Seminário

Atualmente, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha conta com 46 formandos, dos quais 11 estão no período de formação inicial (propedêutico), 15 na
Alguns dos formandos do Seminário Nossa Senhora da Penha, junto ao reitor, Pe. Jorge Campos.

Atualmente, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha conta com 46 formandos, dos quais 11 estão no período de formação inicial (propedêutico), 15 na etapa da Filosofia e 20 na etapa da Teologia. Diante desse quadro, fica evidente que não são poucos os desafios para a manutenção de toda a estrutura necessária ao suporte do processo de formação dos vocacionados, que abrange desde os gastos com água, luz e alimentação, até as necessidades mais específicas, como sejam as mensalidades dos cursos de Filosofia e Teologia.

Sendo assim, além de receber mensalmente o repasse percentual do Dízimo arquidiocesano destinado à formação dos novos padres, o Seminário também é continuamente assistido por diversas paróquias e organismos eclesiais que se fazem solidários às necessidades de nossa Casa de Formação.

Pe. Rodrigo Chagas acompanhado da ganhadora do sorteio.

No último mês de fevereiro, a Paróquia São Sebastião – de Afonso Cláudio -, que tem como administrador paroquial o Pe. Rodrigo Chagas, realizou uma campanha em favor do Seminário, que se encerrou com o sorteio de uma imagem de Nossa Senhora da Penha entre os benfeitores. A campanha foi muito bem recebida pela paróquia, que contribuiu significativamente com o Seminário, tanto material como espiritualmente.

Também a paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Bairro de Fátima-, e São Francisco de Assis – Porto de Santana -, contribuíram mais diretamente com a formação no último mês de abril. O Santuário de Fátima, que tem por pároco o Pe. Pedro Henrique, organizou uma campanha em prol da reforma do Seminário, a qual foi bem recebida pelos paroquianos que ajudaram generosamente. Já a Paróquia São Francisco, onde é pároco o Pe. Edmilson Boechat, organizou uma doação de caixas de leite. A doação foi bastante relevante e ajudou no suprimento da despensa do Seminário.

Outras doações de mantimentos foram feitas também pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição – de Guarapari, cujo pároco é o Pe. Diego Carvalho que fez ao Seminário uma generosa doação de peixes durante o período quaresmal. Igualmente, a Paróquia Santíssimo Sacramento – de Paraju –  onde se encontra o Pe. Adilson Oliveira, contribuiu através da doação de ovos e outros alimentos. Ambas as doações se fizeram muito oportunas.

Alguns seminaristas presentes na Missa do penúltimo dia do Cerco de Jericó da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, presidida pelo pároco, Pe. Anderson Gomes.

Mais recentemente a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Praia da Costa -, juntamente com o pároco Pe. Anderson Gomes, dentro da programação do Cerco de Jericó, como gesto concreto destinou ao Seminário as ofertas da penúltima Missa da semana de oração. Além desse gesto concreto, alguns grupos da paróquia se organizaram para doar produtos de limpeza para o Seminário. Ambas as propostas foram abraçadas por todos, o que resultou numa contribuição muito expressiva.

Nós, da comunidade formativa do Seminário Nossa Senhora da Penha, agradecemos profundamente a sensibilidade dessas e de outras paróquias e grupos que sempre se colocam à disposição para nos ajudar e assistir em nossas necessidades.  Rogamos a Deus e à Virgem da Penha que nunca falte a esses generosos corações todo o auxílio material e espiritual para o seguimento na caminhada.

  “Quero com a graça de Deus!“ Esta é a pronta resposta que ordenando dá durante o rito de ordenação e é o lema

 

Quero com a graça de Deus!

Esta é a pronta resposta que ordenando dá durante o rito de ordenação e é o lema que Padre Ermindo Rapozo de Assis, do clero secular de nossa Arquidiocese, escolheu para celebrar os 25 anos de seu ministério presbiteral.

Natural de Pocrane – MG, ingressou no Seminário Arquidiocesano em fevereiro de 1988, durante a reitoria do Padre Rubens Duque. Anteriormente, havia vivido em Manhumirim – MG no Seminário dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora.

Enviado à nossa Casa de Formação pela Comunidade São José Operário em Novo Horizonte (futura Matriz da Paróquia Bom Jesus), fora ordenado por Dom Silvestre Scandian (então Arcebispo de Vitória), em 05 de maio de 1996, nesta mesma localidade.

Ao longo destes 25 anos exerceu seus trabalhos pastorais nas Paróquias de Nossa Senhora da Conceição (de Guarapari e de Alfredo Chaves), da Virgem Maria (em Itacibá), Nossa Senhora Rainha da Paz (em Santa Maria de Jetibá) e Sagrado Coração de Jesus (em Itaquari). Desde 2019 é pároco da Paróquia São José de Guarapari.

Dentro das comemorações de seu Jubileu de Prata, ontem, dia 04 de maio, Padre Ermindo presidiu a Santa Missa com alguns seminaristas em nossa Casa de Formação, que outrora também fora a sua. No mesmo ano em que o Seminário Nossa Senhora da Penha completa 70 anos de fundação, alegra-nos saber que a história de Padre Ermindo compõe parte da nossa!

 

A alegria da Páscoa deste ano mistura-se também às festividades que demarcam o mês dedicado à Virgem Maria. Mãe de muitos títulos, a única

A alegria da Páscoa deste ano mistura-se também às festividades que demarcam o mês dedicado à Virgem Maria. Mãe de muitos títulos, a única e mesma Virgem Maria é aclamada como Virgem da Penha, Virgem de Fátima, Senhora Aparecida, Guadalupana, Senhora de Lourdes, Mãe da Vitória, Mãe das Dores e das Alegrias. A nós, vocacionados ao presbiterado, ressoa de maneira especial um título, o de Mãe dos Sacerdotes.

À mãe, muitas vezes, cabe ensinar ao filho o caminho da boa educação, da escuta, da resiliência e resignação. A mulher, que é o coração da família[1], tem a primazia do amor de tal modo que, ensina aos filhos o amor a Deus e ao próximo. A Virgem Maria conservava tudo em seu coração, porque ouvia, a todo instante a voz de Deus, que a instruía e a preenchia de alegria (cf. Lc 1, 42-43). Essa escuta amorosa fortaleceu o “sim” que a fecundou da Salvação (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 35).

Ela, Mãe de Jesus, o “único e eterno sacerdote”[2] é a vocacionada do Pai a ser mãe e portadora do Salvador, a maior das missões que uma pessoa poderia realizar na história da humanidade: dar a luz àquele que seria a Luz do mundo. Jesus, Verbo de Deus, sacerdote eterno, faz com que todo batizado, a seu modo, participe desse sacerdócio. Àqueles que são tirados do meio do povo para tratar das coisas de Deus, confere-se o ministério sacerdotal pelo Sacramento da Ordem.

Assim, uma vez sendo mãe daquele que é o único e sumo sacerdote, a Virgem Maria é, portanto, Mãe de todos os sacerdotes, que participam desta “unção” de Jesus, o Cristo, o ungido do Pai. Maria é, então, o “Seminário de Deus”, porque antes de levar o seu próprio filho a oferecer o sacrifício no altar da Cruz, ela mesma aprendeu a oferecer-se, inteiramente e com coragem, ao Deus vivo e verdadeiro: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc. 1, 38). Guiada pelo Espírito Santo que a preenchia, cumpria a vontade do Todo Poderoso na instrução e no cuidado do Filho.

A devoção à Maria demonstra-se, pois, fundamental a todo aquele que deseja imitar os passos de Jesus, mas, se impõe ainda mais essencial aos jovens que desejam configurar-se a Cristo Jesus. Maria foi a companheira no caminho de crescimento de Jesus, porque além de predestinada por Deus, possuía a maturidade da resposta vocacional e, em especial, possuía intimidade com seu Senhor, capacitando-a para que auxiliasse o desenvolvimento de seu pequeno Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens (cf. Mt 2, 52).

O caminho vocacional exige amadurecimento, mas isso não se dá sem o auxílio da graça, que é abundante na Vocacionada de Deus. O Seminário é lugar de aperfeiçoamento, correção e aprendizado quanto à natureza; a Virgem Mãe, por sua vez, ajuda-nos com sua intercessão e exemplo, a crescer interiormente o Dom de Deus e gerar Jesus, na fé e nas obras. Uma vez recebida essa graça, configurados interiormente a Cristo, possamos transbordá-lo em obras, em favor do povo.

Que este mês mariano seja, então, um mês vocacional, em que os filhos de Deus, sintam-se cada vez mais, como Jesus, filhos de Maria, instruídos e afagados por seus ensinamentos e afetos de “Mãe de Todas as Horas” e, nós, vocacionados ao ministério ordenado, possamos ser conduzidos por sua mão generosa que a todo instante nos suplica à fidelidade do chamado, como que a nos dizer: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (cf. Jo 2, 5).

[1] PIO XI, Casti Conubii, n. 27.

[2] JOÃO PAULO II, Carta aos sacerdotes por ocasião da Quinta-feira Santa de 1996.

Lucas Muniz I “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo 15, 4). Neste Domingo iniciamos a quinta semana do tempo Pascal, ainda

Lucas Muniz I “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo 15, 4).

Neste Domingo iniciamos a quinta semana do tempo Pascal, ainda estamos colhendo os frutos do Cristo ressurrecto, fonte de vida e salvação. A ressureição de Jesus abriu-nos um novo horizonte, um chamado profundo e intenso para que também nós possamos viver uma vida “ressuscitada”, uma vida não mais dominada pelo pecado, mas divina, pautada na graça.

O Evangelho desta Liturgia nos aponta justamente o caminho certeiro para abraçar e encarnar em nós essa vida nova ofertada pelo Ressuscitado: é necessário PERMANECER. Jesus se apresenta como a videira e convida-nos a permanecer nele: eis o cerne da vida ressuscitada.

O verbo permanecer nesta passagem tem sentido de conservar-se firme, ficar fixo[1]. A vida na graça, portanto, vai além de um encontro com Cristo ou de um cargo assumido em alguma pastoral na Igreja, a vida nova é estar fixo em Jesus. É ser dele, estar nele. Permanecer é viver o cristianismo não mais na margem, no raso, mas em águas profundas, em intensa intimidade com o Senhor.

Para isso, em primeiro lugar, devemos assumir a experiência de uma vida de oração. Se permanecer nele é ter intimidade com ele, logo, precisamos rezar. Todavia, não é somente rezar, um dia, num encontro, numa live, mas ter de fato uma vida diária de oração, um relacionamento com o Senhor. Estar fixo no Senhor é fazer crescer cada dia o amor que temos a Ele, e a vida de oração é a chave essencial para que isso aconteça. Precisamos estar unidos a esta Videira como o esposo e esposa estão unidos entre si: “eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24). Se tornar um com Jesus, isto é permanecer, viver um amor esponsal de doação e entrega ao Amado de nossas almas.

Para se viver essa permanência no Cristo, a partir da oração cotidiana, é necessário confessar que sem Ele nada podemos fazer (cf. Jo 15,5). Tal confissão é de inteira dependência, não podemos fazer nada sem Ele. Por isso, permanecer é uma entrega total, eu não posso sem ele, eu preciso dele, dependo de sua graça. Só pode permanecer aquele que se põe como uma criança que acaba de nascer, que nada pode fazer sem os pais, é carregada e nutrida por eles, vive em completa dependência. Assim devemos estar no Senhor, confiar que o que ele quer para nós é sempre o melhor, estar fixo em seu colo pois é a força dele que nos sustenta, é seu Espírito que nos move a viver bem a vida da graça.

Além de oração e entrega total, o pedido de Jesus é de, não somente permanecermos Nele, mas também que suas palavras permaneçam em nós. Para estar fixo nele é necessário deixar-se mover por suas palavras. Tais palavras, que são “de vida eterna” (cf. Jo 6,68) continuam a ecoar para nós através da Igreja, que por ser seu corpo também se torna videira, a qual devemos estar unidos. Por isso, para permanecer no Senhor e viver a vida nova, é necessário também permanecer em sua Igreja. É ela que faz a palavra de seu fundador permanecer em nós através de sua doutrina inerrante e dos sacramentos que nos comunicam a salvação e a graça.

Por fim, o grande sinal que de fato estamos fixos na videira, que é Jesus, são os frutos. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto” (Jo 15,5). É imprescindível que produzamos frutos. Em primeiro lugar em nossa própria vida, convertendo nosso coração, mudando nossas atitudes, rompendo com o pecado. Também frutos para com o próximo exercendo a caridade verdadeira que só pode vir daqueles que estão na intimidade, fixos na videira.

Peçamos ao Senhor Jesus, portanto, que nos dê a graça de vivermos uma vida ressuscitada, permanecendo nele, em uma vida de intimidade na oração, de confiança e entrega total, vinculados a Santa Igreja nossa mãe e produzindo frutos de santidade em nossa vida e na vida dos irmãos. Só assim “PERMANECENDO”, fixos no Senhor é que poderemos gozar da alegria permanente na eternidade.

Lucas Folador Muniz Pina

Seminarista do 3º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São José – Maruípe – Vitória.

Paróquia de Pastoral: Nossa Senhora das Graças – Jucutuquara – Vitória.

[1] Comentário Exegético – V Domingo da Páscoa – Ano B – Pe. Ignácio, dos padres escolápios – Disponível em: https://www.presbiteros.org.br/comentario-exegetico-v-domingo-de-pascoa-ano-b/

Dando prosseguimento a esse tema tão importante para a formação dos futuros padres da Igreja de Vitória iremos apresentar dois belíssimos testemunhos de um

Dando prosseguimento a esse tema tão importante para a formação dos futuros padres da Igreja de Vitória iremos apresentar dois belíssimos testemunhos de um amigo do Seminário, residente em Vila Velha e uma amiga do Seminário da capital, Vitória. Solidariamente estes irmãos decidiram representar suas respectivas áreas pastorais. Confira aí :

 

“Vejo como uma bela oportunidade de poder viver a experiência da partilha e também participar da formação de novos sacerdotes. Pois, um cristão católico que sabe a importância do sacerdote para que haja a celebração do Sacrifício (Missa), deveria sim, participar e acompanhar a formação dos seminaristas desde o início até o final. Sou grato à Deus por ter a oportunidade de participar desta família AMIGOS DO SEMINÁRIO”.

Ricardo Regatieri (Paróquia Santa Cruz – Vale Encantado – Vila Velha/ES)

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“Ser Amiga do Seminário é maravilhoso, pois contribuímos para a formação de novos padres. A ajuda material é importante, mas, o mais importante são as nossas orações, o nosso apoio, o nosso carinho, o nosso incentivo, amizade … Ser Amiga do Seminário é uma benção de Deus, pois ver a felicidade do jovem realizando o seu sonho de servir a Jesus, nos faz feliz também”.

 

Maria Gorete Gava (Paróquia da Ressurreição – Goiabeiras – Vitória/ES).

 

 

Em nome destes irmãos queremos agradecer a todos os amigos e amigas do Seminário Arquidiocesano de Vila Velha e Vitória, que generosamente prosseguem rezando e nos ajudando financeiramente na formação dos nossos propedeutas e seminaristas do Discipulado (Filosofia) e da Configuração (Teologia).

 

Convide seus familiares e amigos para contribuírem nesta obra de Evangelização: CLIQUE AQUI!

 

Dando continuidade à série de artigos acerca da formação dos presbíteros, desejamos dar um passo a mais até a ordenação: o Seminário Maior e
Jeferson Klippel, seminarista do primeiro ano de Filosofia.

Dando continuidade à série de artigos acerca da formação dos presbíteros, desejamos dar um passo a mais até a ordenação: o Seminário Maior e suas etapas. Até o momento tratamos unicamente do discernimento vocacional, bem como da preparação (propedêutico) para o seminário. É a partir daqui que o candidato se torna, de fato, seminarista.

“O Seminário Maior é, antes de tudo, uma escola do Evangelho. Tem como modelo e referência a própria convivência dos Apóstolos e discípulos”[1]. Assim, os seminaristas devem sentir o seminário como um local de seguimento de Cristo. Este período pode ser organizado em duas etapas distintas e complementares: os estudos filosóficos, ou etapa do discipulado; aliado aos estudos teológicos, ou etapa da configuração. Neste texto, discutiremos somente a respeito da primeira etapa.

Etapa Filosófica ou Discipular

Na Filosofia realiza-se um caminho pedagógico-espiritual no intuito de alicerçar o seminarista em suas escolhas pessoais, como também as suas práticas de vida cotidianas.  “O discípulo é chamado a ficar com ele, segui-lo e tornar-se missionário do Evangelho. Ele aprende cotidianamente a entrar no segredo do reino de Deus, vivendo uma relação profunda com Jesus”.

Alguns componentes da última turma a formar-se em Filosofia.

Podemos dizer que os estudos filosóficos associados ao enriquecimento da vida espiritual expandem o campo de visão para que, observando mais claramente a realidade que vivemos, possamos afirmar com mais vigor a nossa vocação. Nesse sentido, o Seminário nos capacita a amadurecer cada vez mais a decisão de seguir Jesus no itinerário formativo e assumir o ministério presbiteral.

Essa etapa requer uma formação integral de toda a pessoa humana, em todas as suas dimensões: espiritual, humano-afetiva, comunitária e intelectual. Diante disso, convém ressaltar a importância da formação de uma personalidade bem estruturada para que o seminarista saiba corresponder ao itinerário formativo de forma coerente e comprometida. Além disso, é um período propício para o desenvolvimento das virtudes humanas e espirituais necessárias à convivência fraterna e eclesial.

Em meio a isso, merece destaque a salutar vida comunitária do seminário que se configura como o “lugar das mais árduas e diversificadas práticas da caridade cristã, da obediência, da fé e da renúncia de Cristo para escolher Cristo como único tesouro”. Dessa maneira, o seminarista já se dispõe a praticar aquilo que futuramente irá exercer por intermédio do ministério ordenado.

Em síntese, devemos entender o período da Filosofia como um tempo para o amadurecimento pessoal, na qual conhecemos e formamos a nós mesmos segundo o desígnio do Mestre Jesus, do qual nos tornamos discípulos por livre escolha. Isso estabelecerá bases sólidas para, na próxima etapa, nos configurarmos de modo eficaz ao Cristo, Bom Pastor e corresponder às exigências da vida presbiteral.

[1] DOC 110 CNBB

Prosseguindo a série de publicações sobre a história de nossa Casa de Formação, que completa em 2021, 70 anos de existência, trazemos hoje sobre
Instituições de Ministérios no ano de 2019.

Prosseguindo a série de publicações sobre a história de nossa Casa de Formação, que completa em 2021, 70 anos de existência, trazemos hoje sobre o crescimento do Seminário até os dias atuais. Confira abaixo:

O Seminário Maior

Em 1984, após a morte de Dom João Batista, assumiu como Arcebispo da Igreja Particular de Vitória Dom Silvestre Luiz Scandian, svd, oficialmente cria o Seminário Nossa Senhora da Penha como Seminário Maior e, em 1995, a Casa Bom Pastor (Propedêutico), que ganhou morada definitiva em 2015, no governo de Dom Luiz Mancilha Vilela que, como os demais bispos, manteve-se zeloso e presente.

Muitos foram os que se dedicaram à construção de patrimônio histórico e espiritual, de modo que, é difícil nomear a todos leigos, religiosos, sacerdotes e bispos que, direta e indiretamente, contribuíram com o Seminário Arquidiocesano. Alguns passaram e passarão por essa história anonimamente – aos homens-, mas todos, certamente, foram e serão reconhecidos e recompensados, pelo Senhor Misericordioso, por sua caridade à Igreja e ao povo de Deus.

Como se sabe, o mar tocava o terreno onde se encontra o Seminário, não havia prédios ao redor e, diariamente, à noite, os seminaristas voltados para o Convento da Penha, cantavam diante do antigo casarão um hino em honra à Padroeira do Estado e finalizavam suas atividades. Hoje, já não há casarão, nem se pode ver o mar, nem mesmo o Convento da Penha. Contudo, diante da bela história desta Casa de Formação, sem dúvida, a Virgem Maria, do alto da pedra, continua a velar com amor de Mãe aos seus filhos seminaristas, derramando um mar de graças vindas de seu Filho Jesus Cristo!

Que todo o povo de Deus veja nessa história o cuidado de Deus para conosco e a proteção da Senhora das Alegrias sobre todo nosso Estado, detentor de um povo alegre e de fé, uma Igreja Viva e impulsionada pela força dinâmica do Espírito Santo.

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Padre Arthur Juliatti dos Santos e alguns seminaristas em aula no antigo IFATV. O primeiro a esquerda, Dauri Batisti, é padre do clero arquidiocesano e ao seu lado, Edvalter Andrade, atualmente é bispo de Floriano, no Piauí.

 

Inauguração do Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese (atual Interdiocesano), em 23 de fevereiro de 1985, com a presença do Núncio Apostólico Dom Carlo Furno e Dom Silvestre Scandian.

 

Celebração pelos Amigos do Seminário em 2012, presidida pelo Padre Adenilson Schimit (então reitor na época).

 

Visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, no tricentenário de sua aparição, em julho de 2016.

 

Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito, com os seminaristas durante o encerramento do I Congresso Eucarístico Arquidiocesano, em 08 de setembro de 2018.

 

Celebração festiva do 76º aniversário de Dom Luiz no Seminário, em 11 de maio de 2018.

 

Registro da primeira visita de Dom Dario Campos, como arcebispo eleito de Vitória, ao Seminário Arquidiocesano, em 21 de novembro de 2018.

 

Encerramento do retiro espiritual anual, conduzido pelo Padre Hadeleon Santana, em fevereiro de 2021.

 

Comunidade formativa do Propedêutico 2021.
Um ano após o início da pandemia e, novamente, somos obrigados a nos manter reclusos, a fim de evitar o contágio do coronavírus. Uma
Momento de oração dos Seminaristas que passam a quarentena no Seminário.

Um ano após o início da pandemia e, novamente, somos obrigados a nos manter reclusos, a fim de evitar o contágio do coronavírus. Uma vez que as alegrias e tristezas do homem de hoje são as mesmas dos discípulos de Cristo, (cf. Gaudium et Spes 1), o Seminário – lugar da formação, aperfeiçoamento e configuração a Jesus Cristo – também se inseriu nessa necessidade do tempo presente.

Assim que as novas orientações restritivas foram propostas, em especial, o direcionamento do Arcebispo Metropolitano Dom Dario Campos, os seminaristas foram dispensados de suas pastorais, a fim de vivenciarem esse difícil momento da pandemia, de maior contágio e letalidade entre os jovens, juntamente à família.

Como toda a Igreja, houve a necessidade de readaptação da vida seminarística, normalmente regulada por horários de oração, estudo e trabalho. Agora, longe da estrutura ideal para a formação, os seminaristas que preferiram retornar aos seus lares, relatam um pouco dessa experiência.

Seminarista Arthur Cristo e sua família.

O seminarista Arthur Cristo da Silva (1º ano de Teologia) percebe um lado positivo e outro negativo em vivenciar esse novo momento: “Bom, na medida em que temos a oportunidade de estar com a família. Por outro lado, ruim, pois nos obriga a uma rotina diferente da do Seminário”. Afirma ainda que notou uma diferença no modo em que a sociedade está reagindo ao novo fechamento: “Neste ano, temos levado a pandemia de modo menos desesperador, sem muitos excessos, como ocorreu logo no início, uma vez que a dinâmica para lidar com o vírus ainda era coisa desconhecida”. Essa observação também foi feita por Lucas Saraiva, que cursa o 3º ano de Filosofia, que vê uma “maior calmaria para lidar com a conjuntura”.

Seminarista Rhandeo Rigo Chagas acompanhado de sua família.

Acerca dos estudos, o Seminarista do 1º ano de Filosofia, Rhandeo Rigo Chagas relatou: “embora não seja o mesmo ritmo do seminário, até mesmo por estar na casa dos pais, tento assemelhar à disciplina do seminário”. Rhandeo acaba de iniciar os estudos filosóficos, isto é, somente um mês após chegar ao Seminário, já teve de retornar à família: “Acabei ficando apenas um mês no seminário, então, devido a este curto período de tempo lá, ainda carrego a ansiedade de certas novidades. Além disso, a ausência da pastoral, que foi bastante esperada por mim no Propedêutico -ano inicial da formação-. Também a vivência do seminário, poder dialogar e conhecer melhor os colegas que estão nas outras etapas da formação.”.

Seminaristas que passam a quarenta no Seminário celebrando o último Domingo de Ramos.

O seminarista Marwin Amaral Martins (1º ano de Teologia), foi um dos que permaneceram no Seminário. Lá a rotina se mantém, na medida do possível, cumprindo-se todos os cuidados e protocolos para evitar a proliferação do vírus. Com aulas online transmitidas por plataformas online e com número reduzido de colegas, Marwin relata que, embora não tenha dificuldades em manter-se isolado, sente-se um tanto ansioso por sabe que as atividades corriqueiras internas e externas estão suspensas.

Como toda a sociedade que, em grande parte, permanece em suas casas sem as interações do trabalho e vida social, os seminaristas foram questionados sobre o que mais sentem falta. Arthur disse que sente falta das Missas, da capela e do silêncio, bem como das aulas presenciais; Marwin acentuou a rotina que, embora existente, é incompleta, pela ausência dos demais seminaristas; Lucas Saraiva e Rhandeo, por sua vez, concordam quanto à vida no Seminário e às atividades pastorais.

O que fazer, então, quando não se está inserido naquela rotina que demarca a vida da formação? Além das leituras próprias dos cursos, o convívio familiar e as missas transmitidas, os seminaristas têm ocupado parte do tempo livre com literaturas, filmes e séries. Dentre as indicações está o filme Minari: Em busca da felicidade e o livro A Taberna Ambulante, do escritor britânico G. K. Chesterton.

Enquanto as coisas não se normalizam, cada um vai buscando manter corpo e mente sãos, vivendo a esperança em Deus de dias melhores, cuidando daqueles que estão em seu redor na Igreja Doméstica. Seja na casa dos pais ou no Seminário, os seminaristas não cessam de rezar pelo mundo, pelos que pedem orações, pelos que passam necessidades e, em especial, por aqueles que foram vitimadas pela COVID-19, rogando à Virgem da Penha para que a dor que oprime o nosso mundo seja, em breve, aliviada.