Notícias da Arquidiocese

Padre Anderson Gomes vai realizar um show com músicas dos Anos 80 e 90 no sábado, dia 20 de novembro, às 21h, no Le

Padre Anderson Gomes vai realizar um show com músicas dos Anos 80 e 90 no sábado, dia 20 de novembro, às 21h, no Le Buffet Master – Jardim Camburi, em Vitória. O evento acontece em um momento em que o Espírito Santo se encontra com quase todos os municípios em risco baixo para transmissão da Covid-19 e a retomada de diversas atividades, respeitando os protocolos de higiene e segurança para evitar a propagação do vírus. No estado inclusive há a liberação de eventos com público, a partir da comprovação da vacinação contra a doença.

Segundo a organização do show após quase dois anos sem festas ou shows presenciais, surgiu essa ideia de trazer alegria e descontração em formato musical ANOS 80/90. “Ao montarmos a playlist do evento percebemos que traríamos não só os hits da época, mas também as memórias afetivas, pois se trata de uma viagem ao túnel do tempo – cada faixa musical nos remete a uma lembrança da infância ou adolescência”, destaca Sammya Couri que é produtora do evento. Uma novidade é que o palco será em formato 360º o que permite melhor visualização e interação com o público. No total serão 5 horas de festa.

O sacerdote destaca que sempre ouviu muita música e gostou de música e os anos 80 e 90 no seu ponto de vista de música secular é a época que faz parte de sua história afetiva e emocional: “cresci ouvindo shows que a gente podia assistir e participar. E voltando esses eventos eu pensei em voltar sim trazendo essa memória afetiva e trazendo à família e às pessoas uma oportunidade de celebrar a vida e relembrar seu passado. Não só o passado recente de tantas dores que estamos vivendo com a pandemia, mas celebrar as alegrias e talvez até fazer as pazes com nosso passado. Por isso estamos propondo esse evento bem animado e bem familiar. Com certeza será uma noite muito agradável a todos”.

Além disso, padre Anderson que é conhecido por seus singles religiosos ressalta o motivo de um show com músicas populares: “sim é um padre cantando músicas seculares. Não estou deixando minha missão, mas não existe nenhum padre dissociado da vida secular, da vida do povo, da nossa vida, pois estamos neste mundo. Essas músicas ajudam a animar a nossa vida e para evangelizar nem sempre precisamos somente falar a a palavra de Deus. Eu acho que evangelizar também é levar alegria, levar o bem estar ao próximo. E esse é o nosso propósito enquanto evangelizadores de levar o pão vivo e também o pão da terra que faz parte da nossa vida”.

O repertório foi criado pelo próprio padre Anderson e para organização toda equipe está envolvida. O show contará com a banda em seu formato completo, que já encontrou a necessidade de potencializar vozes e percussão. Para início e intervalo, a festa terá o apoio de um DJ. O espaço utilizado será o Le Buffet Master que segundo destaca Sammya “sempre nos apoiou e entra com a qualidade dos ‘comes e bebes’ garantindo serviços completos de buffet”.

A decoração será feita pelas irmãs Lessa, as decoradoras Rosângela e Katia Lessa que vão assumir toda a organização do salão, com os móveis e adornos. Os convites para o evento começaram a ser vendidos ontem (19) e podem ser adquiridos na Secretaria da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Praia da Costa, Vila Velha. Além disso existe a possibilidade de comprar seu ingresso pelo site: https://lebillet.com.br.

SERVIÇO

Show Pe. Anderson Gomes Anos 80/90

Dia 20/11 – Sábado
Hora: 21h
Local: Le Buffet Master – Jardim Camburi
VITÓRIA/ES

Valores:

PISTA R$ 250,00
MESAS SETOR PRATA (lugar avulso) R$ 280,00 – opção de 10 lugares avulsos disponíveis ou compra de mesa inteira com 10 lugares a R$ 2.800,00

PARA MESAS SETOR OURO E CAMAROTES
SOMENTE WHATSAPP
Entrar em contato com Rarissa (27) 99961-9511 ou Sammya (27) 99944-0007

Os presbíteros da Área Pastoral de Vitória, iniciam hoje (20) o seu retiro anual. O retiro reúne cerca de 17 padres e pretende provocar

Os presbíteros da Área Pastoral de Vitória, iniciam hoje (20) o seu retiro anual. O retiro reúne cerca de 17 padres e pretende provocar reflexões e oração sobre diversas dimensões da vida dos presbíteros. O orientador do retiro é Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte.   

Com a passagem bíblica “… tendo-as despedido, subiu ao monte, para orar” (Mt 14,23), dom Nivaldo motivará os padres a um encontro pessoal com Deus. “O tema do retiro que estou preparando é: “Subir ao Monte para orar!”, comenta Dom Nivaldo.

Será uma semana de oração e partilha, um momento de renovação no exercício do ministério, para cada sacerdote desta Área Pastoral.

O representante dos padres e o coordenador de pastoral da Área, pe. Robinson de Castro e pe. Osmar Braido, respectivamente, organizaram esse momento de espiritualidade. “Nosso objetivo é revigorar nossa espiritualidade, ficar um tempo com o Senhor em oração e contemplação para nos fortalecer e nos tornamos aptos para nossa missão. O retiro é um momento de escuta atenta do Senhor”, comenta Pe. Robinson.     

A Arquidiocese convida a todos os fiéis da Área Pastoral de Vitória, a rezarem por seus sacerdotes nesses dias de retiro. Que Nossa Senhora da Vitória interceda por todos.

Anexos

Sempre no mês de setembro a Igreja é chamada a conhecer mais profundamente a Palavra de Deus. Já são cinquenta anos de comemorações e

Sempre no mês de setembro a Igreja é chamada a conhecer mais profundamente a Palavra de Deus. Já são cinquenta anos de comemorações e de estudos que facilitam o aprendizado da Bíblia. O encerramento deste tempo se dá na data da festa de São Jerônimo, tradutor da bíblia para o latim.

O Mês da Bíblia começou a ser festejado em 1971, primeiramente como uma ação da arquidiocese de Belo Horizonte e contou com o importante apoio das Irmãs Paulinas por meio do Serviço de Animação Bíblica – SAB. Hoje a comemoração é nacional e tem o objetivo de colaborar com a difusão e a vivência da Palavra de Deus, bem como estimular a criação e o estudo de materiais e subsídios bíblicos que ajudam no entendimento dos textos bíblicos.

Promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, por meio da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, este cinquentenário do Mês da Bíblia chama a Igreja a estudar o livro dos Gálatas e traz como lema: “Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28d).

Mas a Bíblia é um livro de estudo ou de oração? Pe. Andherson Franklin, do clero da diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Doutor e Professor em Sagrada Escritura assim explicou: “a Bíblia tanto deve ser lida, estudada, quanto rezada. Pois, como Palavra de Deus que é e torna-se alimento sempre. Porém, em alguns momentos ela nos conduz nos momentos de oração e em outros ela é refletida e estudada, a fim de nos garantir conhecer ainda mais os mistérios da Fé”.

Curiosidade

Você sabe quais são as diferenças entre a Bíblica católica e a protestante?

Católicos e protestantes têm a Bíblia como o livro sagrado que orienta a vida dos fiéis, por conter a revelação divina. Mas a Bíblia dos Católicos e dos Protestantes não é exatamente igual. O que as diferencia é a quantidade de livros do Antigo Testamento e, claro, o fato de 7 deles (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico I e II e, alguns fragmentos dos livros de Ester e Daniel) terem sido suprimidos no cânon protestante. Assim, quando falamos de Antigo Testamento “o cânon católico contém 46 livros e o protestante 39”.  “Quando no séc. XVI a Igreja sofreu a divisão, os Protestantes recorreram à sagrada Escritura do povo judeu e descobriram que lá se encontravam somente 39 livros escritos em hebraico, já a Igreja Católica acolheu os outros sete que foram escritos, em sua totalidade ou em partes, em grego”, explicou pe. Andherson. Quanto ao Novo Testamento a Bíblia dos Católicos e dos Protestantes é igual. Católicos e protestantes comemoram o Dia da Bíblia, porém, em datas diferentes.

Entrevista

Conversamos com pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, Doutor e Professor em Sagrada Escritura e Coordenador pedagógico do Curso de Teologia da Arquidiocese de Vitória sobre a data e a importância desta comemoração.

O que comemoramos no Dia da Bíblia?

Comemoramos a Bíblia a Palavra de Deus viva, que se tornou carne e armou a sua tenda entre nós (cf. Jo 1,14) Na verdade, as Igrejas Cristãs têm duas celebrações do Dia da Bíblia: uma para a Igreja Católica, no dia 30 de setembro e outra para as Igrejas Protestantes, no segundo domingo de dezembro.

A celebração católica coincide com a memória de São Jerônimo, que foi o tradutor da Bíblia para o latim. Sua obra é conhecida com o nome de Vulgata. Ele viveu no final do século IV, fez a tradução em uma das grutas anexas à do nascimento de Jesus em Belém, e esta tradução foi a Bíblia oficial da Igreja católica durante muitos séculos.

No Brasil, além desse dia, a Igreja Católica dedica, em modo especial, o mês de setembro de cada ano à leitura e estudo da Palavra de Deus.

A história do mês da Bíblia afunda suas raízes na 1ª Semana Bíblica Nacional, celebrada em 1947. A partir de então começou-se a celebrar o Domingo da Bíblia, no último domingo do mês de setembro, como fazemos até hoje.

A partir de então, a Igreja no Brasil começou a celebrar o Mês da Bíblia, a partir de uma iniciativa pioneira da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), que se expandiu para o regional Leste 2. Em 1976, a celebração do Mês da Bíblia foi assumida pela CNBB e em todo Brasil.

No caso dos Protestantes, a celebração no segundo domingo de dezembro, tem como raiz uma tradição europeia, do século XVI, quando se dava uma ênfase especial à Palavra de Deus no segundo domingo do Advento, tempo de preparação para o Natal, onde tudo nos convida a aproximar-nos de Deus em sua Palavra, verbo que se encarnou em Jesus.

Como o senhor percebe o trabalho bíblico na Arquidiocese de Vitória?

Nos passos do Concílio Vaticano II, nossa Arquidiocese sempre manteve uma preocupação muito profunda com o estudo da Palavra de Deus. E isto, em dois níveis. Um primeiro nível, aquele de uma leitura, que diria, mais pastoral-mistagógica. Aqui temos os tradicionais Círculos Bíblicos, nos tempos litúrgicos fortes, especialmente nos tempos da Quaresma e do Advento, em especial com as Novenas de Natal, confeccionados pela Dimensão Bíblico-Catequética e pelo Cebi.

Um segundo nível é aquele de uma abordagem mais científica da palavra, nos cursos de Teologia para Leigos, paroquiais e nas Áreas Pastorais, bem como em cursos de aprofundamento bíblico paroquiais, assim como no Curso de Teologia do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia, casa de formação do Clero do Estado do Espírito Santo, alguns Religiosos (as) e Leigos (as).

Onde o senhor inclui a Bíblia na prática espiritual do católico?

A aproximação à Bíblia se dá, na prática espiritual, em dois níveis, ou duas abordagens que estão muito presentes em nossa vivência cristã. Como Leitura Orante da Palavra. E isso com métodos que são apresentados por diversos Movimentos Apostólicos e Pastorais Específicas e, ao mesmo tempo, a partir de uma aproximação mais pessoal, na Leitura Espiritual que ilumina e fortalece. Esses dois níveis se entrelaçam e se intercomunicam entre si, gerando uma prática que esteja enraizada na prática libertadora de Jesus.

Como se relacionam a Bíblia e as práticas devocionais?

As devoções têm muito a ver com a busca de espiritualidade, numa tentativa de relacionar a vida do dia a dia com o Sagrado, ou o Mistério (isso se chama mística). No fundo, em geral, as práticas devocionais se caracterizam como a busca de uma mística que ilumine toda a existência. Do ponto de vista das três grandes religiões monoteístas do mundo, a fé, com suas práticas devocionais são inspiradas pela Escritura Sagrada, no nosso caso – Cristãos e Judeus – a Bíblia Sagrada. Para nós Cristãos, Antigo e Novo Testamentos, no caso dos Judeus, o Antigo Testamento. No caso dos Muçulmanos, o Alcorão.

No nosso caso, Cristãos Católicos, as práticas devocionais, se não se relacionam com a Bíblia, tornam-se verdadeiras fantasias e práticas mágicas. E a fé deve superar tudo aquilo que é magia, de forma que tais práticas se encarnem na vida para transformá-la, em todos os níveis, naquele pessoal, bem como social. E tudo isso deve ter sua fonte na Bíblia Sagrada.

A pedido do Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, padres da área Pastoral Serrana estão visitando as escolas da região. Segundo padre Rodrigo

A pedido do Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, padres da área Pastoral Serrana estão visitando as escolas da região. Segundo padre Rodrigo Chagas, Administrador paroquial da paróquia São Sebastião do Alto Guandu, essa proposta foi apresentada na última reunião de Dom Dario com os padres da área e nesta semana, na segunda-feira (13), ele já esteve em duas escolas participando de formações e dando uma palestra motivacional.

O sacerdote lembra que na fala de Dom Dario, ele relembrou que antigamente a escola e a Igreja tinham uma relação muito próximas: “inclusive no interior até hoje é assim, no terreno onde está a Igreja, ali tem uma escolinha. Antes as comunidades não tinham espaço para a Catequese e o Arcebispo quer que a gente retorne para as escolas, por mais que sejam laicas, para que estejamos mais presentes e sendo força aos que trabalham nestes locais”.

Após o pedido, padre Rodrigo já visitou três escolas em Afonso Cláudio, a convite das diretoras e ele destaca que os convites são justamente para ter essa presença da Igreja e dar mais um ânimo aos profissionais que atuam no ambiente escolar, principalmente neste tempo de pandemia. “Então eu faço uma palestra motivacional para que eles possam entender o tempo em que estamos vivendo para se reinventarem neste novo normal e ao mesmo tempo motivar para que continuem usando a profissão, como na verdade uma vocação”.

Sobre a receptividade, o presbítero conta que tem sido muito boa e até as professoras que não são católicas recepcionam muito bem e ele já almoçou com as educadoras em uma escola, já tomou café em outra: “elas ficaram muito felizes com minha presença junto com elas e eu também fiquei muito feliz e esse é o papel do padre, ser uma presença da Igreja Católica de uma forma ecumênica estando presente no processo educacional”.

Tatiana das Graças M. Zambom é há 7 anos a diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Dioclézio Tosta das Neves, localizado no interior de Afonso Claudio. Ela e a pedagoga Patricia Lerbarch relatam que quando receberam a notícia que teriam uma formação com os funcionários do CMEI e que teria um momento motivacional, lembraram do Padre Rodrigo e fizeram o convite para que ele participasse.

“Padre Rodrigo chegou em nossa escola cheio de energia e iniciou sua fala contando um pouco da sua história dizendo que nem sempre Deus busca o mais forte, ou o melhor, mas Deus busca aquele que Ele quer para estar ali naquele momento. Também relacionou o momento em que foi ordenado Padre e logo após tornou-se Pároco da nossa Igreja ao fato dos professores e demais profissionais da escola estarem vivendo um momento ímpar com a pandemia e a ressignificação de todo o trabalho pedagógico a ser desenvolvido com os alunos nas escolas e em casa”.

A Escola Municipal Fazenda Henrique Zambom foi outra visitada por padre Rodrigo recentemente e a diretora Maria Aparecida Zambom Ebani descreve a experiência: “foi ótima a visita do padre Rodrigo! Suas palavras vieram ao nosso encontro alcançando além dos nossos objetivos. Pois, o objetivo principal do encontro era trabalhar a auto estima do profissional da Educação. Sua palestra foi profunda e edificante  e os profissionais ficaram aliviados e  fortalecidos”, conclui.

O momento atual está anestesiado com tantas notícias bombásticas que no mundo cristão católico quase passa desapercebida a 34ª viagem internacional do Papa Francisco

O momento atual está anestesiado com tantas notícias bombásticas que no mundo cristão católico quase passa desapercebida a 34ª viagem internacional do Papa Francisco ao coração da Europa, visitando os países Hungria e Eslováquia. Nesses lugares dois fatos nos chamam a atenção como agenda: o encerramento do Congresso Eucarístico Internacional em Budapeste e a memória das terras e dos povos feridos até a morte em função dos regimes nazista e comunista que reprimiram violentamente a fé cristã, acabando com a liberdade religiosa, e levando bispos, sacerdotes, religiosas e leigos encarcerados, torturados, martirizados. Muitos padres só conseguiram ser ordenados de maneira secreta nos porões das indústrias naqueles tempos sombrios.

Esses dois fatos – homenagem à Eucaristia e memória dos mártires – são indissociáveis na história da Igreja desde seus inícios nos tempos apostólicos. Quem não lembra das celebrações que os primeiros cristãos realizavam às escondidas nas catacumbas?! A Eucaristia sempre foi o alimento que fortalece a caminhada do povo de Deus. Essa força está exatamente na dimensão do memorial da Paixão de Cristo com a realização da última ceia.

A Eucaristia é força para a caminhada do povo e por isso ela é conhecida como “comunhão”. Ao receber a Eucaristia não estamos realizando um ato isolado de uma devoção espiritualista, isolada do mundo, mas em comunhão com o mundo, com o nosso entorno, com nossa rua e nossa cidade. A celebração do Congresso Eucarístico nessas terras se reveste da memória de martírios, de dores, muitas dores.

E vejam como se conclui essa viagem do Papa Francisco: termina com a invocação orante a Nossa Senhora das Dores que nos últimos tempos sofreu tanto com as dores promovidas e provocadas por regimes totalitários, antidemocráticos. Essa invocação é realizada no Santuário Nacional de Sastin quando o Papa suplica: “Nossa Senhora, curai com a vossa doçura as nossas feridas”.

Nessa viagem marcada pela espiritualidade, chama-nos a atenção o olhar de Francisco para os jovens eslovacos. E lhes diz que é preciso originalidade para rebelar-se contra a cultura do provisório. É preciso ir além do instinto e do instante e amar por toda a vida. Estamos formando uma sociedade que cada vez pensa mais em si e no instante.

Então Francisco convoca os jovens para que “sonhem formar uma família, gerar e educar filhos”. O aprisionamento ao instante, ao imediato, ao instinto, leva as pessoas a não enxergarem nada além de si mesmas, dos próprios interesses e necessidades. Sem romper o aprisionamento de si mesmo absoluto e passar para “uma vida inteira partilhando tudo com outra pessoa”, vamos nos tornando cada vez mais perversos.

Ainda dá aos jovens outro conselho, muito necessário nos tempos dos instantes e das necessidades. “Não esqueçam de suas raízes”. As raízes da juventude estão enraizadas na família, com pais e avós, que prepararam o terreno. E pede aos jovens para que busquem encontrar seus avós, estar perto de seus pais, ter tempo para ouvir suas histórias.

Hoje há um grande risco de termos uma sociedade desenraizada. A família não é apenas uma questão de cunho moral ou agenda política, mas é constitutivo fundamental da sociedade e vai muito além das figuras de pai e mãe. As gerações passadas nos constituem assim como as futuras serão constituídas por nós. Somos corresponsáveis nesse processo. Sem raízes as plantas secam, as gerações desaparecem.

O terreno para o enraizamento está na mensagem cristã que é o amor de Deus encarnado. É a entrega do seu Filho, morto na cruz para a salvação do mundo. É a partir desse fundamento que iremos construir uma sociedade mais solidária e menos perversa. E conclui o Papa: “O amor é fidelidade, dom, responsabilidade”.

Edebrande Cavalieri

Nossa Senhora das Dores é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às

Nossa Senhora das Dores é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo. 

A imagem de Nossa Senhora das Dores com espadas cravadas em seu peito, interpreta na imagem o que Maria experimenta na vida, porque expressa o que ela sentiu ao ver o seu filho crucificado e sofrendo cruelmente pela humanidade, foi como se uma espada atravessasse o seu peito. 

As sete dores de Nossa Senhora

  1.   A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
  2.   A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);
  3.   O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);
  4.   O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);
  5.   O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);
  6.   Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);
  7.   O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

Dos Sermões de São Bernardo, abade

(Sermo in dom. infra oct. Asumptionis,14-15: Opera omnia, Edit. Cisterc. 5[1968],273-274)

(Séc.XII)

Estava sua mãe junto à cruz

O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da paixão do Senhor. Este foi posto, diz o santo ancião sobre o menino, como um sinal de contradição, e a Maria: e uma espada traspassará tua alma (cf. Lc 2,34-35). Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada traspassou tua alma. Aliás, somente traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma. A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal. E pior que a espada, traspassando a alma, não foi aquela palavra que atingiu até a divisão entre a alma e o espírito: Mulher, eis aí teu filho? (Jo 19,26). Oh! que troca incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez do Deus verdadeiro. Como ouvir isto deixaria de traspassar tua alma tão afetuosa, se até a sua lembrança nos corta os corações, tão de pedra, tão de ferro?

Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar-se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto; esteja também longe de seus servos. Talvez haja quem pergunte: “Mas não sabia ela de antemão que iria ele morrer?” Sem dúvida alguma. “E não esperava que logo ressuscitaria?” Com toda a confiança. “E mesmo assim sofreu com o Crucificado?” Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto: depois dela nunca houve igual.

Hoje a Igreja Católica celebra a Exaltação da Santa Cruz, que é símbolo da vitória de Jesus Cristo sobre a morte e o pecado

Hoje a Igreja Católica celebra a Exaltação da Santa Cruz, que é símbolo da vitória de Jesus Cristo sobre a morte e o pecado e um sinal da salvação para todos os cristãos. A cruz sobre a qual Cristo sofreu era apenas um instrumento material de sua morte, mas na época dos Apóstolos se tornou o símbolo da redenção operada por Cristo e, portanto, símbolo da Fé Cristã, âncora de salvação para o mundo.

De acordo com informações do Vaticano, “a literatura patrística e os testemunhos arqueológicos colocaram como ponto de referência a respeito da cruz na festa da inventio crucis (descoberta da cruz), nascida pela dedicação das basílicas construídas em Jerusalém, pelo Imperador Constantino do Santo Sepulcro e do Calvário (325 dC). A partir de então, impulsionou-se sempre mais, o culto da cruz com o desenvolvimento de uma série de homilias dos santos padres e de iconografias bem individuais”.

A Igreja convida que todos tenham gratidão à Cristo que nos remiu por sua cruz. Na manhã de hoje, durante sua homilia, o Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, comentou sobre a importância da data: “A Festa da exaltação da Santa Cruz nos coloca diante do maior símbolo cristão que é a cruz e nos revela a grandeza surpreendente de Deus. Essa grandeza que transforma os sinais de morte em sinais de vida. Que transforma a própria morte em vida plena. Somente Deus é capaz de algo desta natureza”.

Sobre a história Dom Dario conta que “segundo a tradição, a cruz de Cristo foi descoberta no ano de 326 por Helena de Constantinopla – mãe do imperador Constantino I – durante uma peregrinação a cidade de Jerusalém. Diante deste episódio a Igreja do Santo Sepulcro foi construída no local da descoberta. A Igreja foi dedicada nove anos depois com uma parte da Cruz em exposição. No dia 13 de setembro de 335 ocorreu a dedicação da Igreja e a cruz foi exposta no dia 14 – daí a festa da Exaltação da Santa Cruz – para que os fiéis pudessem orar e venerar. É, portanto, a data que se celebra até hoje a sua exaltação. ”

Paróquia

Na Arquidiocese de Vitória, existe a Paróquia Santa Cruz, no bairro Vale Encantado, Vila Velha. Ela foi instituída em 11 de setembro de 2016 e possui oito comunidades: Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Clara, Santo Antônio, Santa Luzia, Cristo Rei, Sagrada Família, São Pedro e São Paulo e a Matriz Santa Cruz.

O pároco é o padre Solon Lauff Dias desde a fundação da paróquia. Neste ano está sendo comemorado os 50 anos da Comunidade Matriz e uma programação está sendo realizada nos últimos dias. Hoje acontece uma missa solene, às 19h30, presidida pelo pároco e no próximo sábado será realizada uma missa em ação de graças pelo aniversário da paróquia.

“Nós vos adoramos senhor Jesus Cristo, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo”.

Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo

(Oratio 10 in Exaltatione sanctae crucis: PG97,1018-1019)
(Séc.VIII)

A glória e a exaltação de Cristo é a cruz

Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim, porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, acaba de divulgar nota de falecimento de Monsenhor Rômulo, padre que participou inúmeras vezes de momentos importantes em

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, acaba de divulgar nota de falecimento de Monsenhor Rômulo, padre que participou inúmeras vezes de momentos importantes em nossa arquidiocese. A Arquidiocese de Vitória solidariza-se com a Diocese de Cachoeiro e os familiares de Monsenhor Romulo e reza por todos neste momento de dor. Leia a nota da Diocese de Cachoeiro.

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim comunica com muito pesar o falecimento do Monsenhor Antônio Rômulo Zagotto, ocorrido na tarde deste domingo, 12 de setembro. Assim que houver definição daremos as informações sobre o velório, exéquias e sepultamento.

Que Deus o acolha em seu Reino, pois temos a certeza que Monsenhor Rômulo velará do Céu por cada fiel de nossa Diocese, assim como fazia em Terra. Aos familiares, amigos próximos e irmãos presbíteros, nossos sentimentos.