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O Sínodo dos Bispos que acontece em 2023, começa agora com a etapa diocesana. O Papa Francisco incentivou a participação de todos e pediu

O Sínodo dos Bispos que acontece em 2023, começa agora com a etapa diocesana. O Papa Francisco incentivou a participação de todos e pediu que as Igrejas Particulares (dioceses) escutem: ““Encontrar, escutar, discernir”. Estas foram as três palavras expressas pelo Papa, quando abriu ontem, 10 de outubro de 2021, as etapas diocesanas. O Papa também deixou alguns questionamentos:  “Como estamos quanto à escuta? Como está «o ouvido» do nosso coração? Permitimos que as pessoas se expressem?. Na Arquidiocese de Vitória teremos informações a partir de 17 de outubro sobre como será o processo, na missa de abertura. Mas, para entender o que é Sínodo e como serão as etapas, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove, através da Equipe de Animação do Sínodo 2023, uma live no próximo dia 14 de outubro, das 19h30 às 20h45. O tema é “Por uma Igreja Sinodal”  e o foco é organização da etapa diocesana, com início previsto para a primeira quinzena deste mês. A transmissão poderá ser acompanhada nas redes oficiais da CNBB: Youtube e Facebook.

A  16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” acontece em outubro de 2023 como ponto culminante do processo de escutas diocesanas, nacionais e continentais.

De acordo  com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral de Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, padre Júlio César Resende a live terá o objetivo de formar e capacitar os coordenadores e animadores nas diversas dioceses para que possam conduzir o processo de escuta sinodal em cada uma das Igrejas Particulares.

Confira a programação da live:

19h30 – Oração inicial (Oração de Santo Isidoro de Sevilha)
19h32 – Palavra de boas-vindas – Mariana Venâncio
19h35 – A que se propõe o Sínodo 2023? (Ver + Julgar) – Dom Ricardo Hoepers
19h50 – Respostas às cinco perguntas dos participantes – Mariana Venâncio e padre João da Silva Mendonça Filho
20h10 – Agir: dez núcleos temáticos, etapas até 2023, o que compete à equipe diocesana de animação e como fazer o lançamento em diocese – padre Júlio César Resende
20h25 – Interação com os participantes – Mariana Venâncio e padre Mendonça
20h45 – Encerramento – irmã Teresinha Del’Acqua

Sínodo dos Bispos 2023

Convocado pelo Papa Francisco, o próximo sínodo terá como tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O processo inaugura uma nova metodologia de consulta que contará com diferentes fases, entre outubro de 2021 e outubro de 2023. A primeira é a fase diocesana, seguida de uma fase continental, as quais gerarão dois Instrumentum Laboris (instrumentos de trabalho) distintos, antes da fase definitiva em nível eclesial. Universal.

O Papa Francisco ressaltou durante a comemoração do 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, que “o Sínodo dos Bispos é o ponto de convergência do dinamismo da escuta recíproca no Espírito Santo, conduzida em todos os níveis da Igreja” Assim, a Secretaria do Sínodo pontua que a articulação das diferentes fases do processo sinodal possibilitará a escuta real do Povo de Deus e será garantida a participação de todos no processo sinodal: “Não é apenas um acontecimento, mas um processo que envolve em sinergia o Povo de Deus, o Colégio Episcopal e o Bispo de Roma, cada um segundo a sua função”.

Neste dia 19 de outubro a Arquidiocese de Vitória celebra os 30 anos da visita do Papa João Paulo II – hoje São João

Neste dia 19 de outubro a Arquidiocese de Vitória celebra os 30 anos da visita do Papa João Paulo II – hoje São João Paulo II – ao território de nossa Igreja particular e nossa capital. Para marcar esse momento histórico será realizada uma programação, em que o ponto alto será na terça-feira, dia 19, às 18h, com uma missa na Catedral Metropolitana de Vitória em Ação de Graças e comemoração por essa visita especial.

De acordo com padre Rodrigo Chagas, Coordenador de Liturgia da Arquidiocese de Vitória, essa programação se estende com a paróquia São Pedro Apóstolo, onde a Matriz é dedicada a São João Paulo II. A paróquia também se reúne para celebrar estes 30 anos uma vez que o Papa João Paulo II visitou a região de São Pedro, em Vitória, há 30 anos o que mudou a história do bairro após a sua visita, tanto na parte estrutural quanto econômica.

“No dia 19 a gente celebra os 30 anos da missa campal que ele celebrou no até então Aterro da Conduza, em Vitória, e que hoje chama Praça João Paulo II, popularmente conhecida como Praça do Papa. Inicialmente a ideia seria um evento na Praça do Papa, mas vamos celebrar na Catedral, na Igreja mãe da Arquidiocese, devido a situação de pandemia que estamos vivendo, junto com o Arcebispo. Todos os padres estão sendo convidados para estarem nessa Celebração Eucarística e todo o povo de Deus”, destaca padre Rodrigo.

Esta missa será transmitida pelas redes sociais da Arquidiocese e também pela Rádio América. “Desejamos que o povo participe conosco seja presencialmente, virtualmente, ouvindo pela rádio, mas que estejam compartilhando conosco essa alegria que a Arquidiocese viveu. ”

Programação em São Pedro    

Na programação da Paróquia São Pedro Apóstolo, no bairro São Pedro, está a realização de um tríduo começando no dia 19 e se encerrando em 22 de outubro com a celebração da solenidade do Padroeiro. Com o tema “O amor me explicou tudo”, no dia 19, às 18h30, uma carreata vai sair da Comunidade Nossa Senhora Aparecida com a imagem de São João Paulo II. Às 19h30 uma missa será presidida pelo pároco padre Paulino.

Na quarta-feira (20), às 18h30, tem oração do terço e às 19h30 terá a Santa Missa celebrada pelo padre Anderson Gomes, que já foi pároco nesta paróquia. Na quinta-feira (21), tem oração do terço às 18h30 e às 19h30 a Santa Missa será celebrada pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória, padre Jorge Campos. Na sexta (22), dia do padroeiro, às 18h30 terá a oração do terço e às 19h30 a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos.

Paróquia dedicada a São João Paulo II

A região da Praia de Itaparica, em Vila Velha, tem desde 18 de maio de 2015 uma paróquia dedicada a São João Paulo II. A sede paroquial está localizada na comunidade Imaculada Conceição, na Avenida Saturnino Rangel Mauro, 226. O pároco é padre Arlindo de Moura Melo.

A Paróquia é composta por quatro comunidades: além da matriz Imaculada Conceição, no Bairro Praia de Itaparica, existe a Nossa Senhora da Paz, no bairro Praia das Gaivotas; Santa Mônica, no bairro Santa Mônica e Cristo Rei, no bairro Jockey de Itaparica. A festa do Padroeiro é celebrada em 22 de Outubro e a data foi estabelecida pelo Papa Francisco por simbolizar o dia em que Karol Wojtyla celebrou sua primeira missa como Pontífice, em 1978, iniciando seu pontificado.

No dia 22 de outubro é celebrada a festa de São João Paulo II, que foi Papa da Igreja Católica entre os anos de 1978 e 2005 e ficou conhecido como “Apóstolo da Misericórdia”, sendo considerado um dos líderes mais influentes do século XX. Chamado em seu nascimento de Karol Jósef Wojtyla, São João Paulo II nasceu em uma pequena cidade da Polônia em 1920 e morreu no ano de 2005.

 

Jacob Firme I “…vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu” (Mc 10, 21b). Neste 28º

Jacob Firme I “…vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu” (Mc 10, 21b).

Neste 28º domingo do Tempo Comum, somos postos frente a uma situação que muitos nos representaria. Pela boca deste jovem rico também nós elevamos ao Bom Mestre a pergunta que norteia a nossa caminhada enquanto cristãos desejosos de alcançar a verdadeira vida em Cristo: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10,17).

A resposta é aparentemente simples, tanto para o jovem que dialoga com Jesus na cena evangélica, quanto para nós que muitas vezes nos colocamos diante d’Ele com o intuito de alcançarmos a salvação que vem de Deus. Para tanto, o Divino Mestre evoca a lei mosaica dizendo-lhe da importância do cumprimento dos mandamentos, que como nos diz o Evangelho, já são observados pelo jovem, contudo, sua atitude virtuosa é apenas um passo em direção a vida eterna. Além disso, Cristo acrescenta o ensinamento que virá a ser a chave de leitura para a liturgia que hoje meditamos.

“Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” (Mc 10, 21). Com estas palavras o Bom Mestre exige de nós um verdadeiro desprendimento das “riquezas” do tempo presente que nos escravizam, impedindo-nos de alcançar o fim último para o qual fomos criados.

Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus, desejosos da salvação como este jovem, mas sem a disposição necessária para o seu seguimento. Queremos fazê-lo ao nosso modo “pondo Jesus no nosso caminho” o que seria fácil, pois não exigiria nada de nós, entretanto, para alcançarmos a vida eterna, precisamos nos dispor a seguir Jesus nos colocando no caminho d’Ele, seguindo os seus conselhos e buscando estar disponíveis a tê-lo como único bem de nossas vidas. 

Jacob Mariano Pimentel Firme

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de origem: N. Sra. da Conceição – Sede – Viana.

Paróquia de estágio Pastoral: N. Sra. das Graças – Coqueiral de Itaparica – Vila Velha.

A Jornada Mundial dos Pobres 2021 disponibilizou, ontem 7 de setembro, o primeiro episódio radiofônico, de uma série de cinco edições, sobre a realidade

A Jornada Mundial dos Pobres 2021 disponibilizou, ontem 7 de setembro, o primeiro episódio radiofônico, de uma série de cinco edições, sobre a realidade da pobreza no Brasil. Os episódios serão disponibilizados nas próximas quintas, até o dia 4 de novembro.

O tema do primeiro episódio trata sobre a principal origem da pobreza no Brasil. O técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza, aponta que as origens da pobreza no país estão localizadas em seu passado colonial e escravocrata.

“De lá para cá só reproduzimos as desigualdades. O Brasil é um país de renda média. Crescemos muito no século XX e não crescemos há bastante tempo. A gente nunca teve um conjunto de políticas públicas totalmente focado na redução da pobreza e das desigualdades”, afirma. Assista.

 

Anexos

Mais uma vez damos prosseguimento às meditações sobre como se formam os padres da Igreja. Neste texto, buscaremos demonstrar o papel e a importância

Mais uma vez damos prosseguimento às meditações sobre como se formam os padres da Igreja. Neste texto, buscaremos demonstrar o papel e a importância da Dimensão Intelectual na formação presbiteral.

A princípio, convém ressaltar que a dimensão intelectual está muito longe do que pode ser pensado por alguns hoje: um conhecimento soberbo a serviço dos homens e que só busca um mero diploma para declarar a inteligência. Na verdade, a formação intelectual destina-se a levar a uma sólida competência no âmbito filosófico e teológico, de tal maneira que lhes permita anunciar o evangelho de modo credível e compreensível aos homens de hoje, estabelecer um diálogo profícuo com o mundo contemporâneo e sustentar a fé pela Luz da Razão. Ora, São João Paulo II já ensina que “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”[1]. Portanto, a intelectualidade, se cultivada verdadeiramente, não busca outra coisa senão o próprio Deus.

Em meio a isso, é evidente que o cumprimento das obrigações acadêmicas não pode ser o único critério para determinar o processo formativo de um candidato, embora seja um aspecto substancial, uma vez que diz respeito ao desenvolvimento de todas as faculdades humanas.[2] Ademais, cabe salientar que São Boaventura exorta:  “Ninguém pense que lhe baste a leitura sem a unção, a especulação sem a devoção […] a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça divina, a investigação sem a sabedoria da inspiração divina”. Em síntese, a vida intelectual está em consonância íntima com a vida espiritual.

Esclarecidos tais tópicos, pode-se destacar as contribuições dessa dimensão da formação na vida presbiteral. Em primeira análise, os presbíteros devem buscar compreender o mundo em que vivem a fim de adquirir os instrumentos materiais e linguísticos mais adequados para anunciar a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é falada a um público específico e somente por intermédio de um conhecimento filosófico profundo é possível alcançar os diversos grupos humanos. Ademais, quando tal conhecimento se associa à teologia, é possível discernir e interpretar os diferentes pensamentos do mundo de hoje e, assim, julgá-los a luz do Evangelho.

Em segunda análise, o presbítero, como pastor do rebanho de Cristo, deve ser capaz de orientar as ovelhas com autoridade, de maneira que não sejam dispersas e enganadas por doutrinas estranhas à fé da Igreja. São João Crisóstomo, ao falar “Sobre o Sacerdócio”, expõe enfaticamente que os presbíteros necessitam de uma eloquência admirável com o fito de serem capazes de dialogar com os pensamentos da época, bem como defender a fé cristã. Isso não é alcançado senão por um profundo e constante estudo. Logo, fica nítido a importância da dimensão intelectual no desenvolvimento de uma boa prática pastoral.

Em última análise, destaca-se também que a formação intelectual serve também ao aprofundamento espiritual e humano do presbítero. Isso pode ser resumido no antigo adágio de Santo Agostinho: “Creio para compreender. Compreendo para crer”, ou seja, assim como a fé esclarece o pensamento humano, o conhecimento alimenta a fé do homem. Além disso, o estudo aprofundado da filosofia e da teologia é o meio mais adequado de dar resposta aos principais desafios e perguntas que se apresentam à existência humana e à fé, auxiliando consideravelmente na sustentação das verdades próprias da fé.

Podemos, portanto, inferir com firme certeza de que a dimensão intelectual é uma parte fundamental da formação presbiteral, especialmente no mundo contemporâneo em que se valoriza a ciência sobre os demais conhecimentos – frequentemente sendo contraposta à fé. Diante disso, continuemos a rezar na intenção de que a graça divina ilumine a inteligência e inflame a vontade de nossos padres.

[1] Início da encíclica “Fides et Ratio”

[2] Tal realidade foi explicada em textos anteriores, isto é, a necessidade de uma formação que integre todas as partes do indivíduo.

Daqui a pouco menos de um mês, dia 06 de novembro de 2021, a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória vai promover um encontro

Daqui a pouco menos de um mês, dia 06 de novembro de 2021, a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Vitória vai promover um encontro de formação para novos agentes, no Centro de Formação Dom João Batista da Mota e Alburqueque (Ponta Formosa), Vitória, de 9h às 17h. O momento será de conhecimento sobre o trabalho desenvolvido pela pastoral, a realidade do encarceramento e as perspectivas para o futuro. As inscrições estão abertas e vão até dia 01 de novembro.

O curso – que também é um pré-requisito necessário para atuar na Pastoral Carcerária – será gratuito para o participante. Estão disponíveis 50 vagas (de modo que as normas sanitárias sejam rigorosamente cumpridas), mas se houver um número maior de inscritos, os primeiros 50 participarão e os demais ficarão pré-inscritos para uma próxima formação, cuja data ainda será decidida.

Segundo padre Vitor Cesar Zille Noronha, Diretor Espiritual da Pastoral Carcerária, atualmente são 20 Unidades Prisionais que estão dentro do território Arquidiocesano. Dessas, apenas 12 estão sendo assistidas pela Pastoral Carcerária, devido à falta de agentes. Antes da pandemia a pastoral tinha 49 agentes cadastrados e o ideal para atender a todas as frentes de trabalho seriam no mínimo 100 agentes.

“Hoje são 20 unidades 30prisionais dentro da Arquidiocese de Vitória. Algumas absolutamente separadas e algumas reunidas em complexos penitenciários, como por exemplo, em Viana. Dessas 20, nós temos presença da Pastoral Carcerária em apenas 12 unidades, isto é, 8 unidades não têm sequer presença católica por falta de agentes. Inclusive a situação pode ficar pior, pois ficamos um logo período paralisados na pandemia e agora estamos restabelecendo o trabalho após a vacinação dos agentes e dos presos. Desde o início da pandemia, nós perdemos agentes e alguns se afastaram”.

Pré-requisitos

Além de sentir o chamado, o cristão que deseja ir ao encontro dos irmãos encarcerados, deve cumprir alguns critérios. São eles: ser maior de 18 anos; não ter familiar preso na unidade visitada; ser católico de Fé madura e desejar servir e amar Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa do irmão encarcerado, sem julgamentos. “Então eu acredito que se as pessoas tiverem o desejo de servir a Jesus cumprindo essas condições mínimas, sentirão uma grande alegria de poder participar desse serviço tão importante”, ressalta padre Vitor.

Objetivos

Segundo Padre Vitor em primeiro lugar esse encontro tem como fundo aquilo que é mais fundamental: a espiritualidade própria da Pastoral Carcerária: “É verdade que nós vamos levar Jesus ao espaço do cárcere, sem sombra de dúvidas isso é verdade, mas isso não é o mais importante. O mais importante é percebermos que nós vamos encontrar Jesus no espaço do cárcere e esse encontro com Jesus é que faz brotar a verdadeira alegria, que me faz suportar os desafios, as intempéries, inclusive do cárcere, porque o trabalho da Pastoral Carcerária evidentemente não é um trabalho fácil, tranquilo, sem dificuldades, pelo contrário. É um trabalho exigente e sem essa motivação espiritual muito clara é impossível não só atender esse chamado, mas de modo mais importante, perseverar nesse chamado todos os dias respondendo com a própria vida”.

O que será abordado?

Serão feitas explicações sobre a realidade carcerária no Espírito Santo e no Brasil. Os participantes vão estudar a questão do aumento da população carcerária, as práticas institucionais, o perfil da população carcerária. Será feita uma análise sobre o cárcere, para que todos tenham clareza sobre isso.

“Também tem aqueles objetivos que a gente também se coloca para colaborar, principalmente do ponto de vista da remição de pena, isto é, como a Pastoral Carcerária pode contribuir no sentido do desencarceramento. Aquilo que a legislação já prevê que é quando o preso trabalha, estuda, lê livros. A partir disso ele pode diminuir sua pena e ajudar nesse processo de reinserção. Então isso é muito importante”, evidencia padre Vitor.

Os inscritos receberão também orientações muito práticas do ponto de vista da ação da Pastoral Carcerária, que é como abordar, como visitar e as precauções que devem ser tomadas, como não ser possível um agente que visita o preso ser o mesmo agente que tem contato com os familiares, por exemplo. “Será feito um treinamento de como se portar no espaço do cárcere e de fato não se deixar manipular, mas ser somente essa presença misericordiosa de Jesus”, conclui o Diretor Espiritual.

 

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A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou o Hino da Campanha da Fraternidade de 2022. Leia a matéria divulgada no site da

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou o Hino da Campanha da Fraternidade de 2022. Leia a matéria divulgada no site da CNBB:

O hino oficial da Campanha da Fraternidade 2022 é a expressão musical da mensagem que se quer fazer ecoar por meio do tema da Campanha “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26). 

De autoria de Eurivaldo Silva Ferreira, a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2022 aborda a educação na formação integral da pessoa humana e destaca em seu refrão a imagem de Cristo que “fala com sabedoria e ensina com amor”, cuja vida em total maestria é pra nós luz, caminho, vigor”.

“E quem fala com sabedoria
É Aquele que ensina com amor,
Sua vida em total maestria
É pra nós luz, caminho, vigor” (Refrão do Hino da CF 2022).

Os materiais da CF 2022 podem ser acessados aqui: https://campanhas.cnbb.org.br/pastas/cf2022

A letra:

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2022
Tema: Fraternidade e Educação
Lema: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf Pr 31, 26)

Letra: Eurivaldo Silva Ferreira

1.  É tarefa e missão da Igreja
Boa Nova no amor proclamar,
No diálogo com a cultura
Para a vida florir, fecundar
O que em redes se vai construir
E a pessoa humana formar.

Quando o anseio do conhecimento
Ultrapassa barreiras, fronteiras,
Se destaca o ensinamento
Oriundo da fé verdadeira
Que nos faz nesta ação solidários
Para o bem, condição que é certeira.

Refrão: E quem fala com sabedoria
É Aquele que ensina com amor,
Sua vida em total maestria
É pra nós luz, caminho, vigor.

2. Educar é a atitude sublime
Que prepara a vida futura
Compreendendo o presente, pensamos:
Ensinar é proposta segura
Para, enfim, destacar-se a atitude
Dos que em Cristo são nova criatura.

O convívio em níveis fraternos
Traz em nós o sentido discreto:
Na harmonia com os seres viventes
E no agir o equilíbrio completo
Consigamos também aprender
E educar para o amor e o afeto.

3. O caminho nos quer convertidos:
Mergulhar no mistério profundo
Para que em sua Páscoa busquemos
Compaixão no cuidado com o mundo.
Conformados em Cristo seremos
Aprendizes do dom tão fecundo.

Quando a plena mudança atingir
Relações tão humanas, libertas,
Novos rumos em redes seremos
Gerações solidárias e abertas
Na esperança de rostos surgirem
Assumindo missões tão concretas.

4. E na casa comum que sonhamos
Onde habitam cuidado e respeito
Educar é o verbo preciso
A cumprir neste chão grandes feitos
Para o mundo poder imitar
Quem na vida é o Mestre Perfeito.

Pedagogicamente é preciso
Escutar, meditar, compreender
Para que aprendamos com o Cristo
O caminho da cruz percorrer
E na escola da sua existência
O Evangelho seguir e viver

Conheça o autor da letra do hino da CF 2022

Eurivaldo Ferreira da Silva, “leigo que procura viver o espírito de batizado na Igreja que lhe deu a fé”, é graduado em Teologia pela PUC-SP, especialista em Liturgia pelo Instituto de Filosofia e Teologia de Goiânia (Ifiteg) e mestre em Teologia, com concentração em Liturgia pela PUC-SP. É agente pastoral do canto e da música na arquidiocese de São Paulo (SP). É membro da Rede Celebra de Animação Litúrgica; da Equipe de Reflexão do Setor de Música Litúrgica da CNBB; do Universa Laus, grupo internacional de pesquisadores e especialistas em canto e música litúrgica que se reúnem anualmente desde 1966. Participou, desde 2006, dos Encontros de Compositores da CNBB promovido pelo Setor de Música da CNBB (ocasião em que aprofundou a arte de compor canto e música litúrgica). Foi assessor do Setor Música Litúrgica da CNBB, em 2016.

O autor contou que acolheu “com grande alegria” a notícia de que seu “humilde texto poético foi escolhido para ser o Hino da CF 2022”. E ainda: “Agradeci a Deus por ter me dado forças e inspiração para continuar servindo a Igreja em meio a tantas dificuldades que estamos passando, mas que se torna como oferta para um serviço eclesial ainda maior”.

 

Campanhas da Fraternidade 2023 e 2024

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu  até o dia 30 de outubro deste ano um processo de consulta eletrônica ao Povo de Deus sobre o tema e o lema das Campanhas da Fraternidade (CF) 2023 e 2024, quando a campanha completará aniversário de 60 anos de existência.

Os interessados em participar poderão sugerir, por meio da plataforma eletrônica Microsoft Forms, o tema e lema para a CF 2023 e 2024, bem como um Texto Bíblico relacionado ao tema indicado. No formulário é possível apresentar outras sugestões para aprimorar a campanha. Os temas sugeridos serão analisados pelos bispos que integram o Conselho Pastoral Episcopal da CNBB em sua próxima reunião marcada para o dia 10 de novembro. Nesta data, será escolhido o tema da CF 2023.

Dom Silvestre Scandian e Dom João Braz de Aviz (Bispo Auxiliar) durante a Missa celebrada com a comunidade do Propedêutico, em Ponta Formosa (fevereiro
Dom Silvestre Scandian e Dom João Braz de Aviz (Bispo Auxiliar) durante a Missa celebrada com a comunidade do Propedêutico, em Ponta Formosa (fevereiro de 1997).

Em conformidade com as diretrizes da Santa Sé e da Conferência dos Bispos para a Formação Presbiteral, em fevereiro de 1995 foi inaugurada na Arquidiocese de Vitória a Casa Bom Pastor (Propedêutico), para acolher, pelo espaço de um ano, os candidatos ao Seminário Maior. Até então, os vocacionados eram enviados de centros vocacionais existentes nas paróquias – ou após a conclusão dos estudos elementares – direto para a etapa da Filosofia, no Seminário.

A primeira sede do Propedêutico estava situada à rua Francisco Rufino (Bairro Santo Antônio – Vitória), que, por ocasião da abertura, acolheu doze jovens (dos quais, hoje, quatro sacerdotes: Pe. Carlos Magno; Pe. Hiller Sezini; Pe. Kremerson Giestas e Pe. Roberto Natal), sob a direção do Pe. Paulo Régis Silvestre e colaboração do Pe. Antônio Lutte. A rotina comunitária era permeada de momentos de lazer e oração, bem como de aulas de Espanhol; História; Português; Latim; Catecismo da Igreja Católica e Introdução à Bíblia.

A Casa mudou várias vezes de endereço: Bairro Santo Antônio; Ponta Formosa; Santa Helena (Seminário); Praia da Baleia (Jacaraípe – Serra); situando-se, atualmente, no centro de Vitória, próximo à Igreja do Carmo. Desde a fundação, vários foram os padres que contribuíram com a formação, assumindo a direção e a assistência espiritual da comunidade.

Neste ano de 2021, residem no Propedêutico 11 jovens em discernimento vocacional, sob a direção dos Padres Diego Azevedo (Diretor) e Evandro Sagrilo (Vice-diretor). Também se fazem presentes as colaboradoras Maria Lúcia Ramos e Sandra Alexandrino, que auxiliam na cozinha e lavanderia da casa.

Ao longo de mais de 25 anos de existência, o Propedêutico permanece na memória de muitos presbíteros, como etapa privilegiada e fundamental de transição e amadurecimento, em vista da adaptação à rotina comunitária, pastoral e acadêmica do Seminário.

Formadores e Vocacionados da Casa Bom Pastor - 2021