Notícias da Arquidiocese

Na estrutura da Igreja Católica o próprio bispo exerce o poder legislativo e o poder executivo, mas pode dividi-los com os Vigários gerais ou

Na hierarquia da Igreja Católica, de acordo com o Código de Direito Canônico (cânon 391), compete ao Bispo diocesano governar a Igreja particular que lhe foi confiada, com poder legislativo, executivo e judicial. O próprio bispo exerce o poder legislativo e o poder executivo, mas pode dividi-los com os Vigários gerais ou episcopais, da mesma forma que o poder judicial pode ser compartilhado com um Vigário judicial e juízes.

Na Arquidiocese de Vitória existem Vigários Gerais, Episcopais, o Judicial e os Paroquiais. Junto de Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória, estão dois Vigários Gerais e para cuidar de assuntos específicos existem outros sete Vigários Episcopais: para a Comunicação; para Ação Evangelizadora; para Assuntos Econômicos e para a Ação Social, Política e Ecumênica. Já entre as 90 paróquias do território arquidiocesano são outros 39 vigários paroquiais que atuam no trabalho pastoral junto aos párocos e administradores paroquiais.

Padre Jorge Campos Ramos é um dos Vigários Gerais da Arquidiocese de Vitória e detalha que um vigário é aquele que exerce uma função em nome de outra pessoa e recebe a investidura do poder de outro e sua missão é sempre colaborar e agregar.

“Existem na Igreja várias modalidades de vigários. O Vigário Geral age na pessoa do bispo. Aqui na Arquidiocese somos dois e agimos em plena comunhão com Dom Dario, nosso trabalho é representá-lo. Como a Arquidiocese tem uma extensão territorial e populacional muito grande, os desafios pastorais são imensos e nosso arcebispo precisa desses colaboradores que vão ajudá-lo no governo da Igreja, além de encaminhar, escutar e resolver os problemas que chegam até ele”.  

Nas paróquias, os vigários – que também são nomeados pelo bispo – atuam junto aos párocos e ambos precisam estar em comunhão com toda Igreja. “O vigário paroquial não trabalha como um subalterno, mas possui todas as responsabilidades para com a evangelização, zelando pela vida pastoral”, explica padre Jorge.

É o caso do padre Rafael Martins que foi nomeado vigário na Paróquia São Pedro, em Muquiçaba, após sua ordenação presbiteral que aconteceu em julho. Ele explica que entende o papel do vigário como um auxílio nas questões pastorais, deixando o que é mais burocrático fica para o pároco resolver. “Na minha paróquia, ajudo a celebrar as missas, atendo as confissões, visito os enfermos e a relação está sendo muito boa com os paroquianos. Ainda mais por eu ser um padre novo. As pessoas também têm curiosidade de conhecer um novo jeito.”

Vigários em paróquias administradas por religiosos

A nomeação de um vigário em paróquias que tem como párocos padres religiosos acontece de forma diferente. Nessas situações o superior da congregação apresenta um nome ao bispo diocesano, que acolhe a indicação e nomeia este padre religioso para determinada paróquia como vigário. Outra questão é que não é obrigatório, mas é aconselhável que o padre religioso resida na paróquia com outros irmãos da congregação, que pode ser padre ou frei, dependendo do estilo de vida daquela comunidade religiosa.

Estrutura dos vigários na Arquidiocese de Vitória

 Vigários Gerais

– Padre Ivo Amorim

– Padre Jorge Campos Ramos

Vigários Episcopais

– Vigário Episcopal para a Comunicação – Padre Anderson Gomes

– Vigários Episcopais para Ação Evangelizadora – Padre Jocemar Rubens Stein, Padre Jorge Campos, Padre Josemar José Francisco Zagoto e Padre Paulo Régis Silvestre.  

– Vigário Episcopal para Assuntos Econômicos – Padre Paulo Régis

– Vigário Episcopal para a Ação Social, Política e Ecumênica – Padre Kelder José Brandão Filgueira

Vigário Judicial – Padre Hiller Stefanon Sezini

Vigários Paroquiais: das 90 paróquias da Arquidiocese de Vitória, 39 tem vigários paroquiais.

Vigários por Área Pastoral:

Vitória: das 14 paróquias, 8 têm vigários.

Cariacica/Viana: das 18 paróquias, 8 têm vigários.

Serra-Fundão: das 18 paróquias, 6 têm vigários.

Benevente: das 10 paróquias, 4 têm vigários.

Serrana: das 8 Paróquias, 3 têm vigários.

Vila Velha: das 18 paróquias, 10 têm vigários.

O que comemoramos no Dia de Todos os Santos.

Quem são os santos?

Normalmente chamamos de santos aqueles que foram reconhecidos pela Igreja como tal, cujas vidas foram consideradas como entrega total ao projeto de Deus e que, por alguma razão, tiveram testemunhos que os comprovaram. Contudo, muitos outros levaram uma vida de santidade, embora também por alguma razão, não ficaram conhecidos e nem foram reconhecidos. É a todos esses, os reconhecidos e os não reconhecidos, que a Igreja Católica dedica o dia 1º de novembro.

Todos somos chamados à santidade ou “todos somos santificados”, como diz o pe. Marcel Domergue, sacerdote jesuíta ou ainda como diz São Paulo na carta aos Romanos “somos justificados pela fé”. Então a santidade é um esforço e uma graça da fé. “A santidade não é um status a alcançar, ou um prêmio reservado só para alguns privilegiados, para uma elite de pessoas. Pelo contrário, a santidade é um caminho, um processo que se inicia no dia de nosso batismo […] e, nessa identidade, vamos crescendo na medida em que seguimos a Jesus e fazemos nossa a sua opção pelo cuidado da vida em todas as suas dimensões e diversidades, especialmente o cuidado pela vida ferida, isto é a santidade”, afirma a Ir. Maria Cristina Giani.

O que celebramos?

Com estes pensamos é possível viver o Dia de Todos os Santos com uma grande amplitude e rezar pelos santos conhecidos e pelos desconhecidos. Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, disse em seu programa semanal nas redes sociais: “Com a Festa de hoje cada cristão tem a alegria de celebrar, comemorar os santos canonizados através dos tempos e os milhares de homens e mulheres anônimos que atingiram uma grande santidade de vida mesmo sem receber a honra dos altares. Pela vida que levaram aqui na terra e o exemplo que deram, de modo especial a atenção para com os mais necessitados”.

Mas, o que faz com que uma pessoa viva em santidade que traz dentro de si desde o batismo? Dom Dario afirmou que é “o esforço diário para viver fielmente as exigências do Evangelho”. Portanto, a santidade é uma graça da fé que precisa ser exercitada.

Origem das comemorações

Os primeiros registros remetem ao Séc. II, mas a primeira vez que se celebrou o Dia de Todos os Santos foi no Séc. VII, mais precisamente em 609 d.C. por ordem do Papa Bonifácio VII para recordar todos os cristãos que tinham sido mortos pelos romanos nos primeiros anos da Igreja Católica. Quem fixou a data em 1º de novembro foi o Papa Gregório III, apoiando-se numa festa já existente. Como explica o Prof. Paulo Mendes Pinto, coordenador do curso de Ciências da Religião da Universidade Lusófona em Portugal: “O 1º de novembro era, em algumas culturas, a marca da entrada do inverno, a época em que a natureza morre. Por toda a simbologia que associa a morte à fertilidade que nessa altura inexiste nos campos, seria naturalmente neste período do ano que se centraria a simbologia associada à morte, seja o Dia de Todos os Santos seja, no dia seguinte, o Dia de Finados”. 

Atualmente a Arquidiocese de Vitória possui dois padres em missão: padre Paulo Sérgio Vaillant, que está na Prelazia de Lábrea desde o mês de

A Igreja no Brasil dedica o mês de outubro às missões e este período que se encerra amanhã foi dedicado a reflexão sobre a vocação dos missionários e missionárias no mundo, além de ter sido um tempo de oração por estes irmãos. Atualmente a Arquidiocese de Vitória possui dois padres em missão: padre Paulo Sérgio Vaillant, que está na Prelazia de Lábrea desde o mês de fevereiro e padre Alessandro Chagas que chegou ao estado do Pará, em janeiro.  

Padre Paulo destaca que neste ano de 2020 aconteceu o seu retorno a Amazônia, pois ele já morou na região de 97 a 2007, período em que ajudou a criar uma equipe de missionários itinerantes, formada por diversas pessoas de diversas vocações e instituições diferentes.

Esse novo chamado surgiu no mês de agosto de 2019. O sacerdote detalha que o Núncio Apostólico esteve em Vitória para entregar o pálio a Dom Dario Campos e o convidou pessoalmente para reforçar à missão no Amazonas após o Sínodo para a Amazônia -ocorrido no mês de outubro de 2019.

“O próprio Papa Francisco ao final do Sínodo fez um apelo internacional em primeiro lugar as ordens religiosas que já são de espírito missionário, mas também a toda a Igreja para que as que tiverem muitas vocações diocesanas, que enviem missionários por uma temporada, por um projeto, ou até mesmo as congregações de fundarem alguma comunidade em algum dos países amazônicos. Essa é a linguagem do espírito pós-sinodal.”  

Entre os desafios vividos em Lábrea, padre Paulo ressalta as grandes distâncias e o sistema de comunicação que é muito precário e não permite de entrarem em um esquema racional de calendário, pois dependem do dia que tem barco disponível para visita em determinada região.

Sobre qual deve ser o objetivo de um missionário ele destaca: “é você trazer algo novo e simular aquilo que o povo já faz, mas levar algo mais. É preciso trazer uma visão de fora, atualizada, para contribuir com o crescimento da vida espiritual e pastoral da Igreja. O missionário também deve estar livre para fazer o que os outros missionários da região não estão conseguindo fazer. É preciso somar forças”.  

Padre Alessandro Chagas foi ordenado há 4 anos e chegou em 18 de janeiro na Diocese Santíssima Conceição do Araguaia, que fica no Sul do Pará. No mesmo mês ele já foi para paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Santana do Araguaia, local que está até os dias atuais.   

Em uma entrevista ele conta sobre sua experiência missionária. Confira:

1 – Como surgiu esse chamado para a missão?

Enquanto eu era seminarista me coloquei à disposição para fazer um mês de missão em Lábrea. E depois dessa vivência muito rica eu pensava que queria voltar lá como padre para poder ampliar o campo e servir melhor, pois como seminarista algumas coisas eram restritas. Na minha cabeça eu iria para Lábrea e eu nem sabia que existia Santana do Pará. No ano passado em uma reunião do clero, Dom Dario colocou que tinha uma Igreja que precisava de missionários e se tivesse algum padre que conversasse com ele. Eu fui para casa e fiquei rezando e pensando se realmente o momento era agora. Depois de mais ou menos um mês, eu tomei a coragem de conversar com o arcebispo para saber se era possível e se ele acolhia a minha proposta e ele ficou muito feliz. Meu pedido foi aprovado pelo conselho e em 3 meses estávamos acordando como seria minha vinda.

2 – Quais são as dificuldades que encontra no dia-a-dia?  

O desafio que eu vejo é a carência de padres, pois é uma Diocese grande em extensão territorial e tem uma média de 8 a 9 padres, sendo que a maioria são missionários de fora. Também tem a distância para se locomover de uma comunidade a outra. Tem comunidade nossa que fazemos viagem de 1, 2 ou 3 horas de carro para chegar até o local, em estradas que não são boas e que em época de seca e de chuva muda bastante as condições. Fora que na própria comunidade tem as dificuldades de pessoas para ajudarem na liturgia.

3 – Como é o trabalho que realiza como missionário?

A proposta era que eu pudesse ter um tempo maior para a missão então eu assumi como vigário aqui na paróquia. E minha parte é mais missionária mesmo. Eu geralmente vou para a zona rural fazer as visitas e realizar as atividades pastorais como atendimento de confissão, celebração das missas. Aqui também tem a assistência a essas famílias, pois fazemos as entregas de cestas básicas e esse tipo de missão requer um tempo maior, pois muitas vezes saio de manhã e só volto no fim da tarde, as vezes só no outro dia.

4 – O que existe de mais bonito em ser missionário?

O que mais me chama a atenção e me deixa muito feliz é a abertura do povo. Essa sede que eles têm de estar celebrando e também de estar junto com o padre e com a comunidade. No entanto você vê aquela Igrejinha que passou 2 meses sem missa, chega lá e celebra e é aquele acolhimento que traz um significado muito grande. Você anda duas horas e chega lá e o povo está te esperando, se atrasar eles continuam esperando. É gratificante fazer esse trabalho todo e ver que é uma graça de Deus na minha vida. É um chamado de Deus que está me alertando para outra realidade que eu não tinha noção.

5 – Encerrando o mês dedicado as missões que mensagem gostaria de deixar para as pessoas?

Acredito que ser missionário é ter disposição não somente de ir para onde te enviar, mas é estar aberto a Graça de Deus. Ser missionário hoje em dia é ter essa disposição, coração aberto e não temer porque as dificuldades são muitas. Eu poderia falar “ah eu vou embora”, mas estar caminhando junto a minha Igreja Católica tem me ensinado muito. É preciso ter essa abertura de coração para ver que a nossa Igreja é muito rica e quanto mais nos abrimos para isso vamos descobrindo lugares, locais, pessoas que vão somando e que vão dando razão para a nossa própria vocação.  

Morte do irmão de pe. Kremerson.

Faleceu na tarde de hoje Jerisson Giestas Dias, irmão de pe. Kremerson Giestas Dias, pároco na paróquia Bom Pastor em Campo Grande, Cariacica. Jerisson faleceu de parada cardíaca após sofrer um acidente de moto. O enterro será amanhã em Afonso Claudio às 17h. Era ministro da Eucaristia juntamente com sua esposa na Comunidade São Rafael na paróquia Nossa Senhora de Fátima em Pedra Azul.

Ao pe. Kremerson e seus familiares, especialmente sua mãe que já completou 87 anos, a Arquidiocese de Vitória deseja que Deus seja conforto e força e reza por todos neste momento de sofrimento. Que Deus os ampare.

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar-vos lugar”. (João 14:1-2)

No último domingo, 25 de outubro, na Catedral Metropolitana de Vitória, em Vitória (Es), foi celebrado o DNJ (Dia Nacional da Juventude) na Arquidiocese

No último domingo, 25 de outubro, na Catedral Metropolitana de Vitória, em Vitória (Es), foi celebrado o DNJ (Dia Nacional da Juventude) na Arquidiocese de Vitória. Diversas expressões juvenis e representantes de jovens paroquiais estiveram participando deste momento de fé e alegria.

Mesmo no contexto da pandemia do novo coronavírus, representantes de vários seguimentos juvenis de nossa arquidiocese marcaram presença (Novas Comunidades, Pastoral da Juventude, EJC, Grupos de Jovens Paroquiais, Congregações Religiosas, Seminário Nossa Senhora da Penha, entre outros). A cada ano o DNJ propõe a discussão e reflexão sobre algo relacionado à vida da juventude, sempre com temas e lemas que dão sequência às reflexões iniciadas com a Campanha da Fraternidade, e que norteiam as atividades permanentes da Comissão para a Juventude da CNBB. Este ano o tema foi “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Ouviu e juntos com eles caminhou” (Lc 24 – 15,17).

O seminarista Juliano, do 1º ano de teologia destaca que o DNJ 2020 foi uma experiência e vivência incrível. “Temos uma Igreja com jovens que sabem respeitar a diversidade e o carisma do irmão. Cheguei no seminário e os seminaristas que acompanharam a live disseram que a comissão está de parabéns pela iniciativa e o evento”, destaca.

O evento teve início com a celebração eucarística, presidida pelo coordenador da Comissão para Juventude, Pe Alexandro Firmino Barbosa, “Padre Sandro” e concelebrada pelo padre Beto, da congregação dos Passionista. Em sua homilia, padre Sandro destacou que a centralidade da juventude é o Cristo. Na diversidade dos carismas, cada expressão juvenil deve ter Jesus Cristo como o que une os jovens na sua totalidade.

Ao final da celebração houve uma homenagem à Nossa Senhora da Vitória, como modelo de jovem missionária. Alguns jovens entraram com rosas e ofertaram em um arranjo. Logo após foi lido uma carta em celebração ao Dia Nacional da Juventude. (em anexo)

Seguindo a programação do DNJ 2020 na Arquidiocese de Vitória, a Comissão para Juventude realizou uma live show que contou com a participação de diversos jovens representando os seguimentos juvenis que compõem a Comissão Pastoral para Juventude.

O que é o DNJ?

O Dia Nacional da Juventude surgiu em 1985 (Ano Internacional da Juventude, ONU) como uma atividade permanente da CNBB que é realizada nas dioceses de todo o país. Com total apoio dos pastores de nossa Igreja, o DNJ quer celebrar a vida dos (as) jovens de forma alegre, descontraída e comprometida com a realidade social em que vivem, tendo como base a Pessoa e a Mensagem de Jesus Cristo.

Por que celebrar o DNJ?

Para celebrar a unidade e a vida de todas as juventudes diocesanas; A cada ano, o DNJ propõe a discussão e reflexão sobre um tema relacionado à vida da juventude; Sempre com temas e lemas que dão sequência às reflexões iniciadas com a Campanha da Fraternidade, e que nortearam as atividades permanentes da Comissão para a Juventude da CNBB.

Quando acontece o DNJ?

O DNJ no Brasil é celebrado sempre no último domingo de outubro, menos em época de eleições, quando pode ser atrasado ou antecipado em uma semana. É um evento comemorado em todo o país. Jovens de todas as dioceses e paróquias se reúnem antecipadamente para planejar e discutir os temas e as atividades que serão conduzidas durante esse dia.

O Dia de Finados. Tradicionalmente na Comemoração dos Fiéis Defuntos a Igreja concede a indulgência plenária aos que rezam pelos falecidos.

Na próxima segunda-feira (02) será o Dia de Finados. Tradicionalmente na Comemoração dos Fiéis Defuntos a Igreja concede a indulgência plenária aos que rezam pelos falecidos. Devido à Pandemia da Covid-19, a Penitenciária Apostólica – que é um órgão da Santa Sé para esse tipo de situação – emitiu um decreto no dia 22 de outubro de 2020, na memória de São João Paulo II, sobre como conceder as indulgências esse ano.

As indulgências são concedidas nesta época aos fiéis que visitam um cemitério ou que rezam mentalmente na intenção dos defuntos e do Papa, no período de 01 a 08 de novembro. Porém neste ano com as limitações de público em cemitérios e Igrejas, a pedido do Papa Francisco, a Penitenciaria Apostólica orienta que seja estendida por todo o mês de novembro a possibilidade de alcançar a Indulgência Plenária para os fiéis defuntos.

Papa Paulo VI escreveu o Documento Doutrina das Indulgências e de acordo com padre Tárcio Siqueira, a Indulgência liberta os cristãos de maneira temporal das consequências do pecado e ajuda na remissão: “A Indulgência é a forma de reparação da alma, de restaurar a pessoa. De forma que ela seja toda purificada de maneira temporal. Uma das formas de se alcançar isso é rezar pelos fiéis defuntos, por aquelas almas que padecem no purgatório e que estão no processo de purificação, de libertação dessas culpas e dos pecados que não foram perdoados pela confissão sacramental”.

A Indulgência pode ser pedida pela própria pessoa ou pode ser um ato caritativo, como nesse caso da indulgência Plenária para o dia dos fiéis defuntos: “É uma forma dupla de rezarmos um pelos outros. Primeiro por você mesmo, para pedir a remissão das suas culpas da sua pena temporal e segundo rezar para aqueles que faleceram. Este também é o sentido de irmos ao cemitério, porque para nós este é um lugar sagrado”, finaliza padre Tárcio.

Durante todo o dia 02 de novembro mais missas serão ofertadas na Arquidiocese de Vitória. Desde as primeiras horas da manhã até o entardecer será disponibilizado o máximo de horários nas paróquias para que mais fiéis sejam contemplados. É importante reforçar a necessidade de respeitar o Dia de Finados, principalmente nesse ano atípico em que várias pessoas perderam entes queridos por conta da pandemia. O pedido é que os cristãos mantenham a esperança, a Fé e se unam no amor.

Condições para ganhar Indulgência Plenária

1– Confessar-se bem;

2 – Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção;

3 – Rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, Ave Maria e Glória

4 – Visitar o cemitério e rezar pelo falecido (Fora da semana dos falecidos, esse item pode ser substituído por: Terço em família diante de um oratório, Via-Sacra na igreja; meia hora de adoração do Santíssimo ou meia hora de leitura bíblica meditada).

Cuidar da Saudade, Campanha da CNBB

Os brasileiros são convidados a plantarem uma árvore em memória dos entes falecidos. De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella Amado, “esse gesto, além de evitar as tradicionais aglomerações nos cemitérios, liga-se também à triste destruição ecológica decorrente das queimadas em algumas regiões do país”.

A campanha promovida pela CNBB convida as pessoas a também publicarem sua foto no Instagram plantando a árvore e contando a história de quem recebe a homenagem. Basta fazer uma foto e publicar na plataforma usando a hashtag #CuidarDaSaudade

Em anexo uma carta escrita por Pe. Renato Criste, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, enviada a todos os presbíteros quanto a recomendação de dom Dario Campos nesse tempo de pandemia, para que o dia de finados possa ser lembrado e obtenhamos uma renovada esperança na ressurreição da carne.

Em anexo recomendações de dom Dario Campos

Anexos

A 2ª edição do show “Para Além do Altar”, já tem data e local marcado. O evento acontece no dia, 28 de novembro, sábado,

A 2ª edição do show “Para Além do Altar”, já tem data e local marcado. O evento acontece no dia, 28 de novembro, sábado, às 20h30, no espaço Vitória Sessions Drive-in e terá aproximadamente 2 horas de duração com a participação dos padres: Anderson Gomes, Renato Criste, Hadeleon Santana, Fernando Souza, Jacqueson Pimentel, Diego Azevedo.

A ideia surgiu do pároco da Catedral, Pe. Renato Criste, no contexto da Festa de Nossa Senhora da Vitória 2020 padroeira da Catedral às comemorações aos 100 anos de início da obra na Catedral. Em tempos de pandemia, tiveram que reconfigurar a festa com uma programação híbrida, assim, embarcaram na onda das lives. Viram isso como um bom caminho para as comemorações do primeiro centenário da Catedral.

Padre Renato Criste ressalta que o show “ Para além do altar”, traz uma experiência dos novos areópagos de evangelização. “Como sugere o próprio nome do show “Para além do altar” padres cantam músicas populares e religiosas”, destaca.

Além dos atos de generosidade, a ideia é trabalhar a música como um instrumento de reflexão e mensagem de fé e esperança, do acalento aos corações e da evangelização das pessoas neste momento de adversidades que o mundo atravessa, ao reforçar a missão cristã de seguir os ensinamentos de Jesus. Uma inspiração para vencer os desafios do presente e do futuro.

Show cantará as Virtudes Teologais

O objetivo desta 2ª Edição do Show Para Além do Altar é comunicar as três virtudes teologais. São três importantes chaves que dão sentido e realização à vida de cada cristão. Quando recebemos o Sacramento do Batismo é infundida em nós a graça santificante, que nos torna capazes de nos relacionar com a Santíssima Trindade e nos orienta na maneira cristã de agir. O Espírito Santo se torna presente em nós, fundamentando as virtudes teologais, que são três: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE.

Em canções, os padres irão cantar músicas religiosas e populares que levam a mensagem das Virtudes Teologais. Veremos também como, embora as três virtudes teologais sejam infundidas por Deus ao mesmo tempo, elas só se desenvolvem sequencialmente: primeiro a fé, que provocará a esperança, que possibilitará o desenvolvimento da caridade.

Protocolo de Segurança Sanitária

➢ Ocupação de até 4 pessoas por veículo, com uso obrigatório de máscara

➢ Ingressos cortesia adquiridos online e recebidos diretamente no celular/tablete

➢ Leitura de ingressos realizada a distância, através de leitores ópticos

➢ Todos os ocupantes do veículo terão as temperaturas aferidas

➢ Os sanitários estarão equipados com lavatórios, sabão e álcool em gel 70%

➢ Todos os sanitários serão higienizados após cada uso

➢ O público poderá sair do carro para acompanhar o show dentro de um espaço reservado com grades, mantendo o distanciamento de um carro para o outro.

➢ Será disponibilizada uma ambulância UTI durante todo o período do evento

Classificação: Livre

Duração: 2H.

Adquira o seu ingresso (clique aqui)

Em 2005 foi criado na Arquidiocese de Vitória o Centro de Documentação (CEDOC).

Em 2005 foi criado na Arquidiocese de Vitória o Centro de Documentação (CEDOC). Antes dele o que existia era um arquivo histórico onde eram guardados os livros mais antigos, porém a história da Igreja não é recente, pois ela está presente do estado desde 1535 e por esse motivo muitos documentos foram para Portugal, Bahia e Rio de Janeiro, consideradas dioceses mães da nossa Arquidiocese.

Com a criação do CEDOC essa documentação passou a ficar centralizada num único e adequado local para que haja preservação da história e da memória, além de facilitar a pesquisa. Segundo a Coordenadora do CEDOC, Giovanna Valfré é, o local foi criado para “preservação acima de qualquer coisa e para que não perdêssemos mais informações para que todos os livros e documentos que a Arquidiocese guarda fossem preservados e organizados no acervo”.

A coordenadora do Centro de Documentação compara o processo de reparo feito nos documentos a uma consulta médica “é como se uma pessoa chegasse num centro de saúde” diz Giovanna, “pois quando um documento novo chega ao local ele passa por um diagnóstico que demonstra o estado atual do documento, se ele tem ataque de broca, se ele tem ataque de cupim, se ele tem páginas rasgadas ou perdidas” além de outras informações.

A partir desse diagnóstico é que será decidido se esse documento entrará para o acervo, porém antes de ser catalogado o livro passa por um processo de desinfecção e entra em quarentena de 21 dias para desinfecção. O reparo que é feito tem o objetivo de alinhar o livro e matar os focos de traças. Toda a manutenção é feita numa sala chamada de processamento técnico.

No diagnóstico a equipe do CEDOC decide, de acordo com as condições do livro, se ele poderá ser manuseado por terceiros ou somente por profissionais do Centro. Caso ele não possa ser manejado por questões de desgaste, somente a pessoa que faz a manutenção de 6 em 6 meses é que poderá tocar nele.

Todos os livros são fotografados, página por página, em equipamento apropriado e só depois disso eles são disponibilizados para pesquisa em arquivo digital, pois o arquivo físico não pode ser disponibilizado a fim de evitar outros danos aos livros já que a maior parte dos documentos são muito antigos e já sofrem com o desgaste do tempo.

O que pouca gente sabe é que também existe um arquivo com 12 mil fotografias antigas catalogadas e indexadas. Elas também estão em arquivo digital e as pessoas que “geralmente procuram são para trabalhos acadêmicos, as vezes jornalistas que, por exemplo, falarão sobre a visita do papa no jornal de domingo e etc”.

Outros pesquisadores que costumam buscar por fotografias são aqueles que pesquisam sobre as comunidades de base na Arquidiocese, já que aqui foi referência nesse assunto.

Curiosidade

1- Por que alguns livros são chamados de Livros Cartoriais?

Isso se dá, pois até a proclamação da República não havia cartórios no Brasil e a Igreja registrava as pessoas através dos sacramentos. Certidões extraídas desses livros (antes de 1899) têm valor de cartório.

2- Giovanna conta que entre os livros disponíveis no Centro “estão os de batismo, casamento, crisma, óbitos, visitas pastorais, entre outros. De 1821 para cá.”