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No próximo mês de abril de 2023, a Arquidiocese de Vitória inicia uma nova etapa do Projeto Formando Discípulos Missionários de Jesus. Para esta

No próximo mês de abril de 2023, a Arquidiocese de Vitória inicia uma nova etapa do Projeto Formando Discípulos Missionários de Jesus.

Para esta etapa a proposta é de reflexão/oracional relacionando as constituições dogmáticas promulgadas pelo Concílio Vaticano II (Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium, Dei Verbum e Gaudium et Spes). O estudo e oração acontecerão nos mesmos moldes da primeira etapa, ou seja, um caderno que oferece os conteúdos, propõe, também um esquema de oração a ser seguido para facilitar a compreensão.

Todas as comunidades receberão o material e deverão usá-lo com as lideranças por ocasião de reuniões e encontros de comunidade, paroquiais ou de área pastoral.

Na terça-feira, 28 de março às 19h30, acontece uma live com dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, para explicar o Projeto. A live pode ser acompanhada pelo canal do YouTube da Arquidiocese de Vitória (clique e participe).

Participe!

O Projeto Formando Discípulos Missionários de Jesus, foi lançado por dom Andherson Franklin, no segundo semestre de 2022 e tinha como fundamento três parábolas evangélicas: Samaritana, Filho Pródigo e Zaqueu. Todos os textos foram produzidos por dom Franklin. Para esta segunda etapa os textos terão a colaboração de alguns padres da Arquidiocese. O primeiro que é sobre a Lumen Gentium foi produzido pelo padre Ivo Amorim, vigário geral da Arquidiocese de Vitória.

Convocado pela Dicastério para a Cultura e Educação, estão reunidos em Roma os participantes do Minerva Dialogues. O Papa Francisco, recebeu-os em audiência e
Convocado pela Dicastério para a Cultura e Educação, estão reunidos em Roma os participantes do Minerva Dialogues. O Papa Francisco, recebeu-os em audiência e mais uma vez explicitou com clareza seu pensamento sobre a Comunicação e disse: “O imenso crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano em termos de responsabilidade, valores e consciência”. A matéria está publicada no site vaticannews.
Pensemos nos inúmeros avanços nos campos da medicina, engenharia e comunicações. E enquanto reconhecemos os benefícios da ciência e da tecnologia, vemos neles uma prova da criatividade do ser humano e da nobreza de sua vocação para participar responsavelmente da ação criativa de Deus: disse o Papa Francisco ao receber em audiência esta segunda-feira, 27 de março, os participantes dos Minerva Dialogues, promovidos pelo Dicastério para a Cultura e a Educação
O valor fundamental que devemos reconhecer e promover é o da dignidade da pessoa humana. Convido-vos, portanto, em vossas deliberações, a fazer da dignidade intrínseca de cada homem e de cada mulher o critério-chave na avaliação das tecnologias emergentes, que revelam sua positividade ética na medida em que ajudam a manifestar essa dignidade e aumentam sua expressão, em todos os níveis da vida humana.

Foi o que disse o Papa ao receber em audiência na manhã desta segunda-feira, 27 de março, na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes dos Minerva Dialogues, promovidos pelo Dicastério para a Cultura e a Educação.

Que a tecnologia seja centrada no homem

Ao dar as boas-vindas aos participantes dos Minerva Dialogues, um grupo de cerca de 30 pessoas, reunidos em Roma para seu encontro anual, Francisco ressaltou que este  convoca especialistas do mundo da tecnologia – cientistas, engenheiros, empresários, juristas e filósofos – juntamente com representantes da Igreja – oficiais de Cúria, teólogos e moralistas -, com o objetivo de promover uma maior consciência e consideração do impacto social e cultural das tecnologias digitais, em particular da inteligência artificial.

Estou convencido de que o diálogo entre crentes e não crentes sobre as questões fundamentais da ética, ciência e da arte, e sobre a busca do sentido da vida, é um caminho para a construção da paz e do desenvolvimento humano integral.

Nesta perspectiva, continuou o Santo Padre, considero que o desenvolvimento da inteligência artificial e da aprendizagem da máquina tem o potencial de dar uma contribuição benéfica para o futuro da humanidade. Estou certo, entretanto, de que este potencial só será realizado se houver uma vontade coerente por parte daqueles que desenvolvem as tecnologias para agir de forma ética e responsável. Conforta, nesse sentido, prosseguiu o Pontífice, o compromisso de tantos que trabalham nestes campos para garantir que a tecnologia seja centrada no homem, fundamentada em bases éticas na progetação e orientada para o bem.

Tecnologias contribuam para deixar um mundo melhor

Francisco disse saudar os esforços das organizações internacionais para regular essas tecnologias de modo que elas promovam um progresso genuíno, ou seja, contribuam para deixar um mundo melhor e uma qualidade de vida integralmente superior.

O imenso crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano em termos de responsabilidade, valores e consciência”, observou Francisco. Além disso, “o mundo de hoje é caracterizado por uma grande pluralidade de sistemas políticos, culturas, tradições, concepções filosóficas e éticas e crenças religiosas. As discussões são cada vez mais polarizadas e, na ausência de confiança e de uma visão compartilhada do que torna a vida digna, os debates públicos correm o risco de ser polêmicos e inconclusivos”.

Tecnologias digitais e aumento das desigualdades no mundo

Preocupa-me o fato que os dados até agora levantados pareçam sugerir que as tecnologias digitais têm servido para aumentar as desigualdades no mundo. Não apenas diferenças na riqueza material, que são importantes, mas também diferenças no acesso à influência política e social. Perguntamos: nossas instituições nacionais e internacionais são capazes de responsabilizar as empresas de tecnologia pelo impacto social e cultural de seus produtos? Existe o risco de que a crescente desigualdade possa minar nosso senso de solidariedade humana e social? Poderíamos perder nosso senso de destino compartilhado? Na realidade, nosso objetivo é que o crescimento da inovação científica e tecnológica seja acompanhado por uma maior igualdade e inclusão social.

Francisco continuou sua abordagem ressaltando que este problema da desigualdade pode ser agravado por uma falsa concepção de meritocracia que mina a noção de dignidade humana. O reconhecimento e a recompensa do mérito e do esforço humanos têm uma base, mas existe o risco de conceber a vantagem econômica de uns poucos como conquistada ou merecida, enquanto a pobreza de muitos é vista, em certo sentido, como culpa deles. Esta abordagem subestima as desigualdades iniciais entre as pessoas em termos de riqueza, oportunidades educacionais e laços sociais, e trata o privilégio e a vantagem como conquistas pessoais. Consequentemente – em termos esquemáticos – se a pobreza é culpa dos pobres, os ricos estão isentos de fazer algo a respeito.

Inteligência artificial e tecnologias a serviço do homem

Francisco concluiu reafirmando a convicção de que somente formas verdadeiramente inclusivas de diálogo podem permitir discernir sabiamente como colocar a inteligência artificial e as tecnologias digitais a serviço da família humana.

Celebramos, neste sábado (25), a Solenidade da Anunciação do Senhor, em Missa presidida pelo Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Andherson Franklin Lustoza, e

Celebramos, neste sábado (25), a Solenidade da Anunciação do Senhor, em Missa presidida pelo Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Andherson Franklin Lustoza, e concelebrada pelo Padre Jorge Campos Ramos, reitor de nosso Seminário e vigário-geral de nossa Arquidiocese.

A ocasião foi marcada pela comemoração do aniversário de ordenação presbiteral de Dom Andherson e Padre Jorge, ambos ordenados neste mesmo dia.

Dom Andherson formou-se no Seminário São João Maria Vianney, é Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, e foi ordenado Presbítero em Cachoeiro de Itapemirim – ES, por Dom Luiz Mancilha Vilela (à época, Bispo daquela Diocese), no dia 25 de março de 2000. Sua Ordenação Episcopal ocorreu em 19 de fevereiro, na Catedral de São Pedro, em Cachoeiro.

Já Padre Jorge formou-se em nossa Arquidiocese, e em 25 de março do mesmo ano, na cidade de Afonso Cláudio (ES), foi ordenado presbítero, pela imposição das mãos de Dom Hélio Adelar Rubert (à época, Bispo Auxiliar de Vitória).

Rezemos, sempre mais, para que a Virgem da Penha os auxilie sempre em seus ofícios, dando-lhes, a cada dia, novo alento para guiar o rebanho de Deus a eles confiado.

 

O Papa Francisco escreveu uma carta que foi enviada à Conferência da Água, uma iniciativa da ONU, Organização das Nações Unidas, que acontece até
O Papa Francisco escreveu uma carta que foi enviada à Conferência da Água, uma iniciativa da ONU, Organização das Nações Unidas, que acontece até hoje,  24 de março em Nova York. Veja a publicação do site vaticannews.
Para demostrar sua preocupação e proximidade, e como agradecimento pela iniciativa do evento, o Papa Francisco escreve uma carta aos organizadores da Conferência da Água.
A Conferência da água da Organização das Nações Unidas está acontecendo em Nova York, de 22 a 24 de março, com o objetivo de levantar os pontos para o desenvolvimento da agenda de compromissos na busca de um desenvolvimento sustentável, incluindo os que estão presentes na Agenda 2030.

O Pontífice ainda recordou o longo tempo transcorrido desde a instauração do Dia Mundial da Água – há trinta anos atrás – ressaltando que “os dados sobre o acesso a esse recurso indispensável, as consequências das mudanças climáticas, as crescentes desigualdades, entre outras questões, são preocupantes e trágicas”. Sendo de conhecimento dos participantes do evento, Francisco apela: “devemos unir esforços, envolvendo toda a comunidade internacional no trabalho conjunto e na criação de consensos que permitam o desenvolvimento integral da humanidade.”

Ao final, na carta datada em 14 de março, Francisco reafirma a esperança de que a Conferência seja o início, de fato, de um conjunto de atores que garantam o acesso a este recurso natural universal, o Papa agradece e incentiva: “Não podemos temer o debate, devemos crescer com ele, por nós e pelas gerações futuras.” E, como de costume, conclui pedindo orações.

A Festa da Penha 2023, maior festa religiosa do Estado e uma das maiores festas Marianas do Brasil, começa no Domingo de Páscoa (09

A Festa da Penha 2023, maior festa religiosa do Estado e uma das maiores festas Marianas do Brasil, começa no Domingo de Páscoa (09 de abril) e vai até a segunda-feira (17 de abril), dia da Padroeira do Espírito Santo. Uma tradição que marca o fechamento dos festejos há muitos anos são os conhecidos shows que acontecem após a missa de encerramento da Festa na Prainha, geralmente com a participação de artistas religiosos conhecidos nacionalmente.

Esses shows são realizados em parceria com a Prefeitura Municipal de Vila Velha – cidade onde está localizado o Convento da Penha – que sempre organizou a programação cultural durante a Festa.  Entre os anos de 2004 e 2008 houve uma ampla conversa entre a Comissão da Festa da Penha e a prefeitura para que a programação cultural e religiosa trabalhassem de maneira integrada para sanar conflitos de horários e estabelecer características de escolha de artistas mais favoráveis ao evento que é religioso.

Durante 22 anos (1996-2018) Maria da Luz Fernandes, Assessora de Imprensa do Arcebispo, fez parte da Comissão Organizadora da Festa da Penha e ela detalha que a prefeitura sempre foi uma parceira muito forte, da Festa da Penha, pois ela acontece ali, no território da cidade. Foram alguns anos de conversa entre todos os interessados para que os shows populares, que aconteciam paralelamente à Festa da Penha, passassem a ser religiosos e ela assegura que foi um diálogo longo, mas tranquilo.

Nesse período a Comissão da Festa, percebeu a necessidade de realizar alguns eventos em outro local, pois chegou um momento em que o Campinho do Convento não comportava mais o número de devotos, peregrinos e romeiros. Os momentos que aglomeravam mais pessoas no mesmo horário eram a Romaria dos Homens, das mulheres e o encerramento. A proposta que a prefeitura acolheu funciona até hoje.

Os últimos três dias da Festa da Penha acontecem em alguns momentos no Campinho do Convento e outros na Prainha, fazendo com a festa cultural/popular e religiosa se tornem uma única festa. A concentração da chegada das romarias e o encerramento permanece até hoje na Prainha e a prefeitura continua realizando outras atividades culturais em horários que não conflitem com as atividades religiosas.

“Podemos dizer para sintetizar a história dos shows na Festa da Penha que: a Igreja pega carona numa iniciativa que a prefeitura já fazia e passa a propor que a programação cultural inclua a religiosidade, com a concordância da prefeitura de que essa integração era mais coerente com a proposta da Festa de Nossa Senhora”, ressalta.

Com essa mudança os shows entraram como proposta de evangelização. “O sentido  de encerrar com show tinha a ver com o próprio sentido da Festa: celebrar as alegrias de Nossa Senhora pela ressurreição de seu filho. Afinal, a Festa da Penha é a Festa de Nossa Senhora das Alegrias. Então a Comissão entendia que o elemento alegria, elemento cultural, de show se encaixava bem, mas nem sempre o cantor que a prefeitura estava trazendo, se encaixava no perfil da Festa. Pegamos uma carona naquilo que a prefeitura já fazia e implementamos o caráter religioso”.

Um outro ponto que foi analisado para a realização dos shows é que a Festa da Penha ultrapassa os limites da Igreja e ela já é uma questão cultural. Sempre atraiu um público mais maduro, de pessoas adultas e idosas e o show era uma tentativa de trazer um público mais jovem. “Tem três elementos interessantes a considerar. Se você observar o movimento no dia da Festa, tem um público que vem para a missa de encerramento e fica para o show. Tem um público que vem para a missa e vai embora.  E tem um público que vem só para o show”.

Em relação à escolha do cantor religioso, era avaliado quem estava na mídia, que tinha proposta que fosse ao encontro com o que a festa propõe, mesmo não relacionando especificamente com o tema. Maria da Luz detalha que Dom João Braz que foi auxiliar do Arcebispo Metropolitano Dom Silvestre Scandian (1984 – 2004) se dedicou intensamente, deu um tom de seriedade à organização da Festa da Penha e colocou o foco na religiosidade.

“Porque a Festa da Penha tem o aspecto devocional, e a gente trabalhou muito isso na época que Dom João Braz era Bispo Auxiliar, em Vitória. Dom João levava a Comissão da Festa para Ponta Formosa durante uma semana para preparar tudo, era quase como um retiro de preparação e ali a gente decidia tudo: o tema, os subtemas da semana e onde as homilias iriam caminhar para que tudo estivesse em sintonia com a proposta que a Igreja estava trabalhando naquele ano. Porque a Festa da Penha vem na sequência da Páscoa, e a Páscoa é precedida pelo tema da  Campanha da Fraternidade. Então era uma reflexão em cima disso tudo para chegar nos nomes que viriam, que trariam propostas legais de complemento e que trouxessem um outro público, mais jovem, que gosta de música e de uma outra forma de evangelização”.

Os registros fotográficos disponíveis no Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória mostram padre Zezinho no Palco da Festa da Penha no ano de 1998. Depois disso existem registros de outros cantores no arquivo pessoal de Maria da Luz, com data a partir de 2008. Não existe um histórico exato de quantas vezes padre Zezinho veio participar da festa, mas é algo em torno de três ou quatro vezes e ele sempre atraía multidões de fieis e Maria da Luz revela uma curisiodade:

“Padre Zezinho durante toda a carreira de cantor fazia questão de dizer esta frase: ‘eu não sou um cantor, eu sou um padre e canto’. Quando ele era convidado para um evento que tinha missa ou uma celebração religiosa ele sempre participava desse evento concelebrando e ao final cantava”.

Outro cantor que participou mais de uma vez da Festa da Penha, foi padre Fábio de Melo. Inclusive antes de se tornar famoso e ser reconhecido no Brasil e no mundo. Confira abaixo um histórico das participações por ano.

2007 – Padre Fábio de Melo

2008 – Padre Zezinho

2009 – Padre Zezinho e os Cantores de Deus

2010 – Padre Fabio de Melo

2011 – Padre Reginaldo Manzotti

2012 – Padre Juarez

2013 – Cantores de Deus

2014 – Padre João Carlos

2015 – Padre Fábio de Melo

2016 – Comunidade Shalom com O Canto das Írias

2017 – Padre Anderson Gomes

2018 – Thiago Brado

2019 – Banda Adventus

2020 – Show com Ana Cíntia – Transmitido

2021 – Não teve (pandemia)

2022 – Fafá de Belém

Veja fotos da participação de Padre Zezinho em 1998

 

Veja fotos do arquivo a partir de 2007

A Área Pastoral de Vitória tem um novo coordenador: padre Vandaike Costa de Araújo, pároco Paróquia Santa Luzia, na Praia do Canto. A função

A Área Pastoral de Vitória tem um novo coordenador: padre Vandaike Costa de Araújo, pároco Paróquia Santa Luzia, na Praia do Canto.

A função que o presbítero vai exercer a partir de agora estão descritas no direito particular da Arquidiocese e entre elas estão: colaborar com o bispo, com o coordenador de pastoral e demais coordenadores de área na condução Pastoral Arquidiocesana; coordenar as reuniões de área e ser instrumento eficaz de comunhão entre os presbíteros, conselheiros, paróquias e CEB´s.

Seja bem-vindo em sua nova missão padre Vandaike! Que Deus o conduza! 

Toda a quarta-feira, o Papa faz uma audiência, na qual aborta temas importantes para a vivência da fé. Hoje, 22 de março, dando continuidade
Toda a quarta-feira, o Papa faz uma audiência, na qual aborta temas importantes para a vivência da fé. Hoje, 22 de março, dando continuidade à catequese sobre evangelização e disse: “devemos nos converter todos os dias, acolher a Palavra de Deus e mudar de vida: todos os dias. E assim se faz a evangelização do coração”.  Francisco disse ainda que “se a Igreja não evangeliza a si mesma permanece uma peça de museu.” A matéria está publicada no site vaticannews.va.
Você acredita verdadeiramente naquilo que anuncia? Vive aquilo em que acredita? Prega verdadeiramente aquilo que vive? Estas são três perguntas, feitas por São Paulo VI, que o Papa repropôs aos fiéis ao dar prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a evangelização.
Uma obra-prima, a “magna carta” da evangelização no mundo contemporâneo: assim o Papa definiu a a Exortação apostólica Evangelii Nuntiandi, de São Paulo VI, tema de sua catequese na Audiência Geral deste 22 de março.

Na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis, Francisco deu continuidade ao ciclo sobre o zelo apostólico, recordando que evangelizar não é uma mera transmissão doutrinal ou moral, mas o testemunho de um encontro pessoal com Jesus Cristo.

“Não se pode evangelizar sem testemunho”, recordou o Pontífice. A coerência é fundamental. A credibilidade não vem ao se proclamar uma doutrina ou uma ideologia.

“Uma pessoa é crível se há harmonia entre aquilo que crê e aquilo que vive: como crer e como viver. Muitos cristãos só dizem crer, mas vivem de outra coisa, como se não fossem. E isto é hipocrisia. O contrário do testemunho é a hipocrisia.”

O Papa então repropôs três perguntas contidas no documento de Paulo VI: você acredita verdadeiramente naquilo que anuncia? Vive aquilo em que acredita? Prega verdadeiramente aquilo que vive?

Para o Papa, não podemos contentar-nos com respostas fáceis, predefinidas. Somos chamados a aceitar até o risco desestabilizador da busca, confiando plenamente na ação do Espírito Santo que age em cada um de nós.

Uma peça de museu

A evangelização, prosseguiu, pressupõe um caminho de santidade. Aliás, a santidade é fulcral: sem a santidade, a evangelização corre o risco de ser vã e infecunda. “Palavras, palavras, palavras”, acrescentou o Francisco.

Da santidade, nasce o zelo pela evangelização, que, por sua vez, faz crescer cada um dos fiéis em santidade na medida em que, antes de levar o Evangelho aos outros, ele próprio se reconhece como seu destinatário.

Em outras palavras, devemos estar conscientes de que os destinatários da evangelização não são somente os outros, aqueles que professam outras crenças ou que não as professam, mas também nós mesmos, Povo de Deus.

“E devemos nos converter todos os dias, acolher a Palavra de Deus e mudar de vida: todos os dias. E assim se faz a evangelização do coração. (…) Para dar este testemunho, também a Igreja enquanto tal deve começar com a evangelização de si mesma. Se a Igreja não evangeliza a si mesma permanece uma peça de museu.”

Sem o Espírito Santo, a Igreja faz só propaganda

Uma Igreja que se evangeliza para evangelizar é uma Igreja que, guiada pelo Espírito Santo, é chamada a percorrer um caminho exigente, de contínua conversão e renovação. Isto implica também a capacidade de mudar os modos de compreender e viver a sua presença evangelizadora na história, evitando refugiar-se nos âmbitos protegidos da lógica do “sempre se fez assim”, uma mentalidade que o Papa definiu como “refúgios que adoecem a Igreja”. “A Igreja deve ir adiante, deve crescer continuamente, assim permanecerá jovem.”

Francisco então concluiu:

“A Igreja deve ser uma Igreja que dialoga com o mundo contemporâneo, que encontra todos os dias o Senhor e dialoga com o Senhor, e deixa entrar o Espírito Santo que é o protagonista da evangelização. Sem o Espírito Santo, nós podemos somente fazer propaganda da Igreja, não evangelizar. É o Espírito em nós que nos impulsiona para a evangelização e esta é a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.”

O Papa Francisco sempre atento e acompanhando o que acontece pelo mundo, rezou ontem, 19 de março após Angelus  pelas vítimas do terremoto no
O Papa Francisco sempre atento e acompanhando o que acontece pelo mundo, rezou ontem, 19 de março após Angelus  pelas vítimas do terremoto no Equador, pelo povo da Ucrânia. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

O Papa Francisco expressou neste domingo, na conclusão da oração do Angelus na Praça São Pedro, sua “proximidade” para com o povo do Equador após o terremoto que atingiu o país, causando pelo menos 14 mortes e grandes danos materiais, também no vizinho Peru.

“Caros irmãos e irmãs, ontem no Equador, um terremoto causou muitos feridos e ingentes danos. Sinto-me próximo ao povo equatoriano e lhes asseguro minhas orações pelos mortos e por todos aqueles que sofrem”, disse Francisco da janela do Palácio Apostólico.

O terremoto, que atingiu a região fronteiriça entre Equador e Peru, causou a morte de 14 pessoas no Equador: 12 na província de El Oro e outras duas em Azuay, ambas no sul do país.

O Peru também confirmou a morte de uma menina de quatro anos em seu território.

O terremoto de magnitude 6,5 na escala Richter ocorreu ao meio-dia de sábado com seu epicentro no Equador, mas também foi sentido na região norte peruana de Tumbes.

De acordo com as autoridades equatorianas, o terremoto deixou 381 pessoas feridas, muitas das quais foram evacuadas com o apoio do exército por via aérea.

Durante as saudações após a Oração do Angelus o Santo Padre recordou o dia dos pais que se celebra na Itália e em outros países.

“Hoje enviamos nossos melhores votos para todos os pais, que em São José eles encontrem o modelo, o apoio, o conforto para viver bem a paternidade”, disse o Papa Francisco, depois convidando para rezarem juntos o “Pai Nosso”.

Francisco também saudou os participantes da Maratona de Roma:

“Saúdo os participantes da Maratona de Roma, eu os parabenizo porque com o apoio da Athletica Vaticana fazem deste evento esportivo uma ocasião de solidariedade para com os mais pobres”.

O último pensamento com o sempre vai para o povo da Ucrânia:

“Não esqueçamos de rezar pelo martirizado povo ucraniano que continua a sofrer”.