Notícias da Arquidiocese

Primeiro entrevistado desta quinta-feira (26) foi Delegado Pazolini (Republicanos)

O candidato à prefeitura de Vitória, Delegado Pazolini (Republicanos), foi o primeiro entrevistado deste terceiro dia de sabatinas promovidas pelo Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória. O objetivo da Igreja com estas entrevistas é ajudar na escolha do novo prefeito ou prefeita das cidades de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra. 

Logo na apresentação Pazolini falou que quer ser prefeito da capital para cuidar melhor das pessoas e destacou sua experiência como auditor do Tribunal de Contas do Espírito Santo. No decorrer da conversa ele respondeu perguntas sobre assuntos como: políticas públicas para os menos favorecidos, investimentos x arrecadação, falta de confiança na política, prioridades para seu governo e sobre a invasão ao hospital Dório Silva, na Serra.

Uma das perguntas sorteadas, feitas pelos padres da Arquidiocese de Vitória, foi em relação as propostas do candidato para idosos e adolescentes. Ele destacou que a capital tem aproximadamente 273 praças e é fundamental que seja reestabelecido o convívio entre as famílias, com políticas públicas que transformem praças que estão abandonadas e seus os equipamentos, principalmente nas comunidades de periferia.

“E o que significa isso? Restaurar essas áreas e em um segundo momento trazer projetos culturais, relativos à produção de cinema, música e teatro para que as crianças e adolescentes se sintam atraídos e naturalmente os pais também terão a curiosidade. E a partir daí essas áreas se tornarão grandes centros de convivências popular. As pessoas terão atrativos para irem até as praças”. 

Ao indagar o candidato sobre as prioridades de seu governo caso seja eleito, padre Anderson destacou o que diz o plano de governo que coloca em primeiro lugar o combate à criminalidade e a impunidade. Pazolini respondeu que as pesquisas que fizeram e a realidade de Vitória mostra que não existe paz e o cidadão não tem o direito de se deslocar e viver, principalmente nas zonas periféricas, nos morros e áreas de maior conflito: 

“A nossa proposta é reestabelecer ou implantar o protagonismo da Guarda Civil Municipal. Aqui pertinho temos municípios da Grande Vitória que estão estabelecendo uma verdadeira revolução. O que significa isso? A Guarda Municipal existe conforme a Constituição Federal que diz que a segurança pública é dever do Estado, mas é responsabilidade de todos. E o estatuto das Guardas Municipais diz que ela não existe só para proteger ou garantir os equipamentos públicos, mas para proteger a vida do cidadão e essa deve ser a prioridade. A Guarda Municipal é uma polícia municipal.”  

A continuação das entrevistas acontece na tarde de hoje. A partir das 14h, o candidato à prefeitura de Cariacica, Euclério Sampaio (DEM), estará no Centro Católico de Estudos conversando com Padre Anderson Gomes ao vivo pela rádio América 91,1 FM e 690 AM e pelo endereço: www.youtube.com.br/arquivitoria. 

Assista novamente a entrevista com o Delegado Pazolini (Republicanos): https://www.youtube.com/watch?v=_iYlrEYMGto

Candidato da tarde desta quarta-feira (25) foi Sérgio Vidigal (PDT) que deseja retomar o comando municipal.

Na tarde de hoje aconteceu a terceira entrevista com os candidatos das eleições municipais 2020 da Grande Vitória. O convidado foi Sérgio Vidigal (PDT), que deseja retomar o comando da prefeitura da Serra. Vidigal chegou atrasado e a conversa que deveria começar às 14h, começou às 14h15, sendo finalizada às 14h40, conforme as regras da sabatina.

Padre Anderson Gomes começou o bate papo com a pergunta: “porque o senhor quer ser prefeito?” e Sérgio Vidigal respondeu esse e outros questionamentos sobre as eleições deste ano, suas propostas para a saúde, mobilidade urbana, violência doméstica e feminicídio, além de falar sobre a vida pública. O candidato afirmou que quer vencer essa eleição e ao terminar esse mandato, também vai encerrar sua vida pública, não tentando uma reeleição e focando na medicina e na sua profissão de psiquiatra.

No sorteio das perguntas feitas pelos padres da Arquidiocese de Vitória o candidato foi questionado sobre a Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco. A pergunta cita que ela conclama o mundo para modificar suas atitudes para preservar o meio ambiente e a vida na terra e indaga sobre qual é o principal projeto do candidato para o meio ambiente. De início Vidigal já declarou sua admiração pelo Papa Francisco e afirmou que mesmo sendo evangélico, de outra denominação, tem uma simpatia muito grande pela forma que o Papa exerce o seu ministério.

“Quando fomos construir o novo projeto da cidade nós definimos a Serra em 4 eixos: humana, inteligente e digital, criativa e sustentável. Por que uma cidade sustentável? A gente não defende a degradação do meio ambiente. A possibilidade de preservar o meio ambiente é de também servir de instrumento de trabalho e renda. Nossa proposta é despoluir o nosso Complexo Jacumã e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente criando mecanismos para gerar oportunidades de trabalho para a população”.

Outra indagação foi sobre plano de governo do candidato que tem 3 páginas falando sobre a saúde. Sobre os planos específicos para essa área Sérgio Vidigal destacou que “a prioridade da gestão pública do município é saúde primária. Vamos colocar a gestão básica para funcionar. Hoje na nossa atenção básica não temos falta de unidades. Na Serra nós temos 39 unidades de saúde e o que falta é a resolutividade. Falta profissional, falta pediatra, falta clínico geral, falta obstetra. Outro problema que nós temos é a estratégia da família, porque é um programa importante que só temos 30% de cobertura. E quando eu falo tudo isso é porque a gente acaba superlotando nossas UPAS para fazer um atendimento que poderia ser resolvido na atenção básica”.    

A série de entrevistas especiais continua nesta quinta-feira (26). O primeiro entrevistado do dia será o candidato à prefeitura da capital Delegado Pazolini (Republicanos), a partir das 9h. Já à tarde, Euclério Sampaio (DEM), que disputa a prefeitura de Cariacica será o sabatinado. Acompanhe pela rádio América 91,1 FM e 690 AM e também pelo Youtube: www.youtube.com/arquivitoria.      

Max Filho (PSDB) tenta a reeleição e foi o entrevistado dessa manhã de quarta-feira (25).

Nesta quarta-feira o candidato Max Filho (PSDB), que tenta a reeleição em Vila Velha, abriu a segunda manhã da série de sabatinas promovidas pelo Vicariato para a Comunicação na Arquidiocese de Vitória. Durante toda essa semana o mediador das entrevistas está sendo Padre Anderson Gomes. A conversa aconteceu no Centro Católico de Estudos, em Vitória e a transmissão do conteúdo está sendo feita pela Rádio América 91,1 FM e 690 AM e pelo Youtube da Arquidiocese de Vitória.  

De 9h às 9h40, o atual prefeito de Vila Velha que disputa a sua chegada ao 4º pleito à frente da administração da cidade canela verde, respondeu perguntas sobre a política e o movimento de renovação e mudança nas instituições, alagamentos, mobilidade urbana, orçamento participativo e o destaque para a fragilidade da instituição familiar. 

Padre Anderson começou a conversa questionando sobre como as pessoas podem acreditar novamente no candidato e podem ter a convicção de que ele vai realizar um novo mandato com entregas e vai ser o diferente. Max Filho destacou a sua trajetória na política: 

“Acho que nesse tempo pós-pandemia a experiência conta muito. Veja o caso dos nossos irmãos do Rio de Janeiro que foram em busca do novo e hoje o governo carioca está sendo escorraçado do Palácio da Guanabara pois fez igual ao pior a turma do mal do Sérgio Cabral e Pezão. Em Vila Velha não tem esse problema. Vila Velha tem um prefeito que não tem rabo preso com ninguém, Vila Velha tem um prefeito que as pessoas conhecem e que tem a vida limpa e honrada. Essa é a nossa linha.”  

Entre as perguntas sorteadas foi questionado sobre como o candidato enxerga as pessoas em situação de rua e viciados em crack e se este é um problema de segurança pública ou de saúde. Max Filho defendeu o trabalho de assistência que realiza atualmente no município: 

“Nesse tempo de pandemia a prefeitura de Vila Velha agiu com sensibilidade. Antes mesmo da pandemia a gente criou o consultório de rua, levando atenção à saúde dessas pessoas. Nós criamos também no Centro Pop e quando fui prefeito na gestão passada criei o abrigo João Calvino e o abrigo Bom Samaritano. Mantemos esses dois abrigos em funcionamento pagando aluguel e no Centro Pop por exemplo, a comida não era servida aos finais de semana. Mas veio a pandemia e a gente teve essa sensibilidade de garantir que o Centro Pop fornecesse a alimentação em todos os dias da semana e além do café da manhã e almoço, também acrescentaram a janta”. 

Na tarde hoje o candidato entrevistado será Sérgio Vidigal (PDT) que tenta chegar novamente à administração municipal de Serra. Acompanhar a partir das 14h.

Reveja aqui a entrevista completa: https://www.youtube.com/watch?v=eFjruiyq9ZY&list=PLCRvku_B2NnmvMgorhvgUR31EskPEZ6no&index=2

O candidato de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), foi o primeiro entrevistado.

Teve início nesta terça-feira (24) a série de sabatinas com os candidatos à prefeitos e prefeita das 4 cidades da Grande Vitória que terão 2º turno: Vila Velha, Vitória, Cariacica e Serra. 

Abrindo as conversas o primeiro entrevistado foi o candidato de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos). A transmissão pela rádio América e pelo YouTube da Arquidiocese de Vitória começou às 9h, porém o candidato chegou atrasado, começando a responder os questionamentos às 9h20. 

Pelas regras combinadas anteriormente com os assessores, caso o convidado chegue atrasado ao local da entrevista, tem a sua disposição apenas o tempo regulamentar que lhe restar e a entrevista é encerrada impreterivelmente às 9h40. 

Durante os 20 minutos de conversa Arnaldinho respondeu a perguntas sobre cotas raciais em concursos públicos, alagamentos, segurança pública, videomonitoramento, assistência social, educação, valores da família e mobilidade urbana. 

Entre as propostas apresentadas pelo candidato para a mobilidade está um plano macro para toda a região metropolitana, englobando as entradas e saídas pra Vitória:

“O trânsito mais perigoso do ES é o de Vila Velha, que tem o maior número de atropelamentos. Nosso planejamento é fazer um estudo detalhado e transformar as vias em binários, sincronizar todos os sinais e monitorar as vias para que se um carro parar a gente consiga retirar aquele carro, ter um planejamento para ligar as ciclovias, as ciclofaixas e criarmos as ciclo rotas. Vila Velha tem tudo para crescer na mobilidade urbana com desenvolvimento.”

Em uma urna foram colocadas perguntas dos padres e movimentos da Arquidiocese e entre as sorteadas desta manhã foi sobre a família. Arnaldinho Borgo foi questionado sobre como valorizar esta instituição em suas políticas públicas e como a prefeitura pode ajudar a evitar os desequilíbrios que surgem atualmente: 

“O município é o grande responsável por esse desequilíbrio. A assistência social deve intervir, restabelecer e fortalecer os vínculos sociais e familiares através da sua secretaria com a equipe técnica de Assistência Social, com psicólogos e terapeutas ocupacionais. A gente também fala da educação quando falamos do bem estar social, quando falamos da família. A gente acredita muito que a educação transforma e liberta.”

Na tarde de hoje o convidado é Fábio Duarte (Rede), candidato a prefeito do município de Serra. A assessoria de imprensa de Fábio já informou que ele não comparecerá a entrevista, “por conta da agenda bem justa nesses últimos dias de campanha”. Amanhã as sabatinas serão retomadas com a presença de Max Filho, PSDB, que tenta a reeleição.

Reveja novamente a sabatina: https://www.youtube.com/watch?v=6MoZQPD_Hes&feature=youtu.be

De terça (24) a sexta-feira (27) o Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória promove uma série de entrevistas com os candidatos

De terça (24) até sexta-feira (27) dessa semana o Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória promove uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra. 

As sabatinas serão realizadas no Centro Católico de Estudos, na Praia do Suá, em Vitória e a cada dia, um candidato por vez, será entrevistado às 9h e às 14h. O tempo para que cada um apresente suas propostas é de 40 minutos. 

A mediação das entrevistas será feita pelo Vigário Episcopal para a Comunicação, padre Anderson Gomes. No início todos os candidatos responderão a mesma pergunta: Por que o (a) senhor (a) quer ser prefeito (a)? E no decorrer da conversa serão feitas perguntas sorteadas sugeridas por padres, movimentos e pastorais da Arquidiocese de Vitória. 

Para que você possa acompanhar de casa, a transmissão das sabatinas vai ser feita em áudio e vídeo pelo Youtube da Arquidiocese no endereço: www.youtube.com/arquivitoria e também em áudio pela Rádio América 91,1 FM. Participe e envie sua pergunta.

Confira a ordem das entrevistas: 

Terça-feira (24/11) – Vila Velha e Serra 

9h – Arnaldinho Borgo (Podemos) 

14h – Fábio Duarte (Rede)

Quarta-feira (25/11) – Vila Velha e Serra 

9h – Max Filho (PSDB) 

14h – Sérgio Vidigal (PDT) 

Quinta-feira (26/11) – Vitória e Cariacica 

9h – Pazolini (Republicanos)

14h – Euclério Sampaio (DEM) 

Sexta-feira (27/11) – Vitória e Cariacica 

9h – João Coser (PT) 

14h – Célia Tavares (PT)

Realização da Assembleia do Dízimo 2020.

Anualmente o departamento de pastoral da Arquidiocese, juntamente com a coordenação da Campanha do Dízimo realiza uma assembleia para prestação de contas, apresentação da proposta para o ano seguinte e fechamento da Campanha do ano em curso.

Devido à pandemia da Covid-19 a Assembleia será realizado com número reduzido de participantes, hoje, 22 de novembro.

Os objetivos são, especificamente três: 1. Prestação de contas da Campanha 2018. 2. Apresentação da 3ª etapa para este ano. 3. Levantar ideias para a Campanha de 2021.

Preside a missa de abertura do Encontro o Arcebispo de Vitória, dom Dario Campos. O Encontro termina com o almoço.

A Campanha do Dízimo é acontece anualmente no mês de julho com o intuito de sensibilizar os cristãos católicos sobre sua responsabilidade na evangelização e manutenção dos serviços religiosos. O tema deste ano foi: Dízimo, coração missionário e a frase bíblica que norteou toda o trabalho foi do Mt 6, 21 “Onde está o seu tesouro assim, aí estará o seu coração”.

Dia do Leigo.

O Dia de Cristo Rei, foi instituído em 1925 pelo Papa Pio XI, para reafirmar a soberania de Cristo numa sociedade com muitos outros ‘reis e senhores’.  Após 95 anos os motivos continuam os mesmos e a Igreja Católica continua celebrando a data que marca também o fim e o início do ano litúrgico.

Tradicionalmente a Ação Católica, Movimento que se instalou no Brasil em 1935, fazia desta data um momento para seus membros renovarem as promessas batismais e os novos receberem o ‘distintivo’ que os identificava como grupo de leigos comprometidos com a missão da Igreja.

Hoje, estruturalmente, os leigos estão na Igreja coordenados e representados pela Comissão Nacional de Leigos (CNL), que aprovou em 1991 a solenidade de Cristo de Rei como o Dia do Leigo, com as mesmas motivações da Ação Católica: renovar neste dia as promessas batismais.

Na Arquidiocese de Vitória a data será comemorada com uma missa na Catedral, às 9h da manhã, presidida pelo pe. Renato Criste, pároco e coordenador de pastoral.

Estarão presentes representantes de todos os segmentos, (em torno de 10 pessoas), que compõem a Comissão. A restrição é devida às necessidades de manter distanciamento social por conta da pandemia da Covid-19.

Para Luciano Prado Murari, recém-nomeado coordenador da Comissão do Laicato na Arquidiocese de Vitória e membro do Cursilho, mesmo com as restrições “será uma missa celebrada com muita alegria e os poucos irão representar seus carismas e dons, vão nos mostrar com essa diversidade, como é grande e bonita a nossa Igreja”.

Datas comemorativas são sempre oportunidades para chamar a atenção das pessoas para algo importante, embora alguns sejam contrários. Para o coordenador da Comissão” somos uma Igreja viva porque somos gente que se movimenta e os leigos estão presentes nos Movimentos, Novas Comunidades, Associações, Pastorais, Comunidades e Paróquias. O Leigo tem o potencial de ir aonde os sacerdotes, muitas vezes, não conseguem: dentro das casas, dentro dos escritórios, nas escolas, no comércio, na indústria. Celebrar o Dia do Leigo é celebrar uma Igreja em movimento, que não fica estática dentro dos templos”.

Ainda segundo Luciano a importância de celebrar a data é principalmente para conscientizar os próprios leigos sobre a sua missão, pois “muitos vão à Igreja, mas não são Igreja no dia a dia, no seu ambiente e na sociedade”.

Este ano, o tema é: Cristãos Leigos e Leigas: testemunho e profecia a serviço da vida e o lema: “Eu vos chamei a serviço da justiça” (Is 42,6).

A CNL produziu e disponibilizou gratuitamente dois roteiros de celebração para o Dia do Leigo deste ano, um para adultos e outro para jovens. Para baixar, acesse: https://www.cnlb.org.br/?wpfb_dl=90

A Comissão do Laicato na Arquidiocese de Vitória é composta por:

Apostolado da Oração;

Arautos do Evangelho;

Campanha Mãe Rainha de Schoenstatt;

CHARIS: Renovação Carismática Católica e Novas Comunidades: Epifania, Jesus está vivo, Mensageiros da Boa Nova e Shalom;

Legião de Maria;

Liga Católica Jesus, Maria e José;

Mães que oram pelos filhos;

Movimento dos Cursilhos de Cristandade;

Movimento dos Focolares;

Movimento Sacerdotal Mariano;

Oficinas de Oração e Vida;

Terço dos Homens;

 Sociedade São Vicente de Paulo (Vicentinos).

Durante um exame de rotina no ano de 2013, Ulysses Cardinelli de Oliveira, 72 anos, foi solicitado a fazer um ultrassom a pedido do

Durante um exame de rotina no ano de 2013, Ulysses Cardinelli de Oliveira, 72 anos, foi solicitado a fazer um ultrassom a pedido do seu urologista. No resultado havia aparecido dois pontos, um na vesícula e outro no pâncreas. O urologista então pediu que fizesse uma pesquisa sobre o resultado, ao procurar um especialista foi necessária uma pequena cirurgia e ao realizar a biópsia do material recolhido, o resultado foi positivo para melanoma interno. “Comecei o tratamento com quimioterapia em Vitória por 1 ano, como os resultados não foram bons, surgiu por indicação da minha médica um encaminhamento para o Hospital A C Camargo em São Paulo. Entrei para um grupo de pesquisa com uma nova medicação que estava sendo testada no Brasil com um protocolo de 2 anos”.

Ele aponta que por ter sido um tratamento difícil, não havia ainda muitas respostas, era necessário buscar força para superar a cada dia e a fé foi uma porta de esperança. “Eu tinha que me apegar em alguma coisa, optei pela religião, estive em Valinhos, São Paulo, com o padre Eduardo e logo comecei a fazer a novena das Mãos Ensanguentadas de Jesus. Estive em Trindade, no Santuário do Divino Pai Eterno, faço até hoje a novena. Estive em Aparecida no Santuário da nossa Mãe. Comecei também um tempo depois a frequentar o Terço dos Homens, onde estou até hoje”, destaca.

Após a primeira sessão de quimioterapia, a família de Ulysses foi informada pelos médicos que ele teria apenas seis meses de vida. “O que eu não sabia no início quando fiz a primeira cirurgia, é que me deram 6 meses de vida, minha família me escondeu. Hoje faço acompanhamento de 3 em 3 meses”, afirma.

A fé e a vontade de viver

O tratamento depende do estágio da doença. Se detectado no início, há a possibilidade de fazer cirurgia para retirada da próstata ou radioterapia para tratar o tumor. Em fase mais avançada, os tratamentos não visam a cura, mas procuram retardar o desenvolvimento da doença. 

Ulysses destacou que ao final do seu tratamento no ano de 2018, um fato curioso deixou ele otimista e com a certeza que a fé foi um fator determinante para superar esta doença. “Meu médico suspendeu a medicação e me deu alta. O que marcou muito foi quando me despedi, dei um abraço e um beijo nele agradecendo, ele me respondeu: eu fiz o que a medicina permitiu que eu fizesse, mas quem te curou está ” Lá em Cima”. Hoje posso dizer com muita certeza, a “FÉ ME CUROU”, conclui.

“Não podemos desistir, mesmo que não tenhamos vontade de rezar, ajoelhar, falar e/ou só chorar. Deus está sempre ao nosso lado e, muitas vezes, os milagres são pessoas boas com o coração voltado para Deus”.

Novembro azul

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, representando 29% dos diagnósticos da doença no país. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano, entre 2020 e 2022. Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença. 

Quanto antes descoberto, maiores são as chances de se combater o câncer de próstata. Há, porém, uma cultura machista em relação ao preconceito que muitos homens têm de ir ao médico. Esse é um comportamento que faz com que os homens vivam sete anos a menos do que as mulheres e que os homens aos poucos têm tentado derrubar. 

O toque retal (que dura cerca de 10 segundos e são suficientes para que o médico busque regiões irregulares na próstata) e o exame de sangue para verificar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) são os mais indicados para descobrir a existência ou não do câncer de próstata. Os dois devem ser realizados de forma conjunta.