Notícias da Arquidiocese

No próximo dia 22 de novembro (domingo), a Arquidiocese de Vitória vai realizar uma celebração eucarística em celebração ao Dia Nacional do Leigo na

No próximo dia 22 de novembro (domingo), a Arquidiocese de Vitória vai realizar uma missa para celebrar o Dia Nacional do Leigo na Catedral Metropolitana de Vitória, às 11 horas. “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. A data é celebrada no dia 22 de novembro, Solenidade de Cristo Rei. Este ano, o lema é: Cristãos Leigos e Leigas: testemunho e profecia a serviço da vida e o lema: “Eu vos chamei a serviço da justiça” (Is 42,6).

Há 29 anos a Igreja no Brasil celebra o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas no último domingo do ciclo litúrgico anual, unindo uma antiga tradição da Ação Católica, onde neste domingo se recorda o batismo como fonte da missão, com a celebração de Cristo Rei. Dentro da comunidade eclesial, os cristãos leigos e leigas são chamados a desempenhar diversas tarefas: catequista, Ministro da Eucaristia, agente das diversas pastorais, serviço aos pobres e aos doentes. Chamados também a colaborar na paroquia e diocese, participando de conselhos pastorais e econômicos. Não como simples colaboradores do bispo e dos padres, mas como membros ativos da comunidade, assumindo ministérios e serviços para o engrandecimento da Igreja de Cristo.

Comissão do Laicato na Arquidiocese de Vitória

Na Arquidiocese de Vitória a Comissão para o Laicato tem como objetivo promover a vocação e missão, formação e espiritualidade dos leigos, movimentos, serviços eclesiais, associações laicais e Cháris (Renovação Carismática Católica e Novas Comunidades), organizando sua atuação, fortalecendo os valores e carismas, com visão eclesiológica alicerçada numa espiritualidade de comunhão e participação, a serviço do crescimento do Reino no espírito missionário, sendo sal, luz e fermento na sociedade.

Atualmente, na composição da Comissão para o Laicato na Arquidiocese de Vitória estão presentes os seguimentos movimentos: Apostolado da Oração; Arautos do Evangelho; Campanha Mãe Rainha de Schoenstatt; Charis (Comunidade Epifania, Comunidade Jesus Está Vivo, Comunidade Água Viva, Comunidade Mensageiros da Boa Nova, Shalom e Renovação Carismática Católica); Legião de Maria; Liga Católica de Jesus, Maria e José; Mães que oram pelos Filhos; Cursilho de Cristandade; Focolares; Movimento Sacerdotal Mariano; Oficinas de Oração e Vida; Terço dos Homens; Vicentinos. O coordenador da comissão para o Laicato é Luciano Prado Murari, do movimento de Cursilho de Cristandade.

Missa em celebração ao Dia Nacional do Leigo

22 de novembro, solenidade de Cristo Rei

Horário: 11 horas

Local: Catedral Metropolitana de Vitória

A missa será transmitida pelo facebook da Catedral Metropolitana de Vitória (acesse aqui)

Anexos

A data de início da decoração das casas para o Natal deve ser o primeiro dia do Advento que neste ano será em 29

Falta pouco mais de um mês para o Natal e o clima natalino já invadiu o comércio, as ruas e as casas dos capixabas. Muitas famílias, inclusive, já montaram suas árvores de natal. Porém, você sabia que existe um dia correto para que os cristãos católicos montem e desmontem este item que é tradição desde o ano 723? A data de início da decoração das casas para o Natal deve ser o primeiro dia do Advento que neste ano será em 29 de novembro.

Padre Rodrigo Chagas é coordenador da Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Vitória e explica que as pessoas acabam se deixando levar pela moda, principalmente pelo comércio que incentiva que tudo comece um pouco antes, pois precisam de um tempo maior para fazer suas vendas e alcançar suas metas.

“Como a nossa meta é o Cristo, não precisamos ter tanta pressa pra montar a árvore de Natal e enfeitar a casa. O diferencial de nós, cristãos católicos, é que também não devemos decorar tudo no mesmo dia. É preciso começar no primeiro dia do Advento e conforme vai se aproximando o dia do Natal, decoramos cada vez mais a nossa casa até chegar a grande noite  em que Cristo, o Senhor, nasce no meio de nós”.  

Já a data em que as pessoas devem desmontar a árvore e tirar os enfeites natalinos da casa é o dia 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor aos Reis Magos, em que comemoramos a manifestação de Deus no meio de nós, pela vinda do seu próprio filho: “então se Cristo está conosco, ele habita entre nós e armou sua tenda entre nós. Por isso não precisamos mais dessas manifestações externas do nascimento do Senhor, porque ele se manifesta e está presente dentro de nós que somos batizados.”, detalha padre Rodrigo.

História

A árvore de Natal nasceu na Alemanha, com São Bonifácio. No ano de 723, o monge foi enviado para a Alemanha como bispo com o objetivo de restaurar os valores católicos e cristãos na região. Chegando ao local ele viu que tinha um grande carvalho dedicado ao Deus Thor em que o povo fazia seus cultos. Vendo essa heresia ele marcou um dia para derrubar esse carvalho e fazer uma catequese reafirmando que nosso verdadeiro Deus é uno, trino e é o que seguimos até hoje. Esse carvalho ao cair foi destruindo tudo que via pela frente, mas quando acabou de deitar no chão, foi visto que um pequeno pinheiro que estava próximo se manteve de pé, intacto e são Bonifácio enxergou isso como um milagre.

“Isto aconteceu no período do Advento e ele acabou ligando a figura do Pinheiro com a vinda do Cristo. Então ele colocou essa primeira árvore de Natal como a árvore do menino Jesus. Começou pela Alemanha e se difundiu pelo mundo inteiro. Em 1982 ela foi montada pela primeira vez no Vaticano e o papa João Paulo II fez uma analogia trazendo a questão da árvore do menino Jesus com a árvore da vida anunciada no livro de Gênesis. Então quem é hoje a árvore da vida para nós? Jesus Cristo. O próprio Cristo que vem, nasce no meio de nós para nos trazer a vida, uma nova vida junto de Deus”, afirma padre Rodrigo.

Presépio

O Presépio surgiu no ano de 1223 com São Francisco de Assis, em Assis, na Itália. São Francisco queria fazer uma pregação falando do Natal e para que pudesse também dramatizar mais essa pregação e as pessoas entendessem melhor como foi o nascimento de Jesus ele pediu ao Papa da época autorização para fazer uma representação teatral.

Daí para frente o povo gostou muito da ideia e começaram a reproduzir esse ato todos os anos. As pessoas mais abastadas mandaram fazer as pequenas imagens do presépio, montando em suas casas o nascimento do Deus que se encarnou no meio de nós e só no século XV que se popularizou, pois começaram a produzir imagens do presépio com materiais mais baratos.

A Igreja indica que o presépio deve ser montado no primeiro domingo do Advento, assim como a árvore de Natal. E de acordo com padre Rodrigo “é importante porque ele vai trazer esse Cristo para a nossa realidade, para nossa Igreja doméstica, fazendo com que Ele nasça no meio de nós”. Vale ressaltar que o menino Jesus só deve ser colocado no presépio na noite do dia 24 de dezembro.

Advento

O tempo do evento é um grande retiro. É a preparação espiritual que fazemos para viver o Natal e celebrar o Cristo que nasce todos os anos trazendo uma esperança para seu povo. É o cristo que há de vir e devemos viver intensamente este tempo. Só que é um tempo de deserto, tempo em que os cristãos devem se recolher um pouco mais. Pode-se notar que a Igreja tem menos enfeites, menos flores e não se canta o hino do Glória. Tudo em um clima de expectativa para a chegada do filho de Deus que vai trazer a salvação.

“Devemos estar recolhidos em nossas orações. E em relação aos enfeites, esse momento da decoração da casa, deve ser vivido a cada a cada domingo. Assim como vamos acendendo em nossas comunidades a coroa do Advento, para iluminar cada vez mais a nossa igreja, também nós devemos acender a esperança da chegada de Jesus em nosso coração, nossa casa, nossa vida e nossa família”, finaliza padre Rodrigo.

A Arquidiocese de Vitória é composta por 15 municípios. Ela detém o maior contingente populacional, contando com 53% da população do estado do

Para entender a organização estrutural da Arquidiocese de Vitória, é necessário compreender antes o que é uma Arquidiocese.

A Arquidiocese de Vitória é composta por 15 municípios. Esse território começa em Anchieta, passa por Alfredo Chaves, Guarapari, Brejetuba, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Fundão, Serra, Vila Velha, Cariacica, Viana e Vitória.

Ela  detém o maior contingente populacional, contando com 53% da população do estado do Espírito Santo. Enquanto o restante da população está dividida nas outras três dioceses (Colatina, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim).

A Arquidiocese de Vitória está localizada na porção central do Estado. A Diocese de Cachoeiro está mais na porção o sul, São Mateus na porção norte e Colatina na porção noroeste.

Segundo Sérgio Murilo, administrador da Arquidiocese de Vitória, “Arqui” vem do grego que significa primeiro, “Arci” ou “Arqui”, foi a primeira que foi constituída. Quando essa primeira Diocese que foi constituída numa determinada região geográfica, é desmembrada e criam-se novas circunscrições,  as novas recebem o nome de Diocese, e aquela que que lhes deu origem recebe o nome de Arquidiocese. Por ser a primeira ela se torna uma espécie de referência, porque é a mãe, para as demais que foram criadas posteriormente”. 

Diocese ou Arquidiocese é um limite territorial, é uma circunscrição eclesial que é dada a um bispo para ele pastorear a porção do Povo de Deus que vive naquele território, naqueles limites geográficos.A Diocese ou Arquidiocese cria, então, uma estrutura onde acontece toda a ação evangelizadora, administrativa, pastoral e judicial canônica.

Cúria

A estrutura de governo, que vai gerir todas as ações que serão desenvolvidas nessas circuncisão.

“Uma Cúria é para a Igreja assim como a prefeitura é para a cidade, estrutura de governo. Como numa prefeitura existem diversas secretarias, que vão atuar em atividades específicas, próprias, afins daquela administração, assim também a estrutura de governo, da Diocese ou Arquidiocese, possui diversas áreas de ações” , relata Sérgio Murilo.

O Código de Direito Canônico – Cân. 469, trás a definição de Cúria: A cúria diocesana compõe-se das instituições e pessoas que prestam serviço ao Bispo diocesano no governo de toda a diocese, principalmente na direção da ação pastoral, na administração da diocese e no exercício do poder judicial.

“O bispo detém nele o poder executivo, o poder legislativo e o poder judiciário. Dizemos que o bispo é para a Igreja pastor, juiz e administrador. Ele exerce esses três múnus no governo de uma Diocese ou Arquidiocese”, comenta Sérgio.

Toda Cúria, seja ela metropolitana ou diocesana, vai estar sempre organizada nesses três setores: setor pastoral, setor jurídico e setor administrativo.

Como identificar essas três áreas dentro de uma Cúria?

 

O Departamento Pastoral, representa esse segmento, essa direção da ação pastoral e representa o bispo pastor. O departamento pastoral, vai ter as comissões pastorais. O bispo nomeia um padre que vai com ele organizar, dinamizar, animar, toda essa ação pastoral. E esse padre por sua vez, através dessas comissões pastorais vai especificar as ações. A Arquidiocese de Vitória possui  9 comissões pastorais. Dentro de cada comissão, tem um padre, um diácono ou um leigo responsável. Que depois se concretizam nas áreas pastorais e nas paróquias. 

O Tribunal Eclesiástico, representa o bispo juiz. Tribunal eclesiástico, tem toda uma organização. O bispo constitui na sua Arquidiocese um Vigário judicial, e esse tribunal cuida das questões canônicas da Igreja. Não é um tribunal voltado para questões cíveis, trabalhistas, patrimoniais… O tribunal é composto por um vigário judicial, os juízes, os defensores do vínculo, os advogados, e os promotores.

A Mitra Arquidiocesana, é o setor administrativo, representa o bispo administrador. A mitra arquidiocesana, se desdobra em departamentos, que vão cuidar da administração da Igreja. É composto pelo departamento pessoal, financeiro, contábil, patrimonial, marketing e comunicação, o departamento jurídico (cível) e o centro de documentação e informação. Tudo isso voltado não para a própria Cúria, mas para as ações pastorais, jurídicas e administrativas que vão acontecer nas nossas comunidades e paróquias.

São três setores bem definidos e cada um com uma missão específica. 

“A Cúria não é simplesmente uma estrutura burocrática voltada para ela mesma, ela se insere na ação evangelizadora da diocese e da arquidiocese. Ela está a serviço. Todos que trabalham nesse local, trabalham em prol das paróquias, para as comunidades, para aquilo que acontece no dia a dia da vida da Igreja”, relata Sérgio Murilo. 

Assim, Arquidiocese é o conjunto, é tudo o que acontece nesse território delimitado pela Igreja e entregue à ação do bispo. A Cúria é a estrutura de governo, que, com seus setores organiza essa ação. As ações vão acontecer, nas comunidades, nas paróquias, mas a Cúria é quem organiza.

A palavra pode parecer estranha, de difícil entendimento. Onomástico é uma expressão grega que significa “do seu nome” por tanto, “santo Onomástico” significa o

A palavra pode parecer estranha, de difícil entendimento. Onomástico é uma expressão grega que significa “do seu nome” por tanto, “santo Onomástico” significa o “Santo do seu nome”. Por exemplo: hoje é dia de Santa Isabel, todas as pessoas que possuem o nome de Isabel comemora o dia onomástico no dia de hoje; o Papa Francisco cujo o nome é Jorge Mário Bergoglio, comemora seu onomástico no dia de São Jorge no dia 23 de abril. Neste ano, devido a pandemia da Covid-19 Papa Francisco comemorou o dia de seu onomástico entregando respiradores e material de saúde, a hospitais na cidade de Suceava, na Romênia.

O onomástico é uma comemoração ligada às religiões católica e ortodoxa. Acontece desde a Idade Média, quando grandes festas eram celebradas em homenagem aos santos no dia do aniversário de sua morte ou nascimento. Acreditava-se que o Santo com o seu nome seria como seu modelo, uma inspiração para quem tivesse o nome dele, por isso muitos pais escolhiam nomes baseados na história de vida dos santos.

Maria, José e Ana são os nomes mais comuns no Brasil, segundo pesquisa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2010. Maria está na identidade de 11,7 milhões de brasileiras. José, na de 5,7 milhões. O terceiro nome mais comum é Ana, com cerca de 3 milhões de pessoas. Pessoas com esses nomes são privilegiadas pois seus onomásticos são os pais de Jesus e a avó de Nossa Senhora que se chamava Santa Ana.

Conforme os dados do IBGE, muitos homens recebem o nome de José, como é o caso de José Carlos Soares se sente muito feliz por ter recebido o nome de um grande santo, exemplo de homem e entrega a Deus. “Sinto-me feliz por ter o nome de José, o pai de Jesus, acredito que quando conhecemos a vida do santo, cujo nome levamos, somos motivados buscar uma santidade de vida e desperta dentro de nós uma vontade de ter uma vida austera como ele vivia”.

Já Terezinha de Cássia Pereira, que possuiu em seu nome de duas onomásticas, relata que recebeu seu nome devido uma promessa feita por seus pais a Santa Terezinha do Menino Jesus e a Santa Rita de Cássia, por conta de um parto complicado. “Meus pais sem saber fizeram promessas a cada uma das santas e para agradar ambas resolveram fazer a junção das duas santas no meu nome. Sou muito feliz por ter esse nome e saber que as tenho como minhas amigas e agora sabendo que são minhas onomásticas. Conto sempre com a intercessão de cada uma delas”.

Com o passar do tempo o costume de festejar o dia do santo foi perdendo a tradição e importância. Tenha curiosidade e busque pelo seu onomástico, conheça a vida e história dele e percorra um caminho de santidade como ele percorreu fazendo dele um exemplo de vida e um intercessor. 

Candidatos e candidatas são chamados a compromisso por teto, trabalho e terra

Compromisso com o acesso e o direito à terra, ao teto e ao trabalho. Este é o tom do documento “Compromisso dos candidatos e candidatas nas eleições 2020 – Em Defesa da Vida e da Dignidade Humana”, elaborado pelo Vicariato para Ação Social Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, por meio da Comissão para a Promoção da Dignidade Humana (CPDH) e da Campanha Permanente de Combate à Fome e Pela Inclusão Social.

Nos quinze municípios que integram essa Arquidiocese, Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão, Cariacica, Viana, Guarapari, Anchieta, Alfredo Chaves, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Marechal Floriano, Afonso Cláudio e Brejetuba, o documento será lido junto às comunidades nas missas deste domingo, dia 15, data do primeiro turno das eleições municipais.

O documento foi elaborado a partir do “Mutirão de eleições pela vida”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ao todo, o Vicariato chama a atenção de candidatos e candidatas para 10 compromissos.

1.      Fortalecer e/ou criar, no âmbito municipal, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional.

2.      Organizar hortas urbanas agroecológicas.

3.      Garantir trabalho digno e seguro, geração de emprego e renda com incentivo ao associativismo, cooperativas de trabalho, fortalecendo iniciativas de economia solidária.

4.      Assegurar nos editais de contratação das empresas prestadoras de serviços aos municípios cláusula que garanta a contratação de mão de obra local.

5.      Desenvolver política de habitação que privilegie a ótica da partilha e do direito, dizendo não à especulação imobiliária.

6.      Desapropriar áreas próximas às cidades para facilitar a produção e assentamento de famílias da periferia, destinando terras públicas e terras devolutas existentes para assentamentos emergenciais.

7.      Garantir que não teremos mais nenhuma escola fechada no campo.

8.      Fortalecer as políticas públicas que visam a impedir a violência doméstica na cidade e no campo.

9.      Ampliar e fortalecer o SUS em seu município.

10.    Desenvolver uma política de Segurança Cidadã com participação da sociedade.

O documento é encerrado com uma mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial do Pobre. “O grande valor do bem comum é, para o povo cristão, um compromisso vital, que se concretiza na tentativa de não esquecer nenhum daqueles cuja humanidade é violada nas suas necessidades fundamentais”.

O presbitério é conhecido hoje como o lugar, em nossas Igrejas, onde se localiza o altar, onde é proclamado a palavra de Deus e

“A disposição geral do edifício deve manifestar de algum modo a imagem do povo reunido a permitir uma ordem inteligente, bem como a possibilidade de se exercer com decoro os diversos ministérios”.

(IGMR 294)

O presbitério é conhecido hoje como o lugar, em nossas Igrejas, onde se localiza o altar, onde é proclamado a palavra de Deus e onde o sacerdote, diácono e demais ministros exercem o seu ministério. Ali também estão a cruz e as velas, conforme orientações do Missal Romano. Mas não foi sempre assim, percorremos uma longa história.

Em sua origem, a palavra deriva do grego prebyteros, pessoa de idade, ancião. Nas Igrejas primitivas, o ancião ou presbítero, era cada um dos anciãos aos quais era confiado o governo da comunidade cristã, cujo inicio se deu nas casas, as domus ecclesiae.

Mais tarde, com as basílicas, o fundo da abside é reservado para a cátedra e o presbiterium, formado pelos assentos dos presbíteros. Lá o altar se encontrava, junto com o ambão, no centro da nave e a assembleia reunida em torno deles. Depois do ano 1000 muitas mudanças ocorreram e foi se tornando mais visível a separação entre os espaços da nave e do presbitério.

Dando um salto na história, as Igrejas barrocas, nossas conhecidas do início da colonização, apresentam o altar mor no fundo da abside e o púlpito junto à nave.

O Concílio Vaticano II marca uma etapa na história ao estruturar e significar os lugares e espaços para a celebração, sobre tudo com a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia.

Hoje, grande parte das Igrejas é fisicamente estruturada a partir destes dois espaços: presbitério e nave. A arquitetura das Igrejas nasce em grande parte da liturgia e o presbitério tem sua composição fundamentada nestes “lugares litúrgicos”: do altar, da palavra e da presidência, que nos revelam a tríplice presença do Cristo sacerdote, profeta e rei. Concentrando no presbitério ou não, estão unidos ao lugar da assembleia e dos demais sacramentos formando a estrutura do edifício cristão, que nos permite reunir como comunidade para celebrar os mistérios de nossa fé e memorial da nossa salvação.

Raquel Tonini,
membro da Comissão de Arte Sacra da arquidiocese de Vitória
e grupo de Reflexão do Setor Espaço Celebrativo da Comissão Litúrgica da CNBB

Calendário Litúrgico 2021 elaborado pela Comissão para Liturgia e Ministérios da Arquidiocese de Vitória

O Ano litúrgico não é uma ideia, isolada, mas é uma realidade concreta de uma pessoa, Jesus Cristo é o Mistério realizado no tempo e que hoje as Comunidades celebram como Memória do Ressuscitado. O Mistério de Cristo foi entendido e celebrado liturgicamente pela Igreja no decorrer dos séculos seguindo critérios que vai da concentração à distribuição, e pelo qual se passou progressivamente do todo considerando a Páscoa de Cristo, para a experiência de cada um do Mistério de Deus revelado em Cristo. “Deus tanto amou o mundo que entregou o seu Filho único” (Jo 3,16).

O tempo da liturgia do hoje revela a graça do amor na palavra presente na vida. Refletir sobre este hoje da graça, é perceber todo o alcance da história da salvação. Que é o Mistério pascal de Cristo, centro e coração do Ano Litúrgico, a partir do ponto central, Paixão e Ressurreição de Cristo, fonte central de salvação trazida a todos os homens de todas as épocas. Deus aceitou a auto despojamento e a obediência de Cristo até a morte de cruz como sacrifício de expiação e de reconciliação, ressuscitando-o dos mortos e glorificando-o (cf. Fl 2,6-9). O Vaticano II designa esta obra de Cristo, por diversas vezes, como: «Mistério Pascal», em vista da festa da páscoa judaica durante a qual Jesus foi crucificado.

Assim cada Ano Litúrgico constitui uma vivência do Mistério total de Cristo, ressaltando em cada tempo ou em cada festa um aspecto do mesmo, Mistério que é celebrado. O Mistério Pascal é o cerne, o coração de toda a liturgia e, consequentemente, de todo o ano litúrgico, que é determinado pelas celebrações dos mistérios da redenção. É a fonte cujas águas correm através dele; é o ponto central em torno do qual gira todo o ciclo litúrgico. Em resumo: Desde o Advento, passando pelo Natal, Epifania, Quaresma, Semana Santa, páscoa, Ascensão, Pentecostes, Tempo Comum, o Mistério da Igreja comemorado também nas festas dos Santos e santas, são também um Cântico dos Cânticos em honra da Páscoa do Senhor.       

Ele é compreendido no Mistério pascal de Cristo, presente na história da humanidade. Embora seja um fato do passado tem dimensão supra temporal que nos permite fazer a experiência no hoje. O evento salvífico não se restringe, ele é aberto a todos os homens e mulheres em todos os tempos e lugares, que nos remete fazer memória «anamnese» litúrgica. Ele celebra sempre o Mistério de Cristo como centro da história da Salvação, não de modo genérico, mas em seus diversos momentos e episódios. Dentro da caminhada de todo o Ano Litúrgico celebra-se o Cristo, encarnado que veio ao encontro dos seres humanos. Mas para que esse Mistério seja celebrado de Domingo a Domingo, é necessário que haja uma integração de corpo, alma e coração, como seres que participam Ativamente desse mesmo Mistério. É preciso ter a presença do ser humano que celebra, na Liturgia o eixo que conduz para a centralidade daquilo que é celebrado, no decorrer de todo o Ano. Durante todo o Ano é preciso dar sentido mistagógico na sua totalidade do Mistério.

A Mística do Ano Litúrgico

–      O Ano Litúrgico é celebração do único Mistério de Cristo, sob vários aspectos;

–      O Ano litúrgico celebra o Mistério de Cristo, que entrou na história e na vida dos homens;

–      A Mística introduz as pessoas cada vez mais para dentro do Mistério pascal;

–      O Mistério de Cristo na perspectiva do Mistério pascal;

–      A economia da Salvação, no plano divino que se realiza na história;

–      Jesus Cristo é centro, princípio de união da história da Salvação e do Ano Litúrgico;

–      O evento histórico da Salvação é único e irrepetível;

–      Ano Litúrgico é um momento do grande ano de graça da redenção;

Para que a mística aconteça é necessário integração da totalidade do ser: corpo, alma e espírito. Que exista uma harmonia de todo o ser; o corpo com seus gestos e ritos – uma profunda harmonia que esteja entrelaçada com todo o ser – mente e sentido estritamente ligados entre si – coração fonte de toda a espiritualidade, a ele cabe sentir e saborear o Mistério que é celebrado durante todo o Ano Litúrgico. Como sinal da presença e ação salvífica de Deus, que é imagem do Corpo Místico de Jesus Cristo, único e verdadeiro templo alicerçado como pedra viva para oferecer sacrifício novo (cf.Jo 2,19 e 21). Por isso, a Igreja-edifício é sinal da Igreja-comunidade, assim este edifício não é uma construção qualquer: mas é sinal da Igreja peregrina, é imagem da Igreja celeste.  

1 – Cada tempo Litúrgico tem seu aspecto profundo;

2 – A graça do Ano Litúrgico pressupõe a natureza;

3 – Ano Litúrgico como caminho, de dimensão humana e espiritual;

4 – Uma espiritualidade que não centraliza uma particularidade;

5 – Perceber o Mistério de Cristo no presente;

6 – O Ano Litúrgico não se limita a contagem dos meses do Ano;

7 – O perigo é reduzir os tempos do Ano Litúrgico em datas e horas;

Ao tempo celebrativo da Igreja da o nome de Ano Litúrgico. Ele está organizado em ciclos festivos, onde se celebra o Mistério da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O dia primordial para o cristão é o Domingo; os cristãos, à semelhança dos judeus, consagraram também um dia por semana para as celebrações de seus mistérios. A escolha recaiu no primeiro dia da semana, dia em que Cristo Ressuscitou dos mortos, dia que recorda a criação em Cristo, o recapitulador da história. Por isso, além de ser o dia do Senhor, Ele é também o dia do ser humano que busca viver a liberdade.

O domingo celebrar a páscoa de Cristo na páscoa semana dos cristãos, é dia da assembleia reunida, dia de celebrar o Mistério Eucarístico, dia da alegria, dia de estar com a família e da missão e da caridade. Por isso Para cada momento especifico dentro do Ano Litúrgico há símbolos e ritos próprios. Os tempos Litúrgicos especiais, que são Natal e Páscoa, são vividos pela Igreja em três momentos distintos: preparação, celebração e continuação da celebração do Mistério de Cristo. Todo o Ano Litúrgico ganha um caráter mistágogico do Mistério de Cristo, que nossas comunidades celebram, esse Mistério de Cristo se desdobra por todo o ciclo anual, desde a encarnação e nascimento até a ascensão do Senhor ao Céu.

Os ciclos do Ano Litúrgico se manifesta ao longo de todo o ano, o documento 43 da CNBB, diz que: “A Páscoa e as alegrias de celebrá-la são grandes demais para caberem nos limites de um Domingo” ( Doc. 43 n. 121).  

Em anexo o Calendário do Ano Litúrgico 2021 elaborado pela Comissão para Liturgia e Ministérios da Arquidiocese de Vitória.

Mais informações:

(27) 3025-6265 / (27) 99727-2637

E-mail: [email protected]

Anexos

Neste tempo de pandemia, padres, ministros e agentes da Pastoral da Saúde – assim como os visitantes de forma geral – ficaram impedidos de

Neste tempo de pandemia, padres, ministros e agentes da Pastoral da Saúde – assim como os visitantes de forma geral – ficaram impedidos de entrarem nos hospitais e principalmente ter acesso aos pacientes isolados com COVID-19. Diante dessa dificuldade a Arquidiocese de Vitória encontrou uma nova forma de levar a Eucaristia a esses doentes que sofrem e precisam de esperança: profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate a doença foram preparados para auxiliar a Igreja e ministrar a comunhão a estes doentes.

Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória, explica que nas paróquias existem irmãos ou irmãs médicos, enfermeiros e enfermeiras, que trabalham nos hospitais e já tem acesso às enfermarias e UTIS: “então se eles estão lá dentro medicando e participam da comunidade, são cristãos, católicos, comungam e tem um irmão que está doente e não pode receber a Eucaristia, que o pároco ou administrador paroquial prepare este profissional para que ele leve a comunhão ao enfermo naquele instante, para que ele não fique sem Jesus nesse momento”.

De acordo com padre Vandaike Costa Araújo, coordenador da Pastoral da Saúde na Arquidiocese de Vitória, foi pedido que os padres, paróquias e até mesmo os hospitais indicassem estes enfermeiros e médicos católicos que atuam na linha de frente contra o coronavírus e participam da Igreja, para que se tornem instrumento e levem o Sacramento da Eucaristia aos enfermos que estão conscientes e manifestam o desejo de comungarem.  

“Esses profissionais são os nossos braços, são pessoas que se colocaram a disposição e tem desejo de atuarem como ministro, sem serem efetivamente ministros. Eles precisam ter ligação com o hospital e não podem ser da Pastoral da Saúde, aposentado ou que atenda em consultório porque é preciso ter acesso aos doentes isolados.”, detalha padre Vandeike.  

Essa é uma ação pontual, conforme destaca Dom Dario, mas que pode abrir espaço para novas vocações dentro da Igreja: “pode ser que esse profissional vai se sentir tão reconhecido por Jesus e pode pensar que quer ser uma presença católica e cristã dentro do hospital. Acho que esta é uma porta que se abriu a nível pastoral”.  

Formação dos profissionais 

A formação está acontecendo de forma online. Por meio do Departamento de Pastoral foi produzida e enviada uma carta para os padres e áreas pastorais comunicando a possibilidade e foi feita uma declaração para cada profissional da saúde que atua levando a Eucaristia no hospital. Padre Vandaike enfatiza que na preparação os conteúdos ministrados são: a importância da Eucaristia, como manusear a comunhão e a forma prática de oração. Também é oferecida uma apostila com itens básicos para atuação.  

Alguns profissionais já foram capacitados e estão atuando, mas existe a possibilidade de novas pessoas fazerem parte dessa ação. Se estiver trabalhando na linha de frente contra a COVID-19 e sentir o desejo de levar a comunhão aos que necessitam, basta a pessoa procurar a secretaria de sua paróquia e manifestar sua vontade. A paróquia vai comunicar o Departamento Pastoral para que se forme uma turma.