Notícias – Dep. Pastoral / Vicariato

O arcebispo dom Dario Campos, em conjunto com o coordenador de pastoral, Pe Renato Criste e os demais coordenadores e secretários de comissões pastorais

O arcebispo dom Dario Campos, em conjunto com o coordenador de pastoral, Pe Renato Criste e os demais coordenadores e secretários de comissões pastorais da Arquidiocese de Vitória, participaram na manhã desta quinta-feira (12), da Colegiada, que aconteceu no Salão Episcopal da Cúria Metropolitana.

Durante toda a reunião, os participantes tomaram todos os cuidados recomendados pela vigilância sanitária, como o uso de máscaras e uso constante do álcool em gel.

A oração inicial foi presidida pelo arcebispo e logo após, padre Renato Criste apresentou os nomes dos novos coordenadores que irão assumir as seguintes Comissões Pastorais: Liturgia, Ação Missionária e Laicato. Ambos serão apresentados no Conselho Pastoral Arquidiocesano que será no próximo dia 28 de novembro.

Após a apresentação dos novos coordenadores, Dom Dario dirigiu algumas palavras aos participantes e apontou alguns caminhos para este momento que a Igreja vive do pós-pandemia. Ele destacou a importância da espiritualidade como caminho para uma nova ação pastoral. O arcebispo ressaltou que é preciso encontrar sempre a mística da Igreja, ela é essencial para uma vivência profunda de toda a ação e evangelização. “Jesus Cristo é a nossa mística. Ele nos direciona para este novo, precisamos ser uma Igreja catequética”, destacou.

Dom Dario lembrou da importância dos leigos neste processo da espiritualidade. “Devemos olhar para os leigos e ter consciência deste valor que eles promovem em suas comunidades. Não podemos esquecer também do papel das mulheres, elas nos trazem o reflexo da presença de Maria, como discípula-missionária”, apontou o arcebispo.

Pauta da Colegiada

Padre Renato Criste apresentou alguns assuntos que seriam tratados na reunião da Colegiada. Como a realização do COPAV em formato hibrido, tendo a participação de padres, representantes paroquiais, religiosos e outros. A proposta do evento é ter um caráter formativo, reflexivo e de diálogo para os próximos caminhos da Igreja de Vitória neste pós-pandemia. “Precisamos estar atentos ao novo. O nosso plano pastoral precisa ser olhado neste contexto que estamos vivendo”, afirmou o coordenador de Pastoral.

Outros assuntos foram tratados na reunião, como a organização do Secretariado de Pastoral, as atribuições que cada coordenador de Comissão deve ter e seus respectivos membros de comissões. A funcionalidade dos secretários dentro do setor de pastoral e como está organizado as instâncias de: Comissão, Colegiada e Copav.

Todos os Coordenadores de Comissões Pastorais tiveram um breve momento de fala sobre as atividades desenvolvidas ao logo deste ano de 2020. Apontaram as perspectivas pastorais para o calendário 2021.

Festa da Penha

Ao final da reunião, padre Renato Criste apresentou um pequeno vídeo sobre a Festa da Penha 2020 promovido pelas três instituições: Mitra Arquidiocesana, Associação dos Amigos do Convento da Penha e Província Franciscana. As reuniões para a festa mariana 2021 já estão em andamento, e logo será divulgado mais informações. o coordenador de pastoral apontou que a próxima festa deverá ser hibrida a partir da boa interatividade com o público através dos meios de comunicação.

A nova comissão assume em uma conjuntura de forte negação de diretos à população, com a missão de organizar a esperança

A Comissão de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória nasce com o objetivo de fortalecer o patrimônio de credibilidade e confiança da Igreja de Vitória, a partir de uma atuação pautada no cuidado, no discernimento e na coragem de ser uma “Igreja em saída”, como defende o Papa Francisco.

A missa de posse da atual coordenação será neste domingo, dia 25, às 8 horas, na Catedral Metropolitana de Vitória, que fica na Cidade Alta. A celebração será transmitida ao vivo pela TVE, no canal 2.

O grupo conduzirá a comissão para os anos de 2021 e 2022. Nesse período, desenvolverá ações para a defesa e a promoção dos direitos humanos, fortalecendo o diálogo com os movimentos sociais e participando de processos referentes às urgências da sociedade, como a garantia de direitos e a defesa da ética na política.

A atuação da CPDH será pautada pelos documentos pontifícios, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, e sempre alinhadas às orientações do Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, e do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, que atualmente é coordenado pelo Padre Kelder Brandão.

“É uma comissão comprometida com a promoção dos direitos humanos, em especial, os direitos das pessoas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade social. A CPDH pretende ser uma voz em defesa da nossa ‘casa comum’, em diálogo com os movimentos sociais. Sua atuação se inspira na palavra de Deus, na doutrina social da Igreja, e na plena fidelidade à Igreja Particular de Vitória”, afirma o coordenador da CPDH, João José Sana.

Formação

Em janeiro deste ano, após convocação de Dom Dario, foram dados os primeiros passos para a articulação da Comissão de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana (CPDH). Em agosto, foi feito o convite para 14 pessoas indicadas pelo Arcebispo e, em seguida, as áreas pastorais elegeram seus representantes, completando o grupo.

A constituição da comissão considerou a diversidade étnico-racial, de gênero, geracional e formação acadêmico-profissional. O processo culminará com a missa de posse, neste domingo.

Herdeira de um legado de anos de trabalho da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, que teve ao longo de sua história uma atuação de destaque no cenário nacional, a nova comissão assume em uma conjuntura de forte negação de diretos à população, com a missão de organizar a esperança.

Componentes da CPDH

Alana Pereira Rodrigues

Anita Wright Torres 

Carlos Fabian de Carvalho

Edinete Maria Rosa 

Gilmar Ferreira de Oliveira

Joana d’Arc Batista Herkenhoff

João Alexandre Wyatt Nascimento

João José Barbosa Sana 

Marco Aurélio Romanha

Marialina Côgo Antolini

Marilia Clarindo Andrade dos Santos

Nataly Senna Gerhardt Barraqui

Paulo Jorge Ribeiro Pereira

Paulo Roberto Amorim 

Pedro Paulo Araujo Herkenhoff

Ricardo Gobbi Filho

Terezinha Maria Schuchter

SERVIÇO

Missa de posse da Comissão de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória

Quando: domingo, dia 25

Horário: 8 horas

Onde: Catedral Metropolitana de Vitória

Transmissão: ao vivo pela TVE, canal 2

As virgens consagradas são imagem da Igreja, esposa de Cristo. São mulheres que Consagradas pelo Bispo diocesano, contraem um vínculo particular com a Igreja,

Na manhã desta terça-feira, 20, aconteceu um encontro do orientador espiritual para Ordo Virginum da Arquidiocese de Vitória, padre Hadeleon Santana com as Virgens Consagradas. Na ocasião a reunião foi para dialogar sobre a caminhada da Ordo Virginum neste tempo na Igreja de Vitória e traçar ações para o grupo que vem atuando em diversas pastorais, movimentos e paróquias. No próximo dia 21 de novembro acontece um encontro de espiritualidade para o grupo com orientação do padre Hadeleon.

As virgens consagradas estão presentes em todos os Continentes, em numerosas Dioceses, e oferecem seu próprio testemunho de vida em todas os âmbitos da sociedade e da Igreja. Em 2016, durante o Ano da Vida Consagrada, uma estatística aproximada estimava a presença de mais de cinco mil virgens consagradas no mundo, em contínuo crescimento.

Sonia Maria Nascimento Freire, Od-Articuladora, virgem consagrada na Arquidiocese de Vitória, afirma que sua vocação é como o que ensina Santa Teresinha do Menino Jesus, “Como ela destaca que na Igreja serei o amor, assim também é nossa vocação. Não para questionar, mas para amar a Igreja”.  A Instrução sobre a Ordo virginum pretende responder aos pedidos que numerosos Bispos e virgens consagradas nestes últimos anos têm apresentado à Congregação para a Vida Consagrada sobre a vocação e o testemunho da Ordo virginum, a sua presença na Igreja universal, e – em particular – sobre a formação vocacional e discernimento.

 

O que é esta consagração?

 

As virgens consagradas são imagem da Igreja, esposa de Cristo. São mulheres que Consagradas pelo Bispo diocesano, contraem um vínculo particular com a Igreja, a cujo serviço se dedicam, mesmo permanecendo no mundo, sozinhas ou associadas e que conforme o Decreto da Santa Sé assumem a consagração como estado de vida e princípio de doação entregando-se às obras de penitência e de misericórdia, à atividade apostólica, à oração, conforme a condição e os carisma de cada uma.

 

Esta forma de consagração, Ordo Virginum foi  acolhida na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, no ano de 1983, por iniciativa do seu então Arcebispo Dom Silvestre Luiz Scandian, que assumiu pessoalmente a orientação e formação das consagradas, contando também com os bispos auxiliares, à época, até o ano de 2004, quando assume o governo desta Igreja Particular o Arcebispo Dom Luiz Mancilha Vilela, que deu continuidade a ação pastoral, própria ao seu ministério, acolhendo, incentivando e promovendo esta forma de vida consagrada nesta Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, até os tempos atuais, com o atual arcebispo Frei D. Dario Campos que com seu zelo pastoral e ternura franciscana acolheu a indicação do Pe. Hadeleon Santana como o orientador espiritual.

Quer conhecer mais da vocação da Ordo Virginum (Virgens Consagradas)? :

 

(27) 99252 4558 – Sonia Maria Nascimento Freire Od-Articuladora

(27) 99899 4213 – Mitra Arquidiocesana

Acontecerá amanhã, 17/10, o VI Encontro Estadual do Movimento de Mães que Oram Pelos Filhos. O evento será na Catedral Metropolitana de Vitória e

Acontecerá amanhã, 17/10, o VI Encontro Estadual do Movimento de Mães que Oram Pelos Filhos. O evento será na Catedral Metropolitana de Vitória e terá como tema “Mãe, ordene sua vida para o amor”. 

O movimento, que surgiu em Vitória/ES, tem por objetivo ajudar mães e filhos a curar as feridas. Elas oram, estudam e descobrem o caminho para a paz. Segundo Angela Abdo, fundadora do Movimento, a vida de muitas famílias tem sido impactadas “porque as mães chegam para rezar pelos filhos e descobrem que precisam primeiro curar as suas feridas. Essa cura vem pelo conhecimento das escrituras, dos caminhos da oração e das riquezas dos documentos da nossa igreja. Ao serem evangelizadas, elas voltam diferentes para a família e passam a mostrar com ações e palavras o que Deus tem feito na vida delas através do movimento.”

Devido à pandemia do novo coronavírus em 2020 o encontro será misto, ou seja, haverá pregações presenciais feitas por Angela Abdo e pelo Pe. Anderson Gomes e outras pregações via internet que serão ministradas pelo Pe. Bruno Costa e Paula Guimarães, ambos da Canção Nova. Outras presenças confirmadas no encontro são a do Pe. Renato Criste e Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo Emérito de Vitória. 

Angela comenta que “o encontro estadual faz parte da agenda das mães, entretanto vamos vive-lo esse ano de uma forma diferente. Diferente não quer dizer menor, porque o conteúdo está muito rico e nos convida a ordenar a nossa vida pelo amor. Para isso precisamos aprender a imitar Cristo e sofrer e ser curadas por amor. Mãe é especialista em suportar a dor por amor aos filhos, mas com uma visão cristã, essa caridade se espalha por toda uma sociedade. Mães curadas, famílias restauradas e sociedades mais sadias”, conta ela.

Seguindo os protocolos de segurança, foram disponibilizados apenas 300 ingressos para as participações presenciais, mas quem estiver em casa poderá acompanhar toda a programação ao vivo pelas redes sociais do movimento, o horário será das 13h às 19h. 

SERVIÇO:

Dia: 17/10/2020

Horário: 13h às 19h

Local: Catedral de Vitória/On-line com transmissão ao vivo pelo canal

https://www.youtube.com/maesqueorampelosfilhosoficial

Programação:

13h. Animação com Entronização de Nossa Senhora de La Salete

13h15. Terço pelos Filhos

13h30. Pregação: Angela Abdo – Como Ser Imitadores de Cristo (1Cor 13,2)

14h. Adoração: Pe. Renato Criste

14h30. Pregação: Pe. Bruno Costa – Sofrer e ser Curada no Amor (1Cor 13,3)

15h – Intervalo

15h30. Pregação: Pe. Anderson Gomes – O Amor Tudo Suporta (1Cor 13,4-7)

16h. Oração

16h15. Pregação: Paula Guimarães – A Amizade com Deus Reflete a Caridade (1Cor 13,9)

16h45. Show com a banda AMO VOX

17h45. Encerramento

18h. Santa Missa

A vocação diaconal na Igreja é de suma importância e constitui uma verdadeira riqueza eclesial, a qual configurando os vocacionados mais intimamente à Cristo

Os candidatos ao Diaconato Permanente na Arquidiocese de Vitória, realizam o Encontro Vocacional através de Lives. Já aconteceram dois encontros no mês de Setembro, no dia 17 e no dia 30. São 11 candidatos de diversas paróquias de nossa Igreja Particular, que receberam o chamado dos Padres de suas Paróquias, que encontraram neles os sinais vocacionais ao ministério ordenado no grau do diaconato e os encaminharam ao processo de discernimento vocacional, que está sendo conduzido pelo Padre Márcio Ferreira de Souza, coordenador Arquidiocesano do Serviço de Animação Vocacional.

Padre Márcio explica que este processo inicial do discernimento vocacional ao Diaconato Permanente é fundamental para oferecer os elementos bases para que se estabeleça o Diálogo Vocacional, que se dá entre o vocacionado, que é chamado e Deus que chama através dos sinais discernidos na Igreja. Confrontando sua vida e missão na Igreja, pelo engajamento nas pastorais de suas Paróquias e pela vivência familiar com suas esposas e filhos, cada candidato acompanhado por seu Pároco, seu diretor espiritual, se abre à escuta do Chamado autêntico do Senhor em sua vida, para consagra-la à Serviço do Reino na Igreja em sua missão de cuidar dos pobres, de auxiliar no culto divino e de evangelizar pelo anúncio da Palavra e pelo testemunho de vida.

A vocação diaconal na Igreja é de suma importância e constitui uma verdadeira riqueza eclesial, a qual configurando os vocacionados mais intimamente à Cristo Servo, os insere na hierarquia para o serviço da salvação do povo de Deus.

Este processo vocacional contará ainda com mais um encontro, onde será apresentado o testemunho da vivência do ministério diaconal na Igreja de Vitória. Após os encontros, os candidatos escolhidos serão encaminhados ao processo de formação específica que se constitui como um caminho de aprofundamento vocacional pela oração, vivência da fé, estudo e constante discernimento para escutar e responder ao chamado de Deus.

Tendo um longo caminho a percorrer, os candidatos necessitam da Oração de toda a Igreja para que se realize o verdadeiro discernimento vocacional e a Luz do Espírito possam decidir-se por Cristo, na Igreja, à Serviço do Reino de Deus.

Dia da Bíblia

Os católicos celebram o Dia da Bíblia em 30 de setembro. A data está em sintonia com a Festa de São Jerônimo, Doutor da Igreja Católica, que ficou conhecido por ter sido o primeiro tradutor da Bíblia para o latim, utilizando-se das versões Grega e Hebraica.  Em sua experiência de fé, São Jerônimo foi apaixonado pela Palavra de Deus e desde muito cedo se dedicou aos estudos em grego e hebraico. Por duas vezes viveu como eremita para se dedicar mais à oração e visitou regiões como Jerusalém, Belém, Galileia e Egito. A tradução feita por São Jerônimo foi usada pela Igreja Católica desde sua tradução no início do Séc. V até 1530. A partir desta data começam a surgir as traduções para línguas modernas. A primeira versão completa da Bíblia em português foi no Séc. XVIII, tradução de João Ferreira Annes d’Almeida. A estimativa é de que cerca de 4 bilhões de bíblias tenham sido vendidas no mundo e as traduções em cerca de 50 idiomas.

As traduções facilitaram o acesso dos cristãos católicos à Bíblia e hoje na Arquidiocese de Vitória a maioria das Comunidades Eclesiais nascem de grupos de Círculo Bíblico, isto é, grupos que se reúnem para estudar e rezar com a Bíblia. Recentemente, por conta da pandemia do Coronavírus o livreto Círculo Bíblico produzido pela Arquidiocese está sendo distribuído em formato digital para ser feito em família, enquanto não é possível reunir famílias e vizinhos para estudar e rezar com a Bíblia.

Mas, a Bíblia é um livro de estudo ou de oração? Pe. Andherson Franklin, do clero da diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Doutor e Professor em Sagrada Escritura assim explicou: “a Bíblia tanto deve ser lida, estudada, quanto rezada. Pois, como Palavra de Deus que é torna-se alimento sempre. Porém, em alguns momentos ela nos conduz nos momentos de oração e em outros ela é refletida e estudada, a fim de nos garantir conhecer ainda mais os mistérios da Fé”.

Católicos e protestantes têm a Bíblia como o livro sagrado que orienta a vida dos fiéis, por conter a revelação divina. Mas a Bíblia dos Católicos e dos Protestantes não é exatamente igual. O que as diferencia é a quantidade de livros do Antigo Testamento e, claro, o fato de 7 deles (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico I e II e, alguns fragmentos dos livros de Ester e Daniel) terem sido suprimidos no cânon protestante. Assim, quando falamos de Antigo Testamento “o cânon católico contém 46 livros e o protestante 39”.  “Quando no séc. XVI a Igreja sofreu a divisão, os Protestantes recorreram à sagrada Escritura do povo judeu e descobriram que lá se encontravam somente 39 livros escritos em hebraico, já a Igreja Católica acolheu os outros sete que foram escritos, em sua totalidade ou em partes, em grego”, explicou pe. Andherson. Quanto ao Novo Testamento a Bíblia dos Católicos e dos Protestantes é igual. Católicos e protestantes comemoram o Dia da Bíblia, porém, em datas diferentes.

A comemoração pelo dia da Bíblia pelos católicos surgiu da iniciativa da Arquidiocese de Belo Horizonte em dedicar setembro ao mês da Bíblia para comemorar os 50 anos de existência em 1971. A partir dessa iniciativa a Animação do Serviço Bíblico das irmãs Paulinas assumiu a data e passou a divulgar por todo o Brasil tanto o mês da Bíblia quanto o Dia da Bíblia, exatamente na data do falecimento de São Jerônimo em 30 de setembro.

Conversamos com pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, Doutor e Professor em Sagrada Escritura e Coordenador pedagógico do Curso de Teologia da Arquidiocese de Vitória sobre a data e a importância desta comemoração.

O que comemoramos no Dia da Bíblia?

Comemoramos a Bíblia a Palavra de Deus viva, que se tornou carne e armou a sua tenda entre nós (cf. Jo 1,14) Na verdade, as Igrejas Cristãs têm duas celebrações do Dia da Bíblia: uma para a Igreja Católica, no dia 30 de setembro e outra para as Igrejas Protestantes, no segundo domingo de dezembro.

A celebração católica coincide com a memória de São Jerônimo, que foi o tradutor da Bíblia para o latim. Sua obra é conhecida com o nome de Vulgata. Ele viveu no final do século IV, fez a tradução em uma das grutas anexas à do nascimento de Jesus em Belém, e esta tradução foi a Bíblia oficial da Igreja católica durante muitos séculos.

No Brasil, além desse dia, a Igreja Católica dedica, em modo especial, o mês de setembro de cada ano à leitura e estudo da Palavra de Deus. Este ano estamos lendo e estudando o livro do Deuteronômio com o lema “Abre tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11), que nos remete à questão da solidariedade.

A história do mês da Bíblia afunda suas raízes na 1ª Semana Bíblica Nacional, celebrada em 1947. A partir de então começou-se a celebrar o Domingo da Bíblia, no último domingo do mês de setembro, como fazemos até hoje.

A partir de então, a Igreja no Brasil começou a celebrar o Mês da Bíblia, a partir de uma iniciativa pioneira da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), que se expandiu para o regional Leste 2. Em 1976, a celebração do Mês da Bíblia foi assumida pela CNBB e em todo Brasil.

No caso dos Protestantes, a celebração no segundo domingo de dezembro, tem como raiz uma tradição europeia, do século XVI, quando se dava uma ênfase especial à Palavra de Deus no segundo domingo do Advento, tempo de preparação para o Natal, onde tudo nos convida a aproximar-nos de Deus em sua Palavra, verbo que se encarnou em Jesus.

Como o senhor percebe o trabalho bíblico na Arquidiocese de Vitória?

Nos passos do Concílio Vaticano II, nossa Arquidiocese sempre manteve uma preocupação muito profunda com o estudo da Palavra de Deus. E isto, em dois níveis. Um primeiro nível, aquele de uma leitura, que diria, mais pastoral-mistagógica. Aqui temos os tradicionais Círculos Bíblicos, nos tempos litúrgicos fortes, especialmente nos tempos da Quaresma e do Advento, em especial com as Novenas de Natal, confeccionados pela Dimensão Bíblico-Catequética e pelo Cebi.

Um segundo nível é aquele de uma abordagem mais científica da palavra, nos cursos de Teologia para Leigos, paroquiais e nas Áreas Pastorais, bem como em cursos de aprofundamento bíblico paroquiais, assim como no Curso de Teologia do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia, casa de formação do Clero do Estado do Espírito Santo, alguns Religiosos (as) e Leigos (as).

Onde o senhor inclui a Bíblia na prática espiritual do católico?

A aproximação à Bíblia se dá, na prática espiritual, em dois níveis, ou duas abordagens que estão muito presentes em nossa vivência cristã. Como Leitura Orante da Palavra. E isso com métodos que são apresentados por diversos Movimentos Apostólicos e Pastorais Específicas e, ao mesmo tempo, a partir de uma aproximação mais pessoal, na Leitura Espiritual que ilumina e fortalece. Esses dois níveis se entrelaçam e se intercomunicam entre si, gerando uma prática que esteja enraizada na prática libertadora de Jesus. 

Como se relacionam a Bíblia e as práticas devocionais?

As devoções têm muito a ver com a busca de espiritualidade, numa tentativa de relacionar a vida do dia a dia com o Sagrado, ou o Mistério (isso se chama mística). No fundo, em geral, as práticas devocionais se caracterizam como a busca de uma mística que ilumine toda a existência. Do ponto de vista das três grandes religiões monoteístas do mundo, a fé, com suas práticas devocionais são inspiradas pela Escritura Sagrada, no nosso caso – Cristãos e Judeus – a Bíblia Sagrada. Para nós Cristãos, Antigo e Novo Testamentos, no caso dos Judeus, o Antigo Testamento. No caso dos Muçulmanos, o Alcorão.

No nosso caso, Cristãos Católicos, as práticas devocionais, se não se relacionam com a Bíblia, tornam-se verdadeiras fantasias e práticas mágicas. E a fé deve superar tudo aquilo que é magia, de forma que tais práticas se encarnem na vida para transformá-la, em todos os níveis, naquele pessoal, bem como social. E tudo isso deve ter sua fonte na Bíblia Sagrada.

Morte de Paulo Roberto, irmão de pe. Robson Prati.

Faleceu no início da tarde de hoje, 23 de setembro, Paulo Roberto Ribeiro, irmão de pe. Robson Prati Neves de Oliveira. Paulo Roberto tinha 55 anos e lutava contra câncer na garganta.

O enterro será amanhã, 24 de setembro às 15h no Cemitério Parque da Paz em Ponta da Fruta.

Ao padre Robson e seus familiares a Arquidiocese une-se em oração e pede a Deus conforto e consolo para a família.

“Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós pelo seu poder” 1ª Cor 6, 14

Entrevista com pe. Kelder José Brandão Figueira sobre arquidioceses e dioceses.

Arquidiocese e diocese como surgem e o que as diferencia? Pe. Kelder José Brandão Figueira, pároco em Itararé, paróquia Santa Teresa de Calcutá, responde. Pe. Kelder tem formação em Filosofia, Teologia, Direito e Ciências Contábeis

Como e por que se cria uma Arquidiocese?

As dioceses surgem quando a Igreja percebe que há uma necessidade de melhor organização pastoral para atender as necessidades espirituais do povo de Deus. Então, constantemente são feitos levantamentos e relatórios que são apreciados pelos bispos e pela Sé Apostólica sobre a viabilidade e necessidade de criação desses espaços territoriais que possam vir ao encontro das necessidades do povo de Deus.

Qual é a relação que se estabelece da Arquidiocese com as dioceses

dela criadas?

A diocese mãe fica sempre como uma referência, embora as dioceses criadas sejam autônomas em sua administração, no seu governo. Comumente, quando se desmembra uma diocese mãe, que se torna uma Arquidiocese, o arcebispo fica sendo referência como metropolita, ou seja, aquela pessoa que vai fazer uma mediação entre a Sé Apostólica e aquela região que a gente chama de Província Eclesiástica. Agora, aqui no Brasil se adotou um caminho muito interessante pós-Vaticano II, com a criação dos regionais e, também, dos sub-regionais da CNBB, pois nem sempre o metropolita é o coordenador da região (regional ou sub-regional). Por exemplo, na província Eclesiástica do Espírito Santo, que faz parte do Sub-regional Leste 2, o coordenador é Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, bispo de Colatina. Houve um acordo de fazer um rodízio entre os bispos do estado nesta coordenação. É uma ideia muito interessante porque a alternância da coordenação faz com que haja um olhar diferente, propostas de trabalho diferentes e isto é muito saudável para a dinâmica pastoral da Igreja.

O senhor falou que a figura do arcebispo se torna uma referência, mas hierarquicamente os bispos das dioceses estão submissos ao arcebispo?

Não, absolutamente. Tem essa referência como metropolita, mas cada diocese é autônoma no seu governo, então cada bispo tem uma forma própria de governar. O que existe pós Concílio Vaticano II, é um princípio norteador da Igreja universal para que os bispos trabalhem em comunhão. Por isso, se criam as províncias, regionais e sub-regionais, para que haja uma maior interação, maior dinamismo, mas cada bispo é autônomo. Por exemplo, isso fica muito claro com relação à CNBB, não só a CNBB mas todas as conferências episcopais, com o papel muito importante de articular a unidade entre os bispos dos países. Mas não tem a prerrogativa de legislar para as dioceses, e cada bispo pode adotar ou não aquilo que a CNBB orienta. Comumente se adota, mas nem sempre. Exemplo disso ocorreu nas eleições 2018, quando o candidato da esquerda se reuniu com o secretário-executivo da CNBB.

Dois dias depois o candidato da direita chamou CNBB de banda podre da Igreja e na mesma semana se encontrou com um bispo que se posicionou diferente da CNBB. Então isso mostra que os bispos são autônomos nas suas decisões pastorais e políticas.

E isso não é ruim?

Não. Não é ruim, porque com isso se preza a prerrogativa do governo próprio de cada diocese articular, e também o princípio da unidade. Quando se trabalha a partir do princípio da unidade, isso se torna um dom para Igreja, porque não existe uma imposição, mas existe uma comunhão de pensamentos, de ideias e de encaminhamentos. Na Igreja não se deve impor nada, a gente deve fazer por adesão e por comunhão de espírito, de afinidade de princípios, porque é isso que deve nortear o povo de Deus. Agora, a relação dos bispos é direta com o Papa e aí sim existe um princípio de obediência, inclusive um voto próprio que cada bispo faz na sua ordenação de obedecer e defender o Santo Padre. E o Papa sim, a Santa Sé tem autoridade para chamar atenção e inclusive destituir a função do bispo ou arcebispo.

O bispo também tem essa mesma prerrogativa em relação aos padres?

Sim. Nós padres somos diretamente vinculados aos bispos, então, cabe ao bispo dizer se podemos ser padres ou não, e eles podem nos suspender sim. Claro que tem todos os casos prescritos no Código de Direito Canônico, mas nós somos hierarquicamente submetidos à autoridade do bispo, tanto em termos canônicos legais, quanto em termos de princípios também espirituais. Um padre que não está em comunhão com seu bispo não pode ficar na diocese. Em nossa ordenação fazemos um voto de respeito e de obediência.

Além da relação dos bispos, as pastorais e organismos das (arqui) dioceses devem trabalhar em conjunto?

Sim, o que vale para a hierarquia em termos de princípio e de unidade, deve também chegar até às bases. O princípio é que desde a gênese da comunidade, exista essa comunhão pré-estabelecida, isso para as pastorais, para os movimentos… Da mesma forma que o Papa deve unir a Igreja Universal – essa é a função primordial do Papa – e o bispo tem que manter a unidade da igreja local ou da diocese ou da arquidiocese, o padre é o garantidor da unidade paroquial. Isso deve também se reproduzir no trabalho das Comunidades Eclesiais de Base (Cebs), que no caso daqui é a nossa estrutura e, também, das pastorais e movimentos.

No Espírito Santo a gente preza muito por isso. A Ceb é o lugar onde todas as pastorais e movimentos devem exercer a comunhão. Então, se o padre que não está em comunhão com o bispo não pode estar na diocese, o agente de pastoral, que não está em comunhão com o padre, não deveria estar atuando na paróquia, pois isso vai desconstruindo todo trabalho que é proposto em determinada região. Então é claro que as pastorais e movimentos devem estar sim em comunhão com o padre, e todos nós devemos estar em comunhão com o bispo, e todos os bispos devem estar em comunhão com o Papa.

E em sua opinião isso tem funcionado na prática?

A gente não está vendo isso funcionar muito hoje não, porque o Papa está falando uma coisa, padres e bispos estão fazendo outras completamente diferentes. É uma conjuntura muito complexa e muito adversa ao princípio da unidade. Por isso, que a gente tem que falar muito de unidade nesses tempos, a gente precisa resgatar isso para que o Corpo de Cristo não fique esfacelado com as nossas divisões, por vícios, por caprichos, por ideologias, ou por preconceitos, ou por tantas outras influências nefastas que fazem com que a gente peque contra a unidade da Igreja. Mas o dom primordial do espírito da Igreja é a unidade e a hierarquia tem o dever sagrado e a obrigação de garantir esta unidade, mesmo que a gente tenha que cortar na carne.

Como trabalhar a diversidade e a pluralidade que existe na Igreja?

A hierarquia tem que manter a unidade, tem que saber trabalhar com o diverso e criar condições, inclusive legislando para que a unidade seja garantida. Isso é muito diferente da uniformidade, que é imposta unilateralmente e determinada por uma pessoa ou por uma instituição. Agora a unidade não, ela é fruto de uma consciência de que juntos, podemos fazer mais. Paulo é muito preciso na Carta aos Coríntios quando usa do corpo para falar do princípio da unidade que é um princípio fundante da fé cristã e da vida em comunidade.

Existem as arquidioceses, as províncias eclesiásticas e os regionais.

Como essas instâncias se relacionam?

A província eclesiástica e o regional são a mesma coisa. O regional é o agrupamento de províncias eclesiásticas ou de sub-regionais. Nós chamamos aqui de sub-regional. Nós pertencemos ao Regional Leste 2, que inclui Minas Gerais e Espírito Santo, algo em torno de 30 dioceses. As Províncias Eclesiásticas formam o regional e as dioceses formam a província eclesiástica, e é essa relação que se tem. A CNBB orienta que haja o princípio da unidade territorial através da província eclesiástica e nós no Espírito Santo trabalhamos assim, sendo um dos poucos no Brasil a fazer isso. Então, nosso sub-regional se reúne periodicamente a cada três meses, nós temos uma formação permanente do clero, nos encontramos anualmente para um momento de aprofundamento e de confraternização de troca de ideias, temos também muitas atividades que são comuns nas quatro dioceses aqui do Espírito Santo. Então, existe uma comunhão e participação muito grande. As CEBs também funcionam como um fluxo de ligação em todas as dioceses porque elas estabelecem a identidade da Igreja do Espírito Santo, e isso facilita muito esse trabalho de integração e de comunhão.

Entrevista concedida à jornalista Andressa Mian, por ocasião da posse de dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, publicada em janeiro de 2019 na Revista Vitória.