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Neste sábado, dia 30, será realizado o primeiro encontro presencial da Pascom na Arquidiocese de Vitória neste ano de 2022 e mais de 90

Neste sábado, dia 30, será realizado o primeiro encontro presencial da Pascom na Arquidiocese de Vitória neste ano de 2022 e mais de 90 agentes da Pastoral da Comunicação – que estão entre as 90 paróquias – já fizeram sua inscrição para participar. A expectativa está sendo muito boa para o evento que acontecerá no Centro Católico de Estudos, localizado na Avenida João Batista Parra, 525, Praia do Suá, Vitória, no horário entre 8h às 12h. Será um momento importante para marcar uma retomada presencial das atividades de formação com os pasconeiros e pontuar os novos rumos da Pascom em um cenário de pós-pandemia.

Ainda dá tempo se inscrever e participar, basta clicar aqui! Do total de paróquias que existem na Arquidiocese de Vitória, até o momento, somente 45 terão representação no encontro. Sendo assim entre os inscritos estão pessoas de 12 paróquias da Área Pastoral de Vitória, de 10 paróquias da Área Pastoral de Vila Velha, de 9 paróquias da Área Pastoral Serra/Fundão, de 3 paróquias da Área Pastoral Benevente, de 11 paróquias da Área Pastoral Cariacica/Viana e nenhuma paróquia da Área Serrana.

A palestra principal da manhã de formação será do professor Elson Faxina que é pós-doutorando em Produção Audiovisual e Divulgação Científica pela Universidade Complutense de Madri (2022), Doutor em Ciências da Comunicação pela Unisinos e Mestre em Ciências da Comunicação, na área de Cinema, Rádio e Televisão. Por ele está morando na Espanha, sua fala será transmitida no auditório do Centro Católico de Estudos.

Após uma pausa para confraternização e lanche entre os presentes serão oferecidas duas oficinas: uma sobre produção de texto jornalístico comandada pela jornalista e mestra em Comunicação e Territorialidades, Renata Rocha e outra de redes sociais com Wild Broad, CEO da agência de Marketing Broad que é responsável pelas publicações das redes sociais da Arquidiocese de Vitória.

Vale destacar que o evento é gratuito e voltado para todas as pessoas que trabalham com comunicação nas paróquias e comunidades da nossa Igreja Particular de Vitória. Promovido pelo Vicariato para Comunicação da Arquidiocese, o encontro será uma oportunidade de as pessoas estarem juntas, adquirindo conhecimentos, compartilhando experiências e fazendo networking entre si.

Encontro Pascom 2022 – 1º semestre

08h – Abertura

8h15 – Palestra virtual: “Igreja no pós-pandemia – Como fica a comunicação? ”. Convidado: Elson Faxina – Pós-doutorando em Produção Audiovisual e Divulgação Científica pela Universidade Complutense de Madri (2022). Doutor em Ciências da Comunicação.

9h – Perguntas

9h30 – Intervalo

10h – Oficina de produção de texto – Com Renata Rocha

10h50 – Oficina para Redes Sociais – Com Wild Broad

11h30 – Fila do Povo

12h – Encerramento

Adiado desde 2020, por conta da pandemia da covid-19, o XVIII Congresso Eucarístico Nacional vai acontecer em Recife de 11 a 15 de novembro

Adiado desde 2020, por conta da pandemia da covid-19, o XVIII Congresso Eucarístico Nacional vai acontecer em Recife de 11 a 15 de novembro de 2022. Leia o convite de dom Fernando Saburido, arcebispo de Recife no texto publicado no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Na contagem regressiva, 197 dias nos separam do início do 18º Congresso Eucarístico Nacional. O encontro, esperado desde 2020, foi um dos temas da terceira Coletiva de Imprensa da 59ª Assembleia da CNBB na tarde desta quarta-feira (27), apresentado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido.

Dom Fernando explicou que o tema do CEN  “Pão em Todas as Mesas” foi escolhido a partir da inspiração na música do cantor Zé Vicente. Para o lema, a iluminação é de Atos dos Apóstolos (2,46): “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles”.

Para acolher o Congresso, já estão confirmados dois locais: o Centro de Convenções de Pernambuco e a Praça do Marco Zero. “Toda a cidade vai estar envolvida com o Congresso”, destaca dom Fernando. Segundo ele, a programação contempla o Simpósio Teológico com 3 conferências e 9 oficinas, Catequeses Públicas, Feira Católica, apresentações culturais, além das exposições Servos de Deus e das Pastorais Sociais do Brasil.

Um legado de solidariedade aos pobres, a “Casa do Pão”

O arcebispo anunciou a criação da Casa do Pão, no centro de Recife, como um legado importante e um marco do do Congresso Eucarístico.

Um espaço que é fruto de uma parceria com a Santa Casa de Misericórdia que permitirá a oferta de alimentos, o atendimento à pessoas em situação de vulnerabilidade e o acompanhamento  assistencial de cada caso específico. “Um movimento que ajude os pobres a realmente reencontrarem a sua dignidade”, pontou.

A inauguração da Casa do Pão, durante o Congresso, no dia 15 de novembro, prevê um almoço partilhado entre os bispos participantes do encontro e as pessoas em situação de rua atendidas pela instituição.

Para finalizar, dom Fernando ressaltou a importância da Eucaristia como compromisso comunitário: “Precisamos levar as pessoas a receber a Eucaristia para fazer comunhão com os irmãos e irmãs. Que a Eucaristia nos leve à uma vida espiritual mais intensa, nesta perspectiva da sensibilidade social, da preocupação com os irmãos, sobretudo os mais fragilizados”, concluiu.

Nesta quarta-feira (27), após o encerramento da Festa da Penha 2022, Padre Renato Criste, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória e Membro da

Nesta quarta-feira (27), após o encerramento da Festa da Penha 2022, Padre Renato Criste, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória e Membro da Comissão Organizadora da Festa da Penha conversou com Rodrigo Moutinho no Programa Papo Cabeça, da Rádio América (91,1 FM) fazendo um panorama de como foram os nove dias de programação do evento, que estava sendo muito aguardado por todos os fiéis e devotos da padroeira do Espírito Santo.

Na ocasião ele destacou que depois de um longo tempo de preparação e também de incertezas, considerando o quadro de pandemia, finalmente a Festa da Penha aconteceu, com encerramento na última segunda-feira (25) e um saldo super positivo e o que ele no seu coração hoje pulsa alegria e gratidão pela realização da Festa, pois foram dois anos sem acontecer em seu formato tradicional, com a participação física dos fiéis e se encontrar novamente com aquela multidão foi gratificante.

“E ainda ao final dizer que tudo correu com muita serenidade conforme o programado enche o coração de alegria e gratidão e é assim que me sinto nesse momento, feliz e contente por tudo que vivenciamos e por tudo que aconteceu. Uma festa que trouxe novamente a esperança, uma festa do recomeço, do renovo e isso nós sentimos e experimentamos. A Festa de Nossa Senhora da Penha do ano de 2022 ficou marcada na história como a primeira festa depois deste tempo difícil de pandemia que ainda atravessamos, mas obviamente em um cenário muito mais confortável e por isso foi possível realiza-la de modo pleno”.

O sacerdote também enfatizou a participação física do público nas atividades da Festa da Penha, pois esta era uma expectativa da Comissão Organizadora, uma vez que foram dois anos sem a realização do maior evento religioso do Espírito Santo em seu formato tradicional e agora ainda inserida em um feriadão prolongado, havia a estimativa de ter um público que surpreendesse positivamente, mas também poderia ter um público menor do que o esperado por estas causas elencadas.

“Contudo o saldo também foi bastante positivo nessa questão, destaco aqui a participação das pessoas no oitavário da Festa da Penha, na missa principal, organizada e promovida sobretudo pelas Áreas Pastorais da Arquidiocese de Vitória. Todos os dias do oitavário o Campinho da Penha esteve repleto de fieis e também do dia 24 para dia 25, a partir de meia noite a cada uma hora tinha missa no Convento da Penha que incialmente estavam previstas para acontecer na Capela e todas tiveram que ser transferidas para o Campinho do Convento, considerando a participação grande dos fiéis e os Freis tiveram que reformular. Então a participação foi a melhor possível, destacamos as grande Romarias dos Homens e das Mulheres e a expectativa é que mais de um milhão de pessoas participaram das duas. Aguardamos a estimativa da polícia. O povo estava muito desejoso dessa festa”.

Padre Renato ainda respondeu a outras perguntas como o momento mais marcante, sobre as novidades que a Festa apresentou neste ano, falou sobre os temas ligados à saúde que foram refletidos a cada dia, e sobre a expectativa para a próxima edição da Festa da Penha, no ano de 2023. Ouça novamente esta entrevista clicando abaixo.

Entrevista Papo Cabeça – Padre Renato – Avaliação Festa da Penha 2022 – Parte 1

 

Entrevista Papo Cabeça – Padre Renato – Avaliação Festa da Penha 2022 – Parte 2

Uma pesquisa está sendo encaminhada pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para conhecer a realidade sobre saúde mental de padres e bispos

Uma pesquisa está sendo encaminhada pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para conhecer a realidade sobre saúde mental de padres e bispos no Brasil. A metodologia foi apresentada ontem, 26 de abril, na Assembleia dos Bispos. Leia abaixo a matéria publicada no site da CNBB.

“Um cuidando do outro e todos cuidando de todos”. A frase carrega a síntese do tema apresentado pelo bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Francisco Salm, na segunda Coletiva de Imprensa da 59ª Assembleia Geral, na tarde desta terça-feira, 26 de abril.

O bispo apresentou o processo de elaboração da pesquisa sobre a saúde dos bispos e padres no Brasil. O prelado iniciou sua exposição explicando o contexto que levou a Comissão ao desenvolvimento da iniciativa: “Vivemos tempos muito exigentes. Todos nós, homens e mulheres de todas as idades, também o padre e o bispo. Somos de carne e osso e sentimos o que todo mundo sente: dores, cansaços, dúvidas e medos”, apontou.

Dom João Francisco destacou que atualmente constata-se que há muitos padres e bispos que se sentem cansados ou desanimados e, diante desta realidade dolorosa, há um apelo à CNBB e à Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada para uma ação de cuidado do episcopado e do presbitério.

“Mas o que fazer? Como prestar um serviço útil e fraterno neste sentido?”, questionou. “Na troca de ideias e olhando para experiências já existentes, percebemos então a necessidade de colher dados dos padres e bispos para que depois fossem analisados por especialistas a fim de ajudá-los”, relatou dom João.

Levantamento dos dados

Para dinamizar a pesquisa, foram elaborados dois questionários, um voltado aos bispos e outro direcionado aos padres. A ideia da Comissão é que o link aos bispos seja liberado na tarde desta terça-feira, via e-mail pessoal do episcopado do brasileiro. Já aos padres, o questionário será aplicado no Encontro Nacional de Presbíteros (de 9 a 14 de maio em Aparecida) e depois enviado às Pastorais Presbiterais de cada diocese.

“É preciso conhecer bem a realidade e ter um bom diagnóstico para saber qual remédio utilizar”, acrescentou dom Salm. Para isso, o bispo explicou, cada um dos dois questionários possui uma abordagem específica ao seu público e apresenta questões relacionadas a saúde integral da pessoa, contemplando o físico, o espiritual e o psíquico. “As perguntas procuram fazer um check up, para que se possa fazer um diagnóstico amplo e acertado”, pontuou.

Proteção das informações e próximos passos

Uma das principais preocupações da equipe que elaborou os questionários e que trabalhará na sistematização dos dados obtidos é a proteção e privacidade dessas informações. Sobre isso, dom João Salm reforçou que a pesquisa tem como única intenção o estudo e mapeamento da realidade da saúde episcopal e presbiteral. “Não serão publicados ou divulgados”, assegurou.

A previsão é que o questionário direcionado ao episcopado permaneça aberto para receber respostas durante esta semana. Depois, será fechado para o início do processo de sistematização e análise dos dados, com uma equipe especializada que deve apontar pistas de ação a partir da realidade apresentada. A expectativa da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada é poder retornar com estes indicativos na etapa presencial da Assembleia Geral, no fim de agosto.

Já em relação aos presbíteros, após a aplicação no Encontro Nacional, o questionário deve ainda ser direcionado a cada Igreja Local, de modo que a sistematização e análise de dados deve se estender por mais tempo, a fim de priorizar a participação efetiva dos presbíteros e um tempo hábil para análise e construção de indicativos de ação.

Acompanhe aqui, diariamente, as notícias sobre a 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil. As notícias são do site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos

Acompanhe aqui, diariamente, as notícias sobre a 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil. As notícias são do site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Teve início nessa segunda-feira, 25 de abril, a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da CNBB, que se realiza até sexta-feira, dia 29 de abril, na modalidade on-line. O último assunto em pauta no período da manhã tratou sobre a comunicação no processo eleitoral de 2022. O assunto foi abordado, em cerca de vinte minutos de exposição, pelo professor emérito da Universidade de Brasília e membro do Observatório de Comunicação religiosa da Igreja no Brasil, Venício Lima.

Professor Venício Lima, membro do Observatório de Comunicação Religiosa da Igreja no Brasil. Foto: print.

O professor Venício partiu do pressuposto do compromisso comum com a democracia, recordando que ela é um regime político caracterizado pela soberania popular com isonomia (direitos iguais de todas as pessoas perante a lei) e isegoria (direito à palavra e liberdade de expressão).

Em seguida, ele aprofundou sobre a questão de como o Brasil vive a democracia, ressaltando que o país ainda é inexperiente nesse âmbito, devido a uma série de questões históricas, dentre as quais estão os meios de comunicação social, com uma grande responsabilidade.

“No Brasil, a mídia constitui um oligopólio do ponto de vista econômico e opera como um monopólio, do ponto de vista político. Esses fatos perpetuam o grande paradoxo da nossa democracia: o direito ao voto foi universalizado, mas se impede estruturalmente a formação de uma consciência democrática. Tudo isso, claro, é a própria negação da isegoria (igualdade de participação)”, explicou o professor Venício.

Ao avançar na reflexão, abordando diretamente o processo eleitoral de 2022, o professor Venício falou sobre alguns desafios do momento atual, como a questão da disseminação de notícias falsas (fake news) e os questionamentos quanto à credibilidade da Justiça Eleitoral (Tribunal Superior Eleitoral). “2022 não é um ano como qualquer outro. Celebramos o bicentenário de nossa independência política. E as eleições gerais que se realizarão em outubro não são eleições como quaisquer outras. A democracia e suas instituições estão sob ataque reiterado e permanente”, frisou o professor.

Para concluir, Venício falou da grande responsabilidade que a Igreja Católica possui quanto à democracia: “Nesses tempos sombrios, quando a democracia se encontra sitiada, a responsabilidade da Igreja e de suas autoridades é imensa. A CNBB, nas suas sete décadas de existência, tem se constituído em referência ética para os movimentos sociais, as lideranças populares e os formadores de opinião”.

Intervenções dos bispos

Após a exposição do professor Venício, muitos bispos se manifestaram. Além de expor suas ideias e preocupações quanto ao assunto, todos expressaram gratidão ao professor pela reflexão apresentada. “Esse entendimento e horizonte de compreensão é uma coisa nova para nós. Precisamos compreender bem o que foi colocado, a fim de darmos uma ajuda mais significativa nesse momento social do Brasil”, afirmou o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor de Oliveira Azevedo.

O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Vicente de Paula Ferreira, manifestou a preocupação quanto à violência que alguns bispos têm sofrido com difamações nas redes sociais, questionando: “Como a CNBB pode pensar nessa questão, a partir da fala do professor. Sentimo-nos exilados na própria casa, isso tem influenciado nosso ministério e nossa vida. Como vamos tratar isso?”.

Nessa mesma linha de reflexão, o arcebispo da diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES), dom Luiz Fernando Lisboa, afirmou que hoje se assiste à campanhas abertas contra a Igreja, à CNBB e ao Papa Francisco. “Até um simples comunicado tem reações esdrúxulas e violentas contra a Igreja, os padres e os bispos. Isso confunde muito as pessoas. Temos que ajudar nosso povo a aprender e refletir”, disse dom Lisboa. O bispo destacou ainda que é necessário também alguma formação e orientação para os bispos quanto a realidade da comunicação atual.

O bispo da diocese de Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferrería Paz, também expressou sua preocupação quanto essa questão da violência e destacou que é importante a formação para os fiéis: “Nossas paróquias têm a Pastoral da Comunicação, que poderia fazer programas contra as fake news. Podemos orientar até as pessoas que vêm à missa, por que o nosso povo é extenso e eles mesmos podem ajudar a multiplicar essa formação”.

O bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Mol Guimarães, que fez a mediação do tema, concluiu a reflexão propondo ao episcopado aprofundar, posteriormente, todos os temas levantados pelos bispos com o professor Venício, a fim de oferecer-lhes uma reflexão mais completa.

“Precisamos avançar na compreensão da comunicação em todos os momentos, particularmente nesse que estamos. Não podemos permitir moldar nossa mente por meios comunicação que tem por princípio apenas o lucro”, disse dom Joaquim.

Hoje (25) é o Dia de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo e dos capixabas e uma ampla programação aconteceu em Vila

Hoje (25) é o Dia de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo e dos capixabas e uma ampla programação aconteceu em Vila Velha para encerrar os festejos da Virgem das Alegrias. Missas foram celebradas desde as primeiras horas do dia na Capela do Convento da Penha, a romaria dos ciclistas atraiu muitos fieis, assim como a Romaria dos Conguistas que levou muita alegria e cultura para o Campinho. Às 7h da manhã teve a missa da CRB e do Seminário Nossa Senhora da Penha e às 10h teve a missa das Pastorais Sociais, organizada pelo Vicariato para Ação Social da Arquidiocese.

A missa de encerramento aconteceu às 17h e foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos e concelebrada pelo bispo Auxiliar da Arquidiocese Dom Andherson Franklin – que participou pela primeira vez da Festa da Penha; por Dom Paulo Dal Bó, bispo da Diocese de São Mateus; Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana; Dom Décio, Bispo Emérito de Colatina que representou Dom Lauro Versiani e Padre Thiago da Diocese de Itapemirim, que representou Dom Luiz Fernando Lisboa.

Além disso, estiveram presentes a Fraternidade Franciscana, padres da Arquidiocese de Vitória, diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas, seminaristas e vocacionados. Neste ano a 452ª edição da Festa da Penha teve o tema “Saúde dos Enfermos, rogai por nós” e foi marcada pelo seu retorno presencial após dois anos acontecendo de forma virtual por causa da Pandemia de Covid-19. Segundo estimativa da Fraternidade Franciscana 2,5 milhões de fiéis participaram de todos os dias da festa.

A imagem foi levada ao altar, como acontece tradicionalmente, pelos militares da Marinha do Brasil e logo no início da Celebração Eucarística, Dom Dario Campos, convidou que os milhares de fiéis que lotaram a Prainha “fechassem seus olhos, abaixassem suas cabeças e num silêncio profundo se colocassem diante da mãe de Jesus e nossa mãe”. Na liturgia a primeira leitura foi do livro de Judite, capítulo 13,18-20;15,9; o Salmo 44; a segunda leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas, 4,4-7 e o Evangelho de Lucas 1, 39-55.

Na homilia Dom Dario começou lembrando a impossibilidade de celebrar a festa da Virgem da Penha por dois anos e afirmou que neste dia “no unimos em oração também a todos que perderam seus entes queridos nestes últimos anos devido a Covid-19, particularmente, àqueles que tragicamente partiram devido à queda de um edifício aqui em Vila Velha”, fato que aconteceu na última quinta-feira (21), convidou que todos os presentes ouvissem uma música por essas perdas e rezou uma Ave Maria.

Meditou alguns pontos como: “a saudação que o anjo Gabriel faz a Maria ‘Alegra-te cheia de graça’. O segundo diz respeito à resposta da Virgem Maria aos apelos de Deus ‘Eis aqui a Serva do Senhor’ e por fim o terceiro ponto toca o tema da festa deste ano ‘Maria, Saúde dos Enfermos’. Meus caros irmãos e irmãs, todas as vezes que rezamos a Ave Maria, repetimos as palavras do anjo Gabriel dirigidas à Virgem: Ave Maria, cheia da graça. Quando rezamos, muitas vezes de forma silenciosa, sempre encontramos acolhida e o consolo da face amorosa da Mãe de todas as graças. Assim, com a nossa oração, não somente proclamamos que Maria é plena de graças divinas, mas a reconhecemos como aquela que as distribui. Pois, qual é a Mãe que não deseja o melhor para os seus filhos e filhas? ”.

O Arcebispo afirmou que “a exemplo da Virgem Maria que foi tocada pela palavra de Deus, também nós devemos deixar que esta graça nos alcance e nos transforme. A fim de que nos tornemos sinais divinos na vida das pessoas, principalmente junto aos que mais sofrem e passam por grandes tribulações. Como verdadeiros discípulos missionários, seguidores de Cristo e portadores de sua palavra, devemos nos tornar sinais do cuidado do Pai, alcançando a todos com o amor e ternura divinos. Hoje somos convidados a dirigir o nosso olhar na direção da Virgem das Alegrias, pedindo que por sua intercessão ao Seu Filho que todos tenham a plena saúde, principalmente todos os que sofrem e pedem nossas orações.

E ainda acrescentou: “Todavia não podemos nos esquecer de que como discípulos missionários de Jesus Cristo, devemos também nos empenhar para que todos e todas tenham a saúde integral, isto é, vida digna e plena. Que diz respeito desde a segurança alimentar, passando pela criação e incentivo às políticas públicas que promovam saúde de todos e todas, tocando todos os aspectos e as necessidade humanas, para que todos tenham vida digna e plena”.

Antes de encerrar sua reflexão Dom Dario anunciou que hoje a Arquidiocese de Vitória dá início a um novo projeto para ajudar aos mais necessitados que será chamado de “Dá-lhes vós mesmos de comer”. “Um apelo que nasce do coração Evangelho e quer chegar a todas as casas, principalmente, oferecendo alimento, saúde plena e auxilio necessário aos mais empobrecidos. Meus irmãos e irmãs, o mundo mais justo, sinal do Reino requer compromisso de todos os cristãos católicos, os cristãos de outras denominações. Algo que toca também aqueles que estão em posições de governo e liderança social e todos os homens e mulheres de boa vontade. A fim de que unidos possamos, com a graça de Deus, contribuir para que o nosso Estado do Espírito Santo seja marcado pelos sinais de vida, justiça e fraternidade. Voltados para a imagem da Virgem da Penha nós dizemos: Saúde dos Enfermos, rogai por nós! ”, finalizou o Arcebispo.

Antes do ofertório foi lido um texto pelo padre Márcio Ferreira, Coordenador do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese (SAV) e pároco da paróquia Padre Eustáquio, em Guarapari, falando sobre as iniciativas promovidas pela Arquidiocese de Vitória durante todo o período da pandemia para ajudar a quem precisa, sobre a arrecadação de alimentos feita nesta Festa da Penha e sobre a nova campanha lançada hoje”. Confira o texto na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs,

O Senhor fez maravilhas em nosso favor!

Ao celebrarmos a Senhora da Alegrias, a Virgem da Penha, clamamos à Saúde dos enfermos que rogue por nós, suplicando ao Senhor a saúde que tanto necessitamos do corpo, do psíquico, do Espírito. Ao longo destes festejos em que nos encontramos, graças a imunização proporcionada pelas vacinas, experimentamos a força do Cristo Ressuscitado a nos guiar nos caminhos do seu reino, vivenciamos um tempo extraordinário de solidariedade e de Paz e vimos transformado o Santuário da Penha na casa da Paz e do Pão.

A solidariedade dos romeiros e romeiras da Festa da Penha encheu de alegria o coração de Maria a mãe dos pobres e mais uma vez ela pode exclamar: o senhor saciou de bens os famintos. Muito obrigado a todos vocês, gratidão e benção. Em que alegria indizível não está o coração dessa mãe bendita, ao ver a festa do filho, o Cristo Ressuscitado se transformar com justiça na festa da partilha, da paz e do pão que clamamos para todos e todas.

Uma festa profética que apontam os caminhos da restauração da nossa sociedade, ainda chagada pela miséria e pela fome, qual dança se alastrou em nossas cidades e pelo nosso País, dada a invisibilidade com os mais vulneráveis de nossa gente. Assim no momento que encerramos nossa campanha ‘Tive Fome e me destes de comer’, a ação solidária intensificada nos dias de Festa da Penha, nos empenha em uma missão ainda maior de partilhar da Fé, da Paz e do Pão, da Condividir, o nosso destino, cuidando com carinho da criação divina, recolocando o ser humano no centro de todos os nossos projetos, por isso somos impulsionados a aderir a nova campanha contra a fome e a miséria ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’. ”

Nos agradecimentos finais Frei Djalmo Fuck, Guardião do Convento da Penha, afirmou que essa foi uma edição histórica da Festa da Penha. Marcada pelo recomeço, pelo encontro, pelo sorriso sem máscaras, pela alegria de estarmos juntos. Agradeceu a Deus e a Nossa Senhora da Penha e por todos os fiéis que fizeram dessa 452ª edição um sucesso. Ao final da missa na homenagem prestada a Nossa Senhora da Penha, uma chuva de pétalas de rosas foi jogada sobre a imagem que estava no altar e um texto de agradecimento foi lido. Rosas foram distribuídas aos padres presentes que desceram do palco entregando essas rosas aos fiéis que estavam na Prainha de Vila Velha, a pedido de Dom Dario.

Veja um trecho da homenagem final:

Confira um trecho da Coletiva de Imprensa que aconteceu antes da Missa de Encerramento:

Pe. Jorge Campos | Homilia proferida na Festa da Penha, 2022, Missa da CRB, SAV e Seminário Nossa Senhora da Penha, celebrada no Campinho
Pe. Jorge Campos | Homilia proferida na Festa da Penha, 2022, Missa da CRB, SAV e Seminário Nossa Senhora da Penha, celebrada no Campinho do Convento.

 

Povo eleito do Senhor! Povo regenerado e santificado no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

Prezados Vocacionados, Religiosos, Religiosas e Seminaristas.

Sentimo-nos acolhidos por Nossa Senhora da Penha nessa manhã festiva. Com Maria, nos alegramos pela Ressurreição de seu Filho. Ele é o vencedor da morte, do pecado, das doenças e da dor.

Com Maria, podemos cantar: “salve, Cristo Jesus, vencedor da doença, da morte e da dor!

Quantas preces rogamos à Mãe de Jesus nesses anos de pandemia; rezando pela ciência, pela vacina, pelos cientistas, pelos médicos, pelos enfermeiros, pelos cuidadores… E continuamos a rezar nessa Festa da Penha suplicando: “Saúde dos enfermos, rogai por nós”!

As leituras de hoje nos apresentam três mulheres: Judite, Izabel e Maria. Aliás, desde o Domingo de Páscoa, estamos acompanhando o protagonismo das mulheres no anúncio e reconstrução do projeto de mundo novo; inaugurado por Cristo na Cruz.

Judite: mulher judia, como o próprio nome indica, mulher do povo, do povo de Deus, mulher viúva de bela aparência, temente a Deus e em sintonia com os sofrimentos do povo de Deus. No texto proclamado ela é exaltada porque se opõe à ruina, ao extermínio de seu povo. Povo fragilizado e que corre grande risco. Povo dominado e explorado pelos poderosos, que impunham suas ideologias e seus costumes contrários aos costumes, à religião e à cultura do povo de Deus. Esses poderosos, com sua força de guerra e exércitos, são uma ameaça para o povo Deus.

Diante desse contexto de morte, perigo e aniquilação do povo de Deus, a viúva Judite sai do luto. Do luto à Luta! Do luto pela perda do esposo à luta pela defesa da vida e sobrevivência do povo. Ela deixa as vestes de viúva e supera, não somente sua condição social e cultural, mas também o preconceito da cultura patriarcal onde as mulheres não podiam assumir liderança de destaque como protagonistas na condução e libertação do povo.

A Palavra de Deus nos diz que ela se levanta. Estar de pé: gesto de prontidão para agir, para lutar e para colocar-se à disposição do Senhor. Judite se prepara para enfrentar o inimigo do povo de Deus. Judite, antes de sair para a luta, eleva uma prece a Deus dizendo: “Senhor, escuta esta viúva! Aí estão os inimigos cheios de orgulho; eles quiseram profanar teu Santuário. Dá força à mão desta viúva, para eu fazer aquilo que planejei! Esmaga a altivez de Holofernes pelas mãos de uma mulher, pois Tu és o Deus dos humildes, o socorro dos mais pequenos, o defensor dos fracos, o protetor dos rejeitados, o salvador dos desesperados”.

Terminada sua prece, Judite vestiu-se com traje esplendoroso, ungiu-se com um perfume especial, colocou na cabeça um diadema refulgente de pedrarias, enfeitou-se com um colar de pérolas, braceletes, anéis, brincos e calçou sandálias bordadas de ouro; essas sandálias eram tão bonitas que iriam arrebatar os olhos do general.

Irmãos e irmãs, nós também, pelo Batismo, somos revestidos com as vestes da salvação, ungidos com o óleo perfumado. Exalando por toda parte o odor de Cristo, o perfume da Graça e da Santidade, podemos enfrentar os inimigos que se opõe ao nosso propósito de vida. Podemos, nesse mundo de superficialidades e banalidades, seduzir novos irmãos para Cristo, para a Igreja, para o Reino e para tantos projetos que visam salvar o povo da fome, da indiferença e da violência.

Judite é prenúncio, figura da mulher cheia de graça, bendita, corajosa, mãe dos pobres, que enfrentará o Calvário com seu Filho Jesus. Judite – ao decepar a cabeça do inimigo – quer mostrar que, pelas mãos dos que lutam com o Senhor e pelo seu reinado, se pode com coragem e fé desarticular os planos malvados, os cérebros pensantes do mal e das articulações malignas e maldosas.

Essas cabeças do mal serão vencidas, esses comandos pensantes contrários ao projeto de Deus serão esmagados com todas as suas articulações: poderes de ontem e de hoje que se opõem ao projeto de Deus e que estão a serviço da morte, da guerra e de todo tipo de mal.

Maria, mulher judia, – prefigurada em Judite, em Esther e em tantas mulheres da Bíblia – menina de Nazaré, cheia de graça e beleza, escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, em seu belíssimo cântico proclamado nessa liturgia, com espírito alegre e coração agradecido reconhece: o Senhor “olhou para a humildade de sua serva”.

E pronuncia palavras revolucionárias: “dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias”.

Ao sofrerem a ação “de destronar os poderosos e ricos e despedi-los de mãos vazias”, também estes – os ricos e poderosos – recebem do próprio Senhor a oportunidade de serem elevados ao Reino dos Céus; de terem verdadeiramente tesouros não perecíveis; de, em Cristo, terem a oportunidade de encher mãos e coração de graças e de bens eternos: aqueles tesouros no céu, onde nem a traça e nem ferrugem corroem.

Em Isabel, também judia, Deus fez o impossível: já em idade avançada ficou grávida de João Batista, o grande profeta precursor, que preparou o povo para a chegada do Messias. Isabel, cheia do Espírito Santo, agraciada por tornar-se uma das personagens protagonistas no Mistério da Encarnação, tem a alegria de ser a primeira a pronunciar, a gritar, as palavras com as quais nós rezamos em cada Ave Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o Fruto do teu Ventre”!

Três mulheres: o que elas têm em comum? Esvaziam-se de si mesmas e se deixam transbordar da presença de Deus. Mulheres repletas de fé, de corações transbordantes de amor, de esperança e de coragem.

Elas representam todos os pequenos e fracos aos olhos do mundo, mas portadores de uma força transformadora da realidade; porque guiados por Deus. São mulheres mobilizadoras, não de projetos pessoais, mas de projeto de povo; projeto de sociedade; projeto de mundo novo sem exploração, violência e doenças, sem guerras e injustiças; de projetos de Reino de Deus.

Nesse ambiente pascal, vivido de forma tão vibrante nessa Oitava de Páscoa e Festa da Penha, essas três mulheres transfiguradas pelo Mistério da Redenção têm muito a nos ensinar, a nos inspirar e encorajar. Falam, sobretudo, a nós vocacionados, religiosos, religiosas e seminaristas.

Falam-nos e ensinam-nos: 1) a sintonia e o conhecimento da realidade do povo, dos seus desafios, dos seus sonhos,   de suas alegrias e de suas esperanças; 2) a capacidade de transcender nossas fragilidades; e, com fé e ousadia,  nos impulsionam a lançarmo-nos na missão ao encontro dos irmãos; para anunciar-lhes o Evangelho da Alegria e apresentar-lhes a Igreja e a proposta do Reino; 3) a capacidade de admiração, de contemplação e de reconhecimento da  Santidade, da Misericórdia e do  poder de Deus; 4) a buscar cotidianamente fazer a experiência da kenosis, do esvaziamento, da humildade.

Convidam-nos, por fim, a abandonarmos nossos projetos de poder e pretensões triunfalistas.  Propõem-nos a recusa às tentações de grandeza e de autossuficiência; para sermos verdadeiros discípulo-missionários.

Nesse ousado projeto de vida temos como Mãe e Mestra a Virgem Maria, que nos ensina a rezar e a cantar: “a minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu salvador, porque olhou para a humildade de sua serva”.

Assim seja. Amém!

 

Padre Jorge Campos Ramos

Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha

 

Encerrando o oitavário de Nossa Senhora da Penha aconteceu na tarde de hoje (24) a Romaria das Mulheres, saindo do Santuário Divino Espírito Santo,

Encerrando o oitavário de Nossa Senhora da Penha aconteceu na tarde de hoje (24) a Romaria das Mulheres, saindo do Santuário Divino Espírito Santo, no Centro de Vila Velha e seguindo pelas ruas da cidade até o Parque da Prainha, onde foi realizada a Missa de encerramento presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Andherson Franklin. Milhares de mulheres e famílias fizeram o percurso entoando cantos e rezando junto da imagem de Nossa Senhora da Penha que foi conduzida pelo Penhamóvel.

Ao chegar na Prainha a acolhida estava sendo feita pelo padre Renato Criste – Coordenador Arquidiocesano de Pastoral – que relembrou o tema central da festa deste ano: “Saúde dos enfermos, rogai por nós”. O tema deste oitavo dia do oitavário foi “Saúde integral” e Frei Gustavo Medella conduziu o momento devocional antes do início da Santa Missa. Antes de proclamar o evangelho o franciscano convidou que todos façam um exercício de imaginação: “nesta multidão que estamos reunidos imaginemos Jesus caminhando no meio de nós”.

Em sua reflexão ele fala sobre a cura integral que o evangelho conta: “Que cada um de nós ou cada uma de vocês podem também se identificar com essa mulher em suas dores, suas lutas, em seus medos e inquietações e cada uma tem a chance de tocar o manto de Jesus e sentir essa cura que lhe toma por inteira, querida mulher participante dessa Romaria. Hoje quando falamos em saúde integral, nós queremos resumir o tema da festa que se desdobrou a cada dia falando de um aspecto da saúde”.

E antes de encerrar o momento, frei Gustavo recordou a fala do Papa Francisco naquela celebração no início da pandemia, em que sozinho na praça de São Pedro, na imagem que ganhou o mundo, ele disse: ‘seria muita ilusão de nossa parte imaginarmos que poderíamos ficar ou viver saudáveis num mundo doente’. “Nossa saúde depende da saúde do mundo e vice e versa, por isso vamos trabalhar por este equilíbrio, vamos proteger o nosso planeta, vamos cuidar das nossas relações, vamos olhar nos olhos uns dos outros e nos reconhecermos como irmãos dizendo não a guerra, não a violência, não a fome, não a injustiça e saúde para todos. Que é o grande programa proposto por Jesus Cristo em João capítulo 10, versículo 10: ‘Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente’”.

A liturgia da Celebração Eucarística e a música ficaram sob responsabilidade do Movimento Mães que Oram pelos Filhos. A fundadora Angela Abdo fez a acolhida. Em sua homilia Dom Andherson Franklin, deu um grande destaque para o dom do amor: “Irmãos e irmãs diante da Virgem da Penha somos peregrinos. Jesus hoje se apresenta aos seus discípulos e eles se alegram por tê-lo visto ressuscitado. Do coração de cristo sai um fogo abrasador que é o espírito santo, comunicado a Igreja, chamado a curar os corações doloridos, curar este mundo ferido e marcado por tantas dores e nós hoje principalmente as nossas irmãs, as mulheres que fazem dessa celebração, uma celebração única. Seremos enviados daqui como um salmista para cantar a bondade de Deus”.

Dom Andherson lembra que Jesus deu a vida para que toda a humanidade pudesse viver em comunhão com o pai e ao se apresentar aos seus discípulos, eles se alegram, cantam a alegria da vitória da vida sobre a morte que nunca terá e nunca teve a última palavra. “Nós somos estes que acompanhamos a Virgem que canta a alegria da ressurreição. O texto dos Atos dos Apóstolos diz que Maria estava com os discípulos no cenáculo e com certeza ela se alegrou ao ver o seu filho ressuscitado, uma alegria impressa no coração da mãe que se traduz hoje para nós em devoção, em amor e Fé. A Nossa Senhora da Penha é a Nossa senhora que nos convida a vivermos a alegria do evangelho. Homens e mulheres marcados por uma esperança inquebrantável que não se dobra diante das dificuldades que vivemos. Cada um e cada uma aqui sabe a dor que traz da ausência, não só dos dois anos que passamos sem nos reunirmos aos pés da Virgem iluminados pela luz do Convento que é um farol no estado do Espírito Santo, mas porque fomos privados de tantas coisas, porque tanto o povo brasileiro sofreu com o aumento da miséria, com as dores causadas pela fome, com o feminicídio que atinge de forma tão dura o coração deste estado. Mas hoje nós nos reunimos diante da Virgem das Alegrias porque ela diz ‘ele está vivo’”.

O Bispo Auxiliar da Arquidiocese também destacou que em Cristo nós temos a nova criação onde aquele que nos recria é o Ressuscitado, por isso hoje sem fecharmos um milímetro do coração e da vida devemos abrir o nosso coração para que Ele sopre sobre nós o espírito do seu amor. Ele também relembrou que muitas cinzas ficaram sobre os nossos corações neste tempo de pandemia, nos impedindo até de manter viva a nossa Fé, a esperança de tempos novos. “Mas hoje nesta celebração, diante da palavra de Deus, acompanhados da Virgem da Alegria queremos pedir ‘sopra Senhor um espírito novo em nós. Aqueça-nos o coração com o maior de todos os dons do espírito, o amor. Irmãos e irmãs a Virgem Maria, uma menina de Nazaré, acolheu a graça, não sozinha, mas acompanhada do Espírito Santo que nela soprou um fogo abrasador consumindo-a do amor de Deus”.

E antes de encerrar sua reflexão ainda fez um pedido “nós somos filhos e filhas amadas por Deus acolhidos no coração terno de Maria e por isso hoje ela te apresenta ao seu filho pedindo sopra sobre o coração deste ou desta um espírito novo, o ardor do amor. Só o amor é capaz de curar as feridas de um mundo marcado pelo sofrimento, pela dor, de um mundo doente em suas estruturas, doente no coração das pessoas, impedidas de dialogar pelo fechamento, doente na indiferença que dilacera o tecido social e nos impede de entendermo-nos como irmãos e irmãs. Só o amor é capaz de curar e transformar o coração dos que nos governam, para que de fato com solicitude, com bondade, generosidade e compromisso sejam pastores onde estão, de um povo que foi a ele confiado”.

No momento de consagração à Nossa Senhora da Penha, Angela Abdo, afirmou que o que temos de mais valioso e podemos ofertar pra Nossa Senhora é a nossa família. Ela pediu que todas as mulheres levantassem seu celular com a foto dos seus familiares. “Levanta seu celular com a fotografia da família para que possamos ofertar a Nossa Senhora a nossa família neste momento de consagração. Queremos ofertar a nossa vida, nosso coração cheio de misérias, mas também nossa família que é nosso bem mais precioso. Ligando a lanterna levantando as mãos, cada luz levantada neste momento aos pés de Nossa Senhora e aos pés do Penhasco nós queremos mãe mostrar para o Senhor o quanto nós amamos a sua mãe, o quanto gostamos e quanto a gente busca se identificar. Por isso Nossa Senhora olha para o nosso coração, olha para nossa família, olha para os nossos desafios”.

Nesta segunda-feira (25) celebramos o Dia de Nossa Senhora da Penha! Este será o último dia de programação da Festa da Penha 2022. As missas vão acontecer à 0h, 1h, 2h, 3h, 4h, 5h, 6h, 9h e 12h, na Capela do Convento; às 07h tem a Missa do CRB e Seminário no Campinho; às 8h Romaria dos Ciclistas de Vila Velha – com saída, em frente à Praça Sebastião Cibien, em Cobilândia, Vila Velha; às 8h tem a Romaria dos Conguistas, Saída portão do Convento; às 10h, Missa das Pastorais Sociais organizada pelo Vicariato para ação social, presencial no Campinho; às 14h tem o Programa Salve Mãe das Alegrias e às 17h a Missa de encerramento, com transmissão ao vivo pela TV Gazeta e presencial no Parque da Prainha. A presidência será do Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos.