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Sempre no mês de setembro a Igreja é chamada a conhecer mais profundamente a Palavra de Deus. Já são cinquenta anos de comemorações e

Sempre no mês de setembro a Igreja é chamada a conhecer mais profundamente a Palavra de Deus. Já são cinquenta anos de comemorações e de estudos que facilitam o aprendizado da Bíblia. O encerramento deste tempo se dá na data da festa de São Jerônimo, tradutor da bíblia para o latim.

O Mês da Bíblia começou a ser festejado em 1971, primeiramente como uma ação da arquidiocese de Belo Horizonte e contou com o importante apoio das Irmãs Paulinas por meio do Serviço de Animação Bíblica – SAB. Hoje a comemoração é nacional e tem o objetivo de colaborar com a difusão e a vivência da Palavra de Deus, bem como estimular a criação e o estudo de materiais e subsídios bíblicos que ajudam no entendimento dos textos bíblicos.

Promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, por meio da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, este cinquentenário do Mês da Bíblia chama a Igreja a estudar o livro dos Gálatas e traz como lema: “Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d).

Mas a Bíblia é um livro de estudo ou de oração? Pe. Andherson Franklin, do clero da diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Doutor e Professor em Sagrada Escritura assim explicou: “a Bíblia tanto deve ser lida, estudada, quanto rezada. Pois, como Palavra de Deus que é e torna-se alimento sempre. Porém, em alguns momentos ela nos conduz nos momentos de oração e em outros ela é refletida e estudada, a fim de nos garantir conhecer ainda mais os mistérios da Fé”.

Curiosidade

Você sabe quais são as diferenças entre a Bíblica católica e a protestante?

Católicos e protestantes têm a Bíblia como o livro sagrado que orienta a vida dos fiéis, por conter a revelação divina. Mas a Bíblia dos Católicos e dos Protestantes não é exatamente igual. O que as diferencia é a quantidade de livros do Antigo Testamento e, claro, o fato de 7 deles (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico I e II e, alguns fragmentos dos livros de Ester e Daniel) terem sido suprimidos no cânon protestante. Assim, quando falamos de Antigo Testamento “o cânon católico contém 46 livros e o protestante 39”.  “Quando no séc. XVI a Igreja sofreu a divisão, os Protestantes recorreram à sagrada Escritura do povo judeu e descobriram que lá se encontravam somente 39 livros escritos em hebraico, já a Igreja Católica acolheu os outros sete que foram escritos, em sua totalidade ou em partes, em grego”, explicou pe. Andherson. Quanto ao Novo Testamento a Bíblia dos Católicos e dos Protestantes é igual. Católicos e protestantes comemoram o Dia da Bíblia, porém, em datas diferentes.

Entrevista

Conversamos com pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, Doutor e Professor em Sagrada Escritura e Coordenador pedagógico do Curso de Teologia da Arquidiocese de Vitória sobre a data e a importância desta comemoração.

O que comemoramos no Dia da Bíblia?

Comemoramos a Bíblia a Palavra de Deus viva, que se tornou carne e armou a sua tenda entre nós (cf. Jo 1,14) Na verdade, as Igrejas Cristãs têm duas celebrações do Dia da Bíblia: uma para a Igreja Católica, no dia 30 de setembro e outra para as Igrejas Protestantes, no segundo domingo de dezembro.

A celebração católica coincide com a memória de São Jerônimo, que foi o tradutor da Bíblia para o latim. Sua obra é conhecida com o nome de Vulgata. Ele viveu no final do século IV, fez a tradução em uma das grutas anexas à do nascimento de Jesus em Belém, e esta tradução foi a Bíblia oficial da Igreja católica durante muitos séculos.

No Brasil, além desse dia, a Igreja Católica dedica, em modo especial, o mês de setembro de cada ano à leitura e estudo da Palavra de Deus.

A história do mês da Bíblia afunda suas raízes na 1ª Semana Bíblica Nacional, celebrada em 1947. A partir de então começou-se a celebrar o Domingo da Bíblia, no último domingo do mês de setembro, como fazemos até hoje.

A partir de então, a Igreja no Brasil começou a celebrar o Mês da Bíblia, a partir de uma iniciativa pioneira da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), que se expandiu para o regional Leste 2. Em 1976, a celebração do Mês da Bíblia foi assumida pela CNBB e em todo Brasil.

No caso dos Protestantes, a celebração no segundo domingo de dezembro, tem como raiz uma tradição europeia, do século XVI, quando se dava uma ênfase especial à Palavra de Deus no segundo domingo do Advento, tempo de preparação para o Natal, onde tudo nos convida a aproximar-nos de Deus em sua Palavra, verbo que se encarnou em Jesus.

Como o senhor percebe o trabalho bíblico na Arquidiocese de Vitória?

Nos passos do Concílio Vaticano II, nossa Arquidiocese sempre manteve uma preocupação muito profunda com o estudo da Palavra de Deus. E isto, em dois níveis. Um primeiro nível, aquele de uma leitura, que diria, mais pastoral-mistagógica. Aqui temos os tradicionais Círculos Bíblicos, nos tempos litúrgicos fortes, especialmente nos tempos da Quaresma e do Advento, em especial com as Novenas de Natal, confeccionados pela Dimensão Bíblico-Catequética e pelo Cebi.

Um segundo nível é aquele de uma abordagem mais científica da palavra, nos cursos de Teologia para Leigos, paroquiais e nas Áreas Pastorais, bem como em cursos de aprofundamento bíblico paroquiais, assim como no Curso de Teologia do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia, casa de formação do Clero do Estado do Espírito Santo, alguns Religiosos (as) e Leigos (as).

Onde o senhor inclui a Bíblia na prática espiritual do católico?

A aproximação à Bíblia se dá, na prática espiritual, em dois níveis, ou duas abordagens que estão muito presentes em nossa vivência cristã. Como Leitura Orante da Palavra. E isso com métodos que são apresentados por diversos Movimentos Apostólicos e Pastorais Específicas e, ao mesmo tempo, a partir de uma aproximação mais pessoal, na Leitura Espiritual que ilumina e fortalece. Esses dois níveis se entrelaçam e se intercomunicam entre si, gerando uma prática que esteja enraizada na prática libertadora de Jesus.

Como se relacionam a Bíblia e as práticas devocionais?

As devoções têm muito a ver com a busca de espiritualidade, numa tentativa de relacionar a vida do dia a dia com o Sagrado, ou o Mistério (isso se chama mística). No fundo, em geral, as práticas devocionais se caracterizam como a busca de uma mística que ilumine toda a existência. Do ponto de vista das três grandes religiões monoteístas do mundo, a fé, com suas práticas devocionais são inspiradas pela Escritura Sagrada, no nosso caso – Cristãos e Judeus – a Bíblia Sagrada. Para nós Cristãos, Antigo e Novo Testamentos, no caso dos Judeus, o Antigo Testamento. No caso dos Muçulmanos, o Alcorão.

No nosso caso, Cristãos Católicos, as práticas devocionais, se não se relacionam com a Bíblia, tornam-se verdadeiras fantasias e práticas mágicas. E a fé deve superar tudo aquilo que é magia, de forma que tais práticas se encarnem na vida para transformá-la, em todos os níveis, naquele pessoal, bem como social. E tudo isso deve ter sua fonte na Bíblia Sagrada.

Dando prosseguimento às nossas exposições sobre “Como se forma um padre?”, começamos a meditar sobre as dimensões da formação, ou seja, quais são os
Na foto, o recém ordenado Pe. Daniel Calil em sua primeira Missa.

Dando prosseguimento às nossas exposições sobre “Como se forma um padre?”, começamos a meditar sobre as dimensões da formação, ou seja, quais são os critérios trabalhados durante a formação inicial de um presbítero. Neste texto, meditaremos sobre a segunda dimensão da formação, que é aquela que distingue o sacerdote de qualquer outra profissão: a dimensão espiritual.

“O sacerdote é um outro Cristo”, diz um antigo adágio. Ora, antes de ser qualquer outra coisa, o padre é um homem de Deus: sua primeira vocação é unir-se perfeitamente ao seu criador e configurar-se inteiramente a Cristo. Assente nisso, “a formação espiritual é orientada a alimentar e sustentar a comunhão com Deus e com os irmãos, na amizade com Jesus Bom Pastor e numa atitude de docilidade do espírito”[1]. “Esta íntima relação forma o coração do seminarista para aquele amor generoso e de oblação que representa o início da Caridade Pastoral”.[2] Logo, é fácil entender a importância da espiritualidade dentro dos seminários, os quais são, em palavras simples, casas de oração na qual o seminarista trilhará um caminho progressivo de vínculo com o Divino Mestre.

Às vistas desse fim, “a formação espiritual acontece por etapas”[3], de maneira que “o formando não passe à etapa seguinte sem antes ter demonstrado um efetivo crescimento em sua vida espiritual.”[4] Nessa perspectiva, a vida espiritual começa com a “Iniciação cristã”, uma vez que “antes de ser presbítero, é preciso ser discípulo”[5]. Assim sendo, a etapa propedêutica deve oferecer uma verdadeira Iniciação à vida Cristã, progressiva e sistemática, de maneira que complemente uma possível frágil formação religiosa e humana dos candidatos. A partir disso, é possível aprofundar a oração.

“O centro da formação espiritual é a união pessoal com Cristo, que nasce e alimenta-se de modo particular na oração silenciosa e prolongada”[6]. Assente nisso, o seminário dispõe de diversas práticas recomendadas pela Igreja e atestada pela vida dos santos; sendo as principais: 1) Leitura orante da palavra de Deus (Lectio Divina); 2) Recepção assídua dos sacramentos; 3) A Liturgia das horas e 4) os exercícios espirituais anuais.

“Ignorar as escrituras é ignorar Cristo”, exorta-nos São Jerônimo. Ora, antes de ser servidos da Palavra de Deus, será discípulo e ouvinte. “Por isso, com frequência, fará a leitura meditada e orante da Palavra de Deus (Lectio Divina), que é a escuta humilde e cheia de amor daquele que fala. É, de fato, à luz e pela força da palavra de Deus, que pode ser descoberta, compreendida, amada e abraçada a própria vocação. A familiaridade com a Palavra de Deus facilitará o itinerário de conversão não apenas no sentido de separar do mal para aderir ao bem, mas também no sentido de alimentar no coração os pensamentos de Deus”[7]

Além disso, a recepção assídua dos sacramentos guarda uma parte essencial na espiritualidade presbiteral. Com efeito, “o futuro presbítero, que será o principal animador e servidor da celebração litúrgica, tenha uma participação consciente e ativa na liturgia”[8]. Nesse contexto, deve-se ressaltar de forma especial o culto a eucaristia: “os candidatos à ordenação devem, antes de mais, ser formados a uma fé muito viva na Eucaristia”[9]. Ademais, não se deve esquecer que “a celebração frequente do sacramento da penitência, preparado através de um quotidiano exame de consciência, torna-se ocasião para que o seminarista possa reconhecer , com humildade, as próprias fragilidades”[10], como também “experimentar a alegria de ser perdoado pelo Senhor”.[11]

“Na vida de um presbítero não deve faltar a Liturgia das Horas, que representa uma verdadeira e própria “escola de oração” também para os seminaristas, os quais, aproximando-se gradualmente à oração da Igreja, através do ofício divino, aprendem a apreciar a sua riqueza e beleza.”[12]

Por fim, os exercícios espirituais anuais, mais conhecidos como retiro espiritual, configuram um “tempo de profunda revisão no encontro prolongado com o Senhor , vivido num clima de recolhimento e silêncio”[13]. Tais retiros estimulam uma interiorização para ouvir regularmente a voz do Pastor que ressoa nos corações, bem como na consolidação da decisão de consagrar a própria vida a Cristo.

Tudo isso é somente ínfima parte dos métodos que a sabedoria e experiência da Igreja recomenda aos candidatos ao sacerdócio, dos quais não é possível expor aqui a não ser sinteticamente. Não obstante, já é possível delinear como deve ocorrer a vida espiritual no seminário: uma íntima e progressiva união a Cristo, Mestre e Sacerdote do povo de Deus.

[1] Presbyterorum Ordinis n.12

[2] RFIS n.101

[3] DOC 110 CNBB – Diretrizes para a formação dos presbíteros na igreja no Brasil n.209

[4] Ibid n.209

[5] Ibid. n.210

[6] C.I.C., nn 2709-2719

[7] CNBB DOC 110 – n.212

[8] Ibid. n.213

[9] RFIS, n.104

[10] Ibid, n.106

[11] Ibid. n.106

[12] Ibid, n.105

[13] Ibid, n. 108

Se você quiser homenagear profissional de Comunicação ou da Pascom falecido vítima de Covid-19, ainda dá tempo de enviar o nome para a CNBB,

Se você quiser homenagear profissional de Comunicação ou da Pascom falecido vítima de Covid-19, ainda dá tempo de enviar o nome para a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Basta preencher o formulário disponibilizado em: https://forms.gle/Eik4tGGzAVucU4GbA

Veja abaixo como será feita a homenagem, conforme informa o site da CNBB.

Na cerimônia de entrega dos Prêmios de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deste ano, profissionais de comunicação e agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom) mortos em decorrência da Covid-19 serão homenageados. A Pascom-Brasil disponibiliza um formulário até o dia 25 de setembro para que familiares e amigos indiquem os nomes dos falecidos.

O coordenador da 53ª edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB, Rafael Alberto, recorda que a premiação consiste numa forma de os bispos reconhecerem os trabalhos de comunicadores que ajudam a espalhar o profetismo da mensagem cristã. “Neste ano, a pandemia, aliada a ineficácia dos governos, matou muitos agentes de Pascom que dedicaram suas vidas para a desenvolver a comunicação em paróquias e comunidades de todo o Brasil”.

A homenagem, reforça Rafael, “quer relembrar a memória desses agentes e, por meio deles, render graças pela vida de todos os quase 600 mil brasileiros que perderam a vida para a Covid-19”. Segundo o coordenador, “será também uma forma de expressar um carinho para os amigos e familiares dessas vítimas, com votos de que possam encontrar a paz e a consolação necessárias para seguirem após a pandemia”.

Para aqueles que desejarem inserir os nomes de seus familiares e amigos que atuaram no campo da Comunicação na Igreja na lista de homenageados, acesse e preencha o formulário no link a seguir: https://forms.gle/Eik4tGGzAVucU4GbA

A entrega dos Prêmios de Comunicação vai ar nas emissoras de TV de Inspiração Católica no dia 20 de outubro.

  🙋🏾‍♂️Olá jovem, você já pensou em ser padre? ⛪Nosso Seminário tem um convite muito especial para você! Venha participar do próximo Encontro Vocacional

 

🙋🏾‍♂️Olá jovem, você já pensou em ser padre?

⛪Nosso Seminário tem um convite muito especial para você! Venha participar do próximo Encontro Vocacional e refletir sobre o chamado de Deus para sua vida.

📍O encontro será PRESENCIAL!

🕒🗓️ É no próximo domingo (19/09) às 9hrs, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha. Faça sua inscrição! Contamos com sua presença!

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Pe. Ivo Ferreira de Amorim: 9º Reitor do Seminário (1988 -1992). O Côn. Rubens Duque permaneceu na reitoria do Seminário de 1983 a 1988,
Pe. Ivo Ferreira de Amorim: 9º Reitor do Seminário (1988 -1992).

O Côn. Rubens Duque permaneceu na reitoria do Seminário de 1983 a 1988, contando com a ajuda dos Padres Antônio Lute, Antônio Rocha de Araújo e Ivo Ferreira de Amorim (vice-reitores); além de Pe. Humberto Wuyts (Diretor Espiritual). Em setembro de 1988, o Sr. Arcebispo nomeou Reitor o Pe. Ivo Ferreira de Amorim, permanecendo o Pe. Antônio Lute como vice-Reitor, e o Côn. Maurício de Mattos Pereira como Diretor Espiritual.

Em outubro do mesmo ano (1988), o Seminário recebeu a visita canônica de Dom Arnaldo Ribeiro (então Bispo Auxiliar de Belo Horizonte), na qualidade de visitador apostólico. Dom Arnaldo foi enviado pela Santa Sé para verificar se a formação estava caminhando conforme as diretrizes do Concílio Vaticano II e as orientações da CNBB. O visitador permaneceu seis dias junto à comunidade, e, ao final, fez algumas observações, mostrando-se em geral satisfeito com o que viu e ouviu.

Após a nomeação como Reitor, a partir de 15 de março de 1989 Pe. Ivo passou a exercer também a função de Diretor do Instituto de Filosofia e Teologia (IFTAV). Nessa época também colaboraram na formação os Padres Dauri Batisti, Josimar Bazoni, José Aledi e Paulo Régis Silvestre.

A 4 de abril de 1992, o Sr. Arcebispo, por necessidade jurídica e em conformidade com o Código de Direito Canônico (cânones 237 e 238), alterou, por meio de um decreto, o status jurídico do Seminário na Igreja, que passou a denominar-se “Seminário Maior Nossa Senhora da Penha”:

“Diante da necessidade constante que a Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo tem de novos presbíteros para realizar a sua missão, pelo presente DECRETO criamos o Seminário Nossa Senhora da Penha como Seminário Maior (cf. CDC 235 par. 1; Estatuto e Regra de Vida desde 22 de fevereiro de 1985). Trata-se de uma ‘Casa de Formação’, destinada a acolher jovens com maior idade e com o segundo grau completo, para um período de aprofundamento religioso com vista ao Sacerdócio. ‘O Seminário Maior representa o período conclusivo do processo de discernimento vocacional’ (cf. CNBB, doc. 30, nº 59), onde os jovens realizam uma experiência de vida comunitária, desenvolvem sua maturidade humana e espiritual, a exemplo dos discípulos de Jesus Cristo, e realizam trabalhos pastorais. Salientamos ainda que esta Instituição servirá de residência para os jovens durante o período de formação, na companhia de alguns padres formadores. As atividades intelectuais destinadas a alcançar o Ministério Sacerdotal serão realizadas em Centros de Estudos Especiais.

Vitória, 04 de abril de 1992.

Dom Silvestre Luiz Scandian – Arcebispo de Vitória”.

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.

A pedido do Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, padres da área Pastoral Serrana estão visitando as escolas da região. Segundo padre Rodrigo

A pedido do Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, padres da área Pastoral Serrana estão visitando as escolas da região. Segundo padre Rodrigo Chagas, Administrador paroquial da paróquia São Sebastião do Alto Guandu, essa proposta foi apresentada na última reunião de Dom Dario com os padres da área e nesta semana, na segunda-feira (13), ele já esteve em duas escolas participando de formações e dando uma palestra motivacional.

O sacerdote lembra que na fala de Dom Dario, ele relembrou que antigamente a escola e a Igreja tinham uma relação muito próximas: “inclusive no interior até hoje é assim, no terreno onde está a Igreja, ali tem uma escolinha. Antes as comunidades não tinham espaço para a Catequese e o Arcebispo quer que a gente retorne para as escolas, por mais que sejam laicas, para que estejamos mais presentes e sendo força aos que trabalham nestes locais”.

Após o pedido, padre Rodrigo já visitou três escolas em Afonso Cláudio, a convite das diretoras e ele destaca que os convites são justamente para ter essa presença da Igreja e dar mais um ânimo aos profissionais que atuam no ambiente escolar, principalmente neste tempo de pandemia. “Então eu faço uma palestra motivacional para que eles possam entender o tempo em que estamos vivendo para se reinventarem neste novo normal e ao mesmo tempo motivar para que continuem usando a profissão, como na verdade uma vocação”.

Sobre a receptividade, o presbítero conta que tem sido muito boa e até as professoras que não são católicas recepcionam muito bem e ele já almoçou com as educadoras em uma escola, já tomou café em outra: “elas ficaram muito felizes com minha presença junto com elas e eu também fiquei muito feliz e esse é o papel do padre, ser uma presença da Igreja Católica de uma forma ecumênica estando presente no processo educacional”.

Tatiana das Graças M. Zambom é há 7 anos a diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Dioclézio Tosta das Neves, localizado no interior de Afonso Claudio. Ela e a pedagoga Patricia Lerbarch relatam que quando receberam a notícia que teriam uma formação com os funcionários do CMEI e que teria um momento motivacional, lembraram do Padre Rodrigo e fizeram o convite para que ele participasse.

“Padre Rodrigo chegou em nossa escola cheio de energia e iniciou sua fala contando um pouco da sua história dizendo que nem sempre Deus busca o mais forte, ou o melhor, mas Deus busca aquele que Ele quer para estar ali naquele momento. Também relacionou o momento em que foi ordenado Padre e logo após tornou-se Pároco da nossa Igreja ao fato dos professores e demais profissionais da escola estarem vivendo um momento ímpar com a pandemia e a ressignificação de todo o trabalho pedagógico a ser desenvolvido com os alunos nas escolas e em casa”.

A Escola Municipal Fazenda Henrique Zambom foi outra visitada por padre Rodrigo recentemente e a diretora Maria Aparecida Zambom Ebani descreve a experiência: “foi ótima a visita do padre Rodrigo! Suas palavras vieram ao nosso encontro alcançando além dos nossos objetivos. Pois, o objetivo principal do encontro era trabalhar a auto estima do profissional da Educação. Sua palestra foi profunda e edificante  e os profissionais ficaram aliviados e  fortalecidos”, conclui.

O momento atual está anestesiado com tantas notícias bombásticas que no mundo cristão católico quase passa desapercebida a 34ª viagem internacional do Papa Francisco

O momento atual está anestesiado com tantas notícias bombásticas que no mundo cristão católico quase passa desapercebida a 34ª viagem internacional do Papa Francisco ao coração da Europa, visitando os países Hungria e Eslováquia. Nesses lugares dois fatos nos chamam a atenção como agenda: o encerramento do Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste e a memória das terras e dos povos feridos até a morte em função dos regimes nazista e comunista que reprimiram violentamente a fé cristã, acabando com a liberdade religiosa, e levando bispos, sacerdotes, religiosas e leigos encarcerados, torturados, martirizados. Muitos padres só conseguiram ser ordenados de maneira secreta nos porões das indústrias naqueles tempos sombrios.

Esses dois fatos – homenagem à Eucaristia e memória dos mártires – são indissociáveis na história da Igreja desde seus inícios nos tempos apostólicos. Quem não lembra das celebrações que os primeiros cristãos realizavam às escondidas nas catacumbas?! A Eucaristia sempre foi o alimento que fortalece a caminhada do povo de Deus. Essa força está exatamente na dimensão do memorial da Paixão de Cristo com a realização da última ceia.

A Eucaristia é força para a caminhada do povo e por isso ela é conhecida como “comunhão”. Ao receber a Eucaristia não estamos realizando um ato isolado de uma devoção espiritualista, isolada do mundo, mas em comunhão com o mundo, com o nosso entorno, com nossa rua e nossa cidade. A celebração do Congresso Eucarístico nessas terras se reveste da memória de martírios, de dores, muitas dores.

E vejam como se conclui essa viagem do Papa Francisco: termina com a invocação orante a Nossa Senhora das Dores que nos últimos tempos sofreu tanto com as dores promovidas e provocadas por regimes totalitários, antidemocráticos. Essa invocação é realizada no Santuário Nacional de Sastin quando o Papa suplica: “Nossa Senhora, curai com a vossa doçura as nossas feridas”.

Nessa viagem marcada pela espiritualidade, chama-nos a atenção o olhar de Francisco para os jovens eslovacos. E lhes diz que é preciso originalidade para rebelar-se contra a cultura do provisório. É preciso ir além do instinto e do instante e amar por toda a vida. Estamos formando uma sociedade que cada vez pensa mais em si e no instante.

Então Francisco convoca os jovens para que “sonhem formar uma família, gerar e educar filhos”. O aprisionamento ao instante, ao imediato, ao instinto, leva as pessoas a não enxergarem nada além de si mesmas, dos próprios interesses e necessidades. Sem romper o aprisionamento de si mesmo absoluto e passar para “uma vida inteira partilhando tudo com outra pessoa”, vamos nos tornando cada vez mais perversos.

Ainda dá aos jovens outro conselho, muito necessário nos tempos dos instantes e das necessidades. “Não esqueçam de suas raízes”. As raízes da juventude estão enraizadas na família, com pais e avós, que prepararam o terreno. E pede aos jovens para que busquem encontrar seus avós, estar perto de seus pais, ter tempo para ouvir suas histórias.

Hoje há um grande risco de termos uma sociedade desenraizada. A família não é apenas uma questão de cunho moral ou agenda política, mas é constitutivo fundamental da sociedade e vai muito além das figuras de pai e mãe. As gerações passadas nos constituem assim como as futuras serão constituídas por nós. Somos corresponsáveis nesse processo. Sem raízes as plantas secam, as gerações desaparecem.

O terreno para o enraizamento está na mensagem cristã que é o amor de Deus encarnado. É a entrega do seu Filho, morto na cruz para a salvação do mundo. É a partir desse fundamento que iremos construir uma sociedade mais solidária e menos perversa. E conclui o Papa: “O amor é fidelidade, dom, responsabilidade”.

Edebrande Cavalieri

O Papa despediu-se da Eslováquia com a Celebração da Missa da festa da padroeira, Nossa Senhora das Dores. Leia abaixo a matéria publicada no
O Papa despediu-se da Eslováquia com a Celebração da Missa da festa da padroeira, Nossa Senhora das Dores. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.
O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística na Esplanada do Santuário Nacional de Nossa Senhora das Dores, em Šaštin, na Eslováquia, na manhã desta quarta-feira (15/09).
A homilia do Pontífice centralizou-se na figura de Maria, “a Mãe que nos dá o Filho Jesus. Maria é o caminho que nos introduz no Coração de Cristo, que deu a vida por nosso amor”. “Podemos olhar para Maria como modelo da fé”, disse ainda o Papa, “e na sua fé reconhecemos três caraterísticas: o caminho, a profecia e a compaixão”.

O caminho

“A fé de Maria é uma fé que se põe a caminho. A jovem de Nazaré, logo que recebeu o anúncio do Anjo, «pôs-se a caminho (…) para a montanha», para ir visitar e ajudar Isabel, sua prima.”

Maria “viveu aquele dom recebido como missão a cumprir; sentiu necessidade de abrir a porta e sair de casa; deu vida e corpo à impaciência com que Deus quer alcançar todos os homens para os salvar com o seu amor”.

Por isso, Maria se põe a caminho: prefere as incógnitas do caminho do que a comodidade dos seus hábitos, a fadiga do caminho ao invés da estabilidade da casa, o risco de uma fé que se põe em jogo, tornando-se dom de amor para o outro do que a segurança de uma religiosidade tranquila. Toda a sua vida será um caminho atrás do seu Filho, como primeira discípula, até ao Calvário, ao pé da Cruz. Maria sempre caminha.

“A Virgem é modelo da fé deste povo eslovaco: uma fé que se põe a caminho, sempre animada por uma devoção simples e sincera, sempre em peregrinação à procura do Senhor”, disse ainda o Papa.

A profecia

“A fé de Maria é também uma fé profética. Com a sua própria vida, a jovem de Nazaré é profecia da obra de Deus na história, da sua ação misericordiosa que subverte as lógicas do mundo, exaltando os humildes e derrubando os soberbos. Maria é a Filha de Sião anunciada pelos profetas de Israel, a Virgem que conceberá o Deus conosco, o Emanuel. Como Virgem Imaculada, Maria é ícone da nossa vocação: como Ela, somos chamados a ser santos e imaculados no amor, tornando-nos imagem de Cristo.” Maria “traz no seu ventre a Palavra de Deus que se fez carne, Jesus”, disse ainda Francisco, convidando-nos a não nos esquecer que a fé não pode ser reduzida “a um açúcar que adoça a vida. Jesus é sinal de contradição. Veio para trazer a luz onde há trevas, pondo as trevas a descoberto e forçando-as a renderem-se. Por isso, as trevas lutam sempre contra Ele. Quem acolhe Cristo e se abre para Ele, ressuscita; quem o rejeita, encerra-se na escuridão e arruína-se a si mesmo. Diante de Jesus, não se pode ficar morno, com «o pé em dois sapatos». Acolhê-lo significa aceitar que Ele desvende as minhas contradições, os meus ídolos, as sugestões do mal, e se torne para mim ressurreição, aquele que sempre me levanta, que me toma pela mão e me faz recomeçar. Sempre me levanta”.

Também hoje a Eslováquia precisa destes profetas. De vocês bispos que sigam este caminho. Não se trata de ser hostis ao mundo, mas ser «sinais de contradição» no mundo. Cristãos que sabem mostrar, com a vida, a beleza do Evangelho: que são tecedores de diálogo onde as posições se tornam rígidas; que fazem resplandecer a vida fraterna na sociedade, onde muitas vezes nos dividimos e contrapomos; que difundem o bom perfume do acolhimento e da solidariedade, onde muitas vezes prevalecem os egoísmos pessoais e coletivos; que protegem e guardam a vida onde reinam lógicas de morte.

A compaixão

“Maria é a Mãe da compaixão. A sua fé é compassiva”, disse ainda Francisco. “Aquela que se definiu como «a serva do Senhor» e se preocupou, com solicitude materna, de que não faltasse o vinho nas bodas de Caná, partilhou com o Filho a missão da salvação, até ao pé da Cruz. Junto da cruz, Nossa Senhora das Dores simplesmente permanece. Não foge, não tenta salvar-se a si mesma, não usa artifícios humanos nem anestésicos espirituais para escapar da dor. Esta é a prova da compaixão: ficar junto da cruz. Ficar com o rosto marcado pelas lágrimas, mas com a fé de quem sabe que, no seu Filho, Deus transforma o sofrimento e vence a morte.”

E também nós, olhando para a Virgem Mãe Dolorosa, nos abrimos a uma fé que se torna compaixão, que se torna partilha de vida com quem está ferido, quem sofre e quem é constrangido a carregar nos ombros cruzes pesadas. Uma fé que não se fica no abstrato, mas faz-nos entrar na carne e nos torna solidários com os necessitados. Esta fé, no estilo de Deus, humilde e silenciosamente levanta o sofrimento do mundo e irriga os sulcos da história com a salvação.

Despedida do povo eslovaco

No final da missa, o Papa Francisco despediu-se da Eslováquia com uma saudação.

Queridos irmãos e irmãs!

Chegou a hora de me despedir de seu país. Nesta Eucaristia, dei graças a Deus por ter-me concedido a graça de vir estar com vocês e concluir a minha peregrinação no devoto abraço de seu povo, celebrando juntos a grande festa religiosa e nacional da Padroeira, Nossa Senhora das Dores.

Por fim, o Papa agradeceu ao povo eslovaco pelo acolhimento e a todos aqueles que colaboraram de diversos modos, especialmente com a oração, na preparação de sua visita ao país.