A Área Pastoral de Vitória tem um novo coordenador: padre Osmar de Oliveira Braido, que é Vigário da Paróquia São Francisco de Assis, em
A Área Pastoral de Vitória tem um novo coordenador: padre Osmar de Oliveira Braido, que é Vigário da Paróquia São Francisco de Assis, em Jardim da Penha e estava como coordenador interino da área desde o dia 16 de junho. Na tarde de hoje os padres presentes na reunião da Área de Vitória fizeram uma votação e ele foi eleito. Padre Osmar assume após o falecimento de padre Fernando Souza que até então coordenava a área.
Segundo padre Renato Criste, que é o Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, as funções que o presbítero vai exercer a partir de agora estão descritas no direito particular da Arquidiocese e entre elas estão: colaborar com o bispo, com o coordenador de pastoral e demais coordenadores de área na condução Pastoral Arquidiocesana; coordenar as reuniões de área e ser instrumento eficaz de comunhão entre os presbíteros, conselheiros, paróquias e CEB´s.
Seja bem-vindo em sua nova missão padre Osmar! Que Deus o conduza!
O Papa Francisco instituiu no próximo domingo (25) a celebração do “1º Dia mundial dos Avós e dos Idosos” em toda Igreja. Isto acontece,
O Papa Francisco instituiu no próximo domingo (25) a celebração do “1º Dia mundial dos Avós e dos Idosos” em toda Igreja. Isto acontece, pois tradicionalmente no dia 26 de julho é comemorado o Dia dos Avós, em relação a solenidade de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus. A partir disso o pontífice determinou que esta data seja celebrada anualmente no quarto domingo do mês de julho.
Na mensagem divulgada pelo Papa pela ocasião ele destaca a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu: “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28, 20) reforçando que toda a Igreja está solidária com os idosos, principalmente neste tempo difícil da pandemia que conforme ele destaca “foi uma tempestade inesperada e furiosa para os mais velhos, pois muitos adoeceram, partiram e viram pessoas próximas partirem”.
Oficialmente, segundo as Nações Unidas, uma pessoa é classificada como idosa a partir de 65 anos. No Brasil um projeto de lei alterou no ano passado a idade de 60 para 65 anos para que uma pessoa seja considerada idosa. E em relação ao clero da Arquidiocese de Vitória, quantos padres estão idosos? Atualmente a Arquidiocese possui 161 sacerdotes sendo 98 deles diocesanos (ou seculares) e 63 religiosos, ou seja, aqueles que fazem parte de alguma congregação religiosa. Deste total 31 são idosos e possuem mais de 65 anos e o número representa 19,3% do quantitativo de padres.
Entre os padres idosos, 12 são diocesanos (12,2%) e 19 (30,2%) são religiosos. O mais idoso que está atualmente no território arquidiocesano é padre Waldyr Ferreira de Almeida, nascido 18 de setembro de 1929 e atualmente com 91 anos de idade. Ordenado em 30 de novembro de 1953, somente de ordenação padre Waldyr tem 67 anos, ou seja, já dedicou mais da metade de sua vida ao evangelho de Jesus Cristo e a Igreja particular de Vitória. Em seguida está padre Braz Carnielli, que é da Congregação Salesiana e tem 90 anos de idade, sendo quase 60 deles como sacerdote. Em dezembro deste ano ele completará seu jubileu de diamante.
“Hoje eu faço todos os serviços que eu posso fazer. Porque com 90 anos já viu né?! Ainda mais com uma doença que eu tenho que é danada e se chama diabetes eu tenho que ficar muito atento. Por isso desde março do ano passado que não saio de casa. Então eu celebro na capela da residência ou na capela do Salesiano. Eu já fui vacinado contra a Covid-19, tudo bem, mas se eu não me cuidar ninguém cuida de mim. Eu tenho na faculdade Salesiana uma salinha que vou lá e fico lá e os alunos, funcionários, professores que querem bater papo, conversar, brincar e se confessar eu atendo lá. Fora disso aos domingos eu celebro na capela Dom Bosco”, conta padre Braz.
O sacerdote é natural de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo e já atuou em Niterói, no Rio de Janeiro; Silvânia, em Goiás; Araxá, em Minas Gerais; Barbacena, também em Minas Gerais; Vargem Alta (Jaciguá); em Vitória na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara; Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde foi pároco por 16 anos na Comunidade de Rocha Miranda: “é um trabalho que olha! Como pároco eu nunca fechei a porta do meu escritório eu estando lá. Se a porta estava aberta eu estava lá dentro. De 8h da manhã até 21h30 todo dia, por mais de 32 anos foi assim”.
Padre Braz também teve grande atuação no Movimento Familiar Cristão no Espírito Santo, sendo o primeiro diretor Espiritual. Ele detalha que O MFC começou em Cachoeiro de Itapemirim em 1976 e ele foi chamado para ser Diretor Espiritual ficando até o ano de 1983. Neste 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o presbítero deixa uma mensagem aos padres mais jovens que estão começando sua caminhada nas paróquias, movimentos e pastorais da Arquidiocese de Vitória:
“Deixo a experiência que eu tive: nunca disse não a qualquer coisa de trabalho de Igreja. Ou seja, precisou eu vou e não tiro o corpo fora. Digo aos nossos jovens, porque as vezes falam ‘hoje não vou, hoje não rezo’. Acho que que é aquilo que Cristo disse no evangelho devemos ser pastores e o pastor não abandona o seu rebanho, pelo contrário está sempre junto para proteger, defender, guiar, ajudar, aconselhar, carregar no ombro se for preciso. Os padres hoje têm que ser realmente pastores no verdadeiro sentido da palavra, pois o povo precisa de pastores. Essa mensagem eu dou aos meus queridos irmãos sacerdotes seja de onde forem, religiosos ou diocesanos: sejam pastores de verdade, não larguem seu rebanho por nada”, conclui.
Ainda na mensagem do Papa Francisco para o próximo domingo ele destaca o versículo do evangelho de Mateus, em que Jesus diz aos Apóstolos: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (28, 19-20). O santo padre afirma que estas palavras são dirigidas também a todos os idosos, hoje, e pede que não esqueçam que “a sua vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos”.
Pe. Tárcio Rosa Siqueira foi nomeado para coordenar a Comissão Bíblico-Catequética na Arquidiocese de Vitória. O cargo era ocupado por pe. Fernando Antônio Silva
Pe. Tárcio Rosa Siqueira foi nomeado para coordenar a Comissão Bíblico-Catequética na Arquidiocese de Vitória. O cargo era ocupado por pe. Fernando Antônio Silva de Souza, falecido em 21 de junho deste ano 2021. Pe. Tárcio já participava da Comissão sendo assessor para o Batismo e com a morte de pe. Fernando foi convidado pelo coordenador de pastoral para assumir a comissão. Após uma reunião com o Dept. Pastoral, aceitou o convite.
Além de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos pela comissão e pe. Fernando, pe. Tárcio aponta dois desafios nos quais pretende se empenhar: 1. Definir a estrutura e os critérios para implementar o ministério do catequista. 2. Construir um itinerário para que a Catequese de inspiração catecumenal possa crescer na arquidiocese.
Quanto ao ministério do catequista, uma determinação do Papa Francisco para que seja instituído, “ainda é necessário pensar a estrutura, os critérios, pois o catequista participa do múnus de ensinar do bispo que é por ele delegado. Mas o desafio é maior que estruturar, é necessário tirar a ideia de catequese-escola e pensar a catequese como experiência de fé. O catequista é aquele que aprende e ensina, por isso, ele é ouvinte e transmissor”, disse pe. Tárcio.
Para proporcionar e motivar a experiência de fé, também é necessário um itinerário comum na arquidiocese. E aqui a catequese com inspiração catecumenal é o segundo desafio, porque este modelo é que vai unir a arquidiocese em um projeto comum. Isso não significa não ficar atento às características locais, mas é importante que exista um itinerário comum porque as pessoas hoje migram facilmente de uma paróquia para outra e torna-se importante que, ao mudar, elas percebam a continuidade e possa vivenciar sua caminhada de fé independente do local que frequentam”, afirmou pe. Tárcio.
Atualmente, pe. Tárcio é administrador paroquial na paróquia Bom Pastor, Área Pastoral Serra/Fundão.
Ao pe. Tárcio a arquidiocese agradece o seu sim e reza por sua nova missão.
Para comemorar os 30 anos de Fundação da CRB – ES, Conferência dos Religiosos do Brasil, Regional Espírito Santo, a entidade convida para a
Para comemorar os 30 anos de Fundação da CRB – ES, Conferência dos Religiosos do Brasil, Regional Espírito Santo, a entidade convida para a missa a ser realizada no dia 24 de julho às 18h na Catedral de Vitória. A Arquidiocese de Vitória conta com a presença de várias congregações religiosas femininas e masculinas que atuam em diferentes paróquias, atividades pastorais e de evangelização. A todas as congregações e a cada religioso e religiosa a arquidiocese agradece a presença e parabeniza pela data.
Acontece no próximo final de semana o 12º Mutirão de Comunicação, o 1º a ser realizada em formato totalmente online. O modelo não afastou
Acontece no próximo final de semana o 12º Mutirão de Comunicação, o 1º a ser realizada em formato totalmente online. O modelo não afastou os participantes, pois estão inscritos 5.625 comunicadores de todo o Brasil.
A sala virtual será aberta às 17h do dia 23 e o encerramento no dia 24 às 18h com Celebração Eucarística que também será transmitida pelas TVs Católicas. O tema propõe que a comunicação caminhe em sintonia com o desejo e esforço de unidade da Igreja Católica, organizadora do evento, e responde a uma necessidade atual numa sociedade fragmentada: “Por uma comunicação integral”.
A sede da organização ficará na Puc em Belo Horizonte, embora as cerca de 60 pessoas envolvidas em trabalhos organizativos estejam espalhadas pelo Brasil.
Os inscritos receberão o link para participação pelo email cadastrado na inscrição.
Veja como estão as inscrições por Regional da CNBB e por Estado. Leste 2: 911 Espírito Santo: 73
Os Mutirões de Comunicação acontecem desde 1998 e, coincidentemente, o 1º mutirão foi realizado em Belo Horizonte, cidade onde estava previsto acontecer este 12º não fosse a restrição a aglomerações em vista da pandemia da Covid-19.
A Arquidiocese de Vitória acolheu o mutirão por duas vezes: o 4º em 2005 na cidade de Guarapari e o 9º em 2015 na cidade de Vitória.
Relembre os mutirões realizados no texto de Ir. Helena Corazza, fsp, jornalista e doutora em Ciências da Comunicação, publicado no site da CNBB:
O primeiro Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) foi realizado em 1998, em Belo Horizonte (MG), na Universidade Católica com o tema “Solidariedade – Ética – Cidadania”. Neste primeiro, houve também encontro dos professores de comunicação nos Seminários e Faculdades de Teologia, uma vez que o Setor de Comunicação reunia este segmento.
O Segundo Muticom foi realizado na cidade de São Paulo, no ano 2000, sediado pelo Colégio Santa Terezinha, Salesianos, e organizado com a UCBC, com o tema: “Relações Solidárias na Aldeia e no Global”. No decorrer do tempo, Dioceses e Regionais da CNBB passaram a realizar os Mutirões locais e Regionais para a animação local, preparando o Nacional.
O terceiro, em 2003, na cidade de Salvador (BA), assumido e organizado pela Arquidiocese, sob a coordenação do Pe. Manoel Filho, então coordenador da Pastoral da Comunicação (PASCOM), com a temática “Comunicação para outra ordem social”.
O quarto, em 2005, assumido pela Arquidiocese de Vitória (ES) e realizado na cidade de Guarapari (ES), com o tema “Comunicação e responsabilidade social”. Neste Mutirão, Ricardo Yañez, representante da Signis marcou presença e reuniu lideranças, sob a presidência de Dom Orani João Tempesta, tendo em vista a criação da Signis no Brasil.
O 5º. Mutirão Brasileiro de comunicação foi realizado em Belém (PA), em 2007, assumido pela Arquidiocese de Belém, tendo como Arcebispo Dom Orani João Tempesta, também presidente da Comissão de Comunicação da CNBB, com o tema “Comunicação e Amazônia: Fé e Cultura de Paz”. Durante este Mutirão foi articulada a criação da Rede de Notícias da Amazônia (RNA).
De 12 a 17 de julho de 2009, em Porto Alegre (RS), o 6º. Muticom assumiu dimensão Lationo-americana e caribenha, reunindo representantes da comunicação dos diversos países. A Arquidiocese de Porto Alegre e comunicadores coordenaram o evento, realizado na PUCRS, abordando o tema “Processos de Comunicação e Cultura Solidária”.
O 7º. Mutirão Brasileiro de Comunicação aconteceu no Rio de Janeiro, em 2011, assumido pela Arquidiocese e PUCRIO, sob a presidência do Arcebispo Dom Orani João Tempesta, trabalhou o tema “Comunicação e Vida. Diversidade e Mobilidades”. Marcou presença Dom Cláudio Maria Celli, então presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, do Vaticano. Nesta ocasião Dom Orani possibilitou a apresentação da Signis Brasil, criada em 2010, com a participação dos setores: impressos, rádio, televisões católicas; um stand também favoreceu a visibilidade.
O 8º. Muticom, em 2013, aconteceu no Nordeste, em Natal, assumido pela Arquidiocese em parceria com a Universidade Federal (UFRN), com tema “Comunicação e participação cidadã: meios e processos” também com presença significativa da Signis Brasil e do secretário da Signis mundial, Ricardo Yañez. O
9º. Muticom, em 2015, voltou para o Espírito Santo, em Vitória, assumido pela Arquidiocese com o tema “Ética nas comunicações”, também com a presença de Signis Brasil e o lançamento da Rede Católica de Rádio do Espírito Santo (RCRES).
O 10º. Muticom foi realizado em 2017, em Joinville (SC), assumido pela Diocese com o tema “Educar para a comunicação” e contou com a presença do presidente da Signis ALC (América Latina e Caribe), Carlos Ferraro.
O 11º. Muticom, em 2019, em Goiânia (GO), assumido pela Arquidiocese e realizado no Centro Pastoral Dom Fernando (CPDF), com o tema “Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social”.
O 11º. Mutirão Brasileiro de Comunicação acontece em Belo Horizonte (MG), na PUCMinas, nos dia 23 e 24 de Julho de 2021, 100% online, devido a pandemia, com o tema “Por uma comunicação integral. O humano nos novos ecossistemas”. Este Mutirão volta a reunir todas as lideranças eclesiais de comunicação, na cooperação, nos mesmos objetivos, somando esforços por uma comunicação integral onde o humano seja considerado acima do mercado e do lucro.
Uma iniciativa da Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória entregou R$ 24.000,00 em medicamentos à Prelazia de Lábrea nesta semana, por meio do projeto
Uma iniciativa da Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória entregou R$ 24.000,00 em medicamentos à Prelazia de Lábrea nesta semana, por meio do projeto Igreja Irmã. Além disso, estão sendo arrecadados outros medicamentos físicos que serão encaminhados para lá em uma segunda oportunidade. De acordo com Maria Amélia Carrera – Consagrada da Comunidade Epifania – conhecida como Amelinha, como desde o início da pandemia de Covid-19 não está sendo realizada a viagem médica do barco Laguna Negra, essa está sendo uma forma de ajudar os irmãos que necessitam.
“Entramos em contato com Dom Santiago, que é o bispo de Lábrea, e ele perguntou se tínhamos a possibilidade de mandarmos os medicamentos, mesmo a gente não indo fisicamente, pois todo ano a missão leva em torno de uma tonelada e meia de remédios para aquela região e fazemos os atendimentos. Então a gente fez uma campanha em parceria da Arquidiocese de Vitória com a Comunidade Epifania e nós conseguimos a doação desse valor dos medicamentos que entregamos lá. Agradecemos as paróquias que participaram, as todas as pessoas. Muitos dos voluntários que normalmente iam fazer os atendimentos como dentistas e médicos, também ajudaram e foi um trabalho de Igreja irmã para Igreja Irmã”, detalha.
Estes medicamentos que foram entregues são básicos como: antibióticos, anti-inflamatórios, remédios de verme e pomadas e segundo Amelinha os remédios são básicos mesmo porque o atendimento básico de saúde desta região normalmente quem dá é o barco Laguna Negra. Uma parte dos remédios foram encaminhadas para Antônia Lopez Gonzalez (conhecida como Dra Toni) que lidera o projeto Escola de Saúde e Vida e o restante foi entregue para o secretário de saúde do município de Lábrea.
“Quando a gente já estava finalizando a campanha aqui soubemos que a Dra. Toni, que faz um trabalho com os hansenianos, pois aquela região tem muita hanseníase, precisaria também de um pouco de medicamentos e então já levamos uma parte destes medicamentos para atender a população ribeirinha que tem hanseníase. Mas a campanha ainda não acabou, pois ainda estamos arrecadando. O valor arrecadado em dinheiro nós compramos os medicamentos em Manaus e mandamos entregar lá e as doações de medicamentos que ainda estamos recebendo, iremos mandar depois”.
Em um áudio encaminhado pelo WhatsApp, Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo da prelazia de Lábrea agradece pela doação dos remédios que já chegaram e explica como foi feita a distribuição: “meu agradecimento por toda a campanha, por toda essa doação e por todo esse serviço e fraternidade da Igreja Irmã. Todo meu agradecimento e gratidão à nossa Igreja irmã”. Dra Toni recolheu uma parte das doações e já encaminhou para o projeto e a prefeitura do município que recebeu outra parte das doações vai fazer o atendimento de algumas demandas.
Barco Laguna Negra
A missão do Laguna Negra começou em setembro de 2007 na Prelazia de Lábrea. O objetivo geral é evangelizar a Boa Nova de Jesus Cristo, na promoção da “vida em abundância Jo. 10,10”, às populações tradicionais (indígenas, ribeirinhos e mestiços), através de atendimento médico e odontológico na melhoria da qualidade de vida. O Barco Hospital possui dois consultórios médicos e um odontológico para o atendimento da população ribeirinha das 240 comunidades das quatro paróquias da Prelazia de Lábrea (Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá) além de outras menores localizadas em lagos e igarapés, cujo acesso se dá apenas por canoas. Isso significa uma média de 6.000 atendimentos.
“Tradição e Religiosidade em Rendas de Bilro” é o tema da Mostra produzida pelo Projeto Barra de Renda, da Barra do Jucu, em Vila
Foto de Zanete Dadalto / Arco
“Tradição e Religiosidade em Rendas de Bilro” é o tema da Mostra produzida pelo Projeto Barra de Renda, da Barra do Jucu, em Vila Velha. São peças e indumentárias sacras confeccionadas com rendas de bilros.
O Batismo, a Primeira Comunhão, o Casamento, momentos únicos na vida de qualquer pessoa cristã. Inspirado na beleza, delicadeza e intensidade destas celebrações, o Grupo Barra de Renda quer contribuir para que a emoção seja maior ainda. E para isso criou peças exclusivas para tornar tudo ainda mais inesquecível.
É projeto Tradição e Religiosidade em Renda de Bilro, uma mostra de peças e indumentárias, voltadas para cerimônias religiosas e outros momentos sagrados, com aplicações em renda de bilro produzidas por um grupo de rendeiras da Barra do Jucu, em Vila Velha.
Foto de Zanete Dadalto / Arco
“Apresentamos objetos e indumentárias que eram ou ainda são costumes em celebrações, destacando o seu papel importante, na expressão e significado sentimentais e de memorias afetivas, nos eventos religiosos e familiares”, afirma Regina Maria Ruschi, coordenadora do Grupo Barra de Renda.
Toda Mostra está sendo apresentada em um vídeo do projeto devido à pandemia de Covid 19, que não permite uma exposição aberta ao público. Com uma duração de 16:15 minutos o vídeo, que pode ser conferido no link https://youtu.be/9dnIAYXawlA, é um passeio pela história da renda de bilro e das mulheres rendeiras, e pela vila de pescadores que já teve nesta arte um meio sustento das famílias locais, e pelos símbolos da fé cristã.
O lançamento aconteceu no canal do youtube e pelas páginas do grupo Barra de Renda no Facebook e Instagram. O vídeo e é fruto da exposição montada na Igreja Nossa Senhora da Gloria uma igrejinha centenária localizada no Centro da Barra do Jucu, que aconteceu nos dias 16 e 17 de maio.
Foto de Zanete Dadalto / Arco
Para Laura Emília Siqueira, coordenadora da comunidade Nossa Senhora da Glória Barra do Jucu, foi uma alegria do trabalho das rendeiras. “Nossa comunidade, Nossa Senhora da Glória da Barra do Jucu, em Vila Velha, completa esse ano 108 anos, a mais antiga dessa região 5, e foi agraciada ao receber a exposição do grupo Barra de Renda. Foram expostas peças de linho com Renda de Bilro, compondo alfaias litúrgica e acessórios para casamento. As rendas de Bilro são raras, totalmente manuais, trabalhadas delicadamente cada detalhe do seu desenho. Um trabalho especial feito por um grupo especial. As rendeiras de Bilro resgataram este trabalho que já foi tão importante no sustento de tantas famílias. O grupo demonstra grande zelo com o trabalho e com o próximo, passando os ensinamentos, sem reservas de geração à geração. Para nós é sempre uma grande alegria prestigiar e fazer parte desse trabalho”, afirmou.
Incentivo
O projeto é um incentivo ao resgate da renda de bilro produzida artesanalmente, uma tradição na Barra do Jucu e que há cinquenta anos não era praticado mais. Hoje cerca de 30 mulheres da comunidade já confeccionam a renda, um trabalho minucioso e que já reconhecido em todo o Estado.
“É um recurso que tem contribuído muito para o incentivo das rendeiras da comunidade, e seguindo os princípios da economia criativa, também fomentado outros artesãos locais, que produzem a almofada que serve de base para produzir a renda, o cavalete de madeira, e outros profissionais que se integram à produção. Tudo isso movimenta a economia local”, afirma Regina Ruschi.
Foto de Zanete Dadalto / Arco
O trabalho, desenvolvido durante o isolamento social imposto pela pandemia, mira no futuro e em novos mercados. “O turismo religioso é forte em algumas cidades, e o Espírito Santo tem uma tradição religiosa grande também. Então pensamos muito neste mercado para projetar a Mostra e as peças que estamos trabalhando com muita esperança”, ressalta.
Recentemente o grupo confeccionou três tolhas de altar para o Convento da Penha e agora, uma para a Igreja Nossa Senhora da Gloria, da Barra do Jucu. “Foi uma produção afetiva que nos animou muito”, afirma Regina.
Designer
O trabalho de idealização e criação das peças é assinado pela designer e consultora Jacqueline Chiabay. “Mostramos como a essência do uso que está no ato de eternizar estas datas em forma de presentes, lembranças de família e se tornando presença marcante e nostálgica como adornos nos lares até os dias de hoje”.
“Propomos uma relativização da valorização da tradição em meio à contemporaneidade, cultivando o sentimento de pertencimento e de perpetuação do oficio. Enaltecendo a iniciativa do resgate e do repasse de conhecimento do fazer da renda”, destaca Jacqueline. Instrutora
Foto de Zanete Dadalto / Arco
Para a instrutora de Renda de Bilro no projeto e quem orientou as rendeiras na confecção das peças, Marisa Vieira Gervásio Vieira, o trabalho foi mais difícil devido à pandemia que impede a aproximação. “São mulheres, algumas idosas, que ficam nas suas casas, que tem muitos afazeres, então foi um desafio. Tivemos que gravar vídeos com as orientações, editar, e as alunas usar estes novos instrumentos. Tudo isso é novo pra nós. Mas todas assumiram com muita dedicação”, afirmou.
Se a pandemia tirou a alegria e o calor das rodas de rendeiras, o prazer de produzir renda continuou muito presente. “O resultado nos surpreendeu muito. Todas trabalharam de casa e essa Mostra de Peças Religiosas é muito importante para nós. É uma satisfação imensa ver as peças lindas que estão saindo e que quando iniciamos o projeto nem imaginávamos que seriam assim. Eu me desafiei, achava que não ia dar conta, mas no final estou bem surpresa”, afirma a instrutora.
Peças da Mostra:
Madrião – Vestimenta do Batismo;
Alfaias Litúrgicas – Paramentos usados no momento do ofertório das celebrações;
Mantilha – ou véu, foram usadas pelas mulheres deste os primeiros séculos, quase 2 mil anos, nas celebrações religiosas.
Véu da noiva – Nos últimos séculos o véu da noiva esteve intimamente ligado às tradições religiosas. Seu uso já registrado no Antigo Testamento bíblico.
Toalhas de Batismo – A maior utilidade da toalha de batismo é secar a cabeça da criança ns pia batismal durante a celebração. Também serve como opção para presentear vovós e padrinhos.
Vela do Batizado – É segurada pelos padrinhos durante o batizado e entregue posteriormente à criança, dizendo: “Receba a luz de Cristo”. Essa vela grande representa o Círio Pascal, Cristo a Luz do Mundo.
Vela da Primeira Comunhão – Expressão de vida e fé daqueles que rezam e presença de Deus entre nós. A Vela traz também o sentido de velar, também significa vigiar, tomar cuidado.
Velas do altar – A cera simboliza o Pai, o barbante o Filho, e o fogo o Espírito Santo. A vela sozinha acesa significa Cristo Nosso Senhor.
Foto de Zanete Dadalto / Arco
Terço – O instrumento de reza representa a terça parte do Rosário, conjunto de orações proposto pelo Frade Alan de Rupe em 1470. Sua origem remete à recitação dos 150 Salmos Bíblicos.
Almofadas de Misericórdia – Também chamadas de Genuflexório, ou ainda propiciatório. Propicia o conforto de pessoas que se mantem por longos períodos em oração.
História das rendeiras da Barra do Jucu
O Grupo Barra de Renda surgiu a partir da iniciativa de se consolidar o resgate da técnica da RENDA DE BILRO na Barra do Jucu, em Vila Velha, Espírito Santo. Este ofício já foi a principal fonte de renda das mulheres deste lugar até meados dos anos 70 e com tempo foi perdendo a representatividade.
O projeto de resgate originou-se de uma pesquisa realizada em 2014 pela arquiteta Regina Ruschi e contou com a dedicação das mestras Rosa Leão Malta e Enedina França de Paiva.
Regularmente as oficinas de renda contam com 20 a 30 mulheres, envolvendo mestras, oficineiras e aprendizes de todas as idades, que se dedicam a compartilhar saberes vislumbrando a perpetuação desta riqueza cultural.
Em 2019, através de um projeto da designer Jacqueline Chiabay, com apoio do SEBRAE ES, o grupo recebeu consultoria e direcionamento para que se tornasse uma unidade produtiva, coleção de produtos com design e gestão da produção, oportunidade de ação de mercado e de gerar renda para os participantes de forma sustentável.
Atualmente o grupo Barra de Renda, além de contar com a dedicação de voluntários coordenadores e parceiros, é formado por rendeiras, bordadeiras, costureiras, crocheteiras e outros artesãos que atuam com modelo de gestão compartilhada e produção coletiva promovendo o desenvolvimento da economia na região através deste artesanato de tradição.
Apoio: Lei Aldir Blanc, Governo do Estado do Espírito Santo, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.
Saiba mais sobre o Projeto:
Instragram: @barraderenda
Facebook: Projeto Barra de Renda
Youtube: https://youtu.be/9dnIAYXawlA
Mais Informações:
Coordenadora: Regina Maria Ruschi – (27) 98819-4340
Curadora e Designer: Jacqueline Chiabay – (27) 99870-0521
Assessoria de Imprensa – Marina Filetti – (27) 98848-4304
No final do ano de 2020, o Papa Francisco, através da Carta Apostólica Patris Cord “Coração de Pai”, escrita em comemoração aos 150 anos
No final do ano de 2020, o Papa Francisco, através da Carta Apostólica Patris Cord “Coração de Pai”, escrita em comemoração aos 150 anos da proclamação de São José como guardião universal da Igreja, dedica o ano de 2021, ao Santo.
Em virtude desse tempo, o Serviço Brasileiro de Comunhão do CHARIS (Catholic Charismatic Renewal International Service), que é um serviço oferecido a todas as realidades carismáticas existentes, instituído pelo Papa Francisco no mundo inteiro, está realizando um retiro online, com o tema: “São José, Pai e esposo”, que acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de julho, das 20h às 21h.
As inscrições poderão ser realizadas através do link https://forms.gle/H1ECLm77oZF3JHdq8 . A mesma se encerram no dia 18 de julho às 23h59min.
Em agosto e setembro, haverá mais outras duas turmas.