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No último dia da Assembleia Geral os bispos do Brasil enviam mensagem ao povo brasileiro. Leia abaixo: MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO

No último dia da Assembleia Geral os bispos do Brasil enviam mensagem ao povo brasileiro. Leia abaixo:

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

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Apesar da maior facilidade de acesso à informação em nossos dias, é bem verdade que muitas pessoas desconhecem os desdobramentos do processo de formação
Encontro Vocacional – Setembro de 2019

Apesar da maior facilidade de acesso à informação em nossos dias, é bem verdade que muitas pessoas desconhecem os desdobramentos do processo de formação dos futuros padres. Infelizmente, essa realidade não é exclusiva de âmbitos extra eclesiais, pois que muitas vezes nos deparamos com pessoas inseridas nas comunidades que também não conhecem o itinerário pelo qual tiveram que passar os padres que estão à frente das paróquias. Percebendo tal lacuna, hoje damos início a uma série de publicações a respeito deste tema, começando pela primeira etapa que aquele que sente o chamado vocacional ao sacerdócio deve vivenciar.

Cristo, no decorrer da história da Igreja, chamou e continua a chamar pastores para cuidar do seu rebanho. Sendo ele o Bom Pastor por excelência, deseja agregar à sua obra redentora homens que estejam à altura de seus santos desígnios. No entanto, ainda que alguém se sinta chamado a tal entrega, como pode corresponder adequadamente? O primeiro passo para a resposta do vocacionado se obtém pela participação nos encontros vocacionais.

Os encontros vocacionais tem por finalidade o acompanhamento personalizado daqueles que se sentem chamados ao ministério presbiteral, por meio de colóquios com padres formadores; e de retiros e momentos de reflexão, que visam a ajudá-los no discernimento do chamado de Deus. Tais momentos permitem uma avaliação autêntica da vocação, levando em consideração as aptidões do candidato, sua livre determinação, vontade e motivações conscientes (e inconscientes). Assim, é possível tornar mais clara e audível a voz interior do Senhor, que chama seus futuros pastores.

Além disso, os encontros objetivam expor com clareza aos vocacionados como é a vida de um candidato ao ministério presbiteral, apresentando-lhes o Seminário e descrevendo em pormenores o processo formativo com suas atribuições, até a ordenação presbiteral. Desse modo, é possível ter uma noção prévia e ampla do caminho a ser trilhado.

Vocação é condição para assumir o ministério presbiteral. Isso significa que ninguém pode arrogar a si o direito de escolher o ministério do presbitério com base unicamente em suas aspirações. A vocação “é um dom de Deus” (Pastores Dabo Vobis, n. 41); o que implica que esse dom seja acolhido e cultivado com a devida atenção, para que não se perca.

No Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, os Encontros Vocacionais acontecem no 3° Domingo de cada mês, no próprio Seminário (em virtude da pandemia, os encontros estão ocorrendo de maneira virtual, e sujeitos a alterações). É possível acompanhar e informar-se sobre o andamento dos encontros através do Instagram do Seminário (@seminarioaves), pelo site da Arquidiocese, ou então entrando em contato com a equipe vocacional (Contato ao final da página). Recomenda-se também que o interessado em iniciar o processo procure o padre responsável pela respectiva paróquia, a fim de obter ajuda e direcionamento na caminhada.

Foto de capa: Clerum Photos.

Durante a 58ª Assembleia dos Bispos do Brasil, este ano acontecendo no formato virtual uma troca de correspondências entre o Papa Francisco e a

Durante a 58ª Assembleia dos Bispos do Brasil, este ano acontecendo no formato virtual uma troca de correspondências entre o Papa Francisco e a Conferência nos mostra a sintonia da Igreja no Brasil com o Papa Francisco e a do Papa Francisco com a Conferência. O Papa falou em Espanhol e justificou dizendo que a Argentina e o Brasil têm uma língua que todos entendem: O portunhol.

O papa falou de unidade e diversidade, lembrou as famílias que sofrem e pedir orações por ele e disse: “Peço ao Senhor ressuscitado que esta Assembleia Geral produza frutos de unidade e reconciliação para todo o povo brasileiro e na Conferência Episcopal. Unidade que não é uniformidade, mas que é harmonia: essa unidade harmônica que somente o Espírito Santo confere. Imploro à Nossa Senhora Aparecida que Ela, como Mãe, fomente entre todos os seus filhos a graça de ser defensores do bem e da vida dos outros, bem como promotores da fraternidade”.

Escute a mensagem do Papa clicando aqui.

Na mensagem dos bispos ao Papa sobressaem a renovação da fidelidade, o agradecimento pelos escritos do Papa e garantiram “ fecunda e permanente comunhão orante”. Leia a carta abaixo.

CARTA AO PAPA DA 58ª AG CNBB

Amado Papa Francisco,

Nós, os Bispos do Brasil, reunidos neste ano, de 12 a 16 de abril, por plataforma virtual, a partir de nossas Igrejas Particulares, vivenciamos nossa 58ª Assembleia Geral Ordinária. Neste tempo difícil e desafiador, quisemos viver, neste formato possível, nosso encontro anual, que não nos foi possível realizar no ano passado, devido à insegurança e aos riscos causados pelo início da pandemia da COVID-19.

Expressamos e renovamos nossa fidelidade e nossa comunhão com Vossa Santidade, Bispo de Roma e Sucessor de Pedro. Reconhecemos seus inúmeros esforços para construir a unidade na Igreja e com os demais cristãos e favorecer o diálogo com outras religiões não cristãs e com a pluralidade das culturas. Pudemos, de modo exemplar, perceber isto na sua recente viagem ao Iraque, pelos caminhos da fé de Abraão, e nos fecundos diálogos empreendidos ali pela paz e pela concórdia entre os povos, buscando levar também bálsamo espiritual às muitas feridas causadas pelos históricos conflitos naquela região.

Agradecemos pelos frutos e boas repercussões eclesiais e sociais entre nós gerados pela Encíclica Fratelli tutti e pelo ano dedicado ao Patriarca São José e às famílias. Com o auxílio deste “homem justo”, iluminados e impulsionados pelas indicações pastorais da Exortação Amoris Laetitia, haveremos de relançar o olhar pastoral sobre a realidade das famílias. O ano da “Família Amoris Laetitia”, iniciado em 19 de março e a ser concluído com o X Encontro Mundial de Famílias, em junho de 2022, certamente será um norte seguro para nossa ação evangelizadora das famílias. Sem descuidar igualmente dos esforços da nossa comunidade cristã na construção da grande família humana, chamada a construir-se como casa de irmãos e irmãs, no respeito, na amizade e no diálogo amoroso.

Também não podemos deixar de externar nossos sentimentos de gratidão pela proximidade paterna e misericordiosa de Vossa Santidade, expressa nas muitas formas de concreta solidariedade manifestadas ao povo brasileiro, neste tempo em que a pandemia fez aflorar misérias, sofrimentos e precariedades em muitas regiões e dioceses brasileiras. Os apelos mundiais de Vossa Santidade em relação ao Pacto Global pela Educação e Economia de Francisco estão sendo divulgados e acolhidos pelos respectivos segmentos, com adesões importantes e criativas da sociedade e da Igreja no Brasil.

Nesta pandemia estamos experimentando e assistindo a situações de grande dor e de belas iniciativas, a saber, de um lado, a fragilidade de nossas políticas públicas, a inabilidade de nossos governantes no trato da pandemia, o negacionismo de uma parcela de brasileiros, a politização e ideologização da pandemia, a impossibilidade dos ritos e orações por ocasião do sepultamento dos mortos por COVID-19, causando dor ainda maior às famílias; por outro lado, a solidariedade entre as pessoas, famílias e comunidades, as muitas e criativas formas de presença junto aos que sofrem com a solidão e o abandono, sobretudo os idosos. A pandemia nos tem educado para muitas ações de evangélica caridade, de socorro aos mais vulneráveis, num belo e criativo pacto pela vida e pelo nosso sofrido Brasil.

Contudo, não faltam iniciativas pastorais e vozes proféticas para apontar o Reino e a primazia da vida. Não estamos silenciados! Não estamos omissos! Mesmo reconhecendo o poder das forças de destruição e de morte a que estamos sujeitos. Não perdemos de vista o Evangelho e a presença invisível e vitoriosa do Senhor Jesus, o Vivente, que nos acompanha e nos ajuda a interpretar a história em chave pascal, como fez com os discípulos de Emaús.

Nossa Assembleia Geral dedica-se neste ano, em consonância com as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, ao tema da Igreja como Casa da Palavra de Deus. “Casa da Palavra: animação bíblica da vida e da pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. A partir da imagem bíblica da semente (Mt 13,1-9) queremos mergulhar no mistério do Cristo-Palavra, nos desafios da semeadura neste nosso tempo, nos terrenos prioritários, nos meios para semear. Conhecer a Escritura é conhecer Cristo. Ele é nossa Páscoa e nossa Paz! “Do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14a). É preciso recomeçar sempre a partir d’Ele! Anuncia-lo com novo ardor, novos métodos, novo testemunho é missão sempre nova e urgente.

Unimo-nos a Vossa Santidade nos esforços pela purificação, conversão e justiça frente aos casos de abusos cometidos por membros da Igreja. Nossas dioceses estão, pouco a pouco, estruturando os “Serviços diocesanos de proteção de crianças, adolescentes e vulneráveis”, para responder e combater este mal que precisa ser extirpado. Há uma assessoria nacional, Núcleo Lux Mundi, que tem prestado grande ajuda às Dioceses e Congregações Religiosas na constituição deste serviço eclesial.

O Sínodo para a Amazônia e a Exortação Apostólica Pós-sinodal “Querida Amazônia” repercutem em nova sensibilidade, gestos de solidariedade e novas atenções pastorais sobre as belezas e problemáticas que tocam aquela região, ainda marcada por graves agressões.

Acompanhamos e rezamos pela Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, a realizar-se em novembro próximo, para celebrar, rever e retomar as luzes, perspectivas e esperanças da Conferência de Aparecida, quatorze anos após aquele encontro do episcopado latino-americano e caribenho, da qual Vossa Santidade, ainda como Arcebispo de Buenos Aires, participou e colaborou decisivamente.

Os Bispos presentes a esta Assembleia Geral do episcopado brasileiro, juntamente com aqueles que nos auxiliam neste encontro, sacerdotes, diáconos, religiosas, cristãos leigos e leigas, assessores e convidados, cada um, a partir de sua Igreja Local, do seu lar ou do seu local de trabalho pastoral, suplica sua bênção apostólica e eleva a Deus uma prece, pela intercessão da Virgem Aparecida, pela sua vida e ministério na Igreja.

Em fecunda e permanente comunhão orante,

Brasília-DF, 13 de abril de 2021.
A presidência.

 

Um local de acolhimento com a missão de estar aberto a todos os padres que necessitam de um apoio, moradia e que oferece uma

Um local de acolhimento com a missão de estar aberto a todos os padres que necessitam de um apoio, moradia e que oferece uma vivencia em comunidade em que cada religioso se coloca em sua particularidade é a Casa Sacerdotal da Arquidiocese de Vitória, que está localizada na rua Espírito Santo, 535, Praia da Baleia – Serra.

Padre Evandro Loureiro Sagrillo é o administrador desta casa desde 26 de dezembro de 2019 e detalha que o objetivo da construção deste espaço é também de cuidar e zelar pelos padres que estão com idade avançada, os que estão aposentados e não estão exercendo completamente suas funções pastorais:

“A casa sacerdotal foi pensada pelo nosso arcebispo emérito Dom Luiz Mancilha Vilela e continuada pelo nosso atual arcebispo Dom Dario como uma casa de acolhida aos padres idosos, que já não tem família para cuidar e padres enfermos. Mas também atualmente ela está acolhendo alguns padres da área da Serra que moravam de aluguel e não tinham casa paroquial”, explica padre Evandro.

Até o ano passado o local também acolhia os jovens do Propedêutico e apenas dois padres moravam nesse caráter de Casa Sacerdotal. Ao final de 2020 o Propedêutico mudou para as novas instalações no Centro de Vitória e ela passou a servir exclusivamente os presbíteros da Arquidiocese de Vitória. O local possui 950,65 m² divididos em 14 suítes, 3 dormitórios, uma cozinha, copa, refeitório, sala de TV, sala de reuniões, auditório, sala de jogos, piscina, churrasqueira, lavanderia e garagem.

Atualmente moram na Casa Sacerdotal sete presbíteros: Padre Evandro que é o administrador; Padre Domênico Salvador, vigário paroquial da paróquia São Pedro, em Jacaraípe; Padre Estebam Suarez, pároco da paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Morada de Laranjeiras; padre Gilberto José Domingos, vigário paroquial da paróquia São Francisco de Assis, em Laranjeiras; padre Paulo Sérgio Vaillant, que não está em nenhuma paróquia e aguarda suas novas orientações pastorais; padre Pedro Henrique Silva, pároco da paróquia Santuário de Fátima e padre Velerciano Emílio de Abreu que está enfermo e atualmente precisa de cuidados médicos.

Segundo o administrador da Casa Sacerdotal, ela também tem a função de ser um local de encontro para confraternização dos presbíteros. Então quando os padres marcam, podem utilizar o espaço que tem piscina e churrasqueira, o que agora não está sendo possível devido a pandemia de Covid-19. Além disso, em tempos normais, todos os encontros de confraternização do clero também acontecem no local.

E como funciona a admissão dos religiosos? De acordo com padre Evandro, os sacerdotes podem ficar provisoriamente, até ser construída a casa paroquial ou de forma definitiva e geralmente o Arcebispo e o Vigário Geral indicam um nome, porém os padres também podem pedir a moradia. Em relação aos padres enfermos, como é o caso do padre Velerciano, os cuidados diários entre a casa e hospital ficam entre o revezamento das cuidadoras, mas para conduzir a todos os exames ou consultas padre Evandro fica responsável.

Toda a estrutura precisa de cuidados e o valor para a manutenção da casa é de maior parte gerada pelo fundo presbiteral, o custeio da questão da saúde e necessidade básica dos presbíteros, e também em parte das paróquias dos padres que moram na Casa Sacerdotal que contribuem mensalmente com dois salários mínimos.

Neste ano de 2021 comemoramos 70 anos de existência do Nosso Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, o que é para nós um motivo
Dom Luiz Scortegagna com Monsenhor João Batista da Motta e Albuquerque, então reitor do Seminário São José da Arquidiocese do Rio, durante as solenidades da Fundação, aos 04 de abril de 1951.

Neste ano de 2021 comemoramos 70 anos de existência do Nosso Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, o que é para nós um motivo de grande alegria! Com o intuito de partilhar dessa alegria, queremos trazer ao conhecimento de todos um pouco mais desses 70 anos de história de nossa Casa de Formação.

Por isso, hoje damos início a uma séria de publicações semanais que buscarão contar um pouco mais dessa bela história, tornando nosso Seminário cada vez mais conhecido. E nesta primeira publicação, trazemos um breve relato a respeito da fundação de nosso Seminário.

A fundação do Seminário Menor

Aos quatros dias do quarto mês do ano de 1951, na belíssima chácara no alto da montanha da Praia de Santa Helena, reuniu-se uma multidão que se espremia para assistir ao momento histórico da Diocese de Vitória: a inauguração do Seminário Menor Nossa Senhora da Penha!

Achegavam-se os colaboradores da OVS (Obra das Vocações Sacerdotais), que auxiliaram com preces e ajuda material na arrecadação da quantia necessária para a aquisição do terreno pertencente aos senhores Konsciusko e Aristóbulo Barbosa Leão, também ali presentes. Antes de todos, porém, chegara o Bispo Dom Luiz Scortegagna, que estava ansioso por este grande dia. A luz do sol irradiava alegria, como que festejando com a Igreja espírito-santense, essa graça de Deus.

A emoção era percebida no semblante dos fieis e do clero diocesano que participou da Missa Solene de fundação do Seminário, sobretudo, nas feições do Senhor Bispo, especialmente quando, ao final da Celebração, viu chegar o então Monsenhor João Batista da Mota e Albuquerque, reitor do Seminário Maior São José do Rio de Janeiro, representando o Cardeal Jaime de Barros Câmara.

Como forma de agradecer o empenho e a dedicação do Padre Franz Victor Rúdio, diretor da OVS, este foi feito primeiro Reitor do Seminário no mesmo ato, por meio da ata manuscrita lavrada pelo Padre Acácio Valentim de Morais, que viria a ser seu sucessor no ano seguinte, permanecendo nesse ofício por longos 12 (doze) anos.

Alguns registros a seguir nos mostram um poucos mais destes que foram os primeiros anos de nosso Seminário:

Com a criação da Província Eclesiástica do Espírito Santo, despedida dos sacerdotes da futura Diocese de Cachoeiro, no Seminário, em 1959.

 

Encontro e confraternização dos seminaristas da Arquidiocese em Baixo Guandú, no ano de 1963. Na foto, encontram-se Dom Geraldo Lyrio Rocha e Monsenhor Arnóbio Passos Cruz.
Assembleia dos Bispos do Brasil aprovou na manhã de hoje, 14 de abril de 2021 a criação do Regional Leste 3 que será composto

Assembleia dos Bispos do Brasil aprovou na manhã de hoje, 14 de abril de 2021 a criação do Regional Leste 3 que será composto pela Arquidiocese de Vitória e as dioceses de Colatina, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim. Agora o Espírito Santo é o  19° Regional da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Assembleia aprovou por unanimidade a criação.

Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória acompanhou a aprovação de sua residência enquanto participava da Assembleia Geral que está acontecendo de maneira virtual. “É importante a criação do Regional porque vai facilitar a participação de padres e leigos das reuniões e também porque o jeito de ser Igreja no Espírito Santo é diferente do jeito de ser Igreja de Minas Gerais. Vamos conseguir mais participação e olhar as particularidades desta Igreja Particular”, disse dom Dario.

A estrutura a ser criada já vem sendo analisada e preparada durante o processo que foi discutido no Regional leste 2 durante os últimos anos e será apresentada em reunião dos Bispos do novo Regional.

A campanha permanente Paz e Pão, contra a fome e pela inclusão social, está no seu 5º dia após o pré-lançamento. Os resultados foram

A campanha permanente Paz e Pão, contra a fome e pela inclusão social, está no seu 5º dia após o pré-lançamento. Os resultados foram surpreendentes neste início, mas não podemos esquecer que o resultado vai depender da generosidade do coração daqueles que podem assumir um compromisso mensal para ajudar com cem reais. Imagine você adotando uma família, e mensalmente com a sua contribuição, amenizar a dor da fome que dói como qualquer outra dor!

No Âmbito de nossa Arquidiocese, já temos cadastradas 7 mil famílias que necessitam de ajuda permanente, por isso, a nossa ação, a sua ação deve ser permanente. Adote uma família e leve alívio e conforto para quem não tem com que se alimentar.

A Comissão organizadora da Campanha já mobilizou as seis áreas pastorais e agora está trabalhando com outros grupos. Ontem teve reunião com a Comissão de Catequese, no próximo sábado será com o Setor Juventude e depois com a comissão do laicato.

A live de pe. Anderson Gomes no domingo passado, arrecadou mais de 300 mil reais que serão convertidos em cestas básicas para as famílias já cadastradas.

Venha fortalecer esta corrente do bem e adote uma família.

 

 

O Seminário Nossa Senhora da Penha continua realizando o trabalho de acompanhamento vocacional com aqueles jovens se sentem chamados à vocação sacerdotal. No contexto

O Seminário Nossa Senhora da Penha continua realizando o trabalho de acompanhamento vocacional com aqueles jovens se sentem chamados à vocação sacerdotal. No contexto de pandemia, os encontros vocacionais têm ocorrido virtualmente, e no próximo domingo (18/04) às 9hs, acontece a segunda edição dos Encontros Vocacionais de 2021.

Confira o convite da Equipe Vocacional:

Já pensou sobre qual o sentido da sua vida? Qual a sua missão neste mundo? O que Deus espera de você? Se alguma dessas perguntas te inquieta, por que não fazer um processo de discernimento vocacional? Esse é o nosso convite! Participe dos encontros vocacionais do Seminário Nossa Senhora da Penha! Juntos vamos nos colocar à escuta do Senhor, buscando compreender os desígnios d’Ele para nossa vida. Nosso próximo encontro terá como tema especial a meditação sobre a vocação de São José e como ela pode nos inspirar em nosso caminho vocacional. Esperamos por você! Entre em contato pelo número (27) 98862-1701 e faça sua inscrição! 

Compartilhe esse convite e faça com que mais jovens tenham a oportunidade de fazer este belo processo de discernimento vocacional.