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Nossa Senhora das Dores é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às

Nossa Senhora das Dores é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo. 

A imagem de Nossa Senhora das Dores com espadas cravadas em seu peito, interpreta na imagem o que Maria experimenta na vida, porque expressa o que ela sentiu ao ver o seu filho crucificado e sofrendo cruelmente pela humanidade, foi como se uma espada atravessasse o seu peito. 

As sete dores de Nossa Senhora

  1.   A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
  2.   A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
  3.   O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
  4.   O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
  5.   O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);
  6.   Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
  7.   O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

Dos Sermões de São Bernardo, abade

(Sermo in dom. infra oct. Asumptionis,14-15: Opera omnia, Edit. Cisterc. 5[1968],273-274)

(Séc.XII)

Estava sua mãe junto à cruz

O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da paixão do Senhor. Este foi posto, diz o santo ancião sobre o menino, como um sinal de contradição, e a Maria: e uma espada traspassará tua alma (cf. Lc 2,34-35). Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada traspassou tua alma. Aliás, somente traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma. A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal. E pior que a espada, traspassando a alma, não foi aquela palavra que atingiu até a divisão entre a alma e o espírito: Mulher, eis aí teu filho? (Jo 19,26). Oh! que troca incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez do Deus verdadeiro. Como ouvir isto deixaria de traspassar tua alma tão afetuosa, se até a sua lembrança nos corta os corações, tão de pedra, tão de ferro?

Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar-se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto; esteja também longe de seus servos. Talvez haja quem pergunte: “Mas não sabia ela de antemão que iria ele morrer?” Sem dúvida alguma. “E não esperava que logo ressuscitaria?” Com toda a confiança. “E mesmo assim sofreu com o Crucificado?” Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto: depois dela nunca houve igual.

Tal como no último mês falamos das vocações a que Deus chama seus filhos, em setembro temos o convite de meditação e aprofundamento das

Tal como no último mês falamos das vocações a que Deus chama seus filhos, em setembro temos o convite de meditação e aprofundamento das Sagradas Escrituras, pela qual Deus falou e fala ao coração dos homens (cf. CIC 109).

Ao longo de todo o mês, apresentaremos a beleza do chamado de grandes homens e mulheres das Escrituras que foram convidados a uma importante missão em meio ao povo de Deus, ouvindo e correspondendo à voz do Senhor.

Antes dos relatos da vocação de Abraão, Sara, José, Moisés, ou ainda, do convite de Jesus aos discípulos, serem escritos pelos autores inspirados por Deus, outras pessoas tiveram uma profunda experiência de fé, em meio a tantas adversidades e circunstâncias, confiando suas vidas ao amor de Deus (cf. CIC 106-108).

O Concílio Vaticano II ensina que, “todo o homem aparece como o destinatário da Palavra, interpelado e chamado a entrar, por uma resposta livre, em tal diálogo de amor” (Verbum Domini, n. 22). Logo, a leitura da Palavra de Deus deve ser muito mais que algo automático, mas, ao contrário, devemos aproximarmo-nos dela com reverência, como quem escuta a voz de uma pessoa amada que fala ao coração, numa conversa amorosa, que deseja o bem-supremo, a salvação e a felicidade eternas.

Ao ouvirmos, por exemplo, o Senhor que diz a Abrão “…vai para a terra que eu te mostrar” (Gn 12, 1), podemos nos colocar diante de tal solicitação de Deus. A quais lugares o Senhor deseja que nos desloquemos? Quais terras, quais pessoas sou convidado a encontrar? Que apegos devem ser deixados para trás para que possamos abraçar os projetos de Deus?

Ao adentrarmos os textos bíblicos, vemos ali a fragilidade humana, os medos que estão secretamente encerrados dentro de cada um de nós (cf. Verbum Domini, n. 24) e mesmo os grandes homem e mulheres da Bíblia encontraram dentro de si, em maior ou menor intensidade. Isso faz-nos ainda mais próximos daquelas realidades.

O Senhor Deus, portanto, sabe de nossa fragilidade, mas ainda assim, quer contar conosco, sabedor da nossa dificuldade de falar (cf. Ex. 4, 10), do nosso sentimento de indignidade e pequenez diante da grandeza do chamado (cf. Jr 1, 6; Lc 1, 34), ou até mesmo de nossas infidelidades (cf. Jo 21, 17). Assim mesmo Ele nos chama, como muitas vezes em sua Palavra, e espera de nós uma resposta de confiança e liberdade, no amor.

A Diocese de Roma acolhendo o apelo do Papa Francisco e realiza amanhã, 15 de setembro de 2021, um dia de oração e jejum
A Diocese de Roma acolhendo o apelo do Papa Francisco e realiza amanhã, 15 de setembro de 2021, um dia de oração e jejum pelo Afeganistão. Além da oração dom Gianpiero Palmieri, vice-gerente da diocese de Roma pediu acolhida para as famílias afegãs. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
O Vicariato de Roma convida todas as comunidades a viverem nesta quarta-feira, um dia diocesano de jejum, oração e solidariedade pelo povo afegão. No dia da comemoração litúrgica de Nossa Senhora das Dores, a diocese propõe às 21h, na comunidade paroquial dos Santos Fabiano e Venanzio, um momento de oração que será presidido por dom Gianpiero Palmieri, vice-gerente da diocese de Roma. Padre Giovanni Scalese, um barnabita, superior da Missio sui iuris no Afeganistão, que foi missionário no país por muito tempo e retornou à Itália depois que os talibãs tomaram o poder, dará seu testemunho.

A diocese, destaca um comunicado, dessa maneira acolhe o apelo em prol do Afeganistão lançado pelo Papa Francisco em 29 de agosto no Angelus com um convite para intensificar a oração e o jejum, pedindo ao Senhor misericórdia e perdão. “A tragédia do povo afegão está diante dos olhos de todos nós”, escreve dom Palmieri em uma carta enviada à comunidade diocesana nos últimos dias. “Sua história conturbada, seu abandono a si mesmos e a falta de perspectivas futuras nos fazem temer por esses irmãos e irmãs”. O prelado pede em particular orações pelas mulheres e a transformação do jejum em uma contribuição de caridade para o acolhimento das famílias refugiadas, a ser doada à Cáritas diocesana.

“Seria um bonito sinal evangélico”, conclui dom Palmerio, “se houvesse também vontade de acolher uma pessoa ou uma família na paróquia, no instituto religioso ou diretamente na família”. A esperança deles será mantida se experimentarem a nossa solidariedade”. A celebração na paróquia dos Santos Fabiano e Venanzio será transmitida na página do Facebook da diocese de Roma e transmitida ao vivo pela tv italiana Telepace.

Hoje a Igreja Católica celebra a Exaltação da Santa Cruz, que é símbolo da vitória de Jesus Cristo sobre a morte e o pecado

Hoje a Igreja Católica celebra a Exaltação da Santa Cruz, que é símbolo da vitória de Jesus Cristo sobre a morte e o pecado e um sinal da salvação para todos os cristãos. A cruz sobre a qual Cristo sofreu era apenas um instrumento material de sua morte, mas na época dos Apóstolos se tornou o símbolo da redenção operada por Cristo e, portanto, símbolo da Fé Cristã, âncora de salvação para o mundo.

De acordo com informações do Vaticano, “a literatura patrística e os testemunhos arqueológicos colocaram como ponto de referência a respeito da cruz na festa da inventio crucis (descoberta da cruz), nascida pela dedicação das basílicas construídas em Jerusalém, pelo Imperador Constantino do Santo Sepulcro e do Calvário (325 dC). A partir de então, impulsionou-se sempre mais, o culto da cruz com o desenvolvimento de uma série de homilias dos santos padres e de iconografias bem individuais”.

A Igreja convida que todos tenham gratidão à Cristo que nos remiu por sua cruz. Na manhã de hoje, durante sua homilia, o Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, comentou sobre a importância da data: “A Festa da exaltação da Santa Cruz nos coloca diante do maior símbolo cristão que é a cruz e nos revela a grandeza surpreendente de Deus. Essa grandeza que transforma os sinais de morte em sinais de vida. Que transforma a própria morte em vida plena. Somente Deus é capaz de algo desta natureza”.

Sobre a história Dom Dario conta que “segundo a tradição, a cruz de Cristo foi descoberta no ano de 326 por Helena de Constantinopla – mãe do imperador Constantino I – durante uma peregrinação a cidade de Jerusalém. Diante deste episódio a Igreja do Santo Sepulcro foi construída no local da descoberta. A Igreja foi dedicada nove anos depois com uma parte da Cruz em exposição. No dia 13 de setembro de 335 ocorreu a dedicação da Igreja e a cruz foi exposta no dia 14 – daí a festa da Exaltação da Santa Cruz – para que os fiéis pudessem orar e venerar. É, portanto, a data que se celebra até hoje a sua exaltação. ”

Paróquia

Na Arquidiocese de Vitória, existe a Paróquia Santa Cruz, no bairro Vale Encantado, Vila Velha. Ela foi instituída em 11 de setembro de 2016 e possui oito comunidades: Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Clara, Santo Antônio, Santa Luzia, Cristo Rei, Sagrada Família, São Pedro e São Paulo e a Matriz Santa Cruz.

O pároco é o padre Solon Lauff Dias desde a fundação da paróquia. Neste ano está sendo comemorado os 50 anos da Comunidade Matriz e uma programação está sendo realizada nos últimos dias. Hoje acontece uma missa solene, às 19h30, presidida pelo pároco e no próximo sábado será realizada uma missa em ação de graças pelo aniversário da paróquia.

“Nós vos adoramos senhor Jesus Cristo, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo”.

Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo

(Oratio 10 in Exaltatione sanctae crucis: PG97,1018-1019)
(Séc.VIII)

A glória e a exaltação de Cristo é a cruz

Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim, porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.

Catequese e sua missão: Introduzir a Palavra de Deus, na Iniciação à Vida Cristã (I) “E a Palavra habitou entre nós, e nós vimos

Catequese e sua missão: Introduzir a Palavra de Deus, na Iniciação à Vida Cristã (I)

E a Palavra habitou entre nós, e nós vimos a sua glória.” (Jo 1,14)

A catequese tem a árdua missão de introduzir, com profundidade, a Palavra de Deus na Iniciação à Vida Cristã. No caminho catequético, é necessário que exista um progressivo envolvimento com a Sagrada Escritura, a Palavra de Deus. “A missão de iniciar na fé coube, na Igreja antiga, à liturgia e à catequese” (CNBB, Doc.107, n. 70). A educação na fé é catequese, uma missão que compete à Igreja, acolher a Palavra que veio habitar entre nós e transmiti-la com competência.

Na Carta Apostólica, em forma de nota, próprio o Papa Francisco diz: “Toda a história da evangelização destes dois milênios manifesta, com grande evidência, como foi eficaz a missão dos catequistas” (Antiquum Ministerium, n.3). Importante observar com a Carta Apostólica apresenta a missão na catequese: “Missão evangelizadora” (n.2), “missão dos catequistas”, “missão insubstituível” (n.3), “missão própria do Bispo”, “missão no mundo”, também “missão na comunidade” (n. 5), “missão dos leigos” (n, 7) e a Carta Apostólica conclui: “missão salvadora da Igreja para o mundo” (n.11). A Igreja reconhece os incansáveis catequistas que anunciam o Evangelho de Cristo, com competência, inteligência e dedicação  em evangelizar.

Jesus, revelado na humanidade, oferece vida e Salvação. Ele não impõe, não força ninguém; somente convida seus ouvintes a aceitar o dom da graça. Ele pede sinal de conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho” e isto apresenta uma experiência de fé adulta. Porque no centro desse percurso missionário da Igreja, encontra-se “Jesus de Nazaré”, Filho único do Pai. “O que vimos e ouvimos, o que as nossas mãos tocaram da Palavra de vida (…) isto nós vos anunciamos” (1Jo 1,1). Este anúncio precisa ser valorizado na leitura orante da Palavra de Deus, como método para o conhecimento pessoal e comunitário da Sagrada Escritura.

A missão da catequese é conduzir as pessoas na adesão a Jesus Cristo, introduzindo-as nos sacramentos da iniciação cristã, Batismo, Confirmação e Eucaristia. “A Iniciação à Vida Cristã é lugar privilegiado de animação bíblica da vida e da pastoral. Os processos de iniciação se fundamentam na Sagrada Escritura e na liturgia, educam para a escuta da Palavra e para a oração pessoal, mediante a leitura orante, evidenciando uma estreita relação entre Bíblia, catequese e liturgia” (CNBB, Doc. 107, n. 66). Depois, fortalecem esses que foram iniciados a permanecerem na centralidade do querigma, no amadurecimento e maturidade, na experiência mistagógica para favorecer no seguimento com Cristo. “Asseguro-vos que quem ouve a minha Palavra e crê em quem me enviou, tem vida eterna” (Jo 5,24).

A catequese tem a sublime missão de caminhar decididamente, anunciando a Palavra de Deus, no serviço e no testemunho da fé, vencendo as forças de incredulidade. “A liturgia também leva os féis a serem unânimes na piedade, depois de participarem dos sacramentos pascais, para que na vida conservem o que receberam na fé” (SC, n. 10). Por isso, a liturgia é cume e fonte da vida da Igreja, com missão de dia após dia transformar a vida dos catequizandos em morada espiritual de Deus, mergulhados no Mistério de Cristo presente nas celebrações litúrgicas. Como filhos de Deus, ainda dispersos sobre a face da terra, peregrinando ao encontro, até que se tornem um só rebanho, sob a proteção do único Pastor.

Olhando para a catequese em nossos tempos, cabe-nos perguntar: Para quais fronteiras o catequista (a) precisa ser enviado (a)? Para aquilo que é específico da catequese, anunciar Cristo e seu Reino, sendo discípulos e discípulas, missionários e missionárias da alegria e da esperança, num mundo marcado pelas descrenças, do individualismo, do imediatismo e do descartável. “Evangelizar no Brasil cada vez mais urbano, em comunidades eclesiais missionárias, pelo anúncio da Palavra de Deus” (DGAE 2019-2023, p.9). A centralidade da Palavra reconduz nossas comunidades eclesiais às suas fontes autênticas de missão. A catequese se renova à medida que a Sagrada Escritura for presença inspiradora e tenha influência em todo processo catequético.

O Papa Francisco alerta que, no contexto atual, há urgente necessidade de missionários e missionárias da esperança, da alegria, da ternura e da compaixão: “A atividade missionária, ainda hoje, representa o máximo desafio para a Igreja, e a causa missionária deve ser […] a primeira de todas as causas. Que sucederia se tomássemos, realmente a sério, estas palavras? Simplesmente reconheceríamos que a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (EG, n.15). Logo, precisamos de uma catequese, acolhedora, querigmática, mistagógica e missionária, ensinando aos catequizando o caminho que leva à fonte que é Cristo.

Pe. Roberto Francisco Sebastião Natal

O Papa Francisco que está em visita à Eslováquia e ontem registrou no Livro de Honra uma mensagem: “Peregrino em Bratislava, abraço com afeto
O Papa Francisco que está em visita à Eslováquia e ontem registrou no Livro de Honra uma mensagem: “Peregrino em Bratislava, abraço com afeto o povo eslovaco e rezo por este país de raízes antigas e com rosto jovem, para que seja uma mensagem de fraternidade e de paz no coração da Europa”, hoje irá ao Centro Belém para encontrar as irmãs da Congregação de Madre Teresa de Calcutá. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Os mais pobres dos pobres, que as freiras de Madre Teresa acolhem no coração da Eslováquia, estarão ao redor do Papa hoje, em sua visita ao Centro de Belém, na tarde deste segundo dia na Eslováquia. Padre Juraj Vittek nos fala sobre a caridade concreta que tenta curar a solidão de todos.
Uma visita privada entre por entre quartos e o pátio. Assim, na tarde desta segunda-feira, 13, por volta das 16h (horário local), o Papa Francisco visitará o Centro Belém em um dos maiores bairros da Eslováquia e da Europa Central.

E é justamente ali que as Irmãs da Congregação de Madre Teresa acolhem e ajudam os sem-teto e as pessoas com maiores dificuldades da cidade e de suas periferias. Assim, o rosto da caridade concreta dos eslovacos é mostrado ao Pontífice que, para a ocasião, poderá saudar também um grupo de pessoas da Paróquia da Sagrada Família Oratório São Filipe Neri, à qual o Centro está ligado. A guiá-lo, o padre Juraj Vittek, o pároco que falou ao Vatican News sobre a realidade social, o trabalho das irmãs e o espírito com que, como sacerdote, está vivendo esta visita de Francisco. De fato, pela manhã, o sacerdote também participa do encontro do Papa na Catedral com religiosos e bispos:

Padre Vittek, qual é a realidade do Centro Belém e o que o Papa encontrará?

O Centro acolhe os mais pobres dos pobres, como disse Madre Teresa. As freiras costumam sair de casa e vão procurá-los no bosque, na rua, embaixo das pontes e trazê-los para cá. No entanto, seu apostolado diz respeito também a todos os pobres, que estão espalhados por toda parte. Nas tardes de domingo são cerca de 170 pessoas que povoam o Centro para comer uma refeição que as irmãs preparam e todos são convidados a participar da Missa da tarde, na capela que é o lugar sagrado e festivo da casa. O Papa, que quis visitar a casa, encontrar os pobres e aprender sobre o apostolado das irmãs, verá também outras pessoas aqui reunidas: colaboradores leigos que ajudam as irmãs, sacerdotes que vêm regularmente e outras famílias pobres de fora. Eles estarão no jardim comigo. Uma vez que esta realidade faz parte da minha paróquia – aquela que João Paulo II visitou em 2003, a Paróquia da Sagrada Família – fomos convidados, e com as crianças e as famílias preparamos um acolhimento festivo, um acolhimento alegre com as nossas canções.

Podemos considerar este Centro um espelho da realidade social da cidade e do país?

O bairro onde está localizado o Centro é o maior da Europa Central, com seus 120.000 habitantes. Construído pelos comunistas nos anos 70-80, nos 90 era chamado de Bronx Eslovaco, porque havia drogas e violência. Mas hoje a situação mudou muito, é um bom lugar para morar, fica perto do centro, mas como tantos conglomerados urbanos muito grandes vê as dificuldades de tantas pessoas. Mas eu não diria que é um bairro pobre. São as periferias aquelas que têm os mais marginalizados: alcoólatras, toxicodependentes e muitos que vivem na rua. Existem várias causas para essa dificuldade. Por exemplo, acompanho uma pessoa que mora na rua porque ainda não conseguiu superar o assassinato de sua família pela máfia e por 20 anos ainda não conseguiu superar sua solidão. Assim, aqui as histórias são muito diferentes, também há muitos que estão bem integrados e ajudam. Mas o maior problema continua sendo a perda do sentido da vida. Infelizmente não podemos ajudar a todos como gostaríamos e muitos acabam nas ruas novamente.

O senhor também participa do encontro com o Papa na Catedral na manhã de hoje, com bispos e religiosos. O que esperas desta ocasião e como o senhor se preparou?

Eu leio a visita do Papa por meio das muitas congruências entre a nossa Igreja e a latino-americana. Conheci muitos sacerdotes latino-americanos e vi que existem muitas semelhanças com a nossa Igreja, porque existe muita espiritualidade, existe uma devoção popular que é uma força natural, segundo o Papa, da nova evangelização. O povo simples é o portador do Espírito Santo que renova a Igreja. Como diz o Papa: “O povo se evangeliza por si mesmo”. Acho que o Papa percebe isso na Igreja eslovaca. Certamente também aqui não faltam perigos, individualismo e crescimento de populismos como no resto da Europa, aspectos que o Papa não considera bons, na minha opinião. E por isso acredito e espero que o Papa encoraje as boas forças da Igreja eslovaca para que possamos retomar o nosso caminho marcado por uma certa confusão que antes não existia. Os nossos fiéis estão sujeitos a contradições e acredito que ele queira encorajar a devoção popular saudável.

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, acaba de divulgar nota de falecimento de Monsenhor Rômulo, padre que participou inúmeras vezes de momentos importantes em

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, acaba de divulgar nota de falecimento de Monsenhor Rômulo, padre que participou inúmeras vezes de momentos importantes em nossa arquidiocese. A Arquidiocese de Vitória solidariza-se com a Diocese de Cachoeiro e os familiares de Monsenhor Romulo e reza por todos neste momento de dor. Leia a nota da Diocese de Cachoeiro.

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim comunica com muito pesar o falecimento do Monsenhor Antônio Rômulo Zagotto, ocorrido na tarde deste domingo, 12 de setembro. Assim que houver definição daremos as informações sobre o velório, exéquias e sepultamento.

Que Deus o acolha em seu Reino, pois temos a certeza que Monsenhor Rômulo velará do Céu por cada fiel de nossa Diocese, assim como fazia em Terra. Aos familiares, amigos próximos e irmãos presbíteros, nossos sentimentos.

Antonio Vitor I “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8, 34b) A Liturgia

Antonio Vitor I “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8, 34b)

A Liturgia de hoje nos convida a refletir sobre o caminho de realização humana que perpassa pela fé e adesão verdadeira a Jesus Cristo. Um caminho que não leva ao fracasso, como julga o mundo, mas à Vida verdadeira. 

Na Primeira Leitura (Is 50, 5-9a), ouvimos o relato de um profeta anônimo que incumbido da missão de anunciar e testemunhar a Palavra salvadora de Deus experimenta a perseguição e os sofrimentos.  Conhecido como “Servo do Senhor”, é interpretado desde os primeiros cristãos como figura de Jesus Cristo: perseguido e morto por causa de sua Palavra de Salvação. No entanto, como relatado no livro de Isaías, o “Servo do Senhor” tem Deus como auxiliador (Cf. Is 50, 9a), por isso não há razão para medo. E de fato, Deus ressuscitou e glorificou seu Filho. Quem confia em Deus e segue fielmente suas propostas não fica decepcionado. 

Já na Segunda Leitura (Tg 2, 14-18), a Carta de São Tiago nos propõe que a fé sem obras é morta. Ou seja, a nossa fé deve traduzir-se em ações concretas no mundo, caso contrário se tornará apenas uma declaração de boas intenções. Aderir ao projeto de salvação de Jesus Cristo implica acolher a vida nova e plena que gratuitamente nos é ofertada e transparecer essa adesão em gestos de solidariedade, fraternidade e amor ao próximo. É no cotidiano, portanto, que a vivência da fé se materializa em ações de serviço e partilha. Discursos, conselhos, teorias e reflexões bem elaboradas se tornam desprovidos de sentido se não são acompanhados de gestos concretos. Nesse sentido, ser cristão não é algo que se vive na teoria, não é apenas um registro no livro de batismos da Paróquia. Mas sim uma adesão sincera a Cristo que significa conformar nossa vida aos valores do seu Evangelho e manifestar a fé na vida concreta. 

No Evangelho (Mc 8, 27-35), Marcos nos relata a confissão de fé de Pedro e dos discípulos de que Jesus é o Messias. Jesus faz duas perguntas aos discípulos: o que os outros pensam Dele e o que os próprios discípulos pensam Dele. A opinião do povo é de que Jesus é um profeta (João Batista, Elias), uma continuidade do passado. Seus olhos deixam escapar a originalidade e novidade de Jesus: o cumprimento da profecia, Aquele que vem para salvar. Veem Jesus apenas como um homem justo; não entenderam a profundidade do seu mistério. Pedro, no entanto, em nome da comunidade dos discípulos proclama que Jesus é o Messias. Mas Pedro ainda não havia compreendido a missão de Jesus e confunde seu messianismo somente com a glória e a vitória. Por isso Jesus é repreendido por Pedro após explicar que Ele deverá sofrer muito, ser rejeitado, morrer e ressuscitar no terceiro dia. 

Entretanto, é nesse contexto que  Jesus revela a tônica de sua missão e nos dá a lógica de seu seguimento: “[…] Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la” (Mc 8, 35). Seguir a Jesus e aderir a sua proposta de salvação não exclui os sofrimentos inerentes a essa decisão, nem torna a vida mais tranquila ou “perfeita”. Mas, antes de tudo, significa abraçar a exemplo do Senhor as rejeições e sofrimentos, fazer a fé frutificar em gestos concretos e levar às últimas consequências o amor a Deus e ao próximo.

Antonio Vitor Favero

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: Nossa Senhora da Conceição – Alfredo Chaves.

Paróquia de estágio Pastoral: Bom Jesus – Novo Horizonte – Cariacica.