Notícias da Arquidiocese

Entre o final deste mês e em agosto a Arquidiocese de Vitória ordenará cinco novos padres: João Tozzi, Vitor Noronha, Alessandro Rebonato, Daniel Calil

Entre o final deste mês e em agosto a Arquidiocese de Vitória ordenará cinco novos padres: João Tozzi, Vitor Noronha, Alessandro Rebonato, Daniel Calil e Ruan Coutinho. Tudo está sendo preparado para as cerimônias que acontecerão nas paróquias de origem de todos eles. A programação das primeiras missas que eles irão presidir também está fechada e uma informação importante para os fiéis é que todos que participarem destas celebrações eucarísticas podem receber indulgência plenária.

Mas o que é uma indulgência? Segundo explica o catecismo da Igreja Católica, ela é o perdão das penas do purgatório: “remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja que, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”.

E a indulgência é parcial conforme liberação parcial ou plenária, que é o perdão total da pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos e dentre as ocasiões que os fiéis têm para lucrar as Indulgências está o momento da Primeira Missa de um neo-sacerdote.

Segundo padre Hadeleon Santana, paróco da paróquia Virgem Maria, em Itacibá e também mestrando em Direito Canônico, o Manual de Indulgência, é bem claro quando diz: ‘concede-se indulgência plenária ao sacerdote que, em dia marcado, celebra sua primeira missa, diante do povo, e aos fiéis que devotamente a ela assistem’.

“Mas esta primeira missa depende da intenção do neo-sacerdote ao celebrá-la. Isto é, nas missas que o neo-sacerdote celebrar considerando-a, por razões pastorais, a primeira para aquele grupo específico, as indulgências podem ser concedidas. E para tê-la é preciso a confissão, Eucaristia e rezar pelo Papa um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, o que chamamos de estar em estado de graça”, detalha padre Hadeleon.

Programação da Ordenação Presbiteral

31/07 – Diácono Vitor César Zille Noronha e Diácono João Tozzi
Local : Santuário de Vila Velha
Horário: 9h

07/08 – Diácono Alessandro Rebonato
Local: Catedral de Vitória
Horário: 9h

21/08 – Diácono Daniel Calil Mascalubo
Local: Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Praia de Itaparica)
Horário: 18h

28/08 – Diácono Ruan Coutinho da Cruz
Local: Santuário Bom Pastor (Campo Grande)
Horário: 17h

 

Primeiras missas dos futuros neo-sacerdotes:

01/08 – João Tozzi
Local: Igreja Matriz paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Praia da Costa.
Horário: 11h

01/08 – Vitor Noronha
Local: Comunidade Santo Antonio, Praia da Costa.
Horário: 9h

08/08 –Alessandro Rebonato
Local: Igreja Matriz Imaculada Conceição, Itacibá, Cariacica.
Horário: 10h

22/08 – Daniel Calil
Local: Igreja Matriz da Pároquia Nossa Senhora de Guadalupe, Praia de Itaparica, Vila Velha Horário: 08h

29/08 – Ruan Coutinho
Local: Comunidade São Judas Tadeu, Paróquia Bom Pastor, Campo Grande, Cariacica.
Horário: 10h

O dízimo (contribuição que os católicos oferecem à Igreja) são sementes que fazem crescer a fé, porque permitem o anúncio; a caridade, porque incentivam

O dízimo (contribuição que os católicos oferecem à Igreja) são sementes que fazem crescer a fé, porque permitem o anúncio; a caridade, porque incentivam a solidariedade; a esperança, porque  propagam o bem, a fraternidade e o acolhimento. Assim toda a Arquidiocese de Vitória realiza durante todo este mês de julho a Campanha anual do dízimo. Este ano o tema é: Dízimo, sementes de amor e a frase bíblica que sustenta toda a campanha é da 1ª Carta de São João (3, 18): “Não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade”. O objetivo da Campanha é lembrar aos dizimista a importância das sementes que são as suas contribuições e sensibilizar os não dizimistas para também possam começar a semear suas sementes tornando-se dizimistas também.

Comunidades e paróquias estão cultivando sementes e ao acompanhar o crescimento estão refletindo sobre a força de transformação que elas têm. Fazendo uma comparação com as sementes do dízimo a comunidade vai tomando consciência de como a semente do dízimo que cada um partilha mensalmente cresce e se transforma em frutos que alimentam a vida de fé da mesma comunidade e da Igreja. Celebrações, catequese, formação, sacramentos, caridade são o resultado das sementes do dízimo. E qual o segredo para que uma semente germine, cresça e floresça? Cuidado. É o cuidado que faz a semente germinar e é por isso que a cada ano repetimos a Campanha do dízimo.

As iniciativas se multiplicam e a criatividade cresce. Canteiros, sementes em envelope, música, equipes que vestiram a camisa, vídeo do pároco e até o alegrito apareceu pronto para as festas julinas. Tudo isso e muito mais está mobilizando toda a arquidiocese de Vitória. Veja algumas imagens.

Dízimo sementes de amor é uma boa ocasião para a gente olhar as iniciativas da Igreja e se comprometer com o projeto de evangelização.

 

 

Após formar e preparar cinco turmas (2010, 2012, 2013, 2015 e 2017) de diáconos permanentes, um total de 71 diáconos (2 falecidos), e uma

Após formar e preparar cinco turmas (2010, 2012, 2013, 2015 e 2017) de diáconos permanentes, um total de 71 diáconos (2 falecidos), e uma pausa no serviço da Escola Diaconal, a Arquidiocese de Vitória retoma o acompanhamento da caminhada vocacional para o diaconato permanente.

A vocação para o diaconato permanente tem sua origem no livro dos Atos dos Apóstolos quando os discípulos escolheram no seio da comunidade, sete homens “de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria” (At 6, 3), para a tarefa de “servir às mesas” para que eles (os discípulos) se dedicassem “à pregação da Palavra de Deus” (At 6, 2b).

A retomada da formação para os vocacionados ao ministério diaconal se dará em algumas etapas:

1ª indicação da comunidade representada pelo pároco e seus conselhos;

2ª o candidato será acompanhado por um corpo de formadores;

3º estudo de teologia na Escola Diaconal;

4º ordenação diaconal.

Pe. Márcio Ferreira de Souza é o Diretor da Escola Diaconal e, também, Assistente da Comissão Arquidiocesana dos Diáconos. Pe.  Roberto Francisco Natal é o diretor espiritual. Ainda compõem a Comissão, os diáconos permanentes Antônio Sérgio, Emanuel Duarte, Sandro Melo, Sérgio Rodrigues e Joacir Souza.

O prazo para a 1ª etapa, envio da indicação das paróquias, é 15 de agosto deste ano de 2021. As etapas seguintes serão divulgadas à medida em que o caminho se fizer.

Para pe. Márcio “o processo vocacional se dá pelo despertar no seio da comunidade Paroquial. Por isso, toda vocação ao diaconato permanente, necessariamente, deve passar pelo serviço na paróquia e em comunhão com o pároco e com os conselhos da paróquia, que indicam os candidatos ao discernimento vocacional”. Depois o papel do período de discernimento e preparação é “oferecer ao candidato o florescer vocacional no serviço diaconal na Igreja de Vitória”.

O Papa Francisco, que estabeleceu o 4º domingo de julho, (este ano de 2021 dia 25), para comemorar o dia dos avós e pessoas

O Papa Francisco, que estabeleceu o 4º domingo de julho, (este ano de 2021 dia 25), para comemorar o dia dos avós e pessoas idosas, gravou um vídeo com a oração pelos idosos. Para compor o vídeo o Dicastério para os leigos, a vida e a família solicitou às dioceses e arquidioces gravações com idosos rezando com o Papa. A Pastoral da Pessoa Idosa da Arquidiocese de Vitória foi demanda e enviou vídeos “gravados com os celulares dos voluntários da pastoral e despretensiosamente”, como disse Adriana de Oliveira, coordenadora arquidiocesana da pastoral. Na gravação aparece o casal, Eloy Salvador Correia e Maria Paula Benevides Correia da paróquia São José de Anchieta na Serra e  Ivanete Ferreira Silva da paróquia Nossa Senhora das Graças em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha.

 

Leia também a mensagem do Papa para esta data:

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

(4º domingo de julho – 25 de julho de 2021)

«Eu estou contigo todos os dias»

Queridos avôs, queridas avós!

«Eu estou contigo todos os dias» (cf. Mt 28, 20) é a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu; e hoje repete-a também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! «Eu estou contigo todos os dias» são também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso como tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, connosco –, preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado.

Bem sei que esta mensagem te chega num tempo difícil: a pandemia foi uma tempestade inesperada e furiosa, uma dura provação que se abateu sobre a vida de cada um, mas, a nós idosos, reservou-nos um tratamento especial, um tratamento mais duro. Muitíssimos de nós adoeceram – e muitos partiram –, viram apagar-se a vida do seu cônjuge ou dos próprios entes queridos, e tantos – demasiados – viram-se forçados à solidão por um tempo muito longo, isolados.

O Senhor conhece cada uma das nossas tribulações deste tempo. Ele está junto de quantos vivem a dolorosa experiência de ter sido afastado; a nossa solidão – agravada pela pandemia – não O deixa indiferente. Segundo uma tradição, também São Joaquim, o avô de Jesus, foi afastado da sua comunidade, porque não tinha filhos; a sua vida – como a de Ana, sua esposa – era considerada inútil. Mas o Senhor enviou-lhe um anjo para o consolar. Estava ele, triste, fora das portas da cidade, quando lhe apareceu um Enviado do Senhor e lhe disse: «Joaquim, Joaquim! O Senhor atendeu a tua oração insistente».[1] Giotto dá a impressão, num afresco famoso[2], de colocar a cena de noite, uma daquelas inúmeras noites de insónia a que muitos de nós se habituaram, povoadas por lembranças, inquietações e anseios.

Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: «Eu estou contigo todos os dias». Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!

Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil. Neste período, aprendemos a entender como são importantes, para cada um de nós, os abraços e as visitas, e muito me entristece o facto de as mesmas não serem ainda possíveis em alguns lugares.

Mas o Senhor envia-nos os seus mensageiros também através da Palavra divina, que Ele nunca deixa faltar na nossa vida. Cada dia, leiamos uma página do Evangelho, rezemos com os Salmos, leiamos os Profetas! Ficaremos comovidos com a fidelidade do Senhor. A Sagrada Escritura ajudar-nos-á também a entender aquilo que o Senhor nos pede hoje na vida. De facto, Ele manda os operários para a sua vinha a todas as horas do dia (cf. Mt 20, 1-16), em cada estação da vida. Eu mesmo posso dar testemunho de que recebi a chamada para me tornar Bispo de Roma quando tinha chegado, por assim dizer, à idade da aposentação e imaginava que já não podia fazer muito de novo. O Senhor está sempre junto de nós – sempre – com novos convites, com novas palavras, com a sua consolação, mas está sempre junto de nós. Como sabeis, o Senhor é eterno e nunca vai para a reforma. Nunca.

No Evangelho de Mateus, Jesus diz aos Apóstolos: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (28, 19-20). Estas palavras são dirigidas também a nós, hoje, e ajudam-nos a entender melhor que a nossa vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Atenção! Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto.

Não importa quantos anos tens, se ainda trabalhas ou não, se ficaste sozinho ou tens uma família, se te tornaste avó ou avô ainda relativamente jovem ou já avançado nos anos, se ainda és autónomo ou precisas de ser assistido, porque não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelhoda tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo.

Portanto existe uma renovada vocação, também para ti, num momento crucial da história. Perguntar-te-ás: Mas, como é possível? As minhas energias vão-se exaurindo e não creio que possa ainda fazer muito. Como posso começar a comportar-me de maneira diferente, quando o hábito se tornou a regra da minha existência? Como posso dedicar-me a quem é mais pobre, se já tenho tantas preocupações com a minha família? Como posso alongar o meu olhar, se não me é permitido sequer sair da residência onde vivo? Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? Quantos de vós se interrogam: Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? O próprio Jesus ouviu Nicodemos dirigir-Lhe uma pergunta deste tipo: «Como pode um homem nascer, sendo velho?» (Jo 3, 4). Isso é possível – responde o Senhor –, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-Se por toda a parte e faz aquilo que quer.

Como afirmei já mais de uma vez, da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores. E «oxalá não seja mais um grave episódio da história, cuja lição não fomos capazes de aprender [somos de cabeça dura!]. Oxalá não nos esqueçamos dos idosos que morreram por falta de respiradores (…). Oxalá não seja inútil tanto sofrimento, mas tenhamos dado um salto para uma nova forma de viver e descubramos, enfim, que precisamos e somos devedores uns dos outros, para que a humanidade renasça» (Papa Francisco, Enc. Fratelli tutti, 35). Ninguém se salva sozinho. Devedores uns dos outros. Todos irmãos.

Nesta perspetiva, quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade. Todos devemos ser «parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas» (Ibid., 77). Entre os vários pilares que deverão sustentar esta nova construção, há três que tu – melhor que outros – podes ajudar a colocar. Três pilares: os sonhos, a memória e a oração. A proximidade do Senhor dará – mesmo aos mais frágeis de nós – a força para empreender um novo caminho pelas estradas do sonho, da memória e da oração.

Uma vez o profeta Joel pronunciou esta promessa: «Os vossos anciãos terão sonhos e os jovens terão visões» (3, 1). O futuro do mundo está nesta aliança entre os jovens e os idosos. Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante? Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro. É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa. E tenho a certeza de que não será a única, pois, na tua vida, terás tido tantas e sempre conseguiste triunfar delas. E, dessa experiência que tens, aprende como sair da provação atual.

Nisto se vê como os sonhos estão entrelaçados com a memória. Penso como pode ser de grande valor a memória dolorosa da guerra, e quanto podem as novas gerações aprender dela a respeito do valor da paz. E, a transmitir isto, és tu que viveste a tribulação das guerras. Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros. Segundo Edith Bruck que sobreviveu à tragédia do Holocausto, «mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pena a fadiga de manter viva a recordação do que foi… e continua. Para mim, a memória é viver».[3] Penso também nos meus avós e naqueles de vós que tiveram de emigrar e sabem quanto custa deixar a própria casa, como fazem muitos ainda hoje à procura dum futuro. Talvez tenhamos algum deles ao nosso lado a cuidar de nós. Esta memória pode ajudar a construir um mundo mais humano, mais acolhedor. Mas, sem a memória, não se pode construir; sem alicerces, tu nunca construirás uma casa. Nunca. E os alicerces da vida estão na memória.

Por fim, a oração. Como disse o meu predecessor, Papa Bento (um idoso santo, que continua a rezar e trabalhar pela Igreja), «a oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o talvez de modo mais incisivo do que a fadiga de tantos».[4] Disse-o quase no fim do seu pontificado, em 2012. É belo! A tua oração é um recurso preciosíssimo: é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo (cf. Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 262). Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro.

Querida avó, querido avô! Ao concluir esta minha mensagem, gostaria de indicar, também a ti, o exemplo do Beato (e proximamente Santo) Carlos de Foucauld. Viveu como eremita na Argélia e lá, naquele contexto periférico, testemunhou «os seus desejos de sentir todo o ser humano como um irmão» (Enc. Fratelli tutti, 287). A sua história mostra como é possível, mesmo na solidão do próprio deserto, interceder pelos pobres do mundo inteiro e tornar-se verdadeiramente um irmão e uma irmã universal.

Peço ao Senhor que cada um de nós, graças também ao seu exemplo, alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos últimos e capaz de interceder por eles. Oxalá cada um de nós aprenda a repetir a todos, e em particular aos mais jovens, estas palavras de consolação que ouvimos hoje dirigidas a nós: «Eu estou contigo todos os dias». Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe.

Roma, São João de Latrão, na Festa da Visitação da Virgem Santa Maria, 31 de maio de 2021.

 

FRANCISCO

A utilização de energia solar em igrejas e paróquias está se tornando cada vez mais comum. Principalmente após o Laudato Si, no qual o

A utilização de energia solar em igrejas e paróquias está se tornando cada vez mais comum. Principalmente após o Laudato Si, no qual o Papa Francisco chama atenção para as mudanças climáticas. “Até que seja feito um maior progresso no desenvolvimento de fontes de energia renováveis ​​amplamente acessíveis, é legítimo escolher a alternativa menos nociva ou encontrar soluções de curto prazo.” (Laudato Si, item 165). A responsabilidade ambiental é um tema recorrente do Papa Francisco, que sempre alerta para o risco de um colapso ecológico. O Brasil é um dos países que recebe uma incidência de raios solares superior a 3000 horas por ano, o que ajuda no uso de energia solar.

Na Arquidiocese de Vitória – ES, o Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian (Cecates ), será o primeiro local a receber esse tipo de energia. O Centro Católico de Estudos, foi uma obra visionária da Arquidiocese de Vitória. Ao longo dos 12 anos de construção, na gestão de Dom Luiz Mancilha Vilela, inaugurado 2017, foi projetado para receber o sistema fotovoltaico, tendo toda a infraestrutura instalada durante a construção.

 

Segundo Alessandra Matos, Administradora do Cecates, foi feito um estudo técnico de sombreamento que concluiu que em 50% da área disponível era viável a instalação.

“No inverno a captação de energia solar será de 85% dos raios solares / dia e no verão 95%. Na área disponível foram instaladas 171 placas, onde há a expectativa da redução de 80% do custo atual com energia elétrica”.

O investimento para a instalação dos módulos foi uma doação vinda da Igreja Católica da Alemanha que possibilitou a realização de um sonho. Não só o Cecates será beneficiado com a instalação dos painéis de energia.

“Após a conclusão da instalação da energia solar no Cecates, será dado o início aos estudos para a implantação no Seminário Nossa Senhora da Penha, uma vez que já foi verificado, que o aproveitamento do espação físico disponível é de 100% para a instalação”, comenta Alessandra.

A Igreja Católica da Alemanha não mede esforços para ajudar, quando o assunto é moradia e estudos dos candidatos ao presbitério. Por isso, tudo que se refere ao Cecates, seja a construção, a instalação de energia solar, modernização das instalações da biblioteca, mobiliários, equipamentos áudios visuais e a belíssima estrutura de auditório, é considerado o de melhor qualidade na grande Vitória tem apoio da instituição e aconteceu graças ao sonho e à persistência de Padre Hugo Scheer, SVD, Diretor Acadêmico do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia da Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo – IFTES.

 

No próximo sábado, 10 de julho, o Vicariato para Comunicação da Arquidiocese de Vitória realiza os últimos encontros de um primeiro momento de formação

No próximo sábado, 10 de julho, o Vicariato para Comunicação da Arquidiocese de Vitória realiza os últimos encontros de um primeiro momento de formação com os agentes da Pascom. Houve uma mudança na programação inicial e neste dia serão contempladas as áreas pastorais Cariacica/Viana, Vila Velha, Benevente e Serra/Fundão que se reunião virtualmente, pela plataforma Zoom.

Os primeiros encontros aconteceram com as áreas pastorais Vitória e Serrana, no dia 26 de junho. Na ocasião mais de 40 pessoas participaram da formação e vale destacar que esta programação é aberta a todos os agentes da Pascom e todos aqueles que trabalham com comunicação nas paróquias e comunidades da Igreja particular de Vitória.

A representante da Área Pastoral Vitória, Anna Carolina Perim, destaca o que aconteceu na reunião realizada com sua área: “A formação foi muito produtiva, importante para o alinhamento de condutas das Paróquias em relação à mídia e também nas redes sociais. Quando a gente tem o conhecimento serve a Jesus de uma forma ainda mais completa”.

E para o encontro do próximo sábado ainda dá tempo de fazer sua inscrição. Confira a programação abaixo e os links para a participação.

Programação por Área Pastoral

10 de julho – Sábado

9h30 –  Cariacica/Viana e Vila Velha

11h – Benevente e Serra/Fundão

Faça a sua inscrição

Cariacica/Viana 

Vila Velha

Benevente 

Serra/Fundão

Os cinco diácono que se preparam para ordenação presbiteral no final de julho e agosto iniciam o retiro no próxima dia 19. Serão dias

Os cinco diácono que se preparam para ordenação presbiteral no final de julho e agosto iniciam o retiro no próxima dia 19. Serão dias de silêncio, oração e também de reflexão sobre o Sacramento da Ordem e a vida de um padre. Para ajudar o grupo nesse momento de oração e celebração, os diáconos contam com a participação de dom Luiz Mancilha Vilela, sscc, arcebispo emérito de nossa arquidiocese.

O diácono Vitor Noronha esteve com dom Luiz para combinar os detalhes do retiro. Rezemos pelos diáconos e pelo retiro que farão para que seja um momento de intimidade com Deus e alegria pelo chamado.

Memória 7 de julho de 1996 teve início em Vitória o 13º Congresso Eucarístico Nacional que se prolongou até 14 do mesmo mês. Como

Memória

7 de julho de 1996 teve início em Vitória o 13º Congresso Eucarístico Nacional que se prolongou até 14 do mesmo mês.

Como diz o velho ditado “recordar é viver”, e neste caso, recordar é fazer memória de um momento de fé que marcou a vida dos capixabas, mesmo os não católicos.

A cidade respirou fé. Fiéis e peregrinos enfeitaram a cidade e os hotéis manifestando publicamente o lema do Congresso: Eucaristia Vida para a Igreja. Pessoas chegaram dos mais diversos cantos do País para uma experiência que se repete a cada 3, 5 ou mais anos, conforme as necessidades e possibilidades, mas que mantém vivo o sentido do Congresso Eucarístico.

Os eventos formativos, culturais e celebrativos se espalharam pela cidade e no final do dia a Praça do Papa acolhia os fiéis para a Celebração Eucarística. Foi a primeira grande atividade de cardeal dom João Braz de Aviz, na época bispo auxiliar de Vitória, que marcou a vida desta Igreja Particular.

Para fazer memória lembremos de algumas personalidades religiosas que presidiram as missas: Dom Paulo Evaristo Arns, dom Pedro Casaldáliga, dom Luciano Mendes de Almeida, dom Carlo Furno (delegado do Papa), dom Lucas Moreira Neves, cardeal Aloísio Lorscheider, dom Erwin Krautler, dom Irineu Danelou e os eparcas de rito arménio, greco-melquita e maronita.

Significado do Congresso Eucarístico:

Na ocasião o jornal Folha de São Paulo, publicou um artigo de dom Luciano Mendes de Almeida, então arcebispo de Mariana, MG. Nele, dom Luciano explica porque a Igreja Católica realiza o Congresso Eucarístico:

[…] “O tema “Eucaristia, vida para a igreja”, apresentado num contexto breve e substancioso, foi, há meses, distribuído pelas dioceses e comunidades, inspirando os círculos bíblicos, novenas e tríduos.
A eucaristia, com efeito, é o centro da vida cristã, memorial perene da entrega de Jesus ao pai por amor à humanidade. Cristo faz-se presente sob as espécies de pão e vinho para alimento e conforto de nossa fé e garantia de vida nova e eterna.
Na última ceia, Jesus revelou o sentido de sua entrega por nós na cruz: “Amor maior não há do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Estabeleceu o mandamento da nova aliança, ensinando-nos a amar como Ele nos ama. Inaugurou, assim, um relacionamento diferente e fraterno, no qual o egoísmo é superado pela entrega gratuita e perdão a todos sem discriminação.
O Congresso Eucarístico vem intensificar a nossa fé e convida-nos a: 1) manifestar publicamente gratidão e louvor a Jesus Cristo salvador; 2) a viver em comunhão com Ele e entre nós, seus discípulos, procurando sempre maior unidade…”.

Histórico dos Congressos Eucarísticos no Brasil:

ANO LOCAL TEMA
1933  Bahia – Salvador Vinde, adoremos o Santíssimo Sacramento
1936  Minas Gerais – Belo Horizonte[5] Luz e Vida
1939  Pernambuco – Recife A Eucaristia e a vida cristã
1942  São Paulo – São Paulo Vinde a mim todos
1948  Rio Grande do Sul – Porto Alegre Ação Social
1953  Pará – Belém A Sagrada Eucaristia, sacramento da unidade e da comunidade
1960  Paraná – Curitiba Eucaristia, luz e vida do mundo
1970  Distrito Federal – Brasília A mesa do Senhor
1975  Amazonas – Manaus Repartir o Pão
10º 1980  Ceará – Fortaleza Para onde vais?
11º 1985  São Paulo – Aparecida Pão para quem tem fome
12º 1991  Rio Grande do Norte – Natal Eucaristia e Evangelização
13º 1996  Espírito Santo – Vitória Eucaristia,vida para a Igreja!
14º 2001  São Paulo – Campinas Fonte da missão e Vida solidária
15º 2006  Santa Catarina – Florianópolis Ele está no meio de nós!
16º 2010  Distrito Federal – Brasília Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários
17º 2016  Pará – Belém Eucaristia e Partilha na Amazônia missionária.
18º 2022  Pernambuco – Recife e Olinda Pão em todas as mesas!