Notícias da Arquidiocese

Neste período de pandemia muitos casais têm enfrentado dificuldade em seus relacionamentos.

Neste período de pandemia muitos casais têm enfrentado dificuldade em seus relacionamentos. Já são seis meses de uma hiperconvivência dentro de casa que causa uma sobrecarga entre as tarefas domésticas, o cuidado e educação dos filhos, o home office, entre outros pontos. Essa rotina mudada por um cenário de incertezas aumenta o estresse e evidencia problemas que muitas vezes já existiam e não foram solucionados. 

Padre Renato Criste, especialista em matrimônio e família, reforça que a pandemia favoreceu um estresse coletivo e familiar. E em um primeiro momento essa é até uma reação esperada, pois tudo mudou e ninguém estava preparado para essa pandemia que é algo muito intenso, além de existir a preocupação com o futuro. 

É o caso de Gabriela Almeida, casada há 6 anos com João e mãe da Lívia de 1 ano. Ela detalha que os primeiros meses da pandemia foram os mais difíceis e ela chegou a ter crises de ansiedade e muitas brigas com o marido: “Em dias normais nós sempre tivemos ajuda em casa, mas com a necessidade do isolamento eu acumulei o trabalho doméstico, alimentação de todos, cuidados com a bebê, além de ter ainda mais demandas no meu trabalho. Os atritos cresciam cada dia mais e acredito que o fato de não poder sair de casa e o medo da doença também sufocou um pouco a nossa família”.

Para vencer essas dificuldades, mantendo o casamento de pé, o casal conversou e alinhou uma melhor divisão de tarefas. Também ficou combinado que ambos teriam mais paciência e cuidado com o outro: “Chegou a um ponto que estava ficando insustentável manter um ambiente harmônico dentro de casa. Nos propusemos a conversar mais, rezar mais juntos e lutar para que nossa família ficasse bem diante desse período tão difícil que o mundo está vivendo”, finaliza Gabriela.  

E segundo padre Renato este é um bom começo. Ele enfatiza que saber reeducar a convivência familiar e social é fundamental nos dias de hoje em que as pessoas estão mais intolerantes, impacientes e vindas de um contexto de intolerâncias políticas e ideológicas.  

“Eu acho que a gente precisa saber se reeducar e reorganizar. Então se a rotina mudou a gente tem que ter essa flexibilidade para saber reconduzir a vida, a história e com um pouquinho de paciência e disciplina isso é possível. Tem uma palavrinha que é bastante batida mas cabe nesse contexto que é a ‘resiliência’, a capacidade de se readaptar, ressignificar a vida, reeducar. Do contrário fica muito difícil.”

A orientação para os casais com dificuldades neste período é para que busquem o diálogo dentro de casa e procurem ajuda. O sacerdote reforça que na Igreja existe o atendimento paroquial – onde o padre da paróquia a qual a pessoa pertence – pode ajudar no discernimento e na escuta. Paralelo a isso também existe a Pastoral Familiar que possui os agentes preparados para acolher e ajudar a direcionar a vida deste casal.

Na Arquidiocese de Vitória esse tempo de experimentação dura entre três e cinco anos e anualmente o Arcebispo e o conselho presbiteral fazem uma

A expressão em latim ad experimentum, que traduzida para o português significa “para experimentar”, é o termo jurídico usado a fim de designar quando um padre está em experiência numa diocese. Na Arquidiocese de Vitória esse tempo de experimentação dura entre três e cinco anos e anualmente o Arcebispo e o conselho presbiteral fazem uma avaliação do candidato à incardinação.

Segundo o Pe. Jorge Campos Ramos, Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória, “geralmente os padres que postulam ingressar na Arquidiocese são pessoas que já têm a sua origem por aqui e que desejam voltar para a sua terra natal e contribuir com a Igreja Particular”.

Hoje, na Arquidiocese de Vitória existem seis padres em Ad Experimentum, entre eles o padre Hadeleon Santana, que já está no terceiro ano de experiência, ele relata que escolheu esta a Igreja por querer servir no local em que recebeu os sacramentos da iniciação cristã e onde vive a família dele. Foi “o desejo de retornar para a minha Igreja mãe que me trouxe para viver aqui o meu ministério sacerdotal”, conta.

Outros pontos destacados pelo Pe Hadeleon foram o acolhimento que ele recebeu do clero local, bem como a fidelidade da arquidiocese no “olhar atento aos mais necessitados… aos irmãos sofredores”.

O padre que pretende ser incorporado ao clero local faz esse tempo de vivência para entender e se adaptar à vida da Arquidiocese, esse período de Ad Experimentum pode ser considerado como uma fase preparatória para o ingresso definitivo, antes da aprovação do Arcebispo e posterior assinatura do termo de compromisso vinculante.

A importância da formação missionária na diversidade e pluralidade de trabalhos missionários.

Neste tempo em que o mundo vivencia a pandemia da covid-19 muitas Congregações e Institutos Religiosos membros da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), em parceria com outros Organismos Missionários como a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as Pontífícias Obras Missionárias e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), têm tido um papel fundamental nos inúmeros trabalhos missionários desenvolvidos nas regiões mais remotas do país.

Na Amazônia, por exemplo, uma paróquia em Tonantins, Alto Solimões (AM), vivenciou o trabalho missionário de escuta, acolhida e atendimento de saúde a ribeirinhos. Durante três meses, três religiosas trabalharam na área da saúde como voluntárias no projeto da CRB “comunidade voluntárias pela vida”, desenvolvendo a missão de cuidado com a vida.

Atualmente, comunidades dos municípios de Baliza (GO), que fica na divisa de Goiás com o Mato Grosso, região da diocese São Luís de Montes Belos, missionárias religiosas atuam no Assentamento Bandeirantes; em São Félix do Araguaia (MT), outras atuam com os povos Indígenas Xavantes e em Oiapoque (AP), ainda outros religiosos dão apoio à rede Itinerante interinstitucional de Manaus (AM), também são vários locais onde há a grande necessidade de missionários que promovam a evangelização, a solidariedade e fortaleçam a luta por vida digna.

Essas iniciativas missionárias são fruto de uma consciência missionária e eclesial crescente e que o Programa Missionário Nacional (PMN), em sintonia com as Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) da CNBB busca sempre mais aprofundar. Assim, o PMN tem se tornando uma ponte de integração entre a missão e o missionário, principalmente no que tange à formação dos voluntários, para que sejam mais capacitados e experientes e cultivem carismas missionários específicos.

De acordo com a assessora executiva da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Maria de Fátima Kapp, o Programa Missionário Nacional na Igreja do Brasil é importante para vincular e, tecer linhas de ação conjunta, visto que existe uma grande diversidade e pluralidade de trabalhos missionários.

“O PMN tenciona favorecer a unidade e comunhão no serviço missionário da Igreja. Mas, sobretudo, o programa procura favorecer e fortalecer a consciência da missionariedade de cada batizado, como também ampliar a visão do conceito de missão e de ser missionário”, destaca.

A missão é um dos quatro pilares das DGAE. Segundo o documento, a exemplo do que pede o papa Francisco, o sentido da comunidade se realiza quando ela sai em missão e vai ao encontro das periferias existenciais e é bem isso que os missionários têm feito em muitos lugares. Segundo a comissão, o apoio do PMN na formação desses missionários faz toda a diferença para que o trabalho missionário siga fios condutores comuns e faça crescer a comunhão missionária.

Irmã Maria de Fátima Kapp, ressalta que as ações concretas na vida das comunidades são fundamentais, no que se refere à formação missionária. Segundo ela, a vivência dos valores humanos, cristãos, missionários e a sua consciência são forjados a partir da experiência e da vivência concreta e que a teoria, o estudo, as reflexões ajudam, favorecem, iluminam, mas as ações levam à encarnação na vida tais valores.

“Em relação aos temas e encontros, cursos formativos, somos impelidos a nos desafiar; a ir além, provocar momentos de atuação missionária, como: partilha de vida, celebrações missionárias, gestos de solidariedade, diálogos sobre a missão, testemunhos de missionários, campanhas em prol dos pobres e das atividades Ad Gentes. Igualmente, envolver no planejamento pastoral esses momentos formativos e vivenciais missionários”, explica a religiosa.

Para o bispo de Cametá (PA) e referencial do COMIRE no Regional Norte 2 da CNBB, dom José Altevir da Silva, ser missionário é aquele que escuta, acolhe, vivencia as palavras do Evangelho, e através de seu batismo, procura testemunhar Jesus Cristo, até mesmo sem o anúncio explícito. Segundo ele, da Missão faz parte o “Ide”, que Jesus disse aos seus discípulos.

“Por isso, ser missionário é estar disposto a sair, lançar-se em lugares nunca vistos, abrindo caminhos novos para atingir o coração da humanidade, espaço privilegiado da missão. Missionário é também aquele que fica e converte o espaço onde se encontra num centro irradiador da missão, trazendo presente as dores do mundo, desenvolvendo sentimentos de compaixão e indo ao encontro dos que mais necessitam. Todos os cristãos são chamados a ser missionários, pois esta é a natureza da Igreja”, reforça o bispo.

Mês missionário 2020

 

Durante todo o mês de outubro, a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e outros organismos membros do COMINA – Conselho Missionário Nacional, realiza a Campanha Missionária 2020 que este ano traz como tema: “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).

Até o fim do mês, diversas atividades serão realizadas semanalmente Todas as quartas-feiras, às 15h30, tem o Terço Missionário nas emissoras de rádio e tv católicos e todas as quintas-feiras, tem live da comissão em parceria com a Edições CNBB, às 15h, no canal do Youtube das Edições CNBB. Os dois eventos são retransmitidos nos canais da conferência e das POM.

Nesta quarta-feira, 7 de outubro, tem o primeiro Terço Missionário, às 15h30, que vai rezar pela intenção: “A Igreja presente em cada continente” e vai ser conduzido pelos integrantes da Infância e Adolescência Missionária.

Já na quinta-feira, 8 de outubro, às 15h, a segunda live missionária que tem como tema: “Campanha Missionária 2020 e PMN – Prioridade Formação Missionária” vai terá como convidados a assessora executiva da CRB, Irmã Maria de Fátima Kapp e o bispo de Cametá (PA) e referencial do COMIRE no Regional Norte 2 da CNBB, dom José Altevir da Silva.

Fonte: CNBB

Outubro é o mês dedicado ao combate ao câncer de mama. É comemorado no mundo inteiro

Outubro Rosa é lembrado no mundo inteiro. A cor rosa simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população. Tudo começou nos Estados Unidos, pois lá existiam várias ações isoladas referente ao combate ao câncer de mama. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo, motivando e unindo diversos povos em torno de uma causa nobre.

A primeira manifestação no Brasil do Outubro Rosa aconteceu em São Paulo, no dia 02 de outubro de 2002, no monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (conhecido como o Obelisco do Ibirapuera). Em outubro de 2008, diversos monumentos foram iluminados de rosa em diferentes capitais do país, como Brasília – DF, São Paulo – SP, Rio De Janeiro – RJ , Teresina _PI, etc.

Cada ano aumenta a adesão ao Outubro Rosa. 57 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama todos os anos no Brasil. No mundo é o câncer que mais atinge as mulheres. Cerca de 520 mortes por ano acontecem devido essa doença. No Espírito Santo, o câncer de mama feminino é o maior causador de óbitos. Segundo dados preliminares do Sistema de Informação de Mortalidade da Secretaria da Saúde, foram registrados 361 óbitos pela doença em 2019. De janeiro a agosto de 2020, 197 mulheres morreram em decorrência da doença. O câncer de mama não apresenta sintomas. É mais comum nas mulheres entre 40 e 69 anos.

O autoexame das mamas é o primeiro passo para prevenir o desenvolvimento e detectar precocemente os tumores. Cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelo autoexame. O ideal é que cada uma conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de qualquer alteração. Além do autoexame, manter alimentação saudável e realizar atividades físicas fazem com que se previna a doença.

Fatores de risco

Os fatores associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença são:

·       Câncer de mama em parentes próximos

·       Obesidade e sedentarismo

·       Puberdade precoce

·       Gravidez tardia

·       Não ter filhos

·       Menopausa tardia

Somente a mamografia pode detectar tumores no estágio inicial. Se diagnosticado no início as chances de cura chegam a 98%.

Câncer de Mama em Homens

Há os que pensam que o Câncer de Mama é só para as mulheres. Os homens também precisam estar atentos pois podem ser atingidos pela doença.

Os possíveis sinais de câncer de mama em homens são:

·       Protuberância ou inchaço, geralmente (mas nem sempre) indolor;

·       Pele ondulada ou enrugada;

·       Retração do mamilo;

·       Vermelhidão ou descamação da pele da mama ou do mamilo;

·       Inchaço nos linfonodos axilares.

Essas alterações não são sempre causadas pelo câncer, caso note qualquer alteração nas mamas consulte imediatamente um médico para poder realizar o diagnóstico.

Onde buscar tratamento

O Espírito Santo conta com sete estabelecimentos para o tratamento de câncer de mama:

·       Hospital Santa Rita de Cássia (HSRC-AFECC)

·       Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI)

·       Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam)

·       Hospital Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV)

·       Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV)

·       Hospital Maternidade São José (HMSJ)

·       Hospital Rio Doce

Entre as alternativas estão a adoção de aplicativos, telemarketing, visita domiciliar e plantões da equipe do dízimo, entre outras que ajudaram a amenizar a

Com as portas das igrejas fechadas devido à pandemia da Covid-19, a Arquidiocese de Vitória registrou queda de receita, fato que afetou serviços, paralisou obras e fez suspender contratos.

Segundo Sérgio Murilo, Administrador/Ecônomo da Cúria, “de imediato, com relação às coletas, a redução foi de 100%, dado que elas ocorrem nas celebrações presenciais, que não aconteceram de forma geral no período de abril a julho de 2020”. No computo global, a receita advinda das coletas representa uma média de 30% da arrecadação total da Igreja.  

Quando o assunto é o dízimo, os números abaixo mostram que houve uma variação entre os meses de abril e agosto e pico de 40% de queda em maio, confira:

Abril: -10,50%

Maio: -40,18%

Junho: -18,04%

Julho: – 21,03%

Agosto: -15,63%

As paróquias localizadas em periferia foram as mais afetadas com a redução de receita, “dado não disporem, de imediato, de meios tecnológicos, plataformas e novas mídias, para ser presença de Igreja através das redes sociais”, completou Murilo.

Diante da situação, algumas medidas administrativas foram tomadas para manter o funcionamento das paróquias e da Cúria, confira abaixo:

• Redução das côngruas dos padres (contribuição financeira para o padre se manter);

• Adoção das medidas provisórias do governo federal quanto a antecipação de férias, suspensão de contrato de trabalho e redução de jornada e salários dos colaboradores;

• Revisão e/ou suspensão de contratos de prestadores de serviços/MEI;

• Redução de despesas administrativas;

• Suspensão de todas as atividades pastorais, exceto, celebrações litúrgicas;

• Suspensão de todos os investimentos;

• Paralisação de obras e similares;

• Suspensão de novos projetos pastorais;

• Suspensão de festas religiosas com presença de público.

Sérgio destaca a importância do “trabalho da pastoral do dízimo e seus agentes missionários, que tiveram que ser criativos e reinventar-se, buscando dar novas opções aos fiéis católicos para realizarem suas contribuições de forma não presencial.” Entre as alternativas estão a adoção de aplicativos, telemarketing, visita domiciliar e plantões da equipe do dízimo, entre outras que ajudaram a amenizar a perda de receita nesse tempo de pandemia.

A liturgia do dia 02 de outubro celebra os Anjos da Guarda, porque de fato, eles existem e cuidam, protegem, iluminam e governam a

A celebração dedicada aos Anjos da Guarda surgiu na Espanha, no século V. A princípio teve como data o dia 29 de setembro, juntamente com a festa dos arcanjos (Gabriel, Rafael e Miguel). Em 1670, o Papa Clemente X passou a data para o dia 02 de outubro. A partir do século XVI, a propagação da devoção popular aumentou, o Papa Paulo V inseriu a festa dos Anjos da Guarda no calendário da Igreja. Desde então, a liturgia do dia 02 de outubro celebra os Anjos da Guarda, porque de fato, eles existem e cuidam, protegem, iluminam e governam a nossa vida.

O Catecismo da Igreja Católica diz: “desde a infância até a morte, a vida humana é cercada pela sua proteção e pela sua intercessão. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos a Deus”. (cf. Cat. n. 336).

Dizemos que os anjos existem, porque a bíblia relata muito sobre a presença deles. No Antigo Testamento é possível constatar a presença dos anjos desde o livro de Gênesis, quando Deus colocou querubins no Jardim do Éden depois de expulsar Adão e Eva (Gênesis 3,24); no Novo Testamento percebemos a presença do anjo quando Maria é visitada por um, e este recebe o nome de Gabriel (Lucas 1, 26). Os anjos estão sempre acompanhando a história dos homens.

No livro dos Atos dos Apóstolos capítulo12 podemos observar a libertação de Pedro da prisão por um anjo:

“7Repentinamente apareceu um anjo do Senhor, e uma luz brilhou na cela. Ele tocou no lado de Pedro e o acordou. “Depressa, levante-se!”, disse ele. Então as algemas caíram dos punhos de Pedro. 8O anjo lhe disse: “Vista-se e calce as sandálias”. E Pedro assim fez. Disse-lhe ainda o anjo: “Ponha a capa e siga-me”. 9E, saindo, Pedro o seguiu, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; tudo lhe parecia uma visão”.

 

Os anjos são uma verdade de fé da Igreja Católica. A vida dos santos é atestada pela presença deles. Tem como missão nos levar para o céu. Deus nos deu um Anjo da Guarda, para que nos proteja e nos guie para a santidade, até o dia em que estejamos juntos com Ele. O Anjo da Guarda quer a nossa salvação e lutam para isso.

Dom Bosco nos recorda que o nosso Anjo da Guarda quer muito nos ajudar. O desejo que eles têm de ajudar, salvar, conduzir para Deus é muito maior que a nossa vontade de sermos protegidos, guiados e conduzidos até o céu. É recomendável ter um relacionamento com o Anjo da Guarda durante toda a vida.

O que é um anjo?

A palavra Anjo significa mensageiro. Os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Contemplam a face do pai que está no céu. São poderosos executores da palavra de Deus. Totalmente obediente a Deus.

A Igreja ensina através do Catecismo que são criaturas puramente espirituais que são dotados de inteligência e vontade, são criaturas pessoais e imortais. (cf. Cat. n. 330)

O Anjo adora, louva, serve e obedece a Deus o tempo todo. Eles só sabem fazer o bem. Estão na terra para ajudar os homens.

A igreja ensina que existe uma hierarquia de anjos. Cada hierarquia tem uma missão. Cada um tem uma missão dada por Deus. Deus colocou anjos para cuidar de você, para cuidar da sua família… Para cada realidade Deus escolhe um. Deus colocou anjos ao nosso dispor. Cada um tem um anjo que o guia para o caminho de Deus.

Orações ao Anjo da Guarda

Oração ao Anjo da Guarda – 01

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, pois que a ti me confiou a piedade Divina, hoje e sempre me governa, rege, guarda e ilumine. Amém

Oração ao Anjo da Guarda – 02

 

Santo Anjo da Guarda, meu poderoso protetor, guardai-me sempre na paz de vosso amor.

Dos perigos, livrai-me; do mal, libertai-me; e nos momentos de angústia, consolai-me!

Durante o sono, velai sobre meu descanso, não deixais o mal de mim se aproximar.

Sob as asas do seu amor, possa nos meus sonhos habitar!

Nesta noite de luz, afugentai as trevas do medo, afastai também as tentações, para que minha alma tranquila descanse sem aflições.

E que no alvorecer de um novo dia, eu acorde feliz e restaurado, e seja para o mundo testemunha de ser sempre por vós amado! Amém.

O filme “O grande Milagre” ajuda a entender um pouco sobre os anjos e em especial o Anjo da Guarda.

Link do filme: https://vimeo.com/336891619

Em 2020, o Mês Missionário terá como tema “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). A celebração acontece sempre

O Papa São Paulo VI, logo após o Concílio Vaticano II, disse na carta “Anunciando o Evangelho” (Evangelii Nuntiandi) que: “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (EN 13). Conscientes que nossa primeira razão de ser Igreja é Evangelizar, em todos os ambientes em que estamos, vamos viver com alegria este mês missionário.

Para a leiga consagrada da Comunidade Epifania, Amelinha Carrera que atua na Comissão para Ação Missionária, a Igreja surge do Filho, por obra do Espírito Santo, para participar dessa missão como sacramento universal da íntima união com Deus e da unidade de toda a humanidade. “A missão não é algo optativo, não é uma atividade da Igreja entre outras, mas a sua própria natureza. A Igreja é missão”, afirma.

Ela ainda destaca que a origem da natureza missionária da Igreja encontra-se em Deus, fonte do amor. “Esse amor é como uma fonte inesgotável que sempre flui como água viva, que jorra na terra pelo Espírito Santo, que faz parte da criação por meio da Palavra que se tornou carne”.

Em tempos difíceis, tempos de isolamento social, de cancelamento de tantas agendas pastorais, missionárias, de atividades, encontros e formações, a missão não foi cancelada, ela continua, pois, a missão é permanente. Somos convidados a neste tempo olhar menos para o espelho e mais para a janela, onde o mundo precisa de cada cristão.

A nova realidade de isolamento social pede que cada localidade possa encontrar o seu jeito de realizar o mês missionário. A novena missionária, momento importante para rezar e celebrar a missão nas comunidades, ainda pode ser realizada nas famílias, em suas casas.

Em 2020, o Mês Missionário terá como tema “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). A celebração acontece sempre no mês de outubro e é preparada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) com a colaboração da CNBB, Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional. A temática aborda o convite que todo cristão recebe para defender e cuidar da vida em todas as suas dimensões.

Tema: A vida é missão | Lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8)

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro, na Igreja de todo o Brasil. Colaboram nesta ação a CNBB por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).

Mesmo vivendo um tempo diferente, em que o mundo passa por uma pandemia que mudou nossas relações, a Campanha Missionária em 2020 quer ser um sinal de esperança para tantas vidas doadas de forma solidária. O tema escolhido “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8) irão nos ajudar no crescimento da consciência missionária.

A missão é envio para a salvação que realiza a conversão do enviado e daquele a quem ele se destina. A vida em Cristo é missão. Valorizemos os quatro pilares espirituais apresentados pelo Papa Francisco que orientam nossas iniciativas missionárias: O Encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na Igreja; O Testemunho dos santos e dos mártires da missão; A Formação catequética para a missão; e A Caridade missionária.

Sugestões de atividades nas paróquias:

1)   Realizar a novena missionária com os testemunhos da Campanha pelas mídias sociais;

2)   Inserir na novena a histórias dos padroeiros relacionado a temática do mês com vídeos e cards para redes sociais;

3)   Campanha de arrecadação de alimentos/roupas durante o Mês Missionário e ao final distribuir para as famílias carentes ou instituições – gesto concreto.

4)   Cada dia é oferecido um testemunho missionário correspondente ao tema da Novena Missionária. São vídeos que se encontram nos canais de comunicação das Pontifícias Obras Missionárias. Pelo celular, as ferramentas QRcode e o Aplicativo Zappar são formas de acesso direto a esses vídeos.

5)   Para cada dia da novena é oferecido um texto para ser lido, meditado e rezado. Temos indicado os passos da Leitura Orante da Bíblia. Faça posts nas redes sociais; envie para grupos de whatsapp;

6)   Entre em contato com as famílias da paróquia. Faça um grupo de atendimento pelo telefone, para dialogar, ouvir as pessoas, partilhar a vida e a missão;

Caso a sua paróquia tenha interesse em realizar atividades com a temática proposta ou necessite de assessoria para formação a Comissão para a Ação Missionária da Arquidiocese de Vitória está à disposição, faça contato pelo e-mail: [email protected]

No mês de setembro, bem no início da primavera, somos convidados a refletir sobre a pessoa idosa. O idoso muitas vezes é desprezado, desrespeitado,

No mês de setembro, bem no início da primavera, somos convidados a refletir sobre a pessoa idosa. O idoso muitas vezes é desprezado, desrespeitado, até mesmo deixado de lado. Por detrás de uma pessoa idosa existe muita história, sabedoria e vida. Pensando nessas pessoas que muito já fizeram e já viveram foi dedicado uma semana para eles em todo o país. O período é celebrado anualmente na semana do dia 27 de setembro, Dia Nacional da Pessoa Idosa e segue até o dia 01 de outubro no Dia Internacional da Pessoa Idosa.

 

O número de idosos no Brasil vem crescendo rapidamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o idoso é toda pessoa acima de 60 anos. No Espírito Santo, o número de moradores idosos correspondia a 12,5% da população em 2012, passando a 14% em 2017. Havia 473 mil pessoas de 60 anos ou mais de idade no estado em 2012, aumentando para 561 mil pessoas em 2017. Ou seja, 88 mil idosos a mais, correspondendo a um crescimento de 18,6% em cinco anos. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a expectativa de vida do idoso no Estado é a maior do país. Uma pessoa idosa de 65 anos em 2018 teria a expectativa de vida de 20,4 anos a maior do país.

 

Na Arquidiocese de Vitória foi estruturada em 2017 a Pastoral da Pessoa Idosa, para sintetizar os trabalhos de atenção ao idoso que já vinham sendo realizados em diferentes pastorais. Presente em 12 paróquias da Grande Vitória, tem como objetivo valorizar e melhorar a qualidade de vida dos idosos por meio de acompanhamento e visitas domiciliares.

 

“A Pastoral da Pessoa Idosa, nasceu em 2004 no ano internacional do idoso. Foi criado pela Dra. Zilda Arns Neumann, que numa conversa no aeroporto com o Dr. João Batista Lima Filho, demonstrou sua preocupação com os idosos que eram encontrados nas casas quando os agentes da Pastoral da Criança visitavam. O Doutor João também já trazia em seu coração uma vontade de fazer alguma coisa pelos idosos do país. Deste encontro, nasceu a ideia de um trabalho conjunto em prol das pessoas idosas. Já é uma pastoral que está presente em todos os Estados do Brasil, e aqui na Arquidiocese de Vitória estamos presente em algumas paróquias desde 2017.

Nesse período de pandemia, não estamos podendo realizar nossos trabalhos, assim aderimos a proposta do Papa Francisco: “ligue para uma pessoa idosa”. Estamos ligando, procurando contato diário, semanal, criando grupos de WhatsApp para aqueles que conseguem conversar e ligando para a família para saber a situação do idoso”, explica Adriana Nunes Oliveira Coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Idoso de Vitória.

A Pastoral da Pessoa Idosa leva afeto, informações sobre diretos e melhora na qualidade vida de mais de 170.000 pessoas idosas em todo Brasil. Aqui em Vitória são acompanhados mensalmente aproximadamente 700 idosos, que conta com 120 líderes comunitários, além de 12 coordenadores paroquiais

 

“Os idosos nas paróquias são acompanhados por duplas, cada paróquia divide seu grupo em duplas e a quantidade de idosos. Cada líder acompanha até 10 idosos, para que possa atender com qualidade e visitar mensalmente. Existe uma capacitação desses líderes para que eles possam saber visitar, como abordar as questões familiares, reconhece os problemas que cada família está passando, para que possa oferecer algumas soluções”, comenta Adriana.

Para receber a visita da Pastoral do Idoso é necessário procurar sua paróquia, pois a paróquia entrará em contato com a Pastoral onde será realizado um cadastro e a partir do momento que o idoso for cadastrado ele receberá o acompanhamento mensal.

O idoso é um sujeito de dignidade, precisa ser reconhecido como pessoa. Que a família nunca abandone seus idosos. Que os idosos possam viver sentimentos de gratidão para com o passado, alegria com o presente e muita esperança para com o futuro.

Saiba mais sobre a Pastoral da Pessoa Idosa: http://www.pastoraldapessoaidosa.org.br/