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Começa neste sábado (26) a série de encontros de formação voltados para todos os agentes da Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Arquidiocese de Vitória.

Começa neste sábado (26) a série de encontros de formação voltados para todos os agentes da Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Arquidiocese de Vitória. Para este primeiro dia estão inscritas 52 pessoas e serão contempladas as Áreas Pastorais Vitória e Serrana. As reuniões acontecerão online, pela plataforma Zoom e os participantes se inscreveram previamente.

Nestes encontros serão tratados os assuntos: sobre o papel da PASCOM nas paróquias; produção de texto para o site da Arquidiocese de Vitória; como devem ser realizadas as transmissões ao vivo de missas e eventos em geral e ações para as redes sociais. Tudo baseado no Guia-de-Implantação-da-Pascom que será disponibilizado a todos os agentes e também pode ser baixado clicando no nome.

Na Arquidiocese de Vitória a Pastoral da Comunicação está presente em 16 paróquias da área Benevente; 16 paróquias da área Cariacica-Viana; 9 paróquias da área Serrana; 14 paróquias da área Vitória; nas 20 paróquias da área Vila Velha e em 15 paróquias da área Serra-Fundão.

Programação por Área Pastoral   

26 de junho – Sábado

9h30 –  Vitória

11h –  Serrana

10 de julho – Sábado

9h30 –  Cariacica/Viana

11h – Vila Velha

17 de julho – Sábado

9h30 –  Benevente

11h – Serra/Fundão

Faça a sua inscrição abaixo clicando no nome da sua Área Pastoral!

Vitória 

Serrana

Cariacica/Viana 

Vila Velha

Benevente 

Serra/Fundão

 

O mês de outubro é dedicado às missões e no dia 23 e 24 de outubro deste ano de 2021 será realizada a Coleta

O mês de outubro é dedicado às missões e no dia 23 e 24 de outubro deste ano de 2021 será realizada a Coleta Nacional. O resultado do coleta é enviado em 80% para a Congregação para Evangelização dos Povos e 20% são destinados ficam no Brasil para manter os trabalhos das Pontifícias Obras Missionárias.

A música para a Campanha já está disponível e pode ser escutada clicando neste link: https://youtu.be/43l_dGLEvig

Leia a matéria publicada no site da CNBB.

A música “Vivo alegria de ser missionário”, de autoria do arcebispo de Palmas (TO), dom Pedro Brito Guimarães, animará o Mês Missionário de 2021. “Jesus Cristo é missão” é o tema proposto pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para este ano, junto com a inspiração bíblica é “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4,20). Motivada pela Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, a Campanha Missionária de 2021 destaca o testemunho de missionários e missionárias da compaixão e da esperança.

De acordo com o diretor nacional das POM, padre Maurício Jardim, a razão da escolha da música é o alinhamento do conteúdo com o tema da campanha missionária “Jesus Cristo é missão”, que é uma continuidade da temática do ano passado, “A vida é missão”.

“No hino, dom Pedro fala da alegria de ser missionário não reduzindo a missão a uma dimensão ou em atividades, mas ampliando a compreensão de missão como natureza da Igreja. No próximo ano queremos dar continuidade nesta compreensão de que missão é o ser da Igreja, ou seja, a Igreja é missão”, destacou padre Maurício.

Dom Pedro partilha que a música é seu testemunho vivo, sendo a missão o seu “caso de amor”, sua experiência de viver com alegria a missão. “Espero que vocês cantem, que vocês rezem, que vocês se decidam por serem missionários com alegria e com muita paz. É o meu desejo”, concluiu.

Letra do Hino da Campanha

Vivo a alegria de ser missionário

Dom  Pedro Brito

 

Vivo a alegria de ser missionário

Recebi de Jesus esta linda missão

Mas a América é grande e há pouco operário

Vou fazer romaria, fazer mutirão

 

Então, Jesus é missão, a Igreja é missão

E então, a vida é missão, o amor é missão

Então, Jesus é missão, a Igreja é missão

E então, nós somos missão, missão local

 

Vivo a alegria de ser missionário

Neste mundo marcado por tantas feridas

Há um povo que vive um duro calvário

Vou levar no meu barco a Palavra da Vida

 

Então, Jesus é missão, a Igreja é missão

E então, a vida é missão, o amor é missão

Então, Jesus é missão, a Igreja é missão

E então, nós somos missão, missão continental

 

Vivo a alegria de ser missionário

Tenho sede da vida que nunca secou

Nesta Igreja que vive em tristes cenários

Vivo a minha missão como um caso de amor

 

Então, Jesus é missão, a Igreja é missão

E então, a vida é missão, o amor é missão

Então, Jesus é missão, a Igreja é missão

E então, nós somos missão, universal

 

Uma forte comoção (comoção)

Uma firme decisão (decisão)

Uma nova conversão

A missão continental

Wellinton Cordeiro I “João é o seu nome” (Lc 1, 63b). Ao celebrar a Solenidade da Natividade de São João Batista, a Igreja nos

Wellinton Cordeiro I “João é o seu nome” (Lc 1, 63b).

Ao celebrar a Solenidade da Natividade de São João Batista, a Igreja nos recorda os passos do seguimento a Deus. Recorda-nos, também, que para segui-lo é preciso discernir os passos que nos levam a Ele, bem como, estarmos atentos e percebermos os passos que nos afastam do seu Amor. Caminho de mão dupla, um lado corre na direção de Deus, o outro nos leva na direção de nossa condenação.

Sabemos que o único caminho que nos leva a Deus é vivermos a relação com seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo14, 6). É com Cristo, obedecendo a seus ensinamentos, tendo-O em nosso meio, no compromisso com o próximo, que estamos no caminho para a Vida Eterna, seguindo a trilha do caminho do Amor.

A Revelação plena de Deus à humanidade deu-se na Encarnação do Verbo, que havia de realizar o mistério salvífico mediante a Paixão, Morte e Ressureição. Porém, Deus não depende das nossas lógicas, nem das nossas limitadas capacidades humanas. Pelo contrário, “[…] é preciso aprender a confiar e a silenciar diante do mistério de Deus e a contemplar com humildade e silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação”[1].

Houve um homem que viveu de maneira exemplar o seguimento de Cristo. Mostrou ao gênero humano que é possível, mesmo diante das dificuldades, dar nosso “sim” diário, um “sim” que faça eco em nossas vidas. Ele nos mostrou que seguir o Cristo é ir ao extremo da opção pela Vida, permitiu-se ser instrumento do Reino de seu Senhor.

São João, o Batista, soube preparar os caminhos para que o Senhor viesse e realizasse sua pregação e missão salvífica. Já no ventre de sua mãe, Santa Isabel, sua vocação profética é rodeada de eventos extraordinários, em preparação ao nascimento de Jesus. O Evangelho de Lucas (1,39-45) narra que Isabel, quando grávida, recebeu a visita de sua prima, Maria, que também estava grávida, à espera do menino Jesus. No momento daquele gracioso encontro, João, no ventre de Isabel, exultou de alegria ao ouvir a voz de Maria. 

Isabel era estéril e idosa. O Arcanjo Gabriel anunciou ao seu esposo, Zacarias, o nascimento de um filho: “Não temas Zacarias – disse-lhe – a tua oração foi ouvida e tua mulher, Isabel, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor” (Lc 1,13). O Evangelho de hoje (Lc 1,57-66) nos narra essa experiência da graça de Deus, como se deu a gravidez, como o projeto de Deus permeia a vida do povo, como é possível discernir os caminhos ao Seu seguimento mesmo nos momentos mais improváveis.

A pregação e o testemunho de São João eram tão convincentes, que houve quem chegasse a confundi-lo com o próprio Messias; prerrogativa a qual, com convicção negou: “Eu não sou o Cristo… Eu sou a voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor!”(Jo 1, 23). Ele sabia quem era e qual era a sua missão. Foi enviado para preparar os corações no acolhimento da vinda do verdadeiro Messias, abaixou-se em humildade e soube se reconhecer como aquele que é “indigno de desatar a correia da sandália” (Jo 1, 27).

A vida e as escolhas de João Batista nos ensinam a atitude básica de todo cristão: devemos anunciar a Nosso Senhor Jesus Cristo, e não a nós mesmos; não nossos feitos, mas a escolha de uma vida que renuncia a si mesma em benefício do relacionamento com Deus.

Um mundo que busca, muitas vezes, os aplausos para si mesmo pode contaminar os cristãos a quererem, também, ser o centro das atenções. Quando isso acontece, nos colocamos no lugar de Jesus e acabamos por destruir a raiz do anúncio do Evangelho.

A célebre frase de São João: “É necessário que Ele [Jesus] cresça e eu diminua” (Jo 3, 30), deveria estar sempre inscrita em nós, pois nos ajuda a não perdermos o horizonte de nossa vida cristã. Em todas as atividades que fazemos, sobretudo na Igreja, nos serviços que prestamos aos mais pobres, em nosso trabalho e nossa família, é sempre oportuno que nos perguntemos: estamos nos colocando no lugar que deveria ser de Jesus?

Ele constantemente nos convida a segui-lo, a estarmos em sua presença, contudo, a “mundanidade” nos oferece muitas distrações e atrativos que acabam por nos afastar d’Ele. É importante frisar que Ele não nos afasta de nós; somos nós, com nossos erros, nossos pecados, nosso egoísmo, que vamos nos afastando aos poucos, lentamente, de sua presença, rumo ao espírito do mundanismo.

O Papa Francisco constantemente nos alerta que, com o espírito do mundanismo, o homem escorrega lentamente para o pecado e perde a consciência desse Mal. Seus conselhos nos ajudam, eles nos trazem alguns exemplos de mundanidade que devemos estar atentos e que se constituem limites daquilo que devemos viver: “Se amas ou és apegado ao dinheiro, à vaidade e ao orgulho irás pelo caminho mau”. Se pelo contrário “procuras amar a Deus e servir aos irmãos, se és dócil, se és humilde, se serves os outros, irás pela estrada boa. A tua cidadania é a do céu!”.

Este é o caminho que não se percorre do dia para a noite, ele se faz no cotidiano, se faz ao caminhar. Podemos estabelecer, de imediato, quatro metas a serem seguidas, que nos levarão a Jesus, que são: contemplá-Lo por meio da Oração; escutá-Lo por meio de sua Palavra; unirmos a Ele por meio da Eucaristia; e servi-lo por meio dos mais necessitado, os pobres.

Portanto, que esta Solenidade que celebramos hoje, nos ajude a perceber os caminhos que levam a Nosso Senhor, fortalecendo-nos contra o espírito do mundanismo. E que com mesmo ânimo e sabedoria de São João Batista possamos preparar e anunciar somente os caminhos do Senhor.

Wellinton Cordeiro de Paula

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São Miguel Arcanjo – Araguaia – Marechal Floriano.

Paróquia de Estágio Pastoral: Bom Pastor – Nova Carapina – Serra.

 

 

[1] PAPA FRANCISCO. Angelus (24/06/2018). Disponível em: <Angelus, 24 de junho de 2018 | Francisco (vatican.va). Acesso em 23 jun 2021.

PAPA FRANCISCO. Vigilantes contra a mundanidade: Meditações matutinas na Santa Missa celebrada na capela da casa santa Marta (13/10/2017). Disponível em: < Vigilantes contra a mundanidade (13 de outubro de 2017) | Francisco (vatican.va)>. Acesso em 23 jun 2021.

Após sua ordenação como padre da Arquidiocese de Vitória, o diácono Ruan Coutinho da Cruz, vai retornar ao Pará, onde está responsável pelo projeto

Após sua ordenação como padre da Arquidiocese de Vitória, o diácono Ruan Coutinho da Cruz, vai retornar ao Pará, onde está responsável pelo projeto Missão Diocesana, na Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia. Ruan chega em Vitória no dia 29 de junho – junto dos outros diáconos transitórios – para sua ordenação presbiteral que vai acontecer no dia 28 de agosto, no Santuário Bom Pastor, em Campo Grande, às 17h, e logo depois volta para concluir o trabalho que está realizando desde o início deste ano.

Ele conta que diferente dos outros diáconos, além de servir em uma paróquia, ele acompanha o projeto específico que recebe todos os anos um grupo de jovens de diversas paróquias para uma vida em comum em uma casa, local onde eles rezam, estudam e servem projetos sociais da cidade. Neste ano são 6 jovens: “é um ano de experiência missionária e eu fui colocado como responsável desta casa logo que cheguei. Se assemelha em muito a uma rotina de uma casa religiosa. Para os meninos que querem ir para o Seminário esse ano missionário já conta como propedêutico”, explica o diácono Ruan.

O retorno será só por 3 meses e o diácono explica que lá no Pará eles tem uma carência muito grande de ministros ordenados e quando ele se deparou que ia embora e não tinha ninguém para cuidar do projeto no segundo semestre deste ano. Então ele se colocou à disposição de Dom Dominique, que é o bispo de lá, e a Dom Dario que é o nosso Arcebispo Metropolitano para que ficasse este curto período para concluir o processo. “Será só por um tempo e no Natal eu quero já estar em Vitória com a minha família e com a minha Igreja de origem”, brinca diácono Ruan.

Sobre o Missão Diocesana

Na casa onde vivem os jovens, eles têm formação humano afetiva, introdução aos estudos bíblicos, obrigações com o zelo da casa, rezam as laudes, as vésperas, as completas, o terço e tem uma missa diária na Catedral que participam. “Além disso, tem um dado que para nós é muito diferente. É uma casa mista, que acolhe rapazes e moças que ficam em quartos separados, é claro, mas é uma experiência mista. Atualmente são 5 rapazes e uma menina e a maioria tem em torno de 18, 20 anos, além de um menor de idade e outro de 26 anos. Eles irão na minha ordenação, ganharam as passagens e vão ficar uma semana em Vitória”.

A experiência missionária do diácono Ruan, no Pará, foi intensificada pelo projeto que neste ano está acontecendo de forma excepcional: “todos os anos eles ficam dois meses em formação interna na sede da Catedral e depois vão morar em uma casa da periferia, mas por conta da pandemia, atualmente eles continuam morando na cidade só que todos os dias eles vão para os projetos sociais na periferia e é muito bonito. Inclusive quando Dom Dario esteve aqui, ficou encantado. Ele falou muito sobre o projeto, pois foi algo que ele gostou muito”.

O Papa Francisco iniciou hoje um novo ciclo de catequese na Audiência da quarta-feira. O ciclo anterior foi sobre a oração e o Papa

O Papa Francisco iniciou hoje um novo ciclo de catequese na Audiência da quarta-feira. O ciclo anterior foi sobre a oração e o Papa disse: “Espero que com este itinerário de oração tenhamos conseguido rezar melhor.”

O novo ciclo é com a Carta aos Gálatas que segundo Francisco “parece escrita para os nossos tempos”.

Leia a matéria publicada no site do Vaticano.

Já diante do microfone, o Pontífice iniciou um novo ciclo de catequeses. O tema agora será inspirado no apóstolo Paulo, mais precisamente em Carta aos Gálatas. Ouça e compartilhe

“É uma Carta muito importante, diria até decisiva, não só para conhecer melhor o Apóstolo, mas sobretudo para considerar alguns dos temas que ele aborda em profundidade, mostrando a beleza do Evangelho. Parece escrita para os nossos tempos”, explicou o Pontífice.

As primeiras comunidades cristãs

Entre os temas a serem explorados nas próximas semanas, estão a conversão, a liberdade, a graça e o modo de vida cristão, mas a primeira temática abordada por Francisco foi a obra de evangelização realizada pelo Apóstolo, que visitou as comunidades da Galácia pelo menos duas vezes durante as suas viagens missionárias.

Sabe-se que os gálatas eram uma antiga população celta que, através de muitas vicissitudes, se estabeleceu na extensa região da Anatólia que tinha a sua capital na cidade de Ancira, hoje Ankara, capital da Turquia.

Paulo relata apenas que, por causa de uma doença, viu-se obrigado a permanecer naquela região – fato que indica que o caminho da evangelização nem sempre depende da nossa vontade e dos nossos projetos, mas requer a disponibilidade a deixar-nos plasmar e seguir outros caminhos que não estavam previstos.

A chegada dos “abutres”

Para o Papa, é interessante notar a preocupação pastoral de Paulo, pois havia muitos infiltrados semeando teorias contrárias aos seus ensinamentos, chegando ao ponto de o difamar. Como alguém dizia, notou o Pontífice, “vêm os abutres a destruir a comunidade”.

“Como podemos ver, é uma prática antiga apresentar-se em certas ocasiões como o único possuidor da verdade e procurar menosprezar o trabalho dos outros, até com a calúnia”, afirmou.

Entre as intrigas, os adversários argumentaram que os Gálatas teriam de renunciar à sua identidade cultural e os mesmos se encontravam numa situação de crise. Para eles, que conheceram Jesus e acreditaram na obra de salvação realizada através da sua morte e ressurreição, foi verdadeiramente o início de uma nova vida, mas se sentiam desorientados e incertos sobre como se comportar e a quem ouvir.

“Pensemos em alguma comunidade cristã ou diocese: começam as histórias e depois acabam por desacreditar o pároco, o bispo. É precisamente o caminho do maligno, dessas pessoas que dividem e não sabem construir. E nesta Carta aos Gálatas vemos este procedimento.”

Uma situação que se apresenta também hoje, constatou Francisco:

“Ainda hoje, não faltam pregadores que, especialmente através dos novos meios de comunicação, se apresentam não para anunciar o Evangelho de Deus que ama o homem em Jesus Crucificado e Ressuscitado, mas para reiterar com insistência, como verdadeiros ‘guardiães da verdade’, qual é a melhor maneira de ser cristão.”

A liberdade oferecida por Cristo

Estas pessoas afirmam que o verdadeiro cristianismo é aquele a que estão ligados, frequentemente identificado com certas formas do passado, e que a solução para as crises de hoje é voltar atrás para não perder a genuinidade da fé. Também hoje, como outrora, existe a tentação de se fechar em algumas certezas adquiridas em tradições passadas.

O traço distintivo dessas pessoas, segundo o Papa, é a rigidez: “Diante da pregação do Evangelho que nos torna livres, nos faz alegres, estes são rígidos”.

Mas é o próprio Apóstolo que indica o caminho a seguir, e é o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado; é o caminho do anúncio, que se realiza através da humildade e da fraternidade; “os novos pregadores não conhecem o significado da humildade, da fraternidade”; é o caminho da confiança mansa e obediente, que os novos pregadores não conhecem, na certeza de que o Espírito Santo age em cada época da Igreja. “Em última instância, a fé no Espírito Santo presenta na Igreja nos leva avante e nos salvará.”

A mensagem do Papa Francisco para o Dia dos avós e dos idosos foi divulgada na manhã de hoje, 22 de junho de 2021.

A mensagem do Papa Francisco para o Dia dos avós e dos idosos foi divulgada na manhã de hoje, 22 de junho de 2021. A data será comemorada no 4º domingo de julho, dia 25. Leia mensagem abaixo:

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

(4º domingo de julho – 25 de julho de 2021)

 

«Eu estou contigo todos os dias»

Queridos avôs, queridas avós!

«Eu estou contigo todos os dias» (cf. Mt 28, 20) é a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu; e hoje repete-a também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! «Eu estou contigo todos os dias» são também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso como tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, connosco –, preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado.

Bem sei que esta mensagem te chega num tempo difícil: a pandemia foi uma tempestade inesperada e furiosa, uma dura provação que se abateu sobre a vida de cada um, mas, a nós idosos, reservou-nos um tratamento especial, um tratamento mais duro. Muitíssimos de nós adoeceram – e muitos partiram –, viram apagar-se a vida do seu cônjuge ou dos próprios entes queridos, e tantos – demasiados – viram-se forçados à solidão por um tempo muito longo, isolados.

O Senhor conhece cada uma das nossas tribulações deste tempo. Ele está junto de quantos vivem a dolorosa experiência de ter sido afastado; a nossa solidão – agravada pela pandemia – não O deixa indiferente. Segundo uma tradição, também São Joaquim, o avô de Jesus, foi afastado da sua comunidade, porque não tinha filhos; a sua vida – como a de Ana, sua esposa – era considerada inútil. Mas o Senhor enviou-lhe um anjo para o consolar. Estava ele, triste, fora das portas da cidade, quando lhe apareceu um Enviado do Senhor e lhe disse: «Joaquim, Joaquim! O Senhor atendeu a tua oração insistente».[1] Giotto dá a impressão, num afresco famoso[2], de colocar a cena de noite, uma daquelas inúmeras noites de insónia a que muitos de nós se habituaram, povoadas por lembranças, inquietações e anseios.

Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: «Eu estou contigo todos os dias». Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!

Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil. Neste período, aprendemos a entender como são importantes, para cada um de nós, os abraços e as visitas, e muito me entristece o facto de as mesmas não serem ainda possíveis em alguns lugares.

Mas o Senhor envia-nos os seus mensageiros também através da Palavra divina, que Ele nunca deixa faltar na nossa vida. Cada dia, leiamos uma página do Evangelho, rezemos com os Salmos, leiamos os Profetas! Ficaremos comovidos com a fidelidade do Senhor. A Sagrada Escritura ajudar-nos-á também a entender aquilo que o Senhor nos pede hoje na vida. De facto, Ele manda os operários para a sua vinha a todas as horas do dia (cf. Mt 20, 1-16), em cada estação da vida. Eu mesmo posso dar testemunho de que recebi a chamada para me tornar Bispo de Roma quando tinha chegado, por assim dizer, à idade da aposentação e imaginava que já não podia fazer muito de novo. O Senhor está sempre junto de nós – sempre – com novos convites, com novas palavras, com a sua consolação, mas está sempre junto de nós. Como sabeis, o Senhor é eterno e nunca vai para a reforma. Nunca.

No Evangelho de Mateus, Jesus diz aos Apóstolos: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (28, 19-20). Estas palavras são dirigidas também a nós, hoje, e ajudam-nos a entender melhor que a nossa vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Atenção! Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto.

Não importa quantos anos tens, se ainda trabalhas ou não, se ficaste sozinho ou tens uma família, se te tornaste avó ou avô ainda relativamente jovem ou já avançado nos anos, se ainda és autónomo ou precisas de ser assistido, porque não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelhoda tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo.

Portanto existe uma renovada vocação, também para ti, num momento crucial da história. Perguntar-te-ás: Mas, como é possível? As minhas energias vão-se exaurindo e não creio que possa ainda fazer muito. Como posso começar a comportar-me de maneira diferente, quando o hábito se tornou a regra da minha existência? Como posso dedicar-me a quem é mais pobre, se já tenho tantas preocupações com a minha família? Como posso alongar o meu olhar, se não me é permitido sequer sair da residência onde vivo? Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? Quantos de vós se interrogam: Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão? O próprio Jesus ouviu Nicodemos dirigir-Lhe uma pergunta deste tipo: «Como pode um homem nascer, sendo velho?» (Jo 3, 4). Isso é possível – responde o Senhor –, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-Se por toda a parte e faz aquilo que quer.

Como afirmei já mais de uma vez, da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores. E «oxalá não seja mais um grave episódio da história, cuja lição não fomos capazes de aprender [somos de cabeça dura!]. Oxalá não nos esqueçamos dos idosos que morreram por falta de respiradores (…). Oxalá não seja inútil tanto sofrimento, mas tenhamos dado um salto para uma nova forma de viver e descubramos, enfim, que precisamos e somos devedores uns dos outros, para que a humanidade renasça» (Papa Francisco, Enc. Fratelli tutti, 35). Ninguém se salva sozinho. Devedores uns dos outros. Todos irmãos.

Nesta perspetiva, quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade. Todos devemos ser «parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas» (Ibid., 77). Entre os vários pilares que deverão sustentar esta nova construção, há três que tu – melhor que outros – podes ajudar a colocar. Três pilares: os sonhos, a memória e a oração. A proximidade do Senhor dará – mesmo aos mais frágeis de nós – a força para empreender um novo caminho pelas estradas do sonho, da memória e da oração.

Uma vez o profeta Joel pronunciou esta promessa: «Os vossos anciãos terão sonhos e os jovens terão visões» (3, 1). O futuro do mundo está nesta aliança entre os jovens e os idosos. Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante? Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro. É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa. E tenho a certeza de que não será a única, pois, na tua vida, terás tido tantas e sempre conseguiste triunfar delas. E, dessa experiência que tens, aprende como sair da provação atual.

Nisto se vê como os sonhos estão entrelaçados com a memória. Penso como pode ser de grande valor a memória dolorosa da guerra, e quanto podem as novas gerações aprender dela a respeito do valor da paz. E, a transmitir isto, és tu que viveste a tribulação das guerras. Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros. Segundo Edith Bruck que sobreviveu à tragédia do Holocausto, «mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pena a fadiga de manter viva a recordação do que foi… e continua. Para mim, a memória é viver».[3] Penso também nos meus avós e naqueles de vós que tiveram de emigrar e sabem quanto custa deixar a própria casa, como fazem muitos ainda hoje à procura dum futuro. Talvez tenhamos algum deles ao nosso lado a cuidar de nós. Esta memória pode ajudar a construir um mundo mais humano, mais acolhedor. Mas, sem a memória, não se pode construir; sem alicerces, tu nunca construirás uma casa. Nunca. E os alicerces da vida estão na memória.

Por fim, a oração. Como disse o meu predecessor, Papa Bento (um idoso santo, que continua a rezar e trabalhar pela Igreja), «a oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o talvez de modo mais incisivo do que a fadiga de tantos».[4] Disse-o quase no fim do seu pontificado, em 2012. É belo! A tua oração é um recurso preciosíssimo: é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo (cf. Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 262). Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro.

Querida avó, querido avô! Ao concluir esta minha mensagem, gostaria de indicar, também a ti, o exemplo do Beato (e proximamente Santo) Carlos de Foucauld. Viveu como eremita na Argélia e lá, naquele contexto periférico, testemunhou «os seus desejos de sentir todo o ser humano como um irmão» (Enc. Fratelli tutti, 287). A sua história mostra como é possível, mesmo na solidão do próprio deserto, interceder pelos pobres do mundo inteiro e tornar-se verdadeiramente um irmão e uma irmã universal.

Peço ao Senhor que cada um de nós, graças também ao seu exemplo, alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos últimos e capaz de interceder por eles. Oxalá cada um de nós aprenda a repetir a todos, e em particular aos mais jovens, estas palavras de consolação que ouvimos hoje dirigidas a nós: «Eu estou contigo todos os dias». Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe.

Roma, São João de Latrão, na Festa da Visitação da Virgem Santa Maria, 31 de maio de 2021.

 

FRANCISCO

 

[1] O episódio é narrado no Protoevangelho de Tiago.

[2] Trata-se da imagem escolhida como logótipo do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.

[3] «La memoria è vita, la scrittura è respiro», in L’Osservatore Romano (26 de janeiro de 2021).

[4] Visita à casa-família “Viva gli anziani”, 12 de novembro de 2012.

Os protocolos para velório e enterro de pessoas que morreram vítimas da Covid-19 têm sido modificados em algumas regiões do Brasil, inclusive com decretos

Os protocolos para velório e enterro de pessoas que morreram vítimas da Covid-19 têm sido modificados em algumas regiões do Brasil, inclusive com decretos específicos de governos locais, como Divinópolis e Caputira em MG, conforme pesquisa rápida na internet.

No Espírito Santo não existe decreto da Secretaria da Saúde, mas os médicos que acompanham a evolução da doença, e confirmado que após 20 dias não existe mais perigo de contágio, podem emitir uma autorização para que o velório seja feito com caixão aberto.

As recomendações são de que se evite aglomeração para evitar que o vírus seja transmitido pelas pessoas que acompanham o velório e que o tempo não seja estendido.

O sofrimento de tantos que perderam seus familiares aumentou com a impossibilidade de um momento para velar seus entes, situação que nós vivenciamos com a morte de pe. Kleber dos Santos Junior em fevereiro. Naquela ocasião não foi permitido abrir o caixão e nem fazer velório. A decisão, quando as circunstâncias permitem, ameniza a dor.

No caso de pe. Fernando Antônio Silva de Souza, enterrado hoje, o Hospital emitiu o documento para que o velório pudesse ser feito com caixão aberto com os seguintes argumentos:

  1. O início dos sintomas já tinha mais de 20 dias. Os sintomas de pe. Fernando começaram em 31 de maio.
  2. Sempre que o paciente morre após 20 dias de sintomas, o laudo é emitido.
  3. A decisão de emitir o documento é tomada pela equipe de médicos que acompanha o caso.

As informações sobre o laudo de pe. Fernando são da dra. Juliana Cosme, médica plantonista da UTI do Hospital Sta. Rita, que acrescentou sobre a necessidade surgida para emissão do documento: “A DO, Declaração de Óbito, é emitida como causa de morte a Covid-19, por isso há necessidade do laudo confirmando que o paciente já estava fora do isolamento por ocasião da morte”.

A missa de corpo presente e despedida de pe. Fernando Antônio Silva de Souza aconteceu na manhã de hoje, 22 de junho de 2021

A missa de corpo presente e despedida de pe. Fernando Antônio Silva de Souza aconteceu na manhã de hoje, 22 de junho de 2021 na Catedral de Vitória em clima de dor, oração, silêncio e muita emoção. O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos muito emocionado expressou palavras de carinha à família de pe. Fernando, à paróquia que o acolheu com amor e falou da intensa e profunda vida ministerial de pe. Fernando apesar do curto tempo de vida e de ministério sacerdotal.

O canto, uma das formas de evangelizar de pe. Fernando, ficou a cargo do grupo da paróquia Nossa Senhora das Graças em Jucutuquara, onde pe. Fernando era pároco.

Na homilia dom Dario foi aplaudido pelo povo quando disse: “Há 4 anos padre Fernando estava deitado diante do altar desta Catedral em sua ordenação presbiteral, e toda a comunidade cantando a ladainha de todos os Santos pedindo a proteção ao seu magistério do presbítero evangelizador. E hoje 4 anos depois, todos nós nos reunimos e padre Fernando está novamente prostrado aos pés do altar já cantando a glória do Pai”.

Dom Dario também relembrou as mais de 500 mil vidas perdidas para o novo coronavírus. “Com dor e saudade, mas cheios de esperança entregamos ao Pai este nosso irmão. Esta dor e perda é compartilhada pelas milhares de vida ceifadas pela Covid-19. Mais de 500 mil irmãos e irmãs falecidos. O mais triste é que a maioria dessas vidas perdidas foram por negligência e descaso dos que nos governam. Por isso, hoje rezamos unidos com toda a nossa Arquidiocese, pelo repouso eterno deste nosso irmão presbítero bem como por todos os nossos irmãos falecidos neste Brasil querido de norte a sul”.

Dom Dario lembrou a alegria com que pe. Fernando acolhia e assumia o que lhe era pedido na arquidiocese e falou para os parentes, presbíteros e o próprio pe. Fernando. Aos familiares agradeceu a vida de pe. Fernando e pediu a força de Deus para este momento de dor. Aos padres disse que a morte de pe. Fernando lembra o quanto a vida é frágil e acrescentou: “o povo precisa de nós, de nosso testemunho e alegria. Deixemos de picuinhas e continuemos nossa missão, o que pe. Fernando não pode realizar, ele confia a nós”. Ao padre Fernando fez um pedido: “pe. Fernando, junto de Deus e de todos os santos não esqueça de nós e do povo que o acolheu com tanto amor”.

Em dois momentos dom Dario pediu aos presentes na Catedral para estenderam a mão sobre pe. Fernando: na oração dos fiéis quando pediu pelo fim da pandemia e no final. Clique aqui para ler a homilia.

No final da missa, pe. Renato Criste, pároco da Catedral agradeceu aos profissionais do Hospital Santa Rita e ao pe. Ricardo Passamani que acompanhou pe. Fernando e nos manteve informados sobre o estado de saúde de pe. Fernando.

Pe. Renato ainda informou sobre o translado do corpo para Viana onde será sepultado.

O caixão foi conduzido sob aplausos pelos padres Osmar, Rafael, Gudialace, Abel, Luiz Ogioni, Adriano, Rodrigo e Manoel.