Notícias da Arquidiocese

Turíbulo ou incensário é o objeto litúrgico onde se queima incenso em Missas Solenes ou Exposição do Santíssimo. Um dos presentes oferecidos ao menino

Turíbulo ou incensário é o objeto litúrgico onde se queima incenso em Missas Solenes ou Exposição do Santíssimo. Um dos presentes oferecidos ao menino Jesus, o incenso é uma resina de origem oriental, extraída de árvore e que, ao contato com o fogo, produz fumaça branca e perfumada. Desde os tempos antigos é ofertado como símbolo de honra e reverência à divindade.

Conhecida na antiguidade judaica e greco-romana, a prática de queimar incenso foi adotada pela Igreja já nos primeiros séculos, segundo documentos históricos. Os primeiros incensários tiveram a forma de uma tampa perfurada e, a partir do séc. X, de globo manejado por três ou quatro correntes, tornando-se artísticos ao longo dos anos. É famoso o grande incensário da Catedral de Santiago de Compostela.

Semelhante a uma “esfera cortada ao meio”, o turíbulo traz a parte inferior ou base, onde se colocam o carvão incandescente e as pedras de incenso, suspensa por três correntes de metal presas à cápsula. Da parte superior ou opérculo, perfurada, sai o fumo do incenso.

O celebrante, o turiferário com o turíbulo e o naveteiro com a naveta – objeto litúrgico que guarda as pedras de incenso – preparam o momento da incensação. Os dois movimentos, ducto – de levar o opérculo à altura dos olhos e, hicto – de oscilar o turíbulo em direção do que ou quem será incensado, compõem o momento e são definidos pelo rito.

O rito da incensação exprime reverência e oração, como nos atesta o Salmo 140, 2: “Suba a minha prece como incenso à tua presença, minhas mãos erguidas como oferta vespertina! ”

Que estes momentos litúrgicos nos ajudem a celebrar melhor os mistérios de nossa fé e a fazer da nossa vida um suave perfume que chegue a Deus e aos irmãos.

Raquel Tonini, membro da Comissão de Arte Sacra da Arquidiocese de Vitória
e Grupo de Reflexão do Setor Espaço Celebrativo da Comissão Litúrgica da CNBB
Dia de festa e alegria, momento de graça para Igreja particular de Vitória que recebeu durante a manhã um novo presbítero. A Catedral Metropolitana

Dia de festa e alegria, momento de graça para Igreja particular de Vitória que recebeu durante a manhã um novo presbítero. A Catedral Metropolitana de Vitória foi o local escolhido para a missa de ordenação presbiteral do diácono transitório da Arquidiocese de Vitória Alessandro Rebonato. Os ritos começaram às 9h e a cerimônia foi presidida por Dom Dario Campos Arcebispo Metropolitano.

Concelebraram com ele diversos padres da Arquidiocese e também participaram da missa o diácono transitório Ruan Coutinho que também será ordenado padre no próximo dia 28 de agosto e seminaristas do Seminário Nossa Senhora da Penha. Logo após a proclamação do Evangelho começou o rito de admissão do candidato para a ordem do presbiterado e Dom Dario afirmou que ordenar um padre é uma responsabilidade muito grande.

Após este momento inicial, na apresentação do eleito, o Arcebispo perguntou ao padre Jorge Campos, Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, se o considerava digno e também pediu que a assembleia se também se manifestasse pela aprovação de pé e com uma grande salva de palmas.

Em sua homilia Dom Dario agradeceu a família do padre Alessandro pelo dom de sua vida e afirmou como foi desafiante para ele chegar até este dia. O arcebispo fez uma brincadeira, contando sobre as brincadeiras que ele sofria no seminário no início em que era chamado do vovô e diziam que era “contemporâneo de Moisés e de Melquisedec”. Leia a homilia clicando aqui.

“Agora o que todos esperam de ti é ser um padre de verdade, humilde, piedoso e incentivador incendiado pelo amor de Cristo, amigo de todas as famílias, das crianças, dos jovens, dos pais e dos velhinhos, onde me incluo. Conserve este modo de ser buscando sendo trilhar o caminho de Jesus de Nazaré”, disse Dom Dario.

Dom Dario também afirmou que é essencial que os padres reconheçam o chamado de Deus em suas vidas com o objetivo de que sejam formados e enviados: “Caro diácono você foi nesse caminho do discipulado e que você sempre esteja atento a voz do senhor. Todos nós somos chamados a permanecermos unidos ao Senhor”.

Ao final da reflexão Dom Dario destacou o tempo de pandemia que vivemos e que tantos irmãos e irmãs se encontram desolados, sem saber por onde ir e orientou: “Saber ouvir e escutar. Nossa sociedade ainda está marcada pela violência e pela exclusão e mais do que nunca precisamos de homens e mulheres marcados pelo gesto divino. Que o seu ministério seja marcado pelo cuidado e compaixão do Bom Pastor pelos mais pobres e excluídos. E que a virgem da Penha sempre interceda por você meu irmão Alessandro, junto do seu filho Jesus Cristo”.

O momento em que, ordenado presbítero, padre Alessandro recebeu os paramentos litúrgicos, sinais pelos quais se reveste de Cristo, foi de muita emoção. As vestes foram levadas ao altar pelos seus pais Deuzilio Rebonato e Maria da Conceição Rebonato e sob muita emoção e lágrimas foi vestido pelo vestido padre Diego Azevedo, que é Vigário paroquial na Catedral de Vitória.

Padre Diego Carvalho falou como representante dos presbíteros da Arquidiocese de Vitória dando boas-vindas ao padre Alessandro. Ele destacou o tempo de Deus não é o tempo do mundo: “Nessa manhã presenciamos o cumprir de Deus na sua vida sua ordenação é motivo de alegria para nós e alegria para o povo de Deus. Agradecemos a Deus pois tudo aconteceu no tempo dele. Seja bem-vindo entre nós para servir o povo de Deus, sua vocação é motivo de alegria e júbilo para a Igreja”.

Ao final da missa de ordenação presbiteral as sobrinhas de padre Alessandro entraram pelo corredor da Catedral com rosas que foram oferecidas para Nossa Senhora como uma forma de homenagem feita pelo recém-ordenado. A equipe de música entoava o canto “Te coroamos” e simbolicamente padre Alessandro corou a imagem de Nossa Senhora.

Na mensagem de agradecimento o neo-presbítero lembrou das paróquias onde fez estágio pastoral: paróquia da Ressurreição; Paróquia São Camilo de Léllis; Paróquia Bom Pastor, em Vila Velha e a sua paróquia de origem, a Paróquia Virgem Maria em Itacibá. Também destacou a experiência missionária vivida na Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia, no estado Pará, no início deste ano.

As primeiras missas do padre Alessandro serão:

Paróquia Virgem Maria – Cariacica

Domingo – 08 de agosto – às 10h

Paróquia Bom Pastor – Vila Velha

Domingo – 08 de agosto – às 19h30

Paróquia São Camilo de Lellis – Vitória

Segunda-feira – 09 de agosto – às 19h30

Paróquia da Ressurreição – Vitória

Terça-feira – 10 de agosto – às 19h30

Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha

Quarta-feira – 11 de agosto – às 17h

Casa de Formação Bom Pastor

Quinta-feira – 12 de agosto – às 18h.

 

No próximo domingo (08) é celebrado o Dia dos Pais e a Igreja também inicia nesta data a Semana Nacional da Família – dentro

No próximo domingo (08) é celebrado o Dia dos Pais e a Igreja também inicia nesta data a Semana Nacional da Família – dentro do mês vocacional – que tem como tema este ano “A alegria do amor na família”, em sintonia com a proposta do Papa Francisco ao convocar o Ano Família Amoris Laetitia. O lema é: “Dá e recebe, e alegra a ti mesmo (Sir 14, 1) ”.

Na Arquidiocese de Vitória uma programação especial foi pensada pela Comissão Vida e Família que é composta por representantes Arquidiocesanos da Pastoral Familiar, Encontro de Casais com Cristo (ECC), Ministério das Famílias da RCC, Movimento Familiar Cristão e Equipes de Nossa Senhora. Entre as atividades que serão realizadas estão lives, missas nas paróquias e a missa de encerramento que acontece no sábado, dia 14 de agosto.

“Estamos fazendo ações em nível de Arquidiocese com a Comissão de Vida e Família. Estamos fazendo um pouco menos do que o ano passado, pois ano passado não tinha como fazer nada presencial e esse ano graças a Deus mesmo com limitação já é possível fazer. Então liberamos todas as paróquias que quisessem para fazerem as missas, vamos fazer algumas lives e o encerramento será com a missa no Convento da Penha”, explica Fábio Reis representante Arquidiocesano da Pastoral Familiar.

As lives vão acontecer a partir das 21h pelo canal do Youtube da Arquidiocese de Vitória e entre os convidados palestrantes estão padre Crispim Guimarães e padre Zezinho. O horário foi escolhido por ser um período após o encerramento das atividades nas paróquias. Em relação a tradicional Romaria das Famílias até o Convento da Penha que encerrava esta semana, assim como no ano passado não vai acontecer devido à pandemia.

Outra ação que também será realizada na Rádio América na próxima semana serão programetes que vão ao ar as 13h e as 20h com reflexões sobre a temática central e diária da Semana da Família, feitas pelos representantes das pastorais e movimentos que compõe a comissão. Ao final de cada programa padre Renato Criste, coordenador arquidiocesano de pastoral. A rádio também vai transmitir a missa de encerramento no sábado (14) a partir das 15h, pela 91,1 FM e também pelo aplicativo escuteamerica.

Confira a programação completa:

   

A Igreja está celebrando as vocações neste mês de agosto e quando se fala no tema muita gente ainda pensa que o assunto está

A Igreja está celebrando as vocações neste mês de agosto e quando se fala no tema muita gente ainda pensa que o assunto está ligado somente aos padres e religiosos e religiosas. Mas é importante ressaltar que todas as pessoas no mundo possuem alguma vocação e a primeira delas é a vocação à vida conforme explica padre Jorge Campos, Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha.

“A palavra vocação significa chamado e esse chamado é a que? Primeiramente à vida. Nossa primeira vocação é à vida. Isso é muito importante, pois antes de ser chamado para uma missão específica a gente é chamado em primeiro lugar a viver bem, realizar-se na vida, encontrar um sentido. Então respondendo esse chamado à vida, é importante se questionar com o que eu vou gastar a minha vida? Qual é minha missão neste mundo? ”.

Geralmente é na adolescência que começa a surgir essa inquietação e costumam ser feitos esses questionamentos. A partir de então a pessoa vai perceber se sente o chamado para a vocação matrimonial, vocação sacerdotal, vocação religiosa ou vocação leiga. Para a vida matrimonial a pessoa pensa se quer conhecer alguém, amadurecer no relacionamento e analisar se quer ter um projeto de vida a dois.

“Se for uma vocação matrimonial, o homem ou mulher vai amadurecer este pensamento e constituir uma família ou então vai perceber que quer se dedicar a vida religiosa, entrar para as congregações religiosas, ter uma vida missionária ou então uma vocação diocesana, no caso do Ministério Sacerdotal. A pessoa sente que não tem vocação para o matrimônio e quer se dedicar a um projeto maior, na vida religiosa”.

O Vigário Geral também ressalta que existe uma questão vocacional para aptidão da pessoa se desenvolver em uma profissão, por exemplo. O indivíduo percebe se leva jeito para ser um bom médico, professor, advogado, carpinteiro, comerciante, pois vocações são chamados específicos a serem seguidos. E sobre os leigos que estão nas Igrejas e no mundo, eles também são vocacionados.

“A vocação leiga é muito importante, é essencial. A pessoa sente que não é chamada a dedicar integralmente sua vida à Igreja, mas quer se dedicar como leigo, exercendo a sua missão neste mundo. Evangelizando como um leigo e pode ser como leigo consagrado tanto no mundo secular, quanto nas ordens terceiras dos franciscanos por exemplo”, conclui padre Jorge.

E como identificar qual é o seu chamado? É prestando atenção na própria vida. Qual é sua inclinação, o que gosta de fazer? Para cumprir um chamado vocacional a pessoa tem que ter o desejo de trabalhar, estudar e principalmente tem que ser entusiasmada pela vida, pois não vai conseguir se realizar dentro da sua vocação sendo alguém frustrado.

Para comemorar o dia dedicado aos padres, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, convidou todos os presbíteros da arquidiocese para uma manhã celebrativa

Para comemorar o dia dedicado aos padres, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, convidou todos os presbíteros da arquidiocese para uma manhã celebrativa no Centro de Treinamento Dom João Batista (Ponta Formosa).

O encontro começou com a concelebração da missa que foi presidida pelo Arcebispo e continuou depois com a confraternização e almoço. Um momento para renovar a vida, fortalecer a comunhão e também lembrar os padres que faleceram vítimas da Covid-19. O arcebispo agradeceu a Deus pelos padres, pelas novas ordenações e pelos diáconos que serão ordenados no final do ano, reconhecendo que isso confirma a presença de Deus para o crescimento do Reino.

Durante a homilia, dom Dario referiu-se a três pontos a partir do Evangelho do dia que é de São Mateus: Em primeiro lugar referiu-se ao fato de Jesus ir para um território pagão e com isso alertou para a superação de “barreiras e divisões, exclusões e separações. O segundo ponto foi a fé da mulher cananeia que interpela Jesus e pede a cura da filha. Dom Dario lembrou a atitude de fé da mulher e, como terceiro ponto, a atitude de Jesus que testa a fé da mulher cananeia e a reconhece como “mulher de grande fé”.

Ao final da homilia, o Arcebispo parabenizou e agradeceu aos padres pela dedicação e serviço ao Reino de Deus na Igreja.

Leia a homilia na íntegra clicando aqui.

Estamos em agosto, o mês em que a Igreja reza pelas vocações. E em especial nesta semana celebramos o Dia do Padre em 04

Estamos em agosto, o mês em que a Igreja reza pelas vocações. E em especial nesta semana celebramos o Dia do Padre em 04 de agosto, e a comemoração foi antecipada para ontem nas paróquias da Arquidiocese de Vitória. A missão de um sacerdote é o serviço, a doação e ele deve ser um sinal da presença de Jesus Cristo no meio de todo povo, anunciando o evangelho, zelando pelos irmãos, ajudando-os a crescer na Fé. Uma demonstração de todo esse amor de dedicação ao próximo e a Igreja é o padre que se dedica ao trabalho missionário.

Este é o caso do padre João Marcelo dos Santos, 47 anos, ordenado há 11 anos na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Alfredo Chaves e que está em missão desde o início deste ano na Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia, no Pará. A partir de um convite do Vigário Geral, padre Jorge Campos, em uma reunião da Área Pastoral Benevente, ele se colocou à disposição da Igreja de Vitória para servir à esta Igreja Irmã.

Há seis meses vivendo uma outra realidade, padre João Marcelo afirma que hoje traz uma nova bagagem em seu sacerdócio: “falar de missão é uma coisa, viver em missão é outra. É uma realidade em que algumas vilas não têm internet, não tem sinal de telefone, nas cidades a gente têm as distâncias, mas vamos aprendendo junto ao povo de Fé, que luta. É viva a Igreja na Amazônia, é uma Igreja que está presente, sendo sal e luz naquele lugar”.

A Diocese de Conceição do Araguaia possui 10 paróquias e 2 quase paróquias. São 11 municípios que compreendem um território do tamanho do Estado do Espírito Santo e hoje existem 19 padres trabalhando na área. Padre João Marcelo está como vigário na paróquia São José carpinteiro, junto do pároco padre Francisco que também é missionário vindo da França. Ele relata que estão vivendo um tempo de pandemia muito forte lá, com muitas pessoas doentes e mortes e as comunidades estavam fechadas há um ano e meio. Então ao chegar, o primeiro momento foi de visitar as comunidades.

“Fizemos uma campanha com visitas, confissões, Santas Missas, reabrindo comunidades que estavam fechadas e retomando alguns sacramentos como Primeira Eucaristia, Batismo e Matrimônio, além de retomarmos a catequese. Para conhecer a realidade a gente precisa se despir um pouco do que a gente vive e entrar em uma realidade que é diferente da nossa, aonde as comunidades são longes, as vilas, a cultura. O Sul do Pará onde está a Diocese é formado por nativos, os índios caiapós, mas também pessoas vindas de vários lugares do Brasil e é uma mistura cultural muito grande. Eu coloquei a serviço meu ministério, mas ao mesmo tempo conheci a realidade para compreender e poder servir com alegria e da maneira mais plena possível”.

Entre as particularidades da região onde está a Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia, têm a parte histórica com o processo de desmatamento, garimpo, disputa de terras e atualmente a questão do gado e plantio de soja, tudo isso com a migração de pessoas de vários lugares e padre João Marcelo reforça que a Igreja sempre foi presença e sinal, ajudando nos embates, na reforma agrária, evangelizando, denunciando e sendo a voz e uma luz para o povo.

Já em relação aos desafios o presbítero destaca que as distâncias mexem muito e são muito diferentes da realidade da Igreja de Vitória, pois são paróquias e municípios grandes que compreendem extensões territoriais gigantescas. Existem paróquias, principalmente nos recantos, que tem comunidades que chegam a ficar com 200 km, 240 km de distância da Igreja Matriz, em estrada de chão. “Depois temos duas realidades que são latentes: a da natureza, que vivemos um período muito chuvoso em que as estradas mudam muito com a lama e depois período de seca, de maio a setembro, que não chove e tem um calor muito forte”.

Padre João Marcelo reitera que servir em uma experiência de missão têm sido um tempo muito especial em sua vida, pois ele tem aprendido muito e também tem dado mais valor ainda ao seu ministério. “A gente percebe o quanto podemos contribuir como sacerdote na vida das pessoas e como que a nossa presença fazendo as vezes de Cristo e a Igreja como instrumento por onde a graça chega, através dos sacramentos, faz uma diferença muito grande na vida das pessoas. Eu me preparei, rezei e fui com o coração aberto. Não sabia o que encontrar e posso dizer que tem sido um tempo de graça na minha vida”.

Sobre o que é ser um sacerdote e qual deve ser sua missão, padre João Marcelo ressalta que esta vocação é um chamado de Deus e ao mesmo tempo uma resposta humana a partir do tempo de preparação no seminário, formação humana, teológica e espiritual. Há 21 anos ele saiu de Alfredo Chaves e da sua comunidade de origem Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Comunidade São José, no setor Sagrada Família, e com todo processo de estudo e experiências, hoje ele afirma que valeu a pena.

 

Hoje, 1 de agosto de 2021, dom Aldo Gerna, bispo emérito da diocese de São Mateus, ES, completa 50 anos de ordenação episcopal. Uma

Hoje, 1 de agosto de 2021, dom Aldo Gerna, bispo emérito da diocese de São Mateus, ES, completa 50 anos de ordenação episcopal. Uma vida dedicada a esta diocese, lugar que ele também escolheu para viver a emeritude (aposentadoria).

Dom Aldo exerceu grande influência na Igreja Católica do Espírito Santo e destacou-se, durante sua missão episcopal, como um grande defensor e lutador pelas causas de defesa dos mais fracos.

Pelo seu trabalho na defesa do povo e pela coerência de vida no exercício de sua missão na ação pastoral e evangelizadora, a arquidiocese de Vitória parabeniza dom Aldo e agradece a Deus por sua vida, por sua presença e atuação que muito ajudou a caminha do Sub-Regional (dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, São Mateus e Vitória).

Obrigada, dom Aldo, por sua dedicação, por seu exemplo, por seu testemunho e por suas palavras sempre oportunas. Rezamos pelo senhor.

 

Sob o olhar materno da Imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha, aconteceu na manhã do dia 31 de julho, no Santuário do Divino

Sob o olhar materno da Imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha, aconteceu na manhã do dia 31 de julho, no Santuário do Divino Espírito Santo, em Vila Velha, a missa de ordenação presbiteral dos diáconos João Tozzi Sobrinho e Vitor César Noronha.

Familiares, amigos, autoridades e o clero se reuniram para celebrar este momento especial, no qual a Igreja Particular de Vitória ganha dois novos presbíteros.

Durante a celebração, o arcebispo Dom Dario Campos, OFM destacou que “ordenar um padre hoje na nossa igreja, nas circunstâncias em que estamos vivendo é uma responsabilidade muito grande”. Dom Dario relembrou o espírito sinodal que o Papa Francisco tem imprimido na Igreja e partilhou, com todo o povo presente, essa responsabilidade dizendo: “Se vocês estão de acordo que eu os ordene, diante do testemunho do nosso Padre Jorge, vigário geral e reitor do nosso Seminário, manifestem com uma salva de palmas e fiquem de pé. Se não, fiquem sentados”. Toda a assembleia se levantou e calorosamente aplaudiu. Então, Dom Dario completou: “Com o apoio de vocês e com a ajuda de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, escolhemos esses dois nossos irmãos para a ordem do presbiterato”.

Na homilia o arcebispo enfatizou a urgência do anúncio do reino de Deus e a necessidade de se colocar ao lado daqueles que mais precisam, assumindo assim o compromisso de se tornar uma igreja em saída, solidária e próxima aos que sofrem. Acima de tudo, uma igreja portadora de uma palavra profética capaz de convocar todos à urgência da construção da casa comum. Leia a homilia na íntegra clicando aqui.

Ao povo e, em especial, aos diáconos João e Vitor, dom Dario reiterou: “busquemos com sinceridade e humildade e nos empenhemos, em nosso ministério, para realizar a missão de Jesus Cristo, aqui na Terra, aonde vocês forem chamados a trabalhar. Que sejamos marcados e vivamos impulsionados, direcionados pelos mesmos sentimentos de Cristo Jesus, como sinais vivos dos valores do Evangelho, formados pela caridade do Mestre e fortalecidos por suas escolhas fundamentais”

Por fim, dom Dario destacou a importância de direcionar o olhar em direção aos pobres, uma vez que durante a vida pública, Jesus sempre se dirigiu aos excluídos e marginalizados da sociedade. Lembrou ainda que o Papa Francisco tem sinalizado o caminho para uma “igreja pobre e para os pobres, como um sinal profético”, diante de uma sociedade que se apresenta com valores ainda contrários ao Evangelho de Jesus Cristo. Ao povo, dom Dario pediu que sempre reze pelos dois ordenados na intenção de que sempre sejam guiados pela força do Espírito Santo.

Além do rito de ordenação que trouxe emoção a todos que acompanhavam, outro ponto que trouxe comoção e alegria ocorreu quando a missa estava prestes a se encerrar. Uma banda de congo, juntamente com representantes das pastorais sociais fizeram uma homenagem a Nossa Senhora da Penha.

Texto: Renann Siqueira, representante da Pascom da área Pastoral Vila Velha.

Fotos: Matheus Borsoi, paróquia Nossa Senhora do Rosário