorre na Casa de Formação Bom Pastor, localizada no centro de Vitória (próximo a Catedral Metropolitana). Atualmente, o diretor da casa de formação é o Padre Diego Azevedo, juntamente com o vice-diretor Padre Evandro Sagrilo. Aqueles que desejarem conhecer melhor a comunidade formativa, podem buscar mais informações no site da Arquidiocese ou enviar perguntas aos meios de comunicação do Seminário.

[1] para melhor compreender as dimensões, buscar nos documentos da Igreja – Ratio Fundamentalis ou documento 110 da CNBB: “DIRETRIZES PARA A FORMAÇÃO DOS PRESBÍTEROS DA IGREJA DO BRASIL.

Foto de capa: Clerum Photos.

Casa de Formação Bom Pastor – Propedêutico.
Encontro e confraternização dos seminaristas da Arquidiocese em Baixo Guandú, no ano de 1963. Na foto, encontram-se Dom Geraldo Lyrio Rocha e Monsenhor Arnóbio
Encontro e confraternização dos seminaristas da Arquidiocese em Baixo Guandú, no ano de 1963. Na foto, encontram-se Dom Geraldo Lyrio Rocha e Monsenhor Arnóbio Passos Cruz.

Dando continuidade à série de publicações acerca da história de nosso Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, trazemos hoje mais um breve relato do desenvolvimento da formação nesta Casa, desde os estudos do “primeiro grau” até o ensino superior e a ordenação dos primeiros seminaristas frutos deste Seminário.

Estudos superiores e primeiros frutos

Naquele tempo, os seminaristas menores que estudavam as séries iniciais do ensino fundamental, 1º grau, tinham que completar sua formação no Seminário Menor de Mariana (MG). Somente nove anos depois de sua inauguração, a primeira turma foi enviada para a formação dos ensinos superiores no Seminário da Arquidiocese de Belo Horizonte, sob o governo de Dom João Batista da Mota e Albuquerque.

Mesmo diante de muitas dificuldades, não faltou a Providência Divina, que garantiu a subsistência dos seminaristas que, com dedicação e com o apreço do povo, eram enviados às Minas Gerais para estudarem Filosofia e Teologia. Dentre as grandes mudanças que acompanharam a história da casa de formação, podemos recordar da sua passagem pelo município de Viana, na Fazenda São José, bem como pelo Orfanato Cristo Rei – atual Cúria Metropolitana – no Centro Vitória, no ano de 1969.

Ventos e tempestades não puderam abalar essa árvore frondosa no jardim da Igreja. Eis, pois que, desde seus primeiros frutos (Pe. Rubens Duque, Mons. Adwalter Carnielli, Côn. José Ayrola Barcelos, Côn. Maurício de Matos Pereira, Mons. Arnóbio Passos Cruz), o Seminário nunca mais deixou de florescer e frutificar em vocações. Também não foram poucos os que semearam e trabalharam nessa seara. Destaque-se o empenho de Pe. Geraldo Lyrio Rocha, futuro Bispo de Colatina e- e posteriormente, Arcebispo de Mariana-, para que o Seminário estivesse em pleno funcionamento, mesmo num período de escassez de vocações.

Abaixo seguem algumas fotos históricas da atuação de Dom Geraldo Lyrio, fruto de nosso Seminário Arquidiocesano, aqui em Vitória:

A Associação Amigos do Seminário é formada por um grupo de pessoas sensíveis a formação dos futuros padres da nossa Igreja, que rezam diariamente
Associação Amigos do Seminário
Associação Amigos do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha

A Associação Amigos do Seminário é formada por um grupo de pessoas sensíveis a formação dos futuros padres da nossa Igreja, que rezam diariamente pelos nossos seminaristas e colaboram mensalmente com contribuições financeiras – livres e voluntárias – para a manutenção das necessidades do Seminário Arquidiocesano.

A formação contínua dos seminaristas é essencial para que a nossa Arquidiocese tenha sempre novos padres para pastorear o povo de Deus. Ao se tornar um amigo ou amiga do Seminário, os católicos tomam ativamente parte nas diversas dimensões da formação dos futuros padres da Igreja.  É reconfortante percebermos tantos irmãos e irmãs preocupados e engajados no apoio e na sustentação dos seminaristas.

Esta colaboração espiritual e material auxilia em diversos investimentos realizados em prol da formação dos propedeutas e dos seminaristas dos cursos de Filosofia e de Teologia. Neste sentido, a responsabilidade pela formação religiosa, intelectual, moral, catequética e doutrinária daqueles que decidiram entregar sua vida inteiramente a Cristo é compartilhada com a comunidade que se faz solidária na partilha ao colaborar com o Seminário.

Cultivamos nossa amizade e fraternidade pela oração mútua, rezando pelos nossos amigos diariamente em nossas Missas e, de modo especial, pelos aniversariantes do dia, além de manter contato via mídias sociais e pelos encontros presenciais específicos no nosso Seminário (antes do início da Pandemia Covid-19).

Convidamos você a se tornar um amigo ou uma amiga do Seminário e ajudar na formação dos nossos seminaristas. Tenha a plena certeza de que sua generosidade nunca será esquecida por Deus.

SAIBA MAIS sobre a Associação Amigos do Seminário: CLIQUE AQUI!

Confira as modalidades para a contribuição:
  • CONTAS BANCÁRIAS:

 

Contas bancárias do Seminário Arquidiocesano, para doações.

 

 

QR Code PIC PAY do Seminário Arquidiocesano, para doações.
Aponte a câmera do seu celular para este código.

 

  • DOAÇÕES CORRENTES (CRÉDITO):

 

R$ 10,00 – 

R$ 15,00 – 

R$ 20,00 –

R$ 30,00 –

R$ 40,00 –

R$ 50,00 –

R$ 100,00 –

R$ 200,00 –

R$ 300,00 – http://bit.ly/2NpdZPu

R$ 500,00 – http://bit.ly/36QDfG8

 

 

 

 

Na manhã do último domingo, 18/04, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha realizou o segundo Encontro Vocacional de 2021, que aconteceu de forma

Na manhã do último domingo, 18/04, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha realizou o segundo Encontro Vocacional de 2021, que aconteceu de forma online.

Inspirados pelo Ano de São José promulgado pelo Papa Francisco, o Encontro teve como tema “A vocação de São José”. A reflexão ficou por conta do Seminarista Lucas Muniz, do terceiro ano de teologia, que partilhou como a vocação de São José pode também inspirar aqueles que desejam entregar sua vida a Deus através do ministério ordenado.

Rezemos pelos nossos vocacionados e peçamos a Deus a graça de que estes encontros possam ser uma oportunidade frutuosa de escuta da voz de Deus, para uma profunda experiência de discernimento vocacional.

Jonatan Rocha I “Assim está escrito: o Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia” (Lc 24, 46). Ainda estamos a viver o

Jonatan Rocha I Assim está escrito: o Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia” (Lc 24, 46).

Ainda estamos a viver o frescor das alegrias da Páscoa! O coração ainda se admira e salta de alegria com o esplendor da ressurreição de Nosso Senhor que apareceu às mulheres, aos Onze e aos discípulos que caminhavam a Emaús. Em todos esses encontros, não faltou admiração e espanto. Apesar disso, essa luz resplandecente não afugentou completamente as sombras da dúvida e do medo.

Os discípulos que, outrora, dirigiam-se desesperançados à aldeia de Emaús, correram apressadamente ao encontro com os apóstolos, a fim de contar a maravilha da ressurreição. Contudo, mal terminaram de narrar a graça do partir do pão, Jesus apareceu no meio deles. Jesus, sabendo da fraqueza do coração humano e da névoa que cobre a mente amedrontada, evoca doces palavras, já pronunciadas anteriormente: “A paz esteja convosco”.

As palavras de Jesus acalmam e inundam o coração, como que um cumprimento das palavras do salmista quando canta “Vós, que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição” (Sl 4, 1), ou ainda, “Quem nos dá felicidade?” (Sl 4, 7). Àqueles que reconhecem o Senhor Jesus, verdadeiramente, Ele concede alegria e paz. Muitos, ainda hoje, nem tanto pelo espanto com o poder e a glória de Jesus, mas pelo apego ao erro e à mentira deste mundo não o veem como o Ressuscitado, o Vivente, o Senhor e Deus, mas como um iluminado, um vidente, um agitador, um fantasma, uma pessoa boa.

Jesus, então, faz uso de sinais que dizem não somente sobre si, mas sobre a conduta de cada seguidor seu. Assim, afirmou sua existência -real, viva, corpórea- e os sinais de sua Paixão. Além disso, ao pedir algo para comer poderia provar, de uma vez por todas, que estava realmente vivo. Deram-lhe, então, um pedaço de peixe assado, do qual tomou e comeu.

Ocorre que o Salvador não necessitava alimentar-se, nem mesmo queria dizer que a vida nova, ressuscitada, consistisse na possibilidade de comer e beber, mas para falar de que maneira será nossa ressurreição corporal, a vida nova, não submetida às leis da natureza, aos limites da física, uma vez que teremos um corpo espiritualizado, glorificado, espírito corporificado.

O peixe tomado pelo Senhor Jesus é sinal de si mesmo que, sendo Deus, desejou mergulhar na humanidade; sendo capturado pelos sofrimentos causados pelos pecadores (cf. At 3,13-15.17-19), quis ser assado na fornalha ardente do amor divino, para nossa salvação, como vítima de expiação pelos nossos pecados (cf. 1Jo 2, 1; Luc 24, 45-48); e, assim, servir de alimento e sustento para nossa vida. A Vulgata, a primeira tradução bíblica feita por São Jerônimo, acrescenta ainda que Jesus recebeu um favo de mel. Apesar desse fragmento não constar no texto litúrgico, nem na maioria de nossas bíblias, o favo de mel ali, poderíamos dizer que significa a doçura que recebemos da ressurreição, após a amargura das ervas comidas como ritual da antiga Páscoa judaica. O favo de mel ainda é mistura de mel e cera, o que simboliza a divindade misturada à humanidade, as naturezas de Cristo em Sua única pessoa divina.[1]

Ele é a nossa Páscoa, doçura e alegria! Ele, o Cristo Ressuscitado, Vivo e Verdadeiro, faz brilhar a Sua face sobre nós, tirando do nosso coração a tristeza, o medo a angústia, impulsionando-nos ao testemunho autêntico de verdadeiros filhos de Deus, guardando seus mandamentos e proclamando: Ele verdadeiramente ressuscitou!

 

Jonatan Rocha do Nascimento

Seminarista do 3º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São João Batista – Sede – Cariacica.

Paróquia de Pastoral: São Pedro – Muquiçaba – Guarapari.

[1] São Beda. Catena Áurea. Disponível em: http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/pt/index.htm.