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No final do mês de agosto acontece a Coleta Solidária para a Prelazia de Lábrea, no Amazonas. Ao longo destes anos, aconteceram diversas visitas

No final do mês de agosto acontece a Coleta Solidária para a Prelazia de Lábrea, no Amazonas. No início de 1972, a Arquidiocese de Vitória assumiu o Projeto com a Prelazia de Lábrea. Ou seja, neste ano de 2020 completaram-se 48 anos desta fraterna relação entre a Prelazia de Lábrea e a Arquidiocese de Vitória. Ao longo destes anos, aconteceram diversas visitas e diálogos entre os bispos anteriores da Arquidiocese e da Prelazia, bem como mudanças na dinâmica do Projeto visando ampliar e qualificar sua ação.

Todo último final de semana de agosto as ofertas das celebrações das comunidades da Arquidiocese de Vitória são destinadas aos trabalhos pastorais e sociais na Prelazia de Lábrea. Tendo em vista a coerência evangélica na opção preferencial pelos pobres e procurando contribuir para a solidez perpetuação do Projeto, a Ação Missionária tem realizado, no decorrer do ano, a destinação e distribuição do recurso mediante o envio dos projetos pelas paróquias da Prelazia.

Os projetos missionários desenvolvidos na Amazônia com o generoso apoio das Igrejas Irmãs servem de sinal, recordação e incentivo para que toda a Igreja no Brasil seja, de fato, missionária, ‘em estado permanente de missão’. O objetivo do Projeto Igrejas-irmãs é partilhar a fé, os dons da graça, as experiências pastorais, pessoas e recursos financeiros como gestos de caridade cristã para com as Igrejas da Amazônia.

Ações desenvolvidas com a Coleta Solidária:

– Envio de Leigos, Seminaristas, Diáconos e Padres;

– Barco Hospital Laguna Negra; (já atendeu aproximadamente 25 mil ribeirinhos)

– Formação Bíblica e Pastoral; 

– Manutenção de paróquias na Prelazia de Lábrea;

– Projetos sociais; Apoio ao Seminário da Prelazia; Assembleias Pastorais; Entre outras ações;

A carta sobre a Coleta Solidária deste ano de 2020 que irá acontecer nos dias, 29 e 30 de agosto, foi encaminhada na manhã desta quarta-feira aos párocos e administradores paroquiais pelo Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória. E, pode ser lida na íntegra abaixo:

A pergunta é muito sugestiva e pode causar curiosidade em muitas pessoas. De forma objetiva é preciso ressaltar que o ministério episcopal não acontece

A pergunta é muito sugestiva e pode causar curiosidade em muitas pessoas. Afinal, como um padre pode ser eleito ao Episcopado algum dia? A dúvida começa a ser respondida de acordo com o cânon 378 do Código de Direito Canônico, que destaca os requerimentos para desempenhar o ofício: é preciso ter fé firme, bons costumes, piedade, zelo das almas, sabedoria, prudência e ser eminente em virtudes humanas e dotado das demais qualidades; gozar de boa reputação; ter ao menos, trinta e cinco anos de idade; ter sido ordenado presbítero pelo menos há cinco anos e ter adquirido o grau de doutor ou ao menos a licenciatura em sagrada Escritura, teologia ou direito canônico, em um instituto de estudos superiores aprovado pela Sé Apostólica, ou ao menos ser verdadeiramente perito nestas disciplinas.

Segundo Dom Geraldo Lyrio Rocha, nomeado bispo pela primeira vez há 36 anos, sendo auxiliar de Dom Silvestre na Arquidiocese de Vitória, essa pergunta tem uma resposta complexa: “O ministério episcopal não é por escolha do candidato. Ninguém se candidata ao episcopado. É um chamado da Igreja. Então entre os presbíteros, alguns serão chamados para exercer o ministério episcopal sendo colocados à frente de uma porção do povo de Deus que constitui uma diocese”.

Dom Geraldo, que também foi o primeiro Bispo da Diocese de Colatina, o primeiro Arcebispo da Arquidiocese de Vitória da Conquista, na Bahia e o Arcebispo da Arquidiocese de Mariana, em Minas Gerais – uma das mais antigas do Brasil, conta que seu sonho sempre foi ser padre e ficar à frente dos fiéis, exercendo seu ministério em uma paróquia e realizando o serviço pastoral. Cumpriu por 17 anos esse desejo até ser escolhido pelo papa João Paulo II para o ministério episcopal.

Em relação a hierarquia, ele explica que um bispo não deixa de ser padre. Ele se torna um sucessor dos Apóstolos pela ordenação episcopal. Um novo bispo é inserido em um Colégio Apostólico que tinha Pedro à sua frente. Hoje os bispos sucedem os apóstolos e tem à sua frente o sucesso de Pedro, que é o Papa.

Diferente da formação para ser um sacerdote, para tornar-se bispo não existe um curso de preparação. O bispo é um padre que é escolhido para esta missão. O processo é conduzido pela Nunciatura Apostólica a qual recebe a indicação de candidatos para ocupar as sedes que estão vagas. A nunciatura faz uma grande consulta a respeito do candidato de forma sigilosa e cabe ao Núncio escolher entre aqueles que foram indicados, os componentes que irão para uma lista tríplice que será encaminhada à Roma, acompanhada de um dossiê sobre cada um dos candidatos.

Esta lista tríplice é levada a Congregação para os Bispos – que é um organismo da Santa Sé – e ali é colocada uma ordem entre os candidatos em primeiro, segundo e terceiro lugar com as justificativas. Esta lista é levada ao Papa e é apresentado o dossiê de cada um dos candidatos. O Papa diante dessas informações que recebe, coloca à frente do nome do escolhido a sua assinatura.

“Então é uma escolha pessoal do Papa que tem essa missão de indicar e nomear os bispos para as diversas situações em toda Igreja. Depois que o Papa nomeia é que o candidato vai ser consultado. Então a Nunciatura vai dizer ao candidato que ele foi escolhido e perguntar se ele aceita. Essa resposta deve ser dada por escrito”, detalha Dom Geraldo.   

Entre os desafios de ser um bispo, o Arcebispo Emérito destaca o pastoreio neste momento atual que vivemos de mudança de época e que atinge sobretudo os valores. Ele ressalta que há uma desorientação sobre o que é certo e o que é errado, mudanças de compreensão dos valores da família, da religião e até mesmo da compreensão de Deus. Já entre as maiores alegrias, para ele está a de ordenar um novo padre. Ele também ressalta a convivência com os irmãos bispos, padres e o acompanhamento das comunidades e dos leigos os quais assumem seu papel no mundo e descobrem cada vez mais o sentido da Fé e da presença de Jesus Cristo em suas vidas. 

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Cada país possui a sua congregação de bispos que não é um sindicato ou associação de classe. É um espaço de troca de experiências, harmonia das ações, propostas comuns para dar uma unidade a missão à Igreja dentro de um território nacional. O Brasil possui a maior conferência episcopal do Mundo: são 481 bispos, sendo 169 eméritos e 312 na ativa, segundo dados atualizados até dezembro de 2019. Cada conferência tem seu estatuto próprio e no caso da CNBB, o estatuto prevê a eleição da presidência a cada 4 anos. Anualmente, este presidente se encontra com o Papa e apresenta um relatório sobre a ação da Igreja no País. Dom Geraldo Lyrio Rocha foi presidente da CNBB de 2007 a 2011.   

Bispo e Bispo Auxiliar

Aquele que está à frente com a responsabilidade de conduzir a Igreja particular é o Bispo Diocesano. No nosso caso, como Vitória é uma Arquidiocese, ela tem um Arcebispo Metropolitano. Ele é o pastor dessa porção do povo de Deus que constitui a Igreja Particular de Vitória. Dadas as dimensões de uma Arquidiocese, o Bispo pode ter um auxiliar para colaborar com ele no pastoreio e assim o solicita quando necessário. 

Para além do altar, os padres possuem uma vida agitada e corriqueira. São muitos os atendimentos, confissões, orientação espiritual, visitas aos enfermos, celebram missas,

Para além do altar, os padres possuem uma vida agitada e corriqueira. São muitos os atendimentos, confissões, orientação espiritual, visitas aos enfermos, celebram missas, administram paróquias e levam a evangelização a tantos lugares. Porém, para exercerem este serviço do Amor a qual são chamados, o corpo e a mente precisam estar bem. Santo Agostinho descreve que a vocação sacerdotal é um serviço de amor (amoris officium) porque é um serviço de pastor, é gastar a vida no cuidado pelo fieis, pelo povo de Deus.

O Cura da Catedral Metropolitana de Vitória, padre Renato Criste, destaca que busca viver o seu ministério sacerdotal de modo que isso lhe torne também cada vez mais pessoa e mais humano. “ O Ministério ele tem que me humanizar, e ao mesmo tempo divinizar. Sendo assim eu busco valorizar as coisas mais simples e comuns do cotidiano e um dos meus hobbies preferidos é uma boa caminhada, uma corridinha no calçadão da praia de Camburi de preferência ou da Praia da Costa. Esse contato com a natureza me refaz e purifica também um pouco a mente. ”, afirma padre Renato Criste.

Além das caminhas matinais, padre Renato também busca fazer atividades físicas na academia, ele brinca que a academia se torna uma terapia. “Com o retorno a reabertura das academias também voltou voltei a frequentar academia, isso também me faz bastante bem eu costumo brincar que é como uma terapia possibilidade da gente gastar energia trabalhar o corpo, trabalhar a mente e ao mesmo tempo se socializar com pessoas de um ambiente diferente daqueles que habitualmente nós estamos acostumados a lidar no dia a dia.”, destaca.

Além do altar: uma vida regida por quatro pilares

O padre Adriano Francisco Souza, pároco na Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Vila Velha, é conhecido nas redes sociais como o “Padre Gente Boa”. Em sua vida ministerial, ele destaca que sua vocação ao sacerdócio é regida por quatro pilares fundamentais: Oração; Estudos; Trabalho; Hobbies.

“Eu vejo que são oportunidades que temos de evangelizar além do altar quando estamos praticando esportes. Seja em família, seja com amigos, ali nós temos uma oportunidade de usar uma linguagem mais acessível, uma linguagem mais íntima: a linguagem da amizade. O padre continua sendo padre, atrás do altar, sendo na frente do altar ou vivendo além do altar”, destaca padre Adriano.

Padre Adriano, ressalta que hoje muitas pessoas ainda não conseguem ver o padre além do altar, que existe um conflito entre vida pessoal com a vocação sacerdotal. Mas, que a linguagem é fundamental neste momento de evangelização. “Nesse momento de hobbie quando está sendo praticado com os amigos é o momento oportuno que o padre tem de se fazer mais próximo das pessoas e uma oportunidade também que as pessoas têm estarem mais próximas do padre. E aqui a gente consegue evangelizar de outro modo, as pessoas passa adquirindo uma confiança maior no padre. As pessoas acabam simpatizando com o padre. E aí a linguagem facilita: a linguagem do esporte, a linguagem da amizade, a linguagem da cumplicidade. Isso tudo evangeliza”, afirma.

Lazer e criatividade: dons além da vocação

Assim, como os padres Renato Criste Adriano Francisco, o padre Fernando de Souza, pároco na paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, é adepto de atividades físicas e alguns hobbies além do altar.

Padre Fernando brinca que muitas pessoas não acreditam que ele pratica jiu-jítsu. “Além do altar, sempre que possível eu faço jiu-jítsu. Tem feito muito bem para mim. Gosto de correr, e canto também como uma forma de hobby”, destaca padre Fernando Souza.

Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade.

“A alegria cristã é o respiro do cristão, um cristão que não é alegre no coração não é um bom cristão. É o respiro, o modo de se expressar do cristão, a alegria. Não é algo que se compra ou que faço com esforço, não: é um fruto do Espírito Santo. Quem faz a alegria no coração é o Espírito Santo”, Papa Francisco. 

Aos poucos, as autoridades políticas estaduais, observando as medidas sanitárias, vão permitindo a abertura de atividades após um período mais intenso de isolamento social

Aos poucos, as autoridades políticas estaduais, observando as medidas sanitárias, vão permitindo a abertura de atividades após um período mais intenso de isolamento social como medida para contenção do avanço do novo coronavírus. Entre as ações permitidas encontra-se a possibilidade do retorno da realização de celebrações religiosas e missas.

A orientações foram elaboradas pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB a partir de experiências de dioceses do Brasil e do exterior. Cabe, contudo, ao pároco, à luz de cada realidade local, orientar os fieis neste retorno às atividades presenciais.

A comunidade Divino Espírito Santo, da paróquia Epifania do Senhor aos Reis Magos, localizada no município de Serra, foi invadida na noite de ontem.

Na noite de ontem um homem invadiu a comunidade Divino Espírito Santo, da paróquia Epifania do Senhor aos Reis Magos, localizada no município de Serra e levou duas ambulas e um turíbulo, que juntos somam mais de dois mil reais. Segundo o Padre André de Paiva Oliveira, PF, para ter acesso ao interior da igreja a pessoa quebrou um vidro do salão lateral e por ali teve acesso ao templo.

 

O maio dano ficou por conta da profanação do Santíssimo, pois ele foi retirado da capela, levado para o lado de fora do templo e aberto. O corpo de cristo e o sacrário foram jogados na calçada, o que fez com que várias Hóstias Consagradas ficassem espalhadas pelo local. Padre André informou que as hóstias foram todas diluídas em água pura e enterradas, como pede a Santa Igreja, e que hoje ao meio dia ele celebrará uma missa de Desagravo em honra ao Santíssimo Sacramento.

Buscas

Ainda na noite de ontem a polícia fez buscar pela região e acabou prendendo o cidadão chamado Franklin Paletó, que assumiu a autoria do crime e foi levado à delegacia para ser autuado. Com ele estavam os bens furtados.

Além de levar a âmbula e o turíbulo, Franklin, que aparentemente é viciado em álcool e outras drogas, bebeu o vinho que estava na sacristia, acendeu velas no interior do templo, retirou orquídeas que também seriam levadas, além de ter tentado furtar outros objetos.

O dia dos Padre será comemorado por Pe. Anderson Gomes de uma forma totalmente diferente de todos os anos. Por conta da pandemia do

O Dia dos Padre será comemorado por Pe. Anderson Gomes de uma forma totalmente diferente de todos os anos. Por conta da pandemia do Covid-19 o dia será festejado através de uma Live solidária “Uma causa moveu muros” que acontecerá às 20h30, direto da Catedral de Vitória. 

Além de muita música, a Live será repleta de reflexões, orações e nada disso terá sentido se você não estiver participando através do canal do YouTube do Pe. Anderson, acesse o link: https://www.youtube.com/c/PeAndersonGomes

A Live será solidária acontecerá por conta da união de grandes construtoras: Galwan, Lorenge, Morar e Canal em parceria com a Campanha CONDIVIDIR da Arquidiocese de Vitória que irão doar cestas básicas e arrecadarão alimentos para atender famílias que estão em situação de vulnerabilidade devido à pandemia. É hora de ser solidário, partilhando o que temos e o que podemos fazer. A campanha CONDIVIDIR da Arquidiocese de Vitória já arrecadou 8.494 cestas básicas e tem cadastrada um número de 6.463 famílias.

(Foto: @heitorwyatt)

Morte da mãe de pe. Marcelo Margon.

Faleceu na noite de hoje, 3 de agosto a mãe de pe. Marcelo Margon, pároco em São Frei Galvão em Araçás, Vila Velha. Judith Maria Pedroni Margon tinha 89 anos e morreu em casa no Córrego da Saúde em São Roque – Sta. Teresa. Acamada há 1 ano após uma angioplastia foi internada por diversas vezes e estava debilitada.

Padre Marcelo estava com ela no momento da morte e a assistiu dando-lhe a comunhão e a unção. Ao constatar a morte, o pe. colocou nas mãos da mãe, a toalha que ela desatou no dia de sua ordenação sacerdotal que ela guardava, conforme orienta a Igreja.

A Arquidiocese reza junto com pe. Marcelo e solidariza-se com toda a família neste momento, desejando que a confiança no Deus da vida seja conforto para todos.

A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz à alguns homens, para entregarem inteiramente a sua vida as coisas de Deus, através do

A juventude é uma fase de muitos questionamentos e incertezas. O jovem se vê diante de uma multiplicidade de profissões, áreas de estudo, cursos, e quando é incomodado com uma voz interior que o chama para uma vocação específica, o que fazer? E quando esse chamado é para ser padre? A vida sacerdotal não é uma simples escolha aleatória, mas sim uma vocação. Vocação significa chamado, todos os fiéis são chamados, são vocacionados, mas tem aqueles que possuem um chamado especial.

 

A vocação sacerdotal é um chamado que Deus faz à alguns homens, para entregarem inteiramente a sua vida as coisas de Deus, através do serviço ao seu povo. E como saber se tenho uma vocação ao sacerdócio? Padre Jorge Campos Ramos, Vigário Geral e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha em Vitória ajuda a responder essa pergunta.

 

“Para a pessoa discernir esse chamado, para saber se está sendo chamado, é necessário colocar-se em oração, em silêncio, escutar o Senhor, fazer um retiro espiritual, é necessário também ouvir a palavra de Deus, ou seja, meditar a palavra, esse contato com a palavra de Deus é que vai levando a pessoa a discernir o seu chamado é ou não autentico”.

 

Descobrir a vocação, se Deus está chamando ou não, não é uma tarefa tão simples, é preciso ter uma comunhão com Deus, uma intimidade com o Senhor. Marcilio de Araújo Neto, seminarista do seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha em Vitória, está no seu primeiro ano de Teologia e viu sua vocação despertar aos 17 anos quando cursava o ensino superior de Administração.

 “Aos 17 anos tive a oportunidade de conhecer o seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha. Ocasião que visitei e fui convidado a participar dos encontros, porém como havia ingressado recentemente na faculdade, decidi, terminar o curso superior. Terminado o curso, me veio a seguinte pergunta: e agora, o que vou fazer? Decidi então, retornar para a casa dos meus pais no interior, onde fiquei durante um ano, e nesse período me dediquei a aumentar minha vida de oração e me dispus a participar dos encontros vocacionais. Participava durante o dia do encontro, ao entardecer retornava para Afonso Cláudio, chegando em casa por volta das 21 horas. Assim foi durante um ano de encontro vocacional, ao final, pela Graça de Deus fui aprovado para ingressar no propedêutico no ano seguinte”, relata.   

 

A trajetória para chegar até ao altar, não é pequena. O discernimento vocacional é realizado durante todo itinerário de vida da pessoa, seja no relacionamento familiar, social ou comunitário.

 

“É necessário em primeiro lugar o chamado de Deus, sentir-se chamado e amado por Deus. A partir de então desse sentimento, o jovem se dispõe a segui-Lo, e busca o seminário para ajudá-lo a discernir melhor os seus sentimentos, se o que está pensando é realmente o chamado de Deus. É necessário um grande amor a Jesus, a Virgem Maria, a Igreja, um desejo profundo de se consagrar a Deus para servir a Igreja de Jesus Cristo. O jovem deve ser também desapegado as questões que possam lhe prender a este mundo. Deve se colocar totalmente disponível para o serviço a Igreja sem apegos, totalmente desapegado para servir”, complementa Pe Jorge.

 

O vocacionado ao Sacerdócio é uma pessoa apaixonada por Deus. É querer servir e obedecer a Deus a todo custo, é ser uma pessoa que ama profundamente a Santa Igreja. A família é a grande promotora das vocações em especial da vocação sacerdotal, assim aconteceu na vida de Marcílio.

 “Venho de uma família tradicional, todos muito católicos, meus pais foram meus primeiros catequistas, eles me ensinaram as primeiras orações. Foram eles que me falaram de Jesus pela primeira vez. Nesse contexto familiar, desenvolvi uma vida de oração. Descobri a liturgia das horas, e passei a rezá-las e meditá-las, pois ficava encantado com o formato daquela liturgia. Dentre outras orações, leitura da Sagrada Escritura, leitura da vida de santos, pude aumentar minha “intimidade” com Deus e assim perceber com maior claridade que todo aquele encanto pela Igreja, pela liturgia, pela vida dos santos, sobretudo pela Santa Missa se tratava de um sinal da vocação”.

 

Mas nem sempre a vida entregue a Deus é feita de facilidades, os desafios são grandes, é preciso perceber que quem chama é muito maior do que qualquer coisa.

 

“São muitos os desafios que encontramos durante o discernimento vocacional, no começo as renuncias que são necessárias, o distanciamento da família, coisas que cheguei a pensar que não iria dar conta, mas, ao dizer SIM, pude perceber que quem me chama é muito maior do que qualquer coisa que temos nesse mundo. Lembro-me aqui daquela parábola que talvez descreve um pouco essa decisão: “O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mt 13,44). Assim o fiz, a partir de um encontro com Deus, me dispus a largar tudo e segui-lo, desejando entregar-me cada dia mais ao Senhor, e aqui se encontra o motivo: é o Senhor quem me sustenta na caminhada vocacional, fazendo da minha entrega, a minha felicidade, e com toda certeza, eu sou muito feliz por hoje está no seminário e caminhando para me configurar a Cristo por meio do ministério ordenado”, lembra o seminarista Marcílio.

 

Santo Agostinho, escreve que o sacerdócio é um serviço de amor (amoris officium) porque é um serviço de pastor, é gastar a vida no zelo pelo rebanho que é o povo de Deus. No Documento 110 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Diretrizes para a Formação dos presbíteros na Igreja no Brasil, no número 42 nos diz sobre o chamado ao sacerdócio: “O presbítero é então chamado a formar-se para que o seu coração e a sua vida sejam confrontados ao Senhor Jesus, de modo a tornar-se um sinal do amor de Deus por todo ser humano. Unido intimamente a Cristo, ele anuncia o Evangelho e torna-se instrumento da misericórdia de Deus; guia e corrige, intercede e tem a seu cuidado a vida espiritual dos fiéis a ele confiados; escuta e acolhe, correspondendo também às exigências e às questões profundas do tempo atual”, documento citado por padre Jorge.

 

Segundo Marcílio “ser seminarista é estar em constante aprendizado, acima de tudo, é se colocar sempre na presença de Deus, deixando se guiar por Ele”; e é com essa certeza no coração, que o seminarista orienta aos jovens que estão em dúvidas quanto sua vocação: “Em primeiro lugar, procura-te ter uma vida assídua de oração, somente possuindo uma intimidade com Deus, conseguirá discernir bem sua vocação. Depois, não tenha medo, se decidir seguir a Jesus Cristo, você não está seguindo uma ideia, uma ideologia, você estará seguindo uma pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio ao mundo, doando a si próprio como sacrifício para a salvação das almas, e se Ele te chama a fazer o mesmo com sua vida, é exatamente na oferta da sua vida pela salvação das almas, que você encontrará sua felicidade, por isso, não tenha medo. O Espírito Santo te conduzirá a verdade, e o ensinará a fazer essa oferta de amor. Deus chama, mas é você que precisa deixar tudo e segui-lo, como fizeram os apóstolos e todos os ministros ordenados ao longo da história da Igreja”.

 

Mais informações sobre o seminário: 

 

Você pode entrar em contato com o próprio reitor do seminário pelo telefone: (27) 99943-0934 e falar com o Pe. Jorge Campos Ramos ou com um dos nossos Seminaristas.

Endereçado ao Revmo. Pe. Jorge Campos Ramos

Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha

Ladeira Atero Braído, 255

Praia do Suá – Vitória / ES

CEP: 29052-220

Fones:

(27) 3227-8601

(27) 99943-0934