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A diocese de Colatina, caçula das quatro dioceses da Província Eclesiástica do Espírito Santo, foi criada pelo Papa João Paulo II em 23 de

A diocese de Colatina, caçula das quatro dioceses da Província Eclesiástica do Espírito Santo, foi criada pelo Papa João Paulo II em 23 de abril de 1990. Ela é resultado da necessidade de encurtar distâncias e ampliar o atendimento da Igreja na região norte e noroeste do estado. 

Oriunda da Arquidiocese de Vitória, quando o Arcebispo era Dom Silvestre Luiz Scandian, o primeiro bispo de Colatina foi Dom Geraldo Lyrio Rocha, hoje emérito, e a instalação da diocese foi em 15 de julho de 1990.

Neste domingo, dia 02 de agosto de 2020, o atual bispo diocesano, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, celebrou missa pelos 30 anos de instalação da diocese de Colatina. A celebração aconteceu às 09h na Catedral Sagrado Coração de Jesus.

Haverá transmissão ao vivo no facebook da Paróquia Santa Teresa de Calcutá

No mesmo local em que uma travesti em situação de rua teve seus pertences queimados no último dia 23, em Jardim Camburi, na rua Eurico Rezende, haverá uma celebração ecumênica em defesa da vida da população em situação de rua, a partir das 12h, neste sábado, dia 1º.

A realização é da Ação Diaconal Ecumênica (ADE), composta pelas igrejas Católica, Luterana e Presbiteriana. O ato, com a presença do Vigário Episcopal para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, padre Kelder Brandão, terá transmissão ao vivo pelo Facebook da Paróquia Santa Teresa de Calcutá (PCalcuta).

O coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Vitória, Júlio César Pagotto, destaca que, pela vivência junto à população em situação de rua, é perceptível o aumento no número de casos de violência contra eles.

“Aumentou o culto às armas, a criminalização da pobreza, principalmente dos pobres negros. As pessoas estão mais encorajadas, têm mais respaldo para a prática da violência, tanto o cidadão quanto setores do governo, principalmente do Governo Federal”, disse.

Padre Zezinho deixa a paróquia Sagrada Família depois de 6 anos e 7 meses.

Com sentimento de gratidão e dever cumprido, pe.José Tozi (pe. Zezinho) deixa a paróquia Sagrada Família em Jardim Camburi.

“Escrevi o que meu coração sente por eles (fiéis) e me esforcei para não esquecer nenhum grupo. O povo é muito bom, cada um com seu modo de ser”, disse pe. Zezinho referindo-se à carta de despedida que fez aos paroquianos.

O padre destacou. “As fotos que publiquei revelam a lembrança de momentos bons. As crianças que me deixam feliz e o carinho que levo por todos está no gesto da mão dizendo adeus”. Outro destaque que pe. Zezinho lembrou, foi sua relação ao grupo de oração da Renovação Carismática Católica. Grupo inserido na paróquia que “foi um bálsamo” em sua experiência nestes 6 anos.

Padre Zezinho cumpriu sua missão durante 6 anos e 7 meses e acolheu sua saída cumprindo com a regra da Arquidiocese de permanecer na paróquia por 6 anos.

No próximo domingo, 2 de agosto, o padre despede da paróquia passando pela manhã em todas as 5 Comunidades com a distribuição da Sagrada Comunhão e duas missas às 18h e 19h na Matriz. Depois fica aguardando sua próxima missão, conforme conversa com o Arcebispo, dom Dario Campos. “Claro que estou sentindo sair porque aprendi a amar esta paróquia. Mas estou tranquilo e levo todos no meu coração”, disse o padre.

Enquanto padre Zezinho aguardo sua nova missão, padre Jorge Campos, reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, assume a assistência à paróquia, provisoriamente.

Obs. As fotos são as mesmas divulgadas por padre Zezinho que nos autorizou a publicar

Leia na íntegra a mensagem de despedida de padre Zezinho:

“Quem vos acolhe, a mim acolhe; e quem me acolhe, acolhe aquele que me enviou” (Mt 10, 40).

Amados irmãos e irmãs,

Queridos fiéis.

Após completar seis anos à frente da Paróquia Sagrada Família; em obediência ao senhor Arcebispo Dom Dario Campos, chegou a hora de partir.

Foram, na verdade, 6 anos e 7 meses de trabalho, dedicação e muito amor pela causa do Reino.

As sementes foram lançadas e, como diz a parábola:

“O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram. Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. Outra parte caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!” (Mt 13, 1-9).

Louvo e agradeço a Deus pelas sementes que caíram em terra boa e deram frutos. Umas mais outras menos conforme a disposição e as condições de cada um.

Louvo e agradeço a Deus por cada um de vocês que me acolheu e me amou.

Louvo e agradeço a Deus por todos os desafios que me proporcionaram crescimento, amadurecimento espiritual, intelectual e principalmente na fé.

Juntos vivemos momentos maravilhosos, seja nas celebrações cotidianas, seja nas festas e solenidades ou na celebração dos sacramentos.

Em cada gesto, em cada abraço, em cada irmão/irmã, experimentei o calor da amizade, do carinho e do afeto de todos.

No carinho e na ternura das crianças, experimentei o calor dos braços e abraços do Pai.

Na dedicação e zelo das pastorais, Equipes de serviços e movimentos, experimentei a ternura de Deus para com nossa Igreja.

Vocês são as pérolas mais preciosas que encontrei nesse terreno fértil e sedento do Reino.

Agradeço a todos e a cada um em particular por todas as maravilhas que juntos vivemos.

Rogo ao Senhor da messe que cuide de vocês com sua ternura e carinho para que continuem dando frutos.

Confio cada um e toda a Paróquia aos cuidados maternais da Santa Virgem Maria, a Senhora Aparecida, a Senhora das alegrias.

Nesse tempo de pandemia, lamento não poder abraçá-los com o carinho e a ternura do nosso Deus e Pai.

Saibam que os amei a todos com todas as minhas forças e com todas as minhas fragilidades.

As sementes não produzem da mesma forma em todos os terrenos e não me cabe a colheita. Basta-me a alegria de semear e a graça de o fazer.

Por ora, confortam-me as palavras de São Paulo: “Combati o bom combate e guardei a fé”. Não completei a corrida, pois uma nova missão me espera.

Peço PERDÃO a todos e a cada um vocês por minhas fraquezas.

Em meu coração e em minhas orações estarão para sempre cada um de vocês.

Agradeço novamente a todos e que as bençãos de Deus todo poderoso desçam sobre vocês e permaneça para sempre.

Fraternalmente em Cristo,

Padre José Tosi (Padre Zezinho)

Pároco.

Vitória, 31 de julho de 2020.

A Pascom não pode se reduzir aos meios de comunicação, ela é um elemento de articulação da vida e das relações comunitárias.

A distância não impediu um encontro de partilhas e troca de experiências no campo da comunicação. Esse foi o resultado da reunião on-line de coordenadores de Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Vitória (ES), que aconteceu nesta semana. A coordenadora da Pascom no Regional Leste 2, Janaína Gonçalves, promoveu uma reunião on-line com os membros da Pascom das paróquias da Arquidiocese de Vitória.

 

De acordo com Janaína, “o momento possibilitou troca de experiências, ideias e realidades vividas”, afirmou. Durante a reunião virtual foram abordados os 4 eixos da Pascom e também as perspectivas pastorais no contexto do pós pandemia.

“A Pascom é a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida e da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária, do planejamento democrático, do uso dos recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e manifestações das pessoas no interior da comunidade e da sociedade”. (Doc. 57 da CNBB, nº 244.)

“O Guia de Implantação, os Documentos da CNBB e a presença da Janaína conosco, torna-se uma ferramenta, um subsídio que se propõe às novas lideranças convocadas para o trabalho da comunicação cristã, assim como aos grupos que já atuam nas paróquias. Nele consiste orientações práticas e que embasará a implantação da Pascom nas nossas 90 paróquias”, explica o secretário da Pastoral de Comunicação, Rômulo Benha, destacando a importância da reunião para orientar e animar os agentes.

Foi em 1981 que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o mês de agosto como sendo o mês das vocações.

Foi em 1981 que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o mês de agosto como sendo o mês das vocações. Esse período de quatro semanas é um tempo de reflexão, de comemoração e é celebrado de maneira particular em cada diocese. 

Em 2020 o tema é “Amados e Chamados por Deus” e o lema “És precioso aos meus olhos. Eu te amo” (Is 43,1-5). Ele é inspirado na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus Vivit, do Papa Francisco, que é resultado do Sínodo dos Jovens. O assunto desse ano é uma das três verdades ditas pelo Santo Padre na Exortação. Em 2021 será “A verdade nos salva” e em 2022 “Ele vive”.

Padre Márcio Ferreira, coordenador do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Vitória destaca a importância do tema, “Amados e Chamados por Deus” e o lema “És precioso aos meus olhos. Eu te amo” (Is 43,1-5) escolhido pela CNBB. “Nós iremos trilhar junto com a dinâmica da CNBB o que ela nos propõe, este caminho afim de suscitar essa cultura vocacional e comunicar com jovem a partir destas verdades que o Papa nos propõe na Christus Vivit. Um caminho pedagógico está sendo desenvolvido pela Igreja de Vitória neste tempo de pandemia de modo envolver nas redes sociais a discussão a oração e o caminho de interação com a juventude. ”, concluiu.

A palavra vocação é originária do latim vocare (chamar), ou seja, significa atender ao chamado de Deus e se colocar à disposição do Seu projeto. Assumir a vocação é estar a serviço, porém, ao contrário do que muitos pensam, não é só a vida sacerdotal e as religiosas e religiosos que são vocacionados, existem muitas outras, o que faz com que em diversas áreas leigos possam expressar os seus talentos e agir na vida da Igreja, pois cada um tem um chamado particular para colaborar na construção do Reino de Deus.

Para animar o Mês Vocacional, a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Pastoral Vocacional propõem subsídio com roteiros catequéticos. Há três propostas de Terço Vocacional, que poderão ser recitados em família ou grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um Encontro Vocacional para despertar vocações; uma Vigília Vocacional; uma Leitura Orante Vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens, pela própria natureza da idade: é durante a juventude que a dimensão vocacional desperta com maior vigor.

O objetivo é fazer o mês vocacional ser bem celebrado em todas as comunidades eclesiais e em todos os possíveis ambientes.

Cada semana do mês de agosto é dedicada à uma determinada vocação.

1ª Semana: Vocação para o ministério ordenado.

O sacramento da ordem tem três graus: diaconato, presbiterado e episcopado. A ordenação não é apenas uma cerimônia, mas é Dom do Espírito Santo. Por meio da imposição das mãos, Cristo, o Sumo Sacerdote, consagra aquele que foi chamado.

A vocação depende fundamentalmente da graça de Deus, mas também do testemunho particular e comunitário do eleito: “ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar” (Carta de Proclamação do Ano Sacerdotal de 2009).

2° Semana: Vocação para a vida em família.

No segundo domingo de agosto é comemorado o dia dos pais e também o dia da vocação matrimonial. Esse chamado de Deus é um convite e um Dom dado por Ele para que a pessoa seja testemunha do amor e colaboradora da obra da Criação no seio da família. Pai e mãe são educadores para a vida e formadores de novas vocações para a sociedade. O pai e a mãe têm a missão de serem representantes do amor divino de Deus junto aos filhos e de conduzi-los nos caminhos da verdade, da justiça e da paz.

Para Santo Tomás de Aquino, depois do amor que nos une a Cristo o amor do casal é a “amizade maior”. Na família nascem as vocações para a vida e para a Igreja.

3° semana: Vocação para a vida consagrada.

Deus chamou e chama tantos homens e mulheres a ingressarem em Ordens Religiosas, Congregações e em grupos de vida consagrada, são pessoas que vivendo em comunidades se colocam à disposição de Deus o do Seu povo. Freiras, freis, irmãos e padres com carismas semelhantes se unem na missão e no serviço à caridade.

4ª semana: Vocação dos leigos.

Todos nós somos vocacionados, pois a vocação nasce no batismo e é o primeiro chamado para servir a Deus, por isso o leigo também é protagonista na evangelização e na vida da Igreja. Ele é colaborador do Reino de Deus atuando em vários ministérios, sejam eles instituídos, como é o caso do Ministro Extraordinário da Distribuição da Sagrada Eucaristia ou Ministro Extraordinário da Palavra, bem como na sua atuação em outros serviços.

O Mês Vocacional, termina no último domingo de agosto, quando é celebrado o dia do catequista.

Programação na Arquidiocese de Vitória

Nesse ano, por causa da pandemia do COVID-19, o Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Vitória desenvolveu uma programação diferente para o mês vocacional, toda feita nas redes sociais da Arquidiocese. Confira abaixo:

1- Todas das segundas-feiras do mês, sempre às 18h, será rezado o terço Vocacional.

2- Dia 05/08/2020 às 20h haverá Live com a Irmã Clotilde sobre a Christus Vivit.

3- Semanalmente haverá um vídeo sobre as diversas vocações.

4- Dia 15/08/2020 às 20h tem testemunho vocacional com o casal Ana Clara e Tiago, do Grupo Ir ao Povo.

5- Em 30/08/2020 é a vez da jornada vocacional, começando às 08h com missa na Catedral presidida por Dom Dario Campos.

Toda a programação pode ser acompanhada nas redes sociais da Arquidiocese de Vitória e no canal do YouTube: @ArquiVitoria

O tráfico de pessoas é uma das atividades ilegais que se expandiu no Brasil no século XXI. De maneira geral, é o comércio de

Todo ano no dia 30 de julho, é o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Esse ano de forma especial a Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB) através da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, nos fez uma simples pergunta: Quanto vale a vida?

O que é tráfico de pessoas?

O tráfico de pessoas é uma das atividades ilegais que se expandiu no Brasil no século XXI. A Organização das Nações Unidas (ONU), define tráfico de pessoas como o “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração“.

De maneira geral, é o comércio de pessoas para trabalhos escravos, exploração sexual, comercialização, exploração e privação de vidas. É gente vendendo gente. O tráfico de pessoas é um tipo de escravidão dos tempos modernos

Origem tráfico de pessoas

A comercialização de pessoas acontece desde a Idade Média. O tráfico negreiro é um grande exemplo que representa mais amplamente o conhecido tráfico de pessoas com fins lucrativos. Por 400 anos foi uma das principais atividades comerciais administradas por diversos impérios. Os negros foram trazidos da África para o Brasil para servir de mão de obra não remunerada. A escravidão foi por quatro séculos a base da economia brasileira. Os negros eram trazidos da África para trabalho braçal, mas não pode esquecer que também existia o tráfico de pessoas para a fins sexual.

Estatística do Tráfico de Pessoas

Nos dias de hoje o tráfico de pessoas movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Crianças, adolescentes, mulheres e migrantes, estão entre as maiores vítimas. A cada ano, mais de dois milhões de pessoas são vítimas desse crime.

As crianças são 30% das pessoas traficadas no mundo. As meninas são as maiores vítimas. Elas são destinadas para adoção ilegal, retirada de órgãos, mendicância, uso militar, exploração infantil para o trabalho escravo como: serviço doméstico, minas, plantações e fábricas, exploração sexual, pornografia infantil, abuso sexual, corrupção e atividades criminosas.

75% das pessoas vítimas do tráfico de pessoas são mulheres e meninas. Elas são comercializadas ilicitamente para a exploração sexual. São submetidas a trabalhar por 10 a 13 horas diárias. São obrigadas a consumir drogas para permanecerem despertas e não podem recusar clientes.

Pandemia

Nesse tempo de pandemia da Covid-19 o tráfico de pessoas aumentou expressivamente. Segundo relatório publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a desaceleração econômica global ampliou o tráfico e ultrapassou fronteiras de pessoas fugindo de seus países.

O que podemos fazer para enfrentar o Tráfico de Pessoas?

1.  Duvide sempre de propostas de empregos fáceis que renderiam muito dinheiro;

2.  Sempre leia os contratos de trabalho e busque informações sobre a empresa contratante

3.  Nunca deixe cópias de documentos com amigos, parentes ou desconhecidos;

4.  Sempre que viajar deixe contatos e localização para onde estará viajando;

5.  Comunique sempre com seus familiares.

Em caso de Tráfico de Pessoas, denuncie!

Disque: 100 ou ligue: 180

(Fonte: ONU, Politize e CNBB)

Leia também:

https://www.cnbb.org.br/cnbb-realiza-a-campanha-quanto-vale-a-vida-para-mobilizar-contra-o-trafico-de-pessoas/

https://www.cnbb.org.br/a-maior-parte-do-trabalho-escravo-ainda-e-invisivel-para-a-sociedade-dom-evaristo-spengler/

https://www.politize.com.br/trafico-de-pessoas-no-brasil-e-no-mundo/

https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2020-07/dia-mundial-contra-trafico-de-pessoas-czerny-terrivel-aumento.html

 

 

Falecimento de frei Moisés Beserra de Lima

Certamente muitos de nós, da Arquidiocese de Vitória, lembramo-nos da alegria e animação de frei Moisés Beserra de Lima, que foi guardião do Convento da Penha de 1995 a 1997. Ele, com seu carisma franciscano, fazia o Campinho do Convento vibrar com cantos e oração.

Frei Moisés faleceu na manhã de hoje, 28 de julho de 2020. Foi encontrado morto em seu quarto na casa paroquial em São José em Beira Rio, cidade de Oliveira dos Beijinhos – BA, onde atuava desde 2000.

Frei Moisés era Cearense, nascido em Hidrolândia e tinha 68 anos de vida e 38 de sacerdócio.

A Arquidiocese de Vitória une-se em oração a seus familiares, amigos e à Congregação Franciscana. Deus receba em seu Reino ao frei Moisés!

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”. (Jo 11,25)

O Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espírito Santo tem sido procurado cada vez mais por pessoas que buscam a nulidade do matrimônio.

O Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espírito Santo tem sido procurado cada vez mais por pessoas que buscam a nulidade do matrimônio. Só neste período de pandemia do novo coronavírus, mais de 100 pedidos foram recebidos e aguardam na fila de espera para abertura do processo. Em 2019 foram protocoladas no Tribunal Eclesiástico 229 pedidos de nulidade do sacramento do matrimônio.

De acordo com à Notária do Tribunal Eclesiástico, Maria Cristina Barboza Leal, muitos procuram o processo de nulidade para voltar a receber os sacramentos da Igreja Católica, principalmente o sacramento da comunhão e do matrimônio. “Muitos deles desejam receber a comunhão. Eles procuram estar mais próximos dos ensinamentos da Igreja, participar da vida eclesial de forma mais ativa. Os olhos brilham quando eles recebem a certidão de nulidade e podem voltar a comungar”, destaca. 

Ela explica que o processo de nulidade começa com o libelo, “petição”, como é chamado no Tribunal Eclesiástico. Através da qual o interessado se dirige por escrito ao Tribunal e expõe todos os detalhes do seu pedido de declaração de nulidade. É importante que neste primeiro contato, a parte demandante exponha todas as informações necessárias objetivamente. O libelo escrito pelo demandante deve detalhar toda a história do namoro, noivado, constância do casamento e a separação. 

“Em qualquer período do matrimônio, as pessoas podem entrar com o processo de nulidade. Não existe um período de vigência para solicitar o pedido no tribunal, mesmo que já se tenha filhos ou a duração do casamento seja de muitos ou poucos anos. A pessoa pode dar entrada no Tribunal onde atualmente ela reside. ”, afirma Maria Cristina Barboza, notária do Tribunal Eclesiástico do Espírito Santo. 

Após o interessado escrever o libelo e o mesmo ser aceito pelo Vigário Judicial, as próximas etapas são: o Vigário Judicial constitui o Colégio Judicante, mais o notário e o defensor do vínculo; contestação ou não da parte demandada; Decreto de formulação da dúvida; Decreto da fase instrutória (depoimentos das partes e suas testemunhas); Decreto publicação dos autos; Decreto conclusão da causa; Parecer do defensor do vínculo; Julgamento; Sentença final; Publicação da sentença às partes. Se o Tribunal de Primeira Instância declarar nulo o matrimônio e uma das partes não concordar, poderá recorrer ao Tribunal de Segunda Instância. O Tribunal de Segunda Instância da Província Eclesiástica do Espirito Santo é o Tribunal da Arquidiocese de Aparecida/SP. Se nenhuma das partes recorrer dar-se-á a certidão de homologação e anotação nos livros competentes de casamento e batizado das partes, concluindo assim todo o processo de nulidade matrimonial. 

Devido ao período da pandemia da Covid-19, o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espirito Santo restringiu o acesso do público e as audiências foram suspensas por tempo indeterminado de acordo com as orientações pastorais do Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos. Com isso, o atendimento passou a ser de 9h às 15h pelo telefone (27) 3025-6280. As pessoas podem deixar o contato para a lista de espera que está sendo organizada assim que o atendimento voltar a sua normalidade para dar entrada no processo, e através do telefone podem receber orientações de como proceder na abertura do processo de nulidade. 

Nulo ou anulado?

“Nulidade significa declarar nulo, declarar que o ato está nulo em sua raiz. Diferente de anulação, que é tornar nulo ou inválido um ato válido. O matrimonio por exemplo não se torna nulo, ele nasce nulo no ato de sua celebração. ”, explica padre Hiller Stefanon.

De acordo com padre Hiller Stefanon, o Tribunal Eclesiástico não cancela o matrimônio, mas a partir do Código do Direito Canônico identifica e dá a sentença se o sacramento foi válido ou nulo. Ele aponta as principais causas de nulidade de acordo com o Código do Direito Canônico.

“Existem muitas causas de nulidade matrimonial por exemplo apresentadas no Tribunal Interdiocesano. Como: Incapacidade por natureza psíquica ou por imaturidade está no Canon 1095; Exclusão da prole no Canon 1096; Erro da pessoa ou de qualidade visada de pessoa no Canon 1097; Dolo no Canon 1098; Condição de futuro no Canon 1102, entre outras causas”, destaca padre Hiller Stefanon.

Estrutura do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano do Espirito Santo 

O presidente do Tribunal Eclesiástico, padre Hiller Stefanon explica que o tribunal quando pertence a uma diocese ou arquidiocese está subordinado ao bispo (arcebispo). Ainda destaca que o Arcebispo de Vitória, Dom Frei Dario Campos é o Moderador do Tribunal Interdiocesano e de Apelação. “No Caso do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, ele não pertence somente ao arcebispo. Ele é interdiocesano pois está estruturado com outras dioceses, no caso, a Diocese de Colatina e a Diocese de São Mateus com seus bispos. Já alguns anos a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim vem estruturando o seu próprio Tribunal. Contudo, somos o Tribunal de Segunda Instância da Diocese de Cachoeiro e considerado de Apelação. ”, explica padre Hiller Stefanon.

Padre Hiller ainda destaca que o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano segue o que determina o Código do Direito Canônico, funcionando em todos os aspectos como tribunal para as causas jurídicas canônicas. E, não somente para causas de nulidade matrimonial.

Mais informações: 

Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Vitória

Telefone: (27) 3025-6280 

E-mail: [email protected]