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Teve início hoje (04) a Festa da Penha 2021, a maior festa religiosa do Espírito Santo e a terceira maior festa mariana do Brasil,

Teve início hoje (04) a Festa da Penha 2021, a maior festa religiosa do Espírito Santo e a terceira maior festa mariana do Brasil, que chega aos seus 451 anos de realização. Até o dia 12 de abril – Dia de Nossa Senhora da Penha – acontece o tradicional oitavário no Convento, além de outras atrações diárias. De acordo com a organização no total serão mais de 50 horas de programação. Neste ano a Festa da Penha está novamente sendo realizada de forma online com transmissões pelas redes sociais do Convento da Penha e pela rádio América.

De acordo com Frei Paulo Roberto Pereira, Guardião do Convento, a decisão de apostar nas plataformas digitais teve início no ano passado e foi mantido esse ano devido ao aumento de casos de Covid e em apoio às orientações das autoridades de saúde. O formato híbrido, com a presença reduzida de fiéis nas celebrações, inclusive chegou a ser cogitado, mas com o agravamento da pandemia foi descartado. O pedido da organização é que os fieis façam suas orações e prestem suas homenagens à Nossa Senhora das Alegrias, ficando em casa.

O tema da festividade neste ano é “Vosso olhar a nós Volvei”, em alusão ao tradicional canto da devoção Mariana e também reafirmando o poder do olhar misericordioso de Nossa Senhora sobre todo o povo. Neste primeiro dia, às 12h aconteceu a oração do terço e a consagração, às 15h teve o Programa Salve Mãe das Alegrias com apresentação do Frei Gustavo Medella e participação do Seminarista Matheus de Souza. Às 16h, teve a Missa de abertura do oitavário, que foi presidida também pelo frei Gustavo, vice-provincial da Congregação Franciscana. A liturgia desse domingo foi conduzida pelos frades do convento.

Na acolhida da celebração frei Pedro de Oliveira Rodrigues fez uma saudação a todos: “como o anjo disse aos pastores na noite do nascimento de Jesus, em Belém ‘eis que eu vos anuncio uma grande alegria’, nós hoje anunciamos uma grande alegria que são os 451 anos da Festa da Penha. Portanto queremos irmanados nesta Fé rezar por todos os nossos irmãos e irmãs, rezar por todas as famílias enlutadas, o Brasil alcançou ontem a marca de 330.297 vítimas da Covid, por essas vítimas rezamos, por todos os seus familiares rezamos.”

Ao iniciar a homilia, Frei Gustavo relembrou que no ano passado Dom Dario presidiu a missa de abertura dos festejos dos 450 anos da Festa da Penha no dia 12 de abril de 2020 e naquele dia eram registradas 1.230 pessoas falecidas pela pandemia no Brasil. Hoje na Páscoa de 2021 – menos de um ano depois – são 330 mil vidas que foram ceifadas pela Covid-19, sendo 7.639 somente capixabas ou pessoas do Espírito Santo.

“Diante desse fato que nos machuca, nos inquieta e nos preocupa, nossa solidariedade silenciosa. Aos familiares que perderam seus entes queridos e cada um de nós. O terreno da dor humana é um terreno sagrado diante do qual devemos nos portar com reverencia e respeito, pois isso agora eu convido todos a fazermos um instante de oração silenciosa. O domingo é festivo, mas não podemos nos manter alheios à realidade.”

Em relação a Festa da Páscoa o religioso destacou três temas da liturgia: a força de Cristo, representada pela pedra que tampava o sepulcro, onde estava o corpo de Jesus, e era muito pesada e difícil de ser removida; o tema da pedra, que atrapalha, impede, dificulta e por último o olhar misericordioso e amoroso da mãe santíssima por todos. Durante toda a sua reflexão frei Gustavo associou os temas à pandemia de Covid que se agrava cada dia mais no Brasil e em relação a força de Jesus que retirou a pedra destacou:

“A única saída da crise que estamos vivendo passa pelo caminho da compaixão, e é pela compaixão que vamos vencer. A compaixão produz desdobramentos práticos na realidade. Gestos concretos de cuidado, de solidariedade, de responsabilidade. Todos nascendo pela compaixão. Não é a força econômica, a força do dinheiro, o poderio das armas. Nada disso, pode nos tirar dessa crise, apenas a compaixão, nem sempre compreendida, nem sempre praticada, mas sempre proposta por Jesus Cristo pois esta foi a força que removeu aquela pedra e o tirou do túmulo”.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DOS PRÓXIMOS DIAS DA FESTA DA PENHA 451 ANOS

SEGUNDA – 05 de abril

  • 06h – Bênção do dia (TV Gazeta)
  • 12h – Terço/Consagração
  • 16h – Missa Segundo Dia Oitavário – (Pe. Anderson Teixeira, área pastoral Vila Velha)
  • 18h – Programa Salve Mãe das Alegrias – participação do instrumentista Elias Belmiro
  • 20h – Missa Segundo Dia Oitavário (Dom Paulo Bosi Dal’Bó, bispo da Diocese São Mateus)

TERÇA – 06 de abril

  • 06h – Bênção do dia (TV Gazeta)
  • 12h – Terço/Consagração
  • 16h – Missa Terceiro Dia Oitavário (Pe. Ronaldo e Pe. Hadeleon, área pastoral Cariacica-Viana)
  • 18h – Programa Salve Mãe das Alegrias, participação do cantor Manfredo
  • 20h – Missa Terceiro Dia Oitavário (Dom Luiz Fernando Lisboa – bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim)

QUARTA – 07 de abril

  • 06h – Bênção do dia (TV Gazeta)
  • 12h – Terço/Consagração
  • 16h – Missa Quarto Dia Oitavário – (Pe. Hermindo e Pe. Pierre, área pastoral Benevente)
  • 18h – Programa Salve Mãe das Alegrias, participação do cantor Diego Lyra
  • 20h – Missa Quarto Dia Oitavário (Dom Décio, bispo emérito da diocese de Colatina)

QUINTA – 08 de abril

  • 06h – Bênção do dia (TV Gazeta)
  • 12h – Terço/Consagração
  • 16h – Missa Quinto Dia Oitavário (Pe. Jones e Pe. Enivaldo, área pastoral Serra-Fundão)
  • 18h – Programa Salve Mãe das Alegrias, com o cantor Rafael Morais
  • 20h – Missa Quinto Dia Oitavário (Pe. Edgar- Reitor do Seminário da Diocese de Colatina)

SEXTA – 09 de abril

  • 06h – Bênção do dia (TV Gazeta)
  • 12h – Terço/Consagração
  • 16h – Missa Sexto Dia Oitavário (Pe. Celso e Pe. Osmar, área pastoral Vitória)
  • 18h – Programa Salve Mãe das Alegrias, participação da cantora Jenifer
  • 20h – Missa Sexto Dia Oitavário (Pe Jorge Campos – Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo)

SÁBADO – 10 de abril

  • 12h – Terço/Consagração
  • 14h – Programa Salve Mãe das Alegrias
  • 16h – Missa Sétimo Dia Oitavário (Pe. Rodrigo – área pastoral serrana)
  • 20h – Romaria das Famílias

DOMINGO – 11 de abril

  • 12h – Terço/Consagração
  • 14h – Programa Salve Mãe das Alegrias, participação da banda Milícia Celeste
  • 16h – Missa Oitavo Dia Oitavário (Fraternidade Franciscana)

SEGUNDA – 12 de abril

  • 12h – Terço/Consagração
  • 14h – Programa Salve Mãe das Alegrias, participação da banda sertaneja católica Fé Maior
  • 17h – Missa de Encerramento – Dom Dario Campos, arcebispo da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo.
“A História é a mestra da vida”. Esta máxima do orador romano Cícero (séc. II a. C.) bem pode servir para recordar-nos de que

“A História é a mestra da vida”.

Esta máxima do orador romano Cícero (séc. II a. C.) bem pode servir para recordar-nos de que a rememoração do passado é necessária para a compreensão do tempo presente, e para a sólida construção do futuro.

Sob essa perspectiva é que apresentamos um vídeo-documentário, que narra, em linhas gerais, a trajetória do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, desde sua fundação.

Nas imagens, podem ser vistas personalidades e acontecimentos que ficaram gravados na Memória e na História, e que reunimos para incluir na grande ação de graças de nosso jubileu.

Deus seja louvado por todos aqueles que ajudaram (e ajudam) a construir essa História!

Totalmente reformulado, o novo site da Arquidiocese de Vitória tem a função de ser um dos principais canais de comunicação da Igreja local de

Totalmente reformulado, o novo site da Arquidiocese de Vitória tem a função de ser um dos principais canais de comunicação da Igreja local de Vitória – ES.

No ar a partir de hoje dia 04.03.21, o novo site da Arquidiocese conta com uma interface mais atual, sendo sua utilização muito mais prática e intuitiva. Moderno, interativo e de fácil navegação, o novo portal foi redesenhado para melhor atender quem o acessar. As cores usadas têm como referência as cores da nova logo da Arquidiocese que nos lembra as cores da bandeira do Estado do Espírito Santo. A cor azul significando à Harmonia e ao equilíbrio e a rosa associando à sensibilidade e às virtudes

Um dos pontos fortes do novo formato é o conteúdo, disposto de forma leve para a leitura, facilitando a busca do usuário pela informação. Desta forma, o novo site reúne, em sua página inicial, as principais informações relacionadas a Arquidiocese de Vitória e da Igreja a nível CNBB e Vaticano. Dentro dele encontrará, acervo de notícias, imagens, vídeos, cursos, eventos e muito mais. Além destas informações, os usuários poderão conhecer melhor a história da nossa Arquidiocese e do Arcebispo. Além de todo o conteúdo o site proporcionará uma unidade da Igreja local, pois todas as paróquias, áreas pastorais, comissões que desejarem poderão ter seu espaço no site.

Com um número crescente de brasileiros conectados à internet, se faz cada vez mais necessário a Igreja estar também inserida nesse nicho. É importante usar dos meios atuais para evangelizar.

 

A missa de Páscoa ou Vigília Pascal na Catedral de Vitória aconteceu às 19h com presença de fiéis respeitando o distanciamento social e todos

A missa de Páscoa ou Vigília Pascal na Catedral de Vitória aconteceu às 19h com presença de fiéis respeitando o distanciamento social e todos os protocolos exigidos pela Secretaria Estadual da Saúde. As comunidades da Catedral receberam convites para participar e assim foi possível não exceder o número de pessoas permitido.

Há, nos rituais da Celebração da Páscoa, uma enorme riqueza de simbologias que dom Dario Campos, arcebispo de Vitória que presidiu a Celebração, retomou durante a homilia: O fogo, expressão da presença e ação de Deus e que origina a luz do círio pascal do qual emana a luz que acende as velas dos fiéis; as leituras bíblicas que narram a história da Salvação desde a promessa de Deus até à Ressurreição de Jesus; o batismo, que este ano não aconteceu devido à pandemia e a liturgia eucarística. O Arcebispo deteve-se na explicação de cada um deles e terminou a homilia lembrando todos os doentes de covid ou outras doenças e convidou a todos a saírem da Catedral “renovados e irradiando luz”. “Vamos prolongar a Páscoa em nossas ações, vamos semear sementes de ressurreição”, disse dom Dario. A homilia pode ser lida clicando aqui.

A Celebração iniciou com as luzes apagadas e após o acendimento do Círio Pascal, aos poucos as velas foram sendo acesas e iluminando a igreja, criando um clima de oração. Ainda nesse primeiro momento o pe. Renato Criste entoou o Precônio, um canto de júbilo que anuncia e proclama a Ressurreição de Jesus e encerra a primeira parte da Vigília Pascal. A assembleia participou cantando o refrão: Ó noite de alegria verdadeira que une de novo o céu e a terra inteira.

As três primeiras leituras tiradas do Antigo Testamento relembraram a promessa de Deus e as duas do Novo Testamento o cumprimento dessa promessa. Após cada leitura o Arcebispo fez uma oração.

As velas foram mantidas acesas nas três primeiras partes da cerimônia e foram levantadas para o alto no momento da oração dos fiéis e na renovação das promessas batismais. Após a renovação das promessas o Arcebispo abençoou a água e padres, diáconos e ministros aspergiram o povo, como símbolo da vida nova em Cristo que todos somos chamados a viver.

Nesta Sexta-feira Santa, 02 de abril de 2021, a Igreja no mundo todo volta o seu olhar para o silêncio pela morte e crucificação

Nesta Sexta-feira Santa, 02 de abril de 2021, a Igreja no mundo todo volta o seu olhar para o silêncio pela morte e crucificação de Jesus Cristo na Cruz. Às 15h na Catedral Metropolitana de Vitória aconteceu a Celebração da Paixão do Senhor, presidida por Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória.

Este é o único dia no ano em que não acontece a consagração da eucaristia e os fiéis se voltam para a meditação por meio da palavra. Devido às restrições para prevenção da contaminação pela COVID-19 o tradicional gesto de beijo na cruz de Jesus foi substituído por um momento orante de contemplação dos fiéis que ficaram de joelhos.

Em sua homilia Dom Dario destacou que na tarde de hoje um grande silêncio invade o universo, pois o filho de Deus foi crucificado e morto em uma cruz: “a narração da Paixão mostra-nos que a grandeza de Deus que se revela na fraqueza humana, tem muito a nos ensinar, ela nos mostra que carecemos de conversão, pois sem nos convertermos não conseguiremos enxergar Deus na humilhação da cruz.”

O Arcebispo Metropolitano também reforçou que todos os cristãos são convocados a rever seu compromisso de seguidores de Jesus de Nazaré e colocou junto às dores de Jesus, as dores de tantas vidas perdidas nesse tempo de pandemia, os desafios eclesiais, pastorais, humanos, sociais, ecológicos e econômicos.

“Muito nos preocupa a pressão sofrida pelo sistema de saúde causada pelo imenso número de novos infectados pela Covid, bem como, a alarmante e crescente insensibilidade e falta de cuidado ainda muito presente na sociedade. Neste cenário tão concreto e cheio de desafios, nossa Igreja é chamada a assumir o seu papel e missão, como uma verdadeira Igreja em Saída. Capaz de tornar-se próxima, colocando-se ao lado dos que sofrem, revelando a todos a face misericordiosa e compassiva do Pai.”

As celebrações do Triduo Pascal continuam na Catedral Metropolitana de Vitória. Neste sábado (03) a Vigília Pascal será às 19h e a presença dos fiéis continua limitada as senhas distribuídas anteriormente. No próximo domingo (04) – dia da Ressurreição de Jesus – três missas acontecerão: às 08h, 11h e 18h e não é necessário a retirada de ingressos.

 

 

 

Jardel Martins | “Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes, a punição a ele imposta era

Jardel Martins | “Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes, a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas o preço de nossa cura.”

(Is 53, 5)

Neste dia celebramos em toda Igreja a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. O silêncio, se pode ser percebido e, para os mais atentos, o som rouco das matracas (usadas para substituir os sinos, principalmente nas paróquias de interior) invade o ambiente e nos leva para mais perto do mistério celebrado. Também não se celebra, neste dia, a Santa Missa; e o jejum e a oração auxiliam o espírito de despojamento e recolhimento. As leituras da celebração da paixão nos convidam a contemplar o mistério da cruz para sermos testemunhas de que a morte não vence o amor de Deus pela humanidade.

O profeta Isaías, na Primeira Leitura (cf. Is 52, 13 – 53, 12), anuncia um Servo que vai se entregar pelos pecados do mundo, sendo ele o Santo, o Justo, o Inocente que assume nossas fraquezas e, para manifestar o amor de Deus para conosco, se humilha até a morte, e morte na cruz. Sua missão querida pelo Pai, é a de manifestar o amor divino, mesmo que isso custe um alto preço.

A obediência do Filho, apresentada por São Paulo na Segunda Leitura (cf. Hb 4, 14-16; 5, 7-9), nos ensina que, para cumprir a vontade do Pai, é preciso renunciar às paixões, medos e planos. “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!” (cf. Lc 22, 42). Essa obediência de Jesus ao Pai não é uma falta de liberdade, mas é, pelo contrário, de forma firme e convicta, que não recua diante das intimidações de seus condenadores: “Tu o dizes: eu sou rei.” (cf. Jo 18, 37)

A narrativa da Paixão segundo o Evangelho de João (cf. Jo 18, 1-19, 42), enfatiza uma soberania nos acontecimentos e, pela grandiosidade dos fatos, me prenderei a apenas um – que por muitas vezes pode passar despercebido por nós, mas que contém uma grande reflexão:

O relato de João se inicia com a traição de Judas, a prisão de Jesus, seu processo diante dos sumos sacerdotes, Anás e Caifás, e a negação de Pedro (cf Jo 18, 1-27). Vejamos que, nesta primeira parte da narrativa, somos colocados diante de duas traições.

O pecado de Judas foi maior, pois, dominado pelo poder do inimigo, entregou Jesus por “trinta moedas de prata” (cf Mt 26, 15); já o pecado de Pedro se dá uma vez que, dominado pelas paixões – medo da condenação e da cruz e falta de confiança – negou conhecer a Jesus.

Embora estejamos diante de dois pecados, o que mais nos deve chamar atenção é o desfecho da história: Judas ao perceber a gravidade de seu pecado sentiu remorso e, acreditando que seu erro não tinha mais conserto, não percebe que a misericórdia de Cristo era grande o suficiente para perdoá-lo. Por outro lado, Pedro ao chorar amargamente o mal que fez, reconhece seu erro e, após a Ressurreição, à beira do lago, Jesus ajuda-o a fazer o caminho de perdão a si, fazendo-o perceber o valor que ainda tinha ao destruir os sentimentos de dor e rejeição. “Jesus disse-lhe: ‘Apascenta minhas ovelhas’. E acrescentou: ‘segue-me’” (cf Jo 21, 17.19).

Aqui, diante do mistério que celebramos no dia de hoje, cabe-nos a reflexão: Em que lugar desta narrativa nós estamos? No de Pedro, que oferece fidelidade infinita e, guiado pelas paixões trai Jesus por três vezes, ou no de Judas, que assume de forma cruel o mal em sua vida e, dominado pelo demônio, se fecha ao perdão e misericórdia de Deus?

Judas caminhou com Jesus por muito tempo: aprendeu com ele o que era o amor, a misericórdia e o perdão, porém não aprendeu o suficiente. Ao se dar conta de seu erro, acreditou que sua vida havia chegado ao fim. Isso acontece quando olhamos para nossos erros e pecados sem a luz da misericórdia e não nos damos uma segunda chance.

Quem não se abre à misericórdia, não entende o mistério da cruz que celebramos no dia de hoje, pois, só ressuscita com Cristo aquele que, com Ele, passa pela cruz. E essa cruz que adoramos na celebração da Paixão de Nosso Senhor, é a prova mais concreta do amor de Deus por nós, a força para vencermos os momentos difíceis que estamos passando e a nossa esperança de salvação, pois, pelo mistério da paixão, a morte não tem mais poder sobre nós, mas, pelo contrário, pela misericórdia de Deus, nos abre para a vida nova.

Por fim, meus irmãos e irmãs, que essa música tranquila e longa, quase interminável para os mais impacientes, seja meditada profundamente e se torne nossa oração neste dia de profundo silêncio:

A morrer crucificado, / teu Jesus é condenado / por teus crimes, pecador.
Pela Virgem Dolorosa, / Vossa Mãe tão piedosa, / Perdoai-me, bom Jesus.
Com a cruz é carregado, / vai sofrendo resignado, / vai morrer por teu amor.
Sob o peso desmedido, / cai Jesus, desfalecido / pela tua salvação.
Vê a dor da mãe amada, / que se encontra desolada, / com seu Filho em aflição.
No caminho do Calvário, / um auxílio necessário / não lhe nega o Cireneu.
Eis o rosto ensanguentado, / por Verônica enxugado, / que no pano apareceu.
Novamente desmaiado / sob a cruz que vai levando, / cai por terra o Salvador.
Das mulheres que choravam, / que fiéis o acompanhavam, / é Jesus consolador.
Cai exausto o bom Senhor, / esmagado pela dor / dos pecados e da cruz.
Já do algoz as mãos agrestes, / as sangrentas, pobres vestes, / vão tirar do bom Jesus.
Sois por mim na cruz pregado, / insultado, blasfemado, / com cegueira e com furor.
Por meus crimes padecestes, / meu Jesus, por mim morrestes / quanta angústia, quanta dor.
Do madeiro vos tiraram / e à Mãe vos entregaram, / com que dor e compaixão!
No sepulcro vos puseram, / mas os homens tudo esperam / do Mistério da Paixão.
Ó Jesus, que eu vos siga, / que vos ame, vos bendiga / na celestial mansão.

 


 

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Bíblia Sagrada: tradução oficial da CNBB. 2ª Edição. Edições CNBB. Brasília-DF. 2019.

Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo. Livro de Cânticos: Cantai ao Senhor. 4ª Edição. Paulus. Vitória. 2011 

Jardel Martins Ferreira 

Seminarista do 3º ano de Filosofia;

Paróquia de origem: Santo André, André Carloni, Serra – ES;

Paróquia de pastoral: Nossa Senhora da Conceição, Viana – ES.

A tempestade com ventos fortes que atingiu a Grande Vitória na noite de quarta-feira, 31, causou muitos estragos por onde passou e derrubou a

A tempestade com ventos fortes que atingiu a Grande Vitória na noite de quarta-feira, 31, causou muitos estragos por onde passou e derrubou a torre da rádio América AM, pertencente à Fundação Nossa Senhora da Penha do Espírito Santo, entidade ligada à Arquidiocese de Vitória.

Situada no alto do Bairro Vera Cruz, em Cariacica, a torre de sessenta metros de altura veio abaixo durante a forte ventania acompanhada de chuva muito forte. A edificação era feita de ferro maciço e sustentada por fortes cabos de aço que se romperam com a força da ventania.

A queda da torre tirou a rádio do ar, mas não causou prejuízos a terceiros, pois a área onde ela está instalada é protegida e preparada para situações como essa, por isso o local mede dezoito mil metros quadrados e para qualquer lado que a torre desabasse não atingiria nenhuma casa ou qualquer pessoa que estivesse na rua.

A queda da estrutura metálica deixará a emissora fora de sintonia por tempo indeterminado, mas os ouvintes acostumados a escutar a emissora em 690 AM podem acompanha-la em 91.1 FM.

Na manhã de hoje com a presença exclusiva de seminaristas, religiosos e religiosas, padres e arcebispo, foi celebrada a missa do crisma ou das

Na manhã de hoje com a presença exclusiva de seminaristas, religiosos e religiosas, padres e arcebispo, foi celebrada a missa do crisma ou das promessas sacerdotais como é conhecida esta Cerimônia.

Dois momentos são colocados em destaque neste dia: a renovação das promessas sacerdotais por parte dos padres e a bênção dos óleos que serão usados durante o ano para ministrar os sacramentos.

Por conta da necessidade de distanciamento social os padres ficaram nos bancos no corpo da Catedral e não no presbitério como é costume e também fizeram a renovação das promessas mantendo essas posições. O gesto de abraçar cada sacerdote também foi suprimido pelas mesmas razões.

Os vasos com os óleos foram levados até ao altar por seis diáconos permanentes e dom Dario Campos, nosso arcebispo abençoou separadamente cada vaso, sendo o Óleo do Crisma que será usado para os sacramentos do crisma e da ordem; o Óleo dos Catecúmenos que será usado para os batismos; o Óleo dos Enfermos que será usado para a unção dos doentes.

Cada paróquia irá receber o conjunto com os três vasos de óleos para administrar os sacramentos durante o ano. A entrega foi feita no balcão dentro da própria Catedral, sem aglomeração.

Dom Dario dirigiu-se aos padres e falou com muito ênfase sobre a importância de se manterem unidos ao Pai e confiantes na missão que receberam na ordenação. Mas, lembrou também o pe. Kleber falecido recentemente vítima de covid, José Raimundo, irmão de pe. Luiz Henrique falecido ontem e o bispo brasileiro, dom Pedro Zilli que exercia sua missão na Guiné-Bissau e faleceu ontem. Por todos foi rezada a Ave Maria.

Leia a homilia no anexo.