Notícias da Arquidiocese

Nascido no município de Cariacica o diácono transitório Ruan Coutinho da Cruz, 31 anos, será o último a ser ordenado padre – entre os

Nascido no município de Cariacica o diácono transitório Ruan Coutinho da Cruz, 31 anos, será o último a ser ordenado padre – entre os cinco diáconos que serão elevados ao sacerdócio na Arquidiocese de Vitória – no final deste mês e em agosto. A cerimônia vai acontecer no Santuário Bom Pastor, em Campo Grande, no dia 28/08, às 17h.

Sobre sua trajetória de vida, o diácono – que é filho único – conta que sempre foi criado na Igreja pelos seus pais Ademar e Marlene e sua mãe é de uma família muito católica. Desde pequeno frequentou a catequese e por sua mãe ter na época um salão de beleza em Campo Grande, ele fez catequese e perseverança no bairro.

Quando completou 15 anos seus pais se separaram e diácono Ruan destaca que foi um momento muito importante em sua vida, apesar de ser também uma dificuldade: “eu estava na Crisma e eu costumo dizer que a Crisma foi o upgrade na minha vida cristã, eclesial e de Fé. Porque eu disse que acabaria a Crisma e eu queria servir a minha comunidade, São Judas Tadeu, da Paróquia Bom Pastor, em Campo Grande.

Com o fim da Crisma, o diácono conta que ficou um desejo de continuar e sua comunidade não tinha grupo de jovens. Então ele se propôs a ajudar a reorganizar o grupo de jovens. “Sempre fui muito dedicado, sempre fui entregue e fui me envolvendo cada vez mais. As pessoas diziam que eu ia ser padre e eu não gostava muito dessa opção. Não pensava de fato e aí eu fui cada vez mais vivendo essa entrega da doação”.

Ele passou a ser o coordenador paroquial da juventude e começou a faculdade de Ciências Econômicas na Universidade Federal do Espírito Santo e quando estava no segundo período ele sentiu o chamado ao sacerdócio: “eu lembro que o dia que me abri muito foi em 23 de agosto de 2009. Eu estava no encerramento do Sínodo Arquidiocesano na Praça do Papa e lembro que eram muitos padres, muito religiosos e eu falei ‘Senhor é isso que o senhor quer de mim? ’ E ali mesmo eu compreendi vendo toda aquela assembleia litúrgica reunida e falei ‘é isso que o senhor vai ter, eis me aqui’. É claro que o sim se renova e você vai colocando ele todo dia, mas é um marco temporal, um marco que eu lembro com muito afeto”.

Inicialmente Ruan Coutinho quis abandonar a faculdade, mas depois no processo de discernimento percebeu que Deus pedia que ele concluísse o curso superior: “então eu terminei, entrei para o Propedêutico no ano de 2013 e fui fazendo todo o processo formativo e estou aqui hoje”. Antes de entrar para o Seminário – ainda como leigo – diácono Ruan foi coordenador do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Vitória e ele conta que teve uma dedicação muito grande e hoje tem amigos que se tornaram padres e que ele ajudou no discernimento da vocação.

Sobre a sua experiência de estágio enquanto seminarista nas paróquias, Ruan detalha que teve 3 vivências fantásticas: a primeira na Grande São Pedro, onde afirma que foi seu primeiro amor e eu tem um afeto muito grande, pois lhe ensinaram a ser um seminarista;  depois foi para o Bairro de Fátima onde teve um crescimento e um amadurecimento muito grande e na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Praia da Costa, que ele considera um Kairós em sua vida, um tempo de muita graça, muito aprendizado com as famílias e com a paróquia em si.

“Apesar de ter sido no processo da pandemia, foi um tempo de um renovo cada vez mais e um impulso maior para o meu ministério. E eu gostaria de destacar que tive 3 padres muito diferentes nesta minha formação, que eu acho que foi um carinho de Jesus por mim. Foi o padre Kelder Brandão, padre Pedro Luchi e padre Anderson Gomes. São 3 padres extremamente diferentes, mas que me enriqueceram e eu tenho uma gratidão enorme por tudo que aprendi com eles”, enfatiza Ruan.

Recentemente os diáconos transitórios da Arquidiocese de Vitória retornaram do Pará após um período de experiência missionária. Diácono Ruan destaca que este foi um tempo de muita graça e que foi possível vivenciar a experiência de outra dinâmica. “A paróquia que atuei é a maior da Diocese são 60 comunidades e as distâncias são enormes. Foi uma experiência muito bacana, viver próximo também do bispo diocesano”.

O futuro presbítero também realizou um trabalho específico na Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia coordenando o projeto Missão Diocesana. Por este motivo vai retornar ao Pará após sua ordenação sacerdotal para concluir o processo. A expectativa é que seja em setembro, após a Festa de Nossa Senhora da Vitória: “A minha Igreja com muito orgulho é a Arquidiocese de Vitória. Mas gosto sempre de falar a citação bíblica que está em II Coríntios 9, 6 ‘Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará’ e este é o lema dessa minha experiência pastoral”.

Faleceu hoje, 2 de julho de 2021, vítima da Covid-19, o diácono permanente Mauro César Bertolani. O diácono tinha 58 anos e estava internado

Faleceu hoje, 2 de julho de 2021, vítima da Covid-19, o diácono permanente Mauro César Bertolani. O diácono tinha 58 anos e estava internado desde 24 de maio. Mauro foi ordenado em 9 de junho de 2012.

O velório será restrito à família, devido aos protocolos necessários pela pandemia, e o enterro será amanhã no Parque da Paz em Ponta da Fruta, Vila Velha às 12h.

À família, a arquidiocese de Vitória presta solidariedade e reza para que Deus conforte e ampare neste momento de dor.

“Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós pelo seu poder”. 1ª Cor 6,14

 

 

 

Os presbíteros da Arquidiocese de Vitória – ES, todos anos se reúnem para o retiro anual. Por conta da pandemia da Covid-19, o retiro

Os presbíteros da Arquidiocese de Vitória – ES, todos anos se reúnem para o retiro anual. Por conta da pandemia da Covid-19, o retiro deste ano acontecerá por Áreas Pastorais, assim evitam-se aglomerações e é possível manter distanciamento e todos os cuidados necessários neste momento.

O retiro anual, além de ser uma obrigação canônica, prevista pelo Código de Direito Canônico, cânon 276 § 2 4º, é também uma oportunidade para o crescimento espiritual dos presbíteros e uma oportunidade para reforçar a unidade com a Igreja. É uma experiência de renovação para que os ministros ordenados se tornem sempre mais semelhantes a Jesus que reservava tempo para a ação evangelizadora, a oração e caridade. 

‘O retiro espiritual para nós é o momento onde somos convocados pelo arcebispo a retomar consciência da natureza do ser padre e a importância da direção espiritual. Não tem como fugir disso.  Temos necessidade de aprender  e retomar a direção espiritual através do retiro para também sabermos oferecer orientação aos outros quando nos pedem. É impossível oferecer ou dar aquilo que a gente não tem. Quando o sacerdote recebe a direção espiritual, de maneira especial no retiro, experimenta a unidade de vida com Cristo, que é o nosso sustento, e nos ajuda no exercício do ministério. Esta unidade de vida, segundo o Conselho orientou e a Igreja, através dos documentos e Ensinamentos, nos ensina, deve ser vivida com simplicidade pelos presbíteros, na sua realidade mais concreta, ou seja, na sua vida pastoral com seu povo, com os fiéis, seguindo sempre o exemplo de Cristo Bom Pastor. Também nós somos enviados, não para mérito de nós mesmos, mas para assim como Cristo, fazer a vontade de Deus que nos envia”, comenta pe. Alexandre Firmino Barbosa (pe Sandro), representante dos presbíteros da Área Pastoral de Vila Velha.

Um presbítero segundo o coração de Cristo é  servo de todos. Assim, o padre será sempre um dom para a comunidade à qual serve (Estudos da CNBB – 104, n. 177).

“O nosso ministério é imbuído da unidade de vida na comunhão com Cristo. Os dons e carismas de cada um devem ser vividos na estreita relação com nosso arcebispo, que é a figura visível da comunhão da Igreja, e em comunhão também com todos os presbíteros desta Igreja Particular, nossa arquidiocese, na qual formamos o presbitério”, relata Pe Sandro.

Neste ano, as Áreas Pastorais de Cariacica e Vila Velha, realizarão o retiro juntas, iniciando no dia 05 e encerrando no dia 09 de julho. Todos os presbíteros destas áreas estarão reunidos em oração durante cinco dias. Assim como as Áreas Pastorais de Cariacica / Viana e Vila Velha, as Áreas Pastorais Serrana e Benevente também realizarão o seu retiro juntas de 05 a 09 de julho, em Alfredo Chaves. Já a Área Pastoral de Vitória tem o retiro programado para 20 a 24 de setembro, dias que serão de oração e unidade de todos os padres dessa área. O retiro dos presbíteros da Área Pastoral Serra / Fundão acontecerá nos dias 23 a 25 de agosto.

Que todos os retiros, organizados por cada Área Pastoral, sejam uma experiência de renovação do ministério e de ação de graças pelo chamado que o Senhor fez a cada sacerdote desta arquidiocese. 

Convidamos a todos os fiéis católicos que rezem pelos padres e pelo bispo da arquidiocese de Vitória. Que a oração seja na intenção para que todos os padres acolhem e sejam acolhidos pelos fiéis, que exerçam sua paternidade espiritual sem distinções e renovem sua espiritualidade para ajudar tantos irmãos e irmãs que necessitam.

A história da igreja São João Batista (Patrimônio Histórico São João Batista), em Carapina Grande na Serra é marcada por abandonos e recomeços, mas

A história da igreja São João Batista (Patrimônio Histórico São João Batista), em Carapina Grande na Serra é marcada por abandonos e recomeços, mas a comunidade local não desiste e mais uma vez abre a igreja para práticas religiosas e visitas culturais.

A reabertura aconteceu no dia 24 de junho deste ano com a celebração de uma missa e, a partir de agora, 1 vez por mês, sempre no primeiro sábado, será celebrada missa às 11h (missa votiva de Nossa Senhora). A celebração também será transmitida pela Rádio América (91,1). Todos os domingos a igreja estará aberta para Celebrações da Palavra e outras atividades religiosas às 8h da manhã.

Desta vez, a comunidade reuniu-se para cortar mato, fazer limpeza, aplainar o entorno, afugentar os pássaros que nela fizeram ninhos e com a ajuda dos bombeiros mandar para bem longe os marimbondos que não permitiam a aproximação dos fiéis e visitantes. O resultado deixou a todos felizes e a retomada da vida da comunidade é um alento de fé para todos.

Pe. Ricardo Passamani, atual administrador paroquial, lembrou que durante a permanência de pe. Hugo Pereira de Souza na paróquia, algumas atividades foram realizadas ali, mas com a saída dele e a pandemia a igreja voltou a fechar. Pe. Ricardo falou ainda sobre a importância da retomada e da valorização do local, visto que a igreja é uma das mais antigas do Espírito Santo (Sec. XVI) e lembrou que foi ali que São José de Anchieta realizou seu primeiro milagre (milagre do pato). Existe intenção de revitalizar o local e, a Prefeitura de Serra, que colaborou com a limpeza para a reabertura, promete apoio cultural com destaque para os ciclistas que passam na região em direção a Queimados, outro patrimônio histórico no município.

História na lembrança dos moradores

O patrimônio histórico São João Batista, tombado desde 1984 pelo Conselho Estadual de Cultura, na lembrança da comunidade, conforme relato de Romério de Mello Santana, ministro da Palavra na paróquia Sto. André, mantém viva a história desde o restauro feito em 1996, realizado com o apoio da Vale e da PMS, Prefeitura Municipal de Serra. Na ocasião, apesar do restauro as práticas religiosas não aconteceram, mas tempos depois Sinvaldo Vieira de Menezes, membro da comunidade, tomou para a si a responsabilidade dos cuidados com limpeza e arrumação e assim foram retomadas as atividades religiosas e as festas de São João Batista e de São José de Anchieta até 2019.

Com a saúde de Sinvaldo enfraquecida e a diminuição da frequência da comunidade, mais uma vez as atividades foram interrompidas. Mas em março de 2021, Sinvaldo entregou as chaves da igreja para Geraldo da Silva, também membro da comunidade para que ele assumisse os cuidados com o espaço. Geraldo, então, formou um grupo e juntos eles resolveram limpar o local e retomar as atividades religiosas. Com isso acontece também a valorização do patrimônio histórico.

Milagre do pato

Em 1569, José de Anchieta auxiliava pe. Braz Lourenço nos trabalhos de catequese. Foi nessa época que aconteceu o milagre narrado por Romério: “Durante os festejos na Igreja, vários cavaleiros disputavam um pato, ficando com o mesmo aquele que tirasse na contenda o primeiro lugar. Contudo houve um empate, e ninguém definia a quem o pato iria pertencer. Todos foram até o padre José de Anchieta que aceitou resolver a questão. Chamou a si um menino de cinco anos de idade, mudo de nascimento e conhecido de todos, e definiu que o menino era quem iria resolver a questão. Todos ficaram admirados, quando de repente o menino pronunciou as palavras: – ‘O pato é meu e vou levá-lo para a minha mãe.

Todos então perceberam que era a resolução de Deus e aclamaram as virtudes do padre José, e foi-se o menino embora, com o pato e a fala para casa’”.

Participe da retomada de missas e visite o patrimônio histórico São João Batista em Carapina.

Sábado, 3 de julho às 11h

Av. Alpheu Ribeiro, 380 – Carapina Grande, Serra – ES

Uma ação de violência aconteceu dentro da Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, na noite desta quarta-feira (30). Segundo informações

Uma ação de violência aconteceu dentro da Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, na noite desta quarta-feira (30).

Segundo informações iniciais uma sacristã estava preparando a Igreja para a Celebração Eucarística, que aconteceria às 19h30, quando um homem pediu para usar o banheiro. Ao entrar no templo ele percebeu que não tinha ninguém e quando ela disse que não podia acessar alguns locais, o criminoso que estava com uma garrafa térmica na mão, começou a golpeá-la com o objeto.

A fiel foi atingida de forma superficial na cabeça e no rosto, porém alguns cortes foram na área do supercílio o que sangrou muito, deixando a Igreja toda suja de sangue.

Sem condições emocionais e físicas a missa foi cancelada e a Igreja foi limpa. A fiel que foi agredida foi levada ao hospital para receber atendimento médico e passa bem. A Polícia Militar está acompanhando o caso e buscas estão sendo feitas para encontrar o suspeito.

Confira a nota divulgada pela paróquia:

A Paróquia N. Sra das Gracas informa aos paroquianos que o cancelamento da Santa Missa de hoje (30/06), às 19h30, foi necessário em respeito à sacristã ter sofrido uma tentativa de assalto quando preparava a igreja para a Celebração Eucarística. Ela está bem, ja recebeu assistência médica, mas em respeito à equipe de serviço, muito abalada com o ocorrido, foi necessário o cancelamento. Pedimos a compreensão de todos e oração por nossa igreja e equipes.

Anexos

Faleceu hoje Ir. Cecília, Carmelita que morava e faleceu no Carmelo de Nazaré em Cariacica de parada cardiorrespiratória, aos 87 anos. Maria Cecília do

Faleceu hoje Ir. Cecília, Carmelita que morava e faleceu no Carmelo de Nazaré em Cariacica de parada cardiorrespiratória, aos 87 anos. Maria Cecília do Coração Eucarístico era seu nome religiosos, natural do Rio de Janeiro e integrou a primeira comunidade do Carmelo de Cariacica, vindo de Petrópolis.

O enterro será amanhã após missa de corpo presente às 10h. A cerimônia será restrita à comunidade e familiares que chegarão hoje do Rio de Janeiro.

A Arquidiocese de Vitória solidariza-se com a comunidade e familiares de ir. Cecília e une-se em oração neste momento na esperança e fé.

 

Natural de Campos, no Rio de Janeiro, o mais velho de uma família de 4 irmãos e filho de Leandro Calil Mascalubo e Samara

Natural de Campos, no Rio de Janeiro, o mais velho de uma família de 4 irmãos e filho de Leandro Calil Mascalubo e Samara Calil Mascalubo, é o diácono transitório da Arquidiocese de Vitória, Daniel Calil Mascalubo, de 29 anos, que será ordenado padre no dia 21 de agosto, às 18h, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na Praia de Itaparica, Vila Velha.

A trajetória do diácono Daniel começa antes de sua chegada a Vitória. Ele destaca que seus pais sempre foram comerciantes na cidade de Campos e e ele cresceu nesse meio com eles. Estudando desde a infância na escola católica “Centro Educacional São Geraldo” na sua cidade natal, diácono Daniel conta que ali foi um local de grande importância no seu caminho vocacional, porque é um colégio regido por padres e freiras e lá que ele teve um contato com a Fé de forma muito particular.

“Foi um local onde tive catequese, fui formado em ensino religioso e lá então eu desenvolvi a vida de comunidade, com o trabalho no grupo jovens, comecei a fazer as leituras na missa, depois passei a ajudar no altar e fui ficando mais adolescente e tendo mais compromissos e responsabilidades com a comunidade local. Nesse movimento eu percebendo que a vida do padre podia ser minha vida e eu achei aquilo o máximo e eu fui me aproximando e me entendendo que poderia um dia estar ali naquele lugar”.

O Ensino Fundamental foi um período foi muito importante, que o diácono Daniel considera que foi o primeiro amor, pois ele precisou retornar ao colégio para entender o chamado: “eu estudava no colégio e tive as boas experiências com os padres e com a educação católica. Foi aí que participei das primeiras missas também e como criança mexia muito quando a gente cantava para Nossa Senhora, quando fazia alguma apresentação, principalmente no mês mariano”.

Mas foi quando a família se mudou para o interior de Campos, que ele conheceu a comunidade de Vila Nova, onde é a residência própria dos seus pais, e o local onde ele desenvolveu diversos trabalhos. “Quando eu fui me entendendo pela vida de comunidade e chamado ao sacerdócio eu senti saudade do colégio, então comecei a voltar ao colégio para visitar a paróquia, visitar o convento das irmãs que muitas eram professoras e deram aula para mim, comecei a visitar o padre. E o padre José Gualandi, de Campos, foi o primeiro padre que ouviu da minha boca que eu queria ser um sacerdote. E ele está comigo na minha caminhada inteira e vai ser um dos padrinhos da minha ordenação. Ele que vai me vestir com as vestes sacerdotais”, detalha o diácono Daniel.

Neste tempo ele fez sua caminhada vocacional na Diocese de Campos, estudou a Filosofia. Depois deu aula na prefeitura, fez estágio de licenciatura e veio para Vitória após uma experiência de intercâmbio com um grupo de jovens da paróquia Santana, em Cariacica. Ao visitar Vitória ele gostou muito da cidade e realidade local e desejou fazer uma nova experiência. Conversando com padre Jorge Campos, que já era reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, diácono Daniel foi acolhido para iniciar seu processo vocacional no ano de 2014.

“Padre Jorge marcou uma visita e eu fui para Vitória e fomos conversando, fazendo o trabalho de conhecimento mútuo e ao final deu-se a oportunidade de continuar e eu abracei. Na verdade Campos já acolheu alguns seminaristas de Vitória, então essa relação não é muito estranha. Até porque entre a capital Rio de Janeiro e Vitória, a capital do Espírito Santo é muito mais próxima para nós do que Rio de Janeiro. Então no verão por exemplo, para ir às praias os moradores de Campos não vão para a Região dos Lagos e sim para Guarapari. Essa relação interestadual acontece além da Igreja, só que no meu caso eu acho que fui o primeiro seminarista que saiu de Campos para estudar em Vitória”.

Aqui em Vitória, diácono Daniel conta que ouve uma maturidade muito grande até da própria personalidade, porque ele já estava mais adulto e consequentemente entrou para o seminário para realizar a sua vocação: “então meu propósito era fazer o melhor possível, me formar da melhor forma possível, para ser o melhor padre possível. Isso foi esforço humano e o que dependia de mim eu fiz o máximo para fazer bem feito. Seu eu falhei, se eu errei isso é normal. Qual ser humano não erra? Mas me dediquei ao máximo. E chegamos né?! Fomos recebendo os ministérios, chegando neste período. Então teve a ordenação diaconal, as missões e agora a ordenação presbiteral”.

Padre Jorge Campos, e padre Robson Lemos foram padrinhos na sua ordenação diaconal, por terem ligação direta na trajetória vocacional de Daniel. Em Vitória, ainda como seminarista, ele trabalhou em estágio com padre Ivo Amorim, na paróquia São José, em Maruípe e nos últimos dois anos trabalhou com padre Hiller Stefanon, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, e inclusive este será o local de sua ordenação sacerdotal e padre Hiller também será seu padrinho. Os detalhes da cerimônia ainda serão definidos na primeira semana de julho, mas ele adianta que a ideia é fazer no templo novo, pois é bem grande, para que se tenha um bom acolhimento respeitando os protocolos.

Sobre o seu sentimento agora que está prestes a ser tornar um padre, Daniel Calil afirma estar feliz e realizado, pois esta é a felicidade de uma escolha e a realização de uma vida. Nesta terça-feira (29) ele estará retornado do Pará junto dos doutros diáconos transitórios, mas ele destaca que uma coisa que esta missão o ajudou a entender é que o importante não é fazer muitas coisas e sim ser alguém!

“E eu acho que o padre tem que ser padre, pai, irmão, amigo, conselheiro, tem que ser o suporte que o fiel está precisando e não estar só se movimentando com eventos ou atividades. O ser do padre é mais importante do que o fazer e a minha expectativa para o sacerdócio é tentar ser um bom sacerdote naquilo que precisar, se for na paróquia ou em outra área da Arquidiocese, mas tentar fazer o melhor que puder”, finaliza o diácono.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é celebrada hoje em todo mundo. A devoção a este título de Maria começou a ser propagada em 1870

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é celebrada hoje em todo mundo. A devoção a este título de Maria começou a ser propagada em 1870 ela é representada por um ícone milagroso: uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Na imagem, Nossa Senhora carrega no colo o Menino Jesus, que observa dois anjos lhe mostrando os elementos da sua paixão: uma cruz e lanças. Nessa simbologia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título de homenagem e agradecimento à atenção constante e perpétua da mãe de Jesus para com todos os filhos e filhas de Deus. Perpétuo Socorro significa socorro eterno, em que a mãe nunca esquece ou abandona os seus filhos.

Na Praia da Costa, em Vila Velha, existe uma paróquia dedicada a esta padroeira. Está localizada na Rua São Paulo, S/N, esquina com a rua 15 de Novembro, S/N. A história dessa paróquia começa em 1968 a partir da reunião semanal de mulheres que faziam tricô e tomavam chá, lideradas por Irlanda Soneghet. Elas se reuniam semanalmente para também ajudar aos necessitados. Incentivadas por Frei Firmino Matucheb, elas firmaram uma comunidade em cartório, nascendo a Comunidade Ecumênica da Praia da Costa.

A imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, foi um presente do fiel Jorge Amon, que trouxe a imagem do Líbano, e passou a participar das reuniões da comunidade. No início ela fazia parte de uma das 30 comunidades da paróquia franciscana Nossa Senhora do Rosário, no Centro de Vila Velha e a celebração eucarística acontecia uma vez por mês. Os leigos precisavam realizar a maior parte das atividades. Logo foram criadas as pastorais como a Catequese, Liturgia e Batismo.

Em 1978, o bispo D. João Batista celebrou uma missa no local da comunidade, e sugeriu que o nome fosse modificado para Comunidade Cristã. Quinze anos depois, em 1993, ela se tornou comunidade católica, se integrando a Mitra Arquidiocesana de Vitória, em 1998. Desde o início, muitos movimentos religiosos se organizaram na comunidade.

Criada em 2008 pelo Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, a paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deixou de pertencer ao território franciscano da paróquia Nossa Senhora do Rosário e se tornou independente, agrupando duas comunidades: a Santo Antônio, criada em 1995, na região da Praia da Costa e a Santa Luzia que surgiu em 1999, na Praia do Ribeiro. Padre Renato Criste foi o primeiro pároco e ficou à frente da paróquia até 2012. O atual pároco é padre Anderson Gomes que está responsável por esta Igreja particular desde 2013.

Nos últimos dias foram realizadas diversas atividades para celebrar a festa da padroeira que neste ano tem como tema: “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, socorrei-nos sem demora”. Desde quinta-feira (24) foram realizados terços, missas e palestras com padres, religiosos e convidados da Arquidiocese.

Hoje é o encerramento e às 11h acontece uma missa presidida pelo pároco, padre Anderson Gomes. Às 19h30, Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória, preside a missa solene.  Os fiéis que fizeram agendamento poderão participar presencialmente e serão realizadas transmissões ao vivo pelo Facebook e Youtube da Paróquia e Facebook e Youtube do padre Anderson Gomes.