Notícias da Arquidiocese

Neste domingo (27) a Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, celebra o 7º dia do falecimento do seu pároco, padre Fernando Antônio Silva

Neste domingo (27) a Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, celebra o 7º dia do falecimento do seu pároco, padre Fernando Antônio Silva de Souza. Três missas irão acontecer: na comunidade matriz, São Sebastião; na comunidade Santa Mãe de Deus, na Ilha de Santa Maria e na comunidade Nossa Senhora de Lourdes, no Bairro de Lourdes.

Dentro programação estão missas às 7h30, 18h, 19h30 na matriz; às 8h na Comunidade Santa Mãe de Deus e às 10h na Comunidade Nossa Senhora de Lourdes. Para evitar aglomeração de pessoas mais horários de missa foram disponibilizados possibilitando que os fiéis participem de forma presencial. Além disso, as celebrações eucarísticas das 7h30 e das 19h30 serão transmitidas pelo Youtube da paróquia.

Mariana MB é legionária da Legião de Maria e membro da Paróquia Nossa Senhora das Graças. Ela comenta sobre como os paroquianos estão vivenciando a partida precoce do seu padre: “padre Fernando uma vez nos lembrou que o amor também é manifestado na dor, e é essa mistura de amor e dor que estamos vivendo esses últimos dias pela sua perda entre nós. A cada dia é uma nova fase do luto, é um novo sentimento pela morte e pela sua falta nessa fase que nos descobrimos, enquanto paróquia. Porém, nossas orações por ele não cessaram e nem cessarão, na certeza de que agora temos um intercessor no céu!”

Padre Fernando faleceu na segunda-feira, dia 21 de junho, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19.  O sacerdote da Arquidiocese de Vitória estava internado no hospital Santa Rita, em Vitória, desde o dia 03 de junho e completou 37 anos de vida no dia 12.

Atualmente padre Fernando estava como Coordenador da Comissão Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Vitória e como Coordenador da Área Pastoral de Vitória. Ele tomou posse como Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, Vitória, no ano de 2018. Antes disso ele foi vigário Paroquial na paróquia São Francisco de Assis, em Laranjeiras e Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Morada de Laranjeiras, Serra.

“Não se perturbe o nosso coração. Credes em Deus; crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar”. (João 14, 1-2 )”

Começa neste sábado (26) a série de encontros de formação voltados para todos os agentes da Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Arquidiocese de Vitória.

Começa neste sábado (26) a série de encontros de formação voltados para todos os agentes da Pastoral da Comunicação (PASCOM) da Arquidiocese de Vitória. Para este primeiro dia estão inscritas 52 pessoas e serão contempladas as Áreas Pastorais Vitória e Serrana. As reuniões acontecerão online, pela plataforma Zoom e os participantes se inscreveram previamente.

Nestes encontros serão tratados os assuntos: sobre o papel da PASCOM nas paróquias; produção de texto para o site da Arquidiocese de Vitória; como devem ser realizadas as transmissões ao vivo de missas e eventos em geral e ações para as redes sociais. Tudo baseado no Guia-de-Implantação-da-Pascom que será disponibilizado a todos os agentes e também pode ser baixado clicando no nome.

Na Arquidiocese de Vitória a Pastoral da Comunicação está presente em 16 paróquias da área Benevente; 16 paróquias da área Cariacica-Viana; 9 paróquias da área Serrana; 14 paróquias da área Vitória; nas 20 paróquias da área Vila Velha e em 15 paróquias da área Serra-Fundão.

Programação por Área Pastoral   

26 de junho – Sábado

9h30 –  Vitória

11h –  Serrana

10 de julho – Sábado

9h30 –  Cariacica/Viana

11h – Vila Velha

17 de julho – Sábado

9h30 –  Benevente

11h – Serra/Fundão

Faça a sua inscrição abaixo clicando no nome da sua Área Pastoral!

Vitória 

Serrana

Cariacica/Viana 

Vila Velha

Benevente 

Serra/Fundão

 

Após sua ordenação como padre da Arquidiocese de Vitória, o diácono Ruan Coutinho da Cruz, vai retornar ao Pará, onde está responsável pelo projeto

Após sua ordenação como padre da Arquidiocese de Vitória, o diácono Ruan Coutinho da Cruz, vai retornar ao Pará, onde está responsável pelo projeto Missão Diocesana, na Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia. Ruan chega em Vitória no dia 29 de junho – junto dos outros diáconos transitórios – para sua ordenação presbiteral que vai acontecer no dia 28 de agosto, no Santuário Bom Pastor, em Campo Grande, às 17h, e logo depois volta para concluir o trabalho que está realizando desde o início deste ano.

Ele conta que diferente dos outros diáconos, além de servir em uma paróquia, ele acompanha o projeto específico que recebe todos os anos um grupo de jovens de diversas paróquias para uma vida em comum em uma casa, local onde eles rezam, estudam e servem projetos sociais da cidade. Neste ano são 6 jovens: “é um ano de experiência missionária e eu fui colocado como responsável desta casa logo que cheguei. Se assemelha em muito a uma rotina de uma casa religiosa. Para os meninos que querem ir para o Seminário esse ano missionário já conta como propedêutico”, explica o diácono Ruan.

O retorno será só por 3 meses e o diácono explica que lá no Pará eles tem uma carência muito grande de ministros ordenados e quando ele se deparou que ia embora e não tinha ninguém para cuidar do projeto no segundo semestre deste ano. Então ele se colocou à disposição de Dom Dominique, que é o bispo de lá, e a Dom Dario que é o nosso Arcebispo Metropolitano para que ficasse este curto período para concluir o processo. “Será só por um tempo e no Natal eu quero já estar em Vitória com a minha família e com a minha Igreja de origem”, brinca diácono Ruan.

Sobre o Missão Diocesana

Na casa onde vivem os jovens, eles têm formação humano afetiva, introdução aos estudos bíblicos, obrigações com o zelo da casa, rezam as laudes, as vésperas, as completas, o terço e tem uma missa diária na Catedral que participam. “Além disso, tem um dado que para nós é muito diferente. É uma casa mista, que acolhe rapazes e moças que ficam em quartos separados, é claro, mas é uma experiência mista. Atualmente são 5 rapazes e uma menina e a maioria tem em torno de 18, 20 anos, além de um menor de idade e outro de 26 anos. Eles irão na minha ordenação, ganharam as passagens e vão ficar uma semana em Vitória”.

A experiência missionária do diácono Ruan, no Pará, foi intensificada pelo projeto que neste ano está acontecendo de forma excepcional: “todos os anos eles ficam dois meses em formação interna na sede da Catedral e depois vão morar em uma casa da periferia, mas por conta da pandemia, atualmente eles continuam morando na cidade só que todos os dias eles vão para os projetos sociais na periferia e é muito bonito. Inclusive quando Dom Dario esteve aqui, ficou encantado. Ele falou muito sobre o projeto, pois foi algo que ele gostou muito”.

Os protocolos para velório e enterro de pessoas que morreram vítimas da Covid-19 têm sido modificados em algumas regiões do Brasil, inclusive com decretos

Os protocolos para velório e enterro de pessoas que morreram vítimas da Covid-19 têm sido modificados em algumas regiões do Brasil, inclusive com decretos específicos de governos locais, como Divinópolis e Caputira em MG, conforme pesquisa rápida na internet.

No Espírito Santo não existe decreto da Secretaria da Saúde, mas os médicos que acompanham a evolução da doença, e confirmado que após 20 dias não existe mais perigo de contágio, podem emitir uma autorização para que o velório seja feito com caixão aberto.

As recomendações são de que se evite aglomeração para evitar que o vírus seja transmitido pelas pessoas que acompanham o velório e que o tempo não seja estendido.

O sofrimento de tantos que perderam seus familiares aumentou com a impossibilidade de um momento para velar seus entes, situação que nós vivenciamos com a morte de pe. Kleber dos Santos Junior em fevereiro. Naquela ocasião não foi permitido abrir o caixão e nem fazer velório. A decisão, quando as circunstâncias permitem, ameniza a dor.

No caso de pe. Fernando Antônio Silva de Souza, enterrado hoje, o Hospital emitiu o documento para que o velório pudesse ser feito com caixão aberto com os seguintes argumentos:

  1. O início dos sintomas já tinha mais de 20 dias. Os sintomas de pe. Fernando começaram em 31 de maio.
  2. Sempre que o paciente morre após 20 dias de sintomas, o laudo é emitido.
  3. A decisão de emitir o documento é tomada pela equipe de médicos que acompanha o caso.

As informações sobre o laudo de pe. Fernando são da dra. Juliana Cosme, médica plantonista da UTI do Hospital Sta. Rita, que acrescentou sobre a necessidade surgida para emissão do documento: “A DO, Declaração de Óbito, é emitida como causa de morte a Covid-19, por isso há necessidade do laudo confirmando que o paciente já estava fora do isolamento por ocasião da morte”.

A missa de corpo presente e despedida de pe. Fernando Antônio Silva de Souza aconteceu na manhã de hoje, 22 de junho de 2021

A missa de corpo presente e despedida de pe. Fernando Antônio Silva de Souza aconteceu na manhã de hoje, 22 de junho de 2021 na Catedral de Vitória em clima de dor, oração, silêncio e muita emoção. O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos muito emocionado expressou palavras de carinha à família de pe. Fernando, à paróquia que o acolheu com amor e falou da intensa e profunda vida ministerial de pe. Fernando apesar do curto tempo de vida e de ministério sacerdotal.

O canto, uma das formas de evangelizar de pe. Fernando, ficou a cargo do grupo da paróquia Nossa Senhora das Graças em Jucutuquara, onde pe. Fernando era pároco.

Na homilia dom Dario foi aplaudido pelo povo quando disse: “Há 4 anos padre Fernando estava deitado diante do altar desta Catedral em sua ordenação presbiteral, e toda a comunidade cantando a ladainha de todos os Santos pedindo a proteção ao seu magistério do presbítero evangelizador. E hoje 4 anos depois, todos nós nos reunimos e padre Fernando está novamente prostrado aos pés do altar já cantando a glória do Pai”.

Dom Dario também relembrou as mais de 500 mil vidas perdidas para o novo coronavírus. “Com dor e saudade, mas cheios de esperança entregamos ao Pai este nosso irmão. Esta dor e perda é compartilhada pelas milhares de vida ceifadas pela Covid-19. Mais de 500 mil irmãos e irmãs falecidos. O mais triste é que a maioria dessas vidas perdidas foram por negligência e descaso dos que nos governam. Por isso, hoje rezamos unidos com toda a nossa Arquidiocese, pelo repouso eterno deste nosso irmão presbítero bem como por todos os nossos irmãos falecidos neste Brasil querido de norte a sul”.

Dom Dario lembrou a alegria com que pe. Fernando acolhia e assumia o que lhe era pedido na arquidiocese e falou para os parentes, presbíteros e o próprio pe. Fernando. Aos familiares agradeceu a vida de pe. Fernando e pediu a força de Deus para este momento de dor. Aos padres disse que a morte de pe. Fernando lembra o quanto a vida é frágil e acrescentou: “o povo precisa de nós, de nosso testemunho e alegria. Deixemos de picuinhas e continuemos nossa missão, o que pe. Fernando não pode realizar, ele confia a nós”. Ao padre Fernando fez um pedido: “pe. Fernando, junto de Deus e de todos os santos não esqueça de nós e do povo que o acolheu com tanto amor”.

Em dois momentos dom Dario pediu aos presentes na Catedral para estenderam a mão sobre pe. Fernando: na oração dos fiéis quando pediu pelo fim da pandemia e no final. Clique aqui para ler a homilia.

No final da missa, pe. Renato Criste, pároco da Catedral agradeceu aos profissionais do Hospital Santa Rita e ao pe. Ricardo Passamani que acompanhou pe. Fernando e nos manteve informados sobre o estado de saúde de pe. Fernando.

Pe. Renato ainda informou sobre o translado do corpo para Viana onde será sepultado.

O caixão foi conduzido sob aplausos pelos padres Osmar, Rafael, Gudialace, Abel, Luiz Ogioni, Adriano, Rodrigo e Manoel.

Perante a morte de pe. Fernando Antônio Silva de Souza, a Prefeitura de Viana decretou oficial por três dias no município.  Pe. Fernando era

Perante a morte de pe. Fernando Antônio Silva de Souza, a Prefeitura de Viana decretou oficial por três dias no município.  Pe. Fernando era natural de Viana e seus familiares moram no município. Leia o Decreto abaixo:

 

DECRETO Nº 0136/2021

 DECRETA LUTO OFICIAL NO MUNICÍPIO DE VIANA POR TRÊS DIAS EM VIRTUDE DO FALECIMENTO DE FERNANDO ANTÔNIO SILVA DE SOUZA.

 O PREFEITO MUNICIPAL DE VIANA, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo art. 60, inciso IV da Lei Orgânica do Município de Viana,

 DECRETA:

Art. 1° Fica Decretado Luto Oficial no município de Viana, pelo prazo de três dias em virtude do falecimento do Padre Fernando Antônio Silva de Souza, em 21 de junho de 2021.

Art. 2° Este Decreto entra em vigor na data de sua assinatura.

 

Viana/ES, 21 de Junho de 2021.

 

 WANDERSON BORGHARDT BUENO

Prefeito Municipal de Viana

Padre Fernando Antônio Silva de Souza faleceu às 14h35 desta segunda-feira (21), vítima de complicações causadas pela Covid-19. O sacerdote da Arquidiocese de Vitória

Padre Fernando Antônio Silva de Souza faleceu às 14h35 desta segunda-feira (21), vítima de complicações causadas pela Covid-19. O sacerdote da Arquidiocese de Vitória estava internado no hospital Santa Rita, em Vitória, desde o dia 03 de junho e foi entubado cinco dias após o início do seu tratamento. Ainda neste período em que estava internado e entubado, padre Fernando completou 37 anos no último dia 12 de junho. Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória, esteve no hospital na manhã de hoje dando a unção dos enfermos ao presbítero.

Por volta de 20h30, 21h de hoje o corpo de padre Fernando deverá chegar na Catedral Metropolitana de Vitória, pois ele era o coordenador desta área pastoral, e logo após será celebrada uma missa. Amanhã às 8h acontece uma missa de corpo presente às 6h e outra as 8h que vai ser presidida por dom Dario e concelebrada com os padres (esta missa será transmitida pelas redes sociais da Arquidiocese de Vitória). Em seguida segue para Viana onde às 10h acontece o Rito de Encomendação na Igreja Matriz e logo após o sepultamento.

O Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, padre Jorge Campos, conta que assim que padre Fernando se contaminou com a Covid-19 teve sintomas leves, mas a médica que o acompanhava achou por bem que ele fosse internado para que tivesse um acompanhamento mais de perto, com cuidados maiores:

“E ele mesmo internado ficava interagindo com a gente pelo telefone, mandando mensagens, esperançoso de sair logo do hospital. Porém ele teve uma queda da oxigenação e precisou ser entubado. Após ter alguma melhora ele foi extubado, mas imediatamente teve que ser entubado novamente porque o quadro se agravou a cada dia. E pelo que a gente tenha conhecimento ele não possuía comorbidades”.

Durante o período em que padre Fernando ficou hospitalizado o representante da Arquidiocese responsável pela comunicação entre os médicos e a família foi padre Ricardo Passamani, que também é médico e Assessor Eclesiástico da Pastoral da Saúde. Diariamente ele compartilhou as notícias sobre o estado de padre Fernando, por meio de mensagens de áudio. A Arquidiocese de Vitória esteve em oração nestes dias de internação do nosso padre e estamos unidos à sua família na esperança da ressurreição.

Sobre a passagem de padre Fernando pela Igreja particular de Vitória, padre Jorge Campos destaca: “eu senti ele nos últimos anos, desde que foi ordenado, com um entusiasmo imenso pela pastoral, pela paróquia, pelo exercício do ministério sacerdotal, uma alegria de ser padre. Com muitos sonhos, muitos projetos e muito feliz e realizado. Um padre integrado ao presbitério, sempre participando das reuniões e retiros dos presbíteros e sempre assumindo com alegria e muita responsabilidade os ofícios confiados a ele como vigário paroquial, como pároco, como coordenador da comissão bíblico-catequética e como coordenador da área pastoral de Vitória. Sempre fazendo tudo com muita competência”.

História de Padre Fernando

Nascido em 12 de junho de 1984, padre Fernando teve a origem na vida em comunidade, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Viana. Filho de Dilzete Maria da Silva Couto  e Vicente Paulo de Souza (falecido em 2014), irmão de Paulo César, Paulino, Antônio, Marina, Ana Maria, Rosenilda e Renata, ele ingressou no Seminário Nossa Senhora da Penha no ano de 2008, onde fez o caminho vocacional e participou de todas as etapas de formação: Propedêutico, Filosofia e Teologia.

Após alguns anos no Seminário ele pediu para dar um tempo, saiu para trabalhar e para fazer uma experiência fora atuando como professor de Filosofia por um período. No ano de 2015 ele solicitou reingresso ao Seminário para dar continuidade ao processo formativo e foi acolhido. Foi ordenado padre na Catedral Metropolitana de Vitória, em 04 de fevereiro de 2017 e seu lema foi “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado” (Jr 1,5).

Assim que foi ordenado padre ele fez uma experiência como Vigário Paroquial na paróquia São Francisco de Assis, em Laranjeiras. No mês de maio de 2017 ele já foi nomeado Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Morada de Laranjeiras, Serra. Ficou nesta paróquia de 2017 até 2018, quando tomou posse como Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, Vitória.  Além disso, atualmente estava como Coordenador da Comissão Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Vitória e como Coordenador da Área Pastoral de Vitória.

 

Informes do sepultamento

Local: Catedral de Vitória

Dia 21 – segunda
21:00 – Chegada do corpo e missa de corpo presente

Dia 22 – terça
06:00 – Missa de corpo presente
08:00 – Missa de Corpo presente, presidida pelo Arcebispo Dom Dario e Transmitida pelas redes da Arquidiocese de Vitória – ES
10:00 – Rito de encomendação na Matriz de Viana, após sepultamento.

O diácono transitório Alessandro Rebonato, 44 anos, será ordenado padre da Arquidiocese de Vitória no dia 07 de agosto, às 9h, na Catedral Metropolitana

O diácono transitório Alessandro Rebonato, 44 anos, será ordenado padre da Arquidiocese de Vitória no dia 07 de agosto, às 9h, na Catedral Metropolitana de Vitória. Filho de Deuzílio e Maria da Conceição, ao lado de seus 6 irmãos ele cresceu em uma família muito católica e fez no tempo certo os sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Primeira Eucaristia e Crisma. Sua comunidade de origem é a comunidade Imaculada Conceição, da Paróquia Virgem Maria, em Itacibá.

Ele conta que na juventude nunca teve uma participação ativa na Igreja, nas pastorais e nos movimentos. Ele costumava ir às missas, para depois ir até a praça para estar com os amigos e via isso mais como uma questão social: “eu não tinha uma compreensão de sacramento, de Igreja, povo de Deus. Foi aos 19 anos que através da minha irmã e de alguns vizinhos eu comecei a participar de um grupo de oração. E quando eu cheguei lá, eu que era muito tímido, achei tudo muito diferente. O povo levantava as mãos, servia com alegria. E eu fiz minha experiência de oração e desde essa época com 19 anos e até hoje com 44 anos eu nunca mais parei”.

Ao fazer o Seminário de Vida Plena no Espírito, ele começou a participar do Grupo de Oração e a partir daí sempre assumiu outras missões como, por exemplo, coordenador de liturgia da comunidade matriz e sempre esteve muito envolvido com construção e reforma da Igreja e os padres sempre o questionavam se não havia pensado em ser padre: “e eu não, nunca tinha parado para pensar na minha vida, no meu futuro, no que Deus queria de mim. Para mim estava tudo bem, servir a Deus participando todos os dias na Igreja”.

Mas aos 35 anos ele começou a se questionar sobre sua missão no mundo, ao ver seus colegas quase todos casados e com filhos. No ano seguinte começou um discernimento vocacional, onde passou a escutar mais, conversar sobre vocação religiosa, começou a pesquisar sobre essa questão: “Em 2013 no ano da Jornada Mundial da Juventude eu tinha a oportunidade de ir para a Jornada ou ir para um Congresso Missionário no Paraná e eu decidi que tinha que resolver minha vida. Então abri mão da JMJ e fui para o congresso. Foram quase 11 dias de encontro dentro de um seminário e lá eu decidi pela vocação religiosa”.

Ao voltar para casa ele conversou com seu pároco, padre Roberto Natal, que o encaminhou ao padre Adenilson, reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, na época. Fez os encontros vocacionais neste ano e ao final de 2013 teve a resposta de que tinha sido acolhido para o propedêutico. “Quando eu já havia me decidido de ir para o seminário buscar discernimento eu comuniquei para a comunidade e minha família e foi uma alegria muito grande de todos. Fui muito bem acolhido como uma confirmação do que Deus queria para minha vida e aquilo me incentivou”.

Alessandro fez um ano de Propedêutico, em Jacaraípe, o que ele considerou uma experiência maravilhosa, pois aprendeu muito sobre a liturgia e se apaixonou pela Igreja. Em 2015 foi para o Seminário Nossa Senhora da Penha, onde cursou Filosofia e Teologia. No ano passado, ele entregou seu trabalho conclusivo e foi ordenado diácono transitório da Arquidiocese de Vitória e foi enviado junto dos outros diáconos transitórios para missão na Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia, no Pará.

Sobre a experiência o diácono transitório afirma que está sendo maravilhosa: “ Dom Dario disse que quando padre Helder veio para cá ele desfez as malas e eu digo que estou desfazendo minhas malas aqui no Pará para voltar para o Espírito Santo, no sentido de tudo aquilo que eu trouxe eu não quero levar de volta para Vitória. Estou levando algo novo. Estou indo um diácono com outra cabeça, outro pensamento”.

O tema sacerdotal escolhido por ele é “Permanecei no meu amor” (João 15, 9) e diácono Alessandro detalha que sua expectativa após a ordenação é servir a Deus aonde ele quiser, independente da paróquia ou da região, permanecendo sempre no amor de Deus e colaborando no que for possível para dilatação do Reino de Deus na Arquidiocese de Vitória, sempre em obediência ao nosso arcebispo Dom Dario Campos.

“Na minha monografia eu falei sobre as 6 características do presbítero no magistério do Papa Francisco. Então eu quero colocar em prática tudo aquilo que desenvolvi no meu estudo de ser um presbítero misericordioso, pastor, próximo, alegre, místico e missionário. Então se eu consegui viver um pouquinho de cada um deles eu sei que vou estar em sintonia com aquilo que o Papa Francisco tanto tem pedido aos presbíteros. Além de ser um padre que não vai deixar de rezar. Se eu conseguir colocar isso em prática serei o presbítero mais feliz da Arquidiocese de Vitória”, finaliza Alessandro.