
Na reflexão deste 4º dia do oitavário da 452ª Festa da Penha, Frei Alessandro Dias, da Fraternidade do Convento da Penha, explicou o tema escolhido para hoje (20) ‘Saúde da Fé’. Ele explicou que a Fé do cristão precisa ser enraizada e muitas vezes se essa Fé não for vivida de forma madura, ela pode nos adoecer. Inclusive ele citou a presença de Dom Dario nesta manhã no Pronto Atendimento de Alto Lage, em Cariacica, onde a imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha fez uma visita aos trabalhadores. Neste ano o tema principal da Festa da Penha é “Saúde dos Enfermos, rogai por nós”.
“Ali é uma região muito sofrida do povo de Cariacica, o PA tem uma demanda muito grande, muitas pessoas precisam de saúde. E naquele hospital muitas vezes lotado, tem muita gente trabalhando incansavelmente porque sempre tem movimento e que hoje tiveram a alegria de ter a presença da imagem peregrina de Nossa Senhora. O povo ficou tão feliz, os agentes de saúde. A presença singela da imagem de Nossa Senhora. A imagem de Nossa Senhora não é mágica, é um ícone. É uma imagem que nos lembra de Maria, mãe de Jesus que intercede por nós. E olha como é importante uma Fé madura”, afirmou o frei.

Crianças vestidas de anjos e homens colabores do Convento finalizaram as homenagens deste primeiro momento. Com a presidência do padre Alexandre Ferreira, Administrador paroquial da paroquia São José, de Guarapari, a Área Benevente da Arquidiocese de Vitória animou a Celebração Eucarística. Estiveram presentes seminaristas, diáconos e padres representando as paróquias da área.
Padre Rafael Martins, pároco da paróquia São Pedro, em Muquiçaba, fez a homilia e começou sua reflexão cantando a música Maria de Nazaré junto com todo o povo que lotou o Campinho do Convento. Ele destacou a Fé do povo, a Fé na Virgem Maria que traz até nós o salvador. Falou sobre a saudade de estarmos reunidos, os dois anos de pandemia, 2 anos de desespero, 2 anos de angústia, 2 anos de tristeza e da alegria de neste ano estarmos manifestando nossa Fé no Deus Salvador e na Virgem Maria presencialmente.
“E a liturgia de hoje nos mostra exatamente isso, em quem nós estamos depositando nossa Fé, quem estamos escutando. Este evento da Paixão do Senhor foi grandioso para a época, porque um homem inocente que não tinha pecado, o homem que fez o bem, anunciou o Reino de Deus e foi crucificado e quantas vezes nós queremos fazer o bem e somos crucificados, apedrejados”.
O sacerdote chamou a atenção de que as pessoas só vão reconhecer Jesus quando abrirem o seu coração para a Palavra de Deus e ver a Eucaristia. “Porque antigamente era assim, as pessoas vinham para Igreja e mesmo se a as pessoas não comungassem elas falavam assim: ‘você viu a hóstia’? Ou seja, elas viam Jesus e hoje quantas pessoas não querem ver mais Jesus? E quantas pessoas que estão perdidas nesse mundo? E nós somos chamados a sermos testemunhas do reino, testemunhas de Jesus Cristo”.

Enquanto era aplaudido pelos presentes padre Rafael também afirmou: “se você não reza, se você não lê as sagradas escrituras a sua Fé é morta, é uma Fé vazia, uma Fé que não vai te levar a nada, sua vida não tem sentido se você não abrir seu coração à palavra de Deus, para adorar Jesus no altar. Sua vida não tem sentido e sua morte será em vão. Meu irmão e minha irmã é por isso que quando o discípulo subiu ao templo e curou aquele coxo qual foi o nome que eles usaram? ‘Eu não tenho ouro, nem prata, mas o que eu tenho te dou: Jesus de Nazaré, seja curado. Por isso o nome de Jesus quando é proclamado com Fé cura, liberta, salva, e nos leva a salvação, nos leva a luz”.

Antes de finalizar padre Rafael ainda citou que o Campinho do Convento estava até cheio e poderia estar muito mais, porém muitas pessoas trabalham. “Mas quantas pessoas não querem mais saber de rezar, não querem saber mais de Jesus Cristo, não querem saber mais de Deus? Meu irmão e minha irmã é Cristo que nos chama, é Cristo que caminha conosco. Olha o que nós vivemos nestes dois anos. Quantas pessoas que você perdeu na vida? Quantos conhecidos? Quantos parentes você perdeu? As vezes até você ficou entre a vida e a morte e hoje está aqui para agradecer”. A homilia foi finalizada com a música ‘Jesus, neste nome há poder’.
Na homenagem à Nossa Senhora da Penha prestada pela Área Benevente – que compreende os municípios de Guarapari, Anchieta e Alfredo Chaves – foi lido um texto falando sobre a história entre São José de Anchieta, Frei Pedro Palácios e Nossa Senhora. As relíquias de São José de Anchieta, padroeiro da área, foram levados ao altar enquanto foi entoado um canto baseado em seus versos “A ALEGRIA DA MÃE NA RESSURREIÇÃO DO FILHO”. Dois homens representaram um padre e São José de Anchieta e uma criança representou um índio no meio dos fiéis.
Amanhã 7h, 9h e 11h tem missa no Campinho; às 10h acontece o plantio da muda de uma árvore em homenagem aos profissionais da área da saúde e da ciência na subida do Convento da Penha; às 14h tem o Programa Salve Mãe das Alegrias; às 15h30, o Devocional oitavário; às 16h, a Missa do 5º dia oitavário com a Área Pastoral Serra-Fundão e às 19h30, apresentação cultural da Banda Big Beatles com participação do Padre Anderson Gomes.
Reveja a homenagem:
Anexos
- Homenagem Área Benevente (20 MB)

O terceiro dia do oitavário da Festa da Penha 2022 refletiu sobre a saúde emocional. Atualmente quantas pessoas sofrem mais com doenças da alma do que no corpo? O pedido deste dia é para que a mãe da Penha, Saúde dos Enfermos, venha ao encontro dos seus filhos necessitados. A Imagem de Nossa Senhora da Penha foi levada ao altar carregada por profissionais da saúde, os confrades do Convento e os ministros da Área Cariacica/Viana – que animou a liturgia da missa da tarde de hoje (19).
A Área Cariacica/Viana esteve representada por suas 18 paróquias: Nossa Senhora da Conceição, Mãe da Divina Misericórdia e Santa Clara de Assis, do município de Viana. E Nossa Senhora da Penha, Virgem Maria, Maria Mãe da Igreja, Bom Pastor, Bom Jesus, Cristo Rei, Sagrada Família, Sagrado Coração de Jesus, Santa Ana, São João Batista, Jesus Libertador, Santa Maria Goretti, Santíssima Trindade, São Francisco de Assis (Porto de Santana) e São Francisco de Assis (Ceasa).
O presidente da Celebração Eucarística foi padre Rodrigo Costa Silva, da Paróquia Sagrada Família, no Bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica. A homilia foi conduzida pelo padre Vitor Cesar Noronha, do Santuário Bom Pastor. A equipe de música foi composta por membros do Santuário Bom Pastor, em Campo Grande e da Paróquia Santíssima Trindade, em Vila Capixaba. Marta da Paróquia Cristo Rei (Campo Verde) foi a animadora e Rosângela da Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Itaquari) fez a primeira leitura. O Campinho do Convento esteve mais um dia repleto de fieis.
O sacerdote também destacou que Jesus foi violentado e não morreu a de um acidente ou uma doença qualquer e que as mulheres têm grande importância: “Jesus foi perseguido num complô terrível dos poderes políticos, religiosos, econômicos, imperial e os subordinados a ele, os judeus e aqueles que eram seus seguidores, depois da crucificação, estavam com muito medo, estavam fechados, haviam perdido a esperança. Maria Madalena foi aquela mulher que se levantou e correndo o risco de morte, ela sim estava na porta do tumulo. Sabemos que as mulheres têm papel central na história da salvação. A salvação entrou no mundo por uma mulher, Maria Santíssima a qual dedicamos essa festa”.
Sob aplausos e manifestações dos fiéis que estavam no Campinho, padre Vitor finalizou sua homilia fazendo uma crítica sobre os sinais de morte de vemos nos dias de hoje. Falou sobre o o veto do Governo Federal à distribuição de absorventes para as meninas pobres e em contrapartida o dinheiro público utilizado para compra de itens polêmicos para as Forças Armadas. O padre também criticou o armamento afirmando que somos todos irmãos, uma só família em torno de Deus que é Pai, uma só mesa da Eucaristia e que os cristãos devem fazer a partir da força do Ressuscitado um mundo de iguais.
Na homenagem foi lido um texto falando de “Maria, Mãe das Missões”. Enquanto isso entraram 03 pessoas, vindo da Capela no meio do povo, segurando o Terço missionário simbolizando os continentes enquanto entoava-se o Canto: ‘Maria, Mãe Missionária’ por Jonny Mendes e Elaine. O momento – que teve a participação da Legião de Maria da Paróquia Santíssima Trindade – encerrou-se com a oração da Salve Rainha.


“E partindo então alegres elas se encontram com o autor da felicidade, a alegria em pessoa o próprio Jesus e nosso Senhor. A primeira ordem de Jesus é de se alegrar, apesar de tudo aquilo que ele passou. Se alegrem, porque ele está no meio de nós. E alegrando-se no Senhor nós não temos mais medo. Esse é o ímpeto que o Senhor nos coloca nesta Festa da Penha ‘Alegrai-vos e não tenham medo. Eu sou a saúde dos enfermos’. Essa confiança no Senhor nós precisamos ter porque o tempo pascal constantemente nos projetará no coração uma alegria que vai para além deste mundo”, afirmou o sacerdote.
Ainda em sua homilia ele destacou que nessa Festa da Penha saudemos nossa mãe, saúde dos enfermos, para que ela cure do nosso coração de tudo aquilo que nos afasta de Jesus e que apesar de termos vivido um longo período de medo (com a pandemia de Covid-19) possamos correr alegres para festejar e cantar os seus louvores.
Ao final da missa a Área Serrana prestou uma homenagem à padroeira do Espírito Santo com jovens que subiram ao altar, com trajes típicos da cultura alemã e cada um levou um dos símbolos da região (água, mudas nativas, enxada, verduras e frutas, flores, cruz e terço) representando a importância de cuidar da saúde do corpo, zelando por este templo do Espírito Santo com sabedoria e educação.



















































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