O Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) do Espírito Santo fez a doação de mais de 4 toneladas de alimentos para a Campanha Paz e Pão da Arquidiocese de Vitória, na manhã desta quinta-feira (14), na Paróquia Santa Teresa de Calcutá, em Vitória. Os alimentos vieram de várias cidades capixabas e distribuídos para as mais de 600 famílias cadastradas na região do Território do Bem.
A data para essa distribuição foi escolhida pelo MPA para fazer parte das ações da Semana de Luta em Defesa da Soberania Alimentar contra os Agrotóxicos, um dia dedicado à solidariedade. O ato está acontecendo, de forma simultânea, em diversos estados do País.

“As ações de solidariedade sempre fizeram parte da história do MPA. Desde 1996, quando surgiram as primeiras manifestações, mobilizações, as campanhas de doação sempre estiveram presente como forma de demonstrar concretamente amor ao próximo, bem como denunciar a ausência de politicas que não cumprem com o papel de garantir o mínimo necessário para a sobrevivência de muitas famílias”, disse o membro da coordenação estadual e nacional do MPA, Leomar Honorato.
Honorato complementa: “Por ser tratar de uma organização que está presente nas lutas sociais,o MPA tem uma boa relação com as instituições religiosas, e já participou e participa de várias campanhas propostas pelas igrejas, principalmente em torno da questão do alimento e do meio ambiente e grande parte das lideranças do MPA também fazem parte de comunidade de base”, disse ao justificar porque o movimento escolheu contribuir com a Paz e Pão.
A ideia é que não seja uma ação pontual apenas, e sim que aconteçam mais vezes durante o ano.

Paz e Pão
A Campanha Paz e Pão é uma rede de ações contra a fome e pela inclusão social da Arquidiocese de Vitória, que conta com 10 mil famílias em situação em vulnerabilidade cadastradas. E, atualmente, conta com 500 doadores permanentes.
“A Campanha tem que ser permanente, para que os doadores possam se comprometer com uma quantia fixa. Dessa forma, o Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória poderá ajudar diversas famílias que estão passando fome devido às desigualdades socais acentuadas pela pandemia da Covid-19”, afirma padre Kelder Brandão, vigário para Ação Social, Política e Ecumênica.
Por meio da Paz e Pão foram distribuídas, apenas no primeiro semestre deste ano, mais de 10 mil cestas básicas. Desde o começo da pandemia, foram investidos R$ 170 mil em refeições e cobertores para as pessoas em situação de rua da Grande Vitória.
Para ser doador, acesse o site http://www.pazepao.com.br/ e abrace esta campanha!


Padre Vitor César Zille Noronha é o novo diretor espiritual da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória. A provisão saiu nesta sexta-feira (17) em uma reunião com o Vigário Geral da Arquidiocese, padre Jorge Campos, onde foram passadas algumas orientações. O sacerdote conta que há cerca de um mês, em conversa particular com o Arcebispo Metropolitano Dom Dario Campos, falou sobre os trabalhos que estava desenvolvendo na Pastoral Carcerária e recebeu o convite para assumir esta nova missão.
Sobre a experiência nos presídios padre Vítor destaca que atuou muitos anos no âmbito da então Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, período bem anterior a sua entrada no Seminário, e um tempo como seminarista, participou de muitas iniciativas de vistorias que buscavam defender a dignidade dos encarcerados, denúncias nacionais e internacionais sobre tortura no cárcere, mediação em direitos humanos em conflitos, entre outros.
Para padre Vitor o sentimento de assumir essa missão é de insuficiência, limitação e pequenez. Mas, principalmente de grande graça, como uma resposta decidida no serviço: “ Sei que posso contar com a graça de Deus; com o apoio da Coordenação Arquidiocesano da Pastoral Carcerária – a quem jamais pretendo estar acima, como quem manda, mas caminhando lado a lado, como quem serve; com a doação de tantos Padres e Diáconos Permanentes, especialmente pelas Áreas Pastorais, nas necessidades sacramentais e na animação de novos agentes; com o apoio do Vicariato para a Ação Social, especialmente do Pe. Kelder e com todo Povo de Deus, especialmente com nossos agentes, que se compadecem dos irmãos e irmãs encarceradas.”
Pastoral Carcerária


O novo sacerdote também enfatiza que neste tempo que a Igreja ficou ausente dos presídios, houve uma saudade no coração dos detentos e que a presença da Pastoral Carcerária também é importante por ser um instrumento de segurança para os irmãos que estão presos: “agora que estamos voltando percebemos o carinho, as pessoas choram por este afeto que eles esperam de nós e ao mesmo tempo a gente sabe que a ausência da pastoral carcerária no sistema penitenciário significa também abusos e as vezes até torturas. A pastoral carcerária tem essa função da defesa da dignidade humana”.
Rosemere explica que a assistência religiosa nos presídios ainda não foi retomada de forma completa, pois nem todos os agentes e apenados foram vacinados. Um segundo ponto é que estão aguardando a liberação da Arquidiocese, uma vez que tem alguns ajustes foram solicitados a Secretaria de Justiça do Estado.

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