A Arquidiocese de Vitória realiza todos os anos no último final de semana de agosto, a coleta solidária em prol das obras pastorais e sociais realizadas na Prelazia de Lábrea. Com isso, todas as ofertas das celebrações e missas realizadas neste sábado (29) e domingo (30) nas 1019 comunidades da Arquidiocese de Vitória serão encaminhadas para o projeto Igreja Irmã.

Neste ano – mesmo no cenário de pandemia e com as adaptações que surgiram nesse tempo – a campanha está sendo mantida. Em uma carta encaminhada às paróquias no início do mês de agosto, o Departamento de Pastoral destacou a importância desse projeto que começou há 48 anos e contribui a cada dia com a transformação social das populações ribeirinhas da Prelazia.
Padre Renato Criste, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, afirma que este gesto de solidariedade se torna ainda mais importante pelo contexto atual que estamos vivendo, pois certamente as comunidades e paróquias da Igreja particular de Vitória estão enfrentando desafios financeiros, mas na mesma proporção e até mesmo com maior dificuldade está a realidade da Igreja Irmã de Lábrea.
Ele também ressalta que cada paróquia em sua realidade, deve incentivar e promover a campanha: “automaticamente toda a oferta desse final de semana será destinada a evangelização na nossa Igreja irmã de Lábrea. Neste ano especificamente, não realizamos uma campanha com material impresso, dado o contexto e as incertezas da pandemia. Mas este será um momento para a gente despertar para a solidariedade e para a partilha. Sem dizer também que se trata de uma ação missionária, pois aquele que colabora com a evangelização através de recursos materiais também tem méritos de missionário.”
A coleta solidária que acontece neste final de semana é a principal fonte de recursos que mantém trabalhos pastorais e sociais do Projeto Igreja Irmã, em Lábrea, como formação bíblica e pastoral; envio de seminaristas e padres para experiências missionárias (em fevereiro deste ano os padres Tárcio e Rodrigo estiveram lá enquanto ainda eram diáconos transitórios) e o Barco Hospital Laguna Negra – uma parceria entre a Arquidiocese, a Prelazia e a Comunidade Epifania – que já realizou mais de 25 mil atendimentos médicos nas comunidades ribeirinhas desde 2013, onde esta é a única oportunidade de acesso a tratamentos básicos de saúde.

Sobre a realidade local, de acordo com o bispo da Prelazia de Lábrea, Dom Santiago Sánchez, a população se encontra recolhida devido aos riscos de contaminação pela Covid-19. As Igrejas também estão fechadas há meses, mas existe uma expectativa que sejam reabertas gradualmente após a festa da padroeira Nossa Senhora de Nazaré que começa neste sábado.
“A dificuldade primeira e fundamental que enfrentamos foi a de isolamento. Nosso trabalho tem que ser viajando, pois as comunidades estão no rio e no interior e atuamos com grupos de catequese, de pastorais e equipes de celebração. Já tem meses que não podemos visitar nossas comunidades do interior e é uma dificuldade pois elas estão ficando fracas”, detalha Dom Santiago.
Todo o recurso arrecadado pela campanha é destinado e distribuído no ano seguinte mediante envio dos projetos pelas paróquias da Prelazia, formalizando suas demandas principais de trabalho social e pastoral com orçamento para a Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória. Essa comissão fica responsável por analisar os pedidos e atender (de forma total ou parcial, de acordo com os valores disponíveis no fundo do Projeto) às solicitações do recurso de acordo com os critérios de relevância eclesial, pastoral e social.

Nesta quinta-feira, 27, o professor e doutor Moisés Sbardelotto, fez a assessoria da palestra: “Catequese e redes sociais: como utilizar para bem comunicar”, ele abordou a importância dos meios de comunicação para os encontros de catequese. No meio de tanta conectividade e midiatização a comunicação convive com novas experiências e práticas de fé, sendo primordial aprofundar a reflexão sobre a cultura digital na perspectiva das inter-relações entre o ser humano, a tecnologia, o ambiente e o sagrado.
O presidente detalha que os Vicentinos prestam apoio às famílias no que elas mais necessitam: desde a ajuda material até espiritual. Eles entregam alimentos, roupas, remédios, cadeiras de banho, camas hospitalares e até mesmo colaboram com consultas e construções. De acordo com Ênio em um dos Morros de Vitória já foram construídas mais de 100 casas pela Sociedade São Vicente de Paulo.
Nos últimos quarenta anos, como um fruto, sobretudo da Renovação Carismática Católica [RCC], são as Novas Comunidades de leigos e consagrados, que se multiplicam a cada dia. Só no Brasil são centenas dessas comunidades; algumas de vida; outras de aliança; e muitas com as duas opções. Na Arquidiocese de Vitória as Novas Comunidades estão presentes desde o ano de 1993 com a primeira a ser fundada, a Comunidade Epifania.
De acordo com o assessor eclesiástico para as Novas Comunidades da Arquidiocese de Vitória, padre Hadeleon Santana, as novas formas de vida consagrada são, sem dúvida, uma resposta do Espírito Santo às novas realidades da Igreja. “Porque o Espírito Santo nunca se repete, mas ele é criativo e nesta resposta às exigências da Igreja atual, o Espírito suscita esses carismas, essas novas formas de vida consagrada que trazem, para Igreja, uma resposta na realidade atual, para uma nova consagração, para o novo tempo de doação da Igreja. Então, eu vejo as novas formas de vida consagrada como uma resposta do Espírito Santo à necessidade da Igreja. Sobretudo aqui na nossa Arquidiocese de Vitória, para realidade da nossa Igreja particular. ”




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