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É celebrada hoje (22) a festa de São João Paulo II, que foi Papa de 1978 a 2005 e ficou conhecido como “Apóstolo da

É celebrada hoje (22) a festa de São João Paulo II, que foi Papa de 1978 a 2005 e ficou conhecido como “Apóstolo da Misericórdia”, sendo considerado um dos líderes mais influentes do século XX. Chamado em seu nascimento de Karol Jósef Wojtyla, São João Paulo II nasceu em uma pequena cidade da Polônia em 1920 e morreu no ano de 2005. Este ano de 2020 é marcado pelo centenário de seu nascimento e o 15° aniversário da sua morte.

Em Vila Velha, devido ao rápido crescimento populacional na Região da Praia de Itaparica, e considerando a necessidade de uma atenção pastoral especial, foi instituída na Arquidiocese de Vitória em 18 de maio de 2015 uma paróquia dedicada a São João Paulo II. A sede paroquial está localizada na comunidade Imaculada Conceição, na Avenida Saturnino Rangel Mauro, 226 – Bairro Praia de Itaparica. O atual pároco é padre Arlindo de Moura Melo que explica a devoção ao santo.

“João Paulo II foi um papa que o mundo inteiro conheceu e ele se tornou santo muito rápido por causa de suas virtudes, sua entrega pela Igreja, amor pelos mais pobres, espiritualidade profunda e despojamento. Essas qualidades levaram que a Igreja reconhecesse com muita rapidez a sua santidade, mas, sobretudo por ter ele sido um Papa missionário. Já foram criadas várias paróquias do santo São João Paulo II e aqui temos a nossa que o povo acolheu com muito amor e respeito.”

A Paróquia é composta por quatro comunidades: além da matriz Imaculada Conceição, no Bairro Praia de Itaparica, existe a Nossa Senhora da Paz, no bairro Praia das Gaivotas; Santa Mônica, no bairro Santa Mônica e Cristo Rei, no bairro Jockey de Itaparica. A festa do Padroeiro é celebrada em 22 de Outubro e a data foi estabelecida pelo Papa Francisco por simbolizar o dia em que Karol Wojtyla celebrou sua primeira missa como Pontífice, em 1978, iniciando seu pontificado.

Segundo o pároco devido a pandemia, as atividades da paróquia neste ano estavam sendo realizadas de forma muito reservada, com algumas transmissões pela internet. Mas a partir de setembro as celebrações voltaram a acontecer nas comunidades tomando os cuidados preconizados pelas autoridades de saúde. Nesta quinta, em honra ao padroeiro, acontecerão duas missas na matriz: uma às 16h só para pessoas idosas e outra as 19h30 para os fieis em geral.

O limite de fiéis dentro da Igreja é de 80 até o máximo de 100 pessoas e padre Arlindo reforça que será respeitado o número de preenchimento das vagas. A missa da noite também será transmitida pelo Youtube da paróquia no endereço: https://www.youtube.com/channel/UC9anMJfQMWZK9ipjU7Bj3gg

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi criada em 12 de outubro de 1981, e teve como o seu primeiro pároco Pe. Antônio

Dia 12 de outubro é dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Conta a história que em 1717 três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedrosa, haviam trabalhado muito, mas não tinham conseguido pescar nada naquele dia, decidiram, então, lançar as redes mais uma vez e trouxeram de dentro do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

 

Depois que a imagem apareceu a pescaria foi farta ao ponto de encherem os barcos. Eles entenderam que foram abençoados por Nossa Senhora e levaram a Imagem para a capela do vilarejo, onde começaram a venerá-la. Desde aquela época a devoção à Nossa Senhora Aparecida só faz crescer.

 

Na Arquidiocese de Vitória existe uma paróquia dedicada à padroeira do Brasil, ela está localizada em Cobilândia, Vila Velha, onde, na década de 50, foi criada uma comunidade de fiéis que se reuniam para celebrar na casa da família Borin.

 

Segundo dados históricos da paróquia “em 1964 deu-se início a construção de uma nova igreja no terreno doado pelo Sr. Benício Gonçalves e sua esposa. A planta destacava a construção da igreja sobre a pedra, onde havia um cruzeiro. No ano de 1966 a comunidade passou a fazer parte da paróquia Santa Mãe de Deus no Ibes e em 1972 o terreno com a igreja em construção passou para a Cesan e a comunidade recebeu o terreno e a construção da igreja atual”.

 

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi criada em 12 de outubro de 1981, e teve como o seu primeiro pároco Pe. Antônio Rocha de Araújo, mais conhecido como Pe Toninho.

 

Para o atual pároco, Pe Abel de Andrade, “Celebrar a festa da Padroeira é sempre um momento importante para os fiéis e as comunidades, pois além de viverem a devoção a Nossa Senhora Aparecida, é também uma oportunidade para criar gestos de comunhão e unidade. A festa de Nossa Senhora Aparecida se torna lugar para refletir a presença da Mãe que intercede pelos pobres e humildes”.

A arquidiocese de Vitória possui uma paróquia dedicada ao santo. Localizada no Planalto Serrano no município da Serra – ES, a paróquia tem 8

Ângelo Giuseppe Roncalli nasceu em uma pequena cidade da Itália, filho de uma família de camponeses. O Ambiente religioso da família e a fervorosa atividade paroquial foram a sua primeira escola de vida cristã. No conclave de 1958 foi eleito papa, tomando o nome de João XXIII. O seu pontificado durou menos de cinco anos, o suficiente para o pontífice ser reconhecido como o “Papa bom”. Tornou-se muito apreciado, sobretudo, porque lançou as encíclicas “Pacem in Terris” e “Mater et magistra”. Também convocou o sínodo romano, instituiu uma comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1962. Foi chamado à Casa do Pai em 3 de julho de 1963. No ano 2000, foi beatificado por São João Paulo II e canonizado pelo Papa Francisco em abril de 2014.

 

A arquidiocese de Vitória possui uma paróquia dedicada ao santo. Localizada no Planalto Serrano no município da Serra – ES, a paróquia tem 8 comunidades. Foi criada em 2008, pelo então arcebispo metropolitano, dom Luiz Mancilha Vilela. Tem como Pároco o Pe. Marcos Enrique Juan. Todos os anos acontece a tradicional festa do padroeiro. Segundo a secretária paroquial Sandra, “esse ano a festa não acontecerá os festejos em honra a São João XXII, devido a pandemia”.

 

Oração a São João XXIII

 

Dou graças a Deus porque desde sempre te escolheu para tão altos mistérios, e te adornou com as virtudes da caridade, pobreza, humildade e obediência.

Peço-te que nos alcance a paz para todos os povos, a unidade das igrejas, a caridade para todos os homens.

Tu, o Papa Bom, ajuda-nos a viver como verdadeiros filhos de Deus, como fiéis discípulos de Jesus e apóstolos de sua palavra. Peço-te de modo especial por todas as famílias para que sejam santuário de vida e amor, bendize-as e livra-as de todo mal.

Intercedei por todos nós em união com nossa Mãe Santíssima. Amém.

São João XXIII, rogai por nós!

Festa de Nossa Senhora de Nazaré e a paróquia Nossa Senhora de Nazaré na Arquidiocese de Vitória.

Ela é celebrada no segundo domingo de outubro e reúne multidões de todo o Brasil em Belém no Pará, ocupando os noticiários nacionais: Nossa Senhora de Nazaré ou o Círio de Nazaré como a Festa ficou conhecida. O início da devoção vem de 1793 trazida de Portugal pelos padres Jesuítas e tem como característica a procissão que percorre as ruas de Belém com a imagem de Nossa Senhora. Este ano, devido à pandemia provocada pelo Corona vírus, as comemorações acontecem em outro formato, mas os católicos prestam suas homenagens com a mesma fé de sempre, a mesma confiança e esperança. Na arquidiocese de Belém a procissão pelas ruas não acontecerá, mas a caminhada virtual já está sendo realizada pelas paróquias que receberam a corda, um dos símbolos do Círio, e, com número reduzido de pessoas celebram a Festa da Mãe da Amazônia, participando dos momentos de devoção e missas pelas redes sociais. A missa festiva pode ser acompanhada, hoje 11 de outubro pela TV Nazaré às 18h.

 

Na arquidiocese de Vitória uma paróquia foi entregue à proteção da Senhora de Nazaré em 31 de maio de 2017. Fica na Ponta da Fruta em Vila Velha, tem 9 comunidades e foi desmembrada da paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Barra do Jucu.

 

Há 4 anos, desde que foi criada a paróquia celebra o Círio de Nazaré, a exemplo dos festejos em Belém do Pará. Este ano a festa aconteceu no dia 4 de outubro sob a presidência de pe. Paulo Régis Silvestre, pároco atual e 1º pároco. A preparação começou no dia 1º com o tríduo presidido pelos padres Rafael Nascimento, vigário paroquial na paróquia São Pedro em Guarapari no 1º dia, pe. Zaelton Costa, vigário paroquial na paróquia São Francisco de Assis em Porto Santana, Cariacica no segundo dia e, pe. Tárcio Siqueira, vigário paroquial na paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no 3º dia, sempre com transmissões pelas redes sociais.

 

A paróquia rezou pedindo a Nossa Senhora que interceda junto a Deus pela Amazônia que sofre com as queimadas lembrando que cuidar da Amazônia é cuidar da casa comum, como tem insistido o Papa Francisco.

 

Oração a Nossa Senhora de Nazaré

Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde

a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor!”

Mas por Deus fostes exaltada e preferida entre todas as mulheres

para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado.

Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a esta excelsa dignidade

e vos preservou da culpa original.

Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vós.

Entretanto, confiado na bondade e ternura do vosso coração imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade

e participar da vossa caridade a fim de viver unido, pela graça,

ao vosso divino Filho, Jesus, assim como vós vivestes no retiro de Nazaré.

Para alcançar essa graça, quero com imenso afeto e filial devoção saudar-vos como o Arcanjo São Gabriel:

“Ave Maria, cheia de graça…”

Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós.

Algumas simbologias usadas no Círio de Nazaré e seu significado:

 

CORDA

 

Um dos maiores símbolos de esforço, sacrifício e devoção à Virgem de Nazaré é a corda. Fabricada fora do Pará, tem 800 metros e é dividida em duas partes iguais para uso na Trasladação e outra no Círio.

Em 1855, a berlinda que era puxada por animais ficou enterrada na lama durante a romaria. Uma corda foi usada para tirar a berlinda do atoleiro, com fiéis puxando e participando daquele momento para dar prosseguimento à procissão.

Em 1926, o Arcebispo Dom Irineu suprimiu o símbolo da procissão, já que homens e mulheres ‘brigavam’ por um lugar na corda para pagar suas promessas. Cinco anos depois, com intervenção de Magalhães Barata, então governador do Estado do Pará, a corda voltou a fazer parte do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Em 2004, passou a ter em formato linear para dar celeridade à procissão. É feita de titan torcido de sisal oleado e, geralmente, chega a Belém faltando entre 15 e 20 dias para o Círio.

 

BERLINDA

 

A berlinda passou a fazer parte da história do círio em 1855, em substituição à carruagem puxada por bois. Desde então, já foram utilizadas cinco. A atual foi confeccionada em 1964. Ela tem estilo barroco e é esculpida em cedro vermelho. No seu interior é revestida em cetim drapeado e pingentes de cristal. A ornamentação é feita com flores naturais, à véspera das romarias do segundo final de semana de outubro, mês do Círio.

 

MANTO

 

Um símbolo que gera bastante expectativa e emoção nos fiéis é o manto que cobre a Imagem Peregrina, levada nas romarias nazarenas. Entre os mistérios que envolvem a origem da devoção, um deles descreve que quando o caboclo Plácido encontrou a pequena estatueta, a imagem de Nossa Senhora estava com um manto sobre os ombros. Em 1953, a Imagem Peregrina recebeu um manto bordado a ouro e pedras preciosas, em Congresso Eucarístico Nacional, em Belém/Pará.

Nos anos posteriores, a confecção era uma tarefa voluntária das religiosas ‘Filhas de Sant’Ana’. Desde os anos 90 são estilistas paraenses quem têm a responsabilidade de confeccionar a peça que vai cobrir a imagem durante as romarias oficiais do Círio.

Medindo 52 centímetros de altura e 51,5 de circunferência, o símbolo traz no bordado o amor e a fé de quem o confeccionou. Quando escolhidos, pelo casal coordenador da festividade e, também, pelo arcebispo paraense, os estilistas são unânimes em descrever a responsabilidade.

 

 

 

Nossa Senhora do Rosário foi o nome dado a Igreja da Prainha de Vila Velha, a mais antiga em funcionamento no Brasil. Em 2015,

“O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias.” (São Pio X)

No início do século XIV, os otomanos (Império Turco) vinham invadindo as áreas europeias com o objetivo de expansão, do império. Devido as invasões, em 1571, aconteceu a Batalha de Lepanto que teve um grande impacto espiritual para os católicos. O Papa São Pio V, recebeu de Nossa Senhora a revelação de que os católicos venceriam a batalha contra os muçulmanos por meio da oração do Santo Rosário. Cheio de confiança nessa promessa, o Sumo Pontífice pediu, então, que toda a Igreja Católica, inclusive aqueles que participariam das batalhas, rezassem, com fé e devoção, o Rosário. O Papa fez questão que todos os soldados fizessem jejum e oração, além de que se confessassem e comungassem o corpo de Cristo antes da batalha, por isso em cada navio estava presente um padre. Os católicos venceram a difícil batalha contra os turcos muçulmanos, que ameaçavam invadir a Europa. Ao final da batalha, o papa Pio V se levantou e disse que deveriam dar graças a Deus, por que a batalha havia sido vencida pelos cristãos. Em honra pela vitória milagrosa, pois o número de muçulmanos era muito maior que o de católicos, o Santo Padre instituiu, o dia 7 de outubro, como a festa de Nossa Senhora do Rosário, em comemoração à vitória da Batalha de Lepanto.

 

A devoção

A devoção à Virgem Maria sempre foi propagada na história da Igreja Católica. Em suas aparições, Nossa Senhora sempre convida à prática fiel da oração. A oração do Rosário é uma devoção milenar. Desde os primeiros séculos, Nossa Senhora é honrada através dessa oração. A origem do Rosário é muito antiga, não tem uma exatidão de data. Conta a história que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número de orações vocais realizadas no decorrer do dia.

Nos conventos medievais, os irmãos em formação utilizavam das práticas de devoção e piedade com a declamação de alguns Pai-Nossos e, para auxiliar na contagem, São Beda (séc. VII-VIII), grande Doutor da Igreja, sugeriu o uso de vários grãos de sementes enfiados em um cordão.

A devoção ganhou forças quando Nossa Senhora apareceu ao fundador da Ordem Dominicana, São Domingos de Gusmão. Devido as guerras a devoção chegou a esfriar. Milagrosamente a Virgem Maria apareceu ao beato Alano Rupe (1428 – 1475), pedindo-lhe para ressuscitar a devoção. Assim, foi agrupado as ave-marias e criou-se os mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Surgindo o santo Rosário. Em 2002, São João Paulo II, em sua Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, acrescentou os mistérios Luminosos.

 

 

Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Vila Velha – ES

 

Nossa Senhora do Rosário foi o nome dado a Igreja da Prainha de Vila Velha, a mais antiga em funcionamento no Brasil. Em 2015, Nossa Senhora do Rosário também foi declarada como padroeira do município de Vila Velha.

 

Todos os anos no dia 07 de outubro acontece a tradicional festa com barracas na Prainha de Vila Velha. Neste ano, devido a pandemia da Covid-19, os festejos foram adaptados. A festa acontecerá no Santuário, por ser um espaço amplo, tendo início hoje (07) com a missa de abertura.

 

Segundo o pároco Frei Djalmo Fuck, “o tema escolhido para a festa de 2020, tem como inspiração o Papa João Paulo II que diz ‘Contemplar com Maria o rosto de Cristo’ e também a passagem bíblica de Lucas 11,28 – ‘Feliz quem ouve a Palavra e a pratica’. Para cada um dos dias, um grupo de comunidades foi escolhido para a preparação espiritual da celebração”. Para a participação das missas e dos momentos de oração é obrigatório o uso da máscara e do álcool em gel, além de ser importante respeitar o distanciamento social.

Confira a programação:

7/10 (quarta-feira) – Missa de abertura dos festejos da padroeira

Local: Santuário

19h – Missa de Abertura da Festa de Nossa Senhora do Rosário

Celebrante: Frei Adriano Dias do Nascimento

 

TRÍDUO

8/10 (quinta-feira) – A fé é partilha!

Local: Santuário

16h – Oração do Santo Rosário

19h – Missa – Celebrante: Frei Clarêncio Neotti

 

9/10 (sexta-feira) – A fé é unidade!

Local: Santuário

16h – Oração do Santo Rosário

19h – Missa – Celebrante: Frei Claudius Guski

 

10/10 (sábado) – A fé é prática!

Local: Santuário

16h – Oração do Santo Rosário

19h – Missa – Celebrante: Frei Alessandro Dias do Nascimento

 

11/10 (domingo) – Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Pela manhã: Solenidade de Nossa Senhora do Rosário nas Comunidades

18h – Ofício de Nossa Senhora

19h – Missa Solene da Padroeira – Celebrante: Frei Djalmo Fuck

 

Casamento comunitário na paróquia Nossa Senhora das Graças em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha.

Entre a retomada das atividades nas paróquias sempre com obedecendo a todas as recomendações sanitárias, aconteceu no último sábado, 3 de outubro, na paróquia Nossa Senhora das Graças em Coqueiral de Itaparica, Velha, um casamento comunitário.

Toda a preparação aconteceu de forma online e foi necessário aguardar o momento para acontecer.

Pe. Gudialace de Oliveira, pároco, disse a paróquia decidiu realizar o casamento comunitário porque “os noivos ainda continuavam animados pra celebrar a sua união, nós concluímos o processo e esperamos uma data em que fosse possível realizá-los”. A flexibilização para eventos, a capacidade da igreja e, principalmente, o desejo dos casais fez com que a pastoral juntamente com o pároco fizessem uma leitura do momento, conforme traduziu pe. Gudialace: ” achamos um fato de muita providência, nesse tempo de pandemia em que muitos casais estão se separando, esses irmãos que já moravam juntos, escolheram regularizar a situação deles diante de Deus e da Igreja”.

A paróquia tem a tradição de a cada ano preparar os casais que já vivem juntos e desejam receber o Sacramento da Igreja para celebrar o casamento comunitário, a pandemia apenas atrasou o momento.

Os cuidados foram tomados. Os seis casais foram dividido em dois grupos e os casamentos aconteceram em dois horários às 17h e às 18h30. Calculando a capacidade da igreja para que o distanciamento fosse mantido, cada casal pode convidar 20 pessoas para testemunharem o momento, todos usaram máscaras e a pastoral familiar mediu a temperatura e disponibilizou álcool em gel para todos.

Em outubro, a Igreja Católica celebra São Francisco de Assis. Popularmente conhecido como protetor dos animais, o santo é lembrado neste domingo, 4 de

Em outubro, a Igreja Católica celebra São Francisco de Assis. Popularmente conhecido como protetor dos animais, o santo é lembrado neste domingo, 4 de outubro. Na Arquidiocese de Vitória, cinco paróquias e trinta e nove comunidades possuem São Francisco de Assis como padroeiro.

Diante da pandemia, as paróquias e comunidades se adaptaram e tornaram suas festividades virtuais, com transmissões de novenas, missas e lives musicais. 

Padre Edmilson Boechat de Castro, pároco na paróquia São Francisco de Assis, em Porto de Santana, Cariacica destaca que neste contexto que estamos vivendo, celebrar a festa de São Francisco é a certeza de um Deus que está sempre presente conosco. ”São Francisco é a prova disso, que Deus não esquece do seu povo e está sempre à disposição do seu povo, ou seja, sempre está socorrendo, diante das situações difíceis que vivemos. São Francisco é um exemplo para nós”.

O pároco ainda ressalta que quando olhamos para a figura de São Francisco, enxergamos aquele que se doou por inteiro, para que o projeto de Deus se concretizasse. “Nós podemos enxergar que esse tempo de pandemia é possível ser superado com ajuda mútua. Francisco nos ensinou: o que eu posso fazer? A minha parte se doando pelo outro, cuidando do outro, se colocando à disposição do outro que precisa. E, neste tempo de pandemia, eu não penso só em mim. Francisco pensou primeiramente no outro. Enquanto o outro estava sofrendo, ele estava estendendo a mão para ajudar”, destaca.

O pároco José Pedro Luchi, da paróquia São Francisco de Assis em Laranjeiras, Serra, afirma que São Francisco foi solidário para com os doentes contagiosos. Os leprosos eram desprezados, excluídos da sociedade, neste contexto ele foi solidário. A conversão de São Francisco ocorreu a partir do momento que enxergou o mundo de outra maneira.

“Quando ele enxergou, que os leprosos eram também os filhos de Deus e não eram nojentos e excluídos. Então essa mudança de atitude é também o que nós experimentamos na pandemia. De certa forma, quando nós nos sentimos solidários uns com os outros, quando nós não podemos pensar só na nossa saúde, sem pensar também nos outros e a dos outros na nossa”.

As comemorações do dia 4 de outubro fazem parte da vida de Rosália Almeida, 68, que mora em Itapuã, Vila Velha, há mais de três décadas. Ela vai à missa na Paróquia São Francisco de Assis e celebra o padroeiro com muita devoção. “Sempre confiei bastante em São Francisco, porque ele tem muito amor à Eucaristia. ”

Como ela não tem nenhum bichinho de estimação, não participou da tradicional bênção dos animais que ocorreu neste sábado na praça da Matriz. “Gosto muito deles, mas moro em apartamento e acho que os bichos nasceram para ser livres. Porém admiro quem cuida com tanto amor e carinho, e São Francisco nos ensina a amar essas criaturas de Deus”.

História de São Francisco de Assis

Nascido no coração da Itália, nos últimos vinte anos do século XII (fim de 1181 ou início de 1182), filho do rico proprietário e comerciante de tecidos Pedro de Bernardone e de Joana, chamada Pica, seu nome batismal – João – foi logo mudado para Francisco (“francês”, nome já em uso, mas não muito difundido na Itália) pelo pai, ao voltar dos seus negócios na França. A mãe, muito piedosa, cuidou de sua primeira formação religiosa.

O Santo aprendeu a ler e escrever na escola paroquial de São Jorge, em Assis, e completou sua modesta cultura com elementos de cálculo, de poesia e música, adquirindo também uma escassa noção da língua francesa (provençal) bem como de contos e lendas de cavalaria. De gênio perspicaz e muito boa memória, Francisco adquirirá, mais tarde, uma discreta cultura religiosa, lendo e meditando.

Francisco aplica-se assiduamente ao serviço dos leprosos, multiplicando as esmolas aos pobres, aos sacerdotes e às igrejas pobres. Pouco depois, em oração na igrejinha de São Damião, a voz do Crucificado, convida-o a “reparar a sua Igreja, que está em ruínas”. Revestido de uma pobre túnica, assinalada por uma cruz, e proclamando-se o “arauto do grande rei”, ele passa um biênio de vida penitente e eremítica, entregue à oração e a serviços humildes, por breve tempo também, num mosteiro beneditino.

Por que São Francisco é o protetor dos animais?

Por ser um jovem de alma sensível, cheio de amor aos pobres e a Deus, soube ver o rosto de Deus espelhado na natureza, não apenas nos animais, mas em tudo que Deus criou. Essa é uma lição que precisamos aprender com São Francisco: encantar-se com tudo que Deus criou, com toda a beleza, harmonia e perfeição. Dar glória e louvor a Deus pela criação. Rezamos na Missa: “O Céu e a Terra proclamam a Vossa glória”.

Há muitas histórias de São Francisco com os animais. Uma das histórias sobre o Santo diz que bandos de andorinhas o seguiam continuamente formando uma cruz e que, em uma ocasião, na qual ele ia pregar em Alvino, disse: “Irmãs andorinhas, agora eu tenho que falar comigo.”

Em outra ocasião, ele amansou um lobo selvagem dizendo: “Venha aqui, irmão Lobo, mando-te da parte de Cristo, que não faças nenhum mal a mim nem a ninguém”. E quando estava no monte rezando, um pássaro lhe avisou que era a hora da oração da meia-noite.

 

Oração a São Francisco de Assis

 

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

A festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, uma das santas mais populares que a Igreja possui no mundo inteiro, é celebrada nesta quarta-feira

A festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, uma das santas mais populares que a Igreja possui no mundo inteiro, é celebrada nesta quarta-feira (1). Nascida em 1873, na França, desde muito pequena Teresa dedicou sua a vida à Igreja e ao amor à Jesus. Com apenas 15 anos entrou para o Carmelo, em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII e deixou escritos, poesias e orações. Santa Teresinha também é muito conhecida pela devoção da Novena das Rosas

 

Na Arquidiocese de Vitória há 65 anos existe uma paróquia dedicada a Santa Teresinha, em Paul, Vila Velha. Durante todo esse tempo ela foi conduzida por congregações religiosas sendo pelos Passionistas até o ano de 2007 e desde então pelos Missionários do Sagrado Coração de Jesus que assumiram sua coordenação há 13 anos. A paróquia tem como pároco padre Cícero Machado Ribeiro e é formada por 14 comunidades que pertencem a quatro bairros: Paul, São Torquato, Ilha das Flores e Garrido. Padre Cícero afirma que a devoção a Santa Teresinha é imensa e explica a ligação com as rosas.

 

“Santa Teresinha tinha um amor muito grande por Jesus e então ela era chamada a florzinha do Carmelo. O pai dela desde pequenininha a chamava de florzinha e deu uma mudinha de rosas para que ela levasse ao convento, onde ela plantou essa muda e sempre oferecia as rosas que desabrochavam para seu grande amor apaixonado que era Jesus. E ela pediu a Jesus para que quando ela partisse dessa terra – pois ela tinha uma saúde muito frágil e sabia que sua vida não seria muito longa – todas as pessoas que recorressem à sua intercessão, recebessem uma rosa se Jesus aceitasse aquele pedido.”

 

O pároco também explica que Santa Teresinha prometeu chuva de bençãos de rosas a quem tivesse o mesmo amor por Jesus Cristo e caísse nas graças de Deus, recebendo no tempo certo o pedido que fez a ela. A partir disso as pessoas esperam receber uma rosa ocasional, durante os dias da novena: “nós temos muitos testemunhos de pessoas que receberam essas rosas. Acontece também de as pessoas sentirem o cheiro das rosas em casa, um sinal de que ela recebeu de Deus aquela Graça. Por isso a gente chama Santa Teresinha do Menino Jesus, da Sagrada Face e Santa Teresinha das Rosas”.

 

Em tempos normais a festa da padroeira reúne milhares de fiéis em Paul, mas neste ano pandêmico a programação precisou ser alterada. A novena e as missas foram transmitidas pelas redes sociais e para participar presencialmente – dentro da Igreja matriz e no salão paroquial onde foi colocado um telão – as pessoas se inscreveram com antecedência.

 

O tradicional Baile das Rosas também não aconteceu neste ano, mas para marcar a ocasião foi realizada uma live com músicos católicos e durante o evento virtual as pessoas compraram um combo de lanche. No último domingo foi realizado o almoço comunitário, mas sem a aglomeração de pessoas e tudo no formato drive-thru.

 

Hoje ao meio-dia acontece a missa dos devotos e logo após será servido o bolo de Santa Teresinha com a medalhinha. As 15h terá missa e às 18h será realizada uma carreata com a imagem da padroeira saindo da matriz e visitando os 4 bairros que abrangem a paróquia. As 19h30, missa solene de encerramento da festa com transmissão pelo Facebook:  https://www.facebook.com/pg/santateresinhapaul