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Na próxima segunda-feira, nossos seminaristas do 2° ano de Teologia receberão o Ministério do Leitorado: Antonio Vitor Favero, Arthur Cristo da Silva, Jacob Mariano

📖 Na próxima segunda-feira, nossos seminaristas do 2° ano de Teologia receberão o Ministério do Leitorado: Antonio Vitor Favero, Arthur Cristo da Silva, Jacob Mariano Pimentel Firme, João Luís Caçandre, Marwin Amaral Martins, Matheus de Souza, Pedro Nunes Gouveia, Rodrigo Almeida Simões e Wellinton Cordeiro de Paula.

🙏🏻 É um importante momento que marca a caminhada vocacional do candidato ao presbiterado, pelo qual, desde já, é chamado pela Igreja a aprofundar-se na meditação, no estudo e na proclamação da Palavra de Deus.

➡️ A Santa Missa com o Rito de Instituição de Leitores será presidida pelo Exmo. e Revmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Frei Dario Campos, OFM, no Seminário, dia 10/10 (segunda-feira), a partir das 19hrs.

📲 Todos são convidados a unir-se a nós em oração, e a acompanhar a cerimônia por meio de nossas redes sociais.

Lê com muita frequência as divinas Escrituras; aliás, que o Livro sagrado nunca seja deposto das tuas mãos. Aprende aqui o que tu deves ensinar” (São Jerônimo – Ep. 52,7).

Pedro Gouveia| A riqueza que gera solidariedade.   O plano evangélico deste 25º Domingo do Tempo Comum conta-nos sobre a parábola do administrador infiel (cf.

Pedro Gouveia| A riqueza que gera solidariedade.

 

O plano evangélico deste 25º Domingo do Tempo Comum conta-nos sobre a parábola do administrador infiel (cf. Lc 16, 1-13). Esta história, a primeiro momento pode nos conduzir a um total estranhamento, por parecer que Nosso Senhor propõe deliberadamente aos seus discípulos o exemplo de um espertalhão. Também em outras ocasiões, Jesus adota exemplos contraditórios, como ao comparar Deus com um juiz sem justiça (cf. Lc 18, 1-8) ou ao convidar que seus seguidores sejam espertos como as serpentes (cf. Mt 10, 16). O astuto personagem em questão se trata um homem rico e desonesto, características estas não louvadas por Jesus, mas evidencia-se no conto, a habilidade que o gerente tem em administrar o dinheiro que possui, propensão que de tal maneira deve ser traduzida para a vida cristã. Enfim, se este administrador serve de exemplo para nós não o é senão por sua habilidade.

 

Segue-se, então, uma série de advertências de Jesus sobre o uso do dinheiro: o Mamon, falso deus, potência que escraviza o mundo. A riqueza é uma das fontes comumente denunciadas do orgulho e da autossuficiência humana que leva o homem a satisfazer, sem escrúpulos, suas próprias paixões e esquecer a precariedade da sua condição (cf. Dt 8,17-18; 1Jo 2,16). Os “filhos do mundo”, apresentados pela parábola (cf. v. 8), são esta parcela de homens que servem apenas ao dinheiro, por somente conhecerem este universo fugaz e agirem para ele. Mas é de certo também, que o homem é capaz de transformar algo injusto e desonesto em serviço, em solidariedade, primordialmente quando compreende que acima de tudo, Deus é a única realidade viva que merece sua atenção. Contrapõe-se, portanto, aos escusos filhos das trevas, a figura dos “filhos da luz”, aqueles que recebem a instrução divina, os membros da comunidade, opostos aos seus adversários.

 

Adverso é o cenário apresentado pela Primeira Leitura (cf. Am 8, 4-7), que nos diz da vivência de uma religião caduca, de liturgias vazias, sem testemunhos concretos. Outrora no tempo de Amós (séc. VIII a.C.), durante os momentos de crise ressurgem os comércios ilegais e clandestinos que subjugam os pobres, amigos do Senhor. Todos esses devaneios são o triste resultado da vaidade e autossuficiência no coração do homem: a Deus agrada mais a docilidade e a obediência. São gestos que valem mais que os sacrifícios, porque para o Senhor importa a permanência fiel na escuta de Sua Palavra salvífica. Pelo profeta, Deus fala em defesa dos marginalizados, os protege e dá ao povo uma lei referente a estes últimos.

 

Louvando o Senhor que eleva os pobres (cf. Sl 112), junto à São Paulo reconhecemos na Segunda Leitura que a vontade salvífica de Deus é universal, revelada por nosso único mediador: Cristo Jesus. As admoestações destinadas à Timóteo (cf. 1Tm 2, 1-8), Bispo de Éfeso, refere-se à oração pública das primeiras comunidades cristãs. Assim como a caridade do Pai por nós, a prece dos cristãos deve ser feita sem exclusivismos, destinando-se particularmente às autoridades constituídas, para que governem com justiça. Também hoje, em nossas comunidades eclesiais, somos chamados a orar pelos nossos representantes públicos, ainda mais neste período de eleições gerais no país. Rezar para que os legisladores e executores da lei continuamente se convertam e busquem incessantemente a construção de uma sociedade mais justa, pacífica e fraterna.

 

Em síntese, se Jesus mesmo nos diz sobre a necessidade de se vender tudo para servir aos pobres (cf. Lc 41,25-33), a Liturgia deste Domingo pede que esta riqueza seja geradora de amizades, dado que um “amigo fiel é refúgio seguro: quem o encontrou, encontrou um tesouro” (Eclo 6, 14). As riquezas realizam sua função de servir ao homem quando se destinam a produção de benefícios para os outros e para a sociedade. Evidentemente, elas são um bem que vem de Deus: quem as possuir deve usá-las e fazê-las circular de tal modo que também os necessitados possam usufruir de seus frutos.

 

Como afirma São João Crisóstomo, as riquezas pertencem a alguns, para que estes possam adquirir mérito na partilha com os demais (cf. S. JOÃO CRISÓSTOMO, Homiliae XXI de Statuis ad populum Antiochenum habitae, 2, 6-8: PG 49, 41-46). Se reconhecermos que tudo advém de nosso divino patrão, veremos que o mal está no apego desmedido às riquezas, porque rico, não é mais que um humilde administrador do que possui (Cf. S. GREGÓRIO MAGNO, Regula pastoralis, 3, 21: PL 77, 87-89).

 

 

Pedro Nunes Gouveia

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Praia da Costa, Vila Velha – ES

Paróquia de pastoral: Nossa Senhora da Penha, Flexal, Cariacica – ES

‼️ Olá, querido jovem! 📆 No próximo Domingo (18/09) teremos mais um Encontro Vocacional em nosso Seminário, a partir das 9h. ➡️ Os Encontros

‼️ Olá, querido jovem!

📆 No próximo Domingo (18/09) teremos mais um Encontro Vocacional em nosso Seminário, a partir das 9h.

➡️ Os Encontros Vocacionais são momentos preparatórios para o futuro ingresso na caminhada rumo ao presbiterato.

🙏🏻 O tema deste mês falará sobre a Palavra de Deus e a sua importância no discernimento do chamado que o Senhor realiza.

Para maiores informações ℹ️, acesse: https://www.aves.org.br/pastoral-vocacional/

Wellinton Cordeiro| Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (Jo 12,32). Celebramos hoje, com toda a Igreja, a festa da exaltação da
Wellinton Cordeiro| Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (Jo 12,32).

Celebramos hoje, com toda a Igreja, a festa da exaltação da Santa Cruz. Uma festa que tem sua origem nos primeiros séculos da cristandade. Conta a história que santa Helena, mãe do imperador Constantino, fez o possível para conservar os locais onde Cristo viveu o Seu ministério, principalmente o Gólgota e o Santo Sepulcro. No local onde Jesus foi crucificado foi construída a igreja do Santo Sepulcro, em 13 de setembro de 335. A festa para o povo aconteceu no dia seguinte e entrou no calendário romano-cristão. Nos anos subsequentes passou (o sinal da Cruz) a fazer parte dos Rituais litúrgicos. Bem como sua representação foi incorporada à arquitetura sacra. Com isso, a Cruz tornou de caráter próprio do Cristianismo.

Assim, como já sabemos, a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo está no centro da nossa fé, pois, por ela, o Senhor Jesus venceu a nossa morte e ingressou na vida eterna com sua ressurreição. Cristo Morreu por nós abrindo as portas do paraíso que foram fechadas por culpa do pecado original, nos libertando desta culpa original. Na Cruz, Cristo aceitou a situação mais dolorosa e humilhante que pudesse existir para nos resgatar, salvar e capacitar para o Amor. Por amor, a Virgem Maria, Senhora das dores, permaneceu de pé, firme e constante aos pés da Cruz para, de alguma forma, compartilhar o amor salvífico de Cristo em prol de nossa libertação.

Nosso Senhor nos chama ao seguimento, a sermos seus discípulos, discípulos missionários. Contudo, tal seguimento implica de cada cristão duas atitudes, primeiro um descentramento, um esvaziamento do próprio amor, em suma, um esvaziamento de si mesmo; e segundo a carregarmos a nossa própria cruz. Para poder viver o Evangelho de uma maneira inspirada, devemos deixar ressoar profundamente em nós essa expressão tão forte de Jesus: “renunciar a si mesmo” para poder viver com mais plenitude e transparência. Buscando não somente anunciar esse mistério da Cruz, mas procurando vivê-lo cotidianamente.

A cruz pela cruz não salva ninguém, é símbolo de maldição, segundo a lei judaica, mas o Cristo crucificado tornou-se bendito para eliminar toda e qualquer maldição; por isso, anunciamos ao mundo o Cristo morto na cruz e ressuscitado para nossa salvação. Ele está vivo para a glória de Deus, mas o seu sacrifício na cruz jamais será anulado, jamais será esquecido, pelo contrário, é na cruz que Ele assina a nossa libertação, a nossa redenção, é por meio de sua morte que Ele vence a nossa morte e nos dá a vida nova, é na sua morte que somos curados, renovados e transformados.

A cruz não deve ser reduzida a um símbolo hodierno, devemos valorizar nosso cristianismo (representada pela Cruz), podemos carregar uma cruz no peito, termos uma cruz em nossa casa ou em nosso carro, mas ela não é um símbolo apenas, é muito mais do que isso. A cruz é a nossa redenção porque é por ela que o nosso Salvador nos redimiu de todo o mal. Exaltemos o Cristo crucificado na cruz!

 

Wellinton Cordeiro de Paula

Seminarista do 2º ano de teologia

Paróquia de origem: São Miguel Arcanjo, Araguaia, Marechal Floriano – ES;

Paróquia de pastoral: Bom Pastor, Nova Carapina I, Serra – ES.

 

Marwin Martins| “Misericordiosos como o Pai.”(Lc 6,36). Em abril de 2015, segundo ano do pontificado do Papa Francisco, foi proclamado o Jubileu Extraordinário da
Marwin Martins| “Misericordiosos como o Pai.”(Lc 6,36).

Em abril de 2015, segundo ano do pontificado do Papa Francisco, foi proclamado o Jubileu Extraordinário da Misericórdia com o lançamento da bula “Misericordiae Vultus¹ e em dezembro daquele corrente ano, na Festa da Imaculada Conceição, iniciou-se o ano Santo da Misericórdia, com o lema: “Misericordiosos como o Pai.”(Lc 6,36).

Perguntado o porquê de instituir o ano Jubilar o Santo Padre respondeu:” Misericórdia é o caminho que une Deus ao Homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado[…].  Reconhecer esse Pai Misericordioso também é a proposta da liturgia desse 24º domingo tempo comum, Deus nos ama incondicionalmente e por isso age com Misericórdia.

As leituras desse domingo nos apresentam essa ação misericordiosa de Deus, primeiro com o povo de Israel que diante das adversidades do deserto murmuravam e se afastavam do Senhor, corrompendo-se a ponto de romper a aliança feita com o Deus, e tomando para si novos ídolos: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo que tiraste da terra do Egito. Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’’(vv.7-8).

Aqui o povo esqueceu-se de onde Deus os tirou e de toda promessa de prosperidade feita por Ele àqueles que se mantivessem fiéis. Esse distanciamento do povo Hebreu requer de Deus uma resposta imediata a ponto Dele desejar castigar aqueles que dantes salvou: “E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. (vv.8-9) Coube a Moisés interceder para que a ira de Deus não se aplacasse sobre o povo: Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte?.[…] E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer ao seu povo. (vv.11,14).

Percebe-se nestas  passagens aspectos da misericórdia de Deus: o primeiro a gratuidade do perdão divino pois, por mais que pequemos e repitamos os mesmos erros, Deus e sua misericórdia sempre irão nos alcançar. O segundo é o infinito amor de Deus, pois se pecamos e somos falhos, muito maior é seu amor, este amor supera todas as nossas infidelidades e pecados.

Na segunda leitura, presenciamos mais um aspecto dessa misericórdia, a misericórdia que leva a conversão dos pecadores, motivando estes a desejarem uma maior intimidade com o amor de Deus, aqui representada pela conversão do apóstolo Paulo e de sua experiência em Damasco[3] e por conseguinte, sua relação com Jesus: “Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! Por isso encontrei misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu coração;”(vv.14-16a).

A gratidão de Paulo por ter sido alcançado pelo Senhor deixa claro que todos os homens são chamados a experimentar a bondade de Deus e partir daí uma transformação sincera e radical de vida.

Contudo é o capitulo 15 do evangelho de Lucas o coração da liturgia de hoje, pois nele é que vemos de forma mais contundente a manifestação do amor e misericórdia  de Deus por meio de ações e gestos de Jesus:  «Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai» (MV,n.01). Interessante dizer também que é Lucas quem nos apresenta as “parábolas da misericórdia”: a ovelha perdida(vv.4-7),a moeda extraviada (.8-10) e a mais forte delas a do filho prodigo.(vv.11-32).Todos os personagens: o pastor que vai atrás da ovelha, a mulher que encontra a moeda e o pai que se alegra com o retorno do filho, são imagens do próprio Deus que nos tem como riquezas suas e é Ele que nos procura de forma incansável até que estejamos ao seu lado.

A parábola do Pai Misericordioso representa o próprio Deus (o Pai), que respeita o desejo do seu filho em viver tudo que o mundo lhe pode oferecer, e a capacidade da humanidade em usar mal sua liberdade e consequentemente  enveredar-se pelo pecado: O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. […] E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. (vv.12-13b). O filho mais novo é a representação da humanidade ou de forma mais simplista é a representação de todos aqueles que depositam sua felicidade nos prazeres desse mundo, se entregando de forma direta ao pecado seja ele qual for colocando em  xeque a sua maior “herança” a salvação eterna. O afastamento do filho prodigo e o desejo de sair da presença do Pai mostra também o nosso quando queremos viver a nossa vida de forma independente sem a proteção e o carinho de Deus.

No entanto Deus nunca cansa de nos perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir perdão! por isso é Deus mesmo que de forma oculta impele  o nosso coração para o arrependimento e move nosso interior nos chamando a uma conversão, nos levando a enxergar nossas más ações e assim retornar a casa do Pai: Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti;(vv.18).

Mesmo indigno o Pai misericordioso acolhe o filho perdido e dá a ele novamente a dignidade de filho de Deus e restabelece esse laço filial: Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.(vv.20). Essa reinserção do filho fica mais compreensível quando entendemos alguns elementos contidos nesse evangelho: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. (vv22a). O filho antes escravo e vestido com as vestes do pecado, recebe novamente a condição de filho e assim uma nova veste na presença de seu pai. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. (vv22b).O anel representa a renovação da aliança perdida declarando o perdão e confiança ao filho que voltou. Apenas as pessoas livres usavam sandálias enquanto os escravos eram obrigados a andarem descalço, simbolicamente ao colocar a sandálias em seus pés o Filho prodigo estava livre de toda escravidão imposta a ele por suas faltas.

Por fim houve uma grande festa: Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’(vv.23-24).

Assim portanto todo aquele que reconhece o seu pecado e retorna recebe uma grande festa, ou seja, restitui seus laços de amor e graça diante de Deus e faz a experiência alegre do amor pleno junto ao Pai misericordioso.

 

Marwin Amaral Martins

Seminarista do segundo ano de Teologia

Paróquia de origem: São João Batista, Cariacica Sede – ES

Paróquia de pastoral: Bom Pastor, Praia da Costa, Vila Velha – ES.

 

¹ “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”). indica os tempos, as datas de abertura e encerramento do Jubileu e as modalidades principais do seu desenvolvimento. Francisco apresenta uma reflexão teológica e bíblica sobre o tema da misericórdia, fazendo referência aos dois Testamentos e à misericórdia como missão da Igreja.

² Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo se viu repentinamente cercado por uma luz que vinha do céu. Caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo.[…] Em seguida Saulo se levantou e foi batizado. Logo depois comeu e ficou forte como antes. Saulo passou então alguns dias com os discípulos em Damasco. E logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.  (Atos dos Apóstolos 9,3;18)

[3] Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo se viu repentinamente cercado por uma luz que vinha do céu. Caiu por terra, e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo.[…] Em seguida Saulo se levantou e foi batizado. Logo depois comeu e ficou forte como antes. Saulo passou então alguns dias com os discípulos em Damasco. E logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.  (Atos dos Apóstolos 9,3;18)

BIBLIA Sagrada. Tradução da CNBB. São Paulo: Ave Maria, 2001.

MISERICORDIAE Vultus: BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA. Roma, 11 abr. 2015. Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco_bolla_20150411_misericordiae-vultus.html. Acesso em: 8 set. 2022.

Tudo o que você precisa saber sobre o Ano da Misericórdia. [S. l.], 6 jan. 2016. Disponível em: https://pt.aleteia.org/2016/01/06/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-ano-da-misericordia/. Acesso em: 8 set. 2022.

Juliano Machado| Exulto de alegria no Senhor. (Is 61,10) Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Natividade de Nossa Senhora, a Mãe de Jesus Cristo.
Juliano Machado| Exulto de alegria no Senhor. (Is 61,10)

Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Natividade de Nossa Senhora, a Mãe de Jesus Cristo. Esta Solenidade, dedicada a Mãe de Deus e nossa, é celebrada na Igreja desde os primeiros séculos[1]. Já em nossa Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, neste dia festivo e solene, celebramos a nossa padroeira arquidiocesana com o título de Nossa Senhora da Vitória.

No Novo Testamento, não encontramos nenhum relato a respeito do nascimento da Virgem Santíssima, pois os evangelhos possuem um único objetivo: apresentar aos homens a imagem de Jesus Cristo[2]. Mas, esta solenidade da Natividade de Nossa Senhora tem seu embasamento nos chamados “Evangelhos Apócrifos”. Estes textos apócrifos são escritos extra bíblicos e foram transcritos de acordo com a tradição oral do povo primitivo, porém, ao contrário dos livros contidos na Bíblia, as narrativas trazidas nestes textos não são de inspiração divina, mas são segundo a Tradição da Igreja transmitidas e difundidas nas primeiras comunidades[3].

Pouquíssimos textos bíblicos falam sobre a Virgem Maria, as narrações citando a Mãe de Deus são todas relacionadas diretamente com a origem, o nascimento ou a missão de Jesus, como: a Anunciação (Lc 1,26-38), visita de Maria a Isabel (Lc 1,39-56), o nascimento de Jesus (Lc 2,4-8.16-20), apresentação do Menino Jesus no Templo (Lc 2,21-35), Jesus no Templo (Lc 2,46-52), a origem de Jesus (Mt 1,18-25), os irmãos de Jesus (Mt 13,53-58), visita dos Reis Magos (Mt 2,9-12), as bodas de Caná (Jo 2,1-11), a mãe de Jesus e o seu discípulo amado (Jo 19,25-27).

Assim, tudo que é relacionado a Nossa Senhora na Bíblia, tem como principal intenção apresentar e indicar a pessoa de Cristo ao mundo. Maria nunca quis ser o centro da fé humana, mas conduzir a humanidade ao seu Filho Jesus Cristo. Isso aconteceu na visita dos Reis Magos após o nascimento do Menino Jesus (cf. Mt 2,9-12), a visita que ela fez a sua prima Isabel (cf. Lc 1,39-56) e nas bodas de Caná quando percebeu a necessidade dos noivos (cf. Jo 2,1-11). Ela é aquela que intercede junto ao Seu Filho para os mais necessitados da presença do Cristo Salvador.

Maria é um exemplo para todos nós de como devemos proceder na vida terrena. Assim como ela, somos todos convidados a sermos de Deus, a amá-lo inteiramente e agir conforme a sua palavra. Neste sentido, a segunda leitura da liturgia de hoje, tirada da carta de São Paulo aos Romanos (8,28-30), mostra que o amor a Deus deve estar acima de todas as coisas. Maria fez isso. Amou a Deus com todas as suas forças e capacidades. Deixou realizar em si o projeto do Pai e a manifestação de sua graça (cf. Lc 1,34-38). Ela é aquela lembrada por todas as gerações, é a Bem-aventurada (cf. Lc 1,48).

Fazer a vontade de Deus deve ser o projeto de todo homem e mulher. Nascemos para sermos filhos e filhas do Altíssimo por meio do batismo (cf. Mt 28,18-20). Diante disso, Deus nos chama a sermos justos conforme o seu amado Primogênito (Rm 8,29b-30). São os justos os herdeiros da vida eterna, do Reino dos Céus (Rm 8,30). Ser justo é almejar a salvação, mas agindo de acordo com os desígnios de Deus.

Um exemplo de homem justo é São José, homem citado no evangelho desta solenidade. São José era justo porque buscou configurar sua vida ao projeto do Pai. Ele acolheu Maria depois de saber de sua gravidez por meio da ação do Espírito Santo (cf. Mt 1,19-21). A princípio pensou em desistir de seu casamento com a menina de Nazaré, mas depois da revelação do anjo resolveu seguir e realizar a vontade de Deus para a salvação dos homens.

Diante do exemplo de São José e de Nossa Senhora, busquemos ser homens e mulheres que agem de acordo com o querer benevolente de Deus. Não pensemos que essa realidade está distante de nós, pois há muitos santos e santas dos nossos tempos que, assim como a Sagrada Família, realizaram em suas vidas o amor de Deus em favor dos mais necessitados. Foi assim com Santa Teresa de Calcutá, São Paulo VI, Santa Dulce dos Pobres, Santo Oscar Romero e muitos outros santos e santas de Deus, que doaram suas vidas em prol do amor de Deus aos homens.

Portanto, o Senhor já nos escolheu para fazemos parte de sua herança, do seu povo eleito, como cantamos no Salmo da liturgia desta solenidade: Sois meu apoio desde antes que eu nascesse/ desde o seio maternal, o meu amparo (Sl 70,6). Assim, façamos exatamente como o salmista, exultemos de alegria no Senhor e jubilemos no Deus da paz e do amor, pois Ele será a nossa paz (cf. Mq 5,3b-4a). Que a Senhora da Vitória interceda pelo povo capixaba e lhe dê esperança no coração para um dia morar na glória eterna. Assim seja, Amém!

[1] Cf. VaticanNews: A Natividade de Maria – 08 de Setembro de 2020.

[2] Cf. VaticanNews: A Natividade de Maria – 08 de Setembro de 2020.

[3] Cf. VaticanNews: A Natividade de Maria – 08 de Setembro de 2020.

 

Juliano do Nascimento Machado

Seminarista do 3º ano de teologia

Paróquia de origem: São José, São José, Guarapari – ES

Paróquia de pastoral: Sagrada Família, Jardim Camburi, Vitória – ES.

Emoção e alegria foram sentimentos marcantes na cerimônia de Ordenação Presbiteral do Padre Eder Hoffman, ocorrida no último sábado (03/09), às 10h, na Catedral

Emoção e alegria foram sentimentos marcantes na cerimônia de Ordenação Presbiteral do Padre Eder Hoffman, ocorrida no último sábado (03/09), às 10h, na Catedral de Vitória – ES. Presidida por Dom Dario Campos, a Santa Missa contou com a participação de Dom Andherson Franklin (Bispo auxiliar), de padres, diáconos, seminaristas, religiosos (as) e de grande número de fiéis que assiduamente acompanharam os primeiros momentos do neossacerdote.

Como lema de sua nova missão, Padre Eder escolheu o trecho da passagem do Evangelho dos discípulos de Emaús, descrito em Lucas (24, 29): “Fica conosco, Senhor”. Como de costume, durante a apresentação do eleito, Dom Dario compartilhou sua fala com a assembleia reunida: “Eu sempre repito o que vou dizer aqui agora: ‘ordenar um padre da Igreja hoje é uma responsabilidade muito grande para o Bispo’. Nós acabamos de ouvir o testemunho do Padre Jorge Campos, Reitor do Seminário, que realizou todo seu trabalho de interrogação sobre este candidato e a avaliação final é positiva. Mas dentro do espírito sinodal, eu desejo partilhar com vocês, povo de Deus a responsabilidade desta ordenação. Por isso, se estão de acordo e concordam, peço que fiquem de pé e dê uma salva de palmas”. Neste momento todos saudaram efusivamente o candidato.

Em sua homilia, o Sr. Arcebispo recordou a alegria e a expectativa de todos para a chegada deste tão esperado dia na vida do Padre Eder. Pediu que o novo presbítero seja sempre acolhedor à serviço das comunidades e do povo: “Saiba que Aquele que te chamou do meio do povo para segui-Lo, jamais te deixará sozinho nas trilhas da missão. Por mais que seja doloroso, por muitas vezes, a nossa voz profética da denúncia, o Senhor sempre estará conosco. O Senhor Jesus sempre aquecerá seu coração com força renovadora da caridade, tão necessária nestes tempos de grandes desafios e urgências. Saiba ouvir, saiba escutar, saiba orar, saiba rezar!” Prosseguiu pedindo que o ordenando “tenha a sua vida dirigida aos pobres e excluídos, aos irmãos que passam fome e que seguem sozinhos pelas estradas da vida e esperam a companhia da Igreja, que somos nós“.

O Seminário participou da cerimônia nas funções litúrgicas e na música. Em seus agradecimentos, emocionado, Padre Eder lembrou do amor e simplicidade de seus pais, e reanimou seus irmãos seminaristas com as palavras do Papa Emérito Bento XVI: “Cristo não nos tira nada, nos dá tudo“. Pediu ao povo que rezassem pelo início de seu ministério e consagrou sua nova missão a Virgem Maria.

Confira novamente a cerimônia AQUI.

Após as celebrações de suas primeiras Missas, Padre Eder assumirá o ofício de Vigário Paroquial da Paróquia São Francisco de Assis em Jardim da Penha, na capital capixaba. Alegramo-nos por ofertar à Igreja mais um jovem que irá pastorear o povo de Deus, segundo o Coração de Jesus.

“Demos graças a Deus!”

 

🙌🏻 Com alegria convidamos a todos para participarem da Santa Missa na qual nosso irmão, o Diácono Éder Hoffmam Daniel, será ordenado presbítero. Após

🙌🏻 Com alegria convidamos a todos para participarem da Santa Missa na qual nosso irmão, o Diácono Éder Hoffmam Daniel, será ordenado presbítero. Após 08 anos de caminhada vocacional em nossa Casa de formação, o futuro presbítero iniciará sua missão como vigário na Paróquia São Francisco de Assis em Jardim da Penha.

⛪️ A cerimônia será presidida por Dom Dario Campos (Arcebispo Metropolitano de Vitória), no dia 03 de setembro (sábado), às 10h, na Catedral Metropolitana de Vitória-ES.

➡️ O canal da Arquidiocese no YouTube e Facebook fará a transmissão da Ordenação.

🙏🏼 “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110, 4).