Notícias – Dep. Pastoral / Vicariato

Iniciativas

Num momento em que o sistema de saúde precisa de reforço a paróquia Nossa Senhora das Graças em Coqueiral de Itaparica em Vila Velha está mobilizando suas comunidades para a solidariedade.

Duas iniciativas estão acontecendo. A primeira teve início na sexta feira passada com a cessão do salão paroquial para que o município aplique as vacinas da covid. O município disponibiliza os profissionais e a paróquia cuida do espaço deixando-o limpo e higienizado seguindo todos os protocolos de higienização que já estavam sendo feitos no templo e agora são feitos também no salão paroquial. O espaço está cedido enquanto durar a vacinação.

A segunda iniciativa é a mobilização da paróquia para doação de sangue ao Hemoes (Centro de Hemoterapia e Hemotologia do Espírito Santo, conhecido como Centro de Doação de Sangue). A coleta acontece nos dias 9 e 10 de 9h às 14h30 no salão paroquial e salas da paróquia. Segundo o padre Gudialace Oliveira, pároco e coordenador das iniciativas, a paróquia mobilizou seus paroquianos através de redes sociais e divulgação nas missas, mas a doação está aberta a qualquer pessoa que possa e esteja disposta a colaborar.

Veja os cuidados necessários para doação:

A paróquia também se organizou para oferecer almoço aos trabalhadores do Hemoes que irão atuar na coleta durante os dois dias.

Além de ajudar com o espaço físico e mobilização para que as iniciativas acontecem, a paróquia Nossa Senhora das Graças enquanto realiza a Novena à Sagrada Face, recolhe também alimentos e produtos de limpeza e higiene para ajudar as famílias afetadas pela covid. A Novena acontece de 7 a 15 de fevereiro às 19h30 na matriz da paróquia. 

Estão abertas e vão até o dia 05 de fevereiro de 2021 as inscrições para a Formação “Pobreza e Desigualdade Social: caminhos possíveis de

Estão abertas e vão até o dia 05 de fevereiro de 2021 as inscrições para a Formação “Pobreza e Desigualdade Social: caminhos possíveis de superação”. A atividade faz parte da Campanha Contra a Fome e Pela Inclusão Social, em desenvolvimento pelo Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória.  

A iniciativa tem o objetivo de formar pessoas que já participam de ações de combate à fome e pessoas interessadas em discutir caminhos possíveis de superação que tenham como resultado um mundo sem fome.  

“Precisamos enfrentar juntos a situação de pobreza e desigualdade social que é global. Os momentos de formação para darmos início a um processo de superação são importantes para que nossas ações futuras no combate à fome possam ser mais qualificadas e assertivas”, disse o Vigário Episcopal para Ação Social, padre Kelder José Brandão.

A Formação

Estruturado em cinco módulos, a Formação contará com 5 encontros virtuais via Zoom, além de discussões por Whatsapp e/ou e-mail mediadas por facilitadores do Coletivo Estudos de Conjuntura. 

Os encontros virtuais vão acontecer às terças-feiras, a partir de 19:00, nos dias 09/02; 23/02; 09/03; 23/03 e 30/03. Os participantes receberão certificado, a partir da carga horária cumprida. 

Como participar?

Para se inscrever você deve encaminhar mensagem com (Nome / E-mail / Telefone / Whatsapp / Paróquia e Comunidade / Município / Atuação pastoral) para o e-mail [email protected]. O título da mensagem deve ser “Inscrição Formação Pobreza e Desigualdade Social”.

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones 3025-6263 / 99816-7881.

Grupos que atuam enquanto Pastoral do Povo da Rua nos municípios já realizaram ações natalinas em seus municípios. Só em Vila Velha, no último

“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes.” (Mt, 25:35)

Grupos que atuam enquanto Pastoral do Povo da Rua nos municípios já realizaram ações natalinas em seus municípios. Só em Vila Velha, no último dia 20, 100 pessoas participaram da ceia de Natal distribuída pelos voluntários e voluntárias da Paróquia Nossa Senhora da Glória.

Já em Vitória, na Paróquia Sagrada Família de Jardim Camburi, foi realizado o primeiro encontro com as pessoas em situação de rua no salão da igreja, no dia 18, e uma ceia para o povo da rua. Não poderia ser mais significativo, iniciar o trabalho da Pastoral, no espaço da igreja, oferecendo uma ceia de natal. Foi um encontro marcado por oração, confraternização e doação de roupas.

Na Serra, almoço de Natal do último sábado, organizado pela Pastoral do Povo da Rua de Laranjeiras em parceria com a Igreja Presbiteriana Unida e Pastoral da Juventude, foi um momento muito especial. Após uma reflexão sobre o significado dessa data, foi servido um almoço diferenciado, com sobremesas, brindes e sorteios.

“Mas algo muito perceptível diferencia a nossa relação com o Natal, da relação de nossos irmãos e irmãs em situação de rua com essa data. Enquanto para nós, o Natal é festa, família, presentes, roupas novas, ceia, árvore de Natal e Papai Noel, para eles, significa reviver a narrativa bíblica da perseguição, da migração, da ausência de hospedagem, do lugar improvisado como a estrebaria, mas, sobretudo o renascimento da esperança para uma vida melhor”, diz o relato oferecido pelo grupo.

Em Guarapari, na Paróquia Beato Padre Eustáquio, o almoço especial de Natal foi servido com a ajuda dos jovens do EJC. Com decoração temática, mesas ornamentadas de toalhas vermelhas, equipe responsável pelo cardápio festivo, com sobremesas a base de chocolate branco e limão siciliano, os convidados foram chegando. Um grupo até mesmo alugou uma carroça para não deixar os cachorros para trás e outros os jovens buscaram nos pontos de encontro. Até uma kombi foi utilizada. O dia por lá foi repleto de atividades: corte de cabelo, maquiagem, distribuição de roupas e calçados, caixa de bombons e mantas como presente.

Pessoas em situação de rua

O termo “em situação de rua” não só descreve a carência de moradia, como também identifica um grupo social formado pelos membros mais vulneráveis da nossa sociedade, caracterizado pelo abandono, baixa autoestima e negação da dignidade.

O estreito vínculo entre a negação de direitos e uma identidade social distingue a falta de moradia da privação de outros direitos socioeconômicos. Ou seja, a “situação de rua” não se refere unicamente à falta de refúgio físico, mas também a uma perda de conexão social, o sentimento de “não pertencer a lugar algum”.

“Estar com as pessoas em situação de rua no Natal significa compreender de forma profunda o sentido da encarnação de Deus por meio do seu filho Jesus. Muitas vezes romantizamos ou idealizamos a cena do presépio. Os pastores, no tempo do nascimento de Jesus, eram os últimos da sociedade, os menos valorizados. No entanto, foram eles os primeiros a contemplar o recém-nascido. Para os pastores Deus quis se revelar primeiro, mostrando a humanidade, desde o nascimento de seu filho, a sua opção preferencial pelos pobres. E dentre os pobres, escolhe os mais pobres”, destaca o coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Vitória, Júlio Pagotto.

Ele lembra que, nos dias de hoje, as pessoas em situação de rua são como os pastores no tempo de Jesus: desprezados e marginalizados. Para muitos, são considerados subumanos. 

“O lugar onde Jesus nasceu também não pode ser considerado um lugar adequado para alguém nascer, um estábulo. Do mesmo modo, as ruas, as marquises, as praças também não são lugares adequados para alguém morar, se alimentar… Quando estamos com as pessoas em situação de rua no Natal, e não somente no Natal, compreendemos e sentimos que Deus quer subverter a lógica humana, ficando do lado deles e não dos poderosos. Enquanto a maioria de nós só está preocupada em acumular bens, o povo da rua luta para continuar existindo a cada dia, mesmo em condições desumanas”, relata Júlio.

A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória crê que o Menino Deus renasce neste Natal em cada maloca, em cada marquise, embaixo de cada viaduto, em cada praça, onde tem um irmão ou uma irmã, afinal não há lugar para eles e elas nas casas da cidade.

“De tudo, o que mais me toca é que o povo da rua é capaz de ter fé. Isso mesmo, como acreditar em Deus em meio a tanta dor e miséria? Muitos de nós estaria xingando Deus por estar naquela condição. No entanto, a maioria acredita que Deus está com eles e que não é o culpado por estarem ali. Reconhecem que Deus os ama e que podem sair daquela situação. Celebrar o Natal com o povo da rua fortalece a minha fé e a minha esperança num mundo novo. E que a transformação de que o mundo precisa e que Deus quer, passa pelos pobres. Não há salvação para a humanidade sem o amor aos pobres”, enfatiza.

Sem solidariedade, não haveria Natal

Nas fachadas de prédios, casas e lojas, espalhadas pelas cidades, as luzes que piscam anunciam a proximidade do Natal. A época do ano em que, tradicionalmente, as famílias se reúnem ao redor da mesa com comida, muitas trocam presentes, outras, sorrisos.

Há o esforço em proporcionar o que de melhor é possível, dadas as condições de vida de cada família que se reúne. Nas calçadas, praças e abrigos, porém, aqueles que vivem sem um teto também vivem o Natal, mas de maneira diferente. Muitas vezes, a saudade é a presença mais marcante. E, se não fosse pela solidariedade, sequer haveria um Natal.

Vendedora de rua e estudante, Miriã Amaro da Silva viveu nas ruas do Centro de Vitória por três anos. Hoje, livre das drogas, consegue pagar um aluguel e vive sob um teto.

“Fiquei três anos no Centro de Vitória em situação de rua, foi muito complicado. Nós, graças a Deus, tivemos muitas pessoas de coração bom que faziam ceia, cultos, vigílias, levavam doação de roupa, alimento. O Natal a gente passava triste porque passava longe da família, eu não tenho família aqui, meus filhos não moram comigo. Lembrar que era Natal e não estar com a família é muito triste. Mas tínhamos a família da rua, porque a rua é uma grande de família”, recorda.

Enquanto muita gente está ocupada, preparando ceia, programando os dias de festividades, a família da rua buscava organizar no Natal algo simples, como uma ida à praia, em grupo. Os recados dos grupos de diversas religiões ou mesmo de nenhuma religião que atuam em prol das pessoas em situação de rua eram sempre os mais esperados: haveria um culto, uma vigília, um jantar, uma ceia.

Não é fácil

Adriano Alves, em situação de rua já há sete anos, era morador de Linhares quando perdeu os avós, não teve mais condições de pagar o aluguel e acabou indo para as ruas. Hoje, reside no município da Serra, sem endereço fixo.

“É uma questão muito difícil de falar, de explicar. Passar o Natal fora de uma casa é difícil. O Natal na rua é complicado. Pela situação de rua, do alimento, da higiene. Natal, pra mim, é confraternização familiar, confraternização com Deus”, destaca.

Se pudesse fazer um pedido às autoridades responsáveis, Adriano pediria uma nova oportunidade não apenas para si mesmo, mas para todos com quem convive e mesmo quem nunca viu, mas que está também em situação de rua.

“Se eu pudesse pedir alguma coisa, seria a mudança da minha situação, a de todo mundo que tá aqui, que tá por aí, em vez de morar na rua, ter um lugar para morar. É difícil. A gente joga muita questão na droga, coloca muita culpa na droga. Eu já tenho um mês que estou sem usar e estou pensando em mudar. O que eu desejo é um lar, desejo a minha família de volta, a minha esposa comigo, a minha saúde.”

Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode se inscrever para participar

Titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Vila Velha e coordenadora do Programa Reconstruir o Viver, a juíza Patrícia Neves ministra a formação “Fundamentos da Comunicação Não Violenta e Reconhecimento e Cura do Trauma” em dois módulos. As inscrições estão abertas e a formação é online e gratuita, das 8h às 12h, via plataforma Zoom, nos dias 11 e 14 de dezembro.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos e que se disponha a conhecer ferramentas de solução pacífica de conflitos pode se inscrever para participar. Entre os objetivos da formação, estão entender o processo que envolve a utilização de métodos de Comunicação Não Violenta e de Reconhecimento e Cura do Trauma, além das etapas estruturais e as possibilidades de uso na vida pessoal.

“A Comunicação Não Violenta (CNV) se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas,” é como define Marshall Rosenberg, criador do conceito da CNV.

Em tempos de frenética polarização e discurso de ódio, é necessário resgatar uma comunicação que promova empatia e compaixão. Nos dois módulos da formação, a juíza Patrícia Neves apresenta técnicas para estar juntos.

“Eu a chamo de método de difusão de uma cultura de paz. Porque esses dois métodos especificamente, assim como a Justiça Restaurativa, eles demandam uma modificação muito maior de nós mesmos para estarmos com o outro, acolher o outro e trabalhar com o outro, do que nós realmente conseguirmos mudar a realidade das pessoas que nós tocamos”, destaca.

Módulo 1: inscreva-se aqui.

Módulo 2: inscreva-se aqui.

Como a Igreja estará no Pós-pandemia? Este foi o tema central do Copav Ampliado, que aconteceu no último sábado (28), encontro assessaro por Dom

“Ser Igreja que se reinventa na ação Pastoral, passando pelo caminho da conversão”

A Igreja na pandemia e pós-pandemia do covid 19 – interpretada pela assessoria de Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães – Bispo auxiliar de Belo Horizonte

1-     Tempo superior ao espaço;

2-     O todo é superior as partes;

3-     A unidade é superior a divergência;

Dizia Mol, acolhendo os ensinamentos do Papa Francisco, através de suas encíclicas e em ocasiões desafiadoras. Na sua pauta, os leigos e leigas estão em primeiro lugar são os protagonistas. Os ministros ordenados Bispos, presbíteros e diáconos estão a serviço deles nos ensinamentos apontando o Reino de Deus. Ser padre hoje é ser criativo, que se reinventa sempre, numa Igreja em busca de conversão pastoral. O papa lembra também que estamos em processo: o tempo é importante, o todo é mais que a soma das partes e a unidade é superior às divergências e conflitos existente na humanidade.

Introdução: Evangelizar é a missão própria da Igreja, não arrume outro ela vem de Jesus Cristo, porque nela cabe todas as demais ações da Igreja no mundo em todos os tempos: “Evangelizar e tornar o Reino de Deus presente no mundo”, só isso e tudo isso. Assim a Igreja consegue superar o analfabetismo espiritual, pois a meta dela é evangelizar sempre. Na pandemia e na pós-pandemia que requer atitudes de ser Igreja em saída para a missão.

Dom Mol, destacou cinco pontos pertinente, e desafiou a Igreja fazer desse tempo de pandemia uma nova proposta (oportunidade), superando o saudosismo atualizando para novos tempos, e conduzir o que catolicismo em nossos tempos nos tornando cada vez mais cristãos.

1. Evangelizar, é “missão própria da Igreja”. Uma Igreja espiritual, mais mística na pós-pandemia, uma Igreja que traga Deus próximo e belo, que entra no “Mistério de Deus” (LG), porque a Igreja é Mistério da trindade. Evangelizar “é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Francisco). Não é só uma questão espiritual ou uma ação desvinculada da realidade. Esse tempo pode servir para a Igreja avançar nas mudanças necessárias. Deixar Deus estar dentro de nós, e tomar conta do nosso ser. Olhando a caminhada de Igreja que se coloca no caminho contemplativo, pneumática em plena comunhão. A Igreja do sopro do Espírito tira algo do lugar, numa atitude espiritual feminina, que sempre gera novas atitudes.

2. Igreja Espiritual e Mística: É ser Igreja que se alimenta e aprofunda sua existência em Deus Trindade. Trata-se de uma Igreja mais pneumática, aberta ao sopro do Espírito, com mais comunhão e mais contemplativa no seu todo. Pensar uma Igreja nesse horizonte é ser capaz de ir para o centro no Mistério de Deus, deixando Ele fazer sua morada em nós, sendo próximos Dele e do próximo. É uma Igreja feminina, despojada de poder, pronta para servir, anunciar e testemunhar seu Reino.

3. Igreja misericordiosa: A dimensão misericordiosa da Igreja é fraterna e solidaria com os vulneráveis da sociedade, profundamente aberta, comprometida com a justiça e a paz, com os pobres, contra as desigualdades sociais, na superação da miséria e a fome, sendo capaz de começar de baixo sendo capaz de amar os inimigos. Chamados a amar a todos sem exceção, todos os segmentos da sociedade sem discriminação.

4. Igreja querigmática e catequética: tendo Jesus Cristo no centro do seu anúncio para todos os tempos. É ser Igreja pregadora do Evangelho do Reino, para que possa encantar e transformar vidas e o mundo que habitamos. Uma Igreja que anuncia a boa notícia do Evangelho, numa conversão eclesial, numa experiência com o Reino. Dessa forma, contribuiremos para mudar a “casa comum” ligando fé e vida, fé e cultura, fé e ciência. Com Cristo somos capazes de provocar conversões eclesiais e sociais. Com isso, deixamos de ser carreiristas, distante dos pobres, que “olha para eles da janela” (Francisco), a Igreja não pode fechar o seu olhar para os pobres.

5. Igreja próxima dos jovens: estamos perdendo os jovens e os mais pobres da sociedade (povo de rua…). Os jovens não se identificam mais com a Igreja, precisa ser recuperado o projeto de Jesus. Superar o excesso de rigidez que não contribui para o projeto de Jesus Cristo, com olhar pela porta principal, acolhendo os jovens, os pobres e vulneráveis da sociedade. uma Igreja mais espiritual, misericordiosa, querigmática, catequética para recuperar o projeto de Jesus. Voltar a Jesus e dar identidade a Igreja de Vitória. Na pandemia e pós-pandemia, Igreja da casa no cuidado com a “casa comum”. 

 

Sendo Igreja misericordiosa, espiritual, no cuidado “casa comum”, ser capaz de estender as mãos para os pobres, ajudando-os a participarem do projeto de Jesus. O projeto de Jesus é nossa fonte inspiradora, recuperá-lo é dever. A Igreja na pandemia e pós-pandemia precisa realizar mudanças, atualizar sua maneira de ser e viver, fundamentada no Reino, e fazer arder, sem cultuar cinzas, “olhando para traz”.

Conclusão: uma Igreja para o mundo de hoje, para os nossos tempos, sua tarefa é carregar brasas, soprando as cinzas, não podemos cultuar as cinzas, uma Igreja que olha para frente carrega a brasa, acende a comunidade eclesial no mundo atual, aquece o fogo do amor e revitaliza as comunidades. A Igreja pós-pandemia, precisa ser presencial como sinal física retomar os sacramentos de forma presencial. Por que os sacramentos são sinais da Igreja no Batismo sinal da água, na Crisma sinal do Óleo, na Eucaristia sinal do pão e vinho.

Muitas outras ações pastorais podem usar os meios eletrônicos, midiáticos e digitais: formação, reuniões e outros eventos, mas para a ação dos Sacramentos precisa do presencial, no anúncio de Cristo, na pregação da Palavra, e na comunhão fraterna, sendo Igreja aberta e acolhedora. 

Grande desafio: Igreja e juventude como lugar teológico para o encontro com Cristo, sinal de Salvação. A Igreja não pode perder mais tempo e nem a juventude dos nossos tempos. O Evangelho de Jesus Cristo será capaz de realizar essa tarefa? Ele precisa ser capaz de implantar no cristão jovem o encantamento por Jesus Cristo e seu Reino no mundo, superando o racismo de um Brasil racista.

Texto: Padre Roberto Francisco Sebastião Natal,

Coordenador para Ação Missionária

Arquidiocese de Vitória

Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH) e Fórum Capixaba de Lutas divulgaram documentos

Entidades e movimentos sociais se mobilizaram nos últimos dias, por meio de cartas públicas, em demonstrar apoio ao coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória e pároco da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, em Vitória, padre Kelder Brandão.

Membros da Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH), da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, em conjunto com as demais entidades signatárias, destacaram a trajetória coerente e corajosa do sacerdote, com ações concretas em favor dos pobres e na defesa incondicional da vida e da dignidade humana.

“Manifestamos nosso apoio ao Padre Kelder José Brandão Figueira, diante das reações desproporcionais e injustas por conta de sua orientação aos leigos e leigas da Paróquia Santa Tereza e Calcutá e a todas as pessoas de boa vontade para que, inspirados pela doutrina social da igreja, façam a opção no pleito municipal por um projeto de defesa da vida, dos valores cristãos, posicionando-se contra aquilo que ameaça a igreja e seu compromisso com os pobres”, diz o documento.

As entidades também expressão admiração e respeito pelo arcebispo de Vitória, Dom Dario, “que, impossibilitado de assistir impassível ao desrespeito flagrante aos pobres e mais necessitados no Espírito Santo, tem nos conduzido na busca pela construção do reino de Deus na terra”.

Fórum Capixaba de Lutas Sociais

Outro documento publicado em favor de padre Kelder reúne mais de 50 entidades e movimentos sociais que atuam no Espírito Santo. Encabeçada pelo Fórum Capixaba de Lutas Sociais, a manifestação destaca que a luta pela vida exige tomada de posição.

“Aos líderes da igreja e também a todos os fiéis cabe se empenharem pela vida social, contra projetos que, concretamente, ameacem oprimir ainda mais os oprimidos, excluir ainda mais os excluídos e promover a violência como se fosse natural e inevitável. Com Kelder, mantemo-nos na luta contra o obscurantismo que viceja quando nos furtamos a assumir nosso lugar ao lado dos mais vulneráveis”, escrevem as entidades.

Assinam a carta da CPDH

– Comissão de Promoção da Dignidade Humana

– Ação Diaconal Ecumênica – ADE

– Associação de Apoio e Orientação a Criança e ao Adolescente (AAOCA)

– Associação Pe. Gabriel Maire em Defesa da Vida – APGM

– Cáritas Brasileira – Regional Espírito Santo

– Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo – CEBI

– Centro Social São José de Calasanz

– Fórum Igrejas e Sociedade

– Movimento Fé e Política

– Pastoral da Aids

– Pastoral Carcerária

– Pastoral da Criança

– Pastoral da Ecologia

– Pastoral da Juventude

– Pastoral do Menor

– Pastoral da Pessoa Idosa

– Pastoral do Povo de Rua

– Pastoral da Saúde

– Pastoral da Sobriedade

– Projeto Alegria de Viver

– Projeto Semente

– Projeto Social Casa Sol Nascente

– Projeto Social Cidade do Garoto

Assinam a nota de solidariedade

– ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia)

– Adufes (Associação dos Docentes da UFES, Seção Sindical do ANDES-SN – Diretoria)

– Amus (Associação de Mulheres Unidas da Serra)

– Associação Ateliê de Ideias

– Associação Gold: Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade

– CADH (Centro de Apoio aos Direitos Humanos)

– CEBI Centro de Estudos Bíblicos ES

– CDDH-Serra (Centro de Defesa dos Direitos Humanos)

– CEC Coletivo de Estudos de Conjuntura

– Central Única dos Trabalhadores

– Centro de defesa Dom Tomás Balduíno

– Círculo Palmarino

– Coletivo de Agitação Antifascista

– Coletivo Dona Astrogilda

– Coletivo Educação pela Base

– Coletivo Mães Eficientes Somos Nós

– Comitê Popular de Proteção dos Direitos Humanos

– CONERES (Conselho de Ensino Religioso do ES)

– CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, Seção ES)

– Conselho Regional de Serviço Social-CRESS

– CSP Conlutas

– FETAM – ES

– Fórum Bem Maior (Fórum de Moradores do Território do Bem)

– Fomes (Fórum de Mulheres do ES)

– Fórum Capixaba em Defesa da Vida dos Trabalhadores

– Fórum Capixaba de Lutas Sociais

– Fórum de Homens Capixabas pelo fim da violência contra as mulheres

– Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos do ES

– Fórum Estadual de Promoção da Liberdade Sindical no Estado do Espírito Santo

– Fórum Metropolitano Sobre Drogas

– Instituto Raízes

– Intersindical CCT

– Luta Unificada dos Trabalhadores da Educação – LUTE/ES

– MNDH/ES (Movimento Nacional dos Direitos Humanos)

– MNU (Movimento Negro Unificado)

– Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra

– Movimento em Defesa de Direitos e Serviços Públicos de Qualidade

– Movimento Mulheres em Luta -MML ES

– Núcleo BrCidades do Espírito Santo

– Núcleo Capixaba da Auditoria Cidadã da Dívida – NC-ACD

– Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial do Espírito Santo

– PO – Pastoral Operária ES

– Resistência e Luta Educação ES

– Sinasefe Ifes

– SINDIALIMENTAÇÃO-ES – Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação do ES

– Sindicato dos Bancários

– Sindicato dos Empregados no Comércio

– Sindicato dos Ferroviários do ES/MG

– Sindicato dos Jornalistas

– Sindimármore

– Sindipúblicos

– Sindseg-Gv-ES – Sindicato dos Vigilantes da Grande Vitória

– Sintufes (Sindicato dos Trabalhadores da UFES)

– SINDFER (Sindicato dos ferroviários do ES/MG)

– Sindipetro

– Sispmc

Acompanhe pelo canal do youtube Arquivitoria, o COPAV – Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória. Este é o primeiro evento híbrido realizado pela Arquidiocese

Acompanhe pelo canal do youtube Arquivitoria, o COPAV – Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória. Este é o primeiro evento híbrido realizado pela Arquidiocese de Vitória. O COPAV vai reunir no formato digital assessores e também participantes que poderão acompanhar pelas redes sociais e fazer perguntas, deixar a sua participação.

 

Programação completa no canal do youtube. Não esqueça de inscrever-se no canal, clicar no sininho e deixar o seu like.

O EVENTO SERÁ TRANSMITIDO AO VIVO DE 8h às 15h

Bancos de sangue no Estado estão precisando de doação. Doar sangue é um ato de amor

Durante o período de enfrentamento ao novo Coronavírus (Covid-19), os bancos de sangue no Estado enfrentam uma redução drástica de doações. E quando algum paciente que está internado em hospitais necessita de sangue, não há outra forma de consegui-lo a não ser por meio de doações.

Os Centros de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes) estão recebendo doadores por meio de atendimento prévio. A medida visa a reduzir a circulação de pessoas nos locais para evitar aglomerações e reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.

Na próxima semana, a secretaria estadual de Saúde lança uma campanha de conscientização para que os doadores compareçam aos Hemoes e o estoque de sangue seja reposto.

Com uma única doação, é possível salvar até quatro vidas. O processo de doação é bastante simples. Após a identificação do doador, é feita uma triagem, com dosagem de hemoglobina e avaliação de peso, pressão arterial, temperatura e também será feita entrevista sobre o seu estado de saúde e suas condições gerais. É fundamental sua sinceridade ao responder as perguntas.

A coleta de sangue tem duração de 5 a 15 minutos e são coletados em média de 400 a 450 ml de sangue, além de amostras para exames laboratoriais. Após a doação, você deve permanecer, no mínimo, durante 15 minutos para ser observada se há reação adversa imediata após a doação de sangue.

Durante essa espera, será servido o lanche para iniciar a reposição de perdas ocorridas durante a doação.

Após doar sangue, você deve observar alguns cuidados básicos, como ingerir bastante líquido. Aguarde, pelo menos, uma hora antes de consumir cigarros e aproximadamente 12 horas antes de realizar qualquer esforço físico.

Também é recomendado interromper, no mínimo, por 12 horas após a doação a pilotagem ou condução de veículo de grande porte, operação de máquinas ou equipamentos industriais ou de construção civil e prática de mergulho, voo livre ou escalada.

Em caso de mal estar, parar imediatamente o veículo se estiver dirigindo. Se ocorrer algum episódio de tonteira, vista escura, enjoo, palidez ou suor excessivo deite-se ou sente-se imediatamente, permanecendo nesta posição até melhorar.

Apesar de raro, caso você apresente febre ou diarreia até sete dias após a doação, comunique ao Hemoes onde você fez a doação.

O que você precisa saber para ser doador

Para doar sangue, é necessário apresentar documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, de trabalho, habilitação, passaporte) e estar se sentindo bem.

Quem tem 16 e 17 anos, pode doar, mas precisa de autorização de um responsável legal. Já a idade máxima para doar é 69 anos, desde que a primeira doação tenha ocorrido antes dos 61 anos.

Só pode doar sangue quem pesa acima de 50 kg. E é importante ter dormido bem na noite anterior à doação, não estar em jejum e fazer repouso mínimo de 6 horas na noite anterior à doação.

É preciso ainda não ingerir bebida alcóolica nas 12 horas antes da doação, evitar fumar, pelo menos 2 horas antes e depois da doação e evitar ingerir alimentos gordurosos. Caso tenha almoçado, a doação deve ocorrer 3 horas após.

O que impede uma pessoa de doar sangue

Caso esteja resfriado, aguarde sete dias após o desaparecimento dos sintomas. Mulheres grávidas não podem doar. E as mamães que estão amamentando devem aguardar 12 meses após o parto.

Quem fez tatuagem ou se expôs a situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, deve aguardar 12 meses para doar sangue.

Já pessoas que tiveram hepatite após os 11 anos de idade ou que apresentam evidência clínica ou laboratorial de hepatites B e C, aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas não podem doar sangue.

O mesmo vale para quem já contraiu malária ou faz uso de drogas injetáveis ilícitas. Durante a entrevista pré-doação, podem ser identificados outros impeditivos pela equipe de triagem.

Onde doar

Hemocentro de Vitória

Endereço: Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe.

Telefone: (27) 3636-7920

Unidade de Coleta de Sangue da Serra

Endereço: Avenida Eudes Scherrer Souza, s/nº (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva).

Telefone: (27) 3218-9429

Hemocentro de Linhares

Endereço: Avenida João Felipe Calmom, 174-298 – Centro.

Telefone: (27) 3264-6000

Hemocentro de Colatina

Endereço: Rua Cassiano Castelo, 276 – Centro.

Telefone: (27) 3717-2800

Hemocentro de São Mateus

Endereço: Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington.

Telefone: (27) 3767-7954